Faculdade teológica do brasil "Entidade Educacional Com Jurisdição Nacional"



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3. Como devemos dizimar (4)
É dever de todo cristão dizimar à luz de Malaquias 3:10 onde Deus nos ordena dizendo: "Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal, que dele vos advenha a maior abastança".

Se é uma ordem, só posso obedecê-la trazendo o dízimo inteiro, não a metade ou apenas uma parte. Meia obediência é igual à desobediência total. Foi o caso de Ananias e Safira que não queriam ser completamente desobedientes, mas terminaram sendo os exemplos de deslealdade em matéria de contribuição, Atos 5. 1-11.

Todo o cristão sincero deveria ter verdadeira alegria ao contribuir para o sustento do Reino de Deus. Esta atitude é a normal e correta, mas em se tratando de uma ordem, mesmo que não seja com muita alegria, vale a pena cumpri-la para o nosso próprio bem. Como alguém afirmou, o crente deve começar a dizimar ainda que sem muito entusiasmo porque é tão bom contribuir que começando por obrigação terminará por alegria e consagração.

Deve-se ter a preocupação de se contribuir com regularidade efetiva. Muitos contribuem com tanta irregularidade que o dinheiro chega a perder o valor. São aqueles que dão de quando em vez e não podem ser conhecidos como dizimistas porque têm renda todo mês, embora contribuam eventualmente.

Supostamente baseados nos ensinamentos de Paulo, 2 Coríntios 9.7, alguns dizem que devem contribuir segundo propôs no coração e assim o fazem. Estão errados quanto à interpretação do Texto Bíblico que neste caso, trata de ofertas alçadas para obras sociais, não do dízimo. O crente pode usar a medida do coração, porém, quando se trata de dízimo, Deus já determinou 10% e isso é inegociável.

Verificamos ainda, em Malaquias 3.8, que o crente só pode ser ofertante depois de ser dizimista. O povo de Israel roubava a Deus nos dízimos e nas ofertas alçadas. É uma questão lógica, o que é de Deus é o dízimo e não podemos ofertar ao Senhor usando o que pertence a ele.

Quem poderá ser bom mordomo deixando de fazer o que Deus ordenou? Certamente o servo fiel é mais agradável ao seu Senhor. Por muitos séculos Deus tem comprovado sua fidelidade para com os homens que lhe obedeceram com amor e dedicação.

Vale ressaltar que o dízimo deve ser entregue do valor bruto dos nossos rendimentos. Os descontos previdenciários e os impostos que nos são deduzidos em folha de pagamento ou em carnês, são para nosso benefício e são também um compromisso espiritual, Mateus 22.21. Deus não deve pagar nosso impostos ou taxas previdenciárias. Entregar ao Senhor o dízimo do valor líquido não é fidelidade integral. O problema é que não existe fidelidade parcial.

4. A quem entregar os dízimos? (5)
O texto de Malaquias é muito claro. O dízimo deve ser entregue na Casa do Tesouro, isto é, na igreja de Jesus Cristo em ato de adoração e culto solene.

Fala-se em cristãos que dão o seu dízimo parte em casas filantrópicas e parte na igreja. Este não é o método bíblico que manda trazer todo dízimo a Casa do Tesouro e consequentemente o dízimo todo para a administração da igreja. O crente não deve fazer as coisas conforme sua conveniência somente, mas de acordo com a consciência de Deus refletida nos ensinos da Bíblia, a sua Palavra Santa e Infalível.

Como agência do Reino de Deus a igreja está credenciada para gerenciar os seus negócios do Rei quer sejam especificamente espirituais ou materiais. Se houver falha na mordomia da administração do dízimo por parte da igreja, o membro tem direito de questionar e até de orientar a correção, mas nunca de tomar atitudes pessoais para as quais não foi credenciado por Deus. É pecado, conforme o preceito bíblico, o cristão arrogar-se o direito de aplicação e administração do seu próprio dízimo.

Conclusão (6)
Nós, os cristãos evangélicos, nos orgulhamos em afirmar que a Bíblia é o nosso único livro de fé, prática e conduta. Muito bem, se assim é, então por que não pomos em prática a doutrina do dízimo como a Bíblia ensina?

No Novo Testamento, 90 (noventa) passagens falam sobre dinheiro. O batismo é mencionado 17 vezes. A igreja aparece em 21 versículos. Inferno, 11 vezes. O hades, 4 vezes. O arrependimento, 21 vezes. A vida eterna, 47 vezes. Eleição, 7 vezes. Pecado e pecadores, 72 vezes. Espírito Santo, 27 vezes. Vemos, pois, que no Novo Testamento muito mais se pregou sobre dinheiro que sobre qualquer outra coisa. Jesus, quando reuniu os apóstolos, elegeu um tesoureiro. Para que um tesoureiro? Para receber ofertas, é claro. Dízimos e ofertas alçadas.

A Bíblia chama de ladrão a quem não entrega o dízimo, asseverando que os roubadores não herdarão o Reino de Deus, 1 Coríntios 6.11. A situação dos irmãos que insistem na infidelidade é crítica. Ou não entenderam de forma apropriada o compromisso da fé salvadora ou não experimentaram a salvação que se opera pela fé que desemboca na fidelidade incondicional.

Causa perplexidade ouvir certos membros de igreja afirmando que não dão o dízimo porque não podem. Caso isso fosse verdade, teríamos de eliminar da Bíblia Filipenses 4.13. Ora, se eu posso todas as coisas, então posso entregar o dízimo a Deus. Pela fé, o crente pode todas as coisas que não contrariam a natureza de Deus, e as que contrariam o caráter do senhor, que constitui pecado, nos são lícitas mas não devemos praticá-las, 1 Coríntios 6.12 e 10.23.

Muito mais valem 9/10 do nosso salário com as bênçãos de Deus, do que todo um salário sem as suas bênçãos, Ageu 1.3-6. E não só sem as bênçãos, mas com as maldições previstas no juízo divino que se impõe pela suserania (7) do Senhor.

Amém.

Notas
(1) FALCÃO SOBRINHO, João. Estou Convosco. Rio de Janeiro: CPCCBB, 1997. 124 p. (pp. 74-75).
(2) CÂNDIDO, Daniel Oliveira. Reflexões sobre Mordomia Cristã. Duque de Caxias: AFE, 1982.
231 p. (pp. 161).
(3) Id. Ibid. pp. 162.
(4) Id. Ibid. pp. 162-163.
(5) Id. Ibid. pp. 163-164.
(5) MOTTA, Waldomiro. A Doutrina Bíblica da Mordomia. 3. Ed. Rio de janeiro: JUERP, 1986. 62 p. (pp. 31-32).
(7) Ação de soberania em conceder livre arbítrio ao seus vassalos para o exercício de aparente ou relativa autonomia.


MOTIVAÇÕES PERIGOSAS PARA O MINISTÉRIO
Uma breve Reflexão sobre alguns motivos errados para o Ministério

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Falar de vocação não é uma tarefa fácil. Como explicar os vislumbres de certezas espirituais ?
Pode a vocação de Deus ser descrita ?
Talvez devesse deixar tal desafio para os mais experientes nas lidas pastorais; não obstante, quero pisar neste terreno mui solenemente.
Nestes doze anos de ministério tenho visto alguns pastores perderem o rumo original e ministérios infrutíferos com igrejas fracas e em declínio. Entendo que grande culpa dos problemas destas igrejas deve-se a nós mesmos, seus pastores.
Notem as palavras de Eugene Peterson: "Os pastores estão abandonando seus postos, desviando-se para a direita e para a esquerda, com freqüência alarmante.
Isto não quer dizer que estejam deixando a igreja e sendo contratados por alguma empresa. As congregações ainda pagam seus salários, o nome deles ainda consta no boletim dominical e continuam a subir não púlpito domingo após domingo. O que estão abandonando é o posto, o chamado. Prostituíram após outros deuses.Aquilo que fazem e alegam ser ministério pastoral não tem a menor relação com as atitudes dos pastores que fizeram a história nos últimos vinte séculos" . Uma reflexão dura, mas realista. Alguns pastores estão abandonando seus postos. Após ler estas considerações de Peterson, fiz a seguinte pergunta: O que tem levado nossos jovens ao ministério ? Minha pergunta levanta a questão sobre as reais motivações de nossos vocacionados para o Ministério Pastoral. Talvez nem todos têm consciência de que errar na vocação trás conseqüências desagradáveis para si mesmos e também para suas futuras igrejas. Embora uma vaga vocação para o ministério possa levar ao pastorado, não sustentará o pastor através das ásperas realidades da vida na igreja. É preciso avaliar as verdadeiras motivações, antes de ingressar nos seminários.


Por motivação queremos dizer os motivos internos que levam uma pessoa à ação. Todos nós tomamos decisões na vida motivados por algo ou alguma coisa em dado momento de nossa existência e considerando as diversas situações da vida. Falando da motivação que leva um jovem a decidir pelo ministério, entendemos que todo genuíno vocacionado deve ter como ambição ser um instrumento de Deus . Sua única motivação para ser pastor é seu desejo ardente de realizar a obra de Deus e para a glória de Deus. Contudo, é possível que nem sempre esta seja a mola propulsora de um ou outro aspirante ao pastorado. A título de alertar-nos para este perigo, alisto cinco possíveis motivações erradas e egocêntricas que podem levar alguém ao Ministério:

1) Adquirir estabilidade financeira: Os motivos da nossa sociedade seculare são controlados pelo cifrão. Vivemos uma época de recessão e de desemprego. São só na cidade de São Paulo, quase 2 milhões de desempregados. O tempo médio hoje para alguém que perde o emprego é de 1 ano até conseguir outro. É com temor e tremor que arrisco raciocinar desta maneira, mas temo que alguns jovens em nossas Igrejas, passe a compreender o ministério como uma profissão e um meio de ganhar a vida. Penso que todo candidato ao ministério deveria responder a esta pergunta: O motivo que tenho para desejar ser pastor é porque serei pago para isto?

Quanto a isto, Spurgeon escreveu: "Se um homem perceber, depois do mais severo exame de si mesmo, qualquer outro motivo que a glória de Deus e o bem das almas em sua busca do pastorado, melhor que se afaste dele de uma vez, pois o Senhor aborrece a entrada de compradores e vendedores em seu templo"


2)
Status social: Não é de hoje que a sede de posição cega as pessoas . O "ser pastor", mesmo que em nossos dias não é lá muito bem visto, até mesmo pelos escândalos envolvendo alguns líderes cristãos, os títulos de Reverendo e Pastor transmitem uma certa dose de autoridade que dignifica o ser humano, e lhe confere status social. Não obstante, liderar não é fácil. Às vezes pregar pode ser uma tortura. Pastorear ovelhas relutantes é uma atividade esmagadora. Ser uma figura pública sob os olhares de todos e viver sob constantes cobranças, mesmo que estas não sejam verbais, sacodem o nosso coração. Nós pastores inevitavelmente armazenamos um certo nível de frustração em nosso trabalho. Ficamos frustrados com os conflitos da igreja, com a futilidade de nossos planos e com o fracasso do nosso povo. O status social não pode sustentar o nosso ministério e fazer com que vivamos nossa vocação de modo responsável.

Em I Tm 3:1, Paulo escreve: "se alguém deseja o pastorado, excelente obra almeja" O termo "deseja"na língua grega é epithumeo, que tem o significado de "colocar o coração, ambicionar, desejar". Precisa ser observado que o objeto do desejo é a obra, o serviço, e não a posição ou status. Este foi um erro cometido por Tiago e João (Mc 10:35:45). Alguém motivado por posição elevada e pelo desejo de atenção trará com certeza prejuízo a si mesmo e à Igreja de Cristo.

3) Necessidade de firmar-se como pessoa: É possível que alguém caia na armadilha de desejar o ministério por entender que a posição e o status conquistado forçam os outros a lhe dedicarem atenção. O desejo que um ser humano tem de que os outros o respeitem é um sinal louvável de sua auto-estima. Não há nada de errado em desejar ser respeitado e admirado, mas não é a motivação correta para o ministério. É comum termos notícias de líderes que avaliam sua eficiência ministerial através de quantas pessoas da denominação o conhecem. Conheci um pastor que guardava todo exemplar do jornal Brasil Presbiteriano em que saía uma matéria com sua foto e que falava a seu respeito. São líderes que buscam a fama e serem aplaudidos pelos homens.

4) O Senso de obrigação: Há quem se torne ministro, pois depois de ter passado pela família, conselho, presbitério e ter feito o curso teológico no seminário, sente-se na obrigação de ter que ir até o fim de seu "chamado". Sente-se culpado se não fizer aquilo que todos esperam dele. É desnecessário dizer que este líder não desenvolverá seu ministério com alegria e prazer. Um velho pregador deu um sábio conselho a um jovem quando indagado sobre sua opinião quanto a seguir o ministério: "Se você pode ser feliz fora do ministério, fique fora, mas se veio o solene chamado, não fuja" Precisamos instruir aos nossos seminaristas que mesmo que tenham feito o curso de teologia no Seminário, caso sintam que não foram chamados ao pastorado, entendam que o tempo de estudos e de preparação não será perdido. Poderão ser uma excelente ajuda às igrejas como pregadores, professores, oficiais e líderes. O peso de um sentimento de obrigação não pode levar ninguém ao pastorado. O Ministério deve ser obedecido por vocação e não por obrigação. Alguém pontuou o seguinte: "os ministros sem a convicção do chamado carecem muitas vezes de coragem e carregam uma carta de demissão no bolso do paletó. Ao menor sinal de dificuldade, vão-se embora".


5)
Falta de opções: É possível que alguém decida ser um pastor, pois depois de tentativas inglórias de ingressar em alguma outra faculdade, ou por não ter condições financeiras de custear um curso em uma universidade , percebeu que poderia fazer um curso de nível superior pago pelo Presbitério e ainda recebendo ajuda de custo de sua Igreja. Nossos jovens precisam ver que o candidato ao ministério, sendo seu chamado imposto por Deus, não é uma preferência entre outras alternativas, ou por falta delas. Ele é pastor não por falta de alternativas, mas porque esta é a única alternativa possível para ele, e insisto: Vocação pastoral não pode ser por falta de opções, mas porque foi imposta por Deus.

Todos nós que somos pastores sabemos como o ministério é desgastante, e ninguém pode cumprir o difícil papel de pastor se não tiver a consciência de que foi comissionado por Deus. Na qualidade de pastores e tutores eclesiásticos, faz-se necessária nossa orientação aos aspirantes e candidatos ao Ministério de que não há como alguém sobreviver no pastorado, caso sinta que esta foi uma escolha sua e não de Deus.

O ANÚNCIO DA IGREJA
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Neste trecho, entendo que o Senhor Jesus apresenta a Igreja como seu propósito; assim como esboça sua composição, seu caráter e missão:

(MATEUS Cap: 16)
[13] Indo Jesus para os lados de Cesaréia de Filipe, perguntou a seus discípulos: Quem diz o povo ser o Filho do Homem?


Embora, em seu ministério público, Jesus tenha interagido com quase todos os partidos judaicos: os herodianos, que, conforme indica o nome, eram partidários de Herodes; os zelotes, que queriam, pela força das armas, libertar Israel do domínio romano; os fariseus, ortodoxos estudiosos das escrituras; e os saduceus, partido da classe sacerdotal; foi com o povo que Jesus, de fato, desenvolveu o seu ministério. Ao povo pregou; alimentou; curou. Foi com o povo que andou e que se confundiu.
A pergunta era, portanto, uma aferição: o que as bençãos recebidas pelo povo geraram neste em termos de compreensão de quem Jesus era?


[14] E eles responderam: Uns dizem: João Batista; outros: Elias; e outros: Jeremias ou algum dos profetas.

A resposta deixou a desejar, conseguiram ver em Jesus um grande profeta, catalogaram-no entre os maiores, porém, não acertaram. Ouvir, ser curado e alimentado por Jesus não é garantia de chegar a ter dele o conhecimento que dá vida eterna (Jo 17.3).

[15] Mas vós, continuou ele, quem dizeis que eu sou?
Outra aferição, esta mais importante: os discípulos conviveram com Jesus, obtiveram informações privilegiadas, quer pelas perguntas que puderam fazer, quer por ensino exclusivo, quer pela observação no dia a dia. Detendo mais informações, estavam mais preparados para responder; era de se supor que acertariam.


[16] Respondendo Simão Pedro, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.
"Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo", responde Pedro. Tu és o Cristo, o messias, o salvador vislumbrado pelos patriarcas e anunciado pelos profetas. Certo, porém, incompleto, se parasse por aí: todos criam que o messias seria o maior dos profetas (Dt 18.15), entretanto, um profeta. Pedro teria ido apenas um pouco mais adiante que o povo. Ele vai mais longe: "o filho do Deus vivo". Revolucionário! Os teólogos, de então, diziam que Deus era único, logo, não podia ter filho. Por que? Porque se Deus tivesse um filho, este teria de ser um Deus também, então, já não seria um único Deus, mas, dois deuses. Eles não conheciam a doutrina da Trindade, não sabiam que há três pessoas e um só Deus. Pedro disse-o: Jesus de Nazaré é o Cristo; Jesus de Nazaré é Deus. Resposta completa. Os teólogos entenderam que Deus haveria de mandar um salvador, entenderam ser um grande profeta - Moisés assim pareceu dizer (Dt 18.15) - não entenderam que, ao anunciar um salvador, Deus anunciava a sua visita. Não imaginavam que a salvação humana custaria tão grande preço.
Franco Zefirelli, cineasta italiano, fez o filme Jesus, que chamou de seu afresco. O filme, originariamente, apresentado em duas partes, tinha, como término de sua primeira parte, cena que procurava retratar o texto que estamos trabalhando: Zefirelli descreve Pedro ajoelhando-se enquanto proferia a declaração em questão e, ato contínuo, os demais discípulos tomados pelo impacto da afirmação, testemunhando sua concordância, também se ajoelham. Não sei se foi assim mesmo que aconteceu, porém, indubitavelmente, é a cena que mais se coaduna com a profundidade do que foi dito. Jesus é mais que um profeta a ser ouvido; mais que um mestre a ser seguido; é Deus a ser adorado. Esse é o conhecimento, acerca de Jesus, que dá vida eterna (Jo 17.30).


[17] Então, Jesus lhe afirmou: Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus.

Não foi a convivência com Jesus que os fez saber a verdade. Foi uma revelação!
O conhecimento-experiência, acerca de Jesus, que dá vida eterna, é uma revelação do Pai - Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o TROUXER; e eu o ressuscitarei no último dia. (JO 6:44).


[18] Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.

Que pedra?
A afirmação, ou melhor, a revelação: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo".
Que igreja?
Igreja é uma palavra que pode ser traduzida por reunião, assembléia, nação e afins; por se tratar de ajuntamento de pessoas que têm afinidades, características e/ou objetivos comuns. Portanto, Jesus está falando de um grupo de pessoas especiais: as pessoas que receberam a mesma revelação que Pedro e os discípulos.
A Igreja é a reunião daqueles que, a exemplo de Pedro, receberam, do Pai, a revelação de que Jesus Cristo é Deus vindo para salvar-nos, que deve ser adorado, adoração, esta, que começa com a entrega da vida.
A Igreja é a reunião dos adoradores de Jesus. Neste sentido a missão da Igreja é agradar o seu Senhor; é a Igreja como noiva: - Então, veio um dos sete anjos que têm as sete taças cheias dos últimos sete flagelos e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a noiva , a esposa do Cordeiro (AP 21:9); - Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo (AP 21:2).
A noiva, na sua ação de adorar, é a satisfação do desejo do Pai: - Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores (JO 4:23).


e sobre esta pedra edificarei a minha igreja
A partir da confissão-adoração: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo" Jesus construirá a sua igreja. Será que a Igreja é edificada enquanto e na medida em que adora?
Paulo parece dizer que sim: - E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito (2CO 3:18).
Será que adorar passa, também, pela contemplação?
Adorar tem várias conotações: prestar homenagens; reverenciar; prestar culto e, entre outras, também, contemplação. Por exemplo: Adorai o SENHOR na BELEZA da sua santidade (SL 96:9). Derek Kidner (Salmos - introdução e comentário - ed. Vida Nova e Mundo Cristão) diz sobre adorar na beleza da santidade: "a verdadeira adoração reflete isto no amor e admiração dados a Ele." Adoração, aqui, é o mesmo que contemplação amorosa.
Nesta contemplação (adoração) somos edificados.
O Pai desvenda-nos o rosto (por meio da revelação), mostra-nos o Filho e o Espírito Santo nos transforma. Assim Cristo edifica a sua Igreja. Torna-nos parecidos com Ele à medida que o adoramos.
Igreja é, portanto, também, a reunião das pessoas que estão sendo transformadas pelo Espírito Santo à imagem e semelhança de Cristo.


contemplando, como por espelho, a glória do Senhor,
Qual é o espelho?
Penso e algumas coisas que devem ser usadas como espelho:
i- a bíblia: JO 5:39 - Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim. A Igreja lê as escrituras para ver Jesus, não apenas para ter informações sobre ele. Ele é a vida eterna que está no texto sagrado.
ii- a criação: SL 19:1 - Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos. A natureza expressa a glória de Deus. A glória de Deus é a sua bondade (Ex. 33.19). A igreja perscruta a natureza para ver Jesus, a encarnação da bondade de Deus.


A palavra reunião pode dar uma conotação equivocada: de que só há igreja quando essas pessoas, de características especiais, e encontram. Por isso gosto muito do que o Pedro disse: 1PE 2:9 - Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.
Aliás, Jesus disse "e sobre esta pedra edificarei a minha igreja" num contexto muito peculiar: Haviam três nações, representadas por três cidades, que tinham pretensões universais: romanos, representados por Roma; judeus, representados por Jerusalém e os gregos, representados por Atenas. Os romanos acreditavam que a salvação do mundo estava em todos se submeterem à sua "pax", o que significava submeter-se a eles. Os judeus acreditavam que a salvação dos homens estava na submissão destes a eles que, como sacerdotes, os conduziriam no caminho de Deus; os gregos, por sua vez, acreditavam que a tal salvação estava em todos submeterem-se a seu modo de pensar.


e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.
Jesus diz que vai fundar uma nação que libertará de fato os homens do inferno. Pois, sua nação atacará o inferno e as portas deste não resistirão ao ataque daquela, liberando os seus prisioneiros. Por que ataque? Porque fala das portas não prevalecerem. Jesus falava no contexto das cidades muradas, onde a porta é o último bastião, a última defesa, se as portas não resistem ao ataque, a cidade é invadida e tomada.
Outro elemento que, penso, está contido nessa afirmação é o fato de a igreja ser o braço ministerial de Jesus Cristo, uma nação de soldados da libertação, pois, como disse João: 1JO 3:8 -Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo.


Eis o projeto de Jesus: uma nação de adoradores - a noiva; uma nação de soldados - o corpo.

O corpo depende da noiva.

A medida que a igreja vai sendo edificada vai, também, assumindo seu papel ministerial, ou seja, destruindo as obras do diabo. Quanto mais a igreja adora, mais eficaz se torna contra o inferno.



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