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5º. Chacra

Nom e em  sânscrito: Vishudda (O purificador).

Nom es m ais conhecidos em  português: Laríngeo; Cervical.

Regentes: Xangô, Iansã.

Localizado no centro da garganta, próxim o ao pom o-de-adão, quando ativo

tem  a cor azul-claro. Seu elem ento correspondente no m undo físico é o éter,

enquanto seu som  é HAM. Por sua vez, o centro físico do chacra Laríngeo

corresponde à tireóide, im portante para o crescim ento do esqueleto e dos órgãos

internos, além  de regular o m etabolism o, o iodo e o cálcio no sangue e nos

tecidos (em  outras palavras, a tireóide desem penha papel fundam ental no

crescim ento físico e m ental). O chacra Laríngeo é o centro psicológico da

evolução da criatividade, da autodisciplina, da iniciativa, da responsabilidade, da

ação transpessoal. Além  disso, apresenta a força vibratória responsável pela

form ação da m atéria, de m odo a interligar pensam ento e form a, m ente e

m atéria. Quando em  desequilíbrio, produz, dentre outros, resfriados, herpes,

dores m usculares ou de cabeça, congestão linfática, endurecim ento do m axilar,

problem as dentários, além  de aum entar a suscetibilidade a infecções virais ou

bacterianas.



6º. Chacra

Nom e em  sânscrito: Ajna (Centro do com ando).

Nom e m ais conhecido em  português: Frontal.

Regentes: Iem anj á, Nanã, Iansã.

Localizado no m eio da testa, quando ativo apresenta a cor azul escuro (índigo).

Não tem  um  elem ento correspondente no m undo físico. Seu som  é OM. Seu

centro físico corresponde à pituitária/hipófise, responsável pela função das

dem ais glândulas. O chacra Frontal é o centro psicológico para a evolução do

desej o de liderança, integração ao grupo, poder e controle. Liga o corpo

inconsciente e o físico (m ental). Quando em  desequilíbrio, produz, dentre outros,

vícios de drogas, álcool, com pulsões, problem as nos olhos (cegueira, catarata

etc.) e surdez.



7º. Chacra

Nom e em  sânscrito: Sarashara (Lótus das m il pétalas).

Nom es m ais conhecidos em  português: Coronário; Sublim e.

Regente: Oxalá.

Localizado no topo da cabeça, quando ativo tem  a cor violeta, com  m atizes

brancas. Não possui som  correspondente no m undo físico, j á que possui a m esm a

condição do Universo, de Deus. Seu centro físico corresponde à glândula pineal,

que atua no organism o todo (quando falha, dá-se a puberdade tardia). O chacra

Coronário é o centro psicológico para a evolução da capacidade intuitiva, da

experiência espiritual e do sentido de unificação; do divino. Por ser um a ponte

entre o inconsciente coletivo e o inconsciente individual, possibilita o acesso ao

registro coletivo (akásico) e a libertação da necessidade de controle. Quando em

desequilíbrio, produz, dentre outros, desordens no sistem a nervoso, insônia,

neurite, enxaqueca, histeria, disfunções sensoriais, possessão, obsessão e

neuroses.



Congá Vivo

Consiste na m ontagem  de um  altar (congá) em  que atores interpretam  os

Orixás tais quais são representados e/ou sincretizados na Um banda.

O Congá Vivo surgiu por iniciativa de Pai Ronaldo Linares, no início da década

de 1970, com o um a m inipeça contando o nascim ento da Um banda. A partir daí,

passou a ser apresentado em  diversas ocasiões.



Corpos

Conceitos com  que se trabalha na m edicina holística, os quais se popularizaram

com  conhecim entos vindos do Oriente, da Teosofia e de outras fontes. A esse

respeito, observem -se, em  especial, os trabalhos dos Mentores de Cura.

Corpo físico (Som a) – Estrutura de carne, m úsculos, nervos, ossos, vasos e

pele, a partir da qual se estabelece um a sequência de estruturas sutis que

perm item  ao espírito m anifestar-se no invólucro físico.

Corpo duplo Etérico – Fonte geradora de energias, é responsável pelos

cham ados autom atism os vitais. Constitui-se na sede dos chacras.

Corpo Astral (Modelo Organizador Biológico – Serve de m olde para a

constituição do corpo físico) – Sede das em oções, recebe e executa

program ações estabelecidas em  m em órias anteriores, a fim  de que o encarnado

possa evoluir de acordo com  o reaj uste de propósitos e ações.

Corpo Mental Inferior – Com preende os atributos dos cinco sentidos e da



intelectualidade.

Corpo Mental Superior – Rege a vontade e a im aginação.

Corpo Búdico – Banco de dados da consciência, responsável pelo

arm azenam ento das experiências do espírito. Nele se traçam  as diretrizes do

proj eto de vida a ser em preendido pelo espírito quando encarnado.

Corpo Átm ico (Mônada ou Centelha Divina) – Princípio e m otor da vida.



Outra forma de entender os diversos corpos:

Etérico - contém  a energia dos órgãos, expandindo-se ou retraindo-se

conform e o seu funcionam ento. Filtro sutil das em oções e dos pensam entos em

harm onia, quando saturado, exporta as desarm onias para o corpo físico, que

funciona com o filtro m ais denso. O corpo etérico constitui-se de linhas de força

responsáveis por m odelar e firm ar a m atéria física dos tecidos do corpo.

Em ocional – de estrutura m ais fluida que a do corpo etérico, associa-se aos

sentim entos e apresenta contornos sem elhantes aos do corpo físico. Nele

arquivam -se as sensações, em oções, sentim entos relacionados a esta

encarnação, desde o m om ento da concepção. Por outro lado, não arquiva

processos de ideias e/ou pensam entos, função do m ental. Constitui-se de nuvens

coloridas em  contínuo m ovim ento.

Mental – contém  a estrutura das ideias e, por essa razão, associa-se a

pensam entos e processos m entais. Funciona com o um a verdadeira biblioteca,

um a vez que arquiva toda sorte de pensam entos, padrões individuais, fam iliares,

sociais, assim  com o a habilidade do raciocínio lógico. Em  equilíbrio, apresenta-se

translúcido, com o em anações douradas sem elhantes a bolhas.

Extra-sensorial – abarca as percepções oriundas de form as não-m ateriais,

com o a intuição, a visão de outros planos, a sensibilidade ao m eio am biente ou a

outros seres, a proj eção da consciência (a outros lugares ou épocas) e a leitura do

cam po eletrom agnético planetário ou astral. É form ado por nuvens

m ulticoloridas.

Etérico Superior – neste cam po de energia desenvolve-se o corpo físico.

Apresenta, portanto, as form as padronizadas e definidas para a reencarnação.

Form ado de linhas transparentes sobre um  fundo azul escuro (espaço sólido), nele

o som  cria a m atéria.



Em ocional Superior – nível responsável pelo êxtase espiritual, este plano de

identificação com  o divino é form ado por pontas de luz. Contém  os arquivos das

em oções de toda a existência do ser, assim  com o a clara percepção do porquê da

vida presente do encarnado.

Mental/causal – arm azena as im pressões de vidas anteriores e contém  os

corpos áuricos relacionados à encarnação atual do indivíduo, de m odo a protegê-

los e m antê-los unidos. Nível m ais forte e elástico do cam po áurico, contém ,

ainda, a corrente principal de força que se desloca ao longo da espinha, que liga o

encarnado à energia prim ordial.

Curiar

Beber. Palavra interessante que vem  do quim bundo, ku-dia, que corresponde a



kulya, em  um bundo.

Datas comemorativas

Trata-se das principais festas, que se destacam  entre trabalhos, obrigações e

outros. O calendário varia bastante: por região, por influência dos Cultos de

Nação e pelo cronogram a específico de cada casa. Contudo, geralm ente é

guiado pelo calendário católico.

PRINCIPAIS DATAS

COMEMORATIVAS 

(Homenagens e festas)

Oxóssi

20 de março 



São Sebastião

Ogum

21 de abril 

São Jorge

Pretos


Velhos

13 de maio

Abolição da

Escravatura

Ogum

13 de junho 



Santo Antônio

Exu


13 de junho 

Santo Antônio



Santa

Sara e


Povo

Cigano


24 de maio

Santa Sara

Nanã

26 de julho 



São Joaquim e

Sant’Ana


Xangô

30 de


setembro

São Jerônimo

Obaluaê

15 de agosto



São Roque

Ibejada

27 de


setembro 

São Cosme e

São Damião

Xangô


30 de

setembro


São Jerônimo

Oxum


12 de outubro 

Nossa


Senhora

Aparecida



Ibejada

25 de outubro 

São Crispim e

São


Crispiniano

Dia da


Umbanda

15 de


novembro 

Dia da


Umbanda

Iansã


04 de

dezembro 

Santa Bárbara


Iemanjá

08 de


dezembro 

Nossa


Senhora da

Imaculada

Conceição

Obaluaê


17 de

dezembro 

São Lázaro

Oxalá


25 de

dezembro 

Natal


Decá

No Candom blé, e tam bém  em  alguns terreiros de Um banda, “receber o decá”

significa ser investido na função de Pai ou Mãe-de-Santo. Nessa cerim ônia, o(a)

novo(a) sacerdote(a) recebe um a cuia contendo navalha, faca e tesoura,

sím bolos do poder de raspar filhos-de-santo. Na Um banda, m uitas vezes,

“receber o decá” significa tornar-se sacerdote, sem  necessariam ente os

elem entos associados ao corte ritualístico.

O term o “decá” teria origem  num a cerim ônia sem elhante realizada no Benim

e conhecida com o dô non dê ka me, sendo as palavras  e ka traduzidas

respectivam ente por “fruto, noz de dendezeiro” e “cabaça” ou “cuia”.



Demanda

Confusões, desentendim entos, dificuldades, m al estar, etc. provocados pela

ação de outrem . A dem anda pode ocorrer contra alguém , um a instituição, um a

casa religiosa. O equilíbrio energético (pensam ento, palavras, atos) e trabalhos

específicos de defesa e proteção auxiliam  a evitar os efeitos indesej áveis de

dem andas.



Desenfeitiçar

Anular a ação de um  feitiço. Pela Lei de Ação e Reação, um  trabalho de

quebra de dem anda ou feitiço, na Um banda, j am ais enviará de volta a seu autor

a energia deletéria proj etada contra outrem . Ou ela se desagrega, ou retorna a

seu autor conform e a afinidade, o carm a ou determ inação de aprendizado

espiritual perm itido pela própria Espiritualidade.



Desobsessão

Processo no qual a Espiritualidade e os m édiuns buscam  desaloj ar Entidades

espirituais que vibram  em  energia deletéria que aj am  sobre pessoas, anim ais,

am bientes, etc. Além  de aj udar os obsedados, a desobsessão busca tam bém

auxiliar os obsessores, doutrinando-os e encam inhando-os para tratam ento

espiritual ou, quando renitentes, para locais específicos no plano espiritual onde

possam  m editar sobre seus atos a fim  de que, quando estiverem  prontos,

recebam  o devido auxílio. O exorcism o, por outro lado, é o ritual por m eio do

qual algum as religiões expulsam  o que consideram  o “dem ônio” do corpo de

pessoas, anim ais, am bientes, reencam inhando-o para o inferno, onde, segundo a

doutrina dessas religiões, viveriam  em  eterno afastam ento de Deus.

Dias


Segunda-

feira


Exu, Obaluaê,

Pretos-Velhos.

Terça-

feira


Ogum.

Quarta-


feira

Xangô e Iansã

Quinta-

feira


Oxóssi,

Ossaim,


Logun-Edé e

Caboclos.



Sexta-

feira


Oxalá

(influência

dos Cultos de

Nação),


Pretos-Velhos

e Almas


(influência do

Catolicismo).

Sábado

Iabás, Santa



Sara e Povo

Cigano.


Oxalá

(influência do



Domingo

Catolicismo)

e Ibejada.

Diabo

Por influência do Catolicism o, m uitas vezes o Diabo, com o anj o caído e fonte

do m al, conform e interpretação literal do texto bíblico, é crença com um  em

alguns segm entos um bandistas. Por outro lado, tam bém  é forte, por influência do

Espiritism o (Kardecism o), a leitura sim bólica do Diabo com o representação e

síntese de espíritos que ainda vibram  predom inantem ente de form a negativa,

buscando causar o m al a outros, m as que, ao longo do tem po e das experiências,

tam bém  evoluirão.

O Diabo é, m uitas vezes, associado preconceituosam ente a Exu, até m esm o

por alguns um bandistas, em  especial os que ainda tem em  desenvolver e trabalhar

a Esquerda.

Ebó

Oferenda, entrega, em  especial à Esquerda. Vem  do iorubá ebo, que significa

sacrifício.

O term o, por vezes, é utilizado de form a pej orativa em  relação às religiões de

m atriz africana.

Ectoplasma

Fluido fornecido pelos m édiuns para a Espiritualidade agir em  diversos

sentidos. Talvez o m ais conhecido e popular sej a a m aterialização, contudo há

outros tantos procedim entos realizados com  a aj uda do ectoplasm a. Segundo

Ram atís, o ectoplasm a é o “fluido anim alizado produzido no duplo etérico e

decorrente do m etabolism o biológico do equipo físico”.



Egunitá

Qualidade de Iansã. Para alguns segm entos um bandistas, Orixá independente,

associado ao fogo.


Encruzilhada

Cruzam ento de ruas ou estradas, um  dos principais pontos de força da

Esquerda, onde são realizadas entregas e cerim ônias litúrgicas. Há encruzilhadas

m asculinas (em  form a de +) e fem ininas (em  form a de T). As segundas são

específicas para Pom bogiras.

Energias masculina e feminina

Por um a questão de equilíbrio energético que não tem  nada a ver com

hom ossexualidade ou bissexualidade, há casas em  que m édium  m asculino não

incorpora Orixá/Guia/Guardião com  energia fem inina. Segundo orientações

espirituais, a m ulher suporta com  precisão a energia dita fem inina de Orixás,

Guias e Guardiões. Já o hom em  tem  um  choque energético m uito grande, que

pode abalar sua em otividade. Contudo, tal abordagem  em  nada invalida a

seriedade de casas onde m édiuns m asculinos incorporam  Iabás ou Guias e

Guardiões com  energia fem inina.

Ao contrário do que com um ente se pensa, a hom ossexualidade é um a

orientação sexual do m édium , não estando atrelada ao Orixá. Quem  tem  um

Orixá dito “m etá m etá” (energia m asculina e fem inina), por exem plo, não será

necessariam ente hom ossexual ou bissexual.

Por sua vez, a forte presença de hom ossexuais, tanto m asculinos quanto

fem ininos, na Um banda, no Candom blé (e, claro, em  outras religiões) deve-se à

acolhida, à com preensão e ao fato de não serem  segregados, discrim inados ou

apontados, o que, além  de falta de caridade, denota infração a diversos direitos

civis.


Enredo

Relação energética e/ou m itológica entre Orixás. Exem plo: Xangô Airá tem

enredo com  Oxalá; Iansã Igbale tem  enredo com  Obaluaê etc.

Entidade

Guia e Guardião. O term o tam bém  pode se referir a Orixá.



Equede

Em  casas de Um banda com  forte influência dos Cultos de Nação ou ditas

cruzadas, m uitas vezes encontram -se “Equedes”, correspondentes fem ininas aos

Ogãs do Candom blé, responsáveis por cuidar das vestes dos Orixás, por enxugar

o rosto de iaôs em  festas públicas etc. O vocábulo vem  do iorubá “èkej i”, com  o

sentido de “acom panhante”.



Espírito

Substância não-corpórea individual e inteligente que, encarnada num  corpo



físico, recebe o nom e de alm a.

Falange

Em  linhas gerais, um a falange é a subdivisão de um a linha. No cotidiano,

porém , o vocábulo tam bém  pode ser em pregado com o sinônim o de Linha.

Federação

A Um banda não possui um a estrutura com o as de religiões que apresentam

um a autoridade central. Cada tem plo é autônom o e, m esm o quando não

registrado ou federado, não é m enos legítim o em  suas práticas espirituais, desde

que sej am  voltadas para o bem  e a evolução.

Por outro lado, são m uitas as federações e outras agrem iações de Um banda,

m uitas delas com preendendo casas de Candom blé e/ou de outras religiões de

m atriz africana. Geralm ente as federações se unem  em  torno de um  órgão que

as congregue, m as m esm o essa agrem iação não é única, por exem plo, num

m esm o Estado da federação.



Filho(a)-de-Fé

Um bandista.



Filho(a)-de-Santo

Um bandista que j á passou por alguns processos de desenvolvim ento, incluindo

obrigação m aior para seu Orixá de Cabeça.

Folclorização

Assim  com o as dem ais religiões de m atriz africana, a Um banda passa pelo

processo de folclorização, que nada m ais é do que a intolerância m ascarada ou

explícita. Conceitos, rituais, valores, expressões linguísticas são constantem ente

evocados pelo senso com um  e pela m ídia com o supostam ente um bandistas.

Nesse contexto, pessoas que, por exem plo, j am ais estiveram  num a casa de

Um banda, apresentam -se com o especialistas. Estudiosos das Ciências Hum anas

m uitas vezes tam bém  descrevem  a Um banda de m odo folclorizado.

Infelizm ente, contribuem  para esse olhar estereotipado volantes, propagandas e

outros de supostos “dirigentes espirituais” que prestam  “atendim entos religiosos”

que ferem  o livre-arbítrio, a ética e o bom  senso.

Fundamento

Força m ágico-espiritual-ritualística e o próprio conhecim ento a respeito dela,

que fundam entam  a tradição, a prática, a liturgia e outros tantos elem entos das

religiões de m atriz africana.

Inicialm ente, fundam ento significava o recipiente ou o local onde se


colocavam  os elem entos e obj etos do Orixá.

O vocábulo tam bém  é em pregado com o sinônim o de “enredo”. Exem plo:



Oxum Apará tem  fundam ento com  Iansã.

G uia

Espírito condutor, inspirador, responsável pela orientação espiritual, tais com o

Caboclo, Preto-Velho e outros. Por vezes, no cotidiano dos terreiros, os Orixás

tam bém  são cham ados de Guias, bem  com o os Guardiões (Exus), um a vez que,

por extensão, todos eles são responsáveis por orientações, apoios, inspirações na

cam inhada espiritual.



Homem das encruzilhadas

Exu (Guardião).



Horas

Com  variação de concepções entre segm entos e casas um bandistas, os

horários para determ inados rituais, trabalhos, oferendas, são divididos em  horas

abertas e horas fechadas.



Horas abertas

Seis horas da m anhã, m eio-dia, seis horas da tarde e m eia-noite.



Horas fechadas

Todas as que não são horas abertas.



Hora grande

Meia-noite.



Iaô

Por influência do Candom blé Ketu, nom e dado em  algum as casas de

Um banda ao m édium  iniciante. O vocábulo deriva do iorubá “iy àwó”, com  o

sentido de “recém -casada” ou “esposa m ais j ovem ”, o que reforça a ideia de

que, independente de gênero, o desenvolvim ento e/ou a iniciação espiritual

dem anda receptividade (aspecto da energia do fem inino).



Imagens

Principalm ente em  virtude do sincretism o, são utilizadas im agens católicas nos

tem plos de Um banda. Contudo, há tem plos que se utilizam  de im agens com

representações ditas africanas dos Orixás, enquanto outros não usam  im agem

algum a, m as apenas quartinhas com  pedras correspondentes (otás), por exem plo.


Interessante notar que m esm o nos tem plos que se valem  de im agens católicas

(a m aioria), a im agem  de Obaluaê costum a figurar ao lado das im agens de

santos católicos aos quais esse Orixá é sincretizado, notadam ente São Lázaro e

São Roque.

Tam bém  é com um  se encontrarem  bustos de Allan Kardec, codificador do

Espiritism o, e de Dr. Bezerra de Menezes, m édico espírita brasileiro que, no plano

espiritual, trabalha na Linha da Cura.

Incorporar

Form a popular com  que se refere ao fenôm eno m ediúnico em  que um  ser do

plano espiritual (superior ou inferior) coordena os m ovim entos do corpo do

m édium  (postura, gestos, palavras, etc.). Para tanto, em  linhas gerais, o espírito

do m édium  se afasta (m as não se desprende totalm ente, ou haveria óbito) para

que o ser espiritual possa plasm ar-se e com andar os m ovim entos.

Conform e o estado de acom panham ento do m édium  em  relação ao

fenôm eno, a incorporação pode ser consciente, inconsciente ou sem iconsciente,

havendo, portanto, m édiuns que se m antêm  conscientes, inconscientes ou

sem iconscientes durante a incorporação. O desenvolvim ento m ediúnico deve ser

orientado e seguro para que não haj a dúvidas ou m istificações.

Inquices

Os Inquices são divindades dos cultos de origem  banta. Correspondem  aos

Orixás iorubanos e da Nação Ketu. Dessa form a, por paralelism o, os Inquices,

em  conversas do povo-de-santo, aparecem  com o sinônim os de Orixás.

Tam bém  entre o povo-de-santo, quando se usa o term o Inquice, geralm ente se

refere aos Inquices m asculinos, ao passo que Inquice Am ê refere-se aos

Inquices fem ininos.

O vocábulo Inquice vem  do quim bundo Nksi (plural: Mikisi), significando

“Energia Divina’”. Mais conhecidos no Brasil:

ALUVAIÁ, BOMBO NJILA OU PAMBU NJILA

Interm ediário entre os seres hum anos e o outros Inquices. Na sua

m anifestação fem inina, é cham ado Vangira ou Panj ira. Paralelism o com  o Exu

nagô. De seu nom e originou-se o vocábulo “Pom bogira”.

NKOSI, ROXI MUKUMBE OU ROXIMUCUMBI

Inquice da guerra e senhor das estradas de terra. Paralelism o com  o Orixá

Ogum . Mukum be, Biolê, Buré são qualidades de Roxim ucum bi.

NGUNZU

Inquice dos caçadores de anim ais, pastores, criadores de gado e dos que vivem



em brenhados nas profundezas das m atas, dom inando as partes onde o sol não

penetra.


KABILA

O caçador e pastor. Aquele que cuida dos rebanhos da floresta. Paralelism o

com  o Orixá Oxóssi.

MUTALAMBÔ, LAMBARANGUANGE OU KIBUCO MUTOLOMBO

Caçador, vive em  florestas e m ontanhas. Inquice da fartura, da com ida

abundante. Paralelism o com  o Orixá Oxóssi.

MUTAKALAMBÔ

Senhor das partes m ais profundas e densas das florestas, onde o Sol não

alcança o solo por não penetrar pela copa das árvores. Paralelism o com  o Orixá

Oxóssi.


GONGOBIRA OU GONGOBILA

Jovem  caçador e pescador. Paralelism o com  o Orixá Logun-Edé.

KATENDÊ

Senhor das Jinsaba (folhas). Conhece os segredos das ervas m edicinais.



Paralelism o com  o Orixá Ossaim .

NZAZI, ZAZE OU LOANGO

Inquice do raio e da j ustiça. Paralelism o com  o Orixá Xangô.

KAVIUNGO OU KAVUNGO, KAFUNGÊ, KAFUNJÊ OU KINGONGO

Inquice da varíola, das doenças de pele, da saúde e da m orte. Paralelism o com

o Orixá Obaluaê.

NSUMBU

Senhor da terra, tam bém  cham ado de Ntoto pelo povo de Congo.



HONGOLO OU ANGORÔ (MASCULINO) OU ANGOROMÉA

(FEMININO)

Auxilia na com unicação entre os seres hum anos e as divindades, sendo

representado por um a cobra. Paralelism o com  o Orixá Oxum aré.

KINDEMBU OU TEMPO

Rei de Angola. Senhor do tem po e estações. É representado, nas casas Angola

e Congo, por um  m astro com  um a bandeira branca. Paralelism o com  o Orixá


Iroco. Tem po é patrono da Nação Angola.

KAIANGU OU KAIONGO

Tem  o dom ínio sobre o fogo. Paralelism o com  o Orixá Iansã.

Nom es/qualidades: Matam ba, Bam burussenda, Nunvurucem avula

Guerreira, tem  dom ínio sobre os m ortos (Nvum be).

KSIMBI OU SAMBA

A grande m ãe. Inquice de lagos e rios. Paralelism o com  o Orixá Oxum .

NDANDA LUNDA OU DANDALUNDA

Senhora da fertilidade, da Lua, confunde-se, por vezes, com  Hongolo e

Kisim bi. Paralelism o com  os Orixás Iem anj á ou Oxum .

KAITUMBA, MIKAIA OU KOKUETO

Inquice do Oceano, do m ar (Calunga Grande). Paralelism o com  o Orixá

Iem anj á.

NZUMBARANDÁ, NZUMBA, ZUMBARANDÁ, GANZUMBA OU

RODIALONGA

A m ais velha dos Inquices fem ininos, relacionada à m orte. Paralelism o com  o

Orixá Nanã.

NVUNJI


A m ais j ovem  dos Inquices, senhora da j ustiça. Representa a felicidade da

j uventude e tom a conta dos filhos recolhidos. Paralelism o com  os Ibej is nagô.

LEMBA DILÊ, LEMBARENGANGA, JAKATAMBA, NKASUTÉ LEMBÁ

OU GANGAIOBANDA

Ligado à criação do m undo. Paralelism o com  o Orixá Oxalá.


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