Estratégias Nacionais para o Desenvolvimento de Estatísticas. Abril 2016 paris21. Org



Baixar 2.34 Mb.
Página23/25
Encontro30.10.2016
Tamanho2.34 Mb.
1   ...   17   18   19   20   21   22   23   24   25























Estratégias Subnacionais para o Desenvolvimento de Estatísticas


Outro elemento importante ou alicerce do Sistema Estatístico Nacional é o sistema estatístico sub-nacional. Nem todos os países precisam de um sistema estatístico sub-nacional, seja devido ao tamanho ou disposições administrativas. Contudo, a importância das estatísticas sub-nacionais dependem da existência de grupos sub-populacionais dentro do país. Uma sub-população é de interesse no sistema estatístico se for uma porção ou parte da população nacional que vive na mesma subdivisãogeográfica e/ou administrativa identificável do território nacional. Estas populações partilham características comuns e distintas relacionadas com a área do local em que vivem. Estas são circunstâncias geográficas, económicas, sociais, administrativas e ambientais da sua área local. Dependendo dos disposições administrativas do país estas subdivisões podem ser chamadas de estados federais ou regiões ou governos regionais ou províncias ou distritos, etc. É igualmente importante notar que em algumas circunstâncias, estas entidades sub-nacionais têm soberania própria e por isso, estabelecem prioridades próprias que devem ser incluídas na ENDE/NSDS. 

 

Porquê que os sistemas estatísticos sub-nacionais importam ?



  • Estratégias de desenvolvimento estão a ser cada vez mais elaboradas e implementadas nos níveis regional e local.

  • Estratégias de desenvolvimento globais, regionais, nacionais e locais baseam-se cada vez mais em perfis populacionais precisos.

  • Existe uma grande procura de dados desagregados que vão fornecer uma base segura para criação de políticas selectivas, que tenham como alvo grupos populacionais específicos.

  • Estratégias de erradicação da pobreza exigem uma identificação precisa sobre quem, e onde os pobres estão para basear decisões programáticas e de longo prazo que tenham como alvo áreas geográficas específicas.

  • Se não forem devidamente identificadas, o rápido crescimento económico pode esconder incidências de pobreza e desigualidades prevalecentes ao nível sub-nacional.

 

Como elaborar uma Estratégia Subnacional para o Desenvolvimento de Estatísticas

A estratégia sub-nacional para o desenvolvimento de estatísticas pode ser desenhado em cinco etapas incorporadas no próprio processo da ENDE/NSDS: (i) aprovação dos princípios estratégicos; (ii) estratificação das unidades territoriais; (iii) avaliação das necessidades; (iv) criação do quadro de produção sob o qual as necessidades de dados serão respondidas; (v) consolidação das estratégias locais com a estratégia sub-nacional unificada.

1.    Aprovação dos princípios estratégicos


 
Vários princípios orientadores podem complementar e reforçar a elaboração do sistema estatístico sub-nacional e pode ser personalizado de acordo com as disposições estatísticas e institucionais do país. Estes princípios podem incluir:

  1. Delimitação Jurisdicional –Um sistema sub-nacional pode ser definido pela área geográfica ou dados de um grupo de unidades de interesse ou disposição institucion

  2. Reconhecimento legal – Estatísticas Nacionais ou sub-nacionais agem reconhecendo as agências estatísticas sub-nacionais como compiladoras principais e/ou guardiões das estatísticas sub-nacionais

  3. Subsidiaridade bidireccional – identificar actividades que estão a ser bem conduzidas pelas agências sub-nacionais e as que são bem conduzidas pelo INE ou unidades de estatísticas sectoriais

  4. Participação estatística – Reconhecer os papéis dos vários grupos da sociedade local na recolha e produção de dados seja formal ou informalmente

  5. Relevância local – avaliar a disponibilidade e qualidade dos dados sub-nacionais se vão de encontro com os objectivos do desenvolvimento sub-nacional.

 

2.    Classificação das unidades territoriais

As estratégias sub-nacionais serão elaboradas com base na estrutura hierárquica da administração local. A existência dessas classificações facilita a identificação das áreas sub-nacionais e avalia a disponibilidade de estatísticas sub-nacionais. É importante determinar se essas classificações:


  1. Cobrem todas as unidades territoriais do mesmo nível no país

  2. Não limitadas a um nível particular na estratificação administrativa do país

  3. Não redundantes

  4. Cobrem e tratam unidades territoriais de igual modo

 

3.    Avaliação das Necessidades

A elaboração da estratégia estatística sub-nacional deve assegurar a saatisfação das necessidades dos usuários de estatísticas através de:


  1. Identificação dos usuários das estatísticas sub-nacionais: Estes usuários podem ser os já identificados no sistema estatístico nacional; ou usuários locais interessados em estatísticas locais; ou organizações internacionais interessadas no desenvolvimento da comunidade; ou comunidades económicas regionais cujo mandato inclui actividades trans-fronteiriças tais como, comércio, migração, epidemias na saúde, paz e segurança, etc.

  2. Categorias das necessidades: para além das necessidades identificadas na ENDE/NSDS, necessidades especiais das áreas locais devem ser identificas com o objectivo de cobrir todos os objectivos de desenvolvimento e gestão

  3. Indicadores sub-nacioanais a serem produzidos: para cada necessidade ou categoria de necessidades, deve preparar-se uma lista de indicadores e metadata. É importante observar que uma necessidade particular pode exigir vários indicadores e um inidicador pode também ter várias necessidades

  4. Identificar lacunas de dados: identificar que indicadores serão produzidos entre os seleccionados acima determinando se eles estão disponíveis regularmente ou a um nível espacial ou sub-nacional específico e onde o indicador pode ser encontrado. Dados podem ser obtidos a partir de registos administrativos de instituições públicas ou registos de dados e informações públicas nas mãos de privados. Os dados precisam de passar por uma avaliação de qualidade e verificação da confidencialidade antes do seu uso

  5. Verificação das necessidades: Um processo de verificação das necessidades locais deve ser feito ao nível local

4.    Estabelecimento da estrutura de produção

Na determinação da estrutura para a produção de estatísticas sub-nacionais existe uma necessidade de reconhecer os pontes forte e fracos das várias agências estatísticas em todo o país em termos de apetrechamento em pessoal, saber fazer e infraestruturas técnicas. Papéis diferentes podem ser desempenhados por instituições diferentes no sistema estatístico nacional.

Por exemplo, um determinado inquérito a ser levado a cabo em um determinada área, a metodologia pode ser desenhada ao nível central do INE; a recolha de dados no campo pode ser feita por uma agência estatística da área local; a supervisão do inquérito pode ser feita ao nível mais alto por uma unidade de estatísticas regional; a validação e processamento podem ser feitos numa região diferente, etc.

 

5.    Integrando a Estratégia Sub-nacional para o Desenvolvimento das estatísticas dentro da ENDE/NSDS



A medida que se identifica as necessidades pelos dados sub-nacionais, uma distinção será feita entre duas categorias de intersecção das necessidades: as de interesse local e aquelas de relevância nacional. Com relação à primeira categoria, governos locais devem ser encorajados a elaborar as suas próprias Estratégias Sub-nacionais para o Desenvolvimento das Estatísticas (SubENDE). Este trabalho pode também envolver as entidades locais que são soberanas do governo nacional. A SubENDE) irá enriquecer o processo de ENDE.

A segunda categoria inclui as necessidades que são comuns a todas ou muitas regiões/áreas locais ou que sejam relacionadas a uma região ou área local mas que são consideradas de interesse nacional. Estas necessidades serão identificadas ao nível local em consulta com os órgãos regionais e locais. A componente sub-nacional da ENDE resultará da consolidação da SubENDE, por um lado, e da componente sub-nacional desenvolvida ao nível nacional por outro lado.

 

Ferramentas: 



ABS Corporate Plan

Statistics New Zealand Strategic Plan 2010-20

Germany_Strategy and Program Plan for the period 2012 to 2016

ISIC 3.1

Corporate Business Plan - Statistics Canada

Pakistan_Statistics reorganization Act

UN: Tool and compendium of case studies in integrated approach to economic statistics

SDMX Activities in Statistical Subject-Matter Domains

Boas Prácticas: 

Mainstreaming sectoral statistical systems in Africa- AfDB -Intersect-PARIS21

Estrategia de colaboración Jalisco – INEGI

All documents_ FAO Technical meeting_Developing Sector Strategic Plans for agriculture and rural statistics (SSPARS) and integration into the NSDS

Mozambique_Mozambican Agricultural Master Plan (approved by Statistics High Council chaired by the Prime Minister)

Peru_Sector Strategic Plan for Agriculture and rural statistics versus annotated outline

Philippine Statistical Development Programe (PSDP)

Philippines_The PSS at the subnational level

Philippines PSDP_local statistics_committment

Rwanda_NSDS_2009-14_sector strategies (see p.48)

South Africa: Developing an Agricultural Statistics Strategy

Uganda_bureau of statistics sector strategic plan for statistics

Uganda - examples of results in statistics sectors

2008 SNA




















Estratégias Regionais para o Desenvolvimento de Estatísticas


A integração regional ou os processos de cooperação perseguem objectivos diferentes tais como o alcance da integração económica e monetária, criando uma zona de comércio livre, incrementando a cooperação de modo a promover o desenvolvimento sócio-económico, entre outros; ou a combinação de todos os aspectos retromencionados. Independentemente do objectivo, tais processos requerem indicadores estatísticos comparáveis baseados em metodologias harmonizadas com os outros países. Daí que afigura-se importante criar um Sistema de Estatísticas Regional (SER) eficiente, que poderá ser auxiliado por uma Estratégia Regional para o Desenvolvimento de Estatísticas (RSDS/ERDE)

 
O que é uma RSDS/ERDE?

Uma Estratégia Regional para o Desenvolvimento de Estatísticas (RSDS/ERDE) é um plano director para o desenvolvimento de estatísticas regionais. Não se trata de um contrato mas sim um guião de boas práticas na cooperação regional em estatísticas. Está ligada às prioridades nacionais e regionais é compatível com as NSDS (ENDE) dos estados membros. Adopta os princípios das NSDS (ENDE) e foi criada com o objectivo de responder aos objectivos específicos das políticas regionais. 

A elaboração da RSDS (ERDE) poderá ser liderada por um Comité Directivo regional de estatísticas com o apoio do secretariado da unidade estatística de uma organização regional (por exemplo, ASEAN, CAN, SADC, SPC) (1). Estados membros devem aprovar as RSDS (ERDE) assegurando que estejam alinhadas com a agenda de desenvolvimento regional e em consonância com as prioridades nacionais. É importante adoptar a RSDS (ERDE) e ter a sua implementação apoiada ao nível político mais alto na região e sub-região.



(1) Association for Southeast Asian Nations (ASEAN), ComunidadAndina (CAN), Southern African Development Community (SADC), Secretariat of the Pacific Community (SPC).

O objective de elaboração de RSDS (ERDE) inclui:



  • Responder aos requisitos estatísticos da agenda de desenvolvimento regional, sem violar a soberania nacional dos países, dado que a agenda de desenvolvimento regional inclui prioridades que foram identificadas e acordadas pelos estados membros. Alguns dos dados que ajudam no fornecimento de informação à agenda de desenvolvimento regional podem não estar disponíveis nos estados membros, e se os mesmos estiverem disponíveis, podem não ser necessáriamente comparáveis entre os países. As RSDSs (ERDEs) são instrumentos adequados para atacar este desafio e ajudar a reduzir as lacunas do desenvolvimento estatístico entre estados membros.
     

  • Garantir comparabilidade de dados em todos os estados membros: A formulação, implementação e monitoria de políticas regionais poderiaExigir dados harmonizados e comparáveis em todos os estados membros. A RSDS (ERDE) identificaria estratégias regionais e actividades que harmonizariam enquadramentos conceituais, métodos e ferramentas para garantir a comparabilidade de dados. Incluiria igualmente a adopção de regulamentos estatísticos vinculativos, em cumprimento das recomendações e padrões internacionais.
     

  • Reforçar ligações e convergências entre níveis regionais e nacionais, visto que RSDS (ERDE) implica cooperação e colaboração entre estados membros.
     

  • Conjunto de competências estatísticas, conhecimento e recursos ao nível regional. Um dos aspectos do valor acrescentado da cooperação estatística que deveria ser uma parte crucial da RSDS (ERDE) é a identificação e agrupamento de recursos humanos com competências e conhecimento estatístico (por exemplo, demógrafo, contabilista nacional, perito em pesquisas, especialista em gênero, etc.) necessários na região. Estes peritos serão destacados para os países membros onde os seus serviços específicos são precisos. Alternativamente, peritos estatísticos regionais poderiam partilhar seu conhecimento através da realização de actividades de capacitação em centros regionais de formação. Esta abordagem reveste-se de interesse particular para países pequens (i.e. SIDS).
     

  • Permitir o desenvolvimento de ferramentas estatísticas e serviços ao nível regional que tem maior custo benefício do que ao nível nacional. Igualmente, contribui para o reforço de competências estatísticas e promove harmonização.
     

  • Facilita, coordena e reforça representação com relação aos parceiros externos. A RSDS inclui estratégias que reforçam as relações e engajamento dos países membros com os parceiros de desenvolvimento e a comunidade estatística internacional no seu todo. Define igualmente a posição comum da região nos fora internacionais.
     

  • Destaca a colaboração sul-sul como uma forma de reforço da capacidade estatística em toda a região e facilita a partilha das melhores práticas.
     

  • Serve de quadro para a implementação e monitoria dos ODS (Agenda 2030) ao nível regional. Para alguns países como os pequenos estados insulares em desenvolvimento (SIDS), uma abordagem regional para a manutenção e continuação de operações estatísticas para a produção de estatísticas oficiais faz mais sentido dada a escassez de recursos financeiros e humanos disponíveis, sobretudo na implementação e monitoria dos ODSs. A RSDS (ERDE) podia ser um quadro em que países membros podiam cumprir com os requisitos dos ODS e ao mesmo tempo garantir consistência com as prioridades nacionais e regionais e tomar em consideração as capacidades existentes.
     

PROCESSO DE ELABORAÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO DE RSDS (ERDE)

A RSDS (ERDE) adopta a metodologia empregue na formulação da NSDS (ENDE). Ospré-requisitos chave na elaboração de uma RSDS (ERDE) inclui uma revisão e avaliação alargada do estado actual do sistema estatístico regional, o seu ambiente organizacional e institucional, disponibildade de recursos, requisitos de dados para cumprir com os objectivos da agenda do desenvolvimento regional e um diagnóstico das capacidades dos sistemas estatísticos nacionais dos estados membros. A avaliação deve também levar em consideração a capacidade e prontidão.

A RSDS (ERDE) envolve:

 

Uma forte vontade política e validação pelas autoridades nacionais em todas as fases do processo.



Criação de um processo geral, que cobre todo sistema estatístico regional com os seguintes actores principais: a organização regional e suas autoridades, os SENs incluindo os institutos nacionais de estatíticas (INEs) e autoridades relacionadas dos países membros e os usuários nacionais, internacionais da informação estatística regional.

Uma metodologia participativa envolvendo todos os actores chave, conduzidos pela unidade estatística do órgão regional, onde a mesma existe, que tenha um mandato para levar a cabo cooperação específica de trabalho com as autoridades do SEN dos países membros

Uma organização baseada em fase: i.e., roteiro, elaboração, preparação, avaliação de RSS, a validação, estratégia, formulação, acção, planificação e cálculo de custos, implementação e monitoria e avaliação.

A abordagem de RSDS (ERDE) poderá ser bem sucedida com: i) um grande compromisso político ao mais alto nível na região e nos países, ii) um diálogo construtivo entre os produtores e usuários de dados aos níveis nacional e regional; iii) a mobilização dos recursos necessários; iv) coordenação e colaboração contínuas com os parceiros técnicos e financeiros; e (v) a monitoria regular da implementação da RSDS (ERDE) por uma organização regional reconhecida que prestaria contas aos países membros. 

O processo ERDE deve, ultrapassando constrangimentos nacionais, tomar em consideração uma visão regional e novos actores, tais como as autoridades e agências do sistema da integração. A consulta, devidamente feita, não é apenas levada a cabo dentro das fronteiras nacionais, deve acontecer para além das fronteiras, entre os países membros na região e as autoridades regionais.

 

NSDS e RSDS (ERDE):PROCESSOS COMPLEMENTARES



A NSDS (ENDE) e a RSDS (ERDE) deviam ser processos complementares e cada um deve tomar em consideração os requisitos e actividades do outro. A NSDS (ENDE) deve incluir actividades de modo a produzir os dados necessários ao nível regional, e a ERDE deve reconhecer os constrangimentos e limitações colocados nos países ao nível nacional e as suas necessidades no desenvolvimento da capacidade estatística.Em muitos casos a RSDS (ERDE) será elaborada num contexto em que asNSDSs (ENDEs) já existem nos estados membros. A adopção da RSDS implicará, portanto, a revisão ou actualização das NSDS dos estados membros de modo a incorporar os compromissos do país articulados na RSDS.

As iniciativas tendentes a responder aos requisitos de informação do órgão regional estarão reflectidas nas NSDSs (ENDEs) existentes ou nas em forja. Obviamente, isso garantirá que a informação estatística produzida nos países membros seja considerada comparável através de metodologias harmonizadas, enquanto coordenando a disponibilidade dos dados de acordo com um calendário bem definido. 

Ademais, os requisitos de dados para monitorar a Agenda 2030 sobre o desenvolvimento sustentável afectariam as RSDSs e NSDSs existentes. Os processos de monitoria ao nível regional poderão ter de ser revisitados de modo a tomarem em consideração os compromissos da região no que tange aos ODS e ao mesmo tempo assegurarem que estejam alinhados com os planos e prioridades dos países membros. Para algumas regiões com estratégias estatísticas para produzir dados para os ODMs, abordagem semelhante poderá ter de ser empreendida para os ODSs. A revisão das estratégias existentes ou a formulação de novas deve, preferencialmente, acontecer em 2016, junto com as mudanças que irão acontecer nas NSDSs (ENDEs) dos estados membros para o mesmo fim. Os INEs e as unidades estatísticas regionais devem fazer consultas o mais cedo possível nesta perspectiva e logo preparar o processo de revisão.

A questão complexa dos países que ainda não têm uma NSDS (ENDE) mas que pretendam aderir à RSDS (ERDE) será tratada na próxima actualização das Directrizes da NSDS (ENDE). Igualmente, recomendação específica para os países estados membros que pertencem a várias organizações regionais será integrada nas Directrizes da NSDS a serem publicadas pelo consórcio PARIS21 no final de 2016.



 

 

Na prática 



A organização geral do trabalho deve ser definida no roteiro. No contexto do quadro regional, deve especificar quem são os actores, definir o trabalho a ser realizado e o calendário de implementação.

Agradecimento, Reconhecimento, Percepção


A autoridade do órgão de integração recebe um mandato dos Presidentes dos países membros da área para organizar o sistema estatístico regional. Seria um órgão executivo que decide que trabalho a ser levado a cabo e supervisiona-lo.

No entanto, dado que os países têm de responder como uma prioridade às suas autoridades nacionais, deve assegurar-se coordenação com a autoridade do SEN dos países e também através da presidência da comissão de estudos estatísticos regionais se tiver sido criada. Deste modo, coordenação entre a Região e Nações é assegurada em todo trabalho dedicado à elaboração da RSDS (ERDE).


A experiência adquirida no processo usado para a elaboração das NSDSs (ENDEs) nos países em desenvolvimento deve ser adoptado no processo de definição do programa de operações a serlevado a cabo. Deve organizar-se consultas entre os actores estatísticos nacionais e actores estatísticos regionais, num processo contínuo entre países e região. De modo a informar sobre o processo e assegurar bom entendimento e reduzir custos, workshops de grande invergadura ou seminários podem ser organizados exclusivamente durante as fases importantes do processo seguidos para elaborar a RSDS (ENDE).

 

Preparação


Com relação a elaboração da RSDS (ENDE) (assim que a decisão tiver sido tomada), é preciso que se faça uma distrinça entre a fase preparatória e outras fases técnicas. A fase preparatória retromencionada cobre as seguintes tarefas:

  • principalmentedisseminar a informação e fazer pedidos dentro da região de modo a mobilizar apoio interno e parceiros

  • escolher quem irá elaborar o projecto do roteiro; pode considerer-se criar o comité directivo nesta fase

  • elaboração e adopção do roteiro

  • criação da equipa de gestão do projecto

 

Dispositivos Organizativos


o trabalho de elaboração da RSDS pode ser levado a cabo pelos seguintes órgãos:

• Unidade estatística nomeada pelo órgão regional, que presta contas ao órgão executivo ou às autoridades regionais; esta unidade será responsável por gerir o processo de elaboração geral. 

• Comité Nacional em cada país composto por 2 ou 3 representantes de cada SEN, responsável pela coordenaçao com os seus respectivos SENs.

• Comissão Técnica Regional que elabora documentos e prepara as decisões a serem tomadas e envia-nas ao Comité Directivo/Instalador.

• Comité Directivo Regional de Estatísticas que supervisiona a elaboração do processo técnico e submete relatórios e recomendações para aprovação.

• Comissões nacionais, regionais ou internacionais de peritos, que lidam com aspectos específicos do programa de trabalho do roteiro.

• Consultores nacionais como recursos para monitorar o processo seguido pela elaboração da RSDS (ERDE) e lidar com aspectos específicos do trabalho sobre o roteiro.

• Grupo de usuários e beneficiaries para identificar as necessidades e os aspectos de qualidade que eles dão prioridade.

• Este trabalho pode ser suportado, se houver necessidade, por um consultor (regional) para dar apoio ao longo do processo.

 

Avaliação


O ponto de partida do trabalho que visa a elaboração da RSDS (ERDE) consistirá no estudo e análise da informação existente, sobretudo o plano de operações do ógrão de integração e as suas necessidades de informação. Deve-se perguntar os usuários nacionais e internacionais sobre as suas expectativas com relação à informação regional.

Duas actividades que são cruciais e que são transversais a todo processo devem ser planificadas:

• Criar um processo com vista a disseminar o trabalho realizado sobre a elaboração da RSDS (ERDE). Deve reservar-se uma página web no órgão de integração para este fim.

• Definir um conjunto de operações para exalter, promover e consciencializar sobre estatísticas regionais.

Ademais, três tipos de acções não devem ser negligenciadas durante a elaboração da RSDS (ERDE), uma vez que todas elas acrescentam valor a uma RSDS bem sucedida:

• Disponibilizando os fundos necessários para financiar a elaboração da RSDS (ERDE) e a sua implementação, i.e. tanto os fundos nacionais assim como os internacionais. A criação de um sub-grupo estatístico regional de doadores, com representantes das autoridades da área de integração, seria uma iniciativa bastante positiva.

• Elaborar um lista de requisitos na área de cooperação técnica internacional.

• Definir os recursos humanos exigidos para implementar a RSDS (ERDE).

 

Visão, Estratégias e Planos de Acção


O processo de elaboração de RSDS (ERDE) pode ser concluido entre 12 a 18 meses de trabalho. Para alcançar este objectivo, - pode adoptar-se o gráfico de Gantt:

• Elaboração e aprovação do roteiro: 2 meses.


• Elaboração e aprovação do diagnóstico: 5 meses.
• Elaboração da visão e estratégias: 3 meses.
• Escolha da estratégia reional: 1 mês.
• Elaboração e adopção do plano de acção: 4 meses.
• Criação de um processo de monitoria e avaliação.

As escolhas feitas para a elaboração do gráfico de Gantt terão de ser, primeiro lugar, realísticas e acordadas com todos os actores estatísticos regionais.

O objectivo final da visão do sistema estatístico regional seria uma boa sincronização entre a elaboração da RSDS (ERDE) e a elaboração da NSDS (ENDE) ou revisão.

Ferramentas: 

Asia Pacific Regional Programme for Economic Statistics (RPES) - Capacity Screening Questionnaire

Strengthening statistical services through regional approaches

Brainstorming session on RSDS (OECS)

A Pacific Island region Plan for the Implementation of initiatives for strengthening satistical services through regional approaches 2010-2020

COMISION DE LA COMUNIDAD ANDINA - Planes Estratégicos Nacionales para el Desarrollo Estadístico (PENDES)

Boas Prácticas: 

CARICOM

ANDEAN COMMUNITY

SICA _Video_Advocating for strategic statistical approach in Central America_ high-level interviewees

SICA_Regional Workshop

ASEAN

Ten Year Pacific Statistics Strategy 2011-2020



Presentation_Pacific-region-statistical-implementation-plan

PARIS21/SPC workshop on NSDS

European Statistical System_Extracts

Strategy for the Harmonisation of Statistics in Africa (SHASA)

SADC_RegionalStrategyfortheDevelopmentofStatistics2013-2018

Regional Programme on Economic Statistics for the improvement of economic statistics in Asia and the Pacific_brochure.

Asia-Pacific: Implementation plan for the Regional Program for the Improvement of Economic Statistics in Asia and the Pacific

SADC RSDS Final 2013

TYPSS phase 2 final draft Oct 2014

Declaracion de Punta Cana XLIII Reunion Ordinaria de Jefes (SICA)

Sistema de la Integración Centroamericana, SICA


Baixar 2.34 Mb.

Compartilhe com seus amigos:
1   ...   17   18   19   20   21   22   23   24   25




©bemvin.org 2020
enviar mensagem

    Página principal
Prefeitura municipal
santa catarina
Universidade federal
prefeitura municipal
pregão presencial
universidade federal
outras providências
processo seletivo
catarina prefeitura
minas gerais
secretaria municipal
CÂmara municipal
ensino fundamental
ensino médio
concurso público
catarina município
Dispõe sobre
reunião ordinária
Serviço público
câmara municipal
público federal
Processo seletivo
processo licitatório
educaçÃo universidade
seletivo simplificado
Secretaria municipal
sessão ordinária
ensino superior
Relatório técnico
Universidade estadual
Conselho municipal
técnico científico
direitos humanos
científico período
espírito santo
pregão eletrônico
Curriculum vitae
Sequência didática
Quarta feira
prefeito municipal
distrito federal
conselho municipal
língua portuguesa
nossa senhora
educaçÃo secretaria
segunda feira
Pregão presencial
recursos humanos
Terça feira
educaçÃO ciência
agricultura familiar