Dias da música 2015 Luzes, Câmara… Música!



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sábado – 14h00

B1 – Grande Auditório



Uma Pequena Música Nocturna
Wolfgang Amadeus Mozart: Uma Pequena Música Nocturna

Filmes: Ace Ventura: Detetive Animal; Ace Ventura: em África; Amadeus; Na Corda Bamba; Bone Daddy; Os Anjos de Charlie: Potência Máxima; Fama; O Espião Mais Perigoso do Mundo; Incognito; Nikita: Dura de Matar; Overkill; O Rapto da Senhora Tingle; As Bruxas de Eastwick; Alien: O 8.º Passageiro; Aventura Num Natal; Batman; The Cowboy Way; Mystery Science Theatre 3000: The Movie; X-2; Bugsy Malone; G.I. Jane: Até Ao Limite
Wolfgang Amadeus Mozart: Concerto para 2 Pianos

Filmes: Amadeus
Orquestra de Câmara Portuguesa

Pedro Carneiro, direção musical

Artur Pizarro, piano

Rinaldo Zhok, piano

No filme Amadeus de Miloš Forman a serenata Uma Pequena Música Nocturna aparece na famosa cena onde Antonio Salieri (papel desempenhado por Fahrid Murray Abraham) se apresenta ao Padre Vogler: “Eu conheço essa música!” – é o que qualquer um diria ao ouvir essas notas. Mas na verdade elas ainda não eram famosas na época em que Salieri viveu: a obra só foi publicada em 1827, dois anos após a morte de Salieri. Esta última contribuição de Mozart para o género da serenata, datada de 10 de agosto de 1787, é sem dúvida uma das obras mais ouvidas do compositor. Semanas antes, a 28 de maio, falecera o pai em Salzburgo e no entanto a música constitui um dos seus derradeiros fogos-de-artifício. Culminação de um género, obra-prima de equilíbrio e elegância, refinada e poética no seu despojamento, toda esta música não cessa de exaltar os seus encantos. Porquê resistir-lhe? Talvez por isso surja como uma das obras de Mozart mais vezes apropriadas para o cinema a ponto do compositor Stephen Sondheim ter-se inspirado nela para criar um musical, por sua vez inspirado igualmente no filme de Ingmar Bergman Sorrisos de uma noite de verão (1955). Uma Pequena Música Nocturna de Sondheim chegaria assim aos ecrãs em 1977 com Elizabeth Taylor, Diana Rigg e Lesley-Anne Down e ficaria sobretudo conhecido pela famosa canção Send in the Clowns. No entanto lá estava a música de Mozart, no título e nas citações musicais de Sondheim. 

Se o filme Amadeus apresenta Uma Pequena Música Nocturna como uma das obras mais famosas de Mozart, é também neste filme que podemos ouvir algumas das páginas mais caras a Mozart, embora não tão ouvidas, como é o caso do concerto para dois pianos. Este concerto foi escrito dois anos depois do famoso concerto para piano no. 9 Jeunnehomme. Depois da sua última grande viagem, que o levou à Alemanha e a Paris, Mozart encontrava-se de novo sob o domínio de um novo amo a quem detestava e confrontado com um público cujo gosto já não corresponde às suas aspirações. Provavelmente, é depois do regresso, em janeiro de 1779, que escreve este concerto, destinado a ser interpretado pela sua irmã Nannerl e por si próprio. Tão significativa na forma como na expressão, compreende-se que esta obra fosse particularmente cara a Mozart, que, em Viena, em 1782, revê a orquestração da obra, acrescentado-lhe dois clarinetes, dois trompetes e timbales.


sábado – 16h00

B2 – Grande auditório



Aaron Copland: Billy the Kid, ballet-suite

Filmes: Tudo em Jogo; Billy the Kid
Darius Milhaud: O Boi no Telhado

Filmes: Escrito originalmente para um filme de Charlie Chaplin
Dmitri Schostakovitch: Gallop da Suite op. 31A, Hypothetically Murdered

Filmes: Sequencia Musical para um Filme Mudo

Orquestra Académica Metropolitana

Jean-Marc Burfin, direção musical
Reúnem-se aqui três grandes músicos que dedicaram muito do seu talento ao cinema: o russo Dmitri Shostakovich, o francês Darius Milhaud e o norte-americano Aaron Copland. Nas décadas de 1920 e 1930, quando se assistiu à transição do cinema mudo para o cinema sonoro, muitos músicos sentiram-se desafiados para desenvolver projetos neste formato, o qual, afinal, sintetizava os mais extraordinários progressos civilizacionais da época. Quem se notabilizou na nova prática foram, em particular, os compositores com maior apetência para a música cénica. Traziam consigo uma experiência acumulada e um conjunto de recursos técnicos que aproximavam a sonoridade daqueles primeiros filmes daquilo que se ouvia em bailados e em géneros músico-teatrais ligeiros. Esta afinidade estilística é colocada em relevo em cada uma das obras aqui interpretadas pelos jovens músicos da Orquestra Académica Metropolitana.

Quando, em 1939, Copland se aventurou no seu primeiro filme, estreara pouco tempo antes o bailado Billy the Kid, cuja música veio a inspirar muitas bandas sonoras de westerns. A ambiência característica de uma América profunda vinha ao encontro do próprio enredo, no qual um jovem, numa cidade próxima da fronteira com o México, se viu marginalizado depois de ter assistido à morte da mãe e morto o assassino. Esta história tem semelhanças com o filme Tudo em Jogo, realizado por Spike Lee em 1998, onde é recuperada esta mesma partitura de Copland.

Já os catálogos de Milhaud e de Shostakovich registam a música de bastantes mais filmes. O Boi no Telhado, de 1920, é uma peça orquestral inicialmente concebida como acompanhamento sonoro de um filme mudo de Charlie Chaplin. Todavia, acabaria por ser a música de uma peça de teatro e dança em que se apresentam personagens tão estranhas como um anão, um pugilista e uma mulher vestida de homem. Consiste numa “colagem” de vinte e oito músicas que Milhaud recolheu no Brasil, quando aí trabalhou na embaixada francesa durante dois anos. O título foi emprestado do nome de uma delas, composta em 1918 por um músico brasileiro chamado Zé Boiadeiro. Por seu turno, Hypothetically Murdered, o título da suíte de Shostakovich de onde foi retirada esta peça, aparece aqui em língua inglesa por ter sido assim editada em 1991, numa adaptação de Gerard McBurney. Na verdade, resulta da compilação de excertos do vaudeville Declarado Morto, estreado em 1931 em Leninegrado. Aquela tradução resulta até enganadora, pois o título original advém da história de um personagem que é inadvertidamente declarado morto após um raide aéreo. São os mal-entendidos resultantes desse equívoco que estão na origem de toda a ação. Durante o espetáculo havia lugar à exibição de trapezistas, acrobatas, palhaços, números equestres e, naturalmente, à projeção de filmes.

Rui Campos Leitão



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