Escola de teatro licenciatura em teatro


TRIBO SOL: A HORA DA CRIANÇA



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3. TRIBO SOL: A HORA DA CRIANÇA
Os meninos da Bahia nesta Hora da Criança

A mensagem da esperança vem trazer com alegria.

Que na terra em flor, haverá amor,

Que no céu de anil, haverá esplendor,

Que enquanto nós cantarmos,

Haverá Brasil.

(Hino da Hora da Criança, Prof. Adroaldo Ribeiro Costa e Agnor Gomes, 1946).

Em 2014, a minha história de vida retoma os passos que havia dado anos atrás, me levando a reviver momentos únicos, através do Estágio Supervisionado, referente à disciplina: Didática e Práxis do Ensino de Teatro II, sob a orientação do professor Fábio Dall Gallo, realizado no Centro de Artes Hora da Criança, os quais me direcionaram para uma nova reflexão, a cerca de minha experiência enquanto aluna e futura professora de teatro.

Neste capítulo, descreverei os processos e os resultados gerados durante esse estágio, cuja mostra cênica foi nomeada como Tribo Sol. Essa experiência, realizada com os educandos de 9 a 11 anos de idade, do Centro de Artes Hora da Criança, veio legitimar aminha formação universitária, oportunizando o experenciar de um fazer teatral no qual pude unir minhas emoções e memórias à criação com as crianças, celebrando com gratidão, os mestres que me acompanharam em meu trajeto.

O estágio foi realizado em vinte e seis encontros, as segundas e às quartas-feiras, no horário das 13:30h às 14:50h, no período de 10 de setembro a 07 de dezembro de 2014, totalizando uma carga horária de40 horas,no Teatro Martim Gonçalves da Escola de Teatro da UFBA, juntamente com outros resultados cênicos de grupos de crianças e adolescentes, orientados pelos estudantes do 6° módulo, do curso de Licenciatura em Teatro4.

3.1 BASES TEÓRICAS E POÉTICAS PARA A EXPERIÊNCIA CRIATIVA

Como referência principal para o desenvolvimento da experiência de teatro com as crianças do Centro de Artes Hora da Criança, ancorei-me nos princípios da experiência criativa, conceituados pela autora Viola Spolin (2000), em seu livro: Improvisação para o teatro, que traz a idéia de que todas as pessoas podem atuar e improvisar e são capazes de jogar, se assim desejarem e, assim aprender a ter valor no palco.

A partir destes pressupostos, busquei desenvolver a minha intuição como professora-diretora, e a intuição dos/das participantes, buscando desenvolver um ambiente de confiança onde pudéssemos desenvolver a nossa liberdade pessoal e espontaneidade para criarmos juntos. Vimos com Spolin (2000, p.43) que “A espontaneidade é um momento de liberdade pessoal quando estamos frente a frente com a realidade e a vemos, a exploramos e agimos em conformidade com ela”.

O ambiente propício para o desenvolvimento da espontaneidade, e com ela, a liberdade pessoal, seria conquistado através de jogos, que segundo Spolin (2000, p.44) “[...] é uma forma natural de grupo que propicia o envolvimento e a liberdade pessoal, necessários para a experiência”.

Com Madalena Freire (2003), em seu livro O que é um grupo? compreendi que no grupo cada integrante se reconheceria como sujeito e saberia identificar o seu papel. Meu intuito era o de trabalhar não só a individualidade de cada educando (através do desenvolvimento de sua liberdade pessoal),mas sim,a ação e a consciência coletiva da qual o teatro é fruto, a qual Viola Spolin (2000, p.04)também assinala quando destaca a Expressão do Grupo como um dos aspectos da espontaneidade, capaz de romper com a competição e proporcionar a criatividade, enfim a ação cênica. Este aspecto demanda habilidade e desafia o professor-diretor que “deve certificar-se de que todo aluno está participando livremente a todo o momento”, respeitando o tempo de cada um progredir no jogo.

A partir do Manual de criatividades, de Paulo Dourado e Maria Eugênia Milet (1998), utilizei os jogos, desenvolvendo cada aula a partir das etapas de Aquecimento (preparação física e emocional através de brincadeiras e jogos teatrais) Relaxamento-concentração; Elaboração (de pequenas cenas, textos escritos e cantigas etc.) e Avaliação (através de Rodas de Conversa), compreendendo o processo criativo, a partir das Fases de Liberação, Sensibilização e Produção que correspondem a uma progressão e contínua capaz de

[...] dar fluência expressiva e minimizar barreiras e obstáculos individuais e grupais [...] desenvolver a percepção sensorial dos integrantes fazendo com que vivenciem diversas formas de contato com seu corpo, o corpo do outro e com o ambiente e [...] propiciando aos integrantes meios para que elaborem e organizem a sua expressão individual e coletivamente (DOURADO; MILET, 1998, p.17-18).

A partir do livro O drama como método de ensino, de Beatriz Cabral (2006); utilizei como pré-texto, o livro: Canções dos Povos Africanos para a construção das cenas.

O pré-texto é, assim, não apenas um estímulo; sua função é bem mais ampla. Enquanto o estímulo sugere a ideia ou a ação inicial, o pré-texto indica não somente o que existe anteriormente ao texto (contexto e circunstâncias anteriores), mas também subsidia a investigação posterior, uma vez que introduz elementos para identificar a natureza e os limites do contexto dramático e dos papéis dos participantes (CABRAL, 2006, p.20).


O livro Canções dos Povos Africanos, de autoria de Fernando Paixão (2006), com ilustração de Sergio Melo, escrito em forma de cordel, traz como mensagem os valores da convivência em comunidade, sob a ótica da cultura dos povos africanos. Aborda também a importância da música e das canções nos ritos de passagem de determinados povos da África5.

Figura 18 – Capa do livro utilizado para a apresentação

Fonte: Arquivo pessoal da autora (2017).

Através da mensagem do livro sobre a relevância de um grupo, procurei desenvolver com os alunos a consciência da importância do fazer coletivo, abarcando dentro desse convívio uma experiência significativa, no qual o aluno a partir dessa convivência pudesse em primeiro instante descobrir-se a si mesmo, partilhando nas suas descobertas o seu valor como criança e a importância do aprender a respeitar as diferenças, no exercício prático em sala.

Com essas bases teóricas e poéticas planejava as aulas, a partir de uma seqüência de atividades, tendo como eixo os jogos teatrais, com o objetivo de fazer emergir espontaneamente a imaginação, a integração, a percepção das crianças para que, principalmente, desenvolvessem sua liberdade, confiança em si e suas relações sociais, como pude também vivenciar em minha infância, através da experiência com o teatro no Centro de Artes Hora da Criança.

3.2 O PROCESSO CRIATIVO

Iniciei a nossa prática contando as minhas experiências enquanto aluna naquela mesma instituição, narrando como foi importante a minha vivência dentro da escola, de como o Centro de Artes Hora da Criança modificou o meu olhar sobre o mundo, como a escola me propôs ter uma relação direta com a arte, e que, para mim, as aulas foram uma oportunidade de exercer a liberdade de expressão e a criatividade que me habitavam, que possibilitaram meu maior envolvimento interpessoal com o mundo, reforçando o desejo de continuar nessa mesma estrada de conhecimento, como professora de teatro. Sentada no círculo com as crianças, me percebia como elas, disposta a encantar-me e aprender com o grupo. Paulo Freire (1980, p.45) nos diz que: “Quem ensina aprende ao ensinar. E quem aprende ensina ao aprender.” Assim queria me desenvolver enquanto artista-educadora.

Sabia e queria que o grupo compreendesse que ali ninguém era melhor que ninguém, que trabalharíamos em conjunto. Na primeira Roda de Conversa quis evidenciar que estávamos construindo essa experiência juntos e que o aprendizado dentro daquele espaço seria uma via de mão dupla, eu, enquanto artista-educadora aprenderia e contribuiria com o nosso fazer - teatral assim como eles apartir de uma troca de experiências.



Um ponto importante para o desenvolvimento do processo criativo foi o planejamento artístico-pedagógico no início das atividades e o seu desenvolvimento, levando em consideração a faixa etária dos educandos e a sua realidade social6. As crianças, em sua maior parte, moravam nos bairros próximos, considerados lugares com alto índice de violência. Sabemos que as principais causas referentes a essa violência parte das desarticulações das políticas públicas e da falta de estruturação e preparo policial no sentido de agir pela garantia dos direitos e manutenção da paz, o que dificulta a inserção da cultura e da arte nos bairros, distanciando cada vez mais as pessoas e dificultando a sua participação no acompanhamento e envolvimento nas ações de educação, saúde e cultura de seus bairros, expandindo o potencial artístico e de cidadania dos moradores.

Nos primeiros encontros pude perceber e conhecer melhor um pouco de cada criança, propondo, nas rodas iniciais e finais de conversa, a partilharem um pouco das suas origens e informações pessoais, de como eram suas relações com e na comunidade, como se enxergavam e se sentiam pertencentes aos lugares onde moravam.

Diante de seus depoimentos, pude perceber que apesar do índice de violência ser exorbitante nos seus bairros, as crianças carregavam em suas falas o sentimento de felicidade por viver próximo às suas famílias, por haver união entre os moradores, e por poderem brincar com os vizinhos, mesmo não sendo como antigamente, como os pais traziam em suas memórias. Eu podia ver a beleza dentro das visões das crianças sobre as suas comunidades pela solidariedade.

A favela é o “território da luta” e da solidariedade, o lugar onde os indivíduos sempre desenvolveram ações criativas e encontraram alternativas para enfrentar suas dificuldades; é também o lugar de onde sempre despertaram as manifestações mais originais da cultura da cidade (COUTINHO, 2012, p.18 apud SANTOS, 2015, p.20).



Este aspecto foi considerado um fator importante para o nosso trabalho.

As fases do processo criativo foram planejadas e vivenciadas da seguinte maneira:



Liberação/integração: Desde o primeiro encontro, os educandos mostraram-se bastante interessados na prática em sala. Foram aplicados exercícios de apresentação, liberação, integração. Levei para a turma alguns jogos no intuito de desenvolver habilidades corporais e a capacidade integrativa entre os participantes. Usei como prática metodológica alguns jogos tais como:

  • Jogo do espelho: onde o trabalho foi direcionado para a prática corporal a fim de desenvolver as capacidades perceptivas e a exatidão dos movimentos;

  • Marionete Humana: exercitar o manuseio do movimento corporal entre eles mesmos sem fazer uso do toque;

  • Jogo do Houp: Busquei trabalhar a prontidão e atenção de todo o corpo e mente na relação grupal;

  • Condução com o olhar: Busquei desenvolver através da visão a atenção e a segurança a partir da confiança gerada no olhar do colega.

Percebi que, ao elaborar uma proposta baseada no fazer coletivo, a partir de atividades de liberação e integração, os alunos conseguiriam experimentar e desenvolver de forma prática e lúdica o seu potencial criativo e cognitivo, exercitando o seu poder de autonomia, e sua compreensão sobre,o respeito ao outro dentro da sala.

É importante que se tente trabalhar com o grupo todo ao mesmo tempo. O fato de todo mundo estar fazendo mais ou menos as mesmas coisas, funciona como elemento “desinibidor” e favorece o surgimento de um clima lúdico e intenso, importantíssimo nesta primeira fase do trabalho (DOURADO; MILET, 1988, p.20).

Entre os momentos mais significativos dessa primeira etapa destaca-se a aula nº 5, que aconteceu no dia 24 de setembro no qual os educandos se mostraram completamente entregues e disponíveis aos jogos, mesmo imersos no divertimento, em meio à compreensão da necessidade de concentração. Conseguimos coletivamente produzir a aula e obter um bom resultado específico no jogo apresentado.

Nesta aula, a partir da poesia do texto do livro citado acima, levei como proposta o desenvolvimento com os alunos de uma improvisação tendo como referência o onde, o lugar específico da cena criada. Nesse jogo, puderam fazer uso de objetos. Determinei para cada grupo um tempo para pensarem e conversarem o local que seria mostrado na cena; orientei os educandos para que observassem os objetos levados para a sala e escolhessem algum elemento cênico que dialogasse com a proposta a ser encenada dentro do objetivo proposto.

O trabalho foi elaborado por dois grupos, o primeiro grupo apresentado foi o dos meninos, que trouxeram em sua proposta a floresta e utilizaram como elemento cênico o arco e a flecha (na cena eles estavam indo caçar dentro da floresta); as meninas desenvolveram acena numa cabana, elaborada com tecidos amarrados por elas; na cena elas eram mulheres que cuidavam dos afazeres domésticos)...

Esta aula já marcava a nova fase a ser desenvolvida, a de Sensibilização, quando avançamos com a prática da improvisação como elemento chave dentro do processo. A partir da leitura e da reflexão sobre o livro Canções dos Povos Africanos.

Nesse sentindo como aborda Ryngaert(1991, p.120),

Torna-se, assim importante considerar os jogos improvisacionais não como um teatro mirrado, empobrecido, ou exclusivamente como práticas preparatórias, mas como teatro pronto. Mesmo porque se os jogos de improvisação teatral não podem ser considerados como teatro, não podem também, por outro lado, ser considerados como outra coisa que não seja teatro.


Nessa mesma fase foram introduzidos com maior ênfase exercícios de improvisação com foco na expressão das individualidades e da coletividade (eu comigo mesmo, eu e o outro, eu e o ambiente). Trouxe para a aula estímulos e perguntas com intuito de associar a improvisação de cenas. As perguntas faziam referências ao poema Canções dos Povos Africanos, sobre o que o texto trazia em seu enredo. Quis evidenciar a proposta elaborada por Spolin (2000), para a criação do personagem no uso do:onde, quem, e o quê.Desta forma, trouxe para a sala, perguntas que motivassem os alunos nas suas criações individuais e coletivas, tais como:

  • Por onde (o personagem) está caminhando, dentro de um espaço fechado ou aberto?

  • O que esse som faz lembrar, como o corpo se movimenta a este estímulo?

  • O que o trio está fazendo na floresta? Caçando? Buscando alimento? Cantando por algum motivo?

  • Quem é esse animal? Como ele se movimenta? Esse animal produz algum som?

Nesse transcorrer de experimentações, os alunos foram criando, durante as aulas, pequenos esquetes, com as quais explorávamos os personagens a partir da utilização dos estímulos musicais. Os alunos também elaboraram algumas perguntas direcionadas aos grupos, pequenas cenas e apresentaram para a turma, que observava a história e a comentava...

Foi elaborada a criação de personagens a partir das seguintes proposições:


Junto com os colegas, crie uma pequena cena com início, meio e fim contando a importância do nascimento de uma criança e como os integrantes dessa tribo louvaram o nascimento desse novo ente querido. Se quiserem, vocês podem utilizar esse trecho do poema para a criação. O poema, tirado do livro Canções dos Povos Africanos, de Paixão (2006), eu colava na parede:

E quando a criança nasce

Canta o povo em louvação,

Também quando ele inicia

Seus passos na educação

O povo outra vez se junta

E lhe canta uma canção.

As aulas seguintes foram dedicadas aos exercícios vocais e posturais, nos quais retomamos parte da leitura do texto já adaptada durante os exercícios. Em uma dessas aulas, também, definimos o nome da nossa montagem. Durante uma Roda de Conversa, surgiu então, TRIBO SOL como ideia que foi aceita por todos, pois nas interpretações criadas por eles, a história trazia o elemento sol como o poder da natureza africana.

As aulas seguintes foram focadas em exercícios de construção de personagem e de discussão acerca do papel de cada integrante nas cenas, sempre em paralelo à realidade, e valorizando o que tinha sido criado na improvisação de cada educando.

A partir do referencial do livro lido e discutido em sala, os processos para a criação de personagens foram sendo baseados nas imagens que os alunos traziam em seu corpo. Nas criações das cenas, pude desenvolver junto com a turma a expressividade corporal, utilizando como recurso a musicalidade natural das crianças. Trouxe também para a sala de aula, canções elaboradas por alguns grupos africanos (CD Pérègum), que favoreceram a criação, a partir dos elementos da natureza observados, a exemplo do som das águas, ou do vento.

Pretendi trazer nas práticas um trabalho voltado a uma atmosfera ligada à perspectiva de conjunto, evidenciando nos processos de criação, a ligação de integrantes a uma tribo, de acordo com o que transparecia no texto.

Alguns dos personagens criados, embasados no referencial textual foram: animais selvagens caracterizados por: (leopardo, macaco, arara, tigre), guerreiros da Tribo Sol (caçadores), mães que cuidavam da sua cria, crianças que brincavam e grandes mestres daquela tribo.



A expressividade corporal, incluindo a pesquisa de suas sonoridades foi um elemento fundamental em nossa prática teatral, pois auxiliou a construção das personagens, contribuindo para a percepção espacial do aluno/ator com o ambiente.

Figura 19 – Exercício de improvisação coletiva – Jogo do Quem, acrescentando o Onde e O quê

Fonte: Arquivo pessoal da autora (2017).

Pavis (2008,p.78),afirma que


O corpo para a cena é o meio transmissor de mensagens, de ideias, e ao mesmo tempo tem o poder de transmitir estado e emoções. Nesse sentido, quanto maior o conhecimento do seu próprio corpo, melhor e mais conhecimento se terá da própria personalidade, podendo conhecer melhor e se entregar mais a busca do personagem.
O corpo nos ajudar a descobrir e a dizer quem somos nós, quais são as nossas habilidades motoras e cognitivas, o que nós temos para melhorar – quais são os nossos bloqueios, nossos medos, nossos desejos.

Foi nessa intenção que solicitei a escuta de algumas músicas levadas para as aulas, no intuito de observarem e expressarem suas impressões livremente no corpo; buscando identificar o jeito particular de cada um, e de como, eles interagiam com esse elemento importante dentro da cena. Em outras situações os guiei dando instruções, de como, por exemplo: imitar uma árvore, imaginar-se como um animal. Em outros momentos, utilizei um pandeiro como elemento da proposta metodológica, para marcar e desenvolver o ritmo dos alunos.

O que percebi de mais significativo nesses exercícios propostos foi o desenvolvimento da concentração de cada aluno sobre a atividade proposta, a percepção de si e de seu corpo como se conectava com a proposta da história, afinal o corpo por si só fala. Com a expressão corporal e musical, percebia que as crianças exploravam a sua liberdade pessoal, da qual nos fala Spolin(2000, p.04): “[...]através da espontaneidade somos e reformamos nós mesmos”.

Em uma aula especial os levei para o exercício de espelho nº1, e testemunhei a surpreendente relação que se estabeleceu durante o jogo entre as duplas, tornou-se evidente a naturalidade de atuação das crianças e a presença focalizada em que cada dupla se manteve mediante do exercício proposto.

Esta fase do processo gerou em mim um a forte reflexão sobre minha postura enquanto educadora e sobre a metodologia que vinha utilizando nas aulas. Percebi frente ao desafio de incitar nos educandos o gosto (e mesmo o esforço) para a concentração, para podermos aperfeiçoar a duração dos encontros, vista também a continuação das faltas que surgiram durante o processo, além da dispersão. A necessidade do processo baseava-se na presença de todos, a ausência de um prejudicava o desenvolvimento da montagem da peça, com a qual culminaríamos o Estágio.

Estas dificuldades eram ampliadas frente ao tempo que tínhamos em sala. Por estar fazendo um trabalho em uma escola organizada no modelo formal de ensino, cujas atividades são devidamente cronometradas com horários estipulados para cada atividade;tínhamos em torno de 1 hora e 50 minutos para as aulas de teatro, que eram gastos em parte, reagrupando as crianças dispersas e pela prática explosiva dentro da sala.

Chegamos então, à Fase de Produção. Considerei como parte mais desafiadora a colagem e a montagem das cenas, por conta das ausências de alguns participantes. Por este motivo, esta foi a etapa em que mais senti dificuldade em todo o processo.

Acredito que meu maior desafio foi o de despertar nas crianças a vontade em estar participando das aulas, principalmente no papel de observadores - quando não estavam presentes nas cenas que eram montadas ou ensaiadas. O desafio era demonstrar quão importante é também observar o fazer do outro, que não importa apenas o momento em que você está em cena, mas sim o compartilhamento entre o seu momento e o do outro na construção do todo. Através desta ótica, percebo que essa minha preocupação residia em passar alguns saberes da educação segundo Morin (2000) que foram: a compreensão por meio do diálogo e ética, defendendo a ideia de que só devemos querer para os outros, o que queremos para nós mesmos.

Nesse fim de processo de ensaios, convidei os alunos a experimentar a nossa prática dentro de outro espaço. Deixamos então a sala que era utilizada para as práticas de jogos e construções de cenas, e partimos para o ensaio dentro do palco italiano, espaço existente no Centro de Artes Hora da Criança, construído para apresentações dos alunos nos finais de ano.

A experiência dentro desse novo espaço foi um elemento valioso e instigador que nos possibilitou explorar o teatro na sua totalidade estrutural física, e onde pude direcionaras crianças a experimentarem como se daria as entradas e saídas de cenas no Teatro Martim Gonçalves. Também experimentamos suas projeções diante dos expectadores, exploramos suas potencialidades vocais e suas comunicações diretamente com a platéia. Esse fator foi de profunda importância no decorrer dos ensaios, pois pude a partir deste momento, trabalhar as cenas melhor, contextualizando-as dentro do espaço teatral para o qual o grupo se preparava.

Estávamos na etapa dos ensaios. No teatro, as crianças puderam ter uma noção geral de como seriam expostas as cenas improvisadas. A partir desses ensaios, as crianças agarraram com determinação e maior entusiasmo a nossa criação.Estávamos todos mais confiantes e focados no objetivo comum que era a Apresentação de nossa Tribo Sol.

O foco ressaltado por Spolin(2000) está ligado diretamente à concentração diante da cena, os artistas envolvidos na ação precisam concentrar toda a sua energia e direcionamento no procedimento vivenciado naquele instante.O desafio que o palco trouxe, ajudou a direcionar o foco dos jogadores da Hora da Criança, para chegarem à apresentação na Escola de Teatro.



Figura 20 – Ensaio: Percepção espacial dentro do espaço teatral (palco italiano)

Fonte: Arquivo pessoal da autora (2017).

A escolha dos personagens, assim como os elementos cenográficos também foi estabelecida em conjunto. O Centro de Artes Hora da Criança possui um grande conjunto cenográfico e uma vasta área com figurinos e objetos cênicos. Tive a liberdade de poder utilizar alguns desses objetos pertencentes à escola, o que para a construção da visualidade da cena, foi imprescindível.

Na finalização da montagem meus nervos vieram à flor da pele, solicitei junto à direção pedagógica da Hora da Criança, uma autorização dos pais dos alunos para que pudessem participar da apresentação que iria acontecer no dia 07 de dezembro de 2014.Porém, com a peça já estruturada (com o de cena no corpo e na mente), surge então, um momento triste e desafiador: dois dias antes da apresentação, duas mães não autorizaram a presença dos filhos.Senti-me angustiada, mas no mesmo momento tinha em mãos a responsabilidade e o dever de solucionar tal situação, frustrante para todos,trazida tão inesperadamente. Então, tivemos que modificar algumas cenas às pressas, com o apoio do grupo, que soube, a partir das referências apreendidas durante o processo, dar o melhor de si e evidenciar a compreensão e cooperação existente entre nós.

3.3 A CENA, A TRIBO E O SOL



Enfim chegara o grande dia. Fizemos uma pequena reunião para relembrar os nossos acordos já feitos durante as aulas. Os alunos se sentiram nervosos, pois não conheciam o espaço e sentiam medo e apreensão. Para aplacar esses sentimentos, ainda na Hora da Criança, propus um exercício de relaxamento, objetivando desacelerar o nervosismo e manter a concentração.

Figura 21 -De partida para a apresentação da Tribo Sol

Fonte: Arquivo pessoal da autora (2017).
Com o apoio da UFBA/Escola de Teatro consegui articular o aluguel de uma van para nos levar a essa grande aventura, já com o carro a nossa espera, a ida ao Teatro Martim Gonçalves se deu de maneira tranqüila, contudo, a nossa chegada foi um pouco conturbada, pois me senti sozinha naquela imensidão, apesar das inúmeras pessoas que dividiam o espaço; além de cuidar das crianças, foi necessário organizar o espaço do teatro, maquiá-las,cuidar do lanche, ajudar os outros colegas que também estavam no mesmo processo de apresentação dentro do teatro. Enfim, exercitar-me enquanto uma artista-educadora multifacetada.

Tivemos pouco tempo para nos reconhecer e criar um laço dentro daquele espaço, no entanto, mesmo diante desse pouco tempo, as crianças, sob minha orientação, conseguiram se desenvolver bem no novo espaço, reconhecendo as entradas e as saídas, realizando a sua primeira apresentação teatral em nossa Escola de Teatro, e tudo acabou ocorrendo como esperado. A apresentação da Tribo Sol foi o resultado de uma grande aventura, quando tivemos a felicidade de ter conseguido, mesmo diante das dificuldades encontradas, um caminho caloroso.

A construção do texto dramático que foi recitado por mim, foi elaborada em conjunto, a partir do referencial do texto principal, Canção dos Povos Africanos:

Neste poema de rimas,
Uma história comovente,


De natureza africana

O sublime continente

Berço de belas culturas

Terra de sublime gente.

Nas Tribos e etnias

Nos mais longínquos lugares,

Nossa África tem culturas

De expressões bem singulares

Selando sua identidade

Com seus gestos exemplares.

Em determinada tribo

Das paragens africanas,

Um costume mostra o brilho

Das atitudes humanas,

Que tem o mesmo teor

Das essências soberanas.

E quando a criança nasce

Canta o povo em louvação.

Também quando ela inicia

Seus passos na educação

O povo outra vez se junta

E lhe canta sua canção.

Essa história é uma herança

De um povo que tem grandeza

De um povo que ensina ao mundo

Gestos de paz e nobreza

Na canção que representa

Sua própria natureza.7
Iniciei a história recitando aos poucos o cordel criado por nós, e então, os alunos deram início aos diálogos com a recitação. A cena contava a história de uma tribo que vivia em uma floresta das paisagens africanas, eles tinham um costume sublime que era a canção em louvor, cantavam na fertilidade da mulher, no nascimento da criança, quando se tornavam adultos e quando um ente querido da tribo partia para outro universo. A canção era o símbolo da tribo.

Na prática vivenciada no palco, trouxemos para a encenação o texto com a sua poesia em cordel. Inicialmente foi posto uma música com fundo musical que relembrava sons de floresta, nesse momento o público visualizava apenas alguns elementos cenográficos em cena, a exemplo de: folhas, algumas madeiras e esteiras feitas de palha. Queríamos levar o público a imaginar-se dentro daquele universo florestal, aquele ambiente no qual a Tribo Sol vivenciaria momentos de grandes aventuras. Após esse primeiro momento de ambientação musical, entra um novo elemento em cena: eu, como professora e narradora da história. A minha função era de orientar os alunos com a minha fala no desenrolar das cenas, mas ali também contava a minha própria história.


Figura 22 - Apresentação da Peça – Tribo Sol

Fonte: Arquivo Pessoal da Autora (2004).

Conclui aquela etapa tão significativa e importante para a minha formação enquanto aprendiz/artista/educadora. Alcançamos com sucesso o nosso objetivo. Fiquei muito feliz com o resultado e pude ver e sentir que todos aqueles processos anteriores auxiliaram para que tudo saísse de forma simples e linda, ressaltando que o ensinar e aprender são dois elementos importantes para a construção do conhecimento, como afirma Freire (1996, p.21), “Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção”.



4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este Estágio representou um dos pontos fortes do meu aprendizado, formação e visão como educadora e profissional de teatro. Aprofundei alguns conceitos sobre a minha percepção das pessoas, de seus comportamentos, atitudes, habilidades e possibilidades correlacionando esses fatores à minha auto percepção e, assim, alargando os horizontes diante do trabalho que pretendo realizar. Com a prática do teatro em sala de aula, pude auxiliar os alunos a desenvolverem suas inteligências múltiplas, a explorarem suas capacidades e habilidades, para o desenvolvimento de sua criatividade e sensibilidades, de forma a fazê-los se abrirem ao conhecimento, à realização, à socialização e à interiorização de valores éticos e morais.

O envolvimento dentro da escola, na qual outrora fui aluna, também me proporcionou uma experiência e visão a qual antes não possuía: ao conhecimento de artista-educadora pela emoção de estar trabalhando com crianças, o que foi novo para a minha vivência como estudante, mas também o de estar num espaço cercado de bons fluídos, professores, coordenadores, que antes já tiveram uma participação especial em minha vida.

A ausência de preconceitos na criança faz com que, a integração e a entrega sejam totais, proporcionando ao teatro ser um canal de comunicação de valores positivos e de leveza em meio a realidades que nos atingem, por vezes, muito difíceis. A partir dessa experiência, percebi o gosto do fazer teatral com crianças em virtude de sua fertilidade de imaginação, da sua liberdade de expressão, fato este que me deixa à vontade (e com vontade) de realizar tal trabalho em minha futura trajetória.

Respondendo ao questionamento norteador deste trabalho: De que forma o ensino do teatro contribui na construção de uma educação sensível no Centro de Artes Hora da Criança? Acredito que o ensino não só do teatro, mas das artes em geral, contribuem de forma significativa para a construção de uma educação sensível, no momento em que estimula o aprender a conhecer, a fazer, a conviver e a ser, ou seja, quando entende a complexidade do indivíduo e proporciona o desenvolvimento de inteligências e capacidades múltiplas dos educandos levando-os a se desenvolverem plenamente.

Observei de forma prática tudo o que aprendi com grandes pensadores como Paulo Freire, Morin e Anísio Teixeira. Percebi em “meus alunos temporários” e em nossa relação, o quanto somos complexos, que somos seres multidisciplinares por natureza, que erros e ilusões fazem parte do processo, que somente através do diálogo e do exercício da compreensão é que aprendemos a conviver que incertezas fazem farte da aprendizagem e que sem ética nunca aprenderemos a ser.

Com os ensinamentos de Viola Spolin, Débora Landim, Paulo Dourado e Maria Eugênia Milet, e de tantos outros autores lidos, relidos, estudados, grifados, utilizados, aprendi que a fundamentação teórica é essencial para o desenvolvimento de um bom trabalho e que o conhecimento nos leva a soluções até então não encontradas.

O envolvimento dentro da escola, na qual outrora fui aluna, também me proporcionou uma experiência e visão a qual antes não possuía: ao conhecimento de artista-educadora pela emoção de estar trabalhando com crianças, o que foi novo para a minha vivência como estudante, mas também o de estar num espaço cercado de bons fluídos, professores, coordenadores, que antes já tiveram uma participação especial em minha vida.

Mesmo com alguns percalços concluo esta etapa da minha vida com a satisfação em ter evoluído como pessoa e profissional e com a expectativa de quem sabe, ter auxiliado, àquelas infantis vidas que passaram por mim, a se tornarem mais compreensivos, mais comprometidos e mais éticos, mesmo que a vida lhes diga não. Quem sabe, meu trabalho não tenha sido expiração para um futuro autor/atriz? Ou dançarino (a)? Ou coreógrafo (a)? Ou maquiador (a)? Ficaria extremamente feliz se minha história se repetisse... Quem sabe...

Poder elaborar e revivenciar momentos tão significativos no meu aprendizado enquanto educanda e saber que de certo modo a minha experiência nesse percurso enquanto futura educadora de teatro pode propiciar aos meus alunos uma prática marcante e cheia de encanto, me instiga a continuar nessa busca incessante de aprender cada vez mais com os novos encantos.

Construir novas possibilidades de crescer como educadora, e cumprir a função neste mundo tendo consciência do meu papel enquanto eterna aprendiz é um dos objetivos que acredito ser importante para construção do nosso papel enquanto sujeito capaz de construir-se e transformar o mundo.

REFERÊNCIAS

CABRAL, Beatriz. Drama como método de ensino. São Paulo: Hucitec, 2006.


CAVALIERE, Ana Maria Villela. Educação integral: uma nova identidade para a escola brasileira? Educ. Soc., Campinas, vol. 23, n. 81, p. 247-270, dez. 2002. Disponível em: . Acesso em: 07/09/17. 14:15:10.
CELORIO, José Aparecido. Poruma educação complexa e sensível. Koan: Revista de Educação e Complexidade, n. 1, jan. 2013. ISSN: 2317-5656. Disponível em: . Acesso em: 07/09/17. 18:00:10.
CURY, Lucilene. Revisitando Morin: os novos desafios para os educadores. Artigo elaborado na disciplina Tecnologias Digitais em Espaços Educativos (CCA5914), do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP). 2012. Disponível em: . Acesso em: 07/09/17. 19:20:20.
DOURADO, Paulo; MILET, Maria Eugênia. Manual de Criatividades. Salvador: EGBA, 1998.
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11A Escola Parque criada pelo educador baiano Anísio Teixeira, foi pensada para ser transformada em uma política  para a educação básica brasileira na década de 1950. Tinha como proposta desenvolver uma  educação  integral  que vislumbrava  oferecer  às crianças e adolescentes uma educação de qualidade. Preocupava-se com o aprendizado das disciplinas convencionais, no qual, além do currículo básico escolar, os alunos tivessem acesso a aprendizagens sobre trabalho e a cultura ampla da humanidade, desenvolvendo o senso de responsabilidade, de ação prática e da criatividade junto às aulas de artes. Relacionado a essa proposta, a Hora da Criança foi desenvolvida também com princípios de priorizar a educação e a arte a serviço do aprendizado e do desenvolvimento das potencialidades, valorizando educaçãoatravés da arte.

2Instituto Shanga (Laboratório do despertar): um espaço de Psicologia, arte e meditação.

3Era o momento organizado para compartilhar com as famílias algumas atividades realizadas durante o semestre, as quais eram mostradas tanto pelos alunos quanto pelos próprios professores.

4 Ementa da disciplina: Neste módulo, o aluno será responsável pelo planejamento e aplicação de um programa de atividades de teatro-educação em uma situação formal de ensino. O estágio terá duração de um semestre letivo, será acompanhado por um docente supervisor e será apresentado para discussão junto aos demais alunos do módulo. O objetivo do módulo VI é instrumentalizar o aluno para a práxis pedagógica de teatro e para a elaboração de textos que incluam uma reflexão crítica sobre pesquisa e sobre sua experiência docente em escolas e comunidades. 1. Didática e práxis pedagógica de teatro II - 136h; 2. Tópicos especiais em teatro na educação - 68h; 3. Teatro na educação e comunidade - 68h; 4. Seminários de pesquisa em teatro na educação - 68h; 5. Pesquisa em teatro na educação no Brasil - 85h. Total: 425 horas”.

5A obra trabalhada não especifica sobre qual povo africano se refere, aludindo a idéia de que sejam todos os povos africanos.

6O Centro de Artes Hora da Criança traz como método pedagógico a classificação das turmas tomando como base a divisão por idades, categorizando-os em turmas A, B e C, e a partir daí organiza seu projeto pedagógico.

7 Autor: Fernando Paixão (2006).


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