Wollen Ich will dir Abschied geben, du arge, falsche Welt; dein sündlich böses Leben durch aus mir nicht gefäll



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Encontro17.01.2018
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Na sala de um apartamento no bairro Jardim São Pedro, em Porto Alegre.



D Um wieviel Uhr muss sie ...hum...aufstehen?

ANETESie muss aufstehen um fünf.

D – Hum...wer...hum...

ANETE – Eu já entendi o verbo müssen. Prefere passar pro próximo ou fazer uma pausa?

D – Fazer uma pausa.

ANETE – A Oma gostava de dizer um provérbio que começa com muss, mas eu não sei o resto.

D – A tua vó fala alemão?

ANETE – Fala.

D – E ela não te ensinou?

ANETE – Eu não quis aprender. (Olha para D) Boba, né?

D – É o que a gente mais faz.

ANETE – O que?

D – Bobagem. A gente vive fazendo bobagem.

ANETE – A gente tem que fazer bobagem pra aprender.

D (assentindo com a cabeça) – Richtig.

(Pequena pausa.)



ANETE – Eu tive que fazer um bolo prum aniversário ontem e sobrou, quer um pedacinho?

D – Claro, deve estar uma delícia.

ANETE – Eu aprendo alemão porque eu quero...ou melhor...eu tenho que me comunicar com a minha vó.

D – Ela não fala português?

ANETE – Tacanha. Nunca quis aprender. Ficou sempre em casa. Mandava na família toda. Em alemão.

D – Maravilha!

ANETE – Com a morte do meu vô tudo ficou mais difícil.

D – Mãe da tua mãe?

(Anete serve o bolo para D. D olha para ela. Anete olha para D.)



ANETE – O que foi?

D – Te fiz uma pergunta.

ANETE – Desculpa.

D – Eu também faço dessas.

ANETE – Eu sempre faço isso quando eu tô a fim de alguém, apaixonada mesmo. Engraçado, né?

(Pequena pausa.)



D (encara Anete) – É o meu caso.

ANETE (constrangida) – Que bom.

D – Não, não é bom.

ANETE (sentando-se) – Tem que ser sempre tão complicado?

D – Quem vai saber?

ANETE – A Oma sempre foi muito rígida.

D – Só que a pessoa por quem eu tô apaixonado não tá apaixonada por mim.

ANETE – Ela expulsou minha mãe de casa depois que eu nasci.

D – Eu também fui expulso da casa dela.

ANETE – Minha mãe engravidou solteira dum cara que não era alemão.

D – Eu ainda sou louco por ela.

ANETE – Eu fui criada pela Oma e cresci odiando a minha mãe.

D – Eu tenho que te contar uma coisa.

ANETE (segurando na mão de D) – Eu tô grávida.

(Longa pausa.)

D – Grávida.

ANETE – Meu namorado é negro. Eu sou solteira. A Oma não sabe.

D – Isso é um problema?

ANETE – Pra mim é.

D – Tu tá aprendendo alemão pra contar pra tua vó que tu tá grávida do teu namorado?

ANETE – Sim. Não sei. Acho que sim.

(D encara Anete.)



ANETE – Não olha assim pra mim.

D – Tu sabe porque é que eu dou aula de alemão? Eu estagiei numa empresa na Alemanha e não consigo emprego aqui. É a única forma de ganhar dinheiro e sobreviver nesse país de merda.

(Anete acaricia o rosto de D.)



D – E eu tenho que te contar uma coisa.

(Anete acaricia os lábios de D.)



D – Ninguém tem o direto de desprezar uma outra pessoa porque ela tem pouco dinheiro. O que vale é o sentimento, é o sentimento.

ANETE – Tava bom o meu bolo?

D – Ela não perde por esperar.

(Anete e D se beijam.)


4
Na sala de um apartamento no bairro Higienópolis, em Porto Alegre.
WILLI – Eu imagino que deva ser um paraíso, qualquer coisa é melhor do que aqui.

B – Mas o que é que te incomoda tanto, tu é um guri novo, toda uma vida pela frente.

WILLI – Ser filósofo no Brasil é morrer de fome.

B – Se tu tivesse a minha idade eu até entenderia, mas novinho assim...

WILLI – Hegel, Schopenhauer, Schlegel, Fichte, só pra citar alguns. O que seria da filosofia sem eles?

B – Tudo lá é velho, caindo aos pedaços. A guerra, os preços em euro, a xenofobia, o terrorismo, o que pode atrair um jovem como tu? O lugar de vocês é aqui, o Brasil é um país repleto de oportunidades.

WILLI – Talvez prum professor de alemão. Os teus filhos pensam como tu?

B – Eu não tenho filhos.

WILLI – Ah, bom.

B – Não, a frase é outra. Eu não tinha que ter filhos. Ou melhor, eu tinha que ter tido mais coragem pra realmente ter um filho. Uma filha.

WILLI – Isto é quase filosófico.

B – Não, esta é a minha vida mesmo.

WILLI – E Kant, como é que eu me esqueci dele?

B – A gente acaba se esquecendo de muita gente ao longo da vida.

WILLI – Olha, eu tenho que ir pra Alemanha por causa dele.

B – De quem?

(Willi mostra um retrato de Kant.)



B – Ah, eu achei que era por causa de uma pessoa.

WILLI – Ele é uma pessoa.

B – Morta.

WILLI – São as mais interessantes.

B – A minha filha não morreu.

WILLI – Isto é uma afirmação?

B – Falta pouco pra eu poder encontrá-la.

WILLI – Tu perdeu a tua filha?

B – Digamos que roubaram ela de mim.

WILLI (olhando para a figura de Kant) – Tu vê, cada um com seu müssen. Ich muss nach Deutschland, und Du musst deine Tochter finden.

B – Eu não preciso achar ela, eu já sei onde ela tá.

WILLI – Sabe?

B (tensa) – Sei.

WILLI – Quer um cigarro?

B – Cigarro?

WILLI – Uma outra droga?

B – Cigarro .

WILLI – Eu vou passar na minha prova?

B – Tá bem preparado.

(Willi alcança o maço para B. B tira um cigarro. Willi acende o cigarro de B . B fuma.)



WILLI – Tu já imaginou a quantidade de drogas que existem por lá e a gente nem imagina?

B – Eu imagino muita coisa.

WILLI – Eu também. Quando eu estiver lá. Bem longe daqui.
5
Na sala de um apartamento no bairro Navegantes, em Porto Alegre.
TEODORO – Esta parte aqui me parece meio estranha.

A – Me deixa ver.

(A examina a tradução de Teodoro. Teodoro tamborila os dedos na mesa. A olha para Teodoro.)



TEODOROStört dich das?

A – Atrapalha, sim. Preciso me concentrar nessa linguagem...moderna.

TEODORO – É por isso que o texto dele faz tanto sucesso, ele é um gênio, um gênio! A estréia do outro texto dele em Berlim foi um arraso, lotou nos três primeiros dias.

A – Berlim?

TEODORO – É, ele vive em Berlim, mas os outros teatros também encomendam peças pra ele.

A – Conhece Berlim?

TEODORO – Sim.

A – Faz anos que eu não vou há Berlim. Muitos anos.

TEODORO (excitado) – O senhor conhece Berlim?

A (sinistro) – Quem não conhece Berlim?

TEODORO – Então o senhor consegue imaginar a minha agitação com tudo isso : Berlim, um autor contemporâneo, uma corrida contra o tempo...

A – Consigo.

TEODORO – Só faltam espiões como naqueles filmes de guerra...

A – Espiões sempre existiram, não apenas em filmes de guerra, meu rapaz.

TEODORO – Deixa eu lhe confessar uma coisa, mas só vou contar pro senhor. (Sussurrando.) Tem gente atrás desse manuscrito, querem roubar de mim.

A (achando graça) – É mesmo?

TEODORO – Sim. A questão é a seguinte : o autor está passando por uma crise existencial...

A – Vocês também?

TEODORO – Nós também o que?

A – Tudo bem, weiter.

TEODORO – Pois é, ele acha que este texto aqui é muito intelectual, que não vai ter público e estas coisas. Então ele me pediu que eu traduzisse e encenasse antes de ser encenado na Alemanha.

ANa, und?

TEODORO – É que tem um outro diretor aqui em Porto Alegre que ficou sabendo deste texto e quer tirá-lo de mim pra provar pro autor que encenado de forma bem popular, fazendo concessões pro grande público ele vai ser um sucesso estrondoso. E eu não quero deixar.

A – Você não quer ganhar dinheiro?

TEODORO – Quero, mas sem deturpar o valor artístico do trabalho.

(Pequena pausa.)



A – Vamos começar a aula, ainda nem entrei no verbo müssen.

TEODOROIch muss, du musst, er muss...já sei tudo.

A (fechando o livro de alemão com força) - Quase tudo.

TEODORO – Hein?

A – Eu tenho que lhe pedir uma coisa. Um favor.

TEODORO – Se eu puder lhe ajudar.

A – Tem que ser hoje.

TEODORO (intrigado) – Tudo bem...

(A tira um revólver do casaco . Teodoro fica atônito.)



A – Eu tenho que morrer hoje.

TEODORO – Na minha casa?

A – Sim.

TEODOROMuss es sein?

A – Sim, não tem outro jeito. Eu...estou cansado. Velho.

TEODORO (assustado) – Não seria mais adequado esperar uma morte natural...

A – Prefiro algo simples. Um tiro e pronto.

TEODORO – E eu participo como?

A – Dando um tiro em mim. (Envergonhado) Eu não tenho coragem.

TEODORO – Mas o senhor está querendo complicar a minha vida.

(A estende a arma para Teodoro.)



A – Eu prefiro não ter que te contar a razão disto. Me coloca depois no porta-mala do carro e me despeja dentro do Guaíba. Não vai te comprometer.

TEODORO – E se eu disser não?

A – Aí eu te mato e roubo a tua identidade.

TEODORO (rindo) – Mas quem vai acreditar nisso? Todo mundo sabe quem eu sou.

A – Eu tenho muita experiência com essas coisas, rapaz. Eu não sou este que tu estás vendo. Eu já fui muitos depois de ter sido eu mesmo.

TEODORO – Quem sabe um schnaps?

A – A morte precisa ser uma decisão consciente. Assim como matei consciente, quero morrer da mesma forma.

TEODORO – Tinha que acabar assim? Uma carreira tão promissora como a minha?

(A coloca o revólver na mão de Teodoro. Teodoro examina a arma. A afasta-se de Teodoro. A tira outro revólver do casaco e aponta para Teodoro.)



AFertig?

TEODORO – Claro que não tô pronto, eu me nego a fazer isso, eu não vou cometer um crime. Matar e ainda por cima sem saber por quê! Não, eu sou um dramaturgo, um criador e não vou me sujeitar a um professor de alemão obscuro e misterioso que invade a minha casa com duas armas embutidas num casaco de loden dos anos quarenta...

AEureka.

TEODORO – Não, não pode ser, não era esse o enredo da minha peça...

A – Um...

TEODORO (apontando o revólver para A) – Eu te mato primeiro!

A – É a minha primeira opção. Dois...

TEODORO – Isso é um absurdo, essa cena está descaracterizando toda ação dramática que estava sendo desenvolvida, erro de tradução não pode ser, afinal eu sou um autor brasileiro, o que é que está acontecendo aqui?

A – E...

TEODORO – Eu tenho o poder de mudar qualquer coisa nestas páginas, é o mundo que eu criei, eu sou um dramaturgo!

A – Três.

(A luz se apaga. Ouve-se uma grande explosão.)


Dürfen
Auch dürft ihr nicht erschrecken

Vor eurer Sünden Schuld;

Nein, Jesus will sie decken

Mit seiner Lieb und Huld.
1
Na sala de um apartamento no bairro Floresta, em Porto Alegre.
RITANein Klaus ?

ORIENTADORNein, ich heisse nicht Klaus.

RITA – Ai, meu Deus, o que é que eu faço.

( O orientador remexe nos poucos livros que ele vê no apartamento )



RITA ( pega no celular ) – Vou pedir pra eles me mandarem um professor urgente pra cá. ( Olha para o orientador ).

ORIENTADORSie sind...

( Rita desliga imediatamente o celular )



RITA Sie sind...eu tô nervosa contigo aqui na minha casa...sie sind, ai que merda é essa, me esqueci de tudo ! Calma, Rita, calma, mulher. Vou oferecer um chá pra ele, não, uma cerveja.

( Rita se apruma e sorri para o orientador )

RITAKlaus...bier...hum...bier wollen ?

ORIENTADOR ( achando graça do nervosismo de Rita ) – Ein Bier ?

RITA – É, uma cerveja, quer ?

( O orientador assente com a cabeça e pega um livro da mesa. Rita fica olhando. O orientador olha pra Rita e sorri. )

RITADu...Klaus ?

ORIENTADORNein.

RITA – Tu não é o Klaus ?

( O orientador olha para Rita com uma expressão imbecil )

RITA – Então só pode ter sido gozação daquele viado. Ele deve ter descoberto tudo.

ORIENTADORDarf ich Ihre Dissertation mal anschauen ?

RITA ( nervosa ) – Devagar, eu tô há recém no básico, Klaus. Não, tu não é o Klaus. Tu é quem , pelo amor de Deus !

( O orientador sacode a cabeça sem compreender a situação )



RITA ( senta-se em frente ao orientador ) – Ich...Klaus...( mostra uma aliança fictícia no dedo )...casar...como é que se diz isso...

ORIENTADORWer ist Klaus ?

RITA – Quem é Klaus...Klaus é meu noivo ! Noi-vo.

ORIENTADOR ( pronunciando com dificuldade ) – Noivo.

RITA – Um encanto ele.

ORIENTADOR Kant ? Haben Sie Kant gesagt ?

( Rita olha boquiaberta para o orientador )



RITA ( pegando no celular ) – Eu vou ter que ligar pra alguém. ( Largando o celular ) Espera. ( Para o orientador ) Tu é algum parente do Klaus e veio me dizer alguma coisa ? Ele não quer mais se casar comigo, é isso ? Ele tá me dando um fora ?

ORIENTADOR ( levantando-se ) – Ich verstehe Sie nicht.

RITAVerstehen...entender...tu tá querendo me dizer que o que eu entendi é isso mesmo o que tu tava querendo me dizer...tu é parente dele mesmo ?

ORIENTADORAuf Wiedersehen.

RITA – Mas ele não me mandou nada, nem um bilhete ? Uma foto ? Um dinheiro...

( O orientador sai com um sorriso amarelo )



RITA – É assim que os alemães fazem ? Mandam o primo avisar que não tão mais a fim.

?

( Rita chora tapando o rosto com as mãos )



RITA – Klaus ! Quer dizer, seu moço ! ( Vai à janela ) Espera ! Eu vou te apresentar a minha vizinha do duzentos e um. Ela é bem bonita. E não é burra que nem eu, vai aprender alemão rapidinho. Espera !

( Rita sai correndo )


2
Na sala de um apartamento no bairro Moinhos de vento, em Porto Alegre.
GOTTLIEB – Eu já disse que pra mim tanto faz ficar com um ou com o outro. Refém é refém.

DIRETOR TEATRAL – Isso é um absurdo. Isso é a inveja desse dramaturgozinho provinciano frustrado, que não sabe ganhar dinheiro e fica me colocando nesse tipo de situação.

GOTTLIEB – Tu sabe o que a tua esposa me revelou ?

DIRETOR TEATRAL – O que foi que tu fez com ela, seu...

GOTTLIEB – Cuidado, muito cuidado com os termos escolhidos. Hoje em dia não se diz mais o que se pensa com tanta liberdade.

DIRETOR TEATRAL – Fala, seu puto.

GOTTLIEB – Pra que tanta agressividade com um senhor tão distinto, que mora tão bem, foi o que ela me disse.

DIRETOR TEATRAL – Eu vou te processar por assédio sexual pra cima dela e ameaça pra cima de nós dois.

GOTTLIEB – O teu amigo dramaturgo não vai deixar. Entre eu e tu, certamente ele vai preferir acabar é contigo ( Gargalha )

DIRETOR TEATRAL – Esquece aquele intelectual infame, me diz o que ela falou de mim. ( Irônico ) Pelo jeito ao invés de estudarem alemão vocês ficam praticando alguma terapia psicológica. ( Explodindo ) Por que é que ela nunca foi dar aula pra aquele desgraçado pra roubar duma vez a maldita peça de teatro ?

GOTTLIEB – Como se tu não soubesse que quem decide tudo é o demiurgo teu amigo.

DIRETOR TEATRAL – Ele não é meu amigo.

GOTTLIEB ( sussurrando ) – Pra te dizer a verdade, eu ainda não compreendi o que acontece entre vocês. Ela fala de grana, tu em roubar e o teu amigo acaba te botando aqui no lugar dela...

DIRETOR TEATRAL – Não é da tua conta. O que é que a minha mulher te disse ? Desembucha.

GOTTLIEB ( cínico ) – Espero que ela não tenha esquecido de contatar o coleguinha dela centenário pra vir aqui me fazer uma visitinha. Tu conhece o tal senhor ?

DIRETOR TEATRAL – Que merda é essa que eu não tô entendendo ?

GOTTLIEB – O velho de uniforme marrom. Ele usa botas de cano alto ? Passo de ganso ? Usa o mesmo bigode do chefe supremo ? ( Segurando a emoção ) Tortura, mata, incinera ?

( Grita ) Tu acha que é fácil pra mim desempenhar essa comédia ? Isso não se trata de uma comédia !



DIRETOR TEATRAL ( sem saber o que dizer ) – Eu poderia ir ao banheiro ?

GOTTLIEBDarf ! Darf ich ! Teus pais não te ensinaram esse verbo, menino ?

DIRETOR TEATRAL ( envergonhado ) – Eu não falo alemão.

GOTTLIEB – E fica usando a própria mulher pra se apossar das coisas alheias. O que seria de ti sem ela, hein !

DIRETOR TEATRAL – Ela concordou, ela não pode reclamar agora.

GOTTLIEB – Um monstro.( com deboche ) Sind Sie ein Monster, wenn ich es Ihnen fragen darf ?

DIRETOR TEATRAL – Posso ir ? Eu quero acertar as contas com ela.

GOTTLIEB ( histérico ) – Não ! Ninguém vai sair daqui.

DIRETOR TEATRAL ( com um sorriso triunfante ) – Quem tem o poder de decidir isso ?

GOTTLIEB – Todos nós. É ele quem começa a escrever a peça, mas lá pelo meio, bem nesse ponto onde a gente tá, tem coisas que ele não pode mais mexer, senão a estrutura cai, o sucesso dá lugar ao fracasso. É um esforço coletivo dele e dos seus personagens, nós, por isso eu te afirmo, tu não vai arredar o teu pé daqui até que o ariano milenar apareça embaixo daquele portal.

DIRETOR TEATRAL – Cretino. Agora eu entendo porque ele colocou a mim nesta cena e não qualquer outro.

GOTTLIEB ( ensandecido ) – Wenn ich das sagen darf, ele é um dramaturgo inteligente.

DIRETOR TEATRAL – Eu merecia um outro final de cena.

GOTTLIEB – Senta, menino, vai demorar até que a gente apareça de novo.
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