Dias da música 2015 Luzes, Câmara… Música!


sábado – 16H00 B13 – Sala luís de freitas branco



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sábado – 16H00

B13 – Sala luís de freitas branco



Franz Schubert: Trio com piano n.º 2 – 2.º Andamento

Filmes: Barry Lyndon; Maré Vermelha
Franz Schubert: Quarteto A Morte e a Donzela

Filmes: A Mulher de Azul; A Noite da Vingança

Ensemble Darcos



Haverá obra mais transida pela dor que a de Franz Schubert (1797-1828)? Imagens da morte, da solidão e do sofrimento habitam as suas páginas mais memoráveis. Em 1824 o compositor escreve no seu diário: «as minhas obras são fruto do meu conhecimento musical e da minha dor». A amargura e a desilusão tingem os últimos anos da sua vida breve e desamparada, ofuscando a alegria e a despreocupação que irradia da sua música do período juvenil. Em 1823, aos 27 anos, é-lhe diagnosticado uma doença irreversível e fatal, a sífilis. A partir daí, Schubert consumará a sua obra numa luta contra o tempo, sob o signo de uma morte anunciada. A proximidade da morte tem nele um efeito catalisador que o lançará num frenético ritmo criador em busca dos “mais altos ideais artísticos”. Nos derradeiros quatro anos que lhe restarão viver, entre as crises e as investidas da doença, ele compõe uma prodigiosa sequência de obras-mestras de inigualável beleza, das quais a ideia da morte nunca está ausente. Dessas páginas desprende-se um canto fúnebre, um lamento comovente, um lirismo terno e melancólico do qual irradia uma misteriosa luz crepuscular. Ele canta como nenhum outro a transitoriedade da vida, a dor da perda e a solidão, mas na sua voz não há desespero ou revolta, apenas resignação. Schubert é um wanderer, um viandante, um ser errante e desenraizado, mas a sua é uma viagem interior, uma viagem de inverno, solitária, gelada e desolada.

O Andante con moto do Trio com piano em Mi bemol, op. 100 (D.929), escrito no final de 1827, constitui um desses cantos do viandante tão típicos da sua obra tardia. O ritmo, em compasso 2/4, evoca a marcha, a tonalidade de Dó menor emana uma atmosfera fúnebre. Stanley Kubrick, como sempre, utiliza soberbamente a peça associando-a à vida errante e trágica de Barry Lyndon (1975).



O Quarteto nº 14 em Ré menor, A Morte e a Donzela (D.810) foi composto em 1824 e representa a superação da grave depressão sofrida por Schubert na sequência da manifestação da doença fatal que o levou a um internamento hospitalar e a um tratamento doloroso. Composta em quatro andamentos, a obra vai apresentando vários retratos da morte, mas o seu coração é o segundo andamento. Com a forma de tema e variações, este andamento é baseado no Lied «A Morte e a Donzela», composto por Schubert alguns anos antes. Na canção, com poema de Mathias Claudius, a Morte diz à Donzela: És bela e terna, dá-me a tua mão! / Eu sou amiga e não venho para te castigar. / Coragem! Eu não sou cruel, / Docemente dormirás nos meus braços.

Afonso Miranda (excerto)

sábado – 18H00

B14 – Sala Luís de Freitas Branco



Giovanni Pierluigi da Palestrina: Agnus Dei, da Missa super ut re mi fa sol la

Filmes: Palestrina
William Byrd: Domine Secundum Actum Meum

Filmes: Elizabeth
William Byrd: Cibavit eos

Filmes: A Raiz do Medo
Gregorio Allegri: Miserere

Filmes: As Cinzas de Ângela; Momentos de Glória; A Outra Face; Maurice
Wolfgang Amadeus Mozart: Ave verum *

Filmes: Ato de Amor; O Pacificador
Anton Bruckner: Ave Maria

Filmes: O Nosso Amante
Anton Bruckner: Os Justi

Filmes: Oscar e Lucinda
Anton Bruckner: Virga Jesse

Filmes: Treze Dias
Gabriel Fauré: Cantique de Jean Racine *

Filmes: Um Porquinho Chamado Babe

Huelgas Ensemble

Paul van Nevel, direção
Dorothea Jacob, Sabine Lutzenberger, Axelle Bernage, Nadia Lavoyer, sopranos

Witte Maria Weber, Peter de Groot, contraltos

Matthew Vine, William Knight, Olivier Coiffet, Tom Phillips, Stefan Berghammer, Hans Jörg Mammel, tenores

Frederik Sjollema, Romain Bockler, Bart Van de Weghe, Guillaume Olry, baixos
*Participação do Ensemble Darcos
A música coral polifónica à capela foi usada muitas vezes pelo cinema de modo a caracterizar épocas distintas. Por esse motivo, em filmes como Elizabeth de Shekhar Kapur, sobre Isabel I de Inglaterra, cujo papel foi interpretado por Cate Blanchett, recorre à música de compositores chave do período isabelino, como William Byrd.

Outras obras como o Miserere de Gregorio Allegri, verdadeira joia da música polifónica, o Ave Verum de Mozart ou até mesmo o famoso Cântico de Jean Racine de Gabriel Fauré, foram utilizados na sétima arte como momentos marcantes, muitas vezes até para sublinhar a beleza do momento, em filmes tão diversos como as Cinzas de Angela, de 1999, Momentos de Glória, de 1981 e até a saga do porquinho Babe, de 1995.
Para os amantes da arte coral, será incontornável a referência ao filme Les Choristes de Christophe Barratier, de 2004, e que nos conta a história de Clément Mathieu, um professor de música desempregado, que aceita trabalhar como supervisor num colégio interno para reintegração de menores. Ele não se dá bem com o sistema repressivo aplicado por Rachin, o diretor do colégio e a sua missão educativa parece condenada ao fracasso. É ao apresentar a arte do canto às crianças que Mathieu vai transformar para sempre o seu quotidiano e as suas vidas. A música do coro como salvação daquelas crianças aparentemente perdidas.

Destaca-se de entre os filmes invocados pela música interpretada neste concerto, o filme Acto de Amor, ou em Inglês, Lorenzo’s Oil, com Nick Nolte, Susan Sarandon e Peter Ustinov, que nos apresenta a história de uma criança que desenvolve uma doença rara e fatal. Se toda a história gira em torno da tentativa desesperada dos pais em encontrar uma cura, a música de Mozart (Ave Verum), Barber (Adágio para Cordas) e outros compositores, surge como um elemento de extrema beleza e até comovente, representando o conforto, a fé na cura (o poder curativo da música) e sobretudo a vida para aquela criança.





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