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SECRETARIA DE REGISTRO PARLAMENTAR E REVISÃO – SGP.4

EQUIPE DE TAQUIGRAFIA E REVISÃO – SGP.41

NOTAS TAQUIGRÁFICAS

SESSÃO SOLENE:




DATA:







O SR. PRESIDENTE (José Police Neto - PSD) - Está aberta a sessão. Sob a proteção de Deus, iniciamos os nossos trabalhos.

A presente sessão solene destina-se à comemoração do Dia Municipal da Umbanda e do Umbandista, IV Semana da Umbanda, instituída pela Lei nº 15.323, de 2010, de autoria do Vereador Quito Formiga, conforme Requerimento nº 1.119, de 1º de agosto de 2013, que contou com a aprovação unânime dos Srs. Vereadores desta Casa.

Passo a palavra à Sra. Cecilia de Arruda, Chefe do Cerimonial do Palácio Anchieta, para a condução dos trabalhos.
A SRA. CECILIA DE ARRUDA – Senhoras, senhores, autoridades, sejam bem-vindos à Câmara Municipal de São Paulo.

Para compor a Mesa, convidamos os Srs. Vereador José Police Neto, Presidente e proponente desta sessão solene; Quito Formiga, ex-Vereador; Engels Xenoktistakis, Presidente da Escola de Curimba e Arte Umbandista Aldeia de Caboclos e organizador da Semana da Umbanda na cidade de São Paulo; Pai Jamil Rachid, Presidente da União de Tendas de Umbanda e Candomblé do Brasil; Pai Milton Aguirre, do Conselho Sacerdotal do SOUESP e Vice-Presidente da União de Tendas de Umbanda e Candomblé do Brasil; Sandra Santos, Presidente da Associação Umbandista e Espiritualista do Estado de São Paulo; Pai Edson dos Anjos, Presidente da Associação Paulista de Umbanda; Ogan Juvenal, Coordenador Geral da União de Tendas de Umbanda e Candomblé do Brasil; Pai Adriano Camargo, o “Erveiro”, Sacerdote Dirigente do Templo Escola de Umbanda Ventos de Aruanda. (Palmas)



Convidamos todos para, de pé, ouvirmos o Hino Nacional Brasileiro, executado pela Banda da Polícia Militar do Estado de São Paulo, regida pelo Maestro Subtenente Músico PM Emerson Pereira.
- Execução do Hino Nacional Brasileiro.
A SRA. CECILIA DE ARRUDA – Convidamos todos para, de pé, ouvirmos o Hino da Umbanda, executado pela Escola de Curimba e Arte Umbandista Aldeia de Caboclos.
- Execução do Hino da Umbanda.
A SRA. CECILIA DE ARRUDA – Registramos a presença dos Srs.: Gilberto França, Vereador da Câmara Municipal de São Bernardo do Campo; Carlos Roberto Salun, Presidente da Federação de Umbanda e Candomblé do Estado de São Paulo; Neusa Rosa Vieira de Oliveira, Presidente da Federação Umbandista da Grande São Paulo, Claudio Franco de Lima, Presidente da União Regional Umbandista da zona Oeste da Grande São Paulo; Juliana Ogawa, representante das religiões de matriz africana na Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da OAB/SP; Pai Roberto de Oxóssi, Presidente e Dirigente Espiritual da Seara Espírita Fé, Esperança e Caridade; Reinaldo Duwe, fundador do Núcleo Espiritual Cacique Pena Branca; Alberto Araújo Junior, Babalaô do Centro Chama de Estudos Espirituais; Danilo Rodrigo Mendonça Vitolo, Presidente do Grupo Emoriô; Junior Pereira, o Tuca, Presidente do Templo de Umbanda Caminhos de Aruanda; Pai João de Ogum, Presidente Babalaô do Centro Espírita Urubatan; Genildo Joaquim Ferreira Lima, Presidente do Instituto Cultural Umbandista da Cidade Tiradentes; Ogan Kauê Nara, Presidente da Escola de Curimba e Arte Guerreiros de Oxóssi; Antonio Teixeira de Macedo Neto, Diretor Cultural da Abaçaí Cultura e Arte; William Monteiro, Presidente da Rádio Batuqueiros da Luz; Marcos Rebelo, Editor da Revista Espírita de Umbanda; Odair Dahi, Presidente da Tenda Espiritual Lar de Luz; Regina Helena Veríssimo dos Santos, Presidente do Centro de Desenvolvimento Cultural e Artístico Parque Savoy City; Mãe Luci Rosa, da Tenda Caboclo Pena Branca e João Boiadeiro; Silvia Marcondes, Diretora do Curimba Nostalgia de Umbanda; Ortiz Belo de Souza, Diretor do Movimento Político Umbandista; Patrícia Franco de Oliveira, Presidente do Templo de Umbanda Casa da Fé; Bruno Pio Viviani, Presidente do Grupo Cultural Tupinambá e Caminhantes da Luz; Delma Martin, Vice-Presidente do Templo Vinha de Luz; Sandro da Costa Matos, criador e administrador da Rádio Raízes de Umbanda; Nelson Dias, Diretor da Casa de Velas Santa Rita; Rose Quinalha, Secretária do Templo Espiritual Caboclo Ubirajara; Carlos Alves, proprietário da Personal Designer Camisetas; Liezi Lanza, neste ato representando o Vereador Gilson Barreto; Pai Silvio Ferreira da Costa Mattos, Presidente da Associação de Pesquisas Espirituais de Ubatuba; Danielly Mirão, Vice-Presidente do Templo de Umbanda Ogum Caboclo Pena Dourada, Walter Sanches, Presidente do Terreiro de Umbanda Ogum Guerreiro; Eduardo Silva, Diretor da Rádio Vinha de Luz; Marcelo Araújo Gonzalez, Presidente-Diretor da Rádio Voz de Aruanda; Pai Juliano de Ogum, Diretor da FOUCESP; Pai Juberli Varela, Presidente do Superior Órgão de Umbanda do Estado de São Paulo; Ogan Oscar, Presidente da Fenug; Pai Isidoro, Presidente da Tenda de Umbanda Cacique Pena Vermelha e Ogum Iara; Ronaldo de Almeida Silva, Documentarista; Gilson Negão, neste ato representando o Deputado Federal Vicentinho; Mãe Maria Imaculada, da Tenda de Umbanda Santa Rita; Pai Edson Ludugero, da Tenda de Umbanda Santa Rita; Alexandre Cumino, Editor do Jornal de Umbanda Sagrada. (Palmas)

Convidamos, para uma apresentação musical, a cantora Juliana Del Ciampo, acompanhada do grupo Curimba Nostalgia da Umbanda, com a música Reino da Umbanda.


- Apresentação musical.
A SRA. CECILIA DE ARRUDA – Convidamos, para o seu pronunciamento, o Sr. Quito Formiga, ex-Vereador do Município de São Paulo.
O SR. QUITO FORMIGA – Boa noite a todos. Agradeço, do fundo do meu coração, ao Vereador José Police Neto, Presidente e proponente desta sessão solene. Cumprimento o nosso querido Engels Xenoktistakis, Presidente da Escola de Curimba e Arte Umbandista Aldeia de Caboclos e organizador da Semana da Umbanda na cidade de São Paulo; a nossa querida Mãe Juveni Luz Barros Xenoktistakis e o Sr. Panagiotis Myron Xenoktistakis, os pais de Engels; o Pai Ronaldo Linares, Presidente da Federação Umbandista do Grande ABC e do Santuário Nacional da Umbanda; o Pai Jamil Rachid, Presidente da União de Tendas de Umbanda e Candomblé do Brasil; o Pai Milton Aguirre, do Conselho Sacerdotal da SOUESP e Vice-Presidente da União de Tendas de Umbanda e Candomblé do Brasil; Sandra Santos, Presidente da Associação Umbandista e Espiritualista do Estado de São Paulo; o Pai Edson dos Santos, Presidente da Associação Paulista de Umbanda; o Ogan Juvenal, Coordenador Geral da União de Tendas de Umbanda e Candomblé do Brasil; o Pai Adriano Camargo, o “Erveiro”, Sacerdote Dirigente do Templo Escola de Umbanda Ventos de Aruanda; o Pai Juberli Varela, Presidente do Superior Órgão de Umbanda do Estado de São Paulo; o Pai Silvio Ferreira da Costa Mattos, Presidente da Associação de Pesquisas Espirituais de Ubatuba; o Dr. Basílio; o meu querido irmão Alexandre Cumino; todas as mídias umbandistas; a família umbandista e, em especial, o nosso querido Pai Rubens Saraceni, que não se encontra presente, mas que pode receber de todos nós o nosso profundo carinho.

Muitas vezes não esperamos algumas coisas que acontecem na nossa vida, pois não a idealizamos para nós, mas Deus nos manda como missão, como tarefa, que tem dia e prazo para iniciar e para terminar.

Com um propósito no coração, após as eleições de 2008, iniciei meu mandato nesta Casa em janeiro de 2009, mas nunca idealizei a política. Sou de origem corporativa, vim da iniciativa privada, e a política aconteceu na minha vida de forma muito inesperada. No momento em que me vi no propósito de seguir por esse caminho, disse para mim mesmo e para Deus que queria trabalhar pelo bem da doutrina espírita, que queria fazer tudo o que pudesse por todas as instituições sociais e pela umbanda, religião pela qual tenho muito carinho e para a qual dedico o meu trabalho na linha de caboclos na Tenda de Umbanda Estrela da Paz, onde conheci Engels e foi quando iniciamos essa jornada.

Dos meus quatro anos nesta Casa, a maior conquista do meu mandato foi a inclusão do Dia Municipal da Umbanda e do Umbandista no Calendário Municipal da Cidade de São Paulo. O Sr. Prefeito, há pouco tempo, vetou o projeto que propõe fazer da umbanda um patrimônio cultural e imaterial da cidade de São Paulo, mas estamos lutando no Conpresp para realizarmos esse feito.

Sempre haverá sessões solenes como esta para comemorar o Dia Municipal da Umbanda e a Semana da Umbanda, e nós sempre seremos os pioneiros responsáveis por essas datas comemorativas da nossa religião.

Do fundo do meu coração, quero agradecer a todos vocês a presença nesta que é a quarta comemoração do Dia Municipal da Umbanda e do Umbandista, que é nosso, de todos nós.

Lembro-me de uma ocasião em que estive com Chico Xavier. Foi uma reunião em sua casa, na qual ele nos contou a história de um sábio que sentou à beira do rio com seu discípulo, que, em silêncio, estudava o comportamento de seu mestre que, insistentemente, estava sendo picado por um escorpião. O discípulo alertava o mestre de que o escorpião o estava picando e lhe perguntava se ele não ia reagir. O mestre, então, respondeu: “A natureza do escorpião é picar, a minha é de salvar”. Isso significa que, em nosso coração, temos a missão que as nossas entidades de luz e o nosso Pai Oxalá nos deu: a prática da caridade, o amor ao próximo, preceitos pregados pela umbanda em todos os seus anos de existência. A nossa religião é tipicamente brasileira e temos orgulho disso.

Esta é a mensagem que quero deixar a todos: a luta vai continuar. Espero poder retornar a esta Casa depois das eleições do ano que vem. Obtive 24.195 votos, e isso também devo à família umbandista. Nesta oportunidade, agradeço a todos que votaram em mim para que eu pudesse continuar o meu trabalho, que foi temporariamente interrompido, mas, tenho certeza, terá continuidade.

Muito obrigado. (Palmas)
A SRA. CECILIA DE ARRUDA – Convidamos, para o seu pronunciamento, o Sr. Engels Xenoktistakis, Presidente da Escola de Curimba e Arte Umbandista Aldeia de Caboclos e organizador da Semana da Umbanda na cidade de São Paulo.
O SR. ENGELS XENOKTISTAKIS – Boa noite a todos. Cumprimento a Mesa; o nosso Vereador José Police Neto; o nosso sempre Vereador Quito Formiga; todos os papais, mamães e filhos da nossa Umbanda presentes.

A responsabilidade de estar aqui hoje como um grãozinho de areia, uma formiguinha, é muito grande. Na noite de hoje, peço a bênção a todos os mais velhos - os babalaôs, as babás, os babalorixás, as ialorixás, todos os filhos de terreiro - por eles ainda estarem trabalhando pela nossa religião. Aos que aqui compareceram, aos familiares, agradeço com muito amor, carinho e respeito pela nossa umbanda.

O único motivo de nos reunirmos aqui é o amor à espiritualidade, é a gratidão por tudo que a espiritualidade nos traz, gratidão à umbanda, religião que vivemos no dia a dia.

Assim começo cumprimentando os meus irmãos. Citar nomes é, para mim, complexo, porque já falei com boa parte de quem está aqui, um por um, ao convidá-los para participar desta solenidade em comemoração ao Dia da Umbanda. Para a nossa alegria e felicidade, a umbanda está num rumo diferente dos que muitos traçam. Estamos na direção contrária. Enquanto muitos desacreditam, nós acreditamos.

Também não vou citar nomes de tendas, porque seria incômodo citar nomes de umas e não de outras, pois todos somos amigos e irmãos. Mas não é falta de competência minha, que conseguiria citar, um por um, os nomes das pessoas que estão hoje aqui presentes. Ou posso chamar Alexandre, cujo livro tem muitos dados das federações e associações.

Após consultar a pesquisa da nossa irmã Sandra Santos, da AUEESP, o nosso sempre Vereador Quito Formiga resolveu protocolar o projeto do Dia da Umbanda e do Umbandista na cidade de São Paulo. Há 40 anos já se falava disso. Quantas promessas e tapas nas costas até o dia em que adentramos o Salão Nobre desta Casa, há quatro anos, para comemorar pela primeira vez essa data, cujo projeto foi protocolado juntamente com o projeto de comemoração dos Dez Anos da Aldeia de Caboclos. Seis meses depois de apresentar o projeto, no dia 15 de novembro, no Parque da Mooca, na frente de 1.200 pessoas, ele entregou a lei.

Isso é força de vontade e disposição - não há outro nome. Estamos cansados de promessas, precisamos de atitudes. No entanto, não podemos só cobrar os nossos irmãos, mas acompanhar o seu trabalho. Existe muita gente boa trabalhando, mas, por culpa de uns, muitos ficaram desacreditados.

Volto a dizer que o motivo de estarmos aqui hoje reunidos é a umbanda, a família umbandista, é a comemoração do Dia da Umbanda, é falar o que temos de bom, todas as ações culturais e sociais que a umbanda vem promovendo, pois a nossa religião tem o costume de não divulgar suas ações, apenas executá-las, de trabalhar silenciosamente.

Aproveito a ocasião para cumprimentar todas as mídias umbandistas; mesmo as que não estão presentes mandaram representantes. Isso é motivo de alegria. Temos muitas conquistas e por isso temos de acreditar mais no nosso povo.

É com imensa alegria que ressalto o fato de o nobre Vereador José Police Neto ter aberto esta Casa, a pedido do nosso sempre Vereador Quito Formiga, para o evento da IV Semana da Umbanda e também ter brigado pela umbanda no sentido de transformá-la num patrimônio cultural e imaterial da Cidade.

Foi-me dito que esse era um ato político e que, portanto, teria de ser tecnicamente muito bem elaborado. Se necessário, trabalharíamos por isso, mas a resposta dada pelo nosso Prefeito foi que somente uma religião tinha conseguido o título de patrimônio cultural e imaterial, e a umbanda e muitas outras acabaram ficando em segundo plano.

O Pai Silvio, um dos nossos maiores historiadores, escreveu sobre os nossos babalaôs e as babás. Aos dirigentes das nossas casas, às federações, às associações, aos historiadores e aos antropólogos e pessoas da cultura, eu gostaria muito de agradecer e homenagear nesta noite. Peço ao nosso irmão Toninho Macedo, Diretor do Abaçaí Cultura e Arte, para nos ajudar na orientação de encorpar esse projeto e buscar uma solução política com o nobre Vereador José Police Neto e o sempre Vereador Quito Formiga, pois ele é responsável pela organização do maior evento de cultura do Estado de São Paulo e está à nossa disposição. Vamos batalhar e vamos conseguir isso como ponto de honra. A umbanda vai ser, sim, patrimônio cultural e imaterial da cidade de São Paulo a partir da luta de todos nós.

Aproveito para citar o nome de Marco Boeing, hoje presente, que obteve conquistas na Assema. Ele veio de Curitiba, onde já conquistaram o Dia da Umbanda e onde conseguiram que a umbanda fosse considerada patrimônio cultural e imaterial daquela cidade, e está aqui para comemorar essa vitória conosco. (Palmas) Obrigado, Marco.

Há tendas hoje presentes que já contam com 60, 70 anos de existência, como a Caboclo Urubatan, do Pai João, com 70 anos; a Santa Rita de Cássia, com 57 anos, e a Tenda do Pai Silvio, com 50 anos. É uma alegria tremenda que hoje esteja presente a Federação Umbandista da Grande São Paulo, a FUCESP e a Casa de São Benedito, do Pai Jamil, que me pediu que não deixasse que a imagem da nossa religião fosse deturpada. Foi ele que me deu a coleção do Jornal Aruanda. Então eu tenho incentivo para seguir adiante. O Pai Ronaldo também nunca deixou de me incentivar, apesar de ter me pedido que provasse como o evento e essa mídia iriam seguir adiante.

Por isso, agradeço a todos que compareceram: a SOUESP; a Associação Paulista de Umbanda; o Pai Milton; Sandra Santos, da AUEESP, que tem sido uma grande parceira em todas as atividades da nossa religião; o Colégio de Umbanda, que sempre esteve presente em todas as nossas atividades e sempre nos abriu as portas para divulgarmos todos os trabalhos da umbanda. O Pai Rubens chegou ao ponto de sair debaixo de chuva para entregar panfleto. Guardo comigo essas louváveis atitudes.

Agradeço também ao Juvenal, um irmão que também já coordenou as festividades de toda ordem pela União de Tendas e também pela SOUESP, desde Taboão da Serra até a festa do Ibirapuera, além de tantas outras, como a de Guarulhos. Ele sempre batalhou, e reconhecer isso é muito importante. Ele cantou para 14 mil pessoas no Ibirapuera para homenagear Ogum. Foi dito para o Pai Jaú: “Exu Pássaro Preto”. O Dr. Basílio já escreveu essa matéria. “Ponha São Jorge na rua que nós vamos quebrar esse preconceito”. Só dentro do Ibirapuera, terminaram 51 anos, e agora continua no Vale dos Orixás.

Muita gente questiona o fato de só os decanos sentarem à mesa. Aqui temos uma mesa de representatividade, porque não queremos generais, queremos soldados. Há pessoas que falam que sou isso, sou aquilo, que sou dono disso e daquilo. Não. Vou usar as palavras do meu pai: “Somos apenas operários da causa”. O Caboclo das Sete Encruzilhadas falou: “Não se esqueçam desse humilde caboclo”. Mais nada.

Para encerrar, agradeço também ao Pai Varela, que está sempre nos abrindo a porta e levando a SOUESP adiante, o que também é uma missão muito difícil, sempre conciliar e levar a bandeira de um órgão que perdura através dos tempos. Não é uma batalha fácil, mas ele está firme, segue adiante e sabe organizar e levar a bandeira. Ele é um exemplo, nunca deixou de abrir a porta e também de nos dar orientação. Agradeço muito ao Pai Edson por levar a bandeira de Demétrio Domingues. Não se pode deixar de falar esse nome no dia de comemoração do Dia da Umbanda. Uma vez, o Pai Ronaldo me disse: “Filho, se alguém, algum dia, perguntar a você quem fez algo pela umbanda, diga o nome de Demétrio Domingues em primeiro lugar”, pois seus feitos nos deram muito incentivo. Não há nada do que ele não tenha participado em nome da nossa religião. Por isso, o senhor estar levando essa bandeira é grande felicidade para todos que lá estão.

Antes de terminar, cito os Filhos do Cacique, que desenvolvem um projeto maravilhoso; a Mãe Sebastiana, o Pai Isidoro e a Babá Rita, presentes. Fico muito feliz com a presença de toda a família Filhos do Cacique, do Ogum Iara e do Cacique Pena Vermelha.

Procurei não trazer discurso, só agradecer, porque o Pai José de Aruanda me falou: “Filho, enquanto você for grato, trabalhar e levar a mensagem adiante, você não vai cair”. E aqui nós estamos.

Agradeço muito toda a família umbandista e a minha família, que está presente, e faço um canto aos pretos velhos para que as pessoas sintam a força da reza umbandista, que se dá através do canto.
- Entoação de canto.
O SR. ENGELS XENOKTISTAKIS – Seja umbandista com fé, amor e verdade, siga adiante com muita gratidão.

Obrigado a toda a família umbandista por estar presente no seu dia. (Palmas)


A SRA. CECILIA DE ARRUDA – Convidamos, para o seu pronunciamento, o Pai Ronaldo Linares, Presidente da Federação Umbandista do Grande ABC e do Santuário Nacional de Umbanda.
O SR. RONALDO LINARES – Está batendo descompassado, gente! Motumbá, Mukuiu, Kolofé, saravá, família umbandista!

Há momentos em que o comunicador fica mudo. Fui locutor durante 28 anos, mas há momentos em tenho dificuldade de expressar tudo aquilo que vai na minha alma. A realização deste encontro é para mim um prêmio muito grande que o Pai Oxalá me concede.

Estamos dentro de uma Casa de Leis e por muito tempo fomos perseguidos. Como filho de Xangô, sinto-me perfeitamente à vontade aqui. Não é a primeira vez que comparecemos à Câmara Municipal de São Paulo, onde sempre fomos muito bem recebidos.

Deram-me sete minutos para contar a história da umbanda. Vou tentar resumir um pouco como chegamos ao dia 15 de novembro como o Dia da Umbanda. Minha origem dentro da religião afro-brasileira é numa roça de candomblé, aonde cheguei quase por acaso. Fui levado por uma moça que era empregada doméstica de um médico num momento muito difícil da minha vida. Fui levado por uma moça até um médico que era especialista, em uma época em que quase não existiam especialidades médicas.

Há pouco, Engels estava falando em 50 anos, 60 anos. Estou com quase 80 anos e se eu estiver vivo daqui a 10 anos, vou continuar com quase 80, podem ficar tranquilos.

Por acaso, fui parar em uma roça de candomblé. Eu tinha uma dificuldade física muito grande. Uma moça achou que o médico poderia consertar tudo e assim eu fui parar na casa de alguém que, muito tempo depois, se tornaria muito famoso, Pai Joãozinho da Gomeia, cognominado Rei do Candomblé.

No candomblé eu aprendi que umbanda não tem fundamento, umbanda não existe, não tem base; que a umbanda chama o egum. No candomblé, a primeira coisa que fazemos é dar o ipadê de Exu para que egum não venha perturbar o trabalho. Como é possível uma coisa dessas?

E, assim, foi morrendo de medo que eu aprendi que não deveria me dedicar à umbanda. Mas dizem – e acho que com muita propriedade - que Deus, nosso Pai, nosso Senhor, escreve certo por linhas tortas. Até hoje eu me pergunto por que comigo ou por que fui eu.

Como filho de Xangô, eu precisava de um lugar, de uma pedreira para fazer as minhas oferendas. O lugar onde hoje é o Santuário Nacional da Umbanda é a antiga pedreira Montanhão. Ora encontrava um grupinho, ora encontrava outro grupinho. Eram poucas as pessoas. Tudo diferente daquilo que eu aprendi e fiquei sabendo que aquilo era umbanda. Eu tinha medo do que eles faziam.

Eu comecei a juntar aquelas pessoas que eu não conhecia e fiz uma proposta. Eu ofereci a minha casa e perguntei: “Por que vocês não vêm conversar comigo? Eu tento ensinar para vocês o que eu sei sobre orixá, o que aprendi sobre o candomblé e vocês me ensinam um pouco do que vocês aprenderam sobre umbanda”.

A princípio, éramos cinco pessoas. Três semanas depois, já éramos 15, já tínhamos três terreiros de umbanda à disposição para que pudéssemos trocar ideias. A ideia não era incorporar entidade, não era chamar orixá. A ideia era pura e simplesmente tomar café. Foi nesse clima que a gente começou a conhecer um pouco mais do outro lado.

Esse grupinho pequeno foi crescendo. Um dia, o Professor Laurindo Diana, professor de metalurgia, da Universidade Mackenzie, aparece no nosso grupo e diz: “Eu sei que eu não sou louco”. Eu falei para ele: “Esse é o primeiro sintoma, porque não há louco que o admita.” Ele sugeriu que déssemos um nome ao grupo e nasceu o nome Grupo sobre Incorporação, Mediunidade e Desenvolvimento. Algum tempo depois, passou a ser Grupo de Estudos da Doutrina Umbandista. Eu era posto de lado porque era do candomblé. Brigava e continuo brigando pelo direito de ser candomblecista e umbandista.

A verdade é que tínhamos perguntas, mas não tínhamos respostas. De onde veio a umbanda? Eu perguntava a quase todas as pessoas, principalmente aos mais velhos, o tempo que tinham de umbanda, qual a tenda mais antiga que conheciam. Eu imaginava que se conseguisse chegar a quem fez a primeira tenda de umbanda, eu teria a resposta para tudo isso.

A todas as pessoas que frequentavam o hoje Santuário Nacional da Umbanda, eu perguntava por que havia na umbanda um altar católico, uma prática espírita e um ritual que é meio africano e meio umbandista. Por que nós temos isso? Qual a razão de ser dessa mistura? Sem falar nos sons dos atabaques, nas oferendas. Nós não tínhamos respostas. Os terreiros se multiplicavam em São Paulo e ninguém me dizia exatamente de onde tinha vindo a umbanda.

Um escritor chamado Woodrow Wilson da Matta e Silva escrevia livros grossos, difíceis de engolir, muito complicados e ele afirma que a umbanda tem 4 mil anos. Vocês já imaginaram o Faraó incorporando o Preto Velho? (Risos) O buraco era quadrado, o pino era redondo, não encaixaria nunca. Eu não conseguia me convencer de que essas coisas poderiam acontecer tão facilmente.

Homem de rádio, de televisão, fazia parte da TV Bandeirantes. Os mais velhinhos lembram-se do programa da Xênia Bier, que foi mãe de todos esses programas de entrevistas, quando só existiam quatro emissoras de televisão em São Paulo. Naquela época a televisão de São Paulo era para São Paulo, quase que só para o Município. Não conseguíamos transmitir nada de São Paulo para o Rio ou do Rio para cá. Era tudo muito restrito. O que chegava era em filme, depois.

A minha pergunta era sempre a mesma: por que um altar católico, uma prática espírita e um ritual afro-brasileiro? Eu já fazia parte do Superior Órgão de Umbanda do Estado de São Paulo, que, na época, tinha por Presidente o General Nelson Braga Moreira. Faziam parte também o Dr. Estevão Montebello, eu, Jamil e uma turma muito grande de irmãos, cada um representando uma organização federativa.

Eu li em uma antiga revista de umbanda uma notícia por demais chocante: Eu criei a umbanda. Estava na capa da revista. O título era tão gritante que só podia ser mentiroso, mas o pesquisador não se cansa, vai atrás e foi o que eu fiz.

Um dia, fui ao Rio de Janeiro para retirar uma mercadoria, mas a mercadoria não estava pronta e eu tinha um dia inteiro livre. Então, conversei com minha esposa que sempre me acompanha e decidi procurar saber da história de Zélio de Morais, o homem que dizia ter criado a umbanda, se é que ele existia, porque a história era tão gritante que tinha dúvidas que aquilo fosse verdade.

No Rio, atravessei a recém-inaugurada Ponte Rio-Niterói, de Niterói foi a Itaboraí e, de lá, cheguei a Cachoeiras de Macacu. Perguntei a todos os moradores de lá sobre Zélio de Morais, mas ninguém o conhecia. Como era uma pessoa idosa, onde podia procurá-lo? Na farmácia e na igreja. Eu fui aos dois lugares, mas nem o padre e nem o atendente da farmácia conheciam Zélio de Morais. Finalmente, consegui chegar a uma pessoa que disse que conhecia Sr. Zélio e pedi que ele me levasse até lá. Não era em Cachoeira de Macacu, mas em Boca do Mato.

Levaram-me até a casa e eu bati na porta, mas ninguém atendeu. Do outro lado da rua, abriu uma janela e uma pessoa informou que ele estava muito doente na casa da filha. Pensei: que bom que pelo menos o homem existe.

Em nenhum momento eu me identifiquei. Perguntei àquela senhora onde poderia encontrá-lo. Ela disse que ele estava em Niterói. Voltei todo o caminho para Niterói com somente um número de telefone.

Liguei de uma drogaria – não era todo o lugar que tinha telefone, e celular era um sonho – e uma pessoa atendeu ao telefone. Eu expliquei que vinha de São Paulo, que estive em Cachoeira de Macacu e que me haviam dado aquele telefone e que eu estava procurando por Zélio de Morais para uma entrevista.

Com o telefone na mão, sem tapar o bocal, ela perguntou: “Papai, há uma pessoa que quer entrevistá-lo”. Eu me emociono toda a vez que conto esse fato. Sem tapar o bocal do telefone, eu ouvi perfeitamente: “É o Ronaldo, minha filha, é o homem que vai tornar conhecido o meu trabalho”.

Ele não podia saber quem eu era. Naquela manhã, nem eu sabia que iria à procura dele. Eu não era conhecido em Cachoeiras de Macacu. “É o homem que vai tornar o meu trabalho conhecido. Diga que eu estava e estou lhe esperando”. Parei o primeiro táxi que passou, embora conhecesse Niterói. Avenida Almirante Ary Parreiras, Icaraí. Pedi ao táxi para ir à frente e eu o acompanhei.

Chegamos ao local, 10º andar, era o apartamento da filha. A filha só tinha telefone – quase ninguém tinha – porque o marido dela, Luis Marinho da Cunha, era gerente do Banco do Brasil, em Niterói, e por isso ela tinha telefone em casa. Pouca gente tinha telefone.

Peguei o elevador, bati à porta e, quando ela foi aberta, Dona Zilméia olhou para mim e falou: “Sr. Ronaldo”. Eu não queria acreditar no que estava acontecendo. “Papai estava lhe esperando, ele sabia da sua vinda”. Eu entrei com Norminha, minha senhora, e sentei. Olhei no canto da sala e essa foto já foi publicada por Marques Rabelo, por Cumino, e todos os que me deram o prazer de visitar o meu escritório tiveram oportunidade de ver.

Eu o encontrei sentado em um sofá baixinho: um velhinho, com uma blusa de lã e a roupa de pijama fechada em cima. Ele era tão singelo, tão simples, mas era o próprio Chico Xavier que eu estava vendo, só que 30 anos mais velho. Eu fiquei tão impressionado com aquilo.

Eu aprendi na religião, principalmente no candomblé, que os mais velhos devem ser respeitados. Então, dirigi-me até o Seu Zé e pedi a bênção para ele. Como ele estava em um sofá baixinho, eu precisei tocar com o joelho no chão e peguei a mão direita dele e disse: “Sua bênção, meu pai.” E levei a mão à cabeça. Ele pôs a mão esquerda em cima da minha cabeça e disse: “Eu sei a que você veio. Você quer saber por que, na umbanda, nós temos um altar católico, uma prática espírita e um ritual afro-brasileiro”. Não era preciso que fizéssemos as perguntas. Ele se antecipava com a resposta.

Foi ele que me contou da primeira manifestação do Caboclo das Sete Encruzilhadas, na Federação Kardecista de Niterói, acontecida no dia 15 de novembro de 1908. É por isso que, no dia de hoje, graças ao trabalho do nosso irmão Formiga e de tantos Vereadores que apoiaram a ideia, graças ao apoio desta Casa, tivemos a data de 15 de novembro como dia oficial da umbanda.

Eu gostaria de ter tempo e, da maneira mais simples possível, contar tudo o que aprendi com Zélio, o que ouvi do Caboclo das Sete Encruzilhadas, muito tempo depois, e o que ouvi de Pai Antônio.

Em novembro do ano passado, estivemos na Câmara Federal onde tive a satisfação de contar o mesmo fato que estou contando hoje. Ao meu lado, estava o Vicente de Paula, o Vicentinho, que conseguiu a aprovação do Dia Nacional da Umbanda, 15 de novembro. Não me esqueço de que estava sentado e o Vicentinho perguntou: “Pai Ronaldo, é verdade que o senhor conheceu Zélio de Morais?”. Gente, se nós estamos comemorando o dia 15 de novembro, foi porque um dia eu cheguei até o velho Papai Zélio Fernandino de Morais. (Palmas)

Muito obrigado. Eu peço a vocês, a todos os irmãos presentes que não esqueçam este momento desta história. A umbanda não nasceu ao acaso. Ela foi elaborada no Astral Superior. Zélio Fernandino de Morais era um garoto quando tudo isso começou, foi o que ele me contou.

Não tenho mais tempo de contar tudo a vocês, e volto a repetir que ele tinha todas as respostas. Isso mudou a minha vida completamente. Meus livros, minha programação, a criação do primeiro curso de umbanda, a necessidade de dar respostas a vocês, a necessidade de não falar bobagem e de só falar a verdade me levaram a essa situação.

Desculpem se me estendi tanto. Não vou prosseguir, até porque estou muito emocionado com o carinho e o aplauso de vocês. Por favor, levem para todo o irmão de fé a história que vocês ouviram aqui.

Depois disso, eu criei o primeiro Santuário Nacional da Umbanda. Logo em seguida, meu irmão Jamil, juntamente com Demétrio Domingues, criou o Vale dos Orixás, um lugar magnífico. Inclusive, eu tive a honra de participar da inauguração.

Há 45 anos vimos plantando no terreno mais sólido possível, no coração de cada um, a semente da espiritualidade, a semente da chama. Cultivem sempre no coração de vocês a chama da espiritualidade que afasta para bem longe as trevas da incerteza.

Que Deus abençoe a todos. Muito obrigado pela atenção. (Palmas)


A SRA. CECILIA DE ARRUDA – Convidamos, para seu pronunciamento, o Pai Jamil Rachid, Presidente da União de Tendas de Umbanda e Candomblé do Brasil.
O SR. JAMIL RACHID – Estamos aqui com a família novamente reunida. Há 45 anos nós começamos aqui a reunião dos pais de santo e médiuns. Pela primeira vez, Demétrio Domingues conseguiu fazer essa reunião.

Estava vendo ali Ronaldo. Nosso irmão Ronaldo Linares foi a primeira área, mata, cachoeira, pedreira que houve em São Paulo. Foi o primeiro local onde os médiuns puderam reforçar sua mediunidade e até hoje está lá o nosso irmão Ronaldo. Que saúde, Ronaldo! Parabéns para você.

Quero agradecer aos Vereadores José Police Neto e Quito Formiga - que está sempre conosco. Agradeço a todos os pais e mães espirituais, babalorixá, ialorixá, ogã e toda a nossa irmandade.

Estamos aqui para falar o que nós conseguimos com a Presidente da República, Deputados e Vereadores para o bem da umbanda. Estamos aqui para falar do dia 15 de novembro, Dia Nacional da Umbanda. Estamos aqui para agradecer aos orixás. Pena que não está presente, mas espiritualmente eu acredito, General Nelson Braga Moreira, que foi o primeiro presidente dos Povos de Umbanda do Estado de São Paulo, em 1961. Félix Nascente Pinto, Demétrio Domingues, Tenente Eufrásio, Tenente Vareda, José Gabriel da Rocha Mina, Mario Paulo e nosso irmão Durval dos Santos, que foi um grande lutador e Ronaldo Linares, que fazia parte dos Povos de Umbanda na época. É pena, mas espiritualmente tenho certeza de que ele estará iluminando a nossa reunião.

Depois de 50 anos de luta, conseguimos chegar - lutando, sendo presos - aonde queríamos. O alicerce está pronto. Vamos entregar agora para a nova guarda, porque a velha guarda precisa descansar.

Eu queria falar um pouco de Engels. A primeira vez que o vi eu disse: “Este é o cara”. Ele veio para trabalhar para a umbanda, para a religião e não para ele. Assisti ao 3º Encontro de Médiuns, naquela área muito grande, com 4 mil e poucas pessoas. Eu fui ao 4º Encontro e havia a mesma quantidade de pessoas. Cada terreiro apresentava um quadro dos orixás, muito bem organizado.

Parabéns. Engels é um moço que veio para trabalhar pela religião. Eu nunca trabalhei para mim, mas para a religião. Deixamos um trabalho bonito no Brasil e fora do Brasil também. Em Portugal, deixamos três andares construídos.

Temos o nosso advogado, o Dr. Basílio, preparado. Falou um pouquinho da umbanda e dos cultos afros, pronto, no dia seguinte ele já está nos comunicando e vai em cima. Essa briga de usar a matança, terreiro, ele foi em cima. Usar charuto nos terreiros, tudo isso aí ele conseguiu na Assembleia e também no Município.

Temos sempre de dar valor às pessoas que trabalham para a religião, porque tem muitas pessoas que são acomodadas e não saem de casa. Então, aqui estão presentes estes homens que vocês estão vendo, o Presidente da Associação Paulista de Umbanda, nosso Presidente do Superior Órgão de Umbanda do Estado de São Paulo e este moço que luta muito pela nossa religião.

Fomos assistir a uma reunião na sua sede e estava lotada. Foi uma maravilha. Havia o questionário e as respostas. É assim que cresce a umbanda. Os chefes de terreiro têm de ter sua vez de fazerem as perguntas para que você, como mestre, responder.

Temos o nosso irmão Edson, lutador lá do Vale, e ficou no lugar do Demétrio. Não é fácil. Então, todos nós temos uma missão.

Quando conheci Engels, eu falava ao Aguirre: “Esse veio para trabalhar para a religião”. E, de fato, nós comprovamos, com a procissão de Xangô, a reunião na Rua Taquari, na Mooca. É isso que nós queremos, faça do seu terreiro uma informação para o povo, faça festa e chamem o povo para conhecer a nossa religião. Isso é o mais importante.

Eu não tenho muita coisa para falar porque o Ronaldo pegou todo o meu tempo. (Risos e aplausos).

Temos o Ogã Juvenal, que o preparamos desde os 14 anos, e ele é o intermediário nosso, Iemanjá, na praia, porque nem a nova diretoria que está lá não sabe como se faz a festa, e ele está lá com o Edson, há 15 dias, para orientar aquele povo para que possamos descer com o nosso batalhão.

Meus irmãos, só tenho uma palavra. Os orixás são vivos. Quando se pronunciar o nome de um orixá, pode estar certo, ele está do seu lado. Toca nossa umbanda para frente! Saravá, umbanda! (Palmas)
A SRA. CECILIA DE ARRUDA – Informamos que este evento está sendo transmitido ao vivo pela Rádio Web Vinha de Luz.

Neste momento, assistiremos a apresentação da Curimba Lar de Luz. Música: Tempo de Fé, interprete Odair Dahi.


O SR. ODAIR DAHI – Boa noite, meu povo. Muito axé a todos vocês. Vai ser difícil até cantar. Um pouco do que cada um falou aqui toca no coração da gente e nos faz ver um propósito de colocarmos nossos filhos e nossa missão em prática.

Hoje, tenho um comércio em Ferraz de Vasconcelos e lá tive a oportunidade da visita do nosso irmão Nelsinho, da Casa de Vela Santa Rita. Em uma conversa muito agradável, ele me contou um pouco da história e da ajuda que o pai dele conseguiu dar a muitos irmãos que estão nesta bancada hoje e foi uma troca de experiências muito especial para mim. Isso me fez ter a certeza de que esse ponto Tempo de Fé, se não for para todos um hino, mas dentro do meu coração, para minha casa e minha família, é o hino que vou carregar e que vou passar para meu filho e para todos meus filhos de santo. Essa é a realidade que hoje se tornou a verdade. Salve nosso povo! Salve povo de santo! Muito axé, meu povo! (Palmas)


- Apresentação musical.
A SRA. CECILIA DE ARRUDA – Neste momento, ouviremos as palavras do Pai Milton Aguirre, do Conselho Sacerdotal do SOUESP e Vice-Presidente da União de Tendas de Umbanda e Candomblé do Brasil.
O SR. MILTON AGUIRRE – Saravá, Umbanda, meus irmãos. Boa noite a todos e a todas.

Peço uma salva de palmas ao nobre Vereador José Police Neto, que, no dia de hoje, presidiu esta sessão e não saiu!

Quantas sessões foram realizadas para nós em que o Vereador que presidia a sessão, só a abria e ia embora! Mas V.Exa. está aqui até agora!

Uma salva de palmas ao nosso Vereador.


- Salva de palmas.
O SR. MILTON AGUIRRE – É disso que precisamos, porque são essas atitudes que valem muito para nós.

Ainda, agradeço ao nobre Vereador Quito Formiga, que nos deu aquilo que precisávamos: o Dia Municipal da Umbanda.

Pedimos união a todos. Sempre falamos a respeito da união, porque é disso que precisamos a fim de que possamos conseguir tudo aquilo que nos seja necessário. As escolas de curimba nos dão a liberdade, porque elas trazem a união entre todos, por meio das festividades.

Parabéns a todos os presentes.

A nossa liberdade é tudo o que conseguimos!

Parabéns a todos! (Aplausos)


A SRA. CECILIA DE ARRUDA – Ouviremos as palavras do Pai Juberli Varela, Presidente do Superior Órgão de Umbanda do Estado de São Paulo.
O SR. JUBERLI VARELA – Saravá, nossa umbanda!

Meu nobre Vereador, Presidente desta sessão, autoridades religiosas, meus irmãos de fé, ouvimos um Vereador aqui falar em veto. Gostaríamos de dizer, em poucas palavras, que a nossa umbanda, se somada, não cabe aqui dentro, nem está cabendo! Aqui tem tanto Caboclo, tanta Oxum, tanto Oxóssi, tanto Preto Velho, mas quem domina a trajetória de nossa tarefa são os exus - e o Exu comanda, leva, traz, abre caminho.

Portanto, meu Vereador, quando V.Exa. falou em veto do Sr. Prefeito, queremos deixar bem claro que agradecemos todas as atitudes das autoridades, por nossa religião. Devo dizer que todas as autoridades que passarem por aqui também vão se lembrar de que ficarão só por quatro anos, mas a nossa umbanda se eterniza.

Portanto, a nossa bandeira branca tem muito a agradecer aos baluartes, nossos Vereadores presentes, mas também tem muito a agradecer à persistência, à luta.

Quero deixar algumas sugestões, que já tentei fazer.

Construir uma referência do Superior Órgão de Umbanda do Estado de São Paulo. Até hoje não conseguimos ter uma sede como uma referência digna de nossa umbanda.

Como a referência de nossa umbanda é a mata, são as cachoeiras, são os elementares da natureza, peço que se faça uma praça em homenagem ao nosso Pai Ogum. Também sugiro fazermos uma praça em homenagem ao Caboclo das Sete Encruzilhadas.

Axé. É dessa forma que sentimos nossas autoridades e é o que falta em nós. Axé.

Se fosse aqui um Pastor ou Padre falando, estaríamos nos exaltando por uma consequência muito boa, porque não externamos o nosso profundo sentimento por nossa religião. Então, vamos despertar isso, porque as nossas autoridades gostam disso: que falemos gritando, que falemos pela voz da ação. Porém, as autoridades não sabem que, dentro de nossas casas, temos ambulatórios, temos assistência médica. Também somos lucro para o comércio, somos impostos, somos tudo e somos uma religião que rende benefícios para os cofres públicos de nossa cidade. Portanto, merecemos méritos, merecemos que as autoridades nos olhem com bastante identificação e orgulho.

Peço a todos que fiquem em pé, levantem a mão direita, como a nossa bandeira branca da paz, porque esse é o final do nosso hino sagrado da nossa umbanda, que é a bandeira branca da paz.

Axé! Axé! Axé!

Viva a umbanda!

Obrigado. (Aplausos)
A SRA. CECILIA DE ARRUDA – Neste momento, assistiremos à apresentação da Escola de Curimba Guerreiros de Oxóssi. Música “Oxum: Rainha das Cachoeiras”. Intérprete: Ogã Kauê.
O SR. OGÃ KAUÊ – Boa noite.

É uma honra para nós, da Escola Curimba Guerreiros de Oxóssi, participarmos desta sessão solene.

Apresentaremos uma das grandiosas orixás, porque, se não fosse ela, nada, ninguém estaria presente. Estou falando da nossa querida mamãe Oxum, deusa do ouro, da prosperidade.

Estamos lutando por nossa união. Então, peço que, durante esta cantiga, todos batam palmas. (Palmas)


- Apresentação musical.
A SRA. CECILIA DE ARRUDA – Neste momento, ouviremos as palavras da Sra. Sandra Santos, Presidente da Associação Umbandista e Espiritualista do Estado de São Paulo.
A SRA. SANDRA SANTOS – Boa noite a todos e a todas.

É um grande prazer, mais uma vez, estarmos aqui comemorando este dia.

Falarei, um pouco, sobre os atos políticos e a umbanda. Em outros municípios, conseguimos instituir o Dia da Umbanda, do Umbandista. Aqui em São Paulo, por meio do esforço do sempre Vereador Quito Formiga, também conseguimos isso.

Com a instituição desse dia, fomos a Brasília conversar com o Deputado Federal Vicentinho, do PT, que abraçou essa causa, enfrentando – assim como o nobre Vereador Quito enfrentou nesta Casa - muitos problemas, mas conseguimos.

Entretanto, qual não foi nosso susto em saber que, ao pedirmos aqui para que a umbanda se tornasse patrimônio imaterial, nesta Casa, esse pedido nos foi negado! Mas, como umbandistas, somos persistentes. Vamos conseguir deixar a nossa marca.

Também já há um pedido para que o candomblé seja considerado patrimônio imaterial. Por que não a nossa umbanda, a única religião genuinamente brasileira?

Pedimos que todos não deixem de acompanhar a agenda desta Casa e que, sempre que possível, peçam, exijam que os nossos direitos sejam cumpridos. Por enquanto, o nobre Vereador José Police Neto tem sido um parceiro muito grande, que tem lutado sozinho nesta Casa. Outros Vereadores dizem abraçar a nossa religião, mas, de fato, isso não ocorre.

Portanto, aguardamos que, muito em breve, o nobre Vereador Quito Formiga volte para esta Casa, para que possamos ter essa parceria 100%.

Agradeço a todos os nossos irmãos presidentes de federação, aqui presentes, que também matam um leão por dia; aos nossos decanos Pai Jamil e Pai Ronaldo.

Este também é o momento de nos lembrarmos de pessoas queridas: Pai Mário Paulo, Dr. Ladessa, Pai Demétrius, que muito fizeram. Onde quer que estejam, levem a nossa bênção, o nosso saravá e que, se possível, olhem por todos nós!

Muito obrigada. (Aplausos)
A SRA. CECILIA DE ARRUDA – Ouviremos as palavras do Sr. Edson dos Anjos, Presidente da Associação Paulista de Umbanda.
O SR. EDSON DOS ANJOS – Boa noite a todos.

Meu pai, sempre que estava em uma tribuna, sempre dizia e gritava: “Saravá, umbanda! Saravá, umbanda! Saravá, umbanda!”.

Bênção aos meus mais velhos. Bênção aos meus mais novos.

Sr. Presidente, nobre Vereador José Police Neto; meu querido amigo, eterno Vereador Quito Formiga; meus papais Jamil e Ronaldo; minha bênção ao meu padrinho e Vice-Presidente Edson; minha bênção à minha madrinha Maria Imaculada, da Casa Santa Rita de Cássia; bênção aos meus filiados que estão presentes.

Hoje a umbanda está completando 105 anos. Sem dúvida alguma, é a religião mais nova!

Aqui foi falado muito sobre Zélio Fernandino de Moraes, o grande fundador de nossa querida umbanda. Graças a Deus, Zélio nos deixou um caminho. O passo de Preto Velho é lento, mas chega, ele tem objetivos, tem um caminho predeterminado.

Dentro de nosso conceito, dentro de nosso respeito, sabemos que tudo é feito com a paciência e a lentidão de nossos queridos pretos velhos, aqueles que nos ensinam que precisamos ter paciência sempre, e paciência, e paciência. Esse é o grande lema que nós, umbandistas, devemos ter.

Já cansei de dizer que seremos, sem dúvida alguma, a maior religião do terceiro milênio. Como bem disse o Pai Ronaldo, isso já está escrito, já está determinado por nossos orixás. Para isso, precisamos de união.

Hoje, tenho uma missão muito gratificante, que é a de representar a Associação Paulista de Umbanda - que todos aqui reverenciaram o nome de meu pai, Demétrio Augusto Domingues, com quem aprendemos o muito pouco que sabemos. Mas temos, nas nossas fileiras, como vejo aqui, Pai Salun, Pai Silvio; nosso querido, já falecido, Pedro Furlan, também, que nos encorajava. Quando chegamos à umbanda, não tínhamos a mínima noção de nossa trajetória, mas tudo já estava escrito, já estava previsto. Hoje, nesta mesa, temos grandes baluartes que, apesar de todas as dificuldades, continuaram acreditando em nossa religião. Então, por que nós, mais jovens, não devemos acreditar? Devemos acreditar, sim. Seremos uma grande religião. Não nos importamos com calúnia, com difamações daqueles que querem denegrir a nossa imagem. Devemos sempre ter orgulho de nossa roupa, de nosso branco, do manto que veste o nosso corpo, das nossas guias, dos nossos colares, dos nossos caboclos, dos pretos velhos. Devemos carregar com orgulho essa imantação que nos cobre o corpo.

O tempo é curto, mas queria saudar a todos. Pedir a bênção ao meu Pai Demétrius Domingues, que tenho certeza de que hoje estaria muito orgulhoso em ver esta Casa do Povo receber os nossos queridos babaloás, babalaôs, babalorixás e todos os que fazem e acreditam naquilo que praticam e que acreditam na religião.

Parabéns a todos vocês!

Meu muito obrigado! (Aplausos)


A SRA. CECILIA DE ARRUDA – Assistiremos à apresentação do Templo de Umbanda Ogum Guerreiro e Caboclo Sete Lua, com a música “Povo Cigano”; intérprete: Simone Felix.
A SRA. SIMONE FELIX – Boa noite a todos. O Terreiro de Umbanda Ogum Guerreiro e Caboclo Sete Lua tem o imenso prazer em estar aqui comemorando mais uma semana maravilhosa e tão importante para todos nós, que é o dia da nossa tão querida e amada umbanda.

Saravá ao povo cigano. (Palmas)


- Apresentação musical.
A SRA. CECILIA DE ARRUDA – Neste momento, ouviremos as palavras do Sr. José Juvenal dos Santos - Ogan Juvenal, Coordenador Geral de União das Tendas de Umbanda e Candomblé do Brasil.
O SR. JOSÉ JUVENAL DOS SANTOS - Saravá, meu povo de umbanda! Saravá aos nossos queridos umbandistas! Boa noite a todos.

Não me sinto envaidecido por estar sentado em uma mesa, com pessoas como o Pai Jamil Rachid, Pai Ronaldo Linares, Pai Milton Aguirre, que, para mim, foram o exemplo de nossa religião: sinto-me muito feliz!

Nobre Vereador José Police Neto, é um prazer estar com V.Exa., assim como é um prazer estar com o nobre Vereador Quito Formiga, com o Pai Varela, com o nosso irmão Edson dos Anjos, Sandrinha, Adriano Camargo. Enfim, vocês são pessoas que trabalham e fazem pela umbanda.

Portanto, para mim, é um orgulho muito grande estar nesse meio e ter crescido nesse meio. Para mim, é um orgulho muito grande ter visto o crescimento da umbanda sagrada.

Hoje, estão aqui presentes as federações mais antigas de São Paulo! Temos presente o nosso Irmão Salun, que representa a Federação mais antiga do Estado de São Paulo. (Aplausos)

Falamos sobre as federações antigas – Cláudio Franco, de Osasco; Frank Barreto, meu irmão; Daniel, meu outro irmão -, que trabalham, que têm seus presidentes como exemplos.

Ainda, temos o pessoal que veio de Curitiba nos prestigiar nesta noite. É uma honra!

Também é uma honra quando a nossa Presidenta da República, a Sra. Dilma Rousseff, proclama o dia 15 de novembro como o Dia Nacional da Umbanda - mas, depois que o nobre Vereador Quito Formiga assim o fez aqui em São Paulo. Dessa maneira, pudemos ver como o trabalho de formiguinha, entre aspas, cresce. (Aplausos)

Mãe Imaculada, meus respeitos.

Hoje, cumprimento uma pessoa, por quem tenho muito carinho: minha querida Irmã Zuleide, eterna Secretária do Superior Órgão de Umbanda do Estado de São Paulo. Ficou por mais de 20 anos aguentando a barra! (Aplausos)

Também deixo meu beijo e meu abraço para a minha Vice-Secretária, Mãe Ritinha!

Na hora em que tocou o Hino Nacional Brasileiro, veio-me todo o passado, porque foram mais de 30 anos na coordenação da Festa de São Jorge! Ao abrirmos a Festa, a Banda da Polícia Militar do Estado de São Paulo tocava o Hino Nacional, o que era um orgulho muito grande para nós! Era um orgulho porque, na frente de mais de 15 mil pessoas, a Polícia Militar, que tanto nos perseguiu, que tanto nos bateu, recepcionava São Jorge, nosso Pai Ogum! (Aplausos) A Polícia, que perseguiu esses homens, hoje está aqui montando guarda para que possamos realizar este evento!

A umbanda está crescendo e esse crescimento se deve ao trabalho. As primeiras curimbas surgiram dentro do Ginásio Ibirapuera. A primeira curimba que batizamos, no Ginásio Ibirapuera, foi a Umbanda Ecologia. Depois dali, foi Péricles Nascimento Pinto, depois foram vocês. Vocês, para mim, são um orgulho! Fico muito feliz ao vê-los tocando, cantando e divulgando a nossa religião! Podem ter certeza de que a Aldeia de Caboclo, com todos esses grupos aqui presentes, será sempre homenageada, porque ela possui jovens trabalhando por nossa religião!

Parabéns para vocês! Parabéns pelo trabalho que vocês fazem por nossa religião! (Aplausos)

Para encerrar, cito o nome do Dr. Basilio, Diretor Jurídico de várias federações, meu irmão de coração. Também não posso me esquecer da Dra. Juliana, que trabalha muito pela religião. Ela trabalha pelo Conselho das Religiões. Peço uma salva de palmas para homenagear a Dra. Juliana.
- Salva de palmas.
O SR. JOSÉ JUVENAL DOS SANTOS - Mais um ano, Quito Formiga. Mais um ano, meus mestres, meus irmãos, meus pais, minhas mães!

Este é o quarto ano em que, graças a Deus, conseguimos homenagear a nossa querida umbanda dentro da Câmara Municipal de São Paulo.

Sintam-se orgulhosos! Quando chegarem a casa, digam: “Sabem de onde estou vindo? Estou vindo da Câmara Municipal, que estava homenageando a minha umbanda, a minha religião!”.

Há mais de 40 anos, estivemos aqui, em um evento com o Pai Demétrius!

Ontem, o nosso Pai Silvio Ferreira da Costa Mattos, lançou um livro. Parabéns, Pai Silvio!

Farei uma homenagem a todos, com uma cantiga.


- Apresentação musical.
O SR. JOSÉ JUVENAL DOS SANTOS - Boa noite a todos! (Aplausos)
A SRA. CECILIA DE ARRUDA – Ouviremos as palavras do Pai Adriano Camargo, o Erveiro, Sacerdote Dirigente do Templo Escola de Umbanda Ventos de Aruanda.
O SR. ADRIANO CAMARGO – Boa noite!

Saravá aos meus pais, mães, irmãos!

Muitíssimo obrigado, nobre Vereador Quito Formiga. Espelhando-nos no trabalho de V.Exa., também conquistamos, em São Bernardo do Campo, o Dia Municipal da Umbanda, que será comemorado amanhã, na Câmara Municipal de São Bernardo do Campo, em uma festa bem bacana! Espero a presença de todos.

Estou tentando aprender a fazer um pouquinho de umbanda. Não sei fazer política, então sempre peço a Deus, Olorum, nosso Pai Criador, que abençoe esses nossos irmãos que, ao fazerem um pouquinho de política, conseguem coisas boas para nós e para a nossa religião.

Pediram-me para falar a respeito da importância da Natureza, bem como da sua preservação. Lembro a todos, rapidamente, que, naquele 15 de novembro de 1908, o jovem Zélio de Morais sentou-se à mesa, naquela sessão espírita, naquela reunião espírita, e falou: “Aqui falta algo: uma flor”. E foi o primeiro elemento usado em nome da umbanda: uma erva, uma flor.

Então, não quero falar muito. Quero simplesmente fazer algo que sabemos fazer na umbanda: respirar, elevar o nosso pensamento, mente e coração a Deus, nosso Pai Criador!

Nossos agrados aos pais e mães orixás, aos nossos guias, mentores e protetores, ao nosso amadíssimo e sagrado Pai Zélio Fernandino de Morais e ao nosso sagrado Pai Caboclo das Sete Encruzilhadas. Estejam onde estiverem, que possam voltar seus divinos olhos a nós, tocando-nos com o seu olhar de amor. Que assim seja e assim será.

Muito obrigado. Muito obrigado. Muito obrigado! (Aplausos)


A SRA. CECILIA DE ARRUDA – Assistiremos à apresentação do Grupo Emoriô, com a música Encantos da Senzala; intérpretes: Danilo e Eduardo.
(NÃO IDENTIFICADO) – Serei breve. Hoje é dia de comemorarmos a nossa religião. Estaremos aqui até o final com muito amor, carinho e muita energia. Boa noite, pessoal. Somos do Grupo Emoriô. Queremos agradecer, de coração, esta oportunidade dada a nós. É uma honra muito grande comemorar o Dia da Umbanda junto com vocês. Quero parabenizar cada um de vocês por estarem aqui numa segunda-feira, ocasião em que vocês poderiam estar com suas famílias, mas estão presente hoje engrossando a luta por nossa religião, pela umbanda, por um futuro melhor para todos nós. Parabéns a cada um de vocês. (Palmas)
- Entoação de frases ao som de tambores.
(NÃO IDENTIFICADO) - Pessoal, muito obrigado pela oportunidade. Lembro todos que, com essa cantiga, vamos representar São Paulo no Atabaque de Ouro 2014. Obrigado a todos. (Palmas)
A SRA. CECILIA DE ARRUDA – Neste momento, convidamos todos para assistirem ao breve documentário Música e Religião – Umbanda, Candomblé e Catimbó, de autoria de Ronaldo de Almeida Silva e produzido por RAS Eventos.
- Exibição de audiovisual.
(NÃO IDENTIFICADO) – Eu gostaria de registrar que esse documentário é de fundamental importância. Partiu de um trabalho inspirado pela espiritualidade, totalmente intuitivo, percorrendo diversas cidades e Estados para que se produzisse esse resultado e mostrasse um lado diferente das religiões afro-brasileiras e da umbanda. Então, um amalá de palmas a Ronaldo, que veio fazer o lançamento desse documentário, trazendo mais uma contribuição positiva neste dia em que comemoramos a nossa querida e amada umbanda. (Palmas)

Quero registrar que veio também fazer sua saudação hoje o Pai Silvio Ferreira da Costa Mattos, que lançou seu novo livro Casos Reais Acontecidos na Umbanda. Um amalá de palmas a ele. (Palmas)


A SRA. CECILIA DE ARRUDA – Convidamos, para seu pronunciamento, o Sr. Alexandre Cumino, escritor, sacerdote umbandista e Bacharel em Ciências da Religião.
(NÃO IDENTIFICADO) – Não poderíamos deixar de fora este dia em que celebramos a nossa religião. Eu queria que Alexandre falasse para nós sobre os fatos do renascimento da umbanda.
O SR. ALEXANDRE CUMINO – Boa noite a todos. Como diz o Pai Ronaldo, é uma emoção muito grande chegarmos aqui. Há de se tomar consciência de que ninguém faz nada sozinho; de que, sozinho, ninguém vai a lugar algum. Então, a bênção dos mais velhos, na pessoa do amado e querido Pai Ronaldo. Igualmente também a Pai Jamil, Pai Aguirre, Pai Edson, Pai Varela, Pai Salun, Mãe Imaculada, Sandra Santos. A sua bênção e a bênção do meu pai Rubens Saraceni. Em nome de Adriano, cumprimento todos os irmãos. Vereadores José Police Neto, Quito Formiga, muito obrigado por nos trazer até aqui.

O desafio de dar o tema é simples, porque Engels dá o tema e eu fico à vontade para falar do que eu quiser (risos). É isso, meu irmão.

Neste momento, em que estamos na Casa do Povo, eu gostaria de fazer um registro. Ontem estivemos em um evento em São Bernardo, com a Sandra. Em todos os eventos religiosos a que vamos, quando chega um político, é sempre importante dizer: “Meus irmãos, este é um evento religioso, mas quero lembrá-los de que, sem a atuação desses políticos, o evento não aconteceria. Então, por favor, tenham paciência de ouvir hoje, no nosso evento religioso, um político, porque ele veio aqui, está nos ajudando”. Aqui a gente vê quem faz de verdade, porque aqui, neste momento, estamos registrando um fato histórico e não um ato demagógico. Estão ali duas pessoas que trabalham na política e que, neste momento, estão nos dando voz dentro desta Casa. Então, quero dizer – para que muitos outros mais possam ouvir – que precisamos saber também lhes dar o apoio, a palavra e a presença. Axé, meu irmão, de Deus, daqueles que me amparam, daqueles que me guiam, porque desde o dia em que lhe conheci, pude olhar em seus olhos e sentir. Então, quem tem, tem; quem tem, sabe. Senão, eu não estaria aqui, mas estou, porque é possível olhar nos seus olhos e sentir que há neles uma verdade. Por isso, sou muito grato.

Meu irmão, qual é o tema? (risos).


(NÃO IDENTIFICADO) – Renascimento da umbanda, fatos que colaboraram para o renascimento da umbanda.
O SR. ALEXANDRE CUMINO – Nossos pais que estão aqui, que são a história da umbanda, assistiram e participaram, na década de 70, de um boom, que foi a umbanda. Isso é um fato. Ela foi um dos maiores fenômenos religiosos do Brasil, que alcançou seu ápice na década de 70. Isso é um fato. Praia Grande, Festa de Iemanjá: não precisamos falar muito mais do que isso. Em Praia Grande, a Festa de Iemanjá ia do Forte – de quem está de frente para o mar, da ponta esquerda – até Mongaguá. Não é isso? Jornais da época relatam milhões – não milhares – de umbandistas.

Hoje está acontecendo outro fenômeno religioso, de outra denominação. Vamos nos lembrar de que isso já aconteceu com a umbanda.

Na década de 80, aconteceu um esvaziamento da religião. Segundo Pai Ronaldo Linares, que está presente, a partir da década de 50 surgiram as Federações de Umbanda, que fez com que a religião houvesse crescido muito rapidamente. A umbanda virou febre. Martinho da Vila cantava umbanda na televisão. Elis Regina cantava umbanda na televisão. Clara Nunes cantava umbanda. Todos tinham orgulho de serem umbandistas. De repente, as pessoas passaram a ter vergonha de serem umbandistas. Na década de 80 houve um esvaziamento da religião. Segundo Pai Ronaldo, a umbanda cresceu muito rapidamente, mas não tinha uma base sólida que desse a seus adeptos uma segurança de saber que este chão, que esse solo é seguro.

Assim, houve uma fragilidade, caracterizada em um contexto de guerra religiosa, calada em parte pelo Poder Judiciário para que não continuassem dizendo certas coisas em canais de televisão que denegrissem a imagem da religião do outro – e vocês sabem do que estou falando. Isso é característica da década de 80, momento em que o umbandista passa a ter vergonha de sua religião.

Hoje, a religião da umbanda volta a crescer, porque há um novo perfil de umbandista. Há uma nova geração, que não quer apenas praticar umbanda, mas conhecer umbanda, quer fundamentar sua prática religiosa com o saber, dizendo: “Nós sabemos a que viemos, sabemos o que estamos praticando e sabemos dizer o que é isto. Isto é uma religião”.

Portanto, meus irmãos, o maior problema que enfrentamos, que chamamos de discriminação, é cultural. As pessoas em geral não sabem o que é religião. Elas sabem o que é a sua religião, mas não sabem o que é religião. Por isso, elas tomam a liberdade de dizer que a religião do outro não é religião; ou tomam a liberdade de dizer que a religião do outro é uma seita, porque as pessoas, em sua maioria, não sabem o que é religião. Definir o que é religião é uma das coisas mais complicadas e, ao mesmo tempo, simples, porque as religiões são muito diferentes umas das outras.

Então, nós podemos dizer aqui neste plenário, sem medo de errar e com toda a responsabilidade que creio me cabe, que onde você coloca sua fé, ali está sua religiosidade, sua espiritualidade. Quando você tem uma doutrina própria, quando você ritualiza, quando você tem templo, quando você tem reunião de pessoas congregadas, então você tem uma religião. As religiões é que se autodenominam religião. Sua doutrina, sua prática é que define qual é a denominação que ela mesma se imputa.

Então, há uma grande dificuldade cultural de se entender o que é religião, o que gera outra dificuldade, maior ainda. Porque, se a gente nem sabe que umbanda é religião, muito menos poderemos saber quando e como surge essa religião. Pai Ronaldo Linares bem nos conta a história de Zélio de Morais, mas ainda há quem questione, alegando que, antes de Zélio de Morais, já havia incorporação de caboclos, de pretos velhos etc. É lógico que sim. Zélio de Morais não inventou a mediunidade nem a incorporação.

Para terminar, quero dizer que a religião da umbanda surge no momento em que surgiu o ritual da umbanda, no momento em que surgiu o primeiro templo de umbanda. Nesse momento, surge a religião, pois ali está o caboclo, o preto velho, o baiano, o boiadeiro, o marinheiro.

Muito obrigado, meu irmão, por me dar a palavra. Eu gostaria de dizer que aqui não falta uma flor, não é mesmo? Muito obrigado. Que Oxalá nos abençoe. (Palmas)


A SRA. CECILIA DE ARRUDA – Assistiremos à apresentação do Templo de Umbanda e Candomblé Sultão das Matas e Pai José de Angola - Quilombo do Presente. Música: O som que não se cala. Intérprete: Benedito de Souza.
- Apresentação musical.
(NÃO IDENTIFICADO) – Um amalá de palmas a todas as escolas, a todos os grupos que se apresentaram aqui. (Palmas)
A SRA. CECILIA DE ARRUDA – Neste momento, anunciamos as palavras do Presidente da sessão, Vereador José Police Neto.
O SR. PRESIDENTE (José Police Neto – PSD) – Eu precisava começar agradecendo a transformação do Plenário Primeiro de Maio, que vocês realizaram hoje. Acho que há passagens do Parlamento que caracterizam a Cidade, mas, muito mais do que a Cidade, o povo que aqui vive.

Confesso a vocês que eu não tinha a expectativa de aprender tanto em tão pouco tempo. É verdade que a religião dos colonizadores usava a fogueira e a violência; tinha tudo: tinha o senhor, tinha o feitor, tinha o chicote e ainda enaltecia o pelourinho, que ficava em frente ao espaço sagrado. Imaginar que é possível à religião contentar-se com a violência é não acreditar no porquê de todos vocês aqui estarem de branco. Não reconhecer que vocês teriam, ao longo de todo esse tempo, muita resistência é não entender o processo de colonização - seja a colonização feudal; seja o processo por que passamos de colonização mais moderna, capitalista.

Se a gente não entende um pouco desses processos, dificilmente entenderemos o que é ter coragem. Coragem não é ser bravo, bruto; ao contrário, é ter paciência. É, depois de alguns longos anos em que se tem estabilidade, voltar-se ao começo, não porque faltou a escola ou a universidade, mas porque faltou a compreensão.

Falo isso porque vivemos um momento de dificuldade de comunicação. Eu dizia isso a Alexandre. A língua que os nossos filhos e netos falam hoje, por conta da velocidade com que a comunicação acontece, transforma a nossa vida em algo mais complexo. Portanto, explicar religião, se já era difícil no passado, é muito mais difícil no presente.

Tenho uma filha de nove anos que, depois de amanhã, completará 10 anos. Enfrento, com ela, todas as dificuldades que todos nós enfrentamos. Se há algo que vocês trouxeram para dentro desse plenário hoje e que talvez seja o símbolo mais forte da unidade de todos, é a busca incansável por justiça. Porque a religião que protege as diferenças, que garante às elites um espaço de nobreza, não garante para seu povo o que de mais sagrado há, que é a fraternidade, a solidariedade e a garantia de que todos somos iguais.

Despeço-me do dia de hoje mais feliz do que no dia em que entrei neste plenário com um mandato recém-recebido. Eu imaginava que tinha poder. Mal a gente sabe de onde vem o poder que a gente tem. Quando falamos do exercício sagrado da política e do quanto ele pode fazer o bem e, portanto, ser poder real, ele se confunde com os ensinamentos que vocês nos deram hoje, seja na batida forte, seja na palavra mais forte do que a batida.

Preciso agradecer ao Quito, que é meu amigo e irmão, que comigo dividiu a coxa do frango porque não tinha o frango inteiro para dividir. Soubemos atravessar os tempos mais difíceis, certos de que iríamos fazer o dia seguinte melhor, mas sem imaginar que esse dia poderia ser ainda pior.

A mesma certeza tenho ao sair daqui: é muito difícil produzir a transformação que vocês vêm produzindo. Porque, sem dúvida alguma, o colonizador que trouxe a língua recepcionou, acorrentados, os negros e escravizou os índios que aqui estavam. A língua era deles, a cultura era nossa, e não se levou menos de 400 e poucos anos para se produzir algo nosso.

Não são simples esses processos de transformação, de construção de identidade própria. A língua que falamos é uma língua recepcionada, não é uma língua criada pelo nosso povo. Aliás, muito do que vocês cantam ainda traz a origem da nossa língua, ou dos nativos da terra, ou da dor dos escravos. Talvez isso transforme o sacerdócio dos nossos mestres em uma tarefa tão complexa, de buscar, nas entranhas, nos espaços mais delicados, de maior sofrimento, a forma do ensinamento para as gerações que vêm. Porque, se não há uma escola hierarquizada, há uma relação com os mestres de um respeito que supera a hierarquia. É por isso que fico muito feliz por ter compartilhado a Mesa com os mestres, que não são mestres por uma hierarquia imposta, mas por um respeito que só uma religião genuinamente brasileira poderia revelar.

Vocês deram uma contribuição muito grande à Câmara de São Paulo, ao Poder Legislativo naquilo que é fundamental a ele, que é entender seu povo. Não existe Parlamento que não entenda seu povo, porque, aí, ele não lhe entregará o poder da liberdade. Quem produz lei não faz só uma peça do Direito: produz diplomas verdadeiros da busca da justiça. Então, vocês, nesta Casa, fazem o sentido pleno da ágora que deve reunir a todos para produzir a sociedade justa e igualitária que tanto sonhamos.

Eu só posso dizer uma coisa a todos: muito obrigado. (Palmas)
A SRA. CECILIA DE ARRUDA – Neste momento, assistiremos à apresentação da Escola de Curimba e Arte Umbandista Aldeia de Caboclos, intitulada Homenagem ao Orixá Ogum.
(NÃO IDENTIFICADO) – Vamos cantar para Ogum continuar firme para chegarmos a casa. Haverá ainda as homenagens, os diplomas às lideranças presentes, das federações, associações, colégios, que serão entregues, após a apresentação musical, a todos os que fizeram parte deste Dia da Umbanda, comemorado com toda a ênfase, não importando distância ou tempo. Vamos juntos, saravá, nosso Pai Ogum. (Palmas)
- Apresentação musical.

- Apresentação musical.


O SR. ENGELS XENOKTISTAKIS – Agradecendo à família Aldeia de Caboclos e a todas as Curimbas presentes, por mais essa apresentação. Como foi dito pelo Pai Milton Aguirre, eleva a nossa cultura, fortalece o nosso caminhar, divulga a nossa religião.

Um amalá a todas as Curimbas que aqui se apresentaram. (Palmas)


A SRA. CECÍLIA DE ARRUDA - Convidamos o Vereador José Police Neto, o Vereador Quito Formiga e todas as autoridades presentes à Mesa, para que se coloquem à frente e ao centro do plenário.

Neste momento, os Vereadores José Police Neto e Quito Formiga farão a entrega de uma placa de homenagem.



Convidamos, para receber a sua placa de homenagem, o Sacerdote Umbandista Babalaô Engels Xenoktistakis.
- Entrega da placa, sob aplausos.
A SRA. CECÍLIA DE ARRUDA – Convidamos, para receber a sua placa de homenagem, o Sacerdote Umbandista Babalaô Ronaldo Linares.
- Entrega da placa, sob aplausos.
A SRA. CECÍLIA DE ARRUDA – Convidamos, para receber a sua placa de homenagem, o Sacerdote Umbandista Babalorixá Jamil Rachid.
- Entrega da placa, sob aplausos.
A SRA. CECÍLIA DE ARRUDA – Convidamos, para receber a sua placa de homenagem, o Sacerdote de Umbanda Pai Milton Aguirre.
- Entrega da placa, sob aplausos.
A SRA. CECÍLIA DE ARRUDA – Convidamos, para receber a sua placa de homenagem, a Sra. Sandra Santos.
- Entrega da placa, sob aplausos.
A SRA. CECÍLIA DE ARRUDA – Convidamos, para receber a sua placa de homenagem, Ogan Juvenal.
- Entrega da placa, sob aplausos.
A SRA. CECÍLIA DE ARRUDA – Convidamos, para receber a sua placa de homenagem, o Sacerdote de Umbanda Babalaô Adriano Camargo.
- Entrega da placa, sob aplausos.
A SRA. CECÍLIA DE ARRUDA – Convidamos, para receber a sua placa de homenagem, o Sacerdote de Umbanda Pai Juberli Varela.
- Entrega da placa, sob aplausos.
A SRA. CECÍLIA DE ARRUDA – Convidamos, para receber a sua placa de homenagem, Pai Edson dos Anjos.
- Entrega da homenagem, sob aplausos.
A SRA. CECÍLIA DE ARRUDA - Convidamos o Coordenador da 4ª Semana de Umbanda, Sr. Engels Xenoktistakis, Sacerdote Umbandista Pai Engels de Xangô, Presidente da Escola de Curimba e Arte Umbandista Aldeia de Caboclos, para prestar outras homenagens.
O SR. ENGELS XENOKTISTAKIS – Como justa homenagem, nós queremos entregar ao Presidente desta sessão uma singela, mas muito merecida homenagem: uma placa de honra ao mérito ao Vereador José Police Neto e a bandeira da Umbanda.
- Entrega das homenagens, sob aplausos.
- Apresentação de um cântico.
(NÃO IDENTIFICADA) - Nosso querido e sempre Vereador Quito Formiga. (Pausa) (Palmas)
O SR. ENGELS XENOKTISTAKIS – Convido, para receber sua homenagem, o nosso irmão do Abaçaí Cultura e Arte, Toninho Macedo.
- Entrega da homenagem, sob aplausos.
O SR. ENGELS XENOKTISTAKIS – Convido o Pai Silvio Ferreira da Costa Mattos, que lançou o livro Casos Reais Acontecidos na Umbanda, para receber esta singela homenagem nesta data tão importante.
- Entrega da homenagem, sob aplausos.
O SR. ENGELS XENOKTISTAKIS – Convido, para receber sua homenagem, Marco Boeing, que veio de Curitiba nos trazer força e um histórico maravilhoso da umbanda no Estado do Paraná.
- Entrega da homenagem, sob aplausos.
O SR. ENGELS XENOKTISTAKIS – Convido, para receber sua homenagem, Pai Claudio Franco. (Palmas)
- Entrega da homenagem, sob aplausos.
O SR. ENGELS XENOKTISTAKIS – Convido o Pai Reinaldo Duwe e Mãe Terezinha, do Núcleo Espiritual Cacique Pena Branca.

Essas conquistas são desses que tanto trabalharam para nós chegarmos até aqui.


- Entrega da homenagem, sob aplausos.
O SR. ENGELS XENOKTISTAKIS – Convido, para receber sua homenagem o Pai Edson Ludugero e Mãe Imaculada, da Tenda de Umbanda Santa Rita, para receberem a homenagem.
- Entrega da homenagem, sob aplausos.
O SR. ENGELS XENOKTISTAKIS – Convido, para receber sua homenagem, o Pai Salun.
- Entrega da homenagem, sob aplausos.
O SR. ENGELS XENOKTISTAKIS – Convido, para receber sua homenagem, a Mãe Nelza Rosa Vieira de Oliveira, Federação Umbandista da Grande São Paulo.
- Entrega da homenagem, sob aplausos.
O SR. ENGELS XENOKTISTAKIS – Convido, para receber sua homenagem, o Sr. Alexandre Cumino, do Jornal de Umbanda Sagrada.
- Entrega da homenagem, sob aplausos.
O SR. ENGELS XENOKTISTAKIS – Convido, para receber sua homenagem, D. Santa, da Raízes de Umbanda.
- Entrega da homenagem, sob aplausos.
O SR. ENGELS XENOKTISTAKIS – Convido, para receber sua homenagem, Web Rádio Vinha de Luz.
- Entrega da homenagem, sob aplausos.
O SR. ENGELS XENOKTISTAKIS – Convido, para receber sua homenagem, Batuqueiros da Luz, Web Rádio.
- Entrega da homenagem, sob aplausos.
O SR. ENGELS XENOKTISTAKIS – Convido, para receber sua homenagem, Web Rádio Voz de Aruanda.
- Entrega da homenagem, sob aplausos.
O SR. ENGELS XENOKTISTAKIS – Convido, para receber sua homenagem, meus irmãos do portal fanpage Umbanda no Peito.
- Entrega da homenagem, sob aplausos.
O SR. ENGELS XENOKTISTAKIS – Convido, para receber sua homenagem, o nosso irmão Ogã Oscar Garcia, da FENUG, da Revista Espírita.
- Entrega da homenagem, sob aplausos.
O SR. ENGELS XENOKTISTAKIS – Convido, para receber sua homenagem, o Dr. Antonio Basilio Filho.
- Entrega da homenagem, sob aplausos.
O SR. ENGELS XENOKTISTAKIS – Convido, para receber sua homenagem, o Primado do Brasil, representado, neste ato, pela Dra. Juliana Ogawa.
- Entrega da homenagem, sob aplausos.
O SR. ENGELS XENOKTISTAKIS – Convido, para receber sua homenagem o Pai João, da Federação Centro Espírita Caboclo Urubatan.
- Entrega da homenagem, sob aplausos.
O SR. ENGELS XENOKTISTAKIS – Convido, para receber sua homenagem, o representante da Federação de Umbanda e Candomblé do Estado de São Paulo.
- Entrega da homenagem, sob aplausos.
O SR. ENGELS XENOKTISTAKIS – Convido para receber sua homenagem o Pai Franklin, da Federação Umbandista Carapicuibana.
- Entrega da homenagem, sob aplausos.
O SR. ENGELS XENOKTISTAKIS – Convido, para receber sua homenagem, o representante do Templo de Umbanda Casa da Fé.
- Entrega da homenagem, sob aplausos.
O SR. ENGELS XENOKTISTAKIS – Convido, para receber sua homenagem, o Pai Mike, do Templo de Umbanda Pai Xangô, Cacique Água Branca.
- Entrega da homenagem, sob aplausos.
O SR. ENGELS XENOKTISTAKIS – Convido, para receber sua homenagem, o Sr. Júnior Pereira, do Templo de Umbanda Caminhos de Aruanda.
- Entrega da homenagem, sob aplausos.
O SR. ENGELS XENOKTISTAKIS – Convido, para receber sua homenagem, Ogum Iara, da Tenda de Umbanda Cacique Pena Vermelha.
- Entrega da homenagem, sob aplausos.
O SR. ENGELS XENOKTISTAKIS – Convido, para receber sua homenagem, o Templo de Umbanda Iansã Guerreira e Baiano Zé Pilintra.
- Entrega da homenagem, sob aplausos.
O SR. ENGELS XENOKTISTAKIS – Convido, para receber sua homenagem, Senhor Omulu Irmãos de Fé e Choupana do Cacique Pena Dourada.
- Entrega das homenagens, sob aplausos.
O SR. ENGELS XENOKTISTAKIS – Convido, para receber sua homenagem, o Instituto Cultural Cidade Tiradentes.
- Entrega da homenagem, sob aplausos.
O SR. ENGELS XENOKTISTAKIS – Convido, para receber sua homenagem, a Sra. Maria Rosilda da Silva.
- Entrega da homenagem, sob aplausos.
O SR. ENGELS XENOKTISTAKIS – Convido, para receber sua homenagem, a FOUCESP, Medalha de Honra ao mérito. Um amalá de palmas.
- Entrega da homenagem, sob aplausos.
O SR. ENGELS XENOKTISTAKIS – Peço para que cada um dos representantes de cada Curimba viesse aqui para receber as medalhas: da Guerreiros de Oxóssi, Nostalgia da Umbanda, Quilombo do Presente, Ogum Guerreiro, Caboclo Sete Luzes, Caminhantes da Luz, Seara Espírita Fé Esperança e Caridade, Pai Roberto; Associação Alfa e Ômega, Mãe Luci Rosa, representante da Aldeia de Caboclos, Templo Amor e Caridade Caboclo Pena Verde, Aldeia de Oxóssi, Ogum e Iansã; Sr. Ronaldo, da RAS Eventos; Sra. Cecilia, do Cerimonial; Cavalcante, que iniciou a primeira Semana da Umbanda conosco; Sra. Débora, representando o gabinete do Vereador Police Neto. Um amalá de palmas. (Palmas)

As pessoas que não receberam o certificado aqui os Vereadores Police Neto e Quito Formiga se prontificaram a entregar nas suas casas. (Palmas)

Casa de Fé, vamos nos reunir juntos com a FOUCESP para encerrarmos numa oração. Todos que ficaram até agora.

A primeira Semana da Umbanda, na quarta, que é a primeira Semana da Umbanda, na Cristali.

Vamos ficar todos juntos, aqui na frente, para fazer uma oração e agradecer. Recebeu a Cristali; agora quem recebe é Guigui. (Pausa)

Dia 15, todo mundo no Parque da Mooca.


(NÃO IDENTIFICADO) - Vamos fechar os nossos olhos, elevar o nosso pensamento para as forças superiores do plano astral, agradecer por haver permitido a realização de mais este evento que inicia a Semana da Umbanda, pedir que as forças positivas, emanadas pelos orixás de umbanda, possam nos envolver neste momento, envolver os nossos corações, envolver nossas mentes e iluminar os nossos propósitos para que a umbanda caminhe sempre numa estrada que a conduza aos louros da vitória. Que todos os Orixás nos iluminem, nosso pai Oxalá, Zambi, nossos guias e protetores, e esse espírito de união que possa se perpetuar hoje, amanhã e sempre.

Oxalá nos ilumine. (Palmas)


A SRA. CECILIA DE ARRUDA – Para o encerramento desta solenidade, tem a palavra o Sr. Presidente, nobre Vereador José Police Neto.
O SR. PRESIDENTE (José Police Neto - PSD) - Está encerrada a sessão.



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