1. Conte as silabas poéticas dos versos assinalados e dê todas as classificações possíveis para as rimas encontradas nas seguintes estrofes



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#37884
 EXERCÍCIOS

1.Conte as silabas poéticas dos versos assinalados e dê todas as classificações possíveis para as rimas encontradas nas seguintes estrofes:

1)”Pe/que/no/ grão /cal/mo e/ le/ve A 7

     que o/ rei/ guar/dou/ no/ pai/ol/ B 7

     por/ den/tro al/vu/ra/ de/ ne/ve A 7

    por/ fo/ra/ ca/chos /de /sol/. B 7
POSIÇÃO= alternadas

VALOR

Leve neve ricas classes gramaticais diferentes

Paiol sol pobres classes gramaticais iguais

SOM perfeitas

TOM


Leve e neve graves

Paiol e sol agudas


   O vento penteia a trança

   do trigal cheio de espiga

   em surdina uma cantiga

   um murmurar de criança.’ (Lacy Osório)


R.: Esse poema tem versos de ____7_______silabas, portanto é heptassílabo ou redondilha maior
2)” Não/ Cho/res,/ meu/ fi/lho: 5 A

     — Não/ Cho/res/, que a/ vi/da 5 B

     É/ lu/ta/ re/nhi/da: 5 B

     Viver é lutar. C

      — A vida é combate,

    Que os fracos abate,

    Que os fortes e bravos

    Só pode exaltar.”           (G. Dias)



Som: renhida vida - perfeitos

vida lutar - imperfeitos

tom: graves

valor: ricas

Posição mista

R.: Essa estrofe tem versos de ____5_____ sílabas, portanto é pentassílabo ou redondilha menor
3)” — A/mo/-te/ co/mo um/ bu/cho/, sim/ples/men/te A 10

           De um/ a/mor/ sem/ mis/té/rio e/ sem/ vir/tu/deB 10

           Com/ um/ de/se/jo/ ma/ci/ço e/ per/ma/nen/te.A

    


      -  E/ de a/mar/ as/sim,/ mui/to /e a/mi/ú/de B

          È / que um/ dia /em/ teu/ cor/po/ de/ re/pen/te A

          Hei de morrer de amar mais do que pude. B (V.. de Morais)

Posição: Alternadas

Som: perfeitos

Tom:simplesmente permanente repente - graves

Amiúde pude virtude - graves

Valor: pobres - simplesmente permanente repente



Ricas- Amiúde pude virtude

R.:  Esse soneto tem versos de ______  sílabas, portanto é _________________.
4)” —A/mou/ da/que/la /vez/ co/mo/ se/ fo/sse a/ úl/ti/ma A

    Bei/jou/ su/a/ mu/lher/ co/mo/ se/ fos/se a/ ú/nica B

    E/ ca/da/ fi/lho/ seu/ co/mo/ se/ fo/sse o/ pró/digo C

    E atravessou a rua com seu passo bêbado D

    Subiu a construção como se fosse sólido.” C  (C. B. de Holanda)

Posição:Mistas

Som: imperfeitos: única - ´última - bêbado

Perfeitos:sólido – pródigo


Tom:todas proparoxítonas - esdrúxulas
R. :  Esse poema tem versos de ______12____sílabas, portanto é dodecassílabo ou alexadrino
           EXERCÍCIOS

Enquanto morrem as rosas...

                                Manuel Bandeira

 Mo rre a tar de . E rra no ar a di vi na fra gãn cia. A

 Fo ra, a mor ti ça luz dos crê pus cu los ar de B

 Nas ar vo res, no o ce ano e no a zul da dis tân cia A

                Mo rre a tarde...B

                                    

Morrem as rosas. Minhas pálpebras se molham

No pranto das desesperanças dolorosas

Sobre a mesa, pétala a pétala, se esfolham.

                 Morrem as rosas...
Morre o teu sonho?... Neste instante o pensamento

Acabrunha o meu ser como um pesar medonho.

Ah, por que temo assim? Dize: neste momento

                 Morre o teu sonho?...


Em relação ao texto acima, quanto à forma, pode-se dizer que o mesmo é:

a. (  ) Um soneto com rimas alternadas — abab — em todas as estrofes.

b. (  ) Um poema lírico composto por três estrofes, versos decassílabos e rimas intercaladas.

c. (X ) Um poema lírico composto por três quartetos, apresentando rimas alternadas — abab - em todas as estrofes.

d. (   ) Um soneto, aos moldes camonianos.

e. ( ) Um poema lírico, de métrica constante (todos os versos são dodecassílabos) e rimas emparelhadas.


1) Numere as duas colunas:                       

 (1) Versificação               (2) Verso                          (3) Estrofe                      (4) Poema                               

 (5) Metro                          (6) Escansão                  (7) Rima                         (8) Ritmo                         

.

( 3  ) É um  agrupamento de versos.



(  5 )  É a medida do verso (quantidade de sílabas métricas.)

( 7 )  É a identidade ou semelhança de sons no final ou  interior dos versos.                               

(  1 ) É a arte de fazer versos.

( 8 ) É a sucessão alternada de sons tônicos ou átonos, repetidos  com   intervalos regulares, resultando numa cadência agradável.

( 2  ) É a unidade rítmica de un poema.Corresponde a uma linha de  

( 6 ) É a contagem das sílabas poéticas, que diferem das sílabas   gramaticais.

(  4 )É o agrupamento de estrofes ou versos.                

   
2) Classifique as rimas quanto à  disposição:

    a) Que rumor é esse na mata. A

        Por que se alarma a natureza? B

        Ai ... É a motosserra que mata, A

        Cortante, oxigênio e beleza. B

                            (C. D. de Andrade)   alternadas
b)Pode, em redor de ti, tudo se aniquilar: A

   -  Tudo renascerá cantando ao teu olhar, A

   Tudo, mares e céus, árvores,  montanhas, B

   Porque a vida perpétua arde em tuas entranhas. B  

emparelhadas
c) Sorriu-me a vida pressurosa.A

Colhi a rosa em primavera;B

Mas da ilusão feriu-me a dor C

E esse amor se fez quimera   B

mista
d)Já toda a  terra adormece.A

Sai um soluço da flor;B

Rompe de tudo um rumor,B

Leve como o de uma prece. A

interpoladas      
 3-Agora, analise este  poema de Carlos Drummond de Andrade:

 

E agora, José?




a/ fes/taa/ca/bou/,A

a/ luz/ a/pa/gou/,A

o/ po/vo/ su/mi/u B

a/ noi/tees/fri/ou/,A

e agora, José?C

e agora, você?D


Você que é sem nome,

que zomba dos outros,

você que faz vermos,

que ama, protesta?

E agora, José?
Está sem mulher,

está sem discurso,

está sem carinho,

já não pode beber,

já não pode fumar,

cuspir já não pode.


A noite esfriou,

o dia não veio,

não veio a utopia

e tudo acabou

e tudo fugiu

e tudo mofou.

e agora, José?

a) Número de sílabas: 5                              

b)Classificação:pentassílabo ou redondilha menor                                             

c) Nº de versos de cada estrofe: 5 6 e 7                  

d) Classificação:­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­ quintilha sextilha septilha

e) Rimas: Posição:mista

                 valor: acabou apagou esfriou - pobres

                 sons: perfeito

Tom: agudas

4-Vejamos agora esse fragmento do “Navio Negreiro”, de Castro Alves:

 “Au/ri/ver/de/ pen/dão/ da/ mi/nha/ te/rra, A                

  Que a/ bri/sa/ do/ Bra/sil/ bei/ja e/ ba/lan/ça,   B         

   Estandarte que a luz do sol encerra             A 

   E as promessas divinas da esperança.B..         

 

Tu, que da liberdade após a guerra A                 



  Foste hasteada dos heróis na lança, B                                 

  Antes te houvessem roto na batalhaC,                                 

  Que servires a um povo de mortalha.”C
a) Número se sílabas: 10

b) Classificação: decassílabo ou heroico              

c) Nº de versos de cada estrofe:8

d) Classificação: oitava

e) Rimas: Posição: alternadas

                 valor: terra – encerra ricas

balança – esperança pobres

                 sons:perfeitos 

Tom: graves

  Leia atentamente a poesia a seguir, de Olavo Bilac, para as questões a  ela referentes:

                           PÁTRIA

Pátria, latejo em ti, no teu lenho, por onde A

Circulo! e sou perfume, e sombra, e sol, e orvalho B

E, em seiva, ao teu clamor a minha voz responde, A

E subo do teu cerne ao céu de galho em galho. B
Dos teus liquens, dos teus cipós, da tua fronde, A

Do ninho que gorjeia em teu doce agasalho, B

Do fruto a amadurar que em teu seio se esconde, A

De ti,  — re bento em luz e em cânticos me espalho! B


Vivo, choro em teu pranto; e, em teus dias felizes, C

No alto, como uma flor, em ti, pompeio e exulto! D

 E eu, morto, — sendo tu cheia de cicatrizes, C
Tu golpeada e insultada, — eu tremerei sepulto: D

 E os meus ossos no chão, como as tuas raízes, C

Se estorcerão de dor, sofrendo o golpe e o insulto! D

                                                            (Olavo Bilac)


5- Complete as lacunas:

a)Sendo um poema de forma fixa, um soneto, ele apresenta duas estrofe de quatro vermos, os quartetos e duas de três versas, os tercetos

 b)Cada verso tem 10 sílabas que se chamam, assim, decassílabos

c)As rimas dos dois quartetos, por sua posição, apresentam-se

d)Quanto a semelhança dos sons, as rimas são perfeitas

e)Quanto ao valor, temos rimas: ricas – onde/ responde – fronde/esconde - agasalho/espalho

pobres – orvalho/galho – raízes-/cicatrizes – sepulto/exulto/insulto

Exercício de versificação respondido



Exercícios Sobre Noções de Versificação

 1.  Assinale a alternativa em que o primeiro verso é um decassílabo sáfico.

 a) fruto, depois de ser semente humilde e flor, /    Na alta árvore nutriz da vida, amadureço.

b) A dor de quem recorda os tempos idos  /    Fere como um punhal envenenado

c) Já a lágrima triste choraram teus filhos. /     Teus filhos que choram tão grande tardança

d) Índio gigante adormecerá um dia. /     Junto aos Andes por terra era prostrado.

e) N.D.R.
2.  Assinale a alternativa  que contém  verso alexandrino.

a) Sabíamos que durava, gloriosa e intacta a lua.


b) Quero a alegria de um barco voltando.
c) Eu não sei se tudo era pra mim desejo
d) Ó meu ódio, meu ódio majestoso

e) N.D.R.


3.  CANÇÃO AMIGA

 Eu preparo uma canção

Em que minha mãe se reconheça,

Todas as mães se reconheçam

E que fale com dois olhos

Caminho por uma rua

Que passa em muitos países

Se não me vêem, eu vejo

E saúdo velhos amigos

Eu distribuo um segredo

Como quem ama ou sorri

Dois carinhos se procuram

Minha vida, nossa vida

Formam um só diamente.

Aprendi novas palavras

E tornei outro mais belas.

Eu preparo um canção

Que faça acordar os homens

E adormecer as crianças.

(Carlos Drummond de Andrade)

Observando a métrica do texto proposto, conclui-se que predominam versos:

a)  hexassílabos b)  octossílabos c)  decassílabos d)  heptassílabos e)  eneassílabos
4.  

“De tudo, ao meu amor serei atento

Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto

Que mesmo em face do maior encanto

Dele se encanto mais meu pensamento”.

                        (Soneto da Felicidade – Vinícius de Morais)

 Sendo a primeira estrofe de um soneto, o texto acima

 a) é obrigatoriamente de quatro versos.

b) pode ser de três ou quatro versos

c) poderia ter sido escrito em intuir liberdade quanto ao número de versos

d) necessita de outra estrofe de quatro versos para terminar a poesia

e) necessita de outras estrofes de três versos para terminar a poesia.


5.  No texto acima o:

 a) primeiro verso é esdrúxulo b) segundo verso é branco c) terceiro verso é livre

d) terceiro verso é agudo e) quarto verso é grave
6.  Na estrofe acima há:

a) Quatro versos alexandrinos graves; b) Quatro versos alexandrinos agudo

c) Quatro versos alexandrinos trimétricos; d) Quatro versos de onze ou treze sílabas;

e) Temos versos decassílabos


7. Faça a escansão dos versos e diga a classificação dos mesmos:

 a)      “Estou deitado sobre  minha mala”

b)      “Ah! Quem há de exprimir, alma imponente e escrava” (Olavo Bilac)

c)      “A nuvem guarda o pranto” (Alphonsus de Guimaraens)

d)      “Tu choraste em presença da morte” (G. Dias)

e)      “Vagueio campos noturnos” (Ferreira Gullar)   

f)       “Não sei quem seja o autor” (B. Tigre)

g)      “e a boca é um pedaço de qualquer tecido vermelho.”  (Manuel de Fonseca)

h)      Quero a alegria de um barco voltando.

i)        “Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto”  (V. Moraes)

j)        “Brilhava o sol, quente e a ma”

k)      “Amou daquela vez como se fosse a última” (Chico Buarque)


 GABARITO

 


  1. B

  2. E

  3. D

  4. A

  5. E

  6. E

  7.  

a)      Es|tou | dei|ta|do | so|bre| mi|nha| ma|la   –  decassílabo

b)      “Ah!/ Quem/ há/ de ex/pri/mir/,al/ma im/po/nen/te e es/cra/va” (Olavo Bilac) – 12 sílabas poéticas. Alexandrino

c)      “A| nu|vem| guar|da o| pran|to” (Alphonsus de Guimaraens) – hexassílabo

d)      “Tu| cho|ras|te em| pre|sen|ça| da| mor|te” (G. Dias) – eneassílabo

e)      “Va/gueio/ cam/pos/ no/tur/nos” (Ferreira Gullar)    – hexassílabo

f)       “Não/ sei/ quem/ se/ja o au/tor” (B. Tigre)  –  pentassílabo ou redondilha menor

g)      “e a/ bo/ca é um/ pe/da/co/ de/ qual/quer/ te/ci/do/ ver/me/lho.”  (Manuel de Fonseca)  livre

h)      Que/ro a  a/le/gri/a/ de um/ bar/co/ vol/tan/do.  –  decassílabo


“Na/tes,/ e/ com/ tal/ ze/lo, e/ sem/pre, e/ tan/to”  (V. Moraes) – decassílabo

i)        “Bri/lha/va o /sol,/ quen/te e a/ma”  –  hecassílabo



j)        “A/mou/ da/que/la/ vez/ co/mo/ se/ Fo/sse a  úl/tima” (Chico Buarque) – hendecassílabo

 

 
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