Bendito destino novela de Patrick Marques



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BENDITO DESTINO Capítulo 043 segunda-feira

BENDITO DESTINO

Novela de Patrick Marques

Escrita por

Patrick Marques



Direção

(indisponível)



Personagens deste capítulo

AGATHA

ANÉSIO


ANTERO

ANTOINE


BRUNA

CATO


CRISTINA

CYBELE


DI

EVA


GLÓRIA

LAURA


MANU

NEWTON


NILMAR

ODAIR


PEDRO

RAFA


RENAN

THIAGO


TRICK’S

ULGUIM


VERA MARIA

VLADMIR


WANESSA

Participações especiais

ENFERMEIROS; POLICIAIS; SANGUINÁRIO.



CENA 1. CASA LAURA. SALA. INTERIOR. DIA.

Sanguinário entra na sala, vindo da cozinha. Cheirando os móveis. Babando.



Corta para o ALTO DA ESCADA.: Manu vem do corredor. Bocejando, descendo as escadas. Manu ouve um barulho estranho e para no meio da escada. Manu vê Sanguinário estraçalhando uma almofada da sala. O clima já estava tenso, agora mais ainda. Manu arrepia-se inteira! Closes alternados dela e do Sanguinário, que ainda não percebeu a sua presença.

Manu aflita com a situação, olhos arregalados, sem entender o que esse cachorro está fazendo na sala de casa. Está paralisada. O cão vai indo, cheirando para cozinha. Manu estática, percebe que o cachorro é muito feroz. O cão foi para a cozinha. Manu desce a escada, fazendo pouco barulho possível. Vai direto a porta, tenta abrir, sem sucesso. A porta não abre. Manu se desespera. Respira ofegante. Vai até o telefone, percebe que está sem linha.

MANU — (muito nervosa) Que tá acontecendo aqui...?

Manu derruba um porta-retratos.

Corte rápido contínuo para:

CENA 2. CASA LAURA. COZINHA. INT. DIA.

Sanguinário fica atento, com o barulho. Solta um latido, corre ver o que é!

Corte rápido contínuo para:

CENA 3. CASA LAURA. SALA. INTERIOR. DIA.

Manu se assusta com latido, e corre para cima. O cão vem correndo da cozinha, já subindo as escadas para pega-la. Manu corre o mais rápido possível, o cão atrás.

Corte rápido contínuo para:



CENA 4. CASA LAURA. CORREDOR. INT. NOITE.

Manu corre direto para o seu quarto, fecha a porta. Sanguinário quase a pega, e fica latindo e arranhando a porta.

Corta contínuo para:

CENA 5. CASA LAURA. QUARTO MANU. INT. NOITE.

Manu se escora na porta, muito ofegante, começa a chorar. Mãos na boca... resvala de costas na porta que se mexe com a força do cão. Ouve-se ele rosnando. Manu apavorada.

(MOSTRAR O CÃO NO CORREDOR, ARRANHANDO A PORTA)

Corta para:



CENA 6. RUAS. CARRO LAURA. EXTERIOR. NOITE.

Gargalhadas de Laura. Laura dirige que nem doida. Curvas perigos, arriscadas. Tudo aos risos. Animada!

LAURA — Pega! Pega! Pega!

Laura para com o carro no semáforo vermelho. Ao seu lado há um carro, está um homem que percebe ela. Ela o olha, faz um charme.

LAURA — Oi... cachorrão! (gargalhada)

Sinal verde! Ela sai com o carro cantando pneu.

Corta para:

CENA 7. BALADA. PISTA DE DANÇA. INTERIOR. NOITE.

Bruna e Thiago dançando juntos na pista. CAM dá giros em volta deles. Estão se divertindo mesmo, risos e beijos.

Corta para:

CENA 8. BALADA. MESA. INTERIOR. NOITE.

Bruna e Thiago acabam de dançar, e estão na mesa.

BRUNA — Uh... tô adorando! Pena que a Manu não quis vir!

THIAGO — É verdade! Eu tenho certeza que ela ia adorar aqui também. Ela poderia vir. Quem sabe ela não arrumaria um namorado aqui... hã?!

BRUNA — Ah. É! Quem sabe...?!

THIAGO — A Manu não quis vir porque queria nos deixar um pouco a sós.

BRUNA — (nervosa) uh! É. Eu sei.

Thiago beija Bruna. Ele a pega na nuca.

Corta para:

CENA 9. QUARTO THIAGO. INTERIOR. NOITE.

Thiago e Bruna entram no quarto. Bruna está nervosa. Thiago percebe seu nervosismo.

THIAGO — Algum problema, Bruna?

BRUNA — Não, nenhum. Eu... sei lá. Tô boba.

THIAGO — O quê? Por quê?

BRUNA — Sei lá... é bobagem minha. É que... faz tanto tempo que eu não faço nada. E... eu, ai... tô me sentindo uma idiota. É isso!

THIAGO — Ah, que isso... não fique assim. Se tu quiser, a gente coloca um filme, assistimos, bonitinhos. Se tu achar que se vale a pena rolar alguma coisa... eu.../

BRUNA — (corta) Não, Thiago... não é essa questão. Eu sei que vai valer muito a pena... porque eu sinto que a gente não veio aqui apenas pra transar, meter-meter e ir embora. Eu sei que não... eu gosto de ti, mais do que isso eu te amo.

THIAGO — Eu compartilho desse mesmo sentimento, meu amor! A gente não veio aqui transar, a gente veio aqui fazer amor!

Música tema do casal! Thiago a beija. Bruna adora! Eles deitam na cama.

Imagens sobrepostas: Thiago tirando a blusa de Bruna; beijos; Bruna tirando a camisa de Thiago; beijos; deitados na cama, abraçados; muito amor. CAM vai para a janela.

Mesclar para:



CENA 10. QUARTO MANU. INTERIOR. NOITE.

CAM vem da janela, vai indo até Manu ainda escorada na porta, com o cachorro querendo entrar.

MANU — Foi a Laura... ela me prendeu aqui, com esse cachorro. Meu celular. Eu deixei na cama, ele sumiu. Desgraçada...

Corta para:



CENA 11. QUARTO THIAGO. INTERIOR. NOITE.

Thiago e Bruna deitados, um de frente para o outro.

BRUNA — Foi incrível. Eu adorei.

THIAGO — Todos esses momentos tensos e pavorosos que passamos juntos. Eu fui me encantando cada vez mais por ti. Gostaria que você soubesse que os meus sentimentos são os mais puros que eu tenho contigo! Eu tenho certeza absoluta que eu estou te amando!

BRUNA — Lindo.

Bruna dá um beijinho nele.

Corta para:

CENA 12. CASA LAURA. QUARTO MANU. INTERIOR. NOITE.

O cão para de tentar entrar. Manu tenta escuta-lo. Manu se levanta, vai para sua janela. Abre-a.

Corta para:

CENA 13. CASA LAURA. JANELA DE MANU. EXTERIOR. NOITE.

Manu olha para baixo, só vê árvore. Tudo escuro. Olha para cima, vê a calha.

Manu sobe na janela, tenta ficar de pé em uma pequena marquise. Vai passando, e se segura na calha. Faz força.

MANU — Droga...

A calha é de alumínio, e começa a entortar. Se solta. Manu dá um grito. E tenta voltar para sua janela. A calha entorta mais, e Manu a solta, se segurando na janela. Coloca o pé na pequena marquise, e com dificuldade entra no quarto pela janela.

Corte contínuo para:



CENA 14. CASA LAURA. QUARTO MANU. INT. NOITE.

Manu entra no quarto com dificuldade, chega a cair no chão.

MANU — Ai, meu Deus... ah...

Corta para:



CENA 15. APART WANESSA. SALA. INTERIOR. NOITE.

Wanessa abre a porta. Entrar Laura assustando Wanessa. :

LAURA — Au, au, au, au, au, au...

WANESSA — Ai! Para. Que bobagem!

LAURA — (gargalhar) Ah... ai, tinha que ver a sua...

WANESSA — Não sei como pode ser tão besta. Vem cá. Não foi presa ainda porque, hein?!

LAURA — justiça brasileira, meu amor...

WANESSA — Uma coisa que eu acho impressionante é essa tua bipolaridade, tá?! Hoje de tarde chegou aqui, toda tensa, nervosa, chorando e tudo mais. Agora, taí... rindo a toa.

LAURA — Ah, mas não é a toa, não, meu amor.

WANESSA — (off) Não?

LAURA — Não. Tenho um motivo bárbaro, excelente! Eu tive uma ideia, Wanessinha... que está me rendendo 70 mil reais... olha que bacana: o Sanguinário deve estar dilacerando o pescocinho da minha rica enteada. (rir)

WANESSA — Tô entendo nada!

LAURA — Eu te conto. Te conto. Tudinho, com detalhes. Eu vou tomar um uisquisinho do Odair. Ele não anda vindo muito aqui, não, né?! Pelo o que eu sei.../

WANESSA — (corta) Bebi. Bebi, eu não tô nem aí.

Laura vai falando e preparando o drink.

LAURA — Tá. Deixa eu falar. Quando o Ulguim estava pensando em alguém pra ajudar a sequestrar o guri lá, filhos dos tais, né, cê sabe.

WANESSA — Sei. Hã?

LAURA — É. Então, a gente começou a pensar em alguém. E me venho à cabeça o Vívio. Mas o Ulguim achou/ O Vívio... tu conhece o Vívio, vocês até andaram se pegando no passado...

WANESSA — Tá! Tá! Eu sei quem é. Vai contando.

LAURA — He-he! É, esse aí. Eu lembrei que ele fazia essas rinhas, eu não sei como se fala... essas brigas de cachorros e tal. Tu sabe.

WANESSA — Tá. E aí?

LAURA — Pensei, daí me veio a ideia. “Hum... ele deve ter um cachorro bom para fazer o que eu estou precisando que ele faça!” Daí catei o endereço dele lá. Achei. Fui atrás. Encontrei ele. E o desgraçado do teu ex-peguete tinha o que eu estava procurando.

WANESSA — Me explica essa parte, como assim cachorro?

LAURA — Calma, rapariga. Não fique nervosa. Eu comprei um cachorro dele. Não, olha, mais que um cachorro. Uma fera! Au, au! (rir) Eu descobri que ia ficar sozinha em casa com a Manu,/ tá com uma teta maior que a outra? Tô vendo daqui.

WANESSA — O quê?

LAURA — Tá sim. Essa tá maior que essa. Tá sem bojo?

WANESSA — Cala boca!

LAURA — Tá, não importa! (volta ao assunto) Descobri que ia ficar sozinha em casa com a Manu, vi a oportunidade perfeita pra botar em prática essa planinho bárbaro!

WANESSA — Não acredito que/

LAURA — (corta) Ó! Ó... aqui. (mostrar o celular)

WANESSA — Um celular?

LAURA — Da Manu. Peguei o celular dela, desliguei o telefone residencial, que era ela não dar jeito de pedir ajuda. Tranquei ela lá dentro de casa com aquele cachorrinho lindo...

WANESSA — (pasma) Tu não pensa nas consequências, Laura?

LAURA — Claro que eu penso! Uma hora dessas a minha enteada adorada deve ter virado ração de cachorro!

WANESSA — Se essa guria morrer dessa forma, como tu acha que ela vai morrer, a polícia vai cair encima de ti!

LAURA — A polícia já está caindo encima de mim! Esse só vai ser mais um motivo pra eles me prenderem. E se é pra ser presa, que seja por um bom motivo! Bom, não! Ótimo motivo!

WANESSA — Esse plano é ridículo!

LAURA — Não sabe de nada, inocente. A única coisa que cê sabe é abrir as pernas pra homem casado! Não entende nada disso. Cadê o gelo? Pega um gelo pra mim. Eu só espero que dessa vez ela não escape. Já se livrou de tantas aquela lagartixa sem rabo.

WANESSA — O gelo tá aí encima, animal.

LAURA — (rindo) Aonde, Wanessa? Ah, aqui... (bebi) Hum, dessa vez ele não escapa! (ri e bebi)

Wanessa faz uma cara de como se dissesse “está maluca”.

Corta para:



CENA 16. CASA PICCOLI. INTERIOR. NOITE.

Cristina de banho tomado, Glória está em seu quarto. Cristina comprou um celular novo, e está arrumando-o, sentada na cama. Glória junto.

CRISTINA — Ai, esse aqui é mais bonitinho. Moderno, né?!

GLÓRIA — Até agora eu não entendi o motivo da tua briga com a Jussara, Cristina!

CRISTINA — É simples. A Jussara idolatra aquele marido dela, o Frederick, como se ele fosse o melhor homem do mundo! Só que não é! E eu só tentei alertar ela sobre isso. E ela acha que eu quero arrumar intriga no casamento dela, ela acha que eu tenho inveja do casamento dela, ela acha que eu quero destruir o casamento dela. É só isso.

GLÓRIA — Eu nunca fui com a fuça do Frederick, entendeu? Mas eu acho que a gente não deve se meter. Já diz o ditado que a gente não deve meter a colher.

CRISTINA — Tudo bem. Mas ela é minha irmã. Se fosse comigo, eu gostaria muito que ela me falasse, me alertasse. Como ela me agradece? Atirando meu celular na parede. Comprei outro. Eu não sei que cisma ela tem achar que eu tenho inveja dela. Ela não tá batendo bem da cabeça.

GLÓRIA — Mas o que quê tu sabe do Frederick?

CRISTINA — Saber, saber eu não sei. Mas suspeito.

GLÓRIA — Como é que tu vai falar uma coisa dessas sem ter certeza, Cristina..?

CRISTINA — Ai, mãe... mas é tão óbvio que só precisa juntar dois mais dois! Eu tenho fotos aqui, no meu celular, com uma mulher, no dia que ele disse que tinha almoçado com uns acionistas. E era mentira. (mostrando) Estava com essa mulher aqui!

GLÓRIA — Ai, tô sem meus óculos. É ele aqui?

CRISTINA — É. Eu só queria falar isso. Só.

GLÓRIA — Bom. Esquece isso. Se ela não quer enxergar o marido que tem, problema é dela. Não brigue com ela por causa disso. Dá um beijo que eu vou deitar.

CRISTINA — (beijo) Boa noite.

Corta para:



CENA 17. CASA PICCOLI. QUARTO CASAL. INTERIOR. NOITE.

Odair está ao celular, todo espiado, falando baixinho. Está falando com Wanessa.

ODAIR — (cel.) Eu já disse pra ti me esquecer, Wanessa!

Corte contínuo para:



CENA 18. APART WANESSA. QUARTO. INTERIOR. NOITE.

Wanessa está deitada na cama, ao celular com Odair. Porta do quarto está um pouco aberta.

WANESSA — (cel.) Odair... eu juro que eu tento, mas não consigo, meu amor... nada, nem ninguém consegue fazer eu te esquecer. Diz que tu não está sentindo saudade de mim! Diz! Tu não vai dizer, sabe por quê? Por que eu sei que não é verdade! Sei que tu ainda me deseja...

ODAIR — (cel./off) Wanessa, eu estou na minha casa. Não posso falar contigo agora...

WANESSA — (cel.) Vamos marcar em algum lugar, então?! Vamos! Por favor, quero que tu me diga na minha cara! Aonde?

No vão da porta aberta, aparece Laura ouvindo a Wanessa.

WANESSA — (cel./off) Por favor... eu preciso de ti, Odair. Do teu corpo ao meu... eu preciso, por favor, nem que seja a última vez, Odair...

Laura abre um sorriso, Wanessa não percebe sua presença.

Corta para:

CENA 19. CASA PICCOLI. QUARTO CASAL. INTERIOR. NOITE.

Odair termina de falar com Wanessa por telefone, vai entrar Glória.

ODAIR — (cel.) Tá! Tá legal. Amanhã eu te ligo pra combinar o lugar e a hora. (t) Sim, Wanessa, eu já sei que... (entrar Glória, rapidamente disfarçar) então tá beleza, Jorge! Um abraço, meu querido! Vamos! Vamos sim! Vamos marcar aquele churrasco. Feito? Abraço, meu. (desliga) Hum, o Jorge, maior figura. Onde a dona andava?

GLÓRIA — A Jussara e a Cris se desentenderam hoje, e eu estava lá conversando com a Cris.

ODAIR — Se desentenderam por quê?

GLÓRIA — Parece que a Cristina descobriu que o Frederick anda... pulando a cerca.

ODAIR — Capaz..?!

GLÓRIA — Uhum. Com foto e tudo.

ODAIR — Foto dele com a amante?

GLÓRIA — É. Só que a Jussara não quis acreditar na Cristina, e elas acabaram brigando.

ODAIR — Mas isso é um caso sério. Se Frederick está traindo a mulher, minha filha, já não o trato como um homem de confiança. Um homem que traí sua esposa, não é digno de qualquer coisa!

GLÓRIA — Nossa, que bom que tu pense assim. Fico muito mais aliviada. Eu nem sei o que faria se descobrisse alguma cafajestagem tua.

ODAIR — Não pense isso... eu tripudio a cafajestagem.

Corta para:



CENA 20. APART WANESSA. SALA. INTERIOR. NOITE.

Laura vem do corredor. Pensativa. Caminha até o bar.

LAURA — Wanessinha e Odairzinho... juntinhos de novo. Será que eu posso tirar mais alguma coisa disso?

Laura ri, e toma mais uma dose de uísque. Wanessa vem do quarto com uma sacola.

WANESSA — Eu vou ter que dar um jeito nisso aqui.

LAURA — Que isso?

WANESSA — As roupas do teu falecido?

LAURA — Ulguim?

WANESSA — Não! Wesley! Claro, que é do Ulguim.

LAURA — O quê que tem aí?

WANESSA — Nada! Só roupa.

LAURA — Deixa eu ver! Não tem nada nos bolsos?

WANESSA — Não! Nada; eu já olhei.

LAURA — droga...

WANESSA — Eu até agora não acredito que tu tenha matado ele. Porque tu faz isso com as pessoas, hein?!

LAURA — Pois é, eu não consigo dizer só ‘adeus’. Isso é muito pouco, pra mim! Mas agora, eu acredito que ele não vá me dar mais problemas!

Corta para:

CENA 21. PORTO ALEGRE. RUAS. EXTERIOR. NOITE.

Imagem da cidade; hospital.

Corta para:

CENA 22. HOSPITAL. LEITO. INTERIOR. NOITE.

CAM objetiva.: Tudo escuro; como se fosse olhos de abrindo, vai desembaçando a visão. Mostrar Ulguim acordando, está deitado em uma cama de hospital. Ele olha, e estranha uma pessoa a sua frente. É o delegado Cato.

CATO — Boa noite, Ulguim Barilari! Eu sou o Delegado Cato Anhanguera! Sinto muito em lhe informar, mas... o senhor está preso!

Reação de Ulguim. Baque.

Corta para:

1º INTERVALO COMERCIAL



CENA 23. HOSPITAL. LEITO. INTERIOR. NOITE.

Continuação da cena anterior. Cato está diante de Ulguim.

ULGUIM — Que isso? Eu não sei... (fingir) eu não sei quem é o senhor, aliás, eu não sei quem eu sou... eu... que sou eu?

CATO — (não cai / firme) Não se faça de besta. Você levou uma facada, não uma porrada na cabeça.

ULGUIM — É? Ah, é! Agora, eu me lembro.

CATO — E deve lembrar de muito mais coisas que você tenha feito. Não é mesmo? O pedido de apreensão que pedi pra você, chegou. E ao descobrir que você veio parar aqui nesse hospital, eu não quis perder tempo. E tarde da noite, vim aqui lhe dar voz de prisão.

ULGUIM — Mas, meu Deus! Por que foi se incomodar? Eu estou sendo preso por que e pelo o quê?

CATO — Cúmplice de Laura de Almeida, quem você deve conhecer muito bem. Não é mesmo? Formação de quadrilha, sequestro, roubo... eu posso ficar a noite toda aqui.

ULGUIM — Não, por favor. Eu tenho certeza que o senhor deve ter muita coisa pra fazer do que ficar aqui.

CATO — Claro que tenho. Ainda falta prender a sua parceira. Em breve os dois estarão juntinhos de novo, na cadeia. Assim que o médico assinar a tua alta, tu vai daqui direto para cadeia.

ULGUIM — Nossa... mas eu perdi tanto sangue, estou tão fraquinho. Creio eu que saio daqui em uma semana, ou duas...

CATO — Possivelmente você saia amanhã. Já falei com o médico.

ULGUIM — Ai. Que falta de amor nesse coração. Muito insensível o senhor, viu? Reclamarei com meu advogado.

CATO — Ficará um policial sob sua vigia. Não tente nada. Ele tem ordens expressas de agir se preciso for com fogo.

ULGUIM — Hum. Espero que ele não se queime.

Corta para:



CENA 24. CASA LAURA. QUARTO MANU. INTERIOR. NOITE.

Manu pensativa. Tenta ouvir pela porta se escuta o cachorro.

MANU — Eu tenho que dar um jeito de sair daqui. Lá por baixo eu não vou conseguir. O quarto da Laura tem a sacada, eu posso pedir ajuda. Ai, meu Deus, me ajuda.

Manu abre a porta do quarto, espiando para ver se não encontra o cão;

Corte contínuo para:

CENA 25. CASA LAURA. CORREDOR. INTERIOR. NOITE.

Clima de terror. A porta do quarto de Manu, ela vai saindo de vagar. Nem sinal do Sanguinário. Manu olha para sua porta toda arranhada, mordida. Segue dando pequenos passos. Manu está muito tensa, tremer. Tenta olhar de longe para ver se encontra o cão. Nada. Vai andando até a porta do quarto de Laura. Tenta abrir. A porta está trancada.

MANU — Vagabunda... deve estar aí.

Ouve-se um rosnado do cão. Manu se assusta, segura o grito com as mãos na boca. Tensão. Manu toma coragem e vai andando em direção da escada.

Corte contínuo para:

CENA 26. CASA LAURA. SALA. INTERIOR. NOITE.

Do alto da escada, Manu aparece espiando para baixo. Não vê. Aparece, ainda sem ver o cão. Manu sempre falar sussurrando.

MANU — Cadê ele?

Tensão. Manu olha para a porta do quarto de Laura.

MANU — (nervosa) Não vai dar pra sair, por baixo. As portas trancadas. Esse bicho pode me pegar...

Corte contínuo para:



CENA 27. CASA LAURA. CORREDOR. INTERIOR. NOITE.

Manu chega até a porta do quarto de Laura.

MANU — eu tenho que arrombar essa porta.

Manu está suspirando. Nervosa.

MANU — Calma, eu já vi isso no filme. É. Tem que... tem que dar... acho que tem que dar... um chute. Aqui... ai, meu Deus. Tem que ser perto da maçaneta. Isso...

Manu respira fundo, e acerta um chute na porta.

Corta para:

CENA 28. CASA LAURA. INTERIOR. NOITE.

O cão que está futricando o lixo, fica atento. Outro barulho, o cão vai ser o que é.

Corta para:

CENA 29. CASA LAURA. CORREDOR. NOITE.

Manu chuta, chuta, chuta! E tenta bater com o ombro. Desesperada! Já se ouve o latido do cão, Manu grita.

Alternar com:

CENA 30. CASA LAURA. SALA. INTERIOR. NOITE.

O cão sobe as escadas!

Alternar com:

CENA 31. CASA LAURA. CORREDOR. INTERIOR. NOITE.

Muito ritmo: Manu grita, bate com o corpo na porta, e consegue arromba-la. O cão aparece para pega-la, ela entra, fecha a porta, o cão voa encima da porta, Manu segura a porta com toda força, o cão tenta entrar, Manu fica segurando a porta chorando.

MANU — Meu Deus!! Socorro! Ai! Ah...!!

O cão é forte e vai batendo a porta. Manu aos gritos, apavorada. Manu consegue fechar a porta, olha para o banheiro de Laura, a porta está aberta. O cão rosnando e latindo. Manu corre para o banheiro, entra fechando a porta. O cão consegue entra no quarto, vai direto para a porta do banheiro.

Corte contínuo para:

CENA 32. CASA LAURA. BANHEIRO. INT. NOITE.

Manu rapidamente pega a chave do banheiro encima da pia, deixa cair, pega tremendo a chave, e o cão latindo e arranhando a porta, Manu tranca porta com a chave! Manu chora pouco aliviada. O cão continua latindo. Manu senta no chão aos prantos, ainda trêmula. Escorada na porta...

Corta para:

CENA 33. PORTO ALEGRE. RUAS. EXTERIOR. NOITE.

A tensão da cena anterior vai terminando nesta. Imagem da cidade.

Corta para:

CENA 34. CASA SCHNEIDER. SACADA. EXT. NOITE.

Vladmir está celular conversando com Cristina. Vai entrar Cybele!

VLADMIR — (cel./todo meloso) Tô aqui, na sacada. Assistindo essa noite que Deus nos presenteou com essa baita lua. Ah! Parece que tu não me conhece, Cristina! É claro que eu tô tirando foto dela. Tá linda. Amanhã eu te mostro. Não tão linda e bela quanto tu, né, meu amor?! Ah... he, he... eu sei que tu me ama.

CYBELE — Vladmir!

VLADMIR — (quase deixa o celular cair) Ai, caramba! Mãe! Que susto! Olha aí, quase me fez derrubar o celular!

CYBELE — Ui. Desculpa... nossa, estava todo meloso no telefone. Quem era?

VLADMIR — Ah, uma... uma mulher aí.

CYBELE — Hum... mulher aí? Que mulher?

VLADMIR — Ah. É... é Beth.

CYBELE — Beth... hum... nome de pobre.

VLADMIR — Na verdade, é Beth de Elisabeth. Nome de rainha, satisfeita?

CYBELE — Hum, agora sim. Bom, não basta apenas o nome. Tem que ter/

VLADMIR — (corta / tirando foto) Mãe, eu já sei. Já sei!

CYBELE — Ah, meu filho! Que bom que tu sabe. Que bom que tu entende a mamãe. Ai, vamos entrar. Eu tô com frio. Quê que tá fazendo aqui fora, meu Deus?

VLADMIR — Fotografando a lua?

CYBELE — Que isso? Que fotografando a lua? (entrando) Tanta coisa pra fotografar. Fotografar lua, parece doido.

Corte contínuo para:

CENA 35. SCHNEIDER. QUARTO VLADMIR. INTERIOR. NOITE.

CYBELE — Doido, mas sano! Tu, meu amor, é o único dessa família que me entende! Eu fui humilhada no shopping por um povinho sórdido. E os teus irmãos, aqueles ingratos, entraram na onda de querer me rebaixar na frente todo mundo me chamando de racista. Mas o que é isso? De onde já se viu uma coisa dessas?

VLADMIR — Ai, mãe...

CYBELE — Um horror! Aquelas cobrinhas que eu criei no meu seio, que eu dei meu leite! Hoje, eu vi, eles contra mim. Mãe nenhuma merece uma coisa dessas! Não só eles, o teu pai também. Teu pai pisou em mim! Imagina! Imagina, quem eu deito junto todas as noites, me falando um monte de coisas horrorosas e injustas. Não mereço isso. Eu não.

VLADMIR — Mãe, não aumenta o ponto.

CYBELE — Não tô aumentando nada.

VLADMIR — Não fala assim do pai nem dos meus irmãos que é teu marido e teus filhos. Eles só pensam diferentes! Ninguém é obrigado a concordar com as tuas opiniões e nem a senhora é obrigada a concordar com a opinião de ninguém. Certo?

CYBELE — Certo. Mas eu nunca faria com eles o que eles fizeram comigo. Nunca!

Vladmir está passando mensagem no celular, Cybele cisma.

CYBELE — (brincar) “Beth, meu amorzinho... estou falando com a mamãe chata, amanhã falo com você... beijinhos, beijinhos com formato de coraçõezinhos!” (rir) Tô vendo um brilhinho nesse olhar.

VLADMIR — Ih... deixa de ser boba. Eu passei colírio.

CYBELE — Uhum. Sei. Tá do mesmo jeito quando estava apaixonado pela boneca ali da frente/

VLADMIR — (corta) Para, para, para... pode parar.

CYBELE — Graças a Deus, esqueceu ela de vez!

Vladmir fica com olhar diferente, distante. Cybele percebe.

CYBELE — Quero conhecer essa Beth, hein?!

VLADMIR — Não começa, dona Cybele, por favor...

CYBELE — Ih... Já assisti esse capítulo antes...

VLADMIR — Ih... nada. (empurrando-a para fora) Dê-me licença agora que eu quero dormir, por gentileza. A benção!

CYBELE — Tá, dorme. Nossa. Deus te abençoe. Nossa.

Cybele sai do quarto, Vladmir fecha a porta.

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