Apostila de Violão Completa Copyright 2004 mvhp portal de Cifras Apostila de Violão Completa



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Capítulo 9 – ACORDES  RELATIVOS
Existem alguns acordes que são bem difíceis de serem feitos, alguns usam pestana 
outros exigem uma abertura de dedo muito grande, ou seja, tudo que os iniciantes 
fogem! 
Para sorte de vocês, existem acordes que possuem som bem parecido com outro 
acorde! 
Como os acordes são formados pela PRIMEIRA, TERÇA e a QUINTA, acordes que 
possuam a terça e a quinta iguais sãs chamados de relativas (A primeira nunca será 
igual, pois a primeira de qualquer nota é ela mesma, além disso, se fosse igual seria 
a mesma nota).
Vejamos as principais notas relativas. 
Cifras Suas Relativas
A
F#m
B
G#m
C
Am
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D
Bm
E
C#m
F
Dm
G
Em
Capítulo 10 – INVERSÕES
Fazer a inversão de um acorde significa colocar na base desse acorde, ao invés da 
nota fundamental, a mediante ou a dominante. 
Por exemplo: C é formado por: Dó, Mi e Sol. Sua primeira inversão, é em Mi, sua 
segunda Inversão é em Sol e sua Terceira Inversão é em Si, e o que isso significa? 
Mi, Sol e Si correspondem, respectivamente à TERÇA, QUINTA e a SÉTIMA de Dó. 
As inversas devem ser adicionadas as notas originais, ou, as notas originais devem 
ter o baixo na nota inversa. 
Exemplos: Existem duas notações: 
1ª Notação 
2ª Notação 
Quando temos algo parecido com 
X/Y, onde X é uma nota qualquer e 
Y é outra nota qualquer. 
Quando temos algo parecido com X/N 
onde X é uma nota qualquer e N é um 
número qualquer. 
Exemplos:
Exemplos:
G/A
C/7
Em/B
D7/9
Fa#/E
E7/11
Você já deve ter visto algo parecido com isso: 
Tempos Modernos 
De: Lulu Santos 
Introdução: (G/D D) A Em 
G                      D                A7 A6 
Eu vejo a vida melhor no futuro 
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            Em          G            D       A7 
Eu vejo isto por cima de um muro 
     G          Em/B 
De hipocrisia     
 Em                       C7+      C/D 
Que insiste em nos rodear 
Na introdução, temos logo de cara um  Sol com baixo em Ré, analisando a nota, 
através da tabela do cap. 5, descobrimos que Ré é a Quinta de Sol, ou seja, sua 2ª 
inversão! 
Depois temos  Mi menor com baixo em Si,  Si também é a Quinta de Mi menor, 
portanto também é a 2ª inversão. 
Já o Dó com baixo em Ré, na última linha, é uma outra nota, não é uma inversa
pois a inversa deve ter baixo ou na TERÇA, na QUINTA ou SÉTIMA. 
Analisado   esta   nota,   chegamos   a   conclusão   que   o   Ré,   é   a   NONA   de   Dó.   (ou 
SEGUNDA, mas a notação mais usual é a oitava superior) 
Por que Ré é a Nona de Dó? 
Sabemos que a PRIMEIRA e a OITAVA são iguais, por que? Uma oitava é constituída 
por 8 notas, por exemplo: Do, Re, Mi, Fa, Sol, La, Si. (1ª Oitava).Do, Re, Mi, Fa, Sol, 
La, Si, Do. (2ª Oitava) 
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15
Capítulo 11– CONCEITOS RÁPIDOS: CIFRADO & TRANSPORTE
Cifrado é a nomenclatura universal moderna de harmonização . Onde os nomes das 
notas são substituídos por letras . 
A (lá) B (si) C (dó) D (ré) E (mi) F (fá) G (sol) 
Acidentes: # (sustenido) aumenta anota meio tom 
b (bemol) diminui a nota meio tom 
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Códigos: m (acorde menor) + ou M (acorde maior) 
° (acorde diminuto) / (acorde com o baixo alterado) 
- (acorde diminuído) Ex. (E/D = Mi maior com o baixo em Ré) 
SINAIS USADOS NO CIFRADO
# sustenido
b Bemol
6 (Sexta) – 7 (sétima) – etc.
9 M (Nona Maior) – 7 M (Sétima Maior) –etc.
5 + (Quinta Aumentada) – 9 M (Nona Aumentada) – etc.
9 – (Nona Menor)
dim (Acorde Diminuto)
O transporte é utilizado para modificar a tonalidade da música para mais aguda ou 
para mais grave. 
Se a música estiver cifrada muito baixa na marcação original encaminha-se para a 
direita até achar o tom ideal . Quando estiver cifrada muito alta encaminha-se para 
esquerda . 
Para a direita ----------: mais alto 
Para esquerda :--------: mais baixo
Capítulo 12 – A IMPORTÂNCIA DO BAIXO
O baixo tem função de reforçar harmoniosamente as notas graves dos acordes .
Todo acorde é formado pôr três ou mais notas. 
1º Tônica 2º Terça 3º Quinta 4º Dissonância 
No baixo conta- se as notas da corda MI para a corda sol . No sentido de aumento 
de tom.   Na maior parte dos acompanhamentos , o baixo utiliza a tônica   como a 
nota preponderante , portanto as outras notas podem ser utilizadas para fazer um 
desenho   melódico   ,   e   com   isso   obter   um   resultado   mais   colorido   no 
acompanhamento.
DÓ = 33 RÉ = 35 MI = 40 FÁ = 41 SOL = 43 LÁ = 45 SÍ = 32 
Esse é um sistema de números que facilita a identificação da nota , ele procede da 
seguinte maneira: contasse as cordas de baixo para cima dando números decimais 
como nome.
Corda 1 solta = 10 Corda 2 solta = 20 Corda 3 solta = 30 Corda 4 solta = 40 
Se a corda 1 estiver pressionada na primeira casa será 11 se estiver pressionada na 
Segunda será 12 e assim sucessivamente com as outras cordas.
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Capítulo 13 – INTERVALOS, SEMITOM, TOM
Intervalo: Distância entre dois sons 
Semitom: É o menor intervalo entre dois sons 
Tom: Intervalo formado por dois semitons 
Cada espaço que encontramos no braço do instrumento é um semitom (ou meio-
tom)
 
Por exemplo : 
O intervalo entre a primeira casa e a terceira casa é de um tom, e o intervalo entre 
primeira casa e a segunda é de meio-tom. 
Exemplo 2 
1ªcorda (mi) ---0--1--3--5--7--8--10--12--------------- 
2ªcorda (si) ---0--1--3--5--6--8--10--12--------------- 
3ªcorda (sol)---0--2--4--5--7--9--10--12--------------- 
4ªcorda (ré) ---0--2--3--5--7--9--10--12--------------- 
5ªcorda (lá) ---0--2--4--5--7--8--10--12--------------- 
6ªcorda (mi) ---0--2--3--5--7--8--10--12--------------- 
Nesta tablatura estou apontando as notas(naturais) existentes no violão até a 12ª 
casa . 
Por exemplo na 1ª corda. 
Solta (0) mi - 1ªcasa fá - 3ª casa sol - 5ª casa lá - 7ª casa si - 8ª casa dó - 10ª casa 
ré - 12ª casa-mi 
Repare que entre as notas DÓ e RÉ :: RÉ e MI :: FÁ e SOL :: SOL e LÁ :: LÁ e SI , 
iste um intervalo de 1 tom entre elas, ou seja, nós "pulamos" uma casa entre uma e 
outra. 
Porém   entre   MI   e   FÁ   ::   SI   e   DÓ   Esse   intervalo   é   de   apenas   meio-tom   (ou   um 
semitom) e nós as encontramos uma ao lado da outra.   É por isso que quando 
estamos tocando não existem sustenidos ou bemóis entre MI e FÁ / SI e DÓ. 
Com   base   nestas   explicações   descubram   agora   as   notas   que   estão   nas   outras 
cordas   acima   anotadas.   Temos   diversos   tipos   de   intervalos:   ascendente, 
descendente,   melódico,   harmônico,   simples,   composto,   natural,   enarmônico   e 
invertido.
Por agora os que nos interessam são: 
Intervalo ascendente: quando o primeiro som é mais grave que o seguinte.
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Intervalo harmônico: quando os sons são ouvidos simultaneamente.
Intervalo enarmônico: quando os sons são iguais mas tem nomes diferentes.
Estes intervalos nos ajudarão a entender melhor como os acordes são 'montados'.
Obs:
 Nos ajudarão também a entender como as escalas são montadas mas por 
enquanto não entraremos neste assunto. Confira isso no próximo caso:
Tabela de intervalos
Símbolo
ex.: 'C' Nome do intervalo
Distância em casas 
T
C
Tônica
0
b2
Db
Segunda menor
1
2
D
Segunda maior
2
2#
D#
Segunda aumentada
3
b3
Eb
Terça manor
3
3
E
Terça maior
4
4
F
Quarta (justa)
5
4#
F#
Quarta aumentada
6
b5
Gb
Quinta diminuta
6
5
G
Quinta (justa)
7
5#
G#
Quinta aumentada
8
b6
Ab
Sexta menor
8
6
A
Sexta maior
9
7
Bb
Sétima menor
10
7+
B
Sétima maior
11
T
C
Tônica (Oitava)
12
b9
Db
Nona menor
13
9
D
Nona maior
14
9#
D#
Nona aumentada
15
11
F
Décima primeira
17
11#
F#
Décima primeira aum. 18
b13
Ab
Décima terceira 
menor
20
13
A
Décima terceira 
21
Tabela de intervalos em todos os tons
Tom
/
T
b2
2
2#/b3 3
4
4#/b5 5
5#/b6 6
7
7+
C
>
C
Db
D
D#/Eb E
F
F#/Gb G
G#/Ab A
Bb B
C#
>
C# D
D# Dx/E
E# F# Fx/G
G# Gx/A
A# B
B#
Db
>
Db Ebb Eb E/Fb
F
Gb G/Abb Ab A/Bbb Bb Cb C
D
>
D
Eb
E
E#/F
F# G
G#/Ab A
A#/Bb B
C
C#
D#
>
D# E
E# Ex/F# Fx G# Gx/A
A# Ax/B
B# C# Cx
Eb
>
Eb Fb
F
F#/Gb G
Ab A/Bbb Bb B/Cb
C
Db D
E
>
E
F
F# Fx/G
G# A
A#/Bb B
B#/C
C# D
D#
F
>
F
Gb
G
G#/Ab A
Bb B/Cb
C
C#/Db D
Eb E
F#
>
F# G
G# Gx/A
A# B
B#/C
C# Cx/D
D# E
E#
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Gb
>
Gb Abb Ab A/Bbb Bb Cb C/Dbb Db D/Ebb Eb Fb F
G
>
G
Ab
A
A#/Bb B
C
C#/Db D
D#/Eb E
F
F#
G#
>
G# A
A# Ax/B
B# C# Cx/D
D# Dx/E
E# F# Fx
Ab
>
Ab Bbb Bb B/Cb
C
Db D/Ebb Eb E/Fb
F
Gb G
A
>
A
Bb
B
B#/C
C# D
D#/Eb E
E#/F
F# G
G#
A#
>
A# B
B# Bx/C# Cx D# Dx/E
E# Ex/F# Fx G# Gx
Bb
>
Bb Cb
C
C#/Db D
Eb E/Fb
F
F#/Gb G
Ab A
B
>
B
C
C# Cx/D
D# E
E#/F
F# Fx/G
G# A
A#
Simbologia: 
x -significa dobrado sustenido ou seja duas vezes sustenido.
bb -significa dobrado bemól ou seja duas vezes bemól.
Capítulo 14 – ESCALAS
Vamos aprender a construir uma escala de Dó a Dó e com todos os seus acidentes. 
Para isto precisamos saber que entre Mi e Fá - Si e Dó   não há sustenido (#)   ou 
bemol (b),  e que o # e o b ocupam a mesma casa ou seja um Fá # está localizado na 
mesma casa 
Em que vamos encontrar o Sol b.
Logo temos. 
Dó|#|Ré|#|Mi|Fá|#|Sol|#|Lá|#|Si|Dó  ou
Dó  |b|Ré|b|Mi|Fá|b|Sol|b|Lá|b|Si|Dó
Mi--|Fá-|#-b|Sol|#-b|Lá-|#-b|Si-|Dó-|#-b|Ré-|#-b|Mi-| 
Lá--|#-b|Si-|Dó-|#-b|Ré-|#-b|Mi-|Fá-|#-b|Sol|#-b|Lá-| 
Ré--|#-b|Mi-|Fá-|#-b|Sol|#-b|Lá-|#-b|Si-|Dó-|#-b|Ré-| 
Sol-|#-b|Lá-|#-b|Si-|Dó-|#-b|Ré-|#-b|Mi-|Fá-|#-b|Sol| 
Si--|Dó-|#-b|Ré-|#-b|Mi-|Fá-|#-b|Sol|#-b|Lá-|#-b|Si-| 
Mi--|Fá-|#-b|Sol|#-b|Lá-|#-b|Si-|Dó-|#-b|Ré-|#-b|Mi-|
Vamos agora a definição de uma escala musical, que é muito  importante para o 
estudo do violão.
Escala Musical
: 
Ordenação sucessiva de sons a intervalos não maiores que uma 
segunda. Escalas são grupos de notas com o qual dividimos uma oitava musical. 
Uma oitava é o intervalo sonoro que separa uma nota e sua repetição, mais grave ou 
mais   aguda.   Essa   repetição   ocorre   quando   o   número   de   vibrações   por   segundo 
emitido pela nota dobra de frequência. Por exemplo : afinamos muitos instrumentos 
musicais usando como referência um diapasão afinado em Em Lá ( 440 vibrações 
por segundo ),depois de afinarmos o instrumento, se tocarmos um outro Lá mais 
grave, este irá soar a 220 vibrações por segundo. Se tocarmos o outro Lá, mais 
agudo, este novo irá soar a 880 vibrações por minuto.
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Se considerarmos que estamos tocando uma nota Dó, e formos tocando cada nota 
imediatamente  acima ,  teremos 12 intervalos  de sons  cada  vez  mais  agudos  até 
tocarmos o Dó mais alto. Se fizermos isso estaremos tocando a escala cromática de 
Dó. Que é a única escala que utiliza todos os sons. As mais usadas tem 5, 6, 7 e 8 
notas.
Cada   escala   tem   uma   origem,   um   som   próprio   e   uma   ocasião   correta   para   ser 
utilizada. É dentro dos vários tipos de escalas que se escolhem as notas que vão 
constituir a melodia, a harmonia, os solos ou os improvisos de um determinado tipo 
de trabalho musical.
Aqui estão alguns tipos de escalas. Podemos apenas sugerir uma regra : conheça 
bem cada escala que resolver utilizar, perceba quando o seu uso cumpre a função 
proposta,  e,  principalmente,   perceba   aonde  essa  escala  não  é  adequada.   O  bom 
gosto é o melhor juiz.
Aprenda a escala, e decore-a mentalmente.
Primeiro toque-a com uma oitava, depois com duas, com três, e depois em 
tôda a extensão do instumento.
Module esta escala e toque-a em todos os tons.
Use intervalos de têrças ( ao invés de Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Si.... ( por 
exemplo )..saltando em intervalos de têrças teremos : Dó, Mi, Ré, Fá, Mi, 
Sol, Fá, Lá ....
Use intervalos de quartas ( ao invés de Dó, Ré, Mi, Fá, SoL, Lá, ... saltando 
em intervalos de quartas teremos : Dó, Fá, Ré,Sol, Mi, Lá, Fa, Si..
Use intervalos de quintas, de sextas, de sétimas, e oitavas.
Monte os acordes que começam com cada nota da escala.
Crie sequências de acordes dentro desta escala
Crie   melodias   usando   esses   intervalos   estudados   e   os   acordes 
encontrados. Faça tudo isso em todos os tons! 
Existem diversos tipos de escala, cada uma se prestando a um determinado estilo 
musical, assim temos escalas de Jazz, de Blues, de música barroca, etc. 
Mas o nosso interesse aqui não são estas escalas citadas acima e sim a Escala 
Natural a partir da qual são construídos os acordes.
A Escala Natural é formada de dois tetracordes (acordes de 4 notas) separados por 
um intervalo de um tom. Cada tetracorde possui os intervalos tom, tom, semiton.
Exemplo:
Usaremos a escala de C (lê-se dó). 
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Assim temos C D E F G A B C (lê-se dó ré mi fa sol la si do) que é a escala natural 
de C. 
Vejamos porque.
I II III IV       V  VI VII VIII  --> graus
C  D  E  F        G  A  B  C      --> notas
 1  1  1/2    1    1  1  1/2      --> intervalos
obs: as cifras acima não representam acordes e sim notas.
-
Assim temos o C (lê-se dó) como o primeiro grau da escala e entre C e D (lê-se 
dó e ré) temos um intervalo de 1 tom (C C# D).
-
Entre D e E, segundo e terceiro graus da escala, temos um intervalo de 1 tom 
(D D# E).
-
Entre E e F, terceiro e quarto graus da escala temos um intervalo de 1/2 tom 
(1 semiton) (E F), pois E não possui # (sustenido).
-
Entre o quarto e quinto graus da escala, de F para G, temos um intervalo de 1 
tom separando o primeiro tetracorde do segundo.
-
Entre o quinto e sexto graus temos um intervalo de 1 tom (G G# A). Entre o 
sexto e sétimo grau temos um intervalo de 1 tom (A A# B).
-
E finalmente entre o sétimo e o oitavo graus temos o intervalo de 1/2 tom (1 
semiton) (B C) pois o B não possui sustenido. Obs: Mi (E) e Si (B), ou seja, as 
notas terminadas em "i" não possuem sustenido.
Com   isto   temos   que   a   fórmula   para   se   construir   uma   Escala   Natural   é   dois 
tetracordes de tom, tom, semiton separados por um intervalo de 1 tom.
É por isto que a escala de C não possui acidentes (sustenidos ou bemois), o que não 
acontece com outras escalas, que possuem os seus acidentes específicos.
Vejamos a escala de D:
I II III IV      V  VI VII VIII
D  E  F#  G       A  B  C#  D
  1  1  1/2   1    1  1  ½
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-
Entre E e F existe apenas 1 semiton, já que E não possui sustenido, por isso 
foi necessário acrescentar um sustenido em F para que a nossa fórmula se 
cumpra, ou seja o intervalo deve ser de 1 tom entre o segundo e terceiro graus 
da escala natural, portanto no caso desta escala específica temos ( E F F#) 
entre o segundo e terceiro graus da escala.
-
Entre o terceiro e quarto graus temos um intervalo de 1 semiton, (F# G).
-
Entre o sexto e sétimo graus da escala temos um intervalo de 1 tom, por isto 
fomos obrigados a acrescentar um sustenido em C, assim temos (B C C#) 
entre o sexto e sétimo graus da escala de D.
-
Entre o sétimo grau e o oitavo temos apenas um semiton, ou seja, (C# D). 
Nota-se que o primeiro e o oitavo graus são a mesma nota, a diferença entre 
elas dá-se na altura do som, o oitavo grau está uma oitava acima do primeiro 
grau portanto mais aguda.
Descobrimos que a escala de D possui dois acidentes, um em F e outro em C e 
neste caso espcífico ambos são sustenidos.
Com estas informações você será capaz de construir todas as escalas naturais dos 
respectivos tons, prossiga, como exercício construindo as escalas de E F G A e B (e 
não se esqueça, lê-se, mi fa sol lá e sí). 
Descubra por você mesmo quantos acidentes existem em cada tonalidade, quais são 
(se bemois ou sustenidos), etc. Lembre-se que os acidentes são característicos das 
suas respectivas tonalidades, pode-se reconhecer uma escala pelo seu número de 
acidentes e quais são.
É importante frisar também que o primeiro grau é que dá nome a escala.
Capítulo 15 – MODOS
Modos  são apenas escalas derivadas da escala maior. Já vimos que cada escala 
maior tem uma relativa menor derivada a partir do  VI  grau. A escala de  C, por 
exemplo, tem a de Am como sua relativa. 
Reveja abaixo.
MVHP
47
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(-----Escala de Am-----)
=>C D E F G A B C D E F G A
=>(---- Escala de ------)
A questão é simples: assim como posso construir uma escala contendo as mesmas 
notas   a  partir   do  VI  grau,   é   possivel   construi-las   a  partir   de  qualquer  grau   da 
escala maior. Há, portanto, 7 modos distintos de se tocar uma escala diatônica, 
iniciando-se em qualquer ponto da mesma. Se você iniciar em E, por exemplo, terá: 
E F G A B C D E. 
Este   modo,   que   se   inicia   no  III  grau   da   escala   (E,   no   caso   da   escala   de  C)   é 
denominado   de   modo  Frígio.   Agora   você   precisa   usar   um   pouco  o   ouvido   e,   se 
possível, um amigo. Peça para que ele toque o acorde de C enquanto você executa a 
escala no modo frígio, de E à E.  
Ela deve soar exatamente como a escala de C. Agora peça para que ele toque Em e 
repita a escala. Soa diferente? Mais alegre ou mais triste? Para entender porque eu 
disse   para   tocar   o   acorde   de  Em  você   precisa   rever   a   lição   sobre   formação   de 
acordes. Repita este mesmo procedimento iniciando em D
Toque a escala sobre o acorde de C e depois sobre o de Dm. Que tal o efeito? Esta 
escala iniciando no II grau é conhecida como modo Dórico.
A tabela seguinte resume os modos com suas principais caraterísticas:
Grau
Nome
Tipo (Acorde) - Ver 
lição V
Característica Sonora
I
Jônico(=Jôni
o)
Maior
Imponente, majestoso
alegre
II
Dórico
Menor
"Weepy" - Musica country
III
Frígio
Menor
"Dark", "down" - "Heavy 
metal"
IV
Lídeo
Maior
Suave, doce
V
Mixolídeo
Maior
Levemente triste - Blues e 
rock
VI
Eólio
Menor
Escala Menor Natural - Uso 
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