Bendito destino novela de Patrick Marques


CENA 36. QUARTO THIAGO. INTERIOR. NOITE



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CENA 36. QUARTO THIAGO. INTERIOR. NOITE.

Bruna está deitada ao lado de Thiago, acordada. Pensativa. Thiago acorda.

THIAGO — Ô amor, não dormiu?

BRUNA — Não consigo. Tô numa paz de espirito. Mas... sei lá, angustiada com a Manu. Sozinha naquela casa.

THIAGO — A Manu não é boba. Deve ter se trancado no quarto dela. A Laura nem deve saber que a Manu está sozinha em casa. Não encafifa com isso, amor.

BRUNA — É. Tem razão! Ela está bem.

THIAGO — E tu, está bem?

BRUNA — Bem, não! Tô ótima! E vou ficar bem melhor...

Bruna e Thiago se beijam. E Thiago já cai por cima.

Corta para:



CENA 37. QUARTO PEDRO. INTERIOR. NOITE.

Pedro está dormindo, tranquilo. Tocar o celular, ao lado. Ele acorda, pega o celular, atende sem ver quem é.

PEDRO — (cel./sonolento) Alô...

GLENDA — (cel./off) Alô, Pedro...?

PEDRO — (cel.) Quem tá falando?

Alternar com:



CENA 38. TERRAÇO DO PRÉDIO. EXTERIOR. NOITE.

CAM focar apenas boca de Glenda.

GLENDA — (cel./voz chorosa) Sou eu, a pessoa que mais te ama nesse mundo.

Alternar com:



CENA 39. QUARTO PEDRO. INTERIOR. NOITE.

Pedro olha para o relógio. Marcando 01:03 da manhã.

PEDRO — (cel.) Glenda... sabe que horas são agora?

GLENDA — (cel./off) Não se preocupe, meu bem. Depois dessa nossa conversa, eu nunca mais vou te incomodar. Tu nunca mais vai me ver, muito menos ouvir a minha voz.

PEDRO — (cel.) Que papo é esse, Glenda?

Alternar com:



CENA 40. TERRAÇO PRÉDIO. EXTERIOR. NOITE.

Continua focado apenas na boca dela.

GLENDA — (cel.) Eu decidi, amor... que sem você... não fale mais a pena viver.

Alternar rapidamente com:

(ATENÇÃO: sequencias das cenas com fundo musical muito tenso!)

CENA 41. QUARTO PEDRO. INTERIOR. NOITE.

Pedro dá um pulo da cama.

PEDRO — (cel.) Glenda! Aonde você tá?

Alternar com:



CENA 42. TERRAÇO PRÉDIO. EXTERIOR. NOITE.

Enquanto ela falar: CAM que está no rosto dela, abre e dá um giro revelando que ela está na beira do prédio (onde ela mora), pronta para se jogar.

GLENDA — (cel.) Não importa, meu amor. Não se preocupe comigo. Eu tenho certeza de que onde eu vou estar vai ser melhor do que estar aqui, sem tua companhia...

Alternar com:



CENA 43. QUARTO PEDRO. INTERIOR. NOITE.

Pedro se vestindo rapidamente.

PEDRO — (cel./nervoso) Glenda, fala logo! Onde você está? Eu quero saber!

GLENDA — (cel.) Na nossa casa, meu amor. Na nossa casa...

PEDRO — (cel./saindo do quarto) Glenda, por favor! Não faz nada... eu estou indo praí! E espera!

Corta para:



CENA 44. CORREDOR. INTERIOR. NOITE.

Pedro sai do seu AP, corre para o elevador, aperta o botão do elevador continuamente, nervoso. Ainda está com Glenda na linha.

PEDRO — (cel.) Não desliga! Conversa comigo, Glenda! (o elevador mal dá sinal) Droga!

Pedro vai pelas escadas.

Corta para;

CENA 45. ESCADARIA. INTERIOR. NOITE.

Pedro desce as escadas com Glenda no telefone.

PEDRO — (cel.) Eu estou indo para aí, a gente conversa.

GLENDA — (cel./off) Não, meu amor. Não precisamos conversar mais, eu sei que tu não me ama. E meu único jeito é esse...

PEDRO — (cel.) Não! Não faz nada, até o chegar! Vamos conversar! Vamos se entender, eu prometo!

Corta para:



CENA 46. GARAGEM. INTERIOR. NOITE.

Pedro entrando dentro do carro.

PEDRO — (cel.) Espera eu chegar, Glenda! Vamos resolver!

Alternar com:



CENA 47. TERRAÇO PRÉDIO. EXTERIOR. NOITE.

GLENDA — não temos mais nada para resolver, querido. Já me decidi. Ninguém mais vai precisar se preocupar comigo. Eu liguei mesmo, porque a ultima coisa que eu queria ouvir antes de partir, era a tua voz.

Corta para:

CENA 48. RUAS. CARRO PEDRO. EXTERIOR. NOITE.

Pedro está dirigindo.

PEDRO — (cel./tenso) Não! Não! Me espera! Se você ainda me ama, me espera!

Alternar com TERRAÇO PRÉDIO. EXT. NOITE.:

GLENDA — (cel./off) Eu te amo! Sempre vou amar! Mas não vou te esperar... eu não quero mais incomodar ninguém. Eu te amo mais que tudo na vida, Pedro! Adeus!

PEDRO — (cel.) Não! Não! Glenda! Me ouve... eu também te amo, Glenda! (Glenda desliga o telefone) Droga!

Pedro acelera o carro.

Corta para:

CENA 49. FRENTE DO PRÉDIO. EXTERIOR. NOITE.

Pedro estaciona o carro, desce correndo. Entra no prédio.

Corta para:

CENA 50. APART GLENDA E PEDRO. SALA. INT. NOITE.

Pedro entra no apartamento, apavorado. A procura de Glenda.

PEDRO — Glenda! Glenda!

Corta para:



CENA 51. APART GLENDA E PEDRO. QUARTO. INT. NOITE.

Pedro entrar, nada! Entra no banheiro, nada. Pega o celular, e disca alguns números.

Corta para:

CENA 52. TERRAÇO PRÉDIO. EXTERIOR. NOITE.

Glenda está chorando, olhos fechados. Tocar o celular, ao lado. Ela não dá bola.

Corta para:

CENA 52. APART GLENDA E PEDRO. SALA. INTERIOR. NOITE.

Pedro está nervosíssimo. Não sabe o que faz. Pega o celular.

PEDRO — (cel.) Alô, seu Antero! Por favor... eu sei, é tarde. Aconteceu uma coisa, sim! É a Glenda...

Corta para:



CENA 53. CASA SCHNEIDER. QUARTO CASAL. INTERIOR. NOITE.

Antero colocando os sapatos, nervoso. Cybele está a sua frente querendo saber.

CYBELE — O que o Pedro disse para ti sair desse jeito?

ANTERO — Calma, tá legal? É com a Glenda. O Pedro está procurando por ela, ele acha que ela... está prestes a...

CYBELE — A..? A o quê, Antero? Não hesita! Olha, não importa o que tu diga, eu vou contigo!

ANTERO — Cybele, eu acho melhor tu...

CYBELE — (corta) Eu sei o que melhor. É minha filha. Eu vou!

Corta para:



CENA 54. TERRAÇO PRÉDIO. EXTERIOR. NOITE.

Pé de Glenda na beirada. Climão tenso, como nas cenas anteriores. Está nervosíssima, o seu celular toca.

Corte contínuo para:

CENA 55. APART EVA E ANTOINE. QUARTO CASAL. INT. NOITE.

Eva e Antoine estão dormindo. Eva acorda com um barulho do bem baixinho do celular de Glenda. Eva, levanta-se. Sai do quarto.

Corte contínuo para:

CENA 56. APART EVA E ANTOINE. SALA. INT. NOITE.

Eva vem dos quartos, e estranha o barulho do celular.

EVA — (cismada) O Tonico está no quarto dormindo. Esse barulho é de onde então?

Sai para o seu terraço.

Corta para:

CENA 57. APART EVA E ANTOINE. TERRAÇO. EXT. NOITE.

Eva passando pela piscina, ouvindo o barulho, estranhando. Chega até o muro.

Corta para:

CENA 58. TERRAÇO PRÉDIO. EXT. NOITE.

Glenda está tomando coragem para pular, Eva aparece em cima do muro de sua casa, vê Glenda ali concentrada.

EVA — Eu espero que tu não estejas preste a fazer o que eu estou achando que tu vais fazer!

Glenda olha para trás, vê Eva. Close em Glenda. Tenso.

Corte para:

2º INTERVALO COMERCIAL



CENA 59. TERRAÇO PRÉDIO. EXT. NOITE.

Continuação da cena anterior. Eva e Glenda.

EVA — O que tu pensas que estás fazendo?

GLENDA — (t) Acabando com muitos problemas.

EVA — Assim, num pulo?

GLENDA — Isso. Fácil assim.

EVA — Olha, querida. Eu confesso que muitas vezes na minha vida, eu pensei em fazer a mesma coisa que tu estás prestes a fazer. Mas aí, penso nas consequências, e vejo que seria bem pior. Para quem vive comigo, e pra eu mesma. Eu não vou dizer para ti não pular, nem tenho o direito de dizer o que tu deve ou não fazer. Até teria, porque tu estás na minha propriedade, mas não vou fazer isso, até mesmo porque tu não deve estar tento um bom dia. Eu vou dormir, espero que tu não estragues a tua vida. Se possível... tenha uma boa noite.

Eva sai. Glenda pensativa.

Corta para:

CENA 60. PORTARIA. INTERIOR. NOITE.

Antero e Cybele se encontraram com Pedro. Plano de fundo o porteiro está ao interfone.

PEDRO — Nada dela, eu não sei onde procurar!

ANTERO — Falamos com o porteiro, ele disse que não viu ela sair.

CYBELE — Mas o que está acontecendo com a minha filha? (agressiva) Porque ela te diria aquelas coisas, Pedro? O que foi que tu fez pra ela?

PEDRO — Calma, dona Cybele! Eu não fiz nada! A sua filha é obcecada por mim, eu apenas não aguentava mais!

PORTEIRO — Gente, era dona Eva Kausk!

CYBELE — A artista plástica? Ela mora aqui?

PEDRO — Mora, no terraço! O que ela queria?

PORTEIRO — Ela disse que tem uma mulher lá encima querendo se jogar!

Corta para:

CENA 61. TERRAÇO PRÉDIO. EXTERIOR. NOITE.

Glenda está do mesmo jeito desde a última cena. Pedro, Antero e Cybele aparecem atrás dela.

PEDRO — Glenda!

Glenda olha para trás e os vê. Cybele já está chorando.

CYBELE — Filha, porque cê fazendo isso, minha filha?

PEDRO — Glenda...

GLENDA — (sorri) Gente... Pedro... eu perdi o sentido de viver.

CYBELE — Que isso? Não fale isso, minha filha!

ANTERO — deixa disso, Glenda! Vem. Desce daí. Vem. Desce!

GLENDA — Não!

PEDRO — (preocupado) Cuidado!! Você vai acabar caindo!

GLENDA — Pedro! Será que tu não entende? Será que tu nunca vai entender que sem o teu amor, eu não sou capaz de viver... eu não posso, não consigo.

CYBELE — Glenda, e a sua família, meu amor...? tua família que te ama tanto...?

GLENDA — Não era para vocês estarem aqui, não era pra gente estar tendo essa conversa. Não queria que fosse assim.

ANTERO — (firme) Chega, Glenda. Vem com o teu pai, vem. Vamos lá pra casa, eu quero/

GLENDA — (corta) Não, pai! Não posso! Eu não consigo mais... eu preciso do Pedro, se eu não tiver ele... sem ele ao meu lado, eu não sou capaz de fazer nada... a partir do momento que disse que não me ama mais, uma parte de mim morreu, Pedro... (chorar)

PEDRO — Glenda. Eu nunca disse que não te amo. Eu só queria dar um tempo. Ok? Eu te amo! Eu quero estar com você! Eu nunca deixei de te amar, meu amor! Vem! Desce daí! Sou eu, o teu amor que está te pedindo. Desce. Vamos... vamos recuperar o tempo perdido.

GLENDA — Tu... tu ainda me ama?

PEDRO — Amo. Nunca deixei de te amar.

Glenda chorar.

CYBELE — (off) Vem filha, desce...

Glenda olha para baixo, olha para Pedro que estendeu os braços.

GLENDA — (tempo) Prova. Prova que me ama. Vem aqui. Me beija. Me beija, meu amor. Eu quero que tu me beije.

Pedro se aproxima dela, cuidadoso. Pega ela calmamente, Glenda desce e abraça Pedro dando-lhe um beijo. Cybele também abraça os dois, Antero se comove.

GLENDA — Meu amor! Eu sabia... eu sabia que tu ia voltar pra mim, Pedro. Eu rezei tanto pra isso...

PEDRO — Tudo bem... tudo bem...

GLENDA — Vamos para casa, vamos juntos para nossa casa...

Fim da tensão. Antero respira aliviado. Aparece Eva observando-os.

Corta para:

CENA 62. APART GLENDA E PEDRO. SALA. INTERIOR. NOITE.

Antero está ao interfone. Cybele sentada no sofá.

ANTERO — (interfone) Não, agora já está tudo bem. Conseguimos tirar ela de lá. Não precisa chamar. Obrigado, obrigado.

CYBELE — (pasmada) Como ela foi chegar nesse estado? Chegar ao ponto de fazer uma coisa dessas.

ANTERO — A gente sempre soube que ela era fascinada no Pedro, só não imaginávamos que pudesse ser tanto assim. É melhor, mesmo, que ele durma com ela.

CYBELE — O que esse homem tem, meu Deus do céu, pra deixar essa guria louca por ele assim?

ANTERO — (off) deve ser algum tipo de doença. Ele para ela pode ser tudo, como pode ser nada.

Já havia cortado:



CENA 63. APART GLENDA E PEDRO. QUARTO. INT. DIA.

A fala de Antero sobreposta em: Pedro deitado na cama com Glenda, ela está com um sorriso esboçado no rosto, abraçada nele. Ele está acordado, pensativo.

Corta para:

CENA 64. CASA PICCOLI. QUARTO CASAL. INT. NOITE.

Odair está no tablete, deitado na cama. Glória está deitada ao seu lado.

GLÓRIA — Odair...

ODAIR — Que é?

GLÓRIA — Larga isso.

ODAIR — Eu estou dando uma olhada nas ações de...

GLÓRIA — (corta) não quero saber, Odair... eu quero saber de ti. Eu estou precisando que tu...

ODAIR — (corta) Não, não, não, não... para, para, para... tô cansando. Não vou conseguir.

GLÓRIA — Ai, que homem estressado, meu Deus.

ODAIR — Não, não é estressado. Me entende. Trabalho noite e dia, quero um pouco de descanso. E...

GLÓRIA — (corta chateada) Tá, tudo bem. Não precisa falar mais, tá bom?! Chega. Vamos dormir de bundinha. Ok?! Cada um prum lado. Continua aí com teus negócios.

Corta para:



CENA 65. APART WANESSA. COZINHA. INT. NOITE.

Laura está atacando a geladeira. Tudo escuro. Wanessa acende a luz.

WANESSA — Além de sequestradora, assassina e estelionatária tu é assaltante também?

LAURA — (com a boca cheia de comida) Hum! Assaltar a geladeira não cai na minha ficha.

WANESSA — Devia.

LAURA — E essa daqui tá bem pobrinha. Não tem nada. Na verdade, quem deveria sair assaltando por aí era tu, pra poder encher essa geladeira.

WANESSA — (servindo-se um copo d’água) Não fala bobagem. Ao contrário de ti, a minha ficha é limpa. Limpíssima.

LAURA — Uhum. Limpíssima, como bunda de neném depois de mamar uma bela mamadeira. Não inventa. (cara enfiada na geladeira) Pra cima de mim não, violão!

WANESSA — Cala boca.

LAURA — Ô, mas que isso aqui tá pobre, isso tá. Não negue. Falando nisso... não é só a geladeira que anda fazia. Tu não anda fazendo mais compras, esbanjando grife que o Odair de pagava, tá num merdão, né?!

WANESSA — Fica quieta. (como se falasse para si) Eu... eu vou superar. Eu vou me reerguer de novo.

LAURA — (tempo) Sei.

WANESSA — Vou voltar a ter dinheiro de novo, meus luxos.

LAURA — (comendo) Uhum.

WANESSA — (olha-a) Impressionando. Metendo rango pra dentro, como se nada estivesse acontecendo.

LAURA — (boca cheia/irônica) acontecendo?! Quê que tá acontecendo? Não tá acontecendo nada...!

Corta para:

CENA 66. CASA LAURA. BANHEIRO. INT. NOITE.

Manu sentada no chão, escorada na porta. Com os braços sobre os joelhos. Ela tenta ouvir alguma coisa do lado de fora.

Corta para:

CENA 67. CASA LAURA. QUARTO LAURA. INT. NOITE.

Ambiente vazio. A porta do banheiro abre uma pequena fresta. Manu espia. Abre, dá uma olhada. Vagarosamente e aflita Manu sai do banheiro. Vai indo para a porta da sacada. Não consegue abrir. Nervosa, sem chance de abrir. Manu suspira, vai até a porta do quarto.

Corte contínuo:

CENA 68. CASA LAURA. CORREDOR. INTERIOR. NOITE.

Manu espia o corredor. Nada do cão. Ela vai em direção da escada.

Corte contínuo para:

CENA 69. CASA LAURA. SALA. INT. NOITE.

Manu do alto da escada, ela começa a ouvir barulho do cachorro rosnando. Ela desce a escada, muito nervosa. Está ouvindo o barulho do cachorro vindo da cozinha. Manu desceu toda a escada, vai até a porta da frente. Trancada. Não abre. Olha, vai até a janela, abre. Latido!! Manu se abaixa, assustada. O cão entra na sala vindo da cozinha. Manu vai abaixada para um canto da sala, se encaixa em um cantinho. Sanguinário começa a farejar, pela sala. Manu está em um canto escondidinha, com as mãos na boca. Suspense em Manu. O cão aparece de surpresa na frente de Manu; Manu arregala os olhos; o cão não a viu. Tensão!!

Corta para:

3º INTERVALO COMERCIAL



CENA 70. CASA LAURA. SALA. INT. NOITE.

Continuação imediata da cena anterior. O cão não percebeu Manu no cantinho, tensa. Ele sai de perto dela. Manu aproveita para sair por um canto, abaixada, em direção da cozinha.

Corte contínuo para:

CENA 71. CASA LAURA. COZINHA. INT. NOITE.

Manu entra, vai direto na porta dos fundos. Não consegue abrir, desesperada. Tenta fazer pouco barulho. Ouve-se um barulho, assusta-se. Manu pega uma faca grande, clima tenso.

Corta para:

CENA 72. PORTO ALEGRE. RUAS. EXTERIOR. AMANHECER.

Imagens da cidade, amanhecendo. Movimento de todo dia.

Corta para;

CENA 73. CASA SCHNEIDER. SALA. INTERIOR. DIA.

Reunidos: Antero, Cybele, Anésio, Vera Maria e Vladmir. Antero acaba de contar a todos a tentativa de suicídio de Glenda, noite anterior.

VLADMIR — (pasmo) Eu não consigo acreditar que a Glenda tenha tentado tirar a própria vida!

CYBELE — Tentou. Tentou, meu filho. Tentou. Graças a Deus, eu e seu pai, chegamos a tempo. Se não... olha, eu não gosto nem de pensar que um filho meu pudesse ter a coragem de... ai.

ANÉSIO — Mas não entendi. Porque ela quis fazer isso?

ANTERO — Doença! É isso.

CYBELE — Antero...

ANTERO — Não, é isso mesmo. Não vamos tampar o sol com a peneira. A Glenda está doente, sim. Precisando se tratar. O que ela sente por aquele cara, não é natural. Ela precisa se tratar.

VLADMIR — Qual seria a solução para esse caso?

VERA MARIA — Eles ficarem juntos. Simples, porra!

ANTERO — Não, mas ele não quer mais. Ele disse que não quer mais ficar com ela.

VERA MARIA — Por que não?

CYBELE — Até hoje, eu não entendi direito o motivo da separação deles.

ANÉSIO — Será que foi traição?

VLADMIR — lógico que não, vô. Se ela idolatra ele, porque que ela se relacionaria com outro?

ANÉSIO — Nada se sabe.

CYBELE — A gente tem que fazer alguma coisa. O Pedro não quer mais ela, e ela vai ter que aprender a viver sem ele. Vamos ter que.... sei lá... internar?

ANTERO — Olha... o estado que eu vi a minha filha ontem, eu sou capaz de interna-la.

VLADMIR — Gente... será que não tem outra maneira?

CYBELE — Qual maneira, Vladmir? Não tem outra. A Glenda precisa ser internada para esquecer esse homem de uma vez por todas!

ANÉSIO — internar a bichinha...? Coitada... não.

CYBELE — Eu acho que vai ser o jeito.

ANÉSIO — Por que não trás ela para cá. Junto da família, ia fazer bem para ela.

VLADMIR — É uma boa ideia essa a do vovô.

CYBELE — Não, não, não! Vai ser pior ainda se ela resolver fazer alguma coisa, aqui tem... (falar baixinho) a Cheli, o Paulinho, não quero que eles saibam, e muito menos que vivenciem isso. É arriscado. O jeito é internar.

ANTERO — Infelizmente, eu concordo com a Cybele. A Glenda precisa, sim, ser internada.

Corta para:

CENA 74. CASA LAURA. SALA. INT. DIA.

Ambiente bagunçado. Ninguém no local. Entrar pela porta da frente, vindo da rua Bruna e Thiago, estão bem humorados. Eles se espantam com a bagunça.

BRUNA — Meu Deus! O que aconteceu aqui?

THIAGO — Que bagunça é essa? O que houve?

Manu aparece desesperada!

MANU — Bruna! Thiago! Pelo amor de Deus!

BRUNA — Manu! Manu, calma! Calma!

MANU — Vamos sair daqui! Agora! Vamos sair daqui!

THIAGO — O que houve? Que tá acontecendo, Manu?

MANU — sai! Sai! Vamos sair!

Latidos do cachorro. Ele aparece descendo as escadas; Manu, Bruna e Thiago saem correndo para fora de casa, fechando a porta. O cão fica latindo do lado de dentro.

Corte contínuo para:



CENA 75. CASA LAURA. FRENTE. EXTERIOR. DIA.

Manu, Bruna e Thiago saem da casa correndo. Todos nervosos!

MANU — Meu Deus, obrigada! Obrigada... (chorar) Que pesadelo, meu Deus, que pesadelo...

BRUNA — (abraça-a) Calma, calma... fica calma! (chorar também) Tu tá bem? Tá bem?

MANU — Meu Deus, que horror... foi horrível. Horrível, gente, foi a pior noite que eu já passei dentro dessa casa com aquele bicho lá dentro.

THIAGO — Como é que aquele animal foi parar lá dentro?

BRUNA — E tu ainda pergunta, Thiago? É obvio que foi a Laura!

MANU — Desgraçada! Ela me prendeu lá dentro com aquele cachorro, pegou meu celular, todas as chaves da casa e me deixou presa/

BRUNA — (tenta acalmar) calma, calma, calma... passou, passou... vai ficar tudo bem agora, tá legal?!

THIAGO — Vai, vai sim! Agora, a gente pode botar essa maldita na cadeia! Isso foi uma tentativa de assassinato! Vamos direto para delegacia!

Corta para:

CENA 76. DELEGACIA. SALA CATO. INT. DIA.

Manu ainda tremula bebe um copo com água, ao seu lado está Bruna. Thiago está falando com o delegado Cato.

THIAGO — Foi tentativa de assassinato, delegado!

CATO — Eu sei! Eu sei! Vocês sabem onde ela está?

THIAGO — Não! Mas.../

CATO — Não se preocupe. Já tenho em mãos o mandato de busca e apreensão da Laura. De hoje ela não escapa.

MANU — Se ela fez esse tipo de coisa comigo, não acham que ela já deve estar bem longe uma hora dessas?

CATO — Esse mandato chegou para mim ontem, no final do expediente. Já havia alertado todo meu pessoal. Pelas blitz ela não passou. Ela vai voltar para casa conferir se o plano de te matar deu certo. E quando ela voltar, a gente pega ela.

THIAGO — (pensativo) Peraí... ela não sabe que o plano de matar a Manu não deu certo. Eu tô tendo uma ideia, para fazer essa vadia provar do próprio veneno.

BRUNA — Como assim, Thiago?

CATO — Também não estou entendendo.

THIAGO — Delegado Cato, se o senhor permitir nós vamos dar um susto nessa vagabunda e ainda vamos fazer com que ela confesse todos os seus crimes.

CATO — Como?

THIAGO — Seguinte...

A cena continua sem áudio. Thiago se explicando a todos.

Corta para:



CENA 77. PORTO ALEGRE. INTERIOR. DIA.

Imagens do lago; da ponte do Guaíba; da Avenida Ipiranga; de um parque.

Corta para:

CENA 78. APART WANESSA. SALA. INTERIOR. DIA.

Wanessa está lendo uma revista. Laura está pronta para ir embora.

WANESSA — Aonde tu vai?

LAURA — Para casa. Tenho que conferir que a desgraçada da minha enteada foi dessa para uma pior.

WANESSA — Credo... que horror.

LAURA — Horror, nada! Eu tenho que fazer meu carão de vítima, fingir que nada sei sobre o que aconteceu com a minha linda, meiga e doce enteada... ó... (rir)

WANESSA — Tu sabe, né?!

LAURA — Ai, ai... o quê?

WANESSA — Que tu tem um lugarzinho reservado no inferno, né?! Sabe disso, não é?!

LAURA — Wanessinha... (põe o óculos) Todos temos! Todos temos.

Laura sai do apart. Wanessa continua na sua revista.

WANESSA — Essa aí vai cair bonito do cavalo.

Corta para:

CENA 79. CASA LAURA. SALA. INTERIOR. DIA.

Laura entra em casa, vagarosamente. Olhando. Assusta-se. Manu está tranquilamente sentada no sofá, lendo um livro. Laura está confusa, e muito curiosa. Laura caminha, olhando pelos cantos (procurando o cachorro), vagarosamente.

LAURA — Manu...

MANU — (olha-la) Qual teu problema?

LAURA — É... não. Tá... tudo... tranquilo por aqui?

MANU — Não. Estava tudo tranquilo, mas tu fez questão de chegar em casa, e estragou tudo. (levantando-se) Vê se não enche o meu saco.

Manu vai para cozinha.

LAURA — (confusa) Não tô entendendo. Cadê esse bicho? Eu... na garagem ele não tá. Onde foi parar esse saco de pulgas? Droga... continua viva e eu sem meu dinheiro.

Laura sobe a escada. Bruna, Thiago e Manu vem da cozinha. E sobem as escadas atrás de Laura, em silêncio.

Corte contínuo para:





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