2-a bíblia tradição oral e escrita



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PROFETAS - INTRODUÇÃO

Deus, preparando a salvação do gênero humano, escolheu e constituiu para si um povo e confiou-lhe suas promessas. Deus constituiu seu povo multiplicando-o numericamente, pela aliança e lei e pela doação da terra e monarquia. Agora Deus quer instruir e formar esse povo. A pedagogia divina usará três métodos para a instrução do povo: a palavra dos profetas, o sofrimento do desterro e a esperança messiânica.



Pela palavra dos profetas

Profeta não é alguém que simplesmente prediz o futuro. Não é um alienado do presente que se refugia no futuro, mas vive intensamente o presente, tendo como referência:

a) O passado: a eleição de Deus e a aliança do Sinai;

b) O futuro: o cumprimento da promessa de Deus.



Vocação do profeta

O chamado do profeta é iniciativa de Deus: “Foi o Senhor Deus que me tirou de detrás do rebanho e me ordenou: ‘vai profetizar contra Israel, o meu povo’... Tu me seduziste Senhor, e eu me deixei seduzir! Foste mais forte do que eu e me subjuguei! Tornei-me a zombaria de todo dia, todos se riem de mim” (Am 7,15; Jr 20,7). Deus chama e envia o profeta para a missão, para falar em seu nome e com seu poder. Deus escolhe quem quer, como quer, onde e quando quer. Normalmente o vocacionado tenta resistir ao chamado de Deus por saber das exigências.



Identidade

Profeta não é o que fala de Deus, apenas. É o que fala em nome de Deus. É o arauto de Deus, seu mensageiro. O profeta é receptor e transmissor:

a) Receptor: é o homem que escuta Deus e tem sensibilidade para captar a mensagem divina. É o homem de Deus, cuja vida gira em torno de Deus, por isso pode captar a mensagem divina. A mensagem pode chegar de várias formas: visão, audição, sonho ou por inspiração interior (esta é a mais comum). A principal função do profeta é descobrir o misterioso plano de Deus para o povo, por isso ele é um contemplativo antes de ser homem da ação.

b) Transmissor e intérprete: depois de captar a mensagem de Deus, o profeta vai entregá-la aos seus destinatários. As palavras são antes de tudo de Deus e o profeta tem consciência de ser apenas o instrumento de realização do plano de Deus. Ele é também o intérprete da realidade do povo, pois está inserido no mesmo povo. Ele não quer ensinar o que Deus é em si mesmo e sim o que Deus é para o homem e o que o homem é para Deus.



A mensagem do profeta

A mensagem do profeta assenta-se sob quatro pilares:

a) Severidade: o profeta é zeloso defensor da aliança e do direito divino;

b) Consolador: o profeta descobre a luz da esperança no meio das sombras e trevas;

c) Edificante: a palavra de Deus purifica, cura e forma o povo;

d) Exortativo: exorta o povo a se entregar com santidade aos compromissos da aliança com Deus.

A mensagem de todos os profetas se conjuga em harmonia seguindo três linhas mestras que caracterizam a religião do AT.

a) Monoteísmo: Israel só tem um Deus, dono de toda a terra que não deixa lugar para outros deuses, por isso seu amor a Deus deve ser exclusivo, sem a influência de cultos pagãos e sincretismos que mancham a fé (Os 2,7-15; Jr 2,5-13).

b) Moralismo: a impureza do homem opõe-se à santidade de Deus. Diante disso o profeta tem clara consciência do pecado pessoal e social. O pecado é atentado contra o Deus de Justiça (Amós), contra o Deus do amor (Oséias) e contra o Deus Santo (Isaías). Os profetas atacam o formalismo social e religioso. Miquéias 6,8 sintetiza a vontade de Deus para seu povo: “Já te foi indicado, ó homem, o que é bom, o que o Senhor exige de ti. É só praticar o direito, amar a misericórdia e caminhar humildemente com teu Deus”.

c) Messianismo: os profetas anunciam e descrevem o perfil da vida e missão do futuro messias: pastor, esposo, juiz, sacerdote. Nascerá em Belém: “Mas tu, Belém de Éfrata, pequenina entre as aldeias de Judá, de ti sairá para mim aquele que há de ser o governante de Israel” (Mq 5,1), será cheio do Espírito Santo: “Sobre ele há de repousar o espírito do Senhor, espírito de sabedoria e compreensão, espírito de prudência e valentia, espírito de conhecimento e temor do Senhor” (Is 11,2-3), com títulos maravilhosos (Is 9,5; Jr 23,6), como o filho do homem (Dn 7). Efetivamente da linhagem de Davi como o Senhor prometeu: “Um broto vai surgir do tronco seco de Jessé, das velhas raízes, um tronco brotará” (Is 11,1).

Mas, de maneira especial, o messias é apresentado como o Servo do Senhor, sofredor que por suas chagas vai salvar Israel (Is 49-53). Os profetas anunciam o dia do Senhor como um dia de felicidade indescritível, num clima de santidade e justiça (Is 29,19-24), conversão interior e perdão divino (Jr 31-34), conhecimento do Senhor, paz e gozo (Is 2,4).

São dois os nomes que resumem o genuíno ideal messiânico: Emanuel: “Pois bem, o próprio Senhor vos dará um sinal. Eis que a jovem conceberá e dará à luz um filho e lhe porá o nome de Emanuel” (Is 7,14) e Senhor, nossa Justiça: “Naquele dia, Judá será salvo e Israel vai se deitar confiante. E o nome que lhe darão será Senhor Nossa Justiça” (Jr 23,6).



OS PROFETAS DO POVO DE DEUS

PROFETA ELIAS - INTRODUÇÃO

Elias "o tesbita, dos moradores de Gileade" (1 Rs 17,1) é o personagem que estudaremos nesta lição. Seu nome significa "Jeová é Deus". Foi de fato um grande profeta. Realizou grandes façanhas e até hoje, sua vida nos serve de exemplo. Sua pessoa aparece subentendida na galeria dos heróis da fé, em Hebreus 11,32, que diz: “... e dos profetas”.



A VIDA DE ELIAS

Nada temos de informação sobre a vida de Elias antes de exercer o seu ministério profético, apenas que era dos moradores de Gileade (1 Rs. 17,1). No entanto, analisando os textos bíblicos de 1 Rs. 17-19; 21; 2 Rs. 1 e 2, onde o ministério de Elias é narrado, podemos conhecer um pouco mais desse grande profeta do século IX A.C.



Sua personalidade

As Escrituras revelam que Elias "era um homem sujeito às mesmas paixões que nós." (Tg. 5,17a) Uma pessoa de pouca aparência e evidenciando uma vida solitária (2 Rs. 1,8-9). Sua depressão e seu complexo de inferioridade são características próprias do introvertido. (1 Rs. 19,3,4).



Seu caráter

Como homem de Deus (1 Rs. 17,24), manteve-se zeloso no seu ministério, guardou a aliança com o seu Deus, e se resguardou da idolatria combatendo-a com veemência (1 Rs 18,21-24; 19,10). No entanto, deixou transparecer a sua fraqueza, ao supor que era o único fiel em Israel. O Senhor o repreendeu dizendo que havia reservado para Si, sete mil homens que não dobraram seus joelhos diante de Baal (1 Rs. 19,14-18; Rm. 11,1-4). Elias era cheio do Espírito Santo (2 Rs 2,9; Lc. 1,17).



O MINISTÉRIO PROFÉTICO DE ELIAS

Jesus Cristo autentica o ministério profético de Elias ao afirmar que ele foi enviado por Deus. (Lc. 4,25-26). A importância do seu ministério é evidenciado em Mt. 17,3-4 quando ele aparece na transfiguração de Jesus Cristo na qualidade de representante dos profetas.



Sua mensagem

Elias teve a responsabilidade de profetizar durante um período do reinado de Acabe. Um mau rei de Israel. No entanto, não se intimidou. Predisse a seca e por isso Deus o mandou fugir para um certo lugar onde os corvos o sustentaram com pão e carne durante alguns dias. Passado esse tempo, o Senhor o mandou de volta a Acabe (1 Rs. 18,1), o profeta foi firme diante da reação pouco pacífica do rei e o repreendeu. (1 Rs. 18,17-19) Elias predisse a chegada da chuva (1 Rs. 18,41). Com sua mensagem repreendeu Acabe e Jezabel por matar Nabote e roubar a sua vinha. Ainda prevê a morte de ambos (1 Rs. 21,17-26). Esta profecia se cumpriu em 1 Rs 22,34-40; 2 Rs. 9,30-37.



Sua oração

Elias era homem de oração. Obtinha respostas imediatas. O texto de Tiago 5,17,18. Afirma que Elias "orou com instância para que não chovesse... E orou de novo e o céu deu chuva." Elias orou pelo filho da viúva (1 Rs. 17,20-22); orou pedindo a intervenção do Senhor diante dos profetas de Baal (1 Rs. 18,36,37).



A OBRA REALIZADA POR ELIAS

Apenas saber que Elias foi um grande profeta, não nos traz grande proveito. Precisamos saber o que ele de fato realizou e como podemos tornar seu exemplo em algo prático para as nossas vidas hoje. Podemos perceber três virtudes na vida de Elias através da obra que realizou:



Sua fé em Deus

O desafio proposto aos profetas de Baal (1 Rs. 18,20-40) é uma demonstração clara de fé. Segundo Hebreus 11,1, "fé é a certeza de cousas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem." Elias tinha total certeza de que seria ouvido por Deus (1 Rs. 18,24). Uma falha qualquer e seria devorado pelos 450 adversários. A sua fé foi demonstrada também, ao afirmar para a viúva de Sarepta, que não ia acabar a farinha e nem faltar o azeite, apesar da insignificante quantidade. (1 Rs. 17,12-14)



Sua intimidade com Deus

Elias demonstrava grande intimidade com o seu Deus. Falava com Deus como alguém que comungava com Ele. Por exemplo diante do filho morto da viúva ele diz: "Ó Senhor meu Deus, também até esta viúva, com quem me hospedo, afligiste, matando-lhe o filho?" (1 Rs. 17,20). Diante dos profetas de Baal : "...fique hoje sabido que tu és Deus em Israel, e que eu sou teu servo..." (1 Rs. 18,36b). Podemos perceber, pelo exemplo de Elias, que para sermos profetas de Deus, precisamos gozar desta intimidade com Ele. (Sl. 25,14)



Sua obediência a Deus

Elias era conhecedor da vontade de Deus e obedecia-lhe prontamente. À ordem de retirar-se para a banda do oriente, e ali ficar, sendo alimentado pelos pássaros (1 Rs. 17,2-5); em seguida, ir a Sarepta e viver ali sustentado por uma pobre viúva (1 Rs. 17,9-10); apresentar-se ao perigoso Acabe (1 Rs 18,1,2); a ordem de ameaçar Acabe e Jezabel (1 Rs. 21,17-26); repreende o rei Acazias e profetiza a sua morte (2 Rs. 1,1-4), a todas estas ordens, Elias obedeceu prontamente.



CONCLUSÃO

Elias era homem de Deus e deixou para nós o seu grande exemplo. Foi levado ao céu num redemoinho (2 Rs. 2,11). Muitos procuraram por Elias, mas não o encontraram e então voltaram para Eliseu (2 Rs. 2,15-18). E hoje o mundo chama por profetas, homens de Deus que lhes diga o que fazer para serem salvos (At. 2,37, 16,30).



Livros Proféticos

Profeta não é uma pessoa que prevê o futuro, mas uma pessoa que fala em nome de Deus.



- Isaías: É o maior profeta de Israel. Nasceu em Jerusalém por volta do ano 760 a.C. Com 20 anos começou a profetizar. Exerceu essa missão durante 50 anos. É o profeta da Justiça.

- Jeremias: Nasceu no ano 650 a.C. Profetizou durante quarenta anos. Foi o profeta das desgraças. Predisse a deportação dos judeus. Jeremias lutou pela reforma religiosa de Israel.

- Lamentações: Composto nos anos após a destruição de Jerusalém, em 586 a.C. Contém orações, lamentações e súplicas. Este Livro era lido anualmente pelos judeus, no aniversário da destruição do Templo.

- Baruc: O profeta exorta o povo a fazer penitência. Baruc quer dizer “abençoado”. Foi secretário de Jeremias.

- Ezequiel: Ezequiel quer dizer “aquele que Deus faz forte”.Exerceu sua função no meio dos judeus deportados para a Babilônia.

- Daniel: O autor do Livro é desconhecido. Daniel é o nome do personagem ideal que sofre no exílio. Tem fé viva e ardor patriótico. Foi escrito durante a perseguição de Antíoco, entre 167-163 a.C. O autor pretende consolar e animar os que são perseguidos pelo rei.

- Oséias: Exerceu seu ministério por volta do ano 750 a.C. Fala da infidelidade de Israel para com seu Deus, e compara a união de Deus com seu povo ao amor de um noivado. É o profeta da Ternura de Deus. É chamado de Profeta Menor.

- Joel: Profetizou no reino de Judá e Jerusalém, onde nasceu. Fala do culto divino e do amor Divino. É chamado de Profeta Menor.

- Amós: Era camponês, de alma simples e fervorosa. Pastor de ovelhas nas proximidades de Belém. Profetizou durante o reinado de Jeroboão II. Amós condenou as injustiças sociais que massacraram a Samaria. É chamado de Profeta Menor.

- Abdias: Profetizou pelos anos 550 a.C. Anunciou castigos contra Edom e o triunfo de Israel no dia de Javé. É chamado de Profeta Menor.

- Jonas: O Livro deve ser uma espécie de parábola. Mostra que Deus chama à conversão, não somente os judeus, mas também os pagãos. É chamado de Profeta Menor.

- Miquéias: Nasceu perto de Hebron. Anunciou a ruína da Samaria. Predisse que o Messias nasceria em Belém. É chamado de Profeta Menor.

- Naum: O profeta fala da grandeza de Deus e do poder com que o Criador governa o mundo. Alegra-se com a queda de Nínive, que se deu no ano 608 a.C. É chamado de Profeta Menor.

- Habacuc: Profetizou entre os anos 625 a 598 a.C. Predisse a invasão dos caldeus. Foi um profeta filósofo. Anunciou que Deus salvaria os justos e puniria os maus. É chamado de Profeta Menor.

- Sofonias: Profetizou no reinado de Josias pelo ano de 625 a.C. Predisse a justiça divina, anunciando o Dia de Deus, ocasião em que serão punidos todos os maus, pagãos ou judeus. Fala também da felicidade dos tempos messiânicos. É chamado de Profeta Menor.

- Ageu: Exerceu seu ministério em Jerusalém no ano de 520 a.C, quando era reconstruído o templo. Anima o povo com esperança dos tempos messiânicos. Ageu quer dizer “aquele que nasceu durante a festa” ou “peregrino”. É chamado de Profeta Menor.

- Zacarias: É contemporâneo de Ageu. Prega uma reforma moral e exorta o povo a reconstruir o templo. Fala da vinda do Messias e da conversão das nações. É chamado de Profeta Menor.

- Malaquias: Malaquias quer dizer “meu mensageiro” Fala do amor de Deus pelo seu povo. Denuncia as infidelidades do povo. É chamado de Profeta Menor.



PROFETA

MENSAGEM

VISÃO DE DEUS

VISÃO DE HOMEM

ISAÍAS 1-39
Profeta messiânico

Messianismo e apocalíptica;
Denúncia

Santo, Emanuel, Salvador (31,5),
Deus vivo (37,17), Forte e poderoso, Rei, conselheiro admirável, Pai eterno, Príncipe da paz.

Impuro e auto-suficiente, piedade vazia (7,12), sem discernimento, vinha escolhida (5,7), idólatra.

ISAÍAS 40-55
Profeta da consolação

O servo do Senhor, motivador da esperança, promessa de restauração e libertação, mensagem de esperança.

Deus único, providente e sábio, consolador, maternal (49,15), redentor.

Idólatra, desanimado

ISAÍAS 56-66
Profeta da restauração de Israel

Restauração do novo povo de Deus

Goel: defensor de Israel, Deus salvador universal

 

JEREMIAS
Profeta da interiorização

A nova aliança 31,31-34, a religião interior

Noivo, esposo, zeloso (23,29; 16,11), oleiro

Nova aliança, infidelidade, idólatra

EZEQUIEL
Profeta sacerdote

Deus consola seu povo no desterro, a prostituta recebe um novo coração e um novo espírito para formar um novo povo (36,26)

Deus transcendente, que não se limita ao templo, pastor de seu povo

Rebeldia e fragilidade

DANIEL
O profeta da esperança

A debilidade dos poderosos, a esperança na perseguição

Ancião que dá o poder

 

OSÉIAS
O profeta do amor traído

Deus se casa com uma prostituta infiel, mas se casa com ela outra vez (é fiel)

Esposo fiel e zeloso, pai amoroso e terno, Deus de amor, Deus zeloso, expulsa e acolhe, castiga e cura

Esposa infiel, prostituta, enfermo 11,17, povo tolo, pomba ingênua 7,11, “meu povo”


JOEL
Profeta da efusão do Espírito e da penitência

O dia terrível do Senhor:
- de castigo (2,2);
- de salvação com a efusão do Espírito (3,1-5)

Chefe guerreiro (2,11), zeloso (2,18), juiz (4,12.12), mora em Jerusalém (4,17-21)

Jerusalém é o paraíso (4,18-21), ladrão (4,5), propriedade de Deus

AMÓS
Profeta pastor da justiça social

Busca a Deus (o bem) para viver (5,4.14-15), justiça social

Leão que ruge (1,2; 3,8), Deus de justiça, soberano e santo, Deus dono do universo e onipotente, restaurador

Único (3,2), eleição única

ABDIAS
O pequeno profeta magoado

O dia do Senhor:
- castigo de Edom,
- Canaã será reprovada

Imperador (v. 20) e justiceiro

Covarde, sobrevivência do monte Sião (v. 16), orgulhoso

JONAS
O profeta desobediente

A salvação universal e ecológica, a ironia de deus

Deus de salvação (2,10), se arrepende do castigo (3,10), clemente e compassivo (4,2), criador (1,9), ecológico, salva as crianças e os animais (4,11)

Não testemunha a Deus entre as nações


MIQUÉIAS

Deus julga o povo e o declara culpado e trará o castigo (1,2-4):
- mas reserva o resto de Israel (4,7),
Traça o programa de vida para ser fiel ao Senhor (6,8), fé profunda e inabalável na futura salvação (5,1; 7,7)

Juiz, pastor que reúne o rebanho dos desterrados (5,3; 2,12-13);
Resposta: justiça, piedade e humildade 6,8

Rebanho disperso, pecador, chamado a da contas, pequeno resto, anawim (os pobres)

NAHUM
Profeta nacionalista

A vingança pertence somente a Deus (1,2), fidelidade de Deus à sua vinha escolhida (2,3), dirige o curso da história (1,3; 2,14-3,5)

Deus zeloso, vingativo, rico em ira exterminador (1,2.9), mas igualmente grande em poder (1,3), bom para quem nele espera (1,7), restabelece a vinha de Israel (2,3)

A vinha de Jacó está destruída (2,3)

HABACUC
Profeta do povo

O profeta das perguntas, o mal coletivo das nações (1,13), a fidelidade de Deus

Senhor da terra, Deus dos contrários, reclama por não ser escutado, os Caldeus são o instrumento do castigo (1,5)

Judá é salvo por Deus (3,13)

SOFONIAS
O profeta do resto de Israel

O dia do Senhor, o resto de Israel, os humildes e pobres do Senhor

Está no meio de Jerusalém (3,17), zeloso (1,18), purificador (3,15-20)

O pecado é atentado pessoal contra Deus, o resto (3,12-13), os pecados nacionais (2,3), traidor (3,11)

AGEU
O profeta da reconstrução

A reconstrução do templo trará a prosperidade ao povo de Deus

Exigente

Povo desalentado que recebe esperança

ZACARIAS
Profeta da restauração nacional

A reconstrução do templo, convite à conversão, fé e esperança

Apaixonado, Senhor, justo, vitorioso, habite com seu povo

Povo em reconstrução, chamado à conversão

MALAQUIAS
O profeta do dia do Senhor

O dia do Senhor por pecados de sacerdotes e matrimônios mistos

Generoso, purificador, exigente, recompensa

Mentiroso e infiel


Fonte: Equipe de Crisma

Pastoral Catequética

Capítulo 6





JOÃO BATISTA

JOÃO BATISTA, O MAIOR DOS PROFETAS

A natividade de São João Batista

No dia 24 de junho, a Igreja celebra a solenidade litúrgica do nascimento de João Batista, “o maior dos profetas”, que foi enviado “para preparar os caminhos do Senhor”. Ele e a Virgem Maria são os únicos em que a liturgia lembra o nascimento. Os demais santos são comemorados no dia da morte, mas João é comemorado duas vezes: no nascimento e no seu martírio, celebrado em 29 de agosto.

A celebração da natividade de João Batista evoca a manifestação da graça e bondade de Deus. O lema é a frase de Zacarias, seu pai, no evangelho dessa solenidade: “Seu nome é João”. A frase é uma mensagem da gratuidade e bondade divinas. O próprio nome – Yohanan – significa “Deus se mostrou misericordioso”. É importante lembrar que seus pais, Zacarias e Isabel, eram idosos e a mãe, estéril. Portanto o nascimento de João revela o poder e a bondade de Deus e é um sinal claro da importante missão que a ele é confiada.

Ele é o “profeta do Altíssimo” e seu modo de viver lembra Elias, o profeta que vivia no deserto, impelido pelo Espírito. Aliás, no evangelho de Lucas, o anjo anuncia que João andará no espírito de Elias, o mais típico “homem de Deus” do Antigo Testamento.

João é testemunha da Luz, sobretudo por ter apontado Cristo no meio da humanidade. Ele encarna a plenitude do Antigo Testamento e a preparação para o Evangelho. E teve a graça de batizar o próprio Cristo, marcando o início da missão do divino Salvador.

O maior dos profetas

“Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, porque visitou e resgatou o seu povo.” Assim o evangelho de Lucas inicia o canto de Zacarias que louva a Deus pelo nascimento do filho João Batista. E mais adiante ele proclama: “E tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo porque irás adiante da face do Senhor a preparar os seus caminhos.” (Lc 1, 68.76)

No dia 24 de junho, com muita alegria, a Igreja solenemente celebra o nascimento de São João Batista que, ao lado da Virgem Maria, são os únicos em que a liturgia lembra o nascimento. Os demais santos são comemorados no dia da morte – quando terminam sua missão e nascem para a vida eterna – mas João é comemorado duas vezes: no nascimento e no seu martírio, celebrado em 29 de agosto.

Esse privilégio litúrgico se deve à grandeza da missão do Batista. Ele é o precursor do Messias, aquele que foi enviado para preparar os caminhos do Senhor. É testemunha da luz por ter apontado Cristo no meio da humanidade: “Eis o Cordeiro de Deus, eis o que tira o pecado do mundo.” (Jo 1, 29)

Sua festa evoca a manifestação da graça e bondade de Deus. O nome João significa “Deus se mostrou misericordioso”. A misericórdia de Deus se manifestou no nascimento desse profeta. Seus pais, Zacarias e Isabel, “eram justos diante de Deus, caminhando irrepreensivelmente em todos os mandamentos e preceitos do Senhor.” (Lc 1, 6) Não tinham filhos porque Isabel era estéril e ambos estavam em idade avançada. Isso era considerado um castigo de Deus na mentalidade judaica da época, mas Deus prova o contrário.

A misericórdia divina também se manifesta na missão importante a ser vivida por João. Ele nasceu seis meses antes de Jesus Cristo, de quem é primo, segundo a Tradição. É o último e o maior dos profetas, aquele que veio para dar testemunho da luz verdadeira que é Jesus Cristo.

Nos evangelhos, várias passagens ressaltam a pessoa e a missão do Batista. O evangelista João afirma que “houve um homem enviado por Deus que se chamava João. Este veio para dar testemunho da luz, para que todos cressem por meio dele. (Jo 1, 6) Em outra passagem o mesmo evangelista narra que, interrogado pelos judeus se ele era o messias esperado, João Batista testemunhou: “Eu não sou o Cristo. Eu batizo em água, mas no meio de vós está quem vós não conheceis. “Este é o que há de vir depois de mim, ao qual eu não sou digno de desatar a correia das sandálias.” (Jo 1, 20. 26-27)

Marcos inicia seu evangelho apresentando João Batista que “pregava o batismo de penitência para remissão dos pecados.” (Mc 1, 4) O evangelho de Mateus conta que João começou a pregar no deserto da Judéia, dizendo: “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus. Porque este é aquele de quem falou o profeta Isaías quando disse: Voz do que clama no deserto. Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas.” (Mt 3, 2-3)

E o próprio Jesus dá seu testemunho sobre a missão de João quando deseja ser por ele batizado. Em outra ocasião, Jesus novamente destaca a missão de seu precursor, afirmando que ele é mais que um profeta, pois foi enviado para preparar o caminho do Messias. E completa: “Na verdade vos digo que entre os nascidos das mulheres não veio ao mundo outro maior que João Batista.” (Mt 11, 11)

Homem de coragem enfrentou as autoridades e os poderosos, denunciando seus erros e injustiças. Enfrentou o próprio rei Herodes, censurando-o por ter tomado como mulher a esposa de seu irmão: “Não te é lícito” – exclamava com firmeza e coragem, que lhe custaram a prisão e a morte.

Na celebração desse grande santo, que mensagem eu gostaria de transmitir a todos os fiéis diocesanos confiados ao meu pastoreio? A minha mensagem e a mesma de João Batista, conclamando o povo à conversão: “Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas. E todo homem verá a salvação de Deus.” (Lc 3, 4-6)

João Batista nos convida a mudarmos de vida, a direcioná-la conforme os valores do Reino de Deus: “Quem tem duas túnicas, dê uma ao que não tem; e o que tem que comer, faça o mesmo.” (Lc 3, 11) A salvação divina se concretiza na medida em que o Reino de Deus se realiza: na vivência da fraternidade, na prática da justiça, na defesa da vida, na promoção da dignidade humana, no resgate dos direitos dos pobres e excluídos.

Por isso a mensagem de São João Batista se faz atual e contundente. Ela convida todos a se empenharem na construção de uma nova sociedade, sem violência, sem miséria, uma sociedade que ofereça condições de vida digna para todos. Pois, como proclama Zacarias em seu canto, João veio ao mundo “para dar ao povo o conhecimento da salvação, para alumiar os que jazem nas trevas e na sombra da morte, para dirigir nossos pés no caminho da paz.” (Lc 1, 77-79)

Celebrando a festa de São João Batista, rogamos que sua proteção se faça constante e sua mensagem sempre nos interpele para a construção de uma sociedade cada vez mais alegre e bonita. Para a construção de uma sociedade cada vez mais cheia de vida, marcada pelos valores do Evangelho de Jesus Cristo, de quem João Batista foi o precursor!



Por: Dom Fernando Mason

Site:Catequese Católica

http://www.catequisar.com.br/texto/materia/bispo/86.htm

Capítulo 7






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