Curso: Ciências Contábeis



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CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ


PLANO DE AULA - 1º SEMESTRE/2009



Curso: Ciências Contábeis

Disciplina: Introdução à Teoria da Administração


Professor: Flavio Oliveira

Unidade II – 2-Teoria Estruturalista da Administração – 2.1, 2 e 3 –Origem da Teoria Estruturalista, Análise Organizacional e Explicar.a Sociedade de Organização

Objetivo Específico: Identificar as origens da Teoria Estruturalista na TGA, Explicar a Sociedade de Organizações múltipla e abrangente.

Estratégia: Aula expositiva, dialogada, com questões para revisão.

Recursos: Quadro magnético e sistema multimídia


Referência: CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral da Administração, 7º edição, Rio de Janeiro: Elsevier, 2003.

Duração da Aula:100 minutos

Data: 16/03/2009.
Teoria Estruturalista


  • As Origens:




  1. A oposição surgida entre a Teoria Tradicional e a Teoria das Relações Humanas – Necessidade de se ter uma posição mais ampla e compreensiva que abrangesse os diversos aspectos que eram considerados por uma e omitido por outra.




  1. A necessidade de visualizar “a organização como uma unidade social” – Que compartilham de alguns objetivos da organização (como viabilidade econômica da organização) ou se incompatibilizem com outros (como a maneira de distribuir os lucros da organização).




  1. A influência do estruturalismo nas ciências sociais e sua repercussão no estudo das organizações – O estruturalismo teve forte influencia na filosofia, na psicologia, na antropologia, na matemática e na lingüística, chegando até a Teoria das Organizações, com Thompson, Etzioni e Blau.




  • Conceito de Estrutura:

É o conjunto formal de dois ou mais elementos que permanece inalterado, seja na mudança, seja na diversidade de conteúdos, ou seja, a estrutura se mantém, mesmo com a alteração de um de seus elementos ou relações.


A mesma estrutura pode ser apontada em diferentes áreas, e a compreensão das estruturas fundamentais em alguns campos de atividade permite o reconhecimento das mesmas estruturas em outros campos.
Alem do seu aspecto totalizante, o estruturalismo é fundamentalmente comparativo.


  • Sociedade de Organizações

Na visão estruturalista, a sociedade moderna e industrializada é uma sociedade de organizações, o homem passa a depender desde o nascer até o morrer. Os papeis de cada uma varia de organização para organização.

As organizações não são recentes, existem desde os faraós e os imperadores da antiga china. A igreja elaborou a sua organização ao longo dos séculos, e os exércitos desde a antiguidade, desenvolvem formas de organizações.
A sociedade moderna tem tantas e tão diversas organizações que se torna necessário um conjunto de organizações secundárias para organiza-las e controla-las. (Ex. Banco Central)


  • Etapas da Evolução das Organizações




    1. Etapa da Natureza: É a etapa inicial, onde os fatores naturais, ou seja, os elementos da natureza, constituíam a base única de subsistência da humanidade. (Homem nômade).




    1. Etapa do Trabalho: Fator determinante para verdadeira revolução no desenvolvimento da humanidade. Os elementos da natureza passam a ser transformados através do trabalho. O trabalho passar a condicionar as formas de organização da sociedade. (Desenvolve mais quem produz mais).




    1. Etapa do Capital: Fator que prepondera sobre a natureza e o trabalho, tornando-se um dos fatores básicos da vida social.




    1. Etapa da Organização: A natureza, o trabalho e o capital se submetem a organização, que já existia desde os primórdios da evolução humana. Pois as organizações utilizam-se deles para alcançar os seus objetivos.




  • Fases que a sociedade passou dentro da etapa da organização:




  1. O Universalismo da Idade Média: Caracterizado pela predominância do ensino religioso.




  1. O liberalismo econômico e social: Caracterizado pelo abrandamento da influência estatal e pelo desenvolvimento do capitalismo (Séculos XVIII e XIX).




  1. O socialismo: Caracterizado pela obrigação do capitalismo a se enveredar pelo caminho do máximo desenvolvimento possível.




  1. A atualidade: Caracterizado por uma sociedade de organizações.




  • Razões Básicas que leva a organização a ser mais eficiente:




  1. As mudanças históricas ocorridas na sociedade permitiram um ambiente social mais compatível com as organizações.




  1. As teorias da administração desenvolveram técnicas de planejar, organizar, dirigir, coordenar e controlar, bem como um aumento de racionalismo das organizações.

A sociedade moderna atribui um elevado valor moral ao racionalismo, à eficiência e a competência. Combina o pessoal e os recursos, ao reunir líderes, especialistas, operários, máquinas e matérias-primas, ao mesmo tempo, avalia continuamente as suas realizações e procura ajustar-se, a fim de atingir os seus objetivos.



  • As Organizações:

Na visão estruturalista, o estudo da organização se concentra na sua estrutura interna e na interação com as outras organizações. As organizações são concebidas como unidades sociais intencionalmente construídas e reconstruídas, a fim de atingir objetivos específicos. Incluem-se nesse conceito as corporações, exércitos, escolas, hospitais, igrejas e as prisões; excluem-se as tribos, Classes, grupos étnicos, grupos de amigos de família. As organizações são caracterizadas por um conjunto de relações sociais estáveis e deliberadamente criadas, com a explicita intenção de alcançar objetivos ou propósitos.




  • O Homem e a mulher organizacional

Segundo a visão estruturalista, o homem e a mulher organizacional é quem desempenha papeis em diferentes organizações, ou seja, simultaneamente de varias organizações.


Personalidade Requerida ao homem e a mulher organizacional:


  1. Flexibilidade, em face das constantes mudanças que ocorrem na vida moderna, bem como nas diversidades dos papeis desempenhados nas diversas organizações.




  1. Tolerância às Frustrações, para evitar desgastes emocionais, decorrentes do conflito entre necessidades organizacionais e necessidades individuais, cuja mediação é feita através de normas racionais, escritas e exaustivas, que procuram envolver toda a organização.




  1. Capacidade de adiar as recompensas, poder compensar o trabalho rotineiro dentro da organização, em detrimento das preferências e vocações pessoais por outros tipos de atividade profissional.




  1. Permanente desejo de realização, para garantir a conformidade e cooperação com as normas que controlam e asseguram o acesso às posições de carreira dentro da organização, proporcionando recompensas e sanções sociais e materiais.


Análise das Organizações
O Estruturalista concilia a Teoria Clássica e a Teoria das Relações Humanas, baseando-se também na Teoria da Burocracia, que envolve:


  1. A Organização Formal e Informal




  1. As recompensas salariais e materiais, como as recompensas sociais e simbólicas.




  1. Todos os diferentes tipos de Organizações




  1. A análise intra-organizacional e a análise interorganizacional.



Organização Formal e Informal
Os Estruturalistas vêem a organização como uma unidade social grande e complexa, na qual estão integrados muitos grupos sociais. A Teoria das Relações Humanas focalizou as relações informais entre os trabalhadores e supervisores, descuidando-se das relações formais, ou da articulação destas com as relações informais.
Uma das contribuições da Teoria Estruturalista foi tentar relacionar as relações formais e informais dentro e fora da organização.

Os Estruturalistas não alteram os conceitos da organização formal e informal. A organização formal refere-se ao padrão de organização determinado pela administração: O esquema de divisão do trabalho e poder de controle, as regras e regulamentos, o controle de qualidade. A organização informal refere-se às relações sociais que se desenvolvem espontaneamente entre as pessoas, acima e além da formal.


Recompensas Materiais e Sociais
O significado das recompensas salariais e sociais e tudo o que se inclui nos símbolos de posição, como: tamanho da mesa ou do escritório, carros da companhia. É importante na vida de qualquer organização.
Para que as recompensas sociais e simbólicas sejam eficientes, quem as recebe deve estar identificado com a organização que as concede. Os símbolos e significados devem ser prezados e compartilhados pelos outros, como esposa, colegas, amigos, vizinhos, etc. Por essas razões, as recompensas sociais são menos eficientes com os funcionários de posição mais baixa do que com os de posição mais alta. Para os operários, por exemplo, um reconhecimento oficial pode tornar-se motivo de ridicularização pelos colegas. Embora as recompensas sociais sejam importantes, elas não diminuem a importância das recompensas materiais e salariais.

Os diferentes enfoques Materiais e Sociais.
Para os Estruturalistas, as organizações podem ser concebidas segundo duas diferentes concepções: Modelo Racional e modelo do Sistema Natural.


  1. Modelo Racional da organização: - Ênfase no Planejamento e Controle - Concebe a organização como um meio deliberado e racional de alcançar metas desconhecidas. Os objetivos organizacionais são explicitados (como maximizar os lucros), todos os aspectos e componentes da organização são deliberadamente escolhidos em função de sua contribuição ao objetivo e as estruturas organizacionais são deliberadamente cuidadas para atingir a mais alta eficiência, os recursos são adequados e alocados de acordo com um plano diretor, todas as ações são apropriadas e iniciadas por planos e seus resultados devem coincidir com os planos. O modelo racional de organização inclui a abordagem da Administração Científica.




  1. Modelo Natural de Organização: - Ênfase na Sobrevivência do SistemaConcebe a organização como um conjunto de partes independentes que, juntas, constituem um todo, ou seja, cada parte contribui com alguma coisa e recebe alguma coisa do todo, o qual por sua vez, é interdependente com um ambiente mais amplo. O modelo de Sistema Natural procura tornar tudo funcional e equilibrado, podendo ocorrer disfunções. A auto-regulação é o mecanismo fundamental que espontânea ou naturalmente governa as relações entre as partes e suas atividades, mantendo o sistema equilibrado e estável ante as perturbações oriundas do ambiente externo.

Quadro comparativo do Modelo Racional e o Modelo Natural




Modelo de Organização

Lógica Utilizada

Características

Abordagens Típicas



Racional




Sistema Fechado

  • *Visão focalizada apenas nas partes internas do sistema, com ênfase no planejamento e controle.

  • *Expectativa de certeza e de previsibilidade.



*Administração Científica de Taylor .
*Teoria Clássica de Fayol.
*Teoria da Burocracia de Weber.


Natural


Sistema Aberto

*Visão focalizada sobre o sistema e sua interdependência com o ambiente.
*Expectativa de Incerteza e imprevisibilidade.

*Modernas Teorias da Administração fundamentados na Teoria de Sistemas



Os Níveis de Organizações
As organizações se deparam com uma multiplicidade de problemas que são classificados e categorizados para que a responsabilidade por sua solução seja atribuída a diferentes níveis hierárquicos da organização, assim as organizações se desdobram em três níveis:




Nível Institucional



Diretores



Decisão



Gerentes e Chefes

Nível Gerencial




Planos




Operações

Supervisores e Executores

Nível Técnico



  1. vel Institucional: É o nível é o nível organizacional mais elevado, composto dos dirigentes ou de altos funcionários. É também denominado nível estratégico, pois é responsável pela definição dos principais objetivos e das estratégias da organização. É o nível que se relaciona com o ambiente externo da organização.



  1. Nível Gerencial: Cuida do relacionamento entre o nível Institucional e o nível Técnico, ou seja, é responsável pela transformação em planos e em programas para que o nível Técnico execute. Trata também do detalhamento dos problemas, da captação dos recursos necessários para aloca-los nas diversas partes da organização.



  1. Nível Técnico: É considerado o nível operacional, onde as tarefas são executadas, os programas são desenvolvidos e as técnicas aplicadas, é voltado para operações a curto prazo e segue os programas de rotina desenvolvidos no nível Gerencial.


As Diversidades de Organizações
A Administração não ficou restrita às fábricas, mas passou a ser estendida a todos os tipos possíveis de organizações. Alem disso, toda a Organização, a medida que cresce, torna-se complexa e passa a exigir uma adequada administração. As organizações complexas, por sua característica de tamanho, passaram a interessar aos estruturalistas.

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