Dias da música 2015 Luzes, Câmara… Música!


sábado – 18h00 B3 – grande Auditório



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sábado – 18h00

B3 – grande Auditório



O Concerto
Johann Strauss II: O Danúbio Azul

Filmes: 2001: Odisseia no Espaço; As Faces de Harry; Fantasia; Aventuras em Terras do Rei Bruno, O Discutível; Estrada Perdida; Assassinos Natos; Febre de Sábado à Noite; Recordações; Whore
Piotr Ilich Tchaikovsky: Concerto para Violino

Filmes: O Concerto; Rhapsody; Anna Karenina; And Now For Something Completely Different; Exposed

Jovem Orquestra Portuguesa

Pedro Carneiro, direção musical

Tamila Kharambura, violino

A mais famosa das valsas de Johann Strauss II, O Danúbio Azul, foi mais uma das obras escolhidas por Kubrick para o seu filme icónico 2001: Odisseia no Espaço. A valsa O Danúbio Azul serve de banda sonora ao ballet da nave durante a acoplagem à estação espacial e, com isto, ficaria associada a uma das cenas mais deslumbrantes da sétima arte. Este filme de ficção científica, realizado em 1968, utiliza a música de maneira magistral como um elemento essencial de toda a narrativa, mostrando como um homem do século XX, Kubrick, fez com que Johann Strauss II, do século XIX, nos pareça verdadeiramente intemporal.





Segundo o argumento do filme de 2009 O Concerto, de Radu Mihaileanu, durante década de 1970, nos anos de governação de Leonid Brejnev, Andrei Filipov foi o grande maestro da União Soviética e dirigiu a famosa Orquestra do Teatro Bolshoi. Mas, depois de se recusar a demitir os seus músicos por questões raciais, foi afastado, assim como praticamente todos os seus músicos. Três décadas mais tarde, ele ainda trabalha no teatro, mas como empregado de limpeza. Uma noite, durante as suas rotinas, Andrei encontra num fax, um convite do diretor do Théâtre du Châtelet, para uma digressão a Paris e tem uma ideia perfeitamente louca: reunir os seus velhos músicos judeus e, representando a Orquestra do Teatro Bolshoi, levá-los à capital francesa. Surge assim a grande oportunidade de fazê-los regressar aos palcos e saborear a vingança. A vingança materializa-se com uma interpretação brilhante do concerto para violino e orquestra de Piotr Ilich Tchaikovsky e para o qual os músicos da orquestra contam com a preciosa ajuda de uma importante violinista. Esta obra é assim apresentada como “o concerto” de entre os concertos russos, revelando o enorme carinho e admiração que ainda hoje a Rússia tem por Tchaikovsky, o mais amado dos seus compositores.

sábado – 20h00

B4 – Grande Auditório



Gioacchino Rossini: Abertura do Guilherme Tell

Filmes: Armageddon; A Fantástica Aventura de Bill e Ted; Os Virtuosos; O Rapaz do Talho; The Car; O Síndrome da China; Chop Suey; Laranja Mecânica; Corações na Atlântida; O Mascarilha; Maybe Baby; A Hora dos Campeões; My Life; A República dos Cucos; Toy Story 2 – Em Busca de Woody; Tornado; Infielmente Tua
Ludwig van Beethoven: Concerto para Piano n.º 3

Filmes: Into the arms of strangers; O Pianista
Orquestra Gulbenkian

Pedro Neves, direção musical

Artur Pizarro, piano
Aquando da estreia de Guillaume Tell, ocorrida a 3 de agosto de 1829 no teatro da Académie Royale de Musique, em Paris, Rossini era tido como o compositor mais popular do seu tempo. O facto de ser esta a última obra que dedicou aos palcos não terá sido premeditado, embora houvesse um conjunto de razões que ajudam a compreender o afastamento: o cansaço de quem chegou a escrever três óperas por ano, o profundo desgosto causado pela morte da mãe pouco tempo antes, e ainda a segurança financeira que tinha já praticamente garantido. Por outro lado, Rossini estava ligado ao aparelho do Antigo Regime, na medida em que os contratos que ditaram a sua permanência em Paris desde 1823 foram celebrados com o governo do rei Carlos X. Ora, avizinhava-se a Revolução de 1830 e mesmo que o compositor ponderasse voltar a exercer a sua atividade, estava impedido pelas forças revolucionárias, as quais, aliás, interromperam durante alguns anos a pensão vitalícia que lhe tinha sido atribuída. A reação pública na estreia foi mais polida do que propriamente entusiasta e isso teve sobretudo que ver com o facto de o libreto ser demasiado longo e com uma narrativa algo lenta. Não obstante, conheceria um sucesso muito grande: em quatro anos contavam-se já cerca de cem representações e no fim da vida do compositor eram já à volta de quinhentas. Para além disso, também a redução para piano e a versão italiana Gugliemo Tell, estreada em Lucca no ano de 1831, contribuíram para a crescente popularização.

A génese da ópera data do ano anterior ao da estreia, quando os libretistas Étienne de Jouy e Hippolyte Bis repescaram um libreto e o entregaram a Rossini, que de imediato começou a trabalhar nas partes vocais dos dois primeiros atos. Era baseado na tragédia homónima (1804) de Friedrich Schiller (1759-1805), que celebrava a curta existência da República Helvética (1798-1803), recuperando o herói suíço do início do século xiv. O argumento continuava a ser pertinente numa altura em que a revolução grega (1821-1829) permitiu a fundação do estado moderno da Grécia. Note-se também que, um ano antes do Tell de Rossini, tinha sido reapresentada a ópera Guillaume Tell (1791) de André Grétry (1741-1813). Será só em junho de 1829 que Rossini escreverá a Abertura para os ensaios começarem no início do mês seguinte. A Abertura junta quatro andamentos encadeados numa lógica que se poderia identificar como protótipo do poema sinfónico mais tarde desenvolvido por Franz Liszt (1811-1886). Sem relação musical direta com nenhum dos eventos musicais dos quatro atos, exerce um fortíssimo poder de sugestão no que diz respeito à narrativa que se seguirá.



João Pedro Louro

Depois da composição dos Concertos op. 15 e op. 19, com o surgimento do Concerto n.º 3, em Dó menor, op. 37, assiste-se a uma modificação de fundo na conceção musical beethoveniana, que se traduz na procura de um maior equilíbrio entre o solista e a orquestra, bem como no alargamento do horizonte temporal e sonoro do género. Quanto à escrita musical propriamente dita, o Concerto n.º 3 testemunha a presença de inúmeros elementos classicistas, reminiscentes, em particular, da música de Mozart.

O Concerto n.º 3 conheceu os primeiros esboços em 1800, tendo sido concluído definitivamente dois anos depois. A obra foi estreada no Theater an der Wien, a 15 de abril de 1803, juntamente com a Sinfonia n.º 2, em Ré maior, op. 36, e a oratória Christus am Oelberge, sob a direção do compositor. A publicação sobreveio em novembro de 1804, com uma dedicatória dirigida ao Príncipe Louis-Ferdinand da Prússia.

Uma forma-sonata estrutura o primeiro andamento, Allegro con brio. Os complexos temáticos são aqui apresentados pela orquestra e depois repetidos pelo piano. Na tonalidade de Dó menor, é exposto o primeiro tema de âmbito alargado e caráter quase marcial, próximo do da Sinfonia Heroica, cujos esboços são da mesma altura. Um segundo tema cantabile, em Mi bemol maior, responde ao primeiro e serve de ponto de partida para um diálogo concertante entre o solista e a orquestra. O discurso do piano na secção de desenvolvimento é substancialmente mais elaborado do que nos dois primeiros concertos e caracteriza-se por numerosas modulações de tonalidades distantes. Após a recapitulação, tem lugar a coda, baseada no tema introdutório. Uma estrutura formal tripartida caracteriza o Largo seguinte, na tonalidade de Mi maior. O piano domina toda a textura, protagonizando o essencial dos enunciados temáticos. A secção central constitui uma exceção: o instrumento solista desempenha aqui a função de acompanhamento dos sopros. O Rondo final, marcado por um refrão de contornos sincopados, estabelece um diálogo enérgico entre o piano e a orquestra, que evolui através de uma série de secções contrastantes. A tonalidade paralela de Dó maior vem conferir uma atmosfera fulgurante ao encerramento da obra.



Rui Cabral Lopes



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