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)-Cadernos de Cultura Tradicional (Etnografia e Folclore)



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1)-Cadernos de Cultura Tradicional (Etnografia e Folclore)

Lino Mendes

2)-Montargil-Gente de Antigamente

Lino Mendes


Temos dado prioridade a outras iniciativas, mas chegou a altura de avançar para a publicação destas obras o que estará só dependente do apoio necessário.

Eis o ponto da situação:

1)-Os Cadernos constam de vinte crónicas sobre a temática folclore/ cultura tradicional. Um dos textos— Descobrir o Folclore—tem também como co-autores o Professor Aurélio Lopes, a escritora Rita Vilela e o Professor Mota Figueira, e é considerado de excelência pelos especialistas da matéria, tendo sido escrito propositadamente para os alunos do Básico da EBI de Montargil. No seu conjunto tem matéria suficiente para quem desejar iniciar ou reciclar um grupo de folclore.

Será publicado pela Chiado Editora, e a 1ª edição será de 500 volumes, a distribuir em Portugal e no Brasil, constando do contrato que no caso de se atingir a venda de 3000 volumes, o que não me parece viável dado conteúdo específico da obra, o contrato determina a tradução para espanhol (castelhano) respetiva edição e distribuição em Espanha, como também a tradução paras inglês e a edição e distribuição em Inglaterra, Irlanda e E.U.A..

Mas porque mais do que comercial se trata de um projeto cultural, vamos apostar na expansão às comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, já que as associações locais ali encontrarão, e não sou eu que o digo, um instrumento de trabalho até agora inexistente.

2) Gentes de antigamente, é o fruto de 35 anos de pesquisa. O resultado satisfaz-me, naturalmente consciente de que haverá omissões e mesmo lapsos. Em folclore o “absoluto “não existe, e se em 1975 o maestro Lopes Graça me diz que está tudo perdido pois só cantam letras revolucionárias (eu iniciara as pesquisas em 1970) a verdade é que assim não era, foi possível reunir extenso material, que não sendo o puro e o genuíno (pretende-lo é utópico), é no entanto o mais representativo possível.
Podemos dizer que o trabalho se divide em duas partes, o “identitário “e o “pós identitário” que no seu conjunto se complementam na História. As festividades, o lazer, o cancioneiro, algumas conversas, almanaque mensal do lúdico e do trabalho, o associativismo, o pêssego como facto económico, o teatro e o cinema, são entre outros, temas que se desdobram em sectores específicos Mas o problema é quando a editora me pede que reduza o material a menos de metade.

Como vou fazer?

Valeu-me a amizade do Professor Aurélio Lopes que na sua recente deslocação a Montargil, ao ter conhecimento da situação, se disponibilizou para fazer a respetiva planificação.
E uma certeza, a de que poucas comunidades terão conseguido, a tempo, salvar o que havia para salvar.

GENTE NOSSA

Nem tudo é mau no tempo que passa

Chegou hoje no correio. Gostei. E a dedicatória…adorei. Mas toma nota que não foste só tu a aprender comigo. Foi uma partilha. E registei, concordo, que nada acontece por acaso.

E podes crer, que este livro é para mim…mais do que palavras!

Agora, e no longo e promissor futuro que tens à tua frente

SÊ FORTE
Acredita, não duvides.

Persevera, não desistas.

Luta, não pares.

Não fiques de braços cruzados.


Continua a tua caminhada.

Mesmo diante das lutas e

contrariedades.

Mesmo com os pés feridos.


Não olhes atrás.

Ergue a tua cabeça.

Prossegue a tua marcha

Rumo ao que desejas

E ao que te propuseste.
Bonito. Vou seguir o teu conselho, Isabel, e deixo-o a quem me ler.

Para ti também um grande beijinho de sincera Amizade.



FOLCLORE?! O QUE É ISSO?

Dramatização de um conto de Rita Vilela

pelo Grupo Infantil de Teatro de Montargil
DESCOBRIR O FOLCLORE é um trabalho de equipa (Aurélio Lopes, Lino Mendes, Luís Mota Figueira e Rita Vilela),que enviado a dezenas de especialistas e estudiosos mereceu honrosas adjetivações (lição de folclore,de excelência,espectacular, muito bem escrito e até de Espanha nos veio um “continuem“,para o saudoso Mário Nunes nos dizer e aqui está, isento de termos académicos, o trabalho ideal para quem se queira iniciar).

Mas haveria mais ainda, digamos que a magia da escritora de eleição que é Rita Vilela, que aceitou o meu desafio de escrever um conto sobre a temática, assim nascendo o texto FOLCLORE, O QUE É ISSO? Digamos que um bonito texto, passado em Montargil, com crianças de Montargil.

E porque aqui a inovação é um constante, Mais cedo do que o esperado nasce o “Grupo Infantil de Teatro” ( a que eles chamam o “teatro do rancho”) e que no dia 22 de Março e integrando a FESTA DAS ESCOLAS DE FOLCLORE estreia uma dramatização do referido conto.

Naturalmente e não só, esta pequenina peça está disponível para as deslocações que as “escolas” fizerem.

Entretanto e para já, o nosso obrigado ao Manuel Zé, nosso encenador do MENSAGEM, que não obstante a estreia de uma nova peça e ir de novo trabalhar com o Teatro da Terra e a Maria João Luís, arranjou tempo para mais esta iniciativa.

…………………………………………………………………………………………


Acção Interpretativa de Etnografia e Folclore(Cultura Tradicional)

Quando me iniciei nos caminhos do folclore, era proibido falar em espetáculo, pois que “demonstração” era o que competia a um grupo fazer. Mas cedo nos apercebemos que o espetáculo era fundamental como atrativo, e o abrir de portas que muitos não souberam ou não quiseram ver.

Um espetáculo de folclore, que respeite os valores identitários e representatividade possível é de agrado certo, mas só por si, temos que o reconhecer, não chega para legar aos vindouros tudo aquilo a que Jorge Dias e outros investigadores se referem.

Temos então o que poderemos chamar de “ação interpretativa“ que as novas tecnologias podem registar. O bailarico, a apanha da azeitona, a matança do porco, a taberna, e tando mais, que isso sim, é o registo das vivências do antigamente.

São representações que de quando em vez se podem mostrar às novas gerações, são quadros etnopedagógicos, frutos de uma “reconstituição” e não de uma “encenação“ no seu sentido lato, que devem ser mobília da Escola. Certo que a maneira de apresentar se irá baseando na inovação, mas os conteúdos deverão ser intocáveis.

Há depois a apresentação, sendo necessário dizer muito falando pouco. E o interesse que existe para quem assis

te, não engloba os CDs publicados e viagens ao estrangeiro, que não são sinónimo de qualidade, mas sim a realidade etnográfica ali presente.

Vejamos uma “ação interpretativa”, um “balho em Montargil” um dos chamados “balhos do trabalho” quando o pessoal ia à semana ou à quinzena. Dois balhos por semana não falhavam.

Nesse dia, até tiravam uma empreitada, para dormir a sesta antes do baile (as refeições, e como dizia uma quadra das “saias” :

O almoço quere-se às nove

e o jantar ao meio-dia.

a merenda às quatro e meia

e a ceia ao fim do dia
Entretanto, se não havia ainda tocador – que podia até não aparecer-- nunca por isso uma bailarada se deixou de fazer, “cantava-se”. Se estavam mais raparigas do que rapazes, as raparigas sempre bailaram umas com as outras, se eram mais os rapazes havia o “bota cá dispensa” que nem sempre terminava bem. Então, é que era bonito, diziam-me as irmãs Margarida e Ramira Godinho, hoje já no Lar sem disto se lembrarem. Uma começava a cantar as “saias” de uma ponta (ao mesmo tempo que andava no terreiro), logo alguém respondia de outro lado, e assim ia sucedendo.

Quanto ao tocador e se havia, ou era um tocador de realejo ou de harmónio, e como havia só um instrumento (especialmente se harmónio) se outros tocadores estavam presentes iam-se revezando.

Outra coisa bonita, contava-me o ti António Carqueja, era quando se bailava uma moda a dois passos, e uns o faziam rasteiro, outros pulado e outros escufinhado. Nestes bailes, se dentro de casa, vendia-se aguardente e café, e por vezes bailava-se uma valsa a prémio.

Ora, isto é uma “ação interpretativa de etnografia e folclore”



De Toronto, mais um prémio Excelência de jornalismo.

Não vive em mim o sentimento da vaidade, mas certamente seria hipocrisia dizer que não sinto alegria e satisfação quando vejo a minha atividade reconhecida pela sua qualidade. Aliás, outro comportamento não seria normal. Com agora aconteceu pelo quarto ano consecutivo, em que o jornal SOL PORTUGUÊS de Toronto, no Canadá, me incluiu entre os colaboradoras que galardoou com Prémio “Excelência”.
Quero entretanto dizer que este Prémio como outros que venho recebendo durante as décadas de atividade, e de que naturalmente muito me orgulho, não significam para mim qualquer sinal de superioridade em relação a outros que tantas vezes por razões que a razão desconhece não veem reconhecidos os seus méritos.

Como desde sempre, sou o que sou, tenho um enorme prazer em aprender, o que me acontece todos os dias mesmo com os que sabem menos do que eu, não me considero superior nem inferior seja de quem for. Quando algo partilho não o faço como o mestre que gostava de ser mas como companheiro que se sente feliz por transmitir o que sabe.



Seria naturalmente absurdo negar o valor que um prémio sempre tem, mas não podemos ignorar que no fundo refletem a “visão” de quem os atribui, e tantas vezes quando de expressão maior, a respetiva vigência política.
De qualquer modo, obrigado Toronto!...E nada disto seria possível sem o GRUPO DE PROMOÇÃO e todos os que comigo partilham o seu dia a dia.

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