Apostila de Violão Completa Copyright 2004 mvhp portal de Cifras Apostila de Violão Completa



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geral
VII
Lócrio
Menor
Exótico, meio oriental
O interessante agora seria que você construisse os 7 modos possíveis em cada uma 
das escala e, evidentemente, tocasse em seguida cada um deles.
Observe que neste sistema utilizou-se modos diferentes em um mesmo tom, isto é, 
as   notas   componentes   de   cada   modo   eram   exatamente   as   mesmas   e,   por   isto, 
oriundas da escala de um mesmo tom.
 Acontece que é também possível construir modos diferentes mantendo o I grau fixo 
e   modificando   o   tom   em   cada   uma   delas,   isto   é,  modos  diferentes   em  tons 
diferentes. Isto é um pouco mais complicado e exige que se decore algumas regras 
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básicas,   que   ao   meu   ver   não   são   o   melhor   caminho   para   o   iniciante.   Não   é 
interessante  se prender em regras. Haja natural.
Seria conveniente que você escrevesse cada um dos modos para os diferentes tons 
e, em seguida, tocasse cada um deles. Procure perceber as diferenças entre eles do 
ponto de vista melódico. 
Atenção:
Vamos relaxar agora aprendendo sobre outras assuntos referentes ao violão. É bom 
deixar claro que você não pode se basear por aqui pra aprender as Escalas, até 
porque elas exigem que tenha a seu lado algum professor pra ir guiando passo a 
passo. Não pense que a partir daqui você aprenda escala, ok? 
Sempre devemos pedir auxílio a outras pessoas. O intuito dessa apostila é apenas 
dar uma base para que você tenha domínio sobre alguns conceitos.
Capítulo 16– TRANSPOSIÇÃO DE TONS
A transposição de tonalidade é o meio de fazer com que uma música que você já 
tenha   cifrada em casa, mas não consegue cantar por não conseguir alcançar a 
tonalidade,  possa ser baixada ou aumentada, em sua tonalidade, de acordo com as 
suas   necessidade,     servindo   também   para   facilitar   o   trabalho   de   outros 
instrumentistas   evitando   que     tenha   que   tocar   em   tonalidades   difíceis   de   ser 
executadas. 
Para isso utilizamos a escala.
Dó|#|Ré|#|Mi|Fá|#|Sol|#|Lá|#|Si|Dó 
Faremos dois exemplos para a sua compreensão. 

EXEMPLO 1 
Digamos que, uma música foi feita originalmente nos acordes Dó - Fá - Sol, mas 
quando   você   a   executa   a   sua   voz   não   alcança   algumas   notas   por   serem   muito 
agudas,  é nesta situação que recorreremos ao uso da transposição de tonalidade, e 
trocaremos  os acordes por outros mais graves logicamente. 
Usando a escala acima vamos diminuir meio tom ou seja vamos localizar os acordes 
Dó - Fá - Sol na escala e voltar um acorde. 
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Resultado o acorde Dó passará a ser Si, o acorde Fá passará a ser Mi e o acorde  Sol 
passará ao acorde Fá #. 

EXEMPLO 2 
Digamos que o caso seja inverso, que a música que você pretende executar é muito 
grave  e você quer que a melodia se torne mais aguda. 
Tomaremos como base os acordes Mi - Lá - Ré, e usando a escala alteraremos um 
tom,  ou seja duas notas para frente. 
Resultado o acorde Mi passará a ser o Fá # o acorde Lá passará a ser o acorde Si  e 
o acorde Ré a Mi. 
Lembre-se:
No violão popular, as tonalidade dividem-se nas seguintes posições:
 
Tom   Maior  –   Primeira,   segunda,   preparação,   terceira   maior,   preparação   e 
terceira menor.
Tom Menor  - Primeira, segunda, preparação e terceira menor.
Os tons  maiores  são compostos de seis acordes e os tons  menores  de quatro 
acordes.
 
Capítulo 17– TABLATURAS
Pronto.   Chegamos   a   um   ponto   em   que   as   coisas   estão   começando   a   se   tornar 
difíceis. Muitos iniciantes quando se deparam com as tablaturas já começam a se 
desinteressar pelo curso ou somente ficar com aqueles conhecimentos que adquiriu 
e se contentar em ``arranhar`` seu instrumento. Calme!
  As tablaturas não são bicho de sete cabeças. Você sabendo o que representam e 
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para que servem, é meio caminho andado. Neste capítulo a intenção é mostrar pra 
vocês os conceitos e métodos para ler uma tablatura.
A Tablatura (tablature ou tabulature ou tab em inglês) é um método usado para 
transcrever música que pode ser tocada em instrumentos de corda como violões, 
guitarras e baixos. Ao contrário das partituras que exigem maior conhecimento de 
música  e  bastante   treino  as  tablaturas  são  voltadas  para   o  músico  iniciante   ou 
prático.
Apenas na aparência uma tablatura pode parecer com uma partitura. Apesar de 
ambas   serem   escritas   em   pautas   (linhas),   as   semelhanças   param   por   ai.   Uma 
partitura   indica   quais   notas   devem   ser   tocadas,   a   duração   de   cada   nota,   a 
velocidade com que deve ser tocada e etc. Exigem muita prática e um conhecimento 
apurado de música. Indicando a nota que deve ser tocada a partitura não diz onde 
esta nota se localiza no braço do instrumento ou no teclado. A partitura serve para 
transcrever   músicas   para   qualquer   instrumento,   seja   de   sopro,   de   cordas,   de 
percussão, etc. 
Outra   vantagem   das   partituras   é   que   permitem   que   o   músico   que   nunca   tenha 
ouvido   a   música   a   toque   exatamente   como   previsto   (desde   que   saiba   ler 
fluentemente partituras, o que obviamente exige geralmente anos de treino). Já uma 
tablatura,   método   de   transcrição   que   serve   apenas   para   instrumentos   de   corda 
como violões, baixos e guitarras, não indica diretamente a nota que deve ser tocada 
e sim qual corda deve ser ferida e em qual raste. Obviamente torna-se assim muito 
mais útil ao músico iniciante ou prático
Por   outro   lado   a   tablatura   tem   a   grande   desvantagem   de   exigir   que   o   músico 
conheça a música que deseja tocar visto que a mesma indica geralmente apenas as 
notas e não a duração de cada uma ou o tempo da música. Além das notas a serem 
feridas   a   tablatura   irá   indicar   quando   devem   ser   usadas   técnicas   como   bends, 
slides, hammer-ons, pull-offs, harmônicos e vibrato.
O conceito básico da tablatura é apresentar no papel um conjunto de linhas que 
representam as cordas do instrumento. Sendo assim para uma guitarra ou violão 
comum você terá seis linhas, para um baixo de quatro cordas terá quatro linhas, 
para um baixo de cinco cordas cinco linhas, para uma guitarra de sete cordas sete 
linhas   e   assim   por   diante.   Geralmente   nos   exemplos   mostrados   aqui   usaremos 
tablaturas de seis linhas para guitarra mas o principio é o mesmo para qualquer 
quantidade de cordas. 
Uma tablatura vazia de guitarra ou violão apresenta-se  da seguinte forma:
E------------------------------------------------------
B------------------------------------------------------
G------------------------------------------------------
D------------------------------------------------------
A------------------------------------------------------
E------------------------------------------------------
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A linha de baixo representa a corda mais grossa (mi mais grossa) e a linha de cima 
representa a corda mais fina (mi mais fina). De cima para baixo as linhas
representam as cordas mi, si, sol, re, la, mi.
Uma tablatura vazia de baixo (quatro cordas) apresenta-se da seguinte forma:
G------------------------------------------------------
D------------------------------------------------------
A------------------------------------------------------
E------------------------------------------------------
A linha de baixo representa a corda mais grossa (mi) e a linha de cima representa a 
corda mais fina (sol). De cima para baixo as linhas representam as cordas sol, ré, lá, 
mi.
Números escritos nas linhas indicam em que traste as respectivas cordas devem ser 
apertadas ao serem feridas. Número 0 indica corda solta. As notas devem ser lidas 
da esquerda para a direita.
E------------------------------------------------------
B------------------------------------------------------
G------------------------------------------------------
D------------------------------------------------------
A------------------------------------------------------
E---0--1--2--3-----------------------------------------
O exemplo acima indica as seguinte notas (uma de cada vez) na ordem:
-
corda mais grossa deve ser tocada solta (0)
-
depois a mesma corda deve ser tocada no primeiro traste (1)
-
depois a mesma corda deve ser tocada no segundo traste (2)
-
depois a mesma corda deve ser tocada no terceiro traste (3)
E------------------------------------------------------
B------------------------------------------------------
G---------0--------1--0--------------------------------
D---0--3-----0--3--------------------------------------
A------------------------------------------------------
E------------------------------------------------------
O exemplo acima é o início do riff de Smoke On The Water da banda Deep Purple 
e deve ser tocado da seguinte forma.
-
terceira corda (re) tocada solta (0)
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-
terceira corda (re) tocada no terceiro traste (3)
-
quarta corda (sol) tocada solta (0)
-
terceira corda (re) tocada solta (0)
-
terceira corda (re) tocada no terceiro traste (3)
-
quarta corda (sol) tocada no primeiro traste (1)
-
quarta corda (sol) tocada solta (0)
Nos exemplos acima as notas são tocadas uma de cada vez.
Quando   duas   ou   mais   notas   (obviamente   em   duas   ou   mais   cordas)   devem   ser 
tocadas de uma só vez (formando um acorde) a indicação é conforme abaixo:
E----3--------------------------------------------------
B----3--------------------------------------------------
G----4--------------------------------------------------
D----5--------------------------------------------------
A----5--------------------------------------------------
E----3--------------------------------------------------
Note que este é um acorde sol maior. Note que estando na mesma coluna as notas 
devem ser tocadas todas de uma só vez indicando um acorde. Apenas devem ser 
tocadas as cordas marcadas (no exemplo acima todas). 
Uma linha vazia indica que a corda não deve ser tocada. Um número zero indica 
que a corda deve ser tocada solta. Embora possam indicar acordes o mais comum é 
que   as   tablaturas   sejam   usadas   para   solos   ou   riffs   enquanto   os   acordes   são 
indicados por cifras.
Embora de maneira geral as tablaturas não indiquem o tempo de duração das notas 
e o intervalo entre elas, o espaçamento entre as colunas pode ser usado para dar 
alguma idéia sobre tempo e duração conforme o exemplo seguinte. 
Tratam-se das primeiras notas do hino nacional americano. Note o espaço maior 
que indica a pausa.
E­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­0­­­­­­­­4­­2­0­­­­­­­­­­­­­­­­­
B­­­0­­­­­­­­­­­­­­0­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­0­­
G­­­­­­1­­­­­­1­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­1­­­­3­­­­­­­
D­­­­­­­­2­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­
A­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­
E­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­
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Notações usadas em tablaturas 
Além dos números que apenas indicam qual corda deve ser ferida em qual casa 
(traste)   existem   algumas   letras   e   simbolos   comumente   usadas   para   notar 
determinadas técnicas. Essas notações podem variar um pouco de autor para autor 
mas as mais comuns são:
h - fazer um hammer-on 
p - fazer um pull-off 
b - fazer um bend para cima 
r - soltar o bend 
/ - slide para cima (pode ser usado s) 
\ - slide para baixo (pode ser usado s) 
~ - vibrato (pode ser usado v) 
t - tap 
x - tocar a nota abafada (som percussivo) 
Notação de Hammer-Ons
Um hammer-on consiste em martelar com um dedo da mão esquerda uma corda em 
um traste fazendo soar a nota sem o auxílio da mão direita. 
E­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­
B­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­
G­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­
D­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­
A­­­­­­­­­5h7­­­­­­­­­­­5h7­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­
E­­­0­­0­­­­­­­­­­0­­0­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­
No exemplo acima após ferir a corda grossa solta duas vezes o músico deverá ferir a 
segunda corda na Quinta casa e imediata e vigorosamente apertar a mesma corda 
(segunda) duas casas a frente (sétimo traste), fazendo a corda soar apenas com a 
martelada e sem auxílio da mão direita. Depois repita a sequência.
Notação de Pull-Offs
Pull-Offs são de certa forma o inverso de um hammer-on e consistem em soltar 
rapidamente uma corda fazendo com que a mesma soe solta (ou apertada em um 
traste anterior).
E­­­­3p0­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­
B­­­­­­­­­3p0­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­
G­­­­­­­­­­­­­­2p0­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­
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D­­­­­­­­­­­­­­­­­­­2­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­
A­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­
E­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­
No exemplo acima o primeiro pull-off na corda mais fina consiste em ferir a corda 
apertada no terceiro traste e soltá-la rapidamene para que soe solta. 
Posteriormente um pull-off identico é feito uma corda acima e assim por diante. 
Note que o terceiro pull off é feito a partir do segundo traste. Hammer-ons e pull-
offs costumam ser usados em conjunto como indicado abaixo:
E---------------------------------------------
B---------------------------------------------
G---2h4p2h4p2h4p2h4p2h4p2---------
D---------------------------------------------
A---------------------------------------------
E---------------------------------------------
Neste caso a corda deve ser ferida na segunda casa, imediatamente apertada na 
quarta casa (hammer-on), imediatamente solta da quarta casa (soando novamente 
na segunda, pull-off), novamente apertada na Quarta e assim por diante. Note que a 
mão direita do música só irá ferir a primeira nota... todas as outras são tocadas 
apenas com os hammers-ons e pull-offs da mão esquerda no braço.
Notação de bends
Um   bend   consiste   em   empurrar   uma   corda   para   cima   aumentando   a   tensão   e 
consequentemente gerando uma nota mais aguda. Quanto mais empurrada for a 
corda maior será o efeito. Um número é usado para indicar o quanto a nota deve ser 
aumentada.
E------------------------------------------------------
B------7b9--------------------------------------------
G------------------------------------------------------
D------------------------------------------------------
A------------------------------------------------------
E------------------------------------------------------
No exemplo acima a corda (re) deve ser tocada no sétimo traste e empurrada para 
cima até que soe mais aguda como se estivesse apertada no nono traste (um tom 
acima). Note que o dedo do musico continuara na sétima casa.
O bend pode também ser indicado entre parênteses como 7b(9).
E------------------------------------------------------
B------7b9--9r7-------------------------------------
G------------------------------------------------------
D------------------------------------------------------
A------------------------------------------------------
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E------------------------------------------------------
No exemplo acima é indicado depois do bend inicial que ele deve ser soltado. O 
músico   deve   ferir   a   corda   na   sétima   casa,   fazer   um   bend   de   um   tom   inteiro 
(equivalente a subir duas casas), ferir novamente a corda e soltar o bend (de forma 
que a corda volte a sua posição e nota originais).
Outros exemplos:
 bends podem ser de meio tom (7r8, equivalente a uma casa), de um quarto de tom 
(7r7.5, equivalente a meia casa) e assim por diante. É comum não ser indicado o 
valor (7b por exemplo) e nestes casos é preciso ouvir a música para saber o valor do 
bend.
Notação de Slides
Um slide consiste em fazer deslizar um dedo da mão esquerda pelo braço enquanto 
uma corda soa gerando uma variação do tom.
E------------------------------------------------------
B------7/9-------------------------------------------
G------------------------------------------------------
D------------------------------------------------------
A------------------------------------------------------
E------------------------------------------------------
O exemplo acima indica que a corda deve ser ferida na sétima casa e imediatamente 
o dedo que aperta a corda nesta casa deve deslizar para a nona casa enquanto a 
nota continua soando (aumentando portanto um tom).
Não necessariamente o início e o fim de um slide precisam ser indicados:
E------------------------------------------------------
B------/7--7\------------------------------------------
G------------------------------------------------------
D------------------------------------------------------
A------------------------------------------------------
E------------------------------------------------------
Neste caso a nota deve inicialmente ser ferida em alguma das primeiras casas e 
deslizada   até   a   sétima   casa,   posteriormente   sendo   deslizada   de   volta   para   as 
primeiras casas. Novamente é necessário conhecer a música que se deseja tocar de 
forma a saber o tamanho do slide.
Vários slides podem ser usados seguidos como indicado abaixo. Apenas a primeira 
nota precisa ser ferida.
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E-------------------------------------------------------
B------7/9/11\9\7\6\7---------------------------
G-------------------------------------------------------
D-------------------------------------------------------
A-------------------------------------------------------
E-------------------------------------------------------
Notação de Vibrato
O   vibrato   é   o   efeito   de   variação   de   tom   conseguido   com   a   alavanca   ou   mesmo 
através de pressão variável do dedo sobre a corda no braço do instrumento (vide 
músicos de blues).
E------------------------------------------------------
B------------------------------------------------------
G------------------------------------------------------
D-------2--5~----------------------------------------
A----3-------------------------------------------------
E------------------------------------------------------
Neste caso a última nota deve sofrer vibrato. É necessário conhecer a música em 
questão para saber como este vibrato deve ser efetuado.
Notação de Tap
Tap ou tapping consiste em fazer soar notas feridas com a mão direita apertando as 
cordas nos trastes. É técnica geralmente usada por guitarristas rápidos como Eddie 
Van Hallen entre outros. 
A   indicação   de   que   uma   nota   deve   ser   tocada   como   tap   consiste   apenas   em 
acrescentar  a  letra   t   à  nota   correspondente.   Geralmente   são  efetuadas   na   parte 
mais interna do braço do instrumento.
E------------------------------------------------------
B----13t----------------------------------------------
G---------12t-----------------------------------------
D--------------12t------------------------------------
A------------------------------------------------------
E------------------------------------------------------
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No   exemplo   acima   as   notas   devem   ser   feridas   pela   mão   direita   do   músico 
simplesmente apertando as cordas vigorosamente nos trastes indicados.
Outras notações
Notações extras necessárias em determinadas músicas e/ou técnicas são comuns 
mas não padronizadas, sendo geralmente explicadas na própria tablatura em texto 
anexo. Variações das notações acima também são bastante comuns.
Capítulo 18 – TÉCNICAS

Ligaduras (Legato)
É a ligação de som que aparece entre uma nota fixa e uma nota solta. Também 
conhecida como legato, é uma técnica amplamente empregada em aranjos e solos. 
Existem basicamente dois tipos de ligaduras: uma ascendente e outra descendente, 
conhecidas respectivamente como Hammer-on e Pull-of.
a) Hammer-on (h)
Consiste basicamente em tocar uma nota e fazer a outra soar sem auxílio da mão 
direita. A nota ligada será martelada com um dedo da mão esquerda. Esta nota que 
vai soar depois da primeira, vai estar sempre na mesma corda é em qualquer uma 
casa acima (ligadura ascendente).
Abaixo   temos   um   exemplo   de   aplicação   de   hammer-ons   feito   sobre   uma   escala 
pentatônica.
   e:|--------------------8h10--12-------------------|
   B:|--------------8h10-----------------------------|
   G:|---------7h9-----------------------------------|
   D:|---7h10----------------------------------------|
   A:|-----------------------------------------------|
   E:|-----------------------------------------------|
   Di:   1 4   1 3  2  4  2  4   4
Execução
Para executar o trecho acima, siga a digitação da mão esquerda representada por 
"Di". Toque a nota da corda (D) 7ª casa com o dedo 1, a nota da 10ª casa será obtida 
através de uma martelada com o dedo 4. A martelada deve ser feita sem soltar o 
dedo 1 da 7ª casa. Depois temos uma ligadura na corda (G) 7ª casa ligada com a 9ª 
casa, a martelada agora é feita com
MVHP
58
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o dedo 3. As outras ligaduras serão executadas da mesma forma.
Representação
Na   tablatura   acima   temos  quatro   ligaduras   do  tipo   "Hammer-on",   representadas 
pela   letra   "h".   Note   que   o   primeiro   número   antes   do   "h"   é   sempre   inferior   ao 
segundo (ligadura para cima).
Em   outras   formas   de   representação   em   tablaturas,   encontraremos   as   ligaduras 
representadas   pelo   símbolo   (_)   entre   dois   ou   mais   números.   Neste   formato   não 
temos indicado o tipo de ligadura (hammer-on ou pull-of).
Abaixo temos outro exemplo de aplicação de hammer-ons feito sobre a escala maior 
de G.
     
e:|--10_12--8_10--7_8--5_7--3_5--2_3_2_0------------|
   B:|-------------------------------------------------|
   G:|-------------------------------------------------|
   D:|-------------------------------------------------|
   A:|-------------------------------------------------|
   E:|-------------------------------------------------|
   
   Di:   1  3  1  3  1 2  1 3  1 3  1 2 1 
Analisando   o   exemplo   acima,   nota-se   no   trecho   final   (2_3_2_0)   um   conjunto   de  
ligaduras, onde (3_2_0) são descendentes (Pull-of).
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