Ciclos econômicos do brasil



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CICLOS ECONÔMICOS DO BRASIL

O Ciclo Econômico do Pau-brasil no Brasil Colônia - início da colonização do Brasil pelos portugueses.

O ciclo econômico do pau-brasil começa com o descobrimento oficial do Brasil em 1.500. Com a expedição de Gaspar de Lemos em 1501, os portugueses descobrem que a costa brasileira (mata atlântica) está repleta de pau-brasil.

O pau-brasil é uma árvore da família Caesalpiniaceae também conhecida como ibirapitanga, pau-rosado, brasileto, entre outros. A madeira é dura, compacta e pesada. Muito resistente, a madeira do pau-brasil é utilizada para a confecção de arcos para violinos. Os portugueses extraiam um corante avermelhado para tingir tecidos e fabricar tinta para escrever. Sua madeira era utilizada para a indústria naval.


Os índios já utilizavam o pau-brasil para a produção de arcos e flechas. Extraiam o corante de seu cerne utilizado em suas pinturas. As técnicas indígenas foram aprimoradas pelos portugueses que lhes deram inúmeras outras utilidades.


O pau-brasil foi o primeiro produto a ser explorado das terras brasileiras pelos portugueses. No período pré-colonial foi o produto que mais interessava à Coroa portuguesa das terras do Brasil. A exploração desta árvore gerou riqueza ao governo português. Seu nome originou o nome do nosso país: Brasil.


Milhões de árvores de pau-brasil foram extraídas das matas do Brasil, quase exterminando esta valiosa árvore. Esta planta ocorre nos terrenos mais secos, em meio à florestas primárias densas. Muito utilizada para paisagismo.


Com o objetivo da ocupação definitiva da colônia brasileira o território brasileiro até a linha imaginária do Tratado de Tordesílias foi dividido em Capitanias Hereditárias que oportunizou a vinda dos primeiros colonos portugueses, começando um novo ciclo econômico no Brasil, a cana-de-açúcar. (1530-1710).


Ciclo Econômico da Cana-de-Açucar no Brasil - Brasil Colônia de Portugal

O ciclo econômico da cana-de-açúcar começa quando acaba o ciclo do pau-brasil e com a divisão do território da colônia do Brasil até a linha imaginária do Tratado de Tordesílhas em Capitanias Hereditárias.

Em 1502 chega ao Brasil, Américo Vespúcio trazendo da Ilha da Madeira, as primeiras plantas de cana de açúcar.

A cana-de-açúcar era o produto que dava lucro à Coroa além de colaborar na concretização de colonização da colônia portuguesa do Brasil. Negros africanos (escravos) e indígenas era a mão de obra utilizada na produção e industrialização da cana-de-açúcar. Mas o preço dos escravos africanos era alto. Os portugueses possuiam poucos recursos para a implantação da cultura da cana-de-açúcar no Brasil. Precisavam comprar escravos, preparar a terra, fazer o plantio e colheita, instalar os engenhos para a fabricação do açúcar, transportar e distribuir o produto na Europa.


Não tendo recursos, a solução encontrada foi aliar-se aos holandeses que financiaram a implantação do cultivo e transformação da cana-de-açúcar no Brasil. Em troca, os holandeses ficaram com a comercialização do produto na Europa.


Com o propósito português da produção de riquezas o dever na Colônia era produzir o máximo pelo menor custo possível. Nas sesmarias, que eram grandes quantidades de terras (latifúndios) distribuídas pelos donatários e governadores-gerais aos colonos, é que se desenvolveu o processo da cana-de-açúcar. Surgiram os grandes engenhos baseados na monocultura da cana-de-açúcar com a mão de obra escrava. Outros produtos (milho, feijão, mandioca,...) só eram produzidos para subsistência dos moradores da sesmaria.


O nordeste, por possuir o solo (argiloso) de fácil adaptação da cana-de-açúcar transformou-se no pólo açucareiro do Brasil. O Pernambuco e a Bahia eram as maiores capitanias produtoras de açúcar.


Engenho era o nome dado à grande propriedade latifundiária que explorava a produção de açúcar, formada pelas plantações, a casa-grande, a capela, a senzala e a própria fábrica do açúcar (engenho). Eram desmatadas imensas áreas para o plantio da cana-de-açúcar.


Na casa-grande funcionava a administração do engenho. Nela também residia o proprietário e sua família.


A capela ficava próxima à casa-grande. Era o local das orações dos habitantes do engenho.

Na senzala moravam os escravos. Era um grande galpão que alojava os escravos. Alguns engenhos maiores, possuiam centenas de escravos hospedando-se miseravelmente nestes galpões.

Na fábrica do açúcar (engenho) trabalhavam parte dos escravos na moenda, na casa das caldeiras e na casa de purgar.


A moenda era utilizada para moer (esmagar) a cana e extrair o caldo.


Na casa das caldeiras, o caldo era fervido em grandes tachos até engrossar.


E na casa de purgar o melaço da cana era colocado em fôrmas de barro para secagem até endurecer. Era a rapadura de hoje. Estes blocos (rapaduras) de açúcar eram enviados a Portugal. De lá seguiam para a Holanda onde recebiam o refinamento. E assim os holandeses faziam a sua parte no acordo que era a comercialiazação do açúcar na Europa.


A sociedade do açúcar na colonização do Brasil pelos portugueses era formada pelos colonos brancos, os escravos e os homens livres.

A sociedade da era colonial era definida pelos colonos brancos, donos de engenhos que moravam nas casas-grandes, os escravos que se abrigavam na senzala e os homens livre que executavam serviços diversos.

Os donos de engenhos participavam das decisões das Câmaras Municipais que administravam os municípios (vilas e cidades).

O senhor do engenho tinha o poder absoluto, superior. As mulheres eram subordinadas ao chefe da família patriarcal.

Os escravos eram tratados como mercadorias. Eram as "mãos e os pés" do senhor de engenho, isto é, faziam todos os serviços braçais do engenho. Trabalhavam forçadamente, às vezes castigados fisicamente pelo feitor que era o responsável de fazê-los trabalhar o máximo possível. Os que possuiam uma admiração maior, trabalhavam em trabalhos caseiros (cozinheiras, amas de crianças, moleques de recados,...)

Homens livres eram os senhores de terras sem engenho que vendiam a cana aos donos de engenhos, os ferreiros, carpinteiros, capatazes, feitores, padres, artesãos, funcionários públicos e moradores das vilas e cidades.

Auge da Cana de Açucar no Brasil - Brasil Colônia - Maior produtor de açúcar do mundo

O Brasil se tornara o maior produtor de açúcar do mundo, enriquecendo os senhores de engenhos e comerciantes de açúcar, e gerando muitos impostos para Portugal e Holanda. Este bom período na produção de açúcar se estendeu até o início do século XVII. Os donos de engenhos nordestinos traziam da Europa, roupas, louças, decorações e muito alimentos para abastecimento de suas famílias.

Outros cultivos também eram efetuados mas seus objetivos era o de subsistência.

Os holandeses invadem o Brasil no final da primeira metade do século XVII apropriando-se das técnicas de producão do açúcar. Foram expulsos em 1654, mas se tornaram concorrentes dos nordestinos, produzindo cana-de-açúcar nas colônias holandesas das Antilhas. Assim o ciclo econômico do açúcar enfraquece levando o Brasil a uma série crise.

O Ciclo da Mineração no Brasil, a corrida ao ouro e os bandeirantes na colonização do Brasil pelos portugueses.

As expedições bandeirantes ocasionaram uma nova etapa econômica do Brasil: o ciclo econômico da mineração.

Coincidentemente, houve a crise econômica da cana-de-açúcar com a descoberta das minas. A mineração passou a ser a principal atividade econômica da Colônia. Muitos imigrantes portugueses vieram em busca do enriquecimento rápido.

O ciclo da mineração transformou a sociedade brasileira da era colonial, sendo o último ciclo econômico do Brasil colonial.

A transformação da economia no ciclo da mineração no Brasil na época do Brasil Colônia.

O ciclo econômico da mineração ocasionou um grande aumento populacional passando dos 300.000 habitantes em 1700 para 3.300.000 no início do século XIX.

Inicialmente o ciclo da mineração se instalou em Minas Gerais, extendo-se posteriormente a Goiás e Mato Grosso. Nestas regiões houve a fundação de vilas e cidades para abrigar o povo que trabalhava nas minas de ouro.

Um novo eixo econômico se desenvolve no Brasil: o Centro-Sul, destacando-se Minas Gerais.

Por causa do deslocamento econômico do nordeste para o sudeste no ano de 1763 a Corôa portuguesa transferiu a capital do Brasil de Salvador para Rio de Janeiro.

Foram construídas estradas que ligassem ao porto do Rio de Janeiro ocasionando intenso comércio na região das minas. A riqueza obtida com o ouro e o aumento populacional provocou o crescimento do mercado consumidor. Houve aumento da produção interna de gado e alimentos. As importações de manufaturados também são estimuladas.

As mercadorias eram transportadas por tropas de mulas, principal meio de transporte do período colonial, provocando uma integração nacional e desenvolvendo o mercado interno.

O ciclo econômico da mineração transformou socialmente e culturalmente a sociedade brasileira. Com o surgimento das cidades, apareceram os comerciantes, os artesãos, os intelectuais, os padres, os funcionários públicos e outros profissionais liberais.

Neste ciclo da mineração, diferentemente do ciclo da cana-de-açúcar, a riqueza não ficou concentrada na mão de um único grupo social. Surgiu a classe média, através da população livre e produtiva que também conquistou riquezas.

Os escravos também ganharam importância, e muitos deles conquistaram junto a seus senhores o direito à liberdade devido ao êxito das minerações. Eram os chamados negros alforriados ou forros. Alguns compravam sua liberdade. Outros fugiam formando novos quilombos. Mas a grande maioria continuou como escravos nas minas.

A riqueza com as minerações incentivou as atividades culturais da região. Os filhos de colonos ricos estudavam na Europa, trazendo ao Brasil os ideais progressistas. O Brasil passa a conhecer os poetas Cláudio Manoel da Costa, Tomás Antônio Gonzaga, Inácio Alvarenga Peixoto,...

A arquitetura e artes plásticas ganham destaque. Surge o famoso "Aleijadinho"(Antônio Francisco Lisboa) construindo suas obras de pedra-sabão ou madeira nas cidades da região de Minas Gerais.

O governo português no ciclo da mineração no Brasil - Época da colonização do Brasil pelos portugueses.

Em 1702, o governo português criou a Intendência de Minas para controlar a exploração da mineração.

A Intendência distribuia os lotes, chamados de datas, que seriam explorados, cobrando dos mineradores os impostos sobre o ouro encontrado nesta "data".

O tamanho das datas dependiam do número de escravos que os mineradores possuíam. 1/5 do ouro encontrado deveria ser entregue à Intendência. Era chamado de importo do "quinto".

Começou o contrabando de ouro para livrar-se do "quinto". Para poder controlar a produção, a Intendência proibiu a circulação de ouro em pó ou em pepitas, criando as casas de fundição em 1720. Todo o ouro encontrado passava pelas casas de fundição onde era extraído o quinto devido à Coroa.

Diamantina

Em 1729, com a descoberta de diamantes em Arraial do Tijuco, atual Diamantina, não podendo controlar a produção dos mineiros, Portugal expulsou-os das minas arrendando a exploração aos contratadores (empresários). Em 1771 o próprio governo explorava os diamantes.

A partir de 1750 o governo estabeleceu uma nova maneira de controlar a extração do ouro. Obrigatoriamente cada colono teria que pagar cem arrobas (1.500 kg) por ano. E o governo português, para garantir a arrecadação, declarou a derrama. Se o colono não alcançasse as 100 arrobas, soldados portugueses invadiam suas casas recolhendo objetos até completar o valor estipulado e devido à metrópole.

O Declínio da Mineração - Ciclo da Mineração no Brasil - Brasil Colônia

No final do século XVIII começa a decadência do ciclo econômico da mineração devido ao esgotamento das jazidas e ao uso de equipamentos rudimentares sem condições de escavações mais profundas no subsolo.



No ano de 1754 houve a maior produção de ouro. A partir deste ano, gradativamente o ouro encontrado diminui. A pressão de Portugal sobre os exploradores de ouro aumenta. A derrama acentuada, com confiscos de bens e assassinatos, revolta os colonos brasileiros. Acontece a Inconfidência mineira que foi a mais importante revolta do período colonial.

A mineração brasileira mandou toneladas de ouro para Portugal. Mas como Portugal vivia sob o domínio econômico da Inglaterra, grande parte do ouro brasileiro acabou nas mãos de banqueiros e industriais ingleses. Devido à luta contra a Espanha, Portugal teve apoio dos ingleses que em contrapartida exportaram para Portugal toda a produção inglesa. Único produto de Portugal que entrava na Inglaterra eram os vinhos. O déficit comercial altíssimo, Portugal pagava com ouro e diamantes arrecadados no Brasil.
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