Dias da música 2015 Luzes, Câmara… Música!



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domingo – 13H00

C1 – Grande Auditório



Samuel Barber: Adágio para Cordas

Filmes: Amélie of Montmarte; O Homem Elefante; Kevin & Perry go large; Ato de Amor; Platoon: Os Bravos do Pelotão; Les Roseaux Savages; S1mOne; Adultério
Igor Stravinsky: A Sagração da Primavera

Filmes: Fantasia; Coco & Igor; Crush; Nijinsky, a sua história; Jade

Jovem Orquestra Portuguesa

Pedro Carneiro, direção musical



domingo – 15H00

C2 – Grande Auditório



Hillary and Jacky e o Grande Ditador

Richard Wagner: Prelúdio do I Ato de Lohengrin

Filmes: O Grande Ditador; Vou Para Casa; Luís da Baviera; Os Preguiçosos

Edward Elgar: Concerto para Violoncelo

Filmes: Hilary e Jackie; A Cerimónia; Ato de Amar

Orquestra Gulbenkian

Pedro Neves, direção musical

Pavel Gomziakov, violoncelo

Richard Wagner foi uma figura de grande relevo na história da ópera, uma vez que a sua orientação reformista foi decisiva na emergência de uma nova conceção do género, tendo as suas ideias alcançado um impacto bastante alargado nas décadas subsequentes. Lohengrin, romantische Oper, em três atos, foi composta entre 1846 e 1848 e estreada em Weimar em 1850, sob a direção de Liszt. O seu argumento foi extraído de um romance medieval germânico, Parzival, escrito por Wolfram von Eschenbach e datado do início do século xiii. Trata-se de uma história que decorre em torno da demanda do Santo Graal e que se insere também na tradição da lenda do Cavaleiro do Cisne, evocando alegoricamente a importância da busca da espiritualidade. Musicalmente, esta é uma obra que, apesar de manter ainda alguns traços do passado, marca estilisticamente a diferença em relação às anteriores, Der fliegende Holländer e Tannhäuser, embora se mantenha ainda algo distante daquilo que seria o drama musical maduro.

O Prelúdio inicial irradia uma espiritualidade resplandecente, expressa desde logo na tonalidade de Lá maior, empregue com uma intenção simbólica e expressiva e associada, ao longo da obra, a Lohengrin e à esfera do Graal. Para esse brilho místico, que penetra toda a sua atmosfera, contribui ainda a orquestração sofisticada e subtil, com as sonoridades mágicas e límpidas produzidas pelos violinos em divisi e pelas madeiras. A música move-se como que organicamente, desenvolvendo uma ideia temática como que num único fôlego, numa reiteração contínua e num envolvimento gradual de todos os meios orquestrais em direção a um clímax reluzente, retomando em seguida as sonoridades etéreas iniciais. São páginas de grande originalidade e delicadeza, que se constituem, elas próprias, como que uma revelação efémera do Santo Graal – símbolo do amor universal do Salvador – que aos privilegiados em vê-la oferece a redenção eterna de um mundo corrompido pelo mal, antes do seu retorno às esferas celestiais.

Luís Miguel Santos

A grandeza contemplativa do Concerto para Violoncelo de Edward Elgar testemunha a época de profundas mudanças em que decorreu a sua génese. O fim da Primeira Grande Guerra e a emergência da linguagem musical modernista foram dois dos fatores a contribuir para que esta obra surja como uma resposta artística para o tempo que então se vivia.

Elgar começou a escrever o Concerto para Violoncelo em 1918, ainda durante o período de convalescença que resultou de uma operação às amígdalas. Terá sido inclusivamente no próprio dia em que chegou a casa, vindo do hospital, que escreveu o tema principal do primeiro andamento. A sua criação conhece uma fase mais séria durante o mês de agosto, sendo sempre acompanhado durante o processo de composição pelo violoncelista Felix Salmond (1888-1952), o qual estrearia nesse ano, em Londres, o Quarteto para Cordas. Já em 1919, entre os meses de maio e junho, e contando novamente com as visitas constantes de Salmond, Elgar trabalha ainda no concerto, terminando-o em agosto.

A obra é dedicada ao amigo pessoal e confidente do compositor Sir Sydney Colvine, e a estreia marcou a abertura da primeira temporada da London Symphony Orchestra depois da guerra, sob a direção do próprio compositor. O resto do programa daquele dia simbólico ficou a cargo do maestro titular Albert Coates que, tendo voltado da Rússia para assumir o posto, não quis defraudar a expectativa do arranque oficial dos trabalhos da orquestra. O seu extremo zelo levou-o a tomar tanto tempo de ensaios que quase não deixou espaço para Elgar e Salmond trabalharem com a orquestra. A estreia do Concerto para Violoncelo não teve um resultado muito entusiasmante, levando mesmo a crítica a citar a confusão em que a orquestra parecia estar ao longo da apresentação.

São quatro andamentos relativamente curtos, em que apenas o segundo e o terceiro não são encadeados. No primeiro andamento, após uma introdução em recitativo no violoncelo (Adagio), o tema é apresentado seis vezes e é através das modulações harmónicas e contrastes dinâmicos que o sentido dramático é conseguido, já que não obedece a qualquer tipo de desenvolvimento rítmico. Termina com uma nota pedal nos contrabaixos em pianissimo que, por sua vez, introduz o segundo andamento. O pizzicato do violoncelo leva a toda uma primeira secção de grande langor, alternando aquela técnica com a de notas arqueadas. A secção seguinte demonstra todo o virtuosismo do solista numa escrita de moto perpetuo que se mantém até ao fim.

O Adagio seguinte revela uma ambiência de grande intimidade, quer seja pelo contorno melódico cantabile, quer pela dinâmica em que decorre. O último andamento é o mais longo e continua a partir da última nota do anterior, desde logo imprimindo um caráter brusco pela intervenção de toda a orquestra. Novamente a ideia do recitativo inicial é aproveitada, mas para levar a uma interação entre orquestra e solista que não descura algum humor. O caráter cíclico da obra manifesta-se no final, quando a intervenção do solista recupera a ideia dos primeiros compassos.



João Pedro Louro




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