Faculdade teológica do brasil "Entidade Educacional Com Jurisdição Nacional"



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Algo Prático
O cantar. É errado chamar a primeira parte do culto de Louvor, visto que, na realidade, todo culto, e o culto todo é uma tremenda apoteose de louvor. Não pode haver culto se não há adoração com seriedade, se o louvor é sem reverência, sem humildade, sem espírito de dependência, sem espírito de cooperação, sem confiança, sem quebrantamento e sem consagração.
A música são as flores do jardim da adoração. O objetivo é unicamente a glória de Deus, nunca o destaque pessoal. A música deve afunilar juntamente com as leituras bíblicas, a oração e as ofertas para o tema a ser explanado e desenvolvido no sermão. Cuidado com a música de qualquer jeito, sem ensaio, improvisada, porque nosso Deus não merece nem tolera isso!
Por que substituir os teológica e musicalmente bem escritos hinos, hinetos e doxologias por corinhos de paladar duvidoso, escritos em mau português, popularescos, com uma teologia que não é bíblica, como, por exemplo, “Jesus é a aliança entre você e eu...”, onde em poucas palavras há um erro crasso de linguagem? O hino deve ser reverente, bíblico, trazer o amor de Deus e enfatizar a adoração.
O bom hino comunica o amor do Pai. Há quem se interesse pelo som, pela harmonia ou pelo ritmo, mas não pelo Senhor que é exaltado nos seus versos. Há quem esteja mais interessado no que alguém imaginosamente chamou de LIT-ORGIA, em vez da liturgia (palavrinha boa que significa “o trabalho do leigo”); há quem se interesse pelo barulho em vez do serviço a Deus, o “trio elétrico” evangélico”, a “axé music” evangélica em vez da calma onde se manifestou o Espírito de Deus a Elias (1Rs 19.12b). O irmão Lawrence afirmou, “Não consigo imaginar como pessoas religiosas podem viver satisfeitas sem a prática da presença de Deus”. Sim, a alegria da presença de Deus, porque a alegria não é encontrada em cantar certo tipo de música ou viver com certo grupo. Consiste na obediência.
As ausências. A palavra de Deus é claríssima sobre esse tema: “consideremo-nos uns aos outros, ... não abandonando a nossa congregação, como é costume de alguns...” (Hb 10.24,25). A tradução do Pe. Negromonte esclarece ainda mais, “Não deixando as nossas reuniões...”
É ausentar-se podendo estar presente, o velho e persistente comodismo. É não deixar que a chuva, o calor, o frio, a TV, a corrida de automóveis, o futebol, o dever de casa, a praia, os passeios, ou o turismo eclesiástico nos impeça de vir à própria congregação, pois é preciso crescer com a igreja, crescer na igreja, crescer para a Igreja de Cristo em sua expressão local, a comunidade de fé de você faz parte.
Quando deixamos a congregação, quando nos ausentamos da igreja, não recebemos as bênçãos do culto, perdemos o fervor, o espírito de unidade, não levamos os filhos a crescer e a igreja perde a cooperação.
Se a adoração, o louvor, o culto não nos transformar, não pode ser chamado culto, louvor, adoração (cf. Mt 5.23,24), visto que adorar, louvar, cultuar é transformar-se. Se a adoração não nos levar a maior obediência, é só agitação, mas não um ato de culto. Quando entramos no templo é a expectativa, quando saímos é obediência; quando entramos é fé e esperança, quando saímos é amor.

Neemias nos inspira: “porque este dia é consagrado ao nosso Senhor. Portanto não vos entristeçais, pois a alegria do Senhor é a vossa força” (8.10b), por isso, “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor!”



A IGREJA PRECISA DE TEOLOGIA?
ESTUDO SOBRE A IGREJA
TEOLOGIA GRÁTIS PARA TODOS


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Introdução e Conceitos
É comum ouvirmos que "a teologia mata a religião" ou que "a Igreja não precisa de teologia e, sim, de vida". Serão verdadeiras essas afirmações? Admitimos que há muita coisa por aí levando o nome de "teologia" que não passa de especulação humana, por não se basear em pressupostos de uma hermenêutica bíblica. E até a "boa teologia", quando se torna um fim em si mesma, pode não ter qualquer uso prático e reduzir-se a mero academicismo. Não é disto que falamos aqui. Perguntamos se a verdadeira Teologia é necessária à Igreja.

E o que é verdadeira Teologia? Como o próprio nome indica, Teologia é o estudo de Deus, ou, definindo mais formalmente, "é a ciência que trata de Deus em Si mesmo e em relação com a Sua obra" (B.B. Warfield). Perguntamos, por conseguinte, se a Igreja pode prescindir do conhecimento de Deus e da Sua obra e ainda ser Igreja de Deus. É quase certo que aqueles que negam a necessidade da Teologia na vida da Igreja não diriam, conscientemente, que alguém pode ser cristão sem conhecer a Deus. O que lhes falta é um bom conhecimento do que é Teologia e de suas implicações.

Como podemos conhecer a Deus sem estudar a revelação que Ele faz de Si mesmo? Como saber quem Ele é e o que Ele tem feito e faz, quem somos nós em relação a Ele, o que Ele requer de nós,etc., se não investigarmos o que Ele deixou revelado para nosso conhecimento? Pois esse é o trabalho da Teologia. Esse trabalho parte de três pressupostos: O primeiro é o de que Deus existe; o segundo, de que Ele pode ser conhecido, embora não de modo exaustivo e completo; e o terceiro, de que Ele tem Se revelado tanto por meio de Suas obras (criação e providência - Revelação Geral - Sl19:1,2; At 14:17), como, principalmente, nas Santas Escrituras (Revelação Especial - Hb1:1,2; 1 Pd 1:20,21). É porque Deus Se revelou que podemos conhece-Lo. Nosso conhecimento de Deus não é intuitivo, nem natural, mas comunicado por Ele mesmo através dos meios que soberanamente escolheu. "Fazer teologia", portanto, não é inventar teorias a respeito de Deus e de Suas obras, nem mesmo "descobrir" a Deus, mas conhecer e compreender a revelação que Ele próprio deu de Si. Por isso, qualquer estudo de Deus que não tiver a Sua revelação como base, meio e princípio regulador não é "teologia", devidamente entendida.

A palavra "teologia" não ocorre na Bíblia e o termo que lhe é equivalente, no N.T., é "doutrina" ( "didache" ou "didaskalia", no grego), que vem de uma raiz que significa "ensinar" e pode se referir tanto ao ato de ensinar, propriamente, como ao conteúdo do que é ensinado (Rm 6:17;1Tm 6:3-4; 2Tim 4:3-4; Tito 1:2,9, etc.). Podemos dizer, de modo mais completo agora, que Teologia é o conjunto de verdades extraídas dos ensinos bíblicos a respeito de Deus e de Sua obra, e que são apresentadas de modo sistemático, na forma de um corpo de doutrinas. A essa forma ordenada de doutrinas, dá-se inclusive, o nome de "Teologia Sistemática". O adjetivo aqui, não altera o conceito de "teologia".

Assim entendidas, fica evidente que não há diferença entre Teologia e Doutrina. Mas voltemos ao nosso tema. Duas são as razões geralmente apresentadas para se dizer que a Igreja não precisa de Teologia. Elas se baseiam em duas falsas antíteses:

1. A primeira é a suposição de que o Cristianismo se baseia em fatos e não em doutrinas

Concordamos que nossa salvação não repousa sobre um conjunto de teorias ou idéias, mesmo que extraídas corretamente da Bíblia, a que damos o nome de "doutrina", mas sobre os atos poderosos e eficazes do nosso soberano Deus. Não somos salvos através de uma correta teoria a respeito da pessoa de Cristo, mas pela própria pessoa de Cristo; nem através de um exato entendimento da doutrina da Expiação, mas pelo próprio ato expiatório. É possível alguém ser "bom teólogo", nesse sentido, e ainda não experimentar as graças ensinadas nas doutrinas que expõe. A doutrina realmente não salva. A obra de Cristo, devidamente aplicada pelo Espírito no coração do crente, é que assegura essa graça. Seu nascimento sobrenatural, Sua vida de perfeita obediência à Lei, Sua morte substitutiva, Sua ressurreição, Sua ascensão e assentamento à direita do Pai, Sua segunda vinda, são os grandes fatos que tornam garantida a salvação dos eleitos.

Mas como sabemos que esses são os fatos? Que sentido teriam esses acontecimentos se não tivessem sido interpretados? É a doutrina que lhes dá sentido. Como viemos a saber que aquele menino que nasceu em Belém é o Filho de Deus? Por que descansamos na eficácia da Sua morte para a expiação dos nossos pecados? Por que sabemos que a Sua ressurreição, há dois mil anos atrás, garante a nossa justificação? É porque esses fatos são todos explicados e interpretados pela doutrina.

Esta não só informa o fato como também dá o seu significado. A doutrina não salva, mas pode tornar o homem sábio para a salvação (2Tm 3:15). Doutrina sem fato é mito, mas fato sem doutrina é mera história.

O Cristianismo, portanto, consiste em "fatos que são doutrinas e doutrinas que são fatos", na expressão de B.B. Warfield. Ele diz: "A Encarnação é uma doutrina: nenhum olho viu o Filho de Deus descer dos céus e entrar no ventre da virgem; mas se isso não for um fato histórico também, nossa fé é vã e permanecemos ainda em nossos pecados"( Selected Shorter Writings, vol 2, p. 234). Fato e doutrina se complementam no Cristianismo. Quando João diz: "E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade" (Jo 1:14), não está apenas apresentando um fato; está explicando-o também. Quando Paulo afirma que Jesus "foi entregue por causa das nossas transgressões,e ressuscitou por causa da nossa justificação" (Rm 4:25), de igual modo está dando uma interpretação aos fatos da morte e ressurreição de Cristo. Isto é o que se vê em toda a Escritura, especialmente nas epístolas.

Até mesmo os fatos manifestos na natureza (Revelação Geral) não seriam devidamente compreendidos se não fossem explicados pela Bíblia (Revelação Especial). Podemos hoje entender que "os céus manifestam a glória de Deus" (Sl 19:1) porque o Criador nos tem revelado isso na Sua Palavra.

Sem essa explicação, sua mensagem (a dos céus) passaria despercebida e eles poderiam até ocupar o lugar do Criador, gerando a idolatria (devido ao pecado), como lemos em Rm 1:18-32. Não é o acontece quando as pessoas dizem que "a natureza é sábia", ou quando a chamam de "mãe natureza"?. Sem a revelação do Criador, a criatura toma o seu lugar. Daí dizer-se que para se conhecer a Deus é preciso que Ele fale, e não somente que Ele aja.

Concluímos, portanto, que os fatos só têm sentido quando acompanhados da doutrina. Nem é pertinente perguntar qual dos dois é mais importante. Seria o mesmo que indagar qual das duas pernas é mais importante para o nosso caminhar. O ensino da doutrina é uma das ênfases da Bíblia (1Tm 3:2; 2Tm 2:2; Tito 1:9; Ef 4:11), pois sem ela não existe verdadeiro Cristianismo.

2. A segunda é a suposição de que o Cristianismo consiste em vida, não em doutrina Por trás dessa afirmação podem estar raízes do conceito filosófico que exalta o misticismo, as emoções, o sentimento religioso do homem, e que procura eliminar da religião todo apelo ao intelecto, à razão. "Religião é vida e a vida é dinâmica, fluente; a doutrina é estática, fria, e, portanto, não pode ser compatível com o caráter do Cristianismo", dizem. Aqueles que assim pensam até admitem um certo tipo de doutrina, desde que mutável, adaptada sempre à dinâmica da vida e conformada às "necessidades" da época e do lugar onde a vida do Cristianismo se manifesta. Até chamam a isso de "teologia contemporanizada" ou "contextualizada". Segundo esse ponto de vista, não é a doutrina que deve dirigir a vida, mas esta àquela. "A letra mata, mas o espírito vivifica", argumentam. A prática (práxis) é colocada acima da doutrina não só em importância, mas também no tempo: a doutrina passa a ser um produto da vida cristã, não a sua norma. Há até quem interprete assim a célebre divisa: "Igreja reformada sempre se reformando".

Mas será essa a visão bíblica do Cristianismo? Podemos dizer, com base na palavra de Deus, que o Cristianismo é vida e não doutrina, ou, primeiramente vida, depois doutrina? Existe tal antítese? Se essa posição for verdadeira, então não haverá verdade absoluta, nem princípio fixo, nem revelação objetiva. Tudo cairá no campo dos valores relativos e passará a depender do subjetivismo, da "piedade", das emoções. Não admira que haja tanta "fluidez" e instabilidade entre os que assim pensam, e que sejam facilmente levados "por todo vento de doutrina". Para estes, a doutrina é o que menos interessa.

Concordamos também que Cristianismo é vida, e graças a Deus por isso! Onde a vida não se manifesta, nos moldes escriturísticos, falta a alma da verdadeira religião. Mas devemos ou podemos prescindir da doutrina para que essa vida se manifeste? Antes de tudo, é a verdade de Deus relativa? Depende o seu valor do lugar e da época em que se encontram os homens? Sabemos que esta é a posição atual dos que se denominam pluralistas e esse é o pressuposto básico desta posição. Será que aquilo que foi deixado por Paulo e pelos outros apóstolos como doutrina para os seus dias deveria ser mudado nos dias de Agostinho, depois nos dias de Lutero e Calvino, depois nos dias de Warfield e dos Hodge e, assim, sucessivamente, até os nossos dias, para dar lugar às manifestações de vida? Não creio que a Bíblia justifique essa posição nem que esses teólogos a tenham entendido assim. O princípio de que "a Igreja reformada deve estar sempre se reformando" visa manter sempre a mesma posição em relação à verdade, não alterá-la, para que seja aplicável em todas as épocas. É para que continue sempre sacudindo de si toda tradição e acréscimo humano que não estejam de acordo com os valores fixos e absolutos da palavra de Deus.

Reformar é voltar às origens, ao que foi intencionado no princípio por Deus. E não há outra forma de se fazer isto a não ser pela doutrina.

Foi a doutrina bíblica, tão bem exposta pelos reformadores e tão negligenciada pela Igreja, que a trouxe de volta às origens e lhe recuperou a vida, no século XVI. Foi a falta da verdadeira doutrina que enfraqueceu a Igreja e a lançou num tradicionalismo vazio e pagão. É a correta aplicação da doutrina que produz a verdadeira vida cristã. Não basta apenas um sentimento religioso para fazer de um homem um cristão. É preciso que sua vida seja moldada na doutrina de Cristo.É a doutrina que dá característica à vida.

Sem dúvida, não estamos afirmando que apenas a doutrina, independente da obra santificadora do Espírito, produz vida. A doutrina é, isto sim, o meio que o Espírito soberanamente usa para nos fazer conhecer a vontade de Deus e nos levar a praticá-la. É através dela que ficamos sabendo que a vontade de Deus é a nossa santificação e que, sem esta, ninguém verá o Senhor ( 1 Ts 4:3; Hb 12:14). É ela que nos aponta os meios de graça deixados pelo próprio Senhor, que é quem nos santifica (Lv 20:7-8; Ef 5:26). Nas epístolas paulinas, a íntima relação entre doutrina e prática é evidenciada pelo seu método de apresentar primeiro a argumentação teológica (doutrinária) para depois tirar as implicações práticas dela decorrentes (Ex. Rm 1-11: doutrina; 12-16: prática). Isso se torna ainda mais claro na oração sacerdotal de Cristo, em que Ele associa a prática da santificação com a doutrina da Palavra: "Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade" (Jo 15 :17) e em João 7:17, onde o fazer a vontade de Deus está ligado ao conhecer a doutrina: "Se alguém quiser fazer a vontade dele, conhecerá a respeito da doutrina, se ela é de Deus ou se eu falo por mim mesmo".

O conhecimento de Deus começa pela porta do intelecto, da razão, para depois pervadir todas as áreas do ser e se transformar em manifestações de vida que O agradem e glorifiquem. Por isso, o ensino da doutrina é indispensável na Igreja, tanto através do púlpito como pelos estudos semanais, pela Escola Dominical e por qualquer outro meio disponível. Nossa demonstração de vida pode impressionar as pessoas e despertar nelas certa admiração, mas é pela pregação da Palavra que vem a fé que transforma (Rm 10:7) A espada do Espírito é a Palavra (Ef 6:17). Conclusão

Concluímos, portanto, que a Igreja precisa da Teologia, porque precisa da doutrina nela contida para dar sentido e expressão aos fatos do Cristianismo e para prover os meios de manifestação da verdadeira vida cristã.

AS IMPLICAÇÕES DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO PARA A IGREJA
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(Marcos 16.1-8)

Nesta ocasião de celebração da Páscoa, devemos estudar sobre as implicações eclesiológicas da ress-urreição de nosso Senhor Jesus para nossas vidas em particular e, conseqüentemente, para a Igreja que é o Corpo Vivo de Cristo.

Não trataremos das implicações teológicas, o que nos exige estudo aprofundado de Cristologia, mas podemos e devemos aproveitar a ocasião para uma reflexão profunda sobre a nossa prática no ser igreja e ainda, se nossa expressão cúltica é verdadeiramente louvor a Deus e proclamação de seu Evangelho.

A ressurreição sempre foi um tema desafiador para o povo de Deus e ainda o é para a igreja. Se estudarmos com seriedade o tema identificaremos três divisões objetivas que são:
1) Ressurreições anteriores a de Jesus:
a) 1 Reis 17.22 - O filho da viúva de Sarépta por Elias.
b) 2 Reis 4.35 - O filho da sunamita por Eliseu.
c) 2 Reis 13.21 - O homem jogado na sepultura de Eliseu, pelo contato com os ossos do profeta.

2) Ressurreições no Ministério de Jesus:
a) Mateus 9.25 - A filha de Jairo.
b) Lucas 7.15 - O filho da viúva de Naim.
c) João 11.44 - Lázaro, o amigo de Jesus.
d) Mateus 27.52-53 - Os Santos que morreram justos no momento da morte de Jesus.
e) Marcos 16.6 e correlatos - O próprio Senhor Jesus.

3) Ressurreições posteriores a de Jesus:
a) Atos 9.37 e 40 - Tabita ou Dorcas, por Pedro.
b) Atos 20.9-12 - Êutico, por Paulo em Trôade.

De todas as narrativas sobre esta manifestação sobrenatural de Deus a ressurreição de Jesus tem implicações específicas, conforme profetizado no Salmo 16.10, que assevera que o Pai não permitiria que ao Filho habitar com os mortos, mesmo tendo ele estado na habitação dos mortos e proclamado libertação ali, 1 Pedro 3.18 e 19.

Veremos pelo menos três destas implicações para nossas vidas e Igreja.

I - As barreiras e dificuldades para nossa atuação no mundo são retiradas pelo próprio Deus;
(vs. 3 e 4):

O texto declara que as mulheres estavam preocupadas com a pedra que era muito grande. Em Mateus 27.60, referindo-se ao tamanho da pedra, o evangelista diz ser mega, isto é, muito grande, de uma amplitude que grande seria pouco para expressar, a pedra colocada na entrada do sepulcro.

Os olhos daquelas mulheres, vs. 3, estavam como muitas vezes ficam os olhos da igreja diante dos desafios para a evangelização ou para a realização de seus ministérios, fixados nos problemas, presos nas dificuldades e voltados para a derrota, como se fôssemos cegos.
A prova disto é a expressão do texto no vs. 4, "levantaram os olhos", no original. O verso afirma que elas recuperaram a visão ao erguerem os olhos. Na verdade houve uma mudança radical na perspectiva daquelas mulheres. Não mais olhavam para baixo e sim para cima, para o alto, e isso lhes permitiu a visualização do milagre. A pedra estava revolvida e não era mais uma barreira.

Amados irmãos e irmãs, erguer os olhos denota ato de fé. Sempre que agimos pela fé os obstáculos, as barreiras e dificuldades para a consecução do ministério da igreja e da evangelização deixam de existir. Deus mesmo nos abre as portas pelo seu poder e para sua glória.

A segunda implicação é decorrente da primeira, visto que...

II - Não há o que temer, o mais feroz inimigo foi vencido por Jesus; (vs. 5 e 6):

A profecia do Salmo 16.10 e 11, já citado, afirma que não haveria destruição espiritual na vida de Jesus. Seu espírito não ficaria no inferno, a habitação dos mortos. A vitória foi prometida e é garantida por Deus para a igreja, que é o Corpo Vivo do Senhor Jesus.

O vs. 5 de Marcos 16 fala do medo daquelas mulheres. Esse medo seria uma reação humana que precisava ser vencido. O texto, no original, fala que elas "caíram atônitas de espanto" por não terem visto o corpo de Jesus. Neste instante, o anjo que estava ali para ministrar àqueles corações, vs. 6, diz que não havia motivos para espanto, para o susto. As mulheres foram desafiadas à renunciarem o medo, vencendo-o pela fé.

Jesus não estava lá. Não encontraram um corpo inerte e em putrefação. Jesus havia ressuscitado. Acordara! Despertara da morte levantando em triunfo e vitória sobre a morte e o pecado. Jesus ressurgiu! O defunto, aparentemente derrotado, não está inerte e nem mesmo preso em sua lápide, pois no confronto com a morte, com o poder das trevas, Jesus sempre é vitorioso. As mulheres procuravam um homem morto mas encontraram o Deus Vivo!

O apóstolo Paulo, em 1 Coríntios 15.54-56, pergunta sobre a vitória da morte, ao que ele mesmo responde: "tragada foi a morte na vitória". A vitória de Jesus Cristo na sua ressurreição. O túmulo de Jesus vazio, fato que nenhum outro líder religioso conseguiu, é prova cabal e insofismável da vitória de Cristo sobre a morte e sobre o inferno. A igreja precisa expressar fé genuína e plena nesta vitória se deseja consumar o Reino de Deus no mundo.

Não existe nada que possa deter o triunfo da igreja, a não ser a falta de fé na vitória que nos foi outorgada por Jesus Cristo. O medo é paralisante. A paralisia desemboca na acomodação. A acomodação fossiliza a igreja. Devemos subjugar o medo e rejeitar com veemência a acomodação, libertando-nos do risco da fossilização, para que, pela fé, sejamos uma igreja com autoridade profética no testemunho do Cristo vivo.

A terceira implicação, como não poderia deixar de ser, é decorrente desta, e indica que...

III - A igreja deve avançar sempre com a convicção de que Jesus vai adiante dela; (vs. 7):

Tenho em mente a experiência do povo de Deus na travessia do mar, ao saírem do Egito, quando clamaram ao Senhor diante de um desafio intransponível aos olhos humanos. Deus simplesmente determina: "dize ao povo que marche", Êxodo 14.15. Seria maravilhoso se nós tivéssemos a disposição de apenas marcharmos rumo a vitória do Evangelho no mundo, jamais lamentando os desafios, a dureza dos corações ou a incredulidade reinante.

Como igreja, nosso desafio é conquistar a totalidade das etnias pela pregação. A ordem do Mestre é ir, verso 15. Da mesma forma o anjo ordena às mulheres dizendo "ide". É um imperativo. Não existe a alternativa para permanecerem prostradas. Não lhes é oferecida a opção para cumprirem apenas uma parte do mandado. A ordem determinada pelo anjo é tal qual a de Jesus, unívoca e irrefutável.

Devemos observar que não é ir em qualquer direção ou sem uma missão específica. É ir para o lugar designado por quem deu a ordem. Ir em frente, para a Galiléia, pois o Senhor vai adiante. No texto original o termo indica que Jesus mesmo preparava o caminho para que seguissem, garantindo a chegada em segurança, bem como a eficácia na missão. O Senhor ressurreto e vitorioso vai adiante da igreja aplainando o caminho para os "pés daqueles que anunciam a Paz".

Não encontramos no Texto Sagrado desculpas para ficarmos prostrados ou vislumbrados diante da magnitude da vitória de Cristo. Devemos avançar em ofensiva contra o pecado na proclamação do Evangelho. É imperioso pregarmos a qualquer tempo e circunstâncias a vitória de Jesus Cristo contra o pecado, a morte e o inferno. O Senhor Jesus vai adiante de nós, prepara o caminho, tira as barreiras e rompe os grilhões. A igreja deve segui-lo com firme convicção de fé, pois somos a Igreja vitoriosa, triunfante e gloriosa.

Conclusão:

É maravilhoso fazermos parte de uma equipe que já tem a garantia da vitória contra os seus opositores e seu Adversário.

Amados irmãos e irmãs, se nos detivermos ante aos obstáculos, ante aos temores que nos tentam embotar a consciência e nos arrefecer a fé, ou se nos prostrarmos em inércia ociosa e diabólica resultante de ostracismo espiritual e de uma vida devocional rasa e insipiente, de certo perderemos o Senhor Jesus de vista, pois ele sempre vai adiante e nunca estaciona em sua marcha triunfal à Jerusalém celestial. Devemos adentrar a Cidade Santa com o Senhor.

Creiamos, amados, o Senhor mesmo colocará por terra todos os obstáculos. A ressurreição de Jesus é prova mais que contundente de que não precisamos temer, pois o mais vorás inimigo está derrotado e envergonhado, Colossenses 2.15. Nada pode deter o avanço do evangelho no mundo, a não ser o comodismo da igreja.

Minha oração é que as implicações da ressurreição de Cristo sejam as implicações pertinentes em nossas vidas e igreja. Somos o Corpo Vivo de Cristo e membros uns dos outros, o que nos impõe convicção de fé e determinação evangelística jamais praticadas em nossa história.

Somos nós hoje, como Elias, Eliseu, Pedro e Paulo o foram no passado, os detentores do poder e da unção espiritual para a ressurreição de todo aquele que crer em Cristo Jesus como resultado do nosso testemunho e pregação. Que Deus nos ajude nesta atuação como ressuscitadores dos mortos nos delitos e pecados.

Amém.



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