Exame nacional do ensino médio 2014 2º dia caderno 5 amarelo


QUESTÃO 111 CLARK, L. Bicho de bolso



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QUESTÃO 111

CLARK, L. Bicho de bolso. Placas de metal, 1966.

O objeto escultórico produzido por Lygia Clark, 

UHSUHVHQWDQWH GR 1HRFRQFUHWLVPR H[HPSOL¿FD R LQtFLR

de uma vertente importante na arte contemporânea, que 

amplia as funções da arte. Tendo como referência a obra 



Bicho de bolso

LGHQWL¿FDVHHVVDYHUWHQWHSHOR D

A participação efetiva do espectador na obra, o que 

determina a proximidade entre arte e vida.

B percepção do uso de objetos cotidianos para a 

confecção da obra de arte, aproximando arte e 

realidade.

C reconhecimento do uso de técnicas artesanais na arte, 

o que determina a consolidação de valores culturais.

D UHÀH[mRVREUHDFDSWDomRDUWtVWLFDGHLPDJHQVFRP

meios óticos, revelando o desenvolvimento de uma 

linguagem própria.

E entendimento sobre o uso de métodos de produção 

em série para a confecção da obra de arte, o que 

atualiza as linguagens artísticas.

*AMAR25DOM11*



2014

LC - 2º dia | Caderno 5 - AMARELO - Página 12



QUESTÃO 112

Por onde houve colonização portuguesa, a música 

popular se desenvolveu basicamente com o mesmo 

instrumental. Podemos ver cavaquinho e violão atuarem 

juntos aqui, em Cabo Verde, em Jacarta, na Indonésia, ou 

em Goa. O caráter nostálgico, sentimental, é outro ponto 

comum da música das colônias portuguesas em todo o 

mundo. O kronjong, a música típica de Jacarta, é uma 

espécie de lundu mais lento, tocado comumente com 

ÀDXWDFDYDTXLQKRHYLROmR(P*RDQmRpPXLWRGLIHUHQWH

De acordo com o texto de Henrique Cazes, grande parte da 

música popular desenvolvida nos países colonizados por 

Portugal compartilham um instrumental, destacando-se o 

cavaquinho e o violão. No Brasil, são exemplos de música 

popular que empregam esses mesmos instrumentos:

A Maracatu e ciranda.

B Carimbó e baião.

C Choro e samba.

D Chula e siriri.

E Xote e frevo.



QUESTÃO 113

Vida obscura

Ninguém sentiu o teu espasmo obscuro,

ó ser humilde entre os humildes seres,

embriagado, tonto de prazeres,

o mundo para ti foi negro e duro.

Atravessaste no silêncio escuro

a vida presa a trágicos deveres

e chegaste ao saber de altos saberes

tornando-te mais simples e mais puro.

Ninguém te viu o sentimento inquieto,

magoado, oculto e aterrador, secreto,

que o coração te apunhalou no mundo,

Mas eu que sempre te segui os passos

sei que cruz infernal prendeu-te os braços

e o teu suspiro como foi profundo!

SOUSA, C. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1961.

Com uma obra densa e expressiva no Simbolismo 

brasileiro, Cruz e Sousa transpôs para seu lirismo uma 

VHQVLELOLGDGHHPFRQÀLWRFRPDUHDOLGDGHYLYHQFLDGD1R

soneto, essa percepção traduz-se em

A sofrimento tácito diante dos limites impostos pela 

discriminação.

B tendência latente ao vício como resposta ao 

isolamento social.

C extenuação condicionada a uma rotina de tarefas 

degradantes.

D frustração amorosa canalizada para as atividades 

intelectuais.

E vocação religiosa manifesta na aproximação com a 

fé cristã.



QUESTÃO 114

A História, mais ou menos

Negócio seguinte. Três reis magrinhos ouviram um 

plá de que tinha nascido um Guri. Viram o cometa no 

2ULHQWH H WDO H VH ÀDJUDUDP TXH R *XUL WLQKD SLQWDGR

por lá. Os profetas, que não eram de dar cascata, já 

tinham dicado o troço: em Belém, da Judeia, vai nascer 

o Salvador, e tá falado. Os três magrinhos se mandaram. 

Mas deram o maior fora. Em vez de irem direto para 

Belém, como mandava o catálogo, resolveram dar 

uma incerta no velho Herodes, em Jerusalém. Pra quê! 

Chegaram lá de boca aberta e entregaram toda a trama. 

Perguntaram: Onde está o rei que acaba de nascer? 



9LPRV VXD HVWUHOD QR 2ULHQWH H YLHPRV DGRUiOR Quer 

dizer, pegou mal. Muito mal. O velho Herodes, que era 

XPROLJmR¿FRXJULODGR4XHUHLHUDDTXHOH"(OHpTXH

era o dono da praça. Mas comeu em boca e disse: 



-RLD

2QGHpTXHHVVHJXULYDLVHDSUHVHQWDU"(PTXHFDQDO"

4XHPpRHPSUHViULR"7HPEDL[RHOpWULFR"4XHURVDEHU

WXGR2VPDJULQKRVGLVVHUDPTXHLDPÀDJUDUR*XULHQD

volta dicavam tudo para o coroa.

VERISSIMO, L. F. O nariz e outras crônicas. São Paulo: Ática, 1994.

Na crônica de Verissimo, a estratégia para gerar o efeito 

de humor decorre do(a)

A linguagem rebuscada utilizada pelo narrador no 

tratamento do assunto.

B inserção de perguntas diretas acerca do acontecimento 

narrado.

C caracterização dos lugares onde se passa a história.

D emprego de termos bíblicos de forma 

descontextualizada.

E contraste entre o tema abordado e a linguagem 

utilizada.



QUESTÃO 115

FABIANA, 



DUUHSHODQGRVHGHUDLYD — Hum! Ora, eis aí 

HVWiSDUDTXHVHFDVRXPHX¿OKRHWURX[HDPXOKHUSDUD

minha casa. É isto constantemente. Não sabe o senhor 

PHX¿OKRTXHTXHPFDVDTXHUFDVD-iQmRSRVVRQmR

posso, não posso! 

%DWHQGRFRPRSp). Um dia arrebento, 

e então veremos!

PENA, M. Quem casa quer casa. www.dominiopublico.gov.br. Acesso em: 7 dez. 2012.

As rubricas em itálico, como as trazidas no trecho de 

Martins Pena, em uma atuação teatral, constituem

A necessidade, porque as encenações precisam ser 

¿pLVjVGLUHWUL]HVGRDXWRU

B possibilidade, porque o texto pode ser mudado, assim 

como outros elementos. 

C preciosismo, porque são irrelevantes para o texto ou 

para a encenação.

D exigência, porque elas determinam as características 

do texto teatral. 

E imposição, porque elas anulam a autonomia do diretor.

*AMAR25DOM12*


2014

LC - 2º dia | Caderno 5 - AMARELO - Página 13



QUESTÃO 116

Psicologia de um vencido

(X¿OKRGRFDUERno e do amoníaco,

Monstro de escuridão e rutilância,

Sofro, desde a epigênesis da infância,

$LQÀXrQFLDPiGRVVLJQRVGR]RGtDFR

Profundíssimamente hipocondríaco,

Este ambiente me causa repugnância...

Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia

Que se escapa da boca de um cardíaco.

Já o verme — este operário das ruínas —

4XHRVDQJXHSRGUHGDVFDUQL¿FLQDV

Come, e à vida em geral declara guerra,

Anda a espreitar meus olhos para roê-los,

E há de deixar-me apenas os cabelos,

Na frialdade inorgânica da terra!

ANJOS, A. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.

A poesia de Augusto dos Anjos revela aspectos de uma 

literatura de transição designada como pré-modernista. 

Com relação à poética e à abordagem temática presentes 

QR VRQHWR LGHQWL¿FDPVH PDUFDV GHVVD OLWHUDWXUD GH

transição, como

A D IRUPD GR VRQHWR RV YHUVRV PHWUL¿FDGRV D

presença de rimas e o vocabulário requintado, além 

do ceticismo, que antecipam conceitos estéticos 

vigentes no Modernismo.

B o empenho do eu lírico pelo resgate da poesia 

simbolista, manifesta em metáforas como “Monstro 

GHHVFXULGmRHUXWLOkQFLD´H³LQÀXrQFLDPiGRVVLJQRV

do zodíaco”.

C DVHOHomROH[LFDOHPSUHVWDGDDRFLHQWL¿FLVPRFRPR

se lê em “carbono e amoníaco”, “epigênesis da 

infância” e “frialdade inorgânica”, que restitui a visão 

naturalista do homem. 

D a manutenção de elementos formais vinculados 

à estética do Parnasianismo e do Simbolismo, 

dimensionada pela inovação na expressividade 

poética, e o desconcerto existencial.

E a ênfase no processo de construção de uma poesia 

GHVFULWLYDHDRPHVPRWHPSR¿ORVy¿FDTXHLQFRUSRUD

YDORUHV PRUDLV H FLHQWt¿FRV PDLV WDUGH UHQRYDGRV

pelos modernistas.

QUESTÃO 117

O negócio

Grande sorriso do canino de ouro, o velho Abílio 

propõe às donas que se abastecem de pão e banana:

— Como é o negócio?

De cada três dá certo com uma. Ela sorri, não 

responde ou é uma promessa a recusa:

— Deus me livre, não! Hoje não...

Abílio interpelou a velha:

— Como é o negócio?

(ODFRQFRUGRXHRTXHIRLPHOKRUD¿OKDWDPEpPDFHLWRX

o trato. Com a dona Julietinha foi assim. Ele se chegou:

— Como é o negócio?

Ela sorriu, olhinho baixo. Abílio espreitou o cometa 

partir. Manhã cedinho saltou a cerca. Sinal combinado, 

duas batidas na porta da cozinha. A dona saiu para o 

TXLQWDOFXLGDGRVDGHQmRDFRUGDURV¿OKRV(OHWUD]LDD

capa de viagem, estendida na grama orvalhada.

O vizinho espionou os dois, aprendeu o sinal. Decidiu 

imitar a proeza. No crepúsculo, pum-pum, duas pancadas 

fortes na porta. O marido em viagem, mas não era dia do 

$EtOLR'HVFRQ¿DGDDPRoDVXUJLXjMDQHODHRYL]LQKRUHSHWLX

— Como é o negócio?

Diante da recusa, ele ameaçou:

— Então você quer o velho e não quer o moço? Olhe 

que eu conto!

TREVISAN, D. Mistérios de Curitiba. Rio de Janeiro: Record, 1979 (fragmento).

Quanto à abordagem do tema e aos recursos expressivos, 

essa crônica tem um caráter 

A ¿ORVy¿FRSRLVUHÀHWHVREUHDVPD]HODVVRIULGDVSHORV

vizinhos.

B lírico, pois relata com nostalgia o relacionamento da 

vizinhança.

C irônico, pois apresenta com malícia a convivência 

entre vizinhos.

D crítico, pois deprecia o que acontece nas relações de 

vizinhança.

E didático, pois expõe uma conduta a ser evitada na 

relação entre vizinhos.



QUESTÃO 118

A última edição deste periódico apresenta mais uma 

vez  tema relacionado ao tratamento dado ao lixo caseiro

aquele que produzimos no dia a dia. A informação agora 

passa pelo problema do material jogado na estrada vicinal 

que liga o município de Rio Claro ao distrito de Ajapi. 

Infelizmente, no local em questão, a reportagem encontrou 

mais uma forma errada de destinação do lixo: material 

atirado ao lado da pista como se  isso fosse o ideal. Muitos 

moradores, por exemplo, retiram o lixo de suas residências 

e, em vez de um destino correto, procuram dispensá-lo 

em outras regiões. Uma situação no mínimo incômoda. Se 

você sai de casa para jogar o lixo em outra localidade, por 

que não o fazer no local ideal? É muita falta de educação 

achar que aquilo que não é correto para sua região possa 

ser para outra. A reciclagem do lixo doméstico é um passo 

inteligente e de consciência. Olha o exemplo que passamos 

aos mais jovens! Quem aprende errado coloca em prática 

o errado. Um perigo!

Disponível em: http://jornaldacidade.uol.com.br. Acesso em: 10 ago. 2012 (adaptado).

Esse editorial faz uma leitura diferenciada de uma notícia 

veiculada no jornal. Tal diferença traz à tona uma das 

funções sociais desse gênero textual, que é 

A apresentar fatos que tenham sido noticiados pelo 

próprio veículo.

B chamar a atenção do leitor para temas raramente 

abordados no jornal.

C provocar a indignação dos cidadãos por força dos 

argumentos apresentados.

D interpretar criticamente fatos noticiados e 

considerados relevantes para a opinião pública.

E trabalhar uma informação previamente apresentada 

com base no ponto de vista do autor da notícia.

*AMAR25DOM13*



2014

LC - 2º dia | Caderno 5 - AMARELO - Página 14



QUESTÃO 119

O exercício da crônica

Escrever prosa é uma arte ingrata. Eu digo prosa 

¿DGDFRPRID]XPFURQLVWDQmRDSURVDGHXP¿FFLRQLVWD

na qual este é levado meio a tapas pelas personagens 

e situações que, azar dele, criou porque quis. Com um 

SURVDGRU GR FRWLGLDQR D FRLVD ¿D PDLV ¿QR 6HQWDVH

ele diante de sua máquina, olha através da janela e 

busca fundo em sua imaginação um fato qualquer, de 

preferência colhido no noticiário matutino, ou da véspera, 

em que, com as suas artimanhas peculiares, possa injetar 

um sangue novo. Se nada houver, resta-lhe o recurso de 

olhar em torno e esperar que, através de um processo 

associativo, surja-lhe de repente a crônica, provinda dos 

fatos e feitos de sua vida emocionalmente despertados 

pela concentração. Ou então, em última instância, recorrer 

ao assunto da falta de assunto, já bastante gasto, mas do 

qual, no ato de escrever, pode surgir o inesperado.

MORAES, V. Para viver um grande amor: crônicas e poemas. São Paulo: Cia. das Letras, 1991.

Predomina nesse texto a função da linguagem que se constitui 

A QDVGLIHUHQoDVHQWUHRFURQLVWDHR¿FFLRQLVWD

B nos elementos que servem de inspiração ao cronista. 

C nos assuntos que podem ser tratados em uma crônica.

D no papel da vida do cronista no processo de escrita 

da crônica.

E QDVGL¿FXOGDGHVGHVHHVFUHYHUXPDFU{QLFDSRUPHLR

de uma crônica.



QUESTÃO 120

E se a água potável acabar? O que aconteceria se a 

água potável do mundo acabasse?

As teorias mais pessimistas dizem que a água potável 

deve acabar logo, em 2050. Nesse ano, ninguém mais 

tomará banho todo dia. Chuveiro com água só duas vezes 

por semana. Se alguém exceder 55 litros de consumo 

(metade do que a ONU recomenda), seu abastecimento será 

interrompido. Nos mercados, não haveria carne, pois, se não 

há água para você, imagine para o gado. Gastam-se 43 mil 

litros de água para produzir 1 kg de carne. Mas, não é só ela 

que faltará. A Região Centro-Oeste do Brasil, maior produtor 

de grãos da América Latina em 2012, não conseguiria manter 

D SURGXomR$¿QDO QR SDtV D DJULFXOWXUD H D DJURSHFXiULD

são, hoje, as maiores consumidoras de água, com mais de 

70% do uso. Faltariam arroz, feijão, soja, milho e outros grãos.

Disponível em: http://super.abril.com.br. Acesso em: 30 jul. 2012.

A língua portuguesa dispõe de vários recursos para 

indicar a atitude do falante em relação ao conteúdo de seu 

enunciado. No início do texto, o verbo “dever” contribui 

para expressar

A uma constatação sobre como as pessoas administram 

os recursos hídricos.

B a habilidade das comunidades em lidar com problemas 

ambientais contemporâneos.

C a capacidade humana de substituir recursos naturais 

renováveis.

D uma previsão trágica a respeito das fontes de água 

potável.

E XPD VLWXDomR ¿FFLRQDO FRP EDVH QD UHDOLGDGH

ambiental brasileira.

QUESTÃO 121

Disponível em: http://info.abril.com.br. Acesso em: 9 maio 2013 (adaptado).

O texto introduz uma reportagem a respeito do futuro 

da televisão, destacando que as tecnologias a ela 

incorporadas serão responsáveis por

A estimular a substituição dos antigos aparelhos de TV. 

B contemplar os desejos individuais com recursos de 

ponta.


C transformar a televisão no principal meio de acesso 

às redes sociais.

D renovar técnicas de apresentação de programas e de 

captação de imagens.

E minimizar a importância dessa ferramenta como meio 

de comunicação de massa.



QUESTÃO 122

Quando Deus redimiu da tirania

Da mão do Faraó endurecido

O Povo Hebreu amado, e esclarecido,

3iVFRD¿FRXGDUHGHQomRRGLD

3iVFRDGHÀRUHVGLDGHDOHJULD

¬TXHOH3RYRIRLWmRDÀLJLGR

O dia, em que por Deus foi redimido;

Ergo sois vós, Senhor, Deus da Bahia.

Pois mandado pela alta Majestade

Nos remiu de tão triste cativeiro,

Nos livrou de tão vil calamidade.

Quem pode ser senão um verdadeiro

Deus, que veio estirpar desta cidade

O Faraó do povo brasileiro.

DAMASCENO, D. (Org.). Melhores poemas: Gregório de Matos. São Paulo: Globo, 2006.

Com uma elaboração de linguagem e uma visão de 

mundo que apresentam princípios barrocos, o soneto de 

Gregório de Matos apresenta temática expressa por

A visão cética sobre as relações sociais.

B preocupação com a identidade brasileira.

C crítica velada à forma de governo vigente.

D UHÀH[mRVREUHRVGRJPDVGRFULVWLDQLVPR

E questionamento das práticas pagãs na Bahia.

*AMAR25DOM14*


2014

LC - 2º dia | Caderno 5 - AMARELO - Página 15



QUESTÃO 123

O Brasil é sertanejo

Que tipo de música simboliza o Brasil? Eis uma 

questão discutida há muito tempo, que desperta opiniões 

extremadas. Há fundamentalistas que desejam impor ao 

público um tipo de som nascido das raízes socioculturais 

do país. O samba. Outros, igualmente nacionalistas, 

desprezam tudo aquilo que não tem estilo. Sonham com 

o império da MPB de Chico Buarque e Caetano Veloso. 

Um terceiro grupo, formado por gente mais jovem, escuta 

e cultiva apenas a música internacional, em todas as 

vertentes. E mais ou menos ignora o resto.

A realidade dos hábitos musicais do brasileiro agora 

está claro, nada tem a ver com esses estereótipos. 

O gênero que encanta mais da metade do país é o 

sertanejo, seguido de longe pela MPB e pelo pagode. 

Outros gêneros em ascensão, sobretudo entre as classes 

C, D e E, são o funk e o religioso, em especial o 

JRVSHO.

Rock e música eletrônica são músicas de minoria.

É o que demonstra uma pesquisa pioneira feita entre 

agosto de 2012 e agosto de 2013 pelo Instituto Brasileiro 

de Opinião Pública e Estatística (Ibope). A pesquisa Tribos 



PXVLFDLV²RFRPSRUWDPHQWRGRVRXYLQWHVGHUiGLRVRE

XPDQRYDyWLFDfaz um retrato do ouvinte brasileiro e traz 

algumas novidades. Para quem pensava que a MPB e o 

samba ainda resistiam como baluartes da nacionalidade, 

uma má notícia: os dois gêneros foram superados em 

SRSXODULGDGH 2 %UDVLO PRGHUQR QmR WHP PDLV R SHU¿O

sonoro dos anos 1970, que muitos gostariam que se 

eternizasse. A cara musical do país agora é outra.

GIRON, L. A. Época, n. 805, out. 2013 (fragmento).

2WH[WRREMHWLYDFRQYHQFHUROHLWRUGHTXHDFRQ¿JXUDomR

da preferência musical dos brasileiros não é mais a 

mesma da dos anos 1970. A estratégia de argumentação 

para comprovar essa posição baseia-se no(a)

A apresentação dos resultados de uma pesquisa que 

retrata o quadro atual da preferência popular relativa 

à música brasileira.

B caracterização das opiniões relativas a determinados 

gêneros, considerados os mais representativos da 

brasilidade, como meros estereótipos.

C uso de estrangeirismos, como rockfunk JRVSHO,

para compor um estilo próximo ao leitor, em sintonia 

com o ataque aos nacionalistas.

D ironia com relação ao apego a opiniões superadas, 

tomadas como expressão de conservadorismo e 

anacronismo, com o uso das designações “império” 

e “baluarte”.

E contraposição a impressões fundadas em elitismo e 

preconceito, com a alusão a artistas de renome para 

melhor demonstrar a consolidação da mudança do 

gosto musical popular.

QUESTÃO 124

6FLHQWL¿F$PHULFDQ Brasil, ano 11, n. 134, jul. 2013 (adaptado).

Para atingir o objetivo de recrutar talentos, esse texto 

publicitário

A D¿UPDFRPDIUDVH³4XHUHPRVVHXWDOHQWRH[DWDPHQWH

como ele é”, que qualquer pessoa com talento pode 

fazer parte da equipe.

B DSUHVHQWD FRPR HVWUDWpJLD D IRUPDomR GH XP SHU¿O

por meio de perguntas direcionadas, o que dinamiza 

a interação texto-leitor.

C utiliza a descrição da empresa como argumento 

principal, pois atinge diretamente os interessados em 

informática.

D XVDHVWHUHyWLSRQHJDWLYRGHXPD¿JXUDFRQKHFLGDR

nerd, pessoa introspectiva e que gosta de informática.

E recorre a imagens tecnológicas ligadas em rede, para 

simbolizar como a tecnologia é interligada.

*AMAR25DOM15*



2014

LC - 2º dia | Caderno 5 - AMARELO - Página 16



QUESTÃO 125

Blog é concebido como um espaço onde o blogueiro 

é livre para expressar e discutir o que quiser na atividade 

da sua escrita, com a escolha de imagens e sons que 

compõem o todo do texto veiculado pela internet, por 

meio dos 

SRVWV. Assim, essa ferramenta deixa de ter 

como única função a exposição de vida e/ou rotina de 

alguém — como em um diário pessoal —, função para 

qual serviu inicialmente e que o popularizou, permitindo 

também que seja um espaço para a discussão de ideias, 

trocas e divulgação de informações.

A produção dos blogs requer uma relação de troca, 

que acaba unindo pessoas em torno de um ponto de 

interesse comum. A força dos blogs está em possibilitar 

que qualquer pessoa, sem nenhum conhecimento técnico, 

publique suas ideias e opiniões na web e que milhões de 

outras pessoas publiquem comentários sobre o que foi 

escrito, criando um grande debate aberto a todos.

LOPES, B. O. A linguagem dos blogs e as redes sociais. Disponível em: www.fateczl.edu.br. 

Acesso em: 29 abr. 2013 (adaptado).

De acordo com o texto, o blog ultrapassou sua função 

inicial e vem se destacando como

A estratégia para estimular relações de amizade.

B espaço para exposição de opiniões e circulação de 

ideias.


C gênero discursivo substituto dos tradicionais diários 

pessoais.

D ferramenta para aperfeiçoamento da comunicação 

virtual escrita. 

E recurso para incentivar a ajuda mútua e a divulgação 

da rotina diária.



QUESTÃO 126

Camelôs

Abençoado seja o camelô dos brinquedos de tostão:

O que vende balõezinhos de cor

O macaquinho que trepa no coqueiro

O cachorrinho que bate com o rabo

Os homenzinhos que jogam boxe

A perereca verde que de repente dá um pulo que 

engraçado

E as canetinhas-tinteiro que jamais escreverão coisa 

alguma.


Alegria das calçadas

Uns falam pelos cotovelos:

²³2FDYDOKHLURFKHJDHPFDVDHGL]0HX¿OKRYDL

buscar um

pedaço de banana para eu acender o charuto.

Naturalmente o menino pensará: Papai está malu...”

Outros, coitados, têm a língua atada.

Todos porém sabem mexer nos cordéis como o tino 

ingênuo de

demiurgos de inutilidades.

E ensinam no tumulto das ruas os mitos heroicos da 

meninice...

E dão aos homens que passam preocupados ou tristes 

uma lição de infância.

BANDEIRA, M. Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2007.

Uma das diretrizes do Modernismo foi a percepção de 

elementos do cotidiano como matéria de inspiração 

SRpWLFD2SRHPDGH0DQXHO%DQGHLUDH[HPSOL¿FDHVVD

tendência e alcança expressividade porque

A realiza um inventário dos elementos lúdicos 

tradicionais da criança brasileira.

B SURPRYHXPDUHÀH[mRVREUHDUHDOLGDGHGHSREUH]D

dos centros urbanos.

C traduz em linguagem lírica o mosaico de elementos 

GHVLJQL¿FDomRFRUULTXHLUD

D introduz a interlocução como mecanismo de 

construção de uma poética nova.

E constata a condição melancólica dos homens 

distantes da simplicidade infantil.


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