2-a bíblia tradição oral e escrita



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REZAR EM COMUNIDADE

O homem é um ser social, por isso não basta rezar em casa, devemos principalmente rezar em comunidade como o próprio Jesus nos disse (MT 18, 19-20).

O próprio "Pai NOSSO", ensinado pessoalmente por Jesus, é uma oração comunitária, ninguém pode rezá-lo dizendo Pai MEU.

A palavra Igreja significa Assembléia, então cada um de nós somos Igreja.

A missa sempre foi o centro da comunidade e o sinal da unidade, pois é celebrada por aqueles que recebem o mesmo batismo, vivem a mesma fé e se alimentam do mesmo Pão, por isso rezam e cantam todos juntos.

CANTO LITURGICO

O papel do Canto na Missa é estar a serviço do louvor de Deus e de nossa santificação (quem canta reza duas vezes). Não é apenas para embelezar a Missa, mas para nos ajudar a rezar. E cada canto deve estar em plena sintonia com o momento litúrgico que se celebra, a fim de que não se cante "na Missa” mas se cante "a Missa".

PADRE

O Concílio Vaticano II diz que o padre age "in persona Christi", isto é, em lugar da pessoa de Jesus, o qual disse aos Apóstolos: "Quem vos ouve, a mim ouve, e quem vos rejeita, a mim rejeita. E quem me rejeita, rejeita o Pai que me enviou” (Lc 10, 16). Além de sacerdote, o padre é presbítero e profeta. Como sacerdote, administra os Sacramentos, preside o culto divino e cuida da santificação na comunidade; como profeta, anuncia o Reino de Deus e denuncia as injustiças e tudo o que é contra o Reino; como presbítero, o padre administra e governa a Igreja.

As vestes litúrgicas.

  • Túnica: É um manto geralmente branco, longo, que cobre todo o corpo. Lembra a túnica de Jesus, "sem costura de alto a baixo", sobre a qual os soldados tiraram sorte, para ver a quem caberia.

  • Estola: É uma faixa vertical, separada a túnica, a qual desce do pescoço do padre, com duas pontas na frente. Sua cor varia de acordo com a liturgia do dia. Existem quatro cores na liturgia: verde, branco, roxo e vermelho. A Estola simboliza o poder sacerdotal.

  • Casula: Vai sobre todas as vestes. Cobre todo o corpo. A cor também varia, conforme a Liturgia. É uma veste solene, ampla, que deve ser usada nas Missas dominicais e dias festivos.

  • Amito: Há padres que usam também o amito. É um pano branco que envolve o pescoço do celebrante. Veste-se antes da túnica ou da alva/

  • Cíngulo: É um cordão que prende a alva ou a túnica à altura da cintura. (A alva é uma veste semelhante à túnica. Usa-se uma ou outra).





Objetos litúrgicos.

  • Hóstia: É pão de trigo puro. A do padre é grande para ser vista de longe, na elevação, e ser repartida entre alguns participantes da Celebração;

  • Vinho: É vinho puro, de uva. Na consagração, o pão e o vinho se mudam no corpo e no Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo, vivo e ressuscitado;

  • Cálice: É uma "taça" revestida de ouro ou prateada. Nele se deposita o vinho a ser consagrado;

  • Âmbula: A âmbula (ou cibório) é semelhante ao cálice, mas tem uma tampa. Nela se colocam as hóstias. Após a Missa é guardada no sacrário;

  • Patena: É um "pratinho" de metal. Sobre ele se coloca a hóstia grande;

  • Água: É água natural. Serve para purificar as mãos do sacerdote e ser colocada no vinho (umas gotas só), para simbolizar a união da humanidade com a Divindade, em Jesus. Também é usada para purificar o cálice e a âmbula;

  • Pala: É uma peça quadrada, dura, (um cartão revestido de linho). Cobre o cálice;

  • Sanguinho: É uma toalhinha comprida, branca. Serve para enxugar o cálice e a âmbula;

  • Corporal: É uma toalhinha quadrada. Chama-se corporal porque sobre ela coloca-se o Corpo do Senhor (âmbula e cálice), no centro do altar;

  • Galhetas: São como duas Jarrinhas de vidro. Numa vai a água, na outro, o vinho. elas estão sempre juntas, num pratinho, ao lado do altar;

  • Manustérgio: É para enxugar as mãos do Presidente, no ofertório. Acompanha as galhetas;

  • Missal: É um livro grosso que tem o rito da Missa, menos as leituras, que estão no livro chamado Lecionário;

  • Crucifixo: Sobre o altar ou acima dele deve haver um crucifixo, para lembrar que a Ceia do Senhor é inseparável do seu Sacrifício Redentor. (Mt 26, 28);

  • Velas: Sobre o altar vão duas velas, A chama da vela é o símbolo da fé, que recebemos de Jesus, "Luz do Mundo", no Batismo e na Crisma. É um sinal de que a Missa só tem sentido para quem vive a fé;

  • Flores: Em dias festivos, podem-se colocar flores. O certo não é "sobre” o altar, mas ao lado dele.



A MISSA SE DIVIDE EM:

RITOS INICIAIS

No sacrário está o corpo e o sangue de cristo e a luzinha é o sinal da presença de Jesus, o Deus vivo. Por isso fazemos uma genuflexão, isto é, dobramos o joelho direito até tocar o chão. É um gesto de adoração ao Senhor.

A pessoa de fé entra na igreja alguns minutos antes de começar a Missa, para se preparar e participar melhor. Ela se coloca na presença de Deus e se desliga das preocupações que a podem distrair (Lc 19, 46).

Toca o sininho, anunciando que deve cessar a oração individual para começar a oração oficial da Comunidade.

Ao lado do Presbitério (espaço mais elevado onde fica o presbítero) surge o Comentarista. O Comentarista não deve chamar a atenção dos presentes sobre si, mas ser discreto, pois sua função é ajudar a comunidade a celebrar o Ministério de Deus. Ele inicia com a "Monção Ambiental", convidando a Assembléia a participar da Celebração e procurando criar um clima de oração e de fé.

Pede a todos que, de pé, recebam o Presidente da Celebração com os Ministros, mencionando o nome do Presidente.

Canto de Entrada

Durante o Canto de Entrada, o padre que preside a Missa, acompanhado dos Ministros ou Acólitos, dirige-se para o altar. Faz uma inclinação profunda e depois beija o altar (beijo endereçado a Cristo).

Logo após o Presidente faz o sinal da cruz, essa expressão "Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo", tem um sentido bíblico, quer dizer a própria pessoa. Isto significa que nós iniciamos a Missa colocando a nossa vida e toda a nossa ação nas mãos da Santíssima Trindade.

Lembramos que não é preciso beijar a ponta da mão nem fazer o sinal da cruz na hora de comungar, ou quando se faz a genuflexão.

Acolhida e saudação

Na acolhida e saudação o padre acolhe e saúda a Assembléia com palavras espontâneas ou com esta forma liturgia:

Presidente - A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco!

Assembléia - Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!

Exemplos bíblicos de saudações: (Rt 2, 4 / Lc 1, 28 / Jo 20, 19 / 2Cor 13, 11-13)

Ato Penitencial

O Ato Penitencial é um convite para cada um olhar dentro de si mesmo diante do olhar de Deus. Reconhecer e confessar os "seus" pecados (Pecado é toda falta de amor). Dizem que a gente chega ao céu, ou pela inocência ou pela penitência. Ora, a inocência já perdemos, só nos resta a penitência.

Ao fazermos o Ato Penitencial, lembremo-nos do que Jesus nos disse em (Mt 7, 1-5).

O Ato Penitencial é um pedido de perdão que parte do coração, com um sentido de mudança de vida, como o profeta Davi falou a Deus (Sl 54 ou 50, 3-6)

Hino de Louvor (Glória)

O Glória é um hino de louvor à Santíssima Trindade. Vem logo depois do Ato penitencial, porque o perdão de Deus nos faz felizes e agradecidos. É motivado por uma alegria que transborda de nosso coração de maneira espontânea. (At 3, 8-9 / Lc 1, 46-47 / Lc 2, 14 / Lc 2, 29-32)

O "Glória" é cantado ou recitado nas Missas solenes, seja nos domingos e sábados ou nas festas dos santos. Não se diz na Quaresma e no Advento, porque não são tempos próprios de se expressar alegria.

Oração "Coleta"

Vêm do verbo latino "collígere", que quer dizer reunir, recolher, coletar. É daí que vem também o sentido da Oração "Coleta". Ela quer reunir, numa só oração, Todas as orações da Assembléia.

Por isso, ela começa com o "Oremos", que é segundo de uma pausa, para que durante esse tempo de silêncio cada pessoa faça mentalmente a sua oração pessoal. Em seguida, o padre eleva as mãos e profere a oração, oficialmente, em nome de toda a Igreja. Nesse ato de levantar as mãos, o Presidente esta assumindo e elevando a Deus todas as intenções dos fiéis. Tanto é que, no final da "Coleta", todos respondem "Amém" (significa "assim seja"), para dizer que aquela oração é também sua. É como se cada um estivesse "assinando" a oração proferida pelo Presidente.

Nas orações proferidas pelo Presidente da Celebração têm três partes: invocação, pedido e conclusão.

Exemplo

Invocação: Deus eterno e Todo-Poderoso, esplendor dos vossos fiéis,

Pedido: irradiai por todo o mundo a vossa glória e manifestai-vos a todos os povos, no fulgor de vossa luz!

Conclusão: Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Após o "Amem" da Oração Coleta e do Presidente dirigir-se à sua cadeira a Assembléia pode sentar-se. Agora terminamos os "Ritos Iniciais” que nos introduzem na Celebração e, com a Primeira Leitura, começa a Liturgia da Palavra.

LITURGIA DA PALAVRA

A Liturgia da Palavra tem um conteúdo de maior importância. Nesta hora, Deus nos fala solenemente. Fala a uma comunidade reunida como "Povo de Deus" e fala intimamente a cada um dos presentes. (Hb 4, 12 / Lc 7, 14-15)

1ª Leitura

Em geral, é tirada do Antigo Testamento, onde se encontra o passado remoto da história da Salvação. Pode também ser uma carta.


Salmo Responsorial

É uma espécie de eco ou resposta à mensagem proclamada. Não pode ser um canto qualquer, as vezes, canta-se outro "Canto de Meditação, que pode ser também válido, desde que sua mensagem esteja dentro do tema da Leitura e ajuda a Assembléia a rezar e a meditar a Palavra de Deus que acabou de ser proclamada.

Leitura

Em geral, é uma carta ("Epístolas")

São Gregório disse: "A Bíblia é a carta de amor de nosso Pai. E, muitas vezes, nós a deixamos fechada no envelope".

Canto de Aclamação

Terminada a 2ª Leitura, vem primeiro a Monição ao Evangelho. Só depois é que vem o canto. E a Monição não é uma espécie de homilia, mas um breve "comentário", convidando e motivando a Assembléia para ouvir o Evangelho. A monição é feita com a Assembléia sentada, mas a Aclamação canta-se de pé. Na Quaresma e no Advento o Canto de Aclamação não tem "Aleluia".

Evangelho

Toda a Assembléia esta de pé, numa atitude de expectativa para ouvir a Mensagem. E o padre ou o diácono proclama o Evangelho, junto da estante, num lugar mais elevado, para ser visto e ouvido claramente por todos.

Para a proclamação do Evangelho o leitor saúda a Assembléia e esta responde da seguinte maneira:

Padre: O Senhor esteja convosco!

Todos: Ele está no meio de nós!

Padre: Evangelho de Jesus Cristo, segundo... (Mateus)!

Todos: Glória a vós, Senhor!

Cada Pessoa faz um sinal da cruz na testa que seria um pedido para Deus abrir a cabeça para ter uma boa compreensão da palavra, outro sinal na boca que seria um pedido para que pudesse espalhar essa mensagem corretamente aos outros e um sinal no peito que simboliza abrir o coração para amar esta palavra que vai ser proferida.

No final do Evangelho, o padre diz:

Padre: Palavra da Salvação! (E beija o Livro Sagrado)

Todos: Glória a vós, Senhor!

Homilia

Homilia também tem como significado Sermão, Explicação, etc.

Se um homem do povo pegar a Constituição Brasileira e a ler todinha, pouca coisa ele vai entender. Assim acontece com a Bíblia Sagrada. Precisamos de quem a explique. os próprios Apóstolos, depois de ouvirem as parábolas pediam a Jesus que lhes explicasse o que elas queriam dizer.

O sacerdote é um "homem de Deus". Na homilia, ele "atualiza" o que foi dito há dois mil anos. Diz o que Deus está querendo "Hoje" com aquela mensagem proclamada àquela comunidade ali presente. E os fiéis não devem levar em conta a pessoa do padre, em si, com seus defeitos, mas o próprio Cristo, que disse a seus discípulos: "Quem vos ouve, a mim ouve; quem vos rejeita, a mim rejeita" (Cf Lc 10, 16).

Profissão de fé

Um dos momentos mais belos da Liturgia da Palavra é, sem dúvida, logo após a homilia, quando toda a Assembléia se levanta e faz solenemente a sua Profissão de Fé, recitando em voz alta "Creio em Deus Pai". Com essa atitude queremos dizer que cremos na Palavra de Deus que foi proclamada e estamos prontos para pô-la em prática. É como um juramento público.

O "Creio em Deus Pai" é a base a fé católica, e quando nós falamos que cremos na santa Igreja Católica, estamos falando da Igreja como algo divino (instituído por Deus), não da Igreja "pecadora" (constituída por criaturas humanas imperfeitas) (Mt 16, 18-19).

Oração dos fiéis

A Oração dos Fiéis encerra a Liturgia da Palavra. É a Palavra de Deus feita oração. Depois de ouvirmos a Palavra de Deus e de professarmos nossa fé e confiança em Deus que nos falou, nós colocamos em Suas mãos as nossas preces de maneira oficial e coletiva. E fazemos essas orações confiando em Jesus, que disse (Mt 7, 7-8)

Essa Oração dos Fiéis é também chamada "Oração Universal", ou mesmo, como dizem alguns, "Preces da Comunidade". Convém que, normalmente, se faça esta oração nas Missas com o povo, de tal sorte que se reze pelas seguintes intenções:

Pelas necessidades da Igreja;

Pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;

Pelos que sofrem qualquer necessidade;

Pela comunidade local.

LITURGIA EUCARÍSTICA

A Eucaristia reúne duas coisas:

Como Sacramento, renova a Ceia Pascal

Como Sacrifício, renova o ato redentor de Cristo na Cruz.

Procissão das oferendas

A procissão das oferendas não é coisa que precisa ser realizada, faz-se quando tem uma razão especial.

As pessoas que participam da procissão representam a assembléia em geral.

As ofertas não podem ficar "isoladas", mas devem ter um significado e ajudar a participação da unidade na Liturgia.

Terminada a Oração dos Fiéis, o Presidente e os Ministros vão para o altar a fim de prepararem as oferendas.

Nesta altura o altar está preparado: corporal estendido no centro, como uma toalhinha, missal aberto, o cálice e a patena com a hóstia grande do sacerdote.

As principais ofertas são o pão e o vinho. Podem-se trazer outras coisas, como ramos de trigo, cachos de uva, água, flores...

Na hora do Ofertório, colocamos na cesta a nossa oferta para conservação e manutenção da casa de Deus. Não é uma "esmola", mas sim uma gratidão, em sinal de retribuição a tantos benefícios que dele recebemos. Na verdade não importa a quantia que se coloca, mas sim a intenção que se coloca.

Apresentação do pão e do vinho

O Presidente oferece o pão a Deus, dizendo: "Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo pão que recebemos de vossa bondade, fruto da terra e do trabalho do homem, que agora vos apresentamos e para nós se vai tornar pão da vida!"

E a Assembléia responde:

- Bendito Seja Deus para sempre!

Aí o sacerdote coloca a hóstia sobre o corporal e prepara o vinho para oferecê-lo do mesmo modo. Antes, porém, ele põe algumas gotas de água no vinho, dizendo: "Pelo mistério desta água e deste vinho, possamos participar da divindade de vosso Filho, que se dignou assumir a nossa humanidade".

Como se vê, a mistura da água no vinho simboliza a união da natureza humana com a natureza divina de Jesus Cristo.



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