1 o aparecimento da pólis constitui, na história do pensamento grego, um acontecimento decisivo



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Encontro03.11.2016
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#513
1) O aparecimento da pólis constitui, na história do pensamento grego, um acontecimento decisivo (...). O que implica o sistema da pólis é primeiramente uma extraordinária preeminência da palavra sobre todos os outros instrumentos do poder. Torna-se o instrumento

político por excelência, a chave de toda a autoridade no Estado, o meio de comando e de domínio sobre outrem (...). Uma segunda característica da pólis é o cunho de plena publicidade dada às manifestações mais importantes da vida social. Pode-se mesmo dizer que a pólis existe apenas na medida em que se distinguiu um domínio público, nos dois sentidos diferentes mas solidários do termo: um setor de interesse comum, opondo-se aos assuntos privados; práticas abertas, estabelecidas em pleno dia, opondo-se a processos secretos. Essa exigência de publicidade leva a apreender progressivamente em proveito do grupo e a colocar sob o olhar de todos o conjunto de condutas, dos processos, dos conhecimentos que constituíam na origem o privilégio exclusivo.

(Jean-Pierre Vernant, As origens do pensamento grego, 1984.)


a) No contexto apresentado, explique o que se entende por pólis.
Resposta: Ao retratar da pólis, Vernant fala das Cidades-estados gregas, em que nela a palavra se torna um instrumento de poder e de caráter público das manifestações da vida social. Diante disso, os saberes e os valores vão se tornando acessíveis a uma parcela cada vez maior da população.
b) Identifique, no texto, duas semelhanças entre os procedimentos descritos para a pólis grega e os procedimentos vigentes nos regimes democráticos contemporâneos.
Resposta: Através da leitura do texto, percebe-se que, assim como na pólis, nos regimes contemporâneos há uma separação entre o público e o privado, a palavra também é importante na política, afinal é através dela que os candidatos a governos estabelecem seus discursos a fim de convencerem a população.
2) Leia o texto, relativo à vida de Godric de Finchale, que viveu na Europa do século XI.
[Godric] decidiu não seguir a vida de lavrador. (…) Aspirando à vida de mercador, começou a seguir o modo de vida do vendedor ambulante, aprendendo primeiro como ganhar em pequenos negócios e coisas de preços insignificantes; e então, sendo ainda um jovem, o seu espírito ousou a pouco e pouco comprar, vender e ganhar com coisas de maior preço. Primeiro viveu como um mercador ambulante por quatro anos, andando a pé e carregando fardos muito pequenos; depois (…) começou a lançar-se em viagens mais atrevidas e a ir por mar, junto à costa, até as terras estrangeiras que ficavam à volta. Negociou em mercadorias variadas e no meio destas ocupações aprendeu muito da sabedoria do mundo, (…) porque trabalhava não apenas como mercador, mas também como marinheiro. (…) Nas terras onde encontrava certas mercadorias raras e por isso mais preciosas, transportava-as para as partes onde eram menos familiares e cobiçadas pelos habitantes a preço de ouro. Fez desta maneira muitos lucros com todas as suas vendas e reuniu avultados bens com o suor do seu rosto, visto que vendia caro num lugar as mercadorias que tinha comprado noutro por um preço inferior.

(Fernanda Espinosa. Antologia de textos históricos medievais, 1972. Adaptado.)


a) Godric não seguiu a vida de lavrador. Em geral, quem cultivava as terras na Europa do século XI? Em quais condições?
Resposta: A Europa do século XI vivia o modelo feudal, ou seja, a terra era do senhor e o servo era quem cultivava em troca de um lugar para morar com sua família e, também, em troca de alimento. Essa prestação de serviços gratuitos, baseada em troca era chamada de corveia.
b) Explique por que, nesse período, era possível que jovens como Godric não seguissem a vida de lavrador.
Resposta: Nesse período, a população crescia, o espaço e o número de produção tornavam-se insuficientes. Ou seja, no século XI, começa a crise do Feudalismo e o crescimento do comércio, por isso a vida de lavrador tornava-se inviável.
3) Observe a charge de Raul, publicada na Revista da Semana em 03 de março de 1917, no Rio de Janeiro.


a) A que situação política a charge faz referência?

Resposta: A charge faz referência à política do café com leite entre São Paulo e Minas Gerais, na época em que Brasil passava pela política da República Velha.

b) Cite e comente duas características do processo eleitoral nesse período.

Resposta: O processo eleitoral tinha a característica de ser fraudulento e eleger alternadamente SP e MG. Os grandes fazendeiros, os representantes políticos da oligarquia, controlavam os votos através do coronelismo e do voto cabresto.

4) Leia o trecho da letra da canção Cálice, composta em 1973 por Gilberto Gil e Chico Buarque de Hollanda e que foi censurada.


(refrão)

Pai, afasta de mim esse cálice

Pai, afasta de mim esse cálice

Pai, afasta de mim esse cálice

De vinho tinto de sangue

Como beber dessa bebida amarga

Tragar a dor, engolir a labuta

Mesmo calada a boca, resta o peito

Silêncio na cidade não se escuta

De que me vale ser filho da santa

Melhor seria ser filho da outra

Outra realidade menos morta

Tanta mentira, tanta força bruta

(refrão)

Como é difícil acordar calado

Se na calada da noite eu me dano

Quero lançar um grito desumano

Que é uma maneira de ser escutado

Esse silêncio todo me atordoa

Atordoado eu permaneço atento

Na arquibancada pra a qualquer momento

Ver emergir o monstro da lagoa
a) Identifique no trecho duas passagens que podem ser consideradas alusivas à situação vigente durante o regime militar.
Respostas: Todos os versos da música de Chico Buarque podem ser entendidas como uma crítica ao Regime Militar, porém a que provavelmente, possa ser mais evidente é: “Como é difícil acordar calado (censura). Se na calada da noite eu me dano” (repressão).
b) O final da década de 1960 e o início dos 1970 foi um período de prosperidade econômica no Brasil. Na ocasião, o então Ministro da Fazenda, Antonio Delfim Neto, defendia que “era preciso fazer o bolo crescer para depois dividi-lo”. Contextualize a frase, analisando o seu significado.
Resposta: Os presidentes Costa e Silva, Médice e Figueiro, todos militares, tiveram como mentor o economista Denfim Neto, no entanto, durante o mandato de Figueiredo o economista Denfim Neto já possui uma influência bem menor. Esse intuito de controlar para depois dividir relaciona-se ao projeto desenvolvimentista, ou seja, ao milagre brasileiro proposto pelo Regime Militar.

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