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BATISMO DE CRIANÇAS: Algumas Considerações



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BATISMO DE CRIANÇAS:
Algumas Considerações

ESTUDO SOBRE A IGREJA
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A prática de batizar os filhos dos cristãos vem desde os primórdios do cristianismo. Pais da Igreja, como Irineu (século II), se referem ao batismo infantil. Orígines (século IV) foi batizado quando criança. Hoje, milhares de cristãos evangélicos no mundo continuam a prática, embora alguns pais permitam que seus filhos sejam batizados apenas porque faz parte da tradição religiosa na qual nasceram. Para outros, o batismo é um ato pelo qual consagram seus filhos ao Senhor, com votos solenes de educá-los nos caminhos de Deus até, a idade da razão.

Evidentemente nem todos os evangélicos concordam que o batismo infantil seja a única maneira de se fazer isso. Muitos preferem apresentar seus filhos ao Senhor, sem batizá-los, pois acreditam que o batismo é somente para adultos que crêem. Porém, tanto os que batizam seus filhos, quanto os que os apresentam, têm um desejo só, de vê-los crescer nos caminhos do Evangelho, e, quando chegarem à idade própria, publicamente professar sua fé pessoal em Cristo Jesus.

Alguns me perguntam por que apresentei meus quatro filhos para serem batizados, quando cada um ainda não tinha mais que dois meses. Minha resposta é que acredito estar seguindo a tradição bíblica, que remonta ao tempo do Antigo Testamento, e que não foi abolida no Novo, de incluir os filhos dos fiéis na aliança de Deus com o seu povo. Batizei meus filhos crendo que, através desse rito iniciatório, eles passaram a fazer parte da Igreja visível de Cristo aqui na terra. Minha crença sé baseia no fato de que, quando Deus fez um pacto com Abraão, incluiu seus filhos na aliança, e determinou que fossem todos circuncidados (Gn. 17.1-14). A circuncisão, na verdade, era o selo da fé que Abraão tinha (ver Rm 4-3,11 com Gn 15.6), mas, mesmo assim, Deus determinou-lhe que circuncidasse Ismael e, mais tarde, Isaque, antes de completar duas semanas (Gn. 21.4). Abraão creu e o sinal da sua fé foi aplicado à Isaque, mesmo quando este ainda não podia crer como seu pai. Mais tarde, quando Moisés aspergiu com o sangue da aliança as tábuas da Lei dada por Deus, aspergiu também todo o povo presente no monte Sinai, incluindo obviamente as mães e seus filhos de colo (Hb 9.19-20).

Estou persuadido de que a Igreja cristã é a continuação da Igreja do Antigo Testamento. Símbolos e rituais mudaram, mas é a mesma Igreja, o mesmo povo. O Sábado tomou-se em Domingo, a Páscoa, em Ceia, e a circuncisão, em batismo. Os crentes são chamados de "filhos de Abraão" (Gl 3.7,29) e a Igreja de "o Israel de Deus" (Gl 6.16). Não é de se admirar que Paulo chame o batismo de "a circuncisão de Cristo" (C12.11).

Foi uma grande alegria ter meus filhos batizados e vê-los, assim, receber o selo da fé que minha esposa e eu temos no Senhor Jesus. Deus sempre tratou com famílias (Dt 29.9-12), embora nunca em detrimento da responsabilidade individual. Assim, Deus mandou que Noé e sua família entrassem na arca (Gn. 7.1), chamou Abraão e sua família (Gn 12.1-3) e castigou Acã, Coré e suas famílias juntamente. Paulo, ao refletir sobre a história de Israel e ao mencionar a passagem dos israelitas pelo Mar Morto, diz que todo o povo foi batizado com Moisés, na nuvem e no mar inclusive as crianças, é claro, pois havia milhares delas (1 Co 10.1-4). Não é de se admirar, portanto, que Pedro, no dia de Pentecostes, ao chamar os ouvintes ao arrependimento, à fé em Cristo e ao batismo, disse-lhes que a promessa do Espírito Santo era para eles e para seus filhos (At 2.38-39). E não é de admirar que os apóstolos batizavam casas inteiras em suas viagens missionárias: Paulo batizou Lídia e toda sua casa (,At. 16.15), o carcereiro e todos os seus (At 16.3233), a casa de Estéfanas (1 Co 1.16). É verdade que não se mencionam crianças nessas passagens, mas o entendimento mais natural de "casa" e "todos os seus" é que se refira à família do que creu e fica difícil imaginar que, se houvesse crianças, elas teriam sido excluídas. Pois, para Paulo, os filhos dos crentes eram "santos" (1 Co 7.14), ao contrário dos filhos dos incrédulos. Talvez ele estivesse seguindo o que o Senhor Jesus havia dito, que não impedissem as crianças de virem a Ele (Mc 10.13-16).

Compreendo a dificuldade que alguns terão quanto ao batismo infantil, pois não há exemplos claros de crianças sendo batizadas no Novo Testamento. É verdade. Mas é igualmente verdade que não há nenhum exemplo de um filho de crente sendo batizado em idade adulta. Neste caso, talvez seja mais seguro ficar com o ensino do Antigo Testamento., Se os judeus que se converteram a Cristo não podiam batizar seus filhos, era de se esperar que houvesse alguma proibição neste sentido por parte dos apóstolos, já que estavam acostumados a incluir seus filhos em todos os aspectos da religião judaica. Mas não há nenhuma proibição apostólica quanto a isso.

Compreendo também que alguns têm dificuldades com o batismo infantil por causa da prática da Igreja Católica e de algumas denominações evangélicas, que adotam a idéia da regeneração batismal, isto é, que, pelo batismo, a criança tenha seus pecados lavados e seja salva. Pessoalmente não creio que seja este o ensino bíblico. O batismo infantil não salva a criança. Meus filhos terão de exercer fé pessoal em Cristo Jesus. Não serão salvos pela minha fé ou da minha esposa. Eles terão de se converter de seus pecados e crer no Senhor Jesus, para que sejam salvos. O batismo foi apenas o ritual de iniciação pelo qual foram admitidos na comunhão, da Igreja visível. Simboliza a fé dos seus país nas promessas de Deus quanto aos seus filhos (cf. Pv 22.6; At 2.38; At 16.31) e expressa os termos da aliança que nós e nossos filhos temos com o Senhor (Dt ' 6.6,7; Ef 6.4). Se, ao crescer, uma criança que foi batizada resolver desviar-se dos caminhos em que foi criada, é da sua inteira responsabilidade, assim como os que foram batizados em idade adulta, e que se desviam depois.

Certamente que o Novo Testamento fala do batismo como sendo uma expressão de fé e de arrependimento por parte daqueles que se convertem a Cristo - coisas que uma criança em tenra idade não pode fazer. Por outro lado, lembremos que passagens assim não tinham em vista os filhos dos fiéis, mas toda uma primeira geração de adultos que se converteram pela pregação do Evangelho.

Mas, ao fim, tanto os que batizaram seus filhos quanto os que os apresentaram, devem orar com eles e por eles, serem exemplos de vida cristã, levá-los à Igreja, instruí-los nas Escrituras e viver de tal modo que, ao crescer, os filhos desejem servir ao mesmo Deus de seus pais.

Fonte: Revista Fides Reformata

COMO MEMBROS DO CORPO DE CRISTO
ESTUDO SOBRE A IGREJA
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"Porque, assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros do corpo, embora muitos formam um só corpo, assim também é Cristo. Pois em um só Espirito fomos nós batizados em um só corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos quer livres; e a todos nós foi dado beber de um só Espirito. Para que não haja divisão no corpo, mas que os membros tenham igual cuidado uns dos outros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele. Ora, vos sois corpo de Cristo, e individualmente seus membros"
(1Co 12.12,13,24-27)

A Igreja de Jesus Cristo tem uma natureza militante, e é descrita através de imagens riquíssimas como "Povo de Deus", "Corpo de Cristo" e "Comunhão no Espírito". Expressa-se também como um corpo local. Assim, falamos na Igreja Batista Sião, na Igreja Presbiteriana da Bahia, na Igreja Evangélica Fluminense como uma dessas comunidades locais, onde o nome de Jesus Cristo é exaltado, Sua palavra, estudada, e onde nos estimulamos e encorajamos a crescer em amor. "A Igreja é uma companhia de crentes regenerados e batizados que se associam num conceito de fé e fraternidade do evangelho".



A IGREJA
A Igreja é isso: uma congregação de crentes cuja única cabeça é Jesus Cristo. É uma fraternidade de pessoas que crêem em Jesus Cristo como Salvador pessoal, e Lhe obedecem seguindo-O como discípulos e tendo-O como Senhor.

Sim, formamos uma comunidade (At 2.42; 1Jo 1.3,6,7), e, se comunidade temos algo em comum: a fé comum em Cristo Jesus (Tt 1.4; 1Co 1.9), o sangue de Cristo (1Co 10.16), o Espírito Santo (Fp 2.1; 2Co 13.13). A verdadeira comunidade cristã é criada e sustentada por uma fé e uma vida comuns em Cristo, um compromisso de obediência comum a Cristo como Senhor, uma participação comum no Espirito.

Somos "irmãos". É a mais freqüente designação do Novo Testamento para os crentes em Jesus Cristo. Aparece cerca de 250 vezes nos Atos e cartas. É uma saudação natural (cf. Rm 8.29; Tg 2.15; 1Jo 2.10), e quer dizer que fraternidade tem a ver com amor, com responsabilidade mútua, plena participação na família de Deus, e um compartilhar pleno na realização da vida da igreja. Jesus disse que "irmão" era quem fazia a vontade de Deus: "Pois aquele que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, irmã e mãe" (Mc 3.35).

Não há superioridade, não há diferença quando chamamos o outro de "meu irmão" (Mt 23.8). Diferença que exista é de dom e função na Causa de Cristo, "Ora há diversidade de dons, mas o Espirito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. A cada um, porém, é dada a manifestação do Espirito para o proveito comum" (1Co 12.4-7).

Somos membros uns dos outros, sim, porque confessamos a um só Senhor: Jesus Cristo (Mt 10.32; 1Jo 2.23; 4.15); porque filhos do mesmo Pai (Jo 1.12, Rm 8.14-17); porque regenerados pelo poder do Santo Espírito (Tt 3.5; Ef 1.13; Lc 11.13).

A Igreja de Jesus Cristo, da qual somos membros pelas razões já expostas, é , então, um centro de trabalho e de lealdade. E visto que o propósito redentor de Deus é para ser realizado por meio da Igreja, "Para que agora a multiforme sabedoria de Deus seja manifestada , por meio da Igreja, aos principados e potestades nas regiões celestes, segundo o eterno propósito que fez em Cristo Jesus nosso Senhor." (Ef 3.10,11), a participação nesse plano deve ser o ponto focal da lealdade do irmão e do seu trabalho. E é realizado através da Igreja local, o que significa que seu esforço, sua atividade, sua iniciativa devem ser através desta abençoada comunhão local. É uma questão de investimento espiritual, investimento de alto retorno em termos de crescimento, de conhecimento, de graça, de amor alegria, paz, bênçãos! Muitas bênçãos!



E PARA SER MEMBRO DA IGREJA?
Há condições, pois pode uma pessoa ser cristã e não ser membro de uma Igreja local. Por outro lado, há quem participe da comunhão terrena, mas não do nascimento celestial. Por isso, "Saíram dentre nós, mas não eram dos nosso; porque, se fossem dos nosso, teriam permanecido conosco; mas todos eles saíram para que se manifestasse que não são dos nossos" (1Jo 2.19).

Todos devem ser salvos antes de se tornarem membros de uma Igreja; e se é salvo, é normal que busque a comunhão do povo de Deus. Então, aí esta a primeira exigência para ser membro da Igreja de Cristo: regeneração através do arrependimento, "Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão de vossos pecados; e recebereis o Dom do Espirito Santo" (At 2.38).

Importa que isso aconteça porque o salvo é batizado no Espírito Santo, e assim unido à Igreja de Deus: "Pois em um só Espírito fomos todos nós batizados em um só corpo , quer judeus, quer gregos, quer escravos quer livres; e a todos nós foi dado beber de um só Espírito" (1Co 12.13), e essa expressão "batismo no Espírito Santo"significa o ministério do Espírito em favor do que crê. Não se pode ser membro por ordem de outros, por procuração, ou sem exercício da fé como no caso de recém-nascidos.

Após a regeneração, o passo da obediência: o batismo. O ingresso tem seguimento pelo batismo: Jesus deu ordem definida sobre isso (cf. Mt 28.19; cf. At 8.36-38; 10.47; 16.33; Gl 3.27), e o batismo há de ser realizado em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo (Mt 28.19). Deste modo, o novo convertido é batizado para se tornar célula viva, membro ativo na comunhão de irmãos que se chama Igreja de Jesus Cristo.



QUALIDADES DO MEMBRO DA IGREJA DE CRISTO
1. Amor ao estudo da Palavra de Deus.
Na Reforma Protestante do século 16, a exclamação "Sola Scriptura!" ("apenas e unicamente a Escritura Sagrada!"). A Palavra de Deus que alegra o coração, fortalece o espirito e alimenta a alma (Mc 12.24; 2Tm 3.16,17). Tomá-la para "ler, viver e crescer", lembrando a exortação: "Procura apresentar-te diante de Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade". Com o objetivo de "antes santificai em vossos corações a Cristo como Senhor; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a todo aquele que vos pedir a razão da esperança que há em vós" (2Tm 2.15; 1Pe 3.15).

2. Fervor na Oração. Jesus ensinou: "Contou-lhes também uma parábola sobre o dever de orar sempre, e nunca desfalecer" (Lc 18.1); Paulo exortou "orai sem cessar" (1Ts 5.17), e Tiago deixou claro: "Confessai portanto, os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros, para serdes curados. A súplica de um justo pode muito na sua atuação" (Tg 5.16). Pois oração implica em atitude de dependência de Deus, em comunhão com Deus, em absoluta confiança em Deus.

3. Assiduidade os cultos. Está em Hebreus 10.25: "Não abandonando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quando vedes que se vai aproximando aquele dia" (cf. At. 2.42)

E isso para ir ao encontro do Senhor e dos irmãos (Sl 84.2,4; 133.1), para receber do Senhor bênçãos e mais abundância de vida (Sl 133.3; Mt 18.20; Jo 10.10), para imitar o exemplo dos primeiros cristãos (At 2.46).

4. Atividade. Consciência dos dons que recebeu e usá-los: pregar, ensinar, exortar, consolar. Socorrer, cantar, administrar, o que quer que seja.

Há membros e há membros. Há os salvos, batizados no Espirito, regenerados, portanto; lavados no sangue de Cristo, exemplares, úteis, vidas inspiradoras, e que levam a igreja a crescer. Há os postiços, agregados ao Corpo de Cristo, mas como um corpo estranho. Não crescem, não fazem crescer escandalizam até. Jesus os chamou "joio"no meio do trigal, "bodes" no meio das ovelhas (Mt 13.24ss; 25.32ss). Levam freqüentemente a igreja à tristeza, criam problemas.

Mas é preciso recordar e viver a comunhão com Cristo no batismo (Rm 6.3,4), na morte (v.4), na ressurreição (v.5; Ef 2.6), na vida eterna (v.8). Crucificados com Ele (Gl 2.20), vivificados com Ele (Ef 2.5), e com Ele nos céus (Ef 2.6; cf. Mt 8.11; 23.2; Cl 3.1; 2Ts 2.4; hb 8.1; Ap 3.21). E também a comunhão com os outros, tão essencial que João a põe como prova de conversão (1Jo 3.14-18; cf. Jo 13.35; 17.21; 1Co 13.1-13).

A IGREJA LOCAL
O princípio da Igreja diz que pertencer-lhe é um santo privilégio e um sagrado dever. Há uma alegria especial em ser membro da igreja. Aliás, o Novo Testamento não fala de experiência cristã praticada independentemente, e isolada dos outros crentes. Jesus andava e mantinha comunhão com seus discípulos, homens e mulheres, unidos todos em amor comum e lealdade (cf. Mt 10.1ss, 28; 27.55; Mc 6.7ss; Lc 8.1-3; 9.1ss; Mt 20.17).

Como é você como membro da Igreja de Cristo? Como eram os primeiros cristãos? É somente ler Atos ou as Cartas. Era imperativo que vigiassem sua conduta, que preservassem a harmonia entre eles, e tivessem a consciência de que a verdade divina lhes fora confiada; eram ativos no testemunho de Jesus Cristo; estavam vigilantes quanto à Sua Segunda vinda, encontravam alegria na comunhão, a igreja era um investimento de vida. Na igreja, todos os crentes têm direito a privilégios iguais. Isso não se refere a diferenças de habilidades ou capacidades espirituais das pessoas.

Dizer isso significa que ninguém tem privilégio especial sobre outro. Só Cristo! Então, já que há direitos iguais de acesso a Deus, há privilégios iguais na igreja. Essa é a razão porque somos uma fraternidade, uma família da qual Deus é o Pai, e Jesus Cristo o irmão mais velho (R.M. 8.29; Mt 6.9; 12.50; 23.9; Lc 8.21; Ef 4.6; 1Pe 1.17). A igreja não é uma relação de sócios ou de membros ou de filiados. É uma comunhão. Se alguém está fora dessa comunhão, seja por falta grave, abandono, escândalo, falsa doutrina, deve ser excluído da igreja porque, de fato, já se auto-excluiu (Rm 16.17; 1Co 5.5,3-5, 9-11,13; 2Ts 3.6,14,15; 1Tm 1.18-20; Tt 2.10,13; 2Jo 9-11; Jd 4,10-13, 16-19; 1Tm 5.2b; 2Tm 3.5; Tt 3.10).

O falecido mestre do Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil (no Recife), Pr. Harald Schaly, ensinou haver três tipos de membros de igreja que podem ser comparados a barcos: os que tem motor próprio; os que possuem vela (precisam de vento, de agitação, de movimento, de campanhas, de novidades para vir à igreja); aqueles que são como balsas (são puxados). Estes são peso morto na igreja, alguns fazem pouco ou nada fazem, não trabalham e dão trabalho; têm nome no rol de membros, mas só aparecem no Natal ou Noite de Ano Novo. Vão à igreja como quem vai ao teatro: esperam boa música, bom sermão, e que todos sejam sociáveis. Há quem, sendo membro da igreja, espere convite especial para vir; há quem venha se tiver cargo; há quem, sendo membro de uma igreja, é muito operoso, apreciado, mesmo, porém em outras igrejas, nunca na sua (?!). O mesmo Pr. Schaly conta uma história. A do vaqueiro crente: "eu trabalho para "seu" Vicente; mas mesmo que eu passasse todo o tempo falando de "seu" Vicente , dizendo que é o melhor patrão, e cantasse muito para ele (já que ele gosta de música sertaneja), e não fizesse meu serviço com o gado, ele me mandaria embora!" Jesus não falou naqueles que dizem "Senhor, Senhor! E que não entrarão no reino dos céus?"

Pois é; a igreja é chamada a crescer. E o modelo é o de Atos 2.47: "Louvando a Deus, e caindo na graça de todo p povo. E cada dia acrescentava-lhes o senhor os que iam sendo salvos".

Crescer em todas as direções:



  • para o alto, buscando o altar de Deus;

  • para baixo, aprofundando-se na doutrina do Senhor;

  • para os lados, atingindo os não conhecem a salvação em Cristo Jesus;

  • de dentro para fora, pela vida espiritual intensa pela consagração à causa;

  • e de fora para dentro, agregando pecadores regenerados.

Cresce a igreja, cresce o reino de Deus. É um crescimento lento porem continuado. Como árvore que nasce da semente, ou o fermento na massa do pão (Mt 13.31-3). Crescimento, não inchação!

É isso: precisamos de crentes que busquem o reino de Deus em primeiro lugar; que sejam luz do mundo; que sejam santos porque o Senhor é santo; que amem a Deus de todo o coração, de toda a alma e de todo o entendimento; que amem ao próximo como amam a si mesmos; que confiem no poder da intervenção; que exerçam o sacerdócio dos crentes; que amem a Palavra de Deus; que façam do crescimento pessoal assunto de perseverança, cuidado e prática diária. Precisamos de crentes que entendam ser a igreja local o lugar previsto por Deus para a comunhão, e onde os recursos para o crescimento cristão ao dispor (venha, portanto, à EBD!). É esse, aliás, o mais eficiente meio de deter nossa tendência de fazer renascer a velha criatura. Por isso, "Antes exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado" (Hb 3.13).

Que nos comprometamos a ter cuidado uns dos outros, que nos lembremos uns dos outros em nossas orações, que nos ajudemos mutuamente em nossas enfermidades (Tg 5.16b), a cultivar relações francas e a delicadeza no trato e a estar pronto a perdoar as ofensas (Mt 6.12-15), a buscar a paz com todos. Que Deus nos ajude!

COMO SE FAZ UMA GRANDE IGREJA
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"Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito" (Ef 5.15b-27).

É desejo comum que esta nossa igreja seja grande em todos os sentidos. Por isso, oramos no sentido que cresça em número e espiritualidade. Uma grande igreja não é a que tem o maior templo da cidade, nem as melhores salas para a educação religiosa do seu povo, o melhor coro, ou o maior balancete mensal, ou a que levanta as maiores ofertas missionárias e para outros fins. Não é aquela cujo pastor é o melhor orador da cidade, e os membros os mais destacados da sociedade.

No entanto, incidentalmente, uma grande igreja pode ter tudo o que foi mencionado.. No entanto, uma grande igreja é a quem tem certas características bíblicas que passaremos a enumerar.

UMA GRANDE IGREJA É A QUE TEM UM MINISTÉRIO PARA TODOS

Cada crente é chamado por Deus para ser um ministro. Isso é interessante porque podemos pensar que a palavra "ministro" é tão elevada, pois, afinal de contas, é utilizada no primeiro escalão do governo. Falamos em Ministro da Educação, Ministro das Finanças, e assim por diante. Palavra, portanto, usada para pessoas de altíssimo gabarito, do alto escalão do governo.

No entanto, é palavra tão simples. Há uma diferença abismal entre as palavras "ministro" e "mestre". "Mestre" vem de uma palavra da língua latina, magister, de onde procedem, ainda, "magistério", "magistrado", designando alguém que era procurado por ter "algo a mais (magis)". Era que tinha com que contribuir. "Ministro" vem de minister, procedente de minus, alguém que tem "algo de menos", o servo, o escravo.

A Bíblia diz que nós temos um serviço. Essa palavra "ministro" é usada, sobretudo, para dizer "servo" e o conseqüente serviço prestado. Somos todos chamados para ser ministros de Jesus Cristo. Isso é algo básico, é um conceito bíblico, evangélico em todos os sentidos porque Jesus declarou "O Filho do Homem (Cristo) não veio para ser servido, mas para servir...",e é igualmente prático (cf. Ef 4.11,12; Mc 10.45).

Talvez uma pergunta esteja na mente dos leitores: "se todos vão ser ministros, quem vai ser o pastor?" É precisamente neste tipo de pergunta que há mal-entendidos, pelo fato de algumas pessoas ainda presumirem que o pastor tem que fazer tudo na igreja, de preferência ao mesmo tempo, e, estar em todas as reuniões, algumas marcadas ao mesmo tempo, e, se possível, que ele tenha o singular condão nunca esperado de outras pessoas, de estar presente em todas essas reuniões.

No entanto, ensina a Palavra Santa que a principal tarefa do pastor é preparar, capacitar os cristãos para o exercício eficiente de seus ministérios. Lembremos que o pastor trabalha COM a igreja capacitando-a, treinando-a para o exercício eficaz do ministério de cada pessoa. Esse é um fato altamente prático, e quer dizer que cada um de nós tem um ministério. Você vai dizer, "Pastor, não sei qual é o meu ministério, o meu dom". Os chamados testes dos dons dão uma pista. Dom não é o talento natural, pois alguém pode ter um grande talento em certa área, e não ter sido capacitada por Deus para exercê-lo no ambiente de formação espiritual da igreja. Você reconhece o seu dom espiritual pela compulsão que parte do seu íntimo. Você sente o desejo de realizar algo. Há um irmão em nossa igreja que tem o evidente carisma do socorro, da ajuda. Não é a contribuição em dinheiro para resolver a débil situação econômica de alguém. É que no momento em que você diz "Preciso de tal coisa", ele responde "Pronto, diga onde está que vou buscar". Sem alarde, ele diz "Vou resolver".

Essa é uma grande igreja, a que tem um ministério para cada pessoa. Cada um sabe qual o seu ministério, se evangelismo, se ação social, se ensino. Cada um faz alegria, com prazer, e não é preciso pedir "Por favor" porque o Espírito Santo já capacitou para tal trabalho. Soube de uma igreja no estado da Flórida (EUA) onde não indicação para os cargos. As posições são disponíveis e os membros dizem à Comissão, "Quero trabalhar nessa função", e os cargos vão sendo preenchidos de acordo com a vontade de trabalhar da pessoa. Assim fazendo, trabalha quem quer trabalhar, porque infelizmente, muita gente fica esquecida quando a Comissão de Indicações vai estudar os nomes e cargos. Uns são esquecidos, outros recebem três, quatro, cinco cargos. Com um ministério para cada um, essa é uma grande igreja!



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