1. Leitura indiciária de três textos e de um conjunto de imagens literárias e plásticas



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#37820
FORMAS EM MOVIMENTO: ONTOGÊNESE E SOBREVIVÊNCIA

Prof. Maurício de Carvalho Ramos
ROTEIRO 2: MÉTODO EPISTEMOLÓGICO HISTÓRICO MORFOLÓGICO, PARADIGMA E LEITURA INDICIÁRIOS E A MORFOLOGIA HISTÓRICA EM AÇÃO: O ALTO E O BAIXO.

1. Leitura indiciária de três textos e de um conjunto de imagens literárias e plásticas.
(a) GINZBURG, C. O alto e o baixo: o tema do conhecimento proibido nos séculos XVI e XVII. In: _____ Mitos, emblemas, sinais: morfologia e história. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. p. 95-117.

(b) GINZBURG. C. Raízes de um paradigma indiciário. In: _____ Mitos, emblemas, sinais: morfologia e história. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. p. 143-79.



(c) RAMOS, M. de C. Metamorfoses temáticas, conceituais e emblemáticas: a construção de um método epistemológico histórico morfológico. Intelligere, Revista de História Intelectual, 1, 1, 2015, p. 82-115.
1.1 Método epistemológico histórico morfológico.
1.2 Paradigma indiciário e leitura indiciária: introdução.
1.2.2. A leitura indiciária como leitura cinematográfica
Os “grafos” para a consolidação discursiva dos conceitos provêm da energia das imagens em movimento. Isso permite a fusão da leitura e da observação que dá acesso à leitura textual de imagens e à imaginação plástica de textos, ambas visando a criação de conceitos genéticos.
1.2.3. O órgão de captura de sinais são interações sintônicas entre os significados da biografia e os significados da história: forma sui generis de fazer o particular transitar para o universal e vice-versa.
1.3 Paradigma indiciário e leitura indiciária do texto de Ginzburg:
1.3.1 Identificação e exploração dos sinais gerados pela sintonia biográfica e histórica: colóquio com o autor.
1.3.2 Identificação e expansão dos sinais identificados, dinamizados e ampliados para se articularem à ontogênese e à sobrevivência.

2. Morfologia histórica em ação: o alto e o baixo
2.1. A geração de novos conceitos genéticos.
2.2. Leitura e observação indiciárias de Ginzburg, Ramos e de imagens emblemáticas e pictóricas.

3. Outras expressões morfológicas desse paradigma: a assinatura das coisas.
Embora o pecado e Satã tenham mergulhado a humanidade em um oceano de enfermidades (pois, antes da queda, o homem não estava sujeito a doenças), ainda assim a misericórdia de Deus, que está por toda parte em suas obras, faz a grama crescer sobre as montanhas e as ervas para o uso do homem; e não apenas estampou sobre elas (bem como sobre cada homem) uma forma distinta, mas também lhes deu assinaturas particulares por meio das quais um homem pode ler, mesmo em caracteres legíveis, o uso que possuem (Coles, 2004 [1657], p. 85).1
Os sinais do paradigma indiciário fazem parte da mesma conceptualização genética do conceito de assinaturas da Doutrina das assinaturas. Ela está em grande sintonia com a Mors ontologica de Dick.
O escâner obscuro é, na doutrina das assinaturas, a queda bíblica. As assinaturas provêm de uma tentativa de mitigar ou reequilibrar os efeitos nefastos dessa queda.
Para compreender os sinais como assinaturas é preciso distinguir o que são alucinações e ilusões causadas pela ânsia de significado e os sinais reais que remetem a mais de um tipo de realidade. Incluem-se aqui as realidades naturais, as sobrenaturais, as simbólicas, as históricas, entre outras. A mais importante das realidades para o contexto do que estamos desenvolvendo são as que fazem convergir as experiências biográficas individuais e as metamorfoses dos engramas históricos. Porém, como outras realidades, como a sobrenatural, participam da mesma morfologia, elas podem muito nos instruir sobre a cultura científica no interior da qual as assinaturas-sinais sobrenaturais são válidas. Por exemplo, a longevidade cultural da expressão “Deus está nos detalhes”, muitas vezes citadas pelo historiador da arte Aby Warburg.

4. Passagem para cenários mais originais e originários da iconologia.
A exposição da obra e do método de Warburg feita por Leopoldo Waizbort, e que estudaremos a partir do próximo roteiro, a Tábua das Esmeraldas aparece como exemplo de uma imagem sobrevivente que chegou até a música popular brasileira no LP de Jorge Bem com o mesmo nome. Na capa do álbum temos uma reprodução das figuras do O Livro das Figuras Hieroglíficas de Nicolas Flamel e do mesmo emblema ao qual cheguei na trajetória que vimos no estudo de O alto e o baixo. O encontro dessas duas aparições não foi por acaso.


1 COLE, W. The Art of Simpling: An Introduction to the Knowledge and Gathering of Plants (1656). Kessinger Publishing, 2004.



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