Atividade Segunda geração romântica aluno (A): eronis batista gomes júnior turma



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Atividade

Segunda geração romântica
ALUNO (A): ERONIS BATISTA GOMES JÚNIOR TURMA: 2° ANO B



LEMBRANÇA DE MORRER


Quando em meu peito rebentar-se a fibra,

Que o espírito enlaça à dor vivente,

Não derramem por mim nenhuma lágrima

Em pálpebra demente.


E nem desfolhem na matéria impura

A flor do vale que adormece ao vento:

Não quero que uma nota de alegria

Se cale por meu triste passamento.


Eu deixo a vida como deixa o tédio

Do deserto, o poento caminheiro,

... Como as horas de um longo pesadelo

Que se desfaz ao dobre de um sineiro;


Como o desterro de minh’alma errante,

Onde fogo insensato a consumia:

Só levo uma saudade... é desses tempos

Que amorosa ilusão embelecia.


Só levo uma saudade... é dessas sombras

Que eu sentia velar nas noites minhas...

De ti, ó minha mãe, pobre coitada,

Que por minha tristeza te definhas!


De meu pai... de meus únicos amigos,

Pouco - bem poucos... e que não zombavam

Quando, em noites de febre endoudecido,

Minhas pálidas crenças duvidavam.



Se uma lágrima as pálpebras me inunda,

Se um suspiro nos seios treme ainda,

É pela virgem que sonhei... que nunca

Aos lábios me encostou a face linda!


Só tu à mocidade sonhadora

Do pálido poeta deste flores...

Se viveu, foi por ti! e de esperança

De na vida gozar de teus amores.


Beijarei a verdade santa e nua,

Verei cristalizar-se o sonho amigo...

Ó minha virgem dos errantes sonhos,

Filha do céu, eu vou amar contigo!


Descansem o meu leito solitário

Na floresta dos homens esquecida,

À sombra de uma cruz, e escrevam nela:

Foi poeta - sonhou - e amou na vida.


Sombras do vale, noites da montanha

Que minha alma cantou e amava tanto,

Protegei o meu corpo abandonado,

E no silêncio derramai-lhe canto!


Mas quando preludia ave d’aurora

E quando à meia-noite o céu repousa,

Arvoredos do bosque, abri os ramos...

Deixai a lua pratear-me a lousa!


(Álvares de Azevedo)



  1. Nota-se nesse poema o forte tom depressivo e pessimista diante da vida expresso pelos quais versos?

O 3° verso - “Eu deixo a vida como deixa o tédio do deserto, o poento caminheiro, ... como as horas de um longo pesadelo que se desfaz ao dobre de um sineiro”;

O 4° verso - Como o desterro de minh’ alma errante, onde fogo insensato a consumia: só levo uma saudade... é desses tempos que amorosa ilusão embelecia;

O 10° verso - Descansem o meu leito solitário na floresta dos homens esquecida, à sombra de uma cruz, e escrevam nela: Foi poeta - sonhou - e amou na vida.

  1. Também é perceptível no poema a presença do sentimentalismo exagerado, como em:

Quando em meu peito rebentar-se a fibra, que o espírito enlaça à dor vivente, [...]”;

Se uma lágrima as pálpebras me inunda, se um suspiro nos seios treme ainda, [...]”.




MEUS OITO ANOS


Oh ! que saudades que eu tenho

Da aurora da minha vida,

Da minha infância querida

Que os anos não trazem mais !

Que amor, que sonhos, que flores,

Naquelas tardes fagueiras

À sombra das bananeiras,

Debaixo dos laranjais !

Como são belos os dias

Do despontar da existência !

– Respira a alma inocência

Como perfumes a flor;

O mar é – lago sereno,

O céu – um manto azulado,

O mundo – um sonho dourado,

A vida – um hino d’amor !

Que auroras, que sol, que vida,

Que noites de melodia

Naquela doce alegria,

Naquele ingênuo folgar !

O céu bordado d’estrelas,

A terra de aromas cheia,

As ondas beijando a areia

E a lua beijando o mar !

Oh ! dias de minha infância !

Oh ! meu céu de primavera !

Que doce a vida não era

Nessa risonha manhã !



Em vez de mágoas de agora,

Eu tinha nessas delícias

De minha mãe as carícias

E beijos de minha irmã !

Livre filho das montanhas,

Eu ia bem satisfeito,

De camisa aberta ao peito,

– Pés descalços, braços nus –

Correndo pelas campinas

À roda das cachoeiras,

Atrás das asas ligeiras

Das borboletas azuis !

Naqueles tempos ditosos

Ia colher as pitangas,

Trepava a tirar as mangas,

Brincava à beira do mar;

Rezava às Ave-Marias,

Achava o céu sempre lindo,

Adormecia sorrindo,

E despertava a cantar !

Oh ! que saudades que eu tenho

Da aurora da minha vida

Da minha infância querida

Que os anos não trazem mais !

– Que amor, que sonhos, que flores,

Naquelas tardes fagueiras

À sombra das bananeiras,

Debaixo dos laranjais !



(Casimiro de Abreu)



  1. O que apresenta O poema de Casimiro de Abreu?

Uma boa época vivida passada e que só restam lembranças e saudades.

  1. Nessa poesia, como é visto o autor? Qual a relevância desse fato para a escrita do poema?

O poeta contempla o passado com um sentimento de saudade. Esse sentimento intenso (característica da segunda geração romântica) é a ponte para essa escrita. A saudade de sua infância.

  1. Descreva seu entendimento em relação a exibição do vídeo / (Resuma):

Diferentemente da primeira geração romântica, a segunda geração era muito frágil/melancólica, assim, não “encontraram o seu lugar no mundo” como a primeira, que centralizou-se na independência do Brasil.

Iniciou-se em 1853 com Álvares de Azevedo por possuir exagerados sentimentos, foi uma geração considerada o mal do século.

Tem como principais características o pessimismo e a melancolia (sentimento triste, melancólico, muito amor e sofrimento); o egocentrismo; o escapismo (que quando metidos em algo escapavam através da poesia); o gosto pelo noturno (passava noites em claro sofrendo por um amor ou por algo); e também a idealização da mulher, onde faziam sua vida em torno de uma mulher, seus poemas eram centralizados no sofrimento por tal ou por o desejo. E, por fim, os mais famosos poetas da segunda geração que foram Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu e Fagundes Varela.

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