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INTERAÇÃO COM OS

MÉDIUNS

Incorporação

Sutil e

geralmente



consciente. Em

muitos casos, o

mentor se vale

da fala,


assumindo o

controle motor

quando

necessário.



Intuição

Muito


importante o

equilíbrio e o

desenvolvimento

do médium, a

fim de não haver

distorção das

orientações dos

mentores


(tratamentos,

providências e

outros).

Assemelha-se a

toda e qualquer


Psicografia

psicografia,

entretanto, os

mentores


costumam ditar

receitas de

tratamentos e

medicamentos,

alguns deles da

própria


Medicina dita

Alopática.



EQUIPES ESPIRITUAIS

Auxiliam no



Apoio

levantamento

do histórico

dos pacientes

e os inspiram

a mudanças

de hábitos e

atitudes, a fim

de que os

tratamentos,

remédios e

demais


terapêuticas

sejam


plenamente

aproveitados.

À semelhança


Cirúrgicas

das equipes

cirúrgicas

terrenas,

possuem

cirurgiões,



assistentes,

anestesistas,

etc. Diferem,

contudo, na

aparelhagem e

na tecnologia

disponíveis.

Contribuem

também com

passes e


aplicação de

energias


associados às

intervenções

cirúrgicas.

Oração

Equilibram o



mental e o

emocional do

paciente, dos

que o


auxiliam e do

ambiente,

aumentando

as boas


energias.

Essas equipes

podem ser

formadas por

espíritos que,


quando

encarnados,

foram

religiosos e,



portanto,

estão


acostumados

às preces.

Passes

Antes, durante



e depois das

sessões,


encarregam-

se de aplicar

passes em

pacientes e

médiuns, em


especial nas

sessões de

cura e nas

visitas


espirituais.

Proteção


Nos

tratamentos,

visitas, etc.,

protegem os

pacientes da

ação de


espíritos com

vibrações

deletérias,

geralmente

causadores


das doenças e

desequilíbrios

desses

pacientes.



TIPOS DE MALES

Males


cármicos

Doenças


geralmente

incuráveis

(fatais ou não).

Toda forma de

tratamento,

visa, portanto,

dar alívio,


conforto e

força ao


paciente.

Males


espirituais

Causados por

obsessores,

vampirizadores

e outros

espíritos,

reverberam no

corpo físico em

forma de

doenças.


Geralmente

provocados



Males

físicos


por vícios,

maus hábitos,

má alimentação

e outros fatores

do cotidiano.

Contudo, os

males físicos

estão atrelados

aos demais,

uma vez que

representam a

concretização/a

última etapa da

manifestação

de outros males

(espirituais,

cármicos e

mentais).



Males

mentais


Depressão,

angústia, apatia

e outros. Se em

muitos casos a

ação é de

obsessores,

vampirizadores

e outros


espíritos afins,

a maior parte

origina-se da

atitude mental

dos pacientes

(crenças


cristalizadas,

medos, culpa,



etc.). Os males

mentais podem

corporificar-se

em forma de

úlcera,

hipertensão,



câncer e uma

extensa lista de

doenças.


A ESQ U ER D A

Na Um banda, em  vez de se cultuar diretam ente o Orixá Exu, é m ais com um  o

culto aos Exus e às Pom bogiras, trabalhadores da cham ada Esquerda, oposto

com plem entar da Direita. Ao longo da História, o conceito de esquerdo/esquerda

foi de exclusão e incom preensão. Alguns exem plos: pessoas canhotas vistas sob

suspeitas aos olhos de parte do clero e da população da Idade Média; em  francês,

esquerdo/esquerda é gauche, que tam bém  significa atrapalhado, destoante; em

italiano, esquerdo/esquerda é sinistro/sinistra, o que nos lem bra algo obscuro.

Incom preendidos e tem idos, Exus e Pom bogiras são vítim as da ingratidão e da

intolerância, não apenas de religiões que não dialogam  e discrim inam  a

Um banda e o Candom blé, m as, infelizm ente, tam bém  no interior dessas próprias

religiões: há m ais-velhos do Candom blé que ainda cham am  Exus de “escravos”

ou “diabos”, enquanto alguns um bandistas afirm am  “não quererem  nada com

Exu”.


Em  linhas gerais, nas sociedades hum anas costum a-se, por exem plo, valorizar

o m édico e não valorizar o lixeiro. Contudo, am bos os profissionais são

extrem am ente im portantes para a m anutenção da saúde de cada indivíduo e da

coletividade. Em  term os espirituais, a Esquerda faz o trabalho m ais pesado de

desm anches de dem andas, de policiam ento e proteção de tem plos (portanto, toda

casa de oração tem  os seus Exus), de lim peza energética, enfim . No anonim ato,

sob nom es genéricos e referentes à linha de atuação, aos Orixás para os quais

trabalham , Exus e Pom bogiras são m édicos, conselheiros, psicólogos, protetores,

exercendo m últiplas funções que podem  ser resum idas em  um a palavra:

Guardiões.

Se, em  pinturas m ediúnicas, Exus e Pom bogiras apresentam -se com  im agens

e fisionom ias “norm ais”, por que as estatuetas que os representam  parecem , aos

olhos do senso com um , associá-los ainda m ais ao Diabo cristão? Por três razões

básicas:


a.  Os sím bolos de Exu pertencem  a um a cultura diversa do universo

cristão. Nela, por exem plo, a sexualidade não se associa ao pecado e,

portanto, sím bolos fálicos são m ais evidentes, ligados tanto ao prazer

quanto à fertilidade, enquanto o tridente representa os cam inhos, e

não algo infernal. O m esm o pode-se dizer, por exem plo, do dragão

presente nas im agens de São Miguel e São Jorge: enquanto, no

Ocidente cristão, o dragão representa o m al, em  várias culturas do


Oriente é sím bolo de fogo e força espirituais.

b.  A área de atuação de Exus e Pom bogiras solicita elem entos tais quais

os utilizados por eles (capas, bastões, etc.) ou que os sim bolizam

(caveiras, fogo, etc.), vibrações crom áticas específicas tam bém

(verm elho e preto) e outros.

c.  Do ponto de vista histórico e cultural, quando as com unidades que

cultuavam  Orixás perceberam , além  da segregação, o tem or

daqueles que os discrim inavam , assum iram  conscientem ente a

relação entre Exu e o Diabo cristão e passaram  a representá-lo desta

form a com o estratégia para afastar de seus locais de encontro e

liturgia todo aquele que pudesse prej udicar suas m anifestações

religiosas. Nesse sentido, m uitos dos nom es e pontos cantados de Exu,

do ponto de vista espiritual (energias e funções) e cultural-histórico

são “infernais”.

De m odo bem  sim ples, Exus e Pom bogiras podem  ser definidos com o agentes

da Luz nas trevas (do erro, da ignorância, da culpa, da m aldade, etc.).

Exus

Quando encarnados, geralm ente tiveram  vida difícil, com o boêm ios,



prostitutas e/ou dançarinas de cabaré (caso de m uitas Pom bogiras), em

experiências de violência, agressão, ódio, vingança. Conform e dito acim a, são

agentes da Luz atuando nas trevas. Praticando a caridade, executam  a Lei de

form a ordenada, sob a regência dos chefes e em  nom e dos Orixás. Devem  ser

tratados com  respeito e carinho, à m aneira com o se tratam  am igos, e não com

tem or.


Guardiões não apenas durante as giras e as consultas/atendim entos que dão nas

giras de Esquerda, são os senhores do plano negativo (“negativo” não possui

nenhum a conotação m oral ou de desvalor), responsabilizam -se pelos espíritos

caídos, sendo, ainda, cobradores dos carm as. Com batem  o m al e estabilizam  o

astral na escuridão. Cortam  dem anda, desfazem  trabalhos de m agia negra,

auxiliam  em  descarregos e desobsessões, encam inham  espíritos com  vibrações

deletérias para a Luz ou para am bientes específicos do Astral Inferior, a fim  de

ser reabilitarem  e seguirem  a senda da evolução.

Sua roupa geralm ente é preta e verm elha, podendo usar capas, bengalas,

chapéus e instrum entos com o punhais. Com o soldados e policiais do Astral,

utilizam  uniform es apropriados para batalhas, diligências e outros. Suas

em anações, quando necessário, são pesadas e intim idam . Em  outras

circunstâncias, apresentam -se de m aneira elegante. Em  outras palavras, sua

roupagem  fluídica depende de vários fatores, com o evolução, função, m issão,

am biente etc. Podem , ainda, assum ir aspecto anim alesco, grotesco, possuindo


grande capacidade de alterar sua aparência.

Os Exus são alegres e brincalhões e, ao m esm o tem po, dão e exigem  respeito.

Honram  sua palavra, buscam  constantem ente sua evolução. Guardiões, expõem -

se a choques energéticos. Espíritos caridosos, trabalham  principalm ente em

causas ligadas aos assuntos m ais terrenos. Se aparentam  dureza, franqueza e

pouca em otividade, em  outros m om entos, conform e as circunstâncias, m ostram -

se am orosos e com passivos, afastando-se, porém , daqueles que visam  a atrasar

sua evolução. Suas gostosas gargalhadas não são apenas m anifestações de

alegria, m as tam bém  potentes m antras desagregadores de energias deletérias,

em itidos com  o intuito de equilibrar especialm ente pessoas e am bientes.

É m uito im portante o consulente conhecer a casa que se frequenta, para que

não se confunda Exu e Pom bogira com  quium bas. Pela Lei de Ação e Reação,

pedidos e com prom etim entos feitos visando ao m al e desrespeitando o livre-

arbítrio serão cobrados. Quanto às casas, a fim  de evitar consulentes desavisados,

algum as optam  por fazer giras de Esquerda fechadas, enquanto outras as fazem

abertas, m as quase sem pre com  pequena preleção a respeito da Esquerda.

Saudação: Laroiê Exu (ou Pombogira), Exu (ou Pombogiraê Mojubá!

OS EXUS E ALGUNS PONTOS

DE VIBRAÇÃO

Geralmente

trabalham para

Obaluaê. Alguns

operam em


Cemitério

trabalhos,

obrigações,

descarregos,

mas não dão

consultas.

Trabalham,

quando em

consulta,

descarregando o

consulente,

sendo sérios e

discretos.

Além de se

apresentarem

em trabalhos,

obrigações e


Encruzilhada

descarregos,

gostam de dar

consultas. Nem

tão sérios

quanto os Exus

de Cemitério,

nem tão


brincalhões

quanto os Exus

de Estrada.

Trabalham para

diversos Orixás.

Movimentam-se

bastante, dão

consultas, são

brincalhões e


Estrada

apreciam uma

boa gargalhada

(o que não

significa

bagunça; sua

descontração

não rima com

esculhambação).


Exu Mirim

Os Exus Mirins com põem  a Linha da Esquerda, apresentando-se com o

crianças ou adolescentes. São extrovertidos, brincalhões e trabalham  com

funções análogas às de Exus e Pom bogiras. Utilizam -se dos elem entos com uns à

Linha da Esquerda (cores, fum o, álcool etc.).

Segundo alguns segm entos um bandistas, nunca encarnaram , enquanto outros

sustentam  que, à m aneira de Exus e Pom bogiras, tiveram  difícil vivência

encarnatória e hoj e se utilizam  de seus conhecim entos para prom over a

segurança, a proteção, o bem -estar.


P ombogira

O term o Pom bogira é um a corruptela de Bom boj ira, que, em  terreiros bantos,

significa Exu, vocábulo que, por sua vez, deriva do quicongo “m pam bu-a-nzila”

(em  quim bundo, “pam buanj ila”), com  o significado de “encruzilhada”.

Trabalham  com  o desej o, especialm ente com  o sexual, freando os exageros e

deturpações sexuais dos seres hum anos (encarnados ou desencarnados),

direcionando-lhes a energia para aspectos construtivos. Algum as delas, em  vida,

estiveram  ligadas a várias form as de desequilíbrio sexuais: pela Lei de Ação e

Reação, praticando a caridade, evoluem  e auxiliam  outros seres à evolução.

Alegres, divertidas, sim páticas, conhecem  a alm a hum ana e suas intenções.

Sensuais e equilibradas, descarregam  pessoas e am bientes de energias viciadas.

Gostam  de dançar. Infelizm ente, são bastante confundidas com  quium bas e

consideradas responsáveis por am arrações de casais, separações e outros,

quando, na verdade, seu trabalho é o de equilibrar as energias do desej o.

Exem plo: quando alguém  é viciado em  sexo (desequilíbrio), podem  encam inhar

circunstâncias para que a pessoa tenha verdadeira overdose de sexo, de m odo a

esgotá-la e poder trabalhá-la para o reequilíbrio. Assim  com o os Exus de caráter

m asculino, as Pom bogiras são agentes cárm icos da Lei.

Geralm ente o senso com um  associa as Pom bogiras a prostitutas. Se m uitas

delas estão resgatando débitos relacionados à sexualidade, isso ocorre, contudo,

não apenas por prom iscuidade e pelas consequências energéticas decorrentes,

m as, tam bém , pela abstinência sexual ideológica e religiosam ente im posta; caso

de m uitas m ulheres que professaram  votos celibatários, m as foram  grandes

agressoras de crianças, pessoas am arguradas praguej ando contra m ulheres com

vida sexual ativa, etc.

Suas cores geralm ente são verm elho e preto. Alguns nom es: Maria Molam bo,

Sete-Saias, Maria Padilha, Pom bogira do Cruzeiro, Pom bogira Rosa Caveira etc.


L inha dos Exus

Abaixo, um a lista sintética a respeito da organização da Linha dos Exus,

contudo, com o em  outras Linhas e Falanges, existem  variações. Exu Marabô, por

exem plo, geralm ente se apresenta trabalhando sob as ordens de Oxóssi, m as às

vezes tam bém  trabalha sob as de Xangô.

OS SETE EXUS CHEFES DE

FALANGE VIBRAÇÃO

ESPIRITUAL DE OXALÁ

Exu Sete


Encruzilhadas

Comando


negativo da

linha


Exu Sete

Chaves


Intermediário

para Ogum



Exu Sete

Capas


Intermediário

para Oxóssi

Exu Sete

Poeiras


Intermediário

para Xangô

Exu Sete

Cruzes


Intermediário

para Yorimá

Exu Sete

Ventanias

Intermediário

para Yori

Exu Sete

Pembas


Intermediário

para Iemanjá



OS SETE EXUS CHEFES

DE FALANGE

VIBRAÇÃO ESPIRITUAL

DE IEMANJÁ

Pombogira

Rainha

Comando


negativo da

linha


Exu Sete

Nanguê


Intermediário

para Ogum

Pombogira

Intermediário



Maria

Molambo


para Oxóssi

Exu Sete


Carangola

Intermediário

para Xangô

Exu Maria

Padilha

Intermediário



para Yorimá

Exu Má-


canjira

Intermediário

para Yori

Exu Maré


Intermediário

para Oxalá



OS SETE EXUS CHEFES

DE FALANGE

VIBRAÇÃO ESPIRITUAL

DE YORI

Exu Tiriri

Comando

negativo da



linha

Exu


Toquinho

Intermediário

para Ogum

Exu Mirim

Intermediário


para Oxóssi

Exu Lalu


Intermediário

para Xangô

Exu Ganga

Intermediário

para Yorimá

Exu


Veludinho

Intermediário

para Oxalá

Exu


Manguinho

Intermediário

para Iemanjá


OS SETE EXUS CHEFES

DE FALANGE

VIBRAÇÃO ESPIRITUAL

DE XANGÔ

Exu Gira-

mundo

Comando


negativo da

linha


Exu Meia-

Noite


Intermediário

para Ogum

Exu

Mangueira



Intermediário

para Oxóssi



Exu

Pedreira


Intermediário

para Oxalá

Exu

Ventania


Intermediário

para Yorimá

Exu

Corcunda


Intermediário

para Yori

Exu

Calunga


Intermediário

para Iemanjá



OS SETE EXUS CHEFES

DE FALANGE

VIBRAÇÃO ESPIRITUAL

DE OGUM

Exu


Tranca-

rua


Comando

negativo da

linha

Exu


Tira-

teimas


Intermediário

para Oxalá

Exu

Veludo


Intermediário

para Oxóssi



Exu

Tranca-


gira

Intermediário

para Xangô

Exu


Porteira

Intermediário

para Yorimá

Exu


Limpa-

trilhos


Intermediário

para Yori

Exu

Arranca-


toco

Intermediário

para Iemanjá


OS SETE EXUS CHEFES

DE FALANGE

VIBRAÇÃO ESPIRITUAL

DE OXÓSSI

Exu


Marabô

Comando


negativo da

linha


Exu

Pemba


Intermediário

para Ogum



Exu da

Campina


Intermediário

para Oxalá

Exu

Capa


Preta

Intermediário

para Xangô

Exu das


Matas

Intermediário

para Yorimá

Exu


Lonan

Intermediário

para Yori

Exu


Intermediário

Bauru

para Iemanjá



OS SETE EXUS CHEFES

DE FALANGE

VIBRAÇÃO ESPIRITUAL

DE YORIMÁ

Exu


Caveira

Comando


negativo da

linha


Exu do

Lodo


Intermediário

para Ogum



Exu

Brasa


Intermediário

para Oxóssi

Exu

Come-


fogo

Intermediário

para Xangô

Exu


Pinga-

fogo


Intermediário

para Oxalá

Exu

Bará


Intermediário

para Yori



Exu

Alebá


Intermediário

para Iemanjá



G U IA S D A U M B A N D A – O TR IP É

A Um banda possui diversas linhas, todas de sum a im portância, contudo seu

tripé (base) é form ado pelos Caboclos, pelos Pretos-Velhos e pelas Crianças.


Caboc lo

Tam bém  conhecidos com o Caboclos de Pena, form am  verdadeiras aldeias e

tribos no Astral, representados sim bolicam ente pela cidade da Jurem a, pelo

Hum aitá e outros. Existem  falanges e especialidades diversas, com o as de

caçadores, feiticeiros, j usticeiros, agricultores, rezadores, parteiras e outras,

sem pre a serviço da Luz, na Linha de Oxóssi e na vibração de diversos Orixás. A

cor característica dos Caboclos é o verde leitoso, enquanto a das Caboclas é o

verde transparente. Seu principal ponto de força são as m atas.

Nessa roupagem  e pelas m últiplas experiências que possuem  (encarnações

com o cientistas, m édicos, pesquisadores e outros), geralm ente são escolhidos por

Oxalá para serem  os Guias-chefe dos m édiuns, representando o Orixá de cabeça

do m édium  de Um banda (em  alguns casos, os Pretos-Velhos é que assum em  tal

função). Na m aioria dos casos, portanto, os Caboclos vêm  na irradiação do Orixá

m asculino da coroa do m édium , enquanto as Caboclas, na irradiação do Orixá

fem inino da coroa m ediúnica. Todavia, os Caboclos tam bém  podem  vir na

irradiação do próprio Orixá de quando estava encarnado, ou na do Povo do

Oriente.

Atuam  em  diversas áreas e em  várias tradições espirituais e/ou religiosas,

com o no cham ado Espiritism o Kardecista ou de Mesa Branca.

Sim ples e determ inados, infundem  luz e energia em  todos. Representam  o

conhecim ento e a sabedoria que vêm  da terra, da natureza, com um ente

desprezado pela civilização, a qual, paradoxalm ente, parece redescobri-los.

Tam bém  nos lem bram  a im portância do elem ento indígena em  nossa cultura, a

m iscigenação de nosso povo e que a Um banda sem pre está de portas abertas

para todo aquele, encarnado ou desencarnado, que a procurar.

Os brados dos Caboclos possuem  grande força vibratória, além  de

representarem  verdadeiras senhas de identificação entre eles, que ainda se

cum prim entam  e se abraçam  enquanto em item  esses sons. Brados e assobios são

verdadeiros m antras que aj udam  na lim peza e no equilíbrio de am bientes,

pessoas, etc. O m esm o vale para o estalar de dedos, um a vez que as m ãos

possuem  m uitíssim os term inais nervosos: os estalos de dedos se dão sobre o

cham ado “Monte de Vênus” (porção m ais gordinha da m ão), descarregando

energias deletérias e potencializando as energias positivas, de m odo a prom over o

reequilíbrio.

Trabalham para


Caboclos

de Iansã


várias

finalidades,

mas

especialmente



para emprego e

prosperidade,

pelo fato de

Iansã ter forte

ligação com

Xangô.


Bastante

conhecidos

pelo passe de

dispersão

(descarrego).

Rápidos e de

grande

movimentação



(deslocamento),

são diretos no

falar, por vezes

causando


surpresa no

interlocutor.

Caboclos

de

Rodam



bastante,

incorporam

com suavidade,

contudo mais

rápido do que

os Caboclos de

Oxum. São

mais


conhecidos por

Iemanjá

desmanchar

trabalhos,

aplicar passes,

fazer limpeza

espiritual,

encaminhando

para o mar as

energias

deletérias.

De

incorporação



contida,

dançam pouco.

Por meio dos

passes,


encaminham

Caboclos

de Nanã


espíritos com

baixa vibração.

Aconselham

bastante,

explanando

sobre carma e

resignação.

Esses Caboclos

são raros.

Raro é vê-los

trabalhando

incorporados e,

quando isso

acontece, seus

médiuns têm

Obaluaê como



Caboclos

de

Obaluaê



Orixá de

cabeça. São

velhos pajés.

Movimentam-se

pouco. Sua

incorporação

parece bastante

com a de um

Preto-Velho

(alguns desses

Caboclos

utilizam


cajados para

caminhar).

Atuam em

campos


diversos da

magia.


Caboclos

de Ogum


Com

incorporação

rápida e mais

afeita ao chão,

não costumam

rodar. Suas

consultas são

diretas.


Conhecidos

pelos trabalhos

no campo

profissional,

seus passes

geralmente são

destinados a

doar força



física e

aumentar o

ânimo do

consulente.

Caboclos

de Oxalá


Mais

conhecidos por

dirigir os

demais


Caboclos,

deslocam-se

pouco,

mantendo-se



fixado em

determinado

ponto do

terreiro. Mais



conhecidos

pelos passes de

energização,

raramente dão

consulta.

Caboclos


de

Oxossi


Rápidos,

locomovem-se

bastante e

dançam muito.

Geralmente

chefes de

Linha, atuam

em diversas

áreas, em

especial com

banhos e


defumadores.

A incorporação

se dá

principalmente



pelo chacra

cardíaco.

Gostam de

rodar e são

comumente

suaves.


Concentram-se

tanto nos passes

de dispersão

quanto nos de

energização,

com ênfase no



Caboclos

de Oxum


alívio

emocional do

consulente (são

conhecidos por

lidar com

depressão,

desânimos e

outros


desequilíbrios

psíquicos).

Suas consultas

geralmente

levam o

consulente a



refletir

bastante.



Caboclos

de Xangô


Com

incorporações

rápidas e

contidas,

costumam

arriar seus

médiuns no

chão. Diretos

na fala aos

consulentes,

atuam bastante

com passes de

dispersão.

Principais

áreas de

atuação:


emprego e

realização

profissional,

causas judiciais

e imóveis.

Form a de apresentação de seres espirituais: Quando se trata de espíritos que

encarnaram , geralm ente se utilizam  da roupagem  fluídica de um a de suas

encarnações. A esse respeito, vej a-se o caso do Caboclo das Sete Encruzilhadas,

que, em  sua prim eira com unicação pública, foi visto com o um  sacerdote por um

dos m édiuns, de fato tam bém  um a de suas encarnações.

O senso com um  afirm a que Caboclos e Pretos-Velhos não incorporam  em

centros espíritas. Na verdade, “baixam ” e com  roupagens fluídicas diversas. Vale

lem brar que a Um banda nasceu “oficialm ente” a partir da rej eição de Caboclos

e Pretos-Velhos em  m esas m ediúnicas espíritas. De qualquer form a, com  a

am pliação do diálogo ecum ênico e inter-religioso e, portanto, da fraternidade

entre encarnados, têm  ocorrido m ais m anifestações m ediúnicas de Caboclos e

Pretos-Velhos em  casas espíritas.

A respeito da roupagem  fluídica é interessante exem plificar com  textos de

Feraudy  e Pires. No prim eiro caso, o autor trata da pluralidade de roupagens

fluídicas e de um  fenôm eno im ediato de substituição de um a por outra. No

segundo caso, de m aneira rom anceada, apresenta-se a roupagem  de um

Caboclo.

Roger Feraudy  registra:



“(…) mostrando que não existe a menor diferença entre o trabalho mediúnico de

Umbanda e Kardecismo, o autor participou, anos atrás, de um trabalho que veio a

confirmar essa assertiva.

Seus vizinhos na cidade do Rio de Janeiro trabalhavam em um centro de

Umbanda, Tenda Mirim, ela como médium e seu marido como cambono. Em

determinado dia, sua filha única, então com quatro anos de idade, teve uma febre

altíssima. Depois de chamarem um médico, que não soube diagnosticar a origem

dessa febre, e como ela aumentava progressivamente, o marido pediu à mulher

que recebesse o seu guia espiritual, Caboclo Mata Virgem, chamando-me para

auxiliar nesse trabalho. O Caboclo Mata Virgem apresentou-se e mandou que o

marido do seu aparelho tomasse nota de cinco ervas para fazer um chá que,

segundo a entidade, resolveria o problema.

O vizinho, então, ponderou:

- Acredito que o senhor seja o seu Mata Virgem e que o chá irá curar a minha

filha; porém, na Terra existem leis a que tenho que prestar contas. Sei que isso não

acontecerá, mas se minha filha não ficar boa com seu chá ou mesmo morrer, o que

direi às autoridades: que foi seu Mata Virgem quem mandou a menina tomar o

chá?!?

O Caboclo atirou o charuto que fumava no chão, adotou uma posição ereta e,

calmo, disse em linguagem escorreita:

- Dê o chá que estou mandando – e elevando a voz –, doutor Bezerra de

Menezes!”

Por sua vez, em  “A m issionária”, rom ance m ediúnico intuído por Roger Pires,

o narrador observa:

“(…) Nesse exato momento, enxergou as três figuras ao lado da cama. Eram

Jeremias e Melissa, postados próximos à cabeceira da doente, tendo estendidos,

sobre ela, os braços. De suas mãos fluía uma radiosidade que se espalhava por

todo o corpo de Priscilla. A terceira figura era um ‘índio’ imponente, de uma

estatura incomum, o rosto largo, a pele bronzeada, os olhos grandes e negros.

Tinha na cabeça um cocar majestoso, cujas penas se estendiam até os tornozelos.

A energia que dele emanava enchia o quarto. Fascinada com o quadro, no geral,

Jéssica viu o ‘índio’ deslocar-se do lado dos outros e colocar-se aos pés da cama,

o olhar manso, mas firme e fixo na doente.”


P re tos- Ve lhos

Exem plos de hum ildade, tolerância, perdão e com paixão, os Pretos-Velhos e

Pretas-Velhas com preendem , sobretudo, os espíritos que, na roupagem  de

escravos, evoluíram  por m eio da dor, do sofrim ento e do trabalho forçado. São

grandes Magos da Luz, sábios, portadores de conhecim entos de alta

Espiritualidade.

Enquanto encarnados, cuidaram  de seus irm ãos, sustentando-lhes a fé nos

Orixás, sincretizada com  o Catolicism o, seus santos e rituais, a sabedoria m ilenar,

a m edicina popular e outros. Conhecidos com o pais/m ães, vovôs/vovós e m esm o

tios/tias, representam  a sabedoria construída não apenas pelo tem po, m as pela

própria experiência. Guias e protetores na Um banda, são espíritos desencarnados

de m uita luz.

Seus nom es geralm ente são de santos católicos (com o quando encarnados,

conform e a ordem /orientação geral dos senhores e da própria Igrej a), acrescidos

do topônim o da fazenda onde nasceram  ou de onde vieram , ou da região

africana de origem . Alguns exem plos: Pai Antônio, Pai Benedito, Pai Benguela,

Pai Caetano, Pai Cam binda (ou Cam bina), Pai Cipriano, Pai Congo, Pai Fabrício

das Alm as, Pai Firm ino d´Angola, Pai Francisco, Pai Guiné, Pai Jacó, Pai

Jerônim o, Pai João, Pai Joaquim , Pai Jobá, Pai Jobim , Pai José d´Angola, Pai

Julião, Pai Roberto, Pai Serafim , Pai Serapião, Vovó Benedita, Vovó Cam binda

(ou Cam bina), Vovó Catarina, Vovó Manuela, Vovó Maria Conga, Vovó Maria do

Rosário, Vovó Rosa da Bahia.

Pretos-Velhos são verdadeiros psicólogos, tendo ótim a escuta para todo e

qualquer tipo de problem a, sem pre com  um a palavra am iga para os consulentes,

além  dos passes, descarregos e outros.


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