Vigilância epidemiológica



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Faixa Etária
(anos)
N
o
 Casos
< 1
1- 4
5-14
15-24
25-49
> 50
Não informado
Total
99
1.964
5.094
4.024
6.579
2.500
4.566
24.826
N
o
 Óbitos
%
4
44
79
11
3
-
2
143
2,8
30,8
55,2
7,7
2,1
0,0
1,4
100,0
3. Escorpiões de importância médica
Os escorpiões ou lacraus apresentam o corpo formado pelo tronco (prosoma e mesosoma) e pela cauda
(metasoma). O prosoma dorsalmente é coberto por uma carapaça indivisa, o cefalotórax, e nele se articulam os quatro
pares de pernas, um par de quelíceras e um par de pedipalpos. O mesosoma apresenta sete segmentos dorsais, os
tergitos, e cinco ventrais, os esternitos. A cauda é formada por cinco segmentos e no final da mesma situa-se o telso,
composto de vesícula e ferrão (aguilhão) (fig. 28). A vesícula contém duas glândulas de veneno. Estas glândulas produzem
o veneno que é inoculado pelo ferrão.

FUNASA - outubro/2001 - pág. 38
Fig. 28. Morfologia externa do escorpião
Os escorpiões são animais carnívoros, alimentando-se principalmente de insetos, como grilos ou baratas. Apresentam
hábitos noturnos, escondendo-se durante o dia sob pedras, troncos, dormentes de linha de trem, em entulhos, telhas ou
tijolos. Muitas espécies vivem em áreas urbanas, onde encontram abrigo dentro e próximo das casas, bem como alimentação
farta. Os escorpiões podem sobreviver vários meses sem alimento e mesmo sem água, o que torna seu combate muito difícil.
Os escorpiões de importância médica no Brasil pertencem ao gênero Tityus  (fig. 29), que é o mais rico em
espécies, representando cerca de 60% da fauna escorpiônica neotropical (figs. 30, 31, 32, 33 e 34).

FUNASA - outubro/2001 - pág. 39
Presença de uma quilha longitudinal mediana nos
tergitos.
Um dente do dedo fixo da quelícera.
b) esterno em forma triangular
Gume do dedo móvel do palpo com filas oblíquas de
granulações.
a) quelícera
c) pedipalpo
Fig. 29. Principais características do gênero Tityus.

FUNASA - outubro/2001 - pág. 40
Espécies do gênero Tityus de importância médica no Brasil
Fig. 30. Tityus serrulatus:  tronco
marrom-escuro; pedipalpos e patas
amarelados, a cauda, que também é
amarelada, apresenta uma serrilha dorsal
nos dois últimos segmentos (daí o nome
Tityus serrulatus) e uma mancha escura
no lado ventral da vesícula. Comprimento
de 6 cm a 7 cm. (Foto: R. Bertani)
Distribuição geográfica: Bahia, Espírito
Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio de
Janeiro e São Paulo.
Fig. 32. Tityus stigmurus: tronco
amarelo-escuro, apresentando um
triângulo negro no cefalotórax, uma faixa
escura longitudinal mediana e manchas
laterais escuras nos tergitos. Comprimento
de 6 cm a 7 cm (Foto: R. Bertani).
Distribuição geográfica: estados da região
Nordeste do Brasil.
Fig. 31. Tityus bahiensis: tronco
marrom-escuro, patas com manchas
escuras; pedipalpos com manchas
escuras nos fêmures e nas tíbias.
Comprimento de 6 cm a 7 cm (Foto:
R. Bertani).
Distribuição geográfica: Goiás, São
Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas
Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e
Santa Catarina.

FUNASA - outubro/2001 - pág. 41
Fig. 33. Tityus cambridgei:  tronco
e pernas escuros, quase negros,
Comprimento de aproximadamente
8,5 cm. (Foto: R. Bertani)
Distribuição geográfica: região
Amazônica.
Fig. 34. Tityus metuendus:  tronco
vermelho-escuro, quase negro com
manchas confluentes amarelo-
avermelhadas; patas com manchas
amareladas; cauda da mesma cor do
tronco apresentando um espessamento
dos últimos dois artículos. Comprimento
de 6 cm a 7 cm (Foto: R. Bertani).
Distribuição geográfica: Amazonas,
Acre e Pará.
Do ponto de vista de saúde pública, tem sido preocupante o aumento da dispersão do Tityus serrulatus. Esta
espécie tem sido encontrada no Recôncavo Baiano, Distrito Federal, Minas Gerais, na periferia da cidade de São Paulo,
no interior do estado de São Paulo e norte do Paraná. Esta dispersão tem sido explicada em parte pelo fato de a espécie
Tityus serrulatus se reproduzir por partenogênese.
No estado de Pernambuco (Recife), há relatos de óbitos provocados por T. stigmurus, espécie que também tem
sido capturada em Alagoas. O T. cambridgei (escorpião preto) é a espécie mais freqüente na Amazônia Ocidental (Pará
e Marajó), embora quase não haja registro de acidentes.
4. Ações do veneno
Estudos bioquímicos experimentais demonstraram que a inoculação do veneno bruto ou de algumas frações
purificadas ocasiona dor local e efeitos complexos nos canais de sódio, produzindo despolarização das terminações
nervosas pós-ganglionares, com liberação de catecolaminas e acetilcolina. Estes mediadores determinam o aparecimento
de manifestações orgânicas decorrentes da predominância dos efeitos simpáticos ou parassimpáticos.
5. Quadro clínico
Os acidentes por Tityus serrulatus são mais graves que os produzidos por outras espécies de Tityus no Brasil. A
dor local, uma constante no escorpionismo, pode ser acompanhada por parestesias. Nos acidentes moderados e graves,
observados principalmente em crianças, após intervalo de minutos até poucas horas (duas, três horas), podem surgir
manifestações sistêmicas. As principais são:

FUNASA - outubro/2001 - pág. 42
a) Gerais: hipo ou hipertermia e sudorese profusa.
b) Digestivas: náuseas, vômitos, sialorréia e, mais raramente, dor abdominal e diarréia.
c) Cardiovasculares: arritmias cardíacas, hipertensão ou hipotensão arterial, insuficiência cardíaca congestiva
e choque.
d) Respiratórias: taquipnéia, dispnéia e edema pulmonar agudo.
e) Neurológicas: agitação, sonolência, confusão mental, hipertonia e tremores.
O encontro de sinais e sintomas mencionados impõe a suspeita diagnóstica de escorpionismo, mesmo na ausência
de história de picada e independente do encontro do escorpião.
A gravidade depende de fatores, como a espécie e tamanho do escorpião, a quantidade de veneno inoculado, a
massa corporal do acidentado e a sensibilidade do paciente ao veneno. Influem na evolução o diagnóstico precoce, o
tempo decorrido entre a picada e a administração do soro e a manutenção das funções vitais.
Com base nas manifestações clínicas, os acidentes podem ser inicialmente classificados como:
a) Leves: apresentam apenas dor no local da picada e, às vezes, parestesias.
b) Moderados: caracterizam-se por dor intensa no local da picada e manifestações sistêmicas do tipo sudorese
discreta, náuseas, vômitos ocasionais, taquicardia, taquipnéia e hipertensão leve.
c) Graves: além dos sinais e sintomas já mencionados, apresentam uma ou mais manifestações como sudorese
profusa, vômitos incoercíveis, salivação excessiva, alternância de agitação com prostração, bradicardia,
insuficiência cardíaca, edema pulmonar, choque, convulsões e coma.
Os óbitos estão relacionados a complicações como edema pulmonar agudo e choque.
6. Exames complementares
O eletrocardiograma é de grande utilidade no acompanhamento dos pacientes. Pode mostrar taquicardia ou
bradicardia sinusal, extra-sístoles ventriculares, distúrbios da repolarização ventricular como inversão da onda T em
várias derivações, presença de ondas U proeminentes, alterações semelhantes às observadas no infarto agudo do miocárdio
(presença de ondas Q e supra ou infradesnivelamento do segmento ST) e bloqueio da condução atrioventricular ou
intraventricular do estímulo (fig. 35). Estas alterações desaparecem em três dias na grande maioria dos casos, mas
podem persistir por sete ou mais dias.
Fig 35. Eletrocardiograma de uma criança picada pelo escorpião Tityus serrulatus mostrando taquicardia sinusal
e infradesnivelamento acentuado do segmento ST (padrão semelhante a infarto agudo do miocárdio) (Foto: C.F.
Amaral).

FUNASA - outubro/2001 - pág. 43
Fig 36. Radiografia do tórax de criança picada pelo escorpião Tityus serrulatus
mostrando edema pulmonar acometendo predominantemente o pulmão esquerdo
e aumento da área cardíaca (Foto: C.F. Amaral).
A radiografia de tórax pode evidenciar aumento da área cardíaca e sinais de edema pulmonar agudo, eventualmente
unilateral (fig. 36). A ecocardiografia tem demonstrado, nas formas graves, hipocinesia transitória do septo interventricular
e da parede posterior do ventrículo esquerdo, às vezes associada à regurgitação mitral.
A glicemia geralmente apresenta-se elevada nas formas moderadas e graves nas primeiras horas após a picada. A
amilasemia é elevada em metade dos casos moderados e em cerca de 80% dos casos graves. A leucocitose com neutrofilia
está presente nas formas graves e em cerca de 50% das moderadas. Usualmente há hipopotassemia e hiponatremia. A
creatinofosfoquinase e sua fração MB são elevadas em porcentagem significativa dos casos graves.
O emprego de técnicas de imunodiagnóstico (ELISA) para detecção de veneno do escorpião Tityus serrulatus
tem demonstrado a presença de veneno circulante nos pacientes com formas moderadas e graves de escorpionismo.
Nos raros casos de pacientes com hemiplegia, a tomografia cerebral computadorizada pode mostrar alterações
compatíveis com infarto cerebral.
7. Tratamento
7.1. Sintomático
Consiste no alívio da dor por infiltração de lidocaína a 2% sem vasoconstritor (1 ml a 2 ml para crianças; 3 ml a
4 ml para adultos) no local da picada ou uso de dipirona na dose de 10 mg/kg de peso a cada seis horas. Os distúrbios
hidroeletrolíticos e ácido-básicos devem ser tratados de acordo com as medidas apropriadas a cada caso.
7.2. Específico
Consiste na administração de soro antiescorpiônico (SAEEs) ou antiaracnídico (SAAr) aos pacientes com
formas moderadas e graves de escorpionismo, que são mais freqüentes nas crianças picadas pelo Tityus serrulatus
(8% a 10 % dos casos). Deve ser realizada, o mais precocemente possível, por via intravenosa e em dose adequada,
de acordo com a gravidade estimada do acidente (quadro V). O objetivo da soroterapia específica é neutralizar o

FUNASA - outubro/2001 - pág. 44
veneno circulante. A dor local e os vômitos melhoram rapidamente após a administração da soroterapia específica. A
sintomatologia cardiovascular não regride prontamente após a administração do antiveneno específico. Entretanto,
teoricamente, a administração do antiveneno específico pode impedir o agravamento das manifestações clínicas pela
presença de títulos elevados de anticorpos circulantes capazes de neutralizar a toxina que está sendo absorvida a partir
do local da picada.
A administração do SAEEs é segura, sendo pequena a freqüência e a gravidade das reações de hipersensibilidade
precoce. A liberação de adrenalina pelo veneno escorpiônico parece proteger os pacientes com manifestações adrenérgicas
contra o aparecimento destas reações.
7.3. Manutenção das funções vitais
Os pacientes com manifestações sistêmicas, especialmente crianças (casos moderados e graves), devem ser mantidos
em regime de observação continuada das funções vitais, objetivando o diagnóstico e tratamento precoces das complicações.
A bradicardia sinusal associada a baixo débito cardíaco e o bloqueio AV total devem ser tratados com injeção venosa de
atropina na dose de 0,01 a 0,02 mg/kg de peso. A hipertensão arterial mantida associada ou não a edema pulmonar
agudo é tratada com o emprego de nifedipina sublingual, na dose de 0,5 mg/kg de peso. Nos pacientes com edema
pulmonar agudo, além das medidas convencionais de tratamento, deve ser considerada a necessidade de ventilação
artificial mecânica, dependendo da evolução clínica. O tratamento da insuficiência cardíaca e do choque é complexo e
geralmente necessita do emprego de infusão venosa contínua de dopamina e/ou dobutamina (2,5 a 20 mg/kg de peso/
min), além das rotinas usuais para estas complicações.
Quadro V
Acidentes escorpiônicos
Classificação dos acidentes quanto à gravidade, manifestações clínicas e
tratamento específico
*
 Tempo de observação das crianças picadas: 6 a 12 horas.
** SAEEs = Soro antiescorpiônico/SAAr = Soro antiaracnídico.
*** Na maioria dos casos graves quatro ampolas são suficientes para o tratamento, visto que neutralizam o veneno circulante
e mantêm concentrações elevadas de antiveneno circulante por pelo menos 24 horas após a administração da soroterapia
.
Classificação
Manifestações Clínicas
Soroterapia
(n
o
 de ampolas)
SAEEs ou SAAr**
Leve*
Dor e parestesia locais
-
Moderado
Dor local intensa associada a uma ou
mais manifestações, como náuseas,
vômitos, sudorese, sialorréia discretos,
agitação, taquipnéia e taquicardia.
2 a 3
IV
Além das citadas na forma moderada,
presença de uma ou mais das seguintes
manifestações: vômitos profusos e
incoercíveis, sudorese profusa, sialorréia
intensa, prostração, convulsão, coma,
bradicardia, insuficiência cardíaca,
edema pulmonar agudo e choque.
4 a 6 IV***
Grave

FUNASA - outubro/2001 - pág. 45
III - Araneísmo
1. Introdução
No Brasil, existem três gêneros de aranhas de importância médica: PhoneutriaLoxosceles e Latrodectus. Os
acidentes causados por Lycosa (aranha-de-grama), bastante freqüentes e pelas caranguejeiras, muito temidas, são
destituídos de maior importância.
2. Epidemiologia
Desde a implantação do Sistema de Notificação dos acidentes araneídicos, vem-se observando um incremento da
notificação de casos no país, notadamente nos estados do Sul.
Todos os atendimentos decorrentes de acidentes com aranhas, mesmo quando não haja utilização de soroterapia,
deveriam ser notificados. Tal procedimento possibilitaria um melhor dimensionamento deste tipo de agravo, nas diversas
regiões do país.
Segundo os dados do Ministério da Saúde, o coeficiente de incidência dos acidentes araneídicos situa-se em torno
de 1,5 casos por 100.000 habitantes, com registro de 18 óbitos no período de 1990-1993. A maioria das notificações
provem das regiões Sul e Sudeste (tabela 5).
Tabela 5
Distribuição dos acidentes araneídicos, segundo o gênero envolvido, por macrorregião
Brasil – 1990 – 1993
3. As aranhas de importância médica
As aranhas são animais carnívoros, alimentando-se principalmente de insetos, como grilos e baratas. Muitas têm
hábitos domiciliares e peridomiciliares. Apresentam o corpo dividido em cefalotórax e abdome. No cefalotórax articulam-se
os quatro pares de pernas, um par de pedipalpos e um par de quelíceras. Nas quelíceras estão os ferrões utilizados para
inoculação do veneno (fig. 37).
Phoneutria
Loxosceles
Latrodectus
Outros
Não informado
Gênero
N
NE
SE
S
CO
Total
1
1
0
15
35
6
15
58
88
400
2.885
267
0
277
2.561
1.912
6.224
13
645
2.205
5
5
0
44
123
4.809
6.512
71
1.069
5.324

FUNASA - outubro/2001 - pág. 46
Fig. 37. Morfologia externa das aranhas
3.1. Phoneutria
São conhecidas popularmente como aranhas armadeiras, em razão do fato de, ao assumirem comportamento
de defesa, apóiam-se nas pernas traseiras, erguem as dianteiras e os palpos, abrem as quelíceras, tomando bem visíveis
os ferrões, e procuram picar (figs. 38 e 39). Podem atingir de 3 cm a 4 cm de corpo e até 15 cm de envergadura de
pernas.
Não constroem teia geométrica, sendo animais errantes que caçam principalmente à noite. Os acidentes ocorrem
freqüentemente dentro das residências e nas suas proximidades, ao se manusearem material de construção, entulhos,
lenha ou calçando sapatos.
As espécies descritas para o Brasil são: P. fera, P. keyserfingi, P. nigriventer e P. reidyi.
Fig. 38. a) Phoneutria nigriventer (aranha armadeira), corpo coberto de pêlos curtos de coloração marrom-
acinzentada; no dorso do abdome, desenho formado por faixa longitudinal de manchas pares mais claras e faixas
laterais oblíquas; quelíceras com revestimento de pêlos avermelhados ou alaranjados, vista dorsal (Fotos: R. Bertani).
b) Disposição característica dos olhos contados a partir das quelíceras(2:4:2).
2:4:2

FUNASA - outubro/2001 - pág. 47
Fig. 39. Phoneutria nigriventer (aranha armadeira) em posição de “ataque/defesa” (Fotos: R. Bertani).
3.1.1. Distribuição geográfica das espécies do gênero Phoneutria
a) P. fera e P. reidyi - região Amazônica;
b) P. nigriventer - Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo
e Santa Catarina;
c) P. keyserfingi - Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Santa
Catarina.
3.2. Loxosceles
Conhecidas popularmente como aranhas-marrons, constroem teias irregulares em fendas de barrancos, sob
cascas de árvores, telhas e tijolos empilhados, atrás de quadros e móveis, cantos de parede, sempre ao abrigo da luz
direta. Podem atingir 1 cm de corpo e até 3 cm de envergadura de pernas (fig. 40).
Não são aranhas agressivas, picando apenas quando comprimidas contra o corpo. No interior de domicílios, ao se
refugiar em vestimentas, acabam provocando acidentes.
Várias são as espécies descritas para o Brasil. As principais causadoras de acidentes são: L. intermedia, L. laeta
e L. gaucho.
Fig. 40. a)  Loxosceles gaucho (aranha marrom), corpo revestido de pêlos curtos e sedosos de cor marrom
esverdeada com pequenas variações; no cefalotórax: desenho claro em forma de violino ou estrela, vista dorsal
(Foto: R. Bertani). b) Disposição características dos olhos contados a partir das quelíceras (2:2:2).
2:2:2

FUNASA - outubro/2001 - pág. 48
3.2.1. Distribuição geográfica das espécies do gênero Loxosceles
a) L. intermedia - predomina nos estados do sul do país;
b) L. laeta - ocorre em focos isolados em várias regiões do país, principalmente no estado de Santa Catarina;
c) L. gaucho - predomina no estado de São Paulo.
3.3. Latrodectus
São conhecidas popularmente como viúvas-negras. As fêmeas são pequenas e de abdome globular, apresentando
no ventre um desenho característico em forma de ampulheta. Constroem teias irregulares entre vegetações arbustivas e
gramíneas, podendo também apresentar hábitos domiciliares e peridomiciliares.
Os acidentes ocorrem normalmente quando são comprimidas contra o corpo. As fêmeas apresentam o corpo
com aproximadamente 1 cm, de comprimento e 3 cm de envergadura de pernas (fig. 41). Os machos são muito menores,
em média 3 mm de comprimento, não sendo causadores de acidentes.
No Brasil, é registrada a ocorrência das espécies L. curacaviensis e L. gemetricus principalmente na região
Nordeste.
Fig. 41. a) Latrodectus curacaviensis (viúva-negra, flamenguinha), abdome com manchas de colorido vermelho vivo
sob fundo preto, vista lateral (Foto: R. Bertani). b) Disposição característica dos olhos contados a partir das quelíceras
(4:4)
3.3.1. Distribuição geográfica das espécies do gênero Latrodectus
a) L. curacaviensis - Ceará, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e São Paulo;
b) L. geometricus - encontrada praticamente em todo o país.
3.4. Aranhas da família Lycosidae
São conhecidas como aranha-de-grama ou aranha-de-jardim. Os acidentes, apesar de freqüentes, não
constituem problema de saúde pública. São aranhas errantes, não constroem teia e freqüentemente são encontradas em
gramados e jardins. Podem variar de tamanho, sendo que as maiores atingem até 3 cm de corpo por 5 cm de envergadura
de pernas. (fig. 42). Há um grande número de espécies descritas para todo o Brasil.
4:4

FUNASA - outubro/2001 - pág. 49
Fig. 42. a) Lycosa erythrognatha (aranha-de-grama), corpo com coloração marrom com faixas claras no cefalotórax e no
dorso do abdome; no dorso do abdome, desenho que lembra uma seta, comum às aranhas deste grupo, vista dorsal (Foto: R.
Bertani). b) Disposição característica dos olhos contados a partir das quelíceras (4:2:2).
3.5. Aranhas caranguejeiras
Apresentam uma grande variedade de colorido e de tamanho, desde alguns milímetros até 20 cm de envergadura
de pernas. Algumas são muito pilosas. Os acidentes são destituídos de importância médica, sendo conhecida a irritação
ocasionada na pele e mucosas por causa dos pêlos urticantes que algumas espécies liberam como forma de defesa.
Fig. 43. Vitaflus sorocabac (aranha caranguejeira), dorso do abdome com região nua onde ficam
implantados os pêlos urticantes.
4:2:2

FUNASA - outubro/2001 - pág. 50
Acidentes por Phoneutria
1. Introdução
As aranhas do gênero Phoneutria são popularmente conhecidas como aranhas armadeiras. Embora provoquem
acidentes com freqüência, estes raramente levam a um quadro grave.
O foneutrismo representa 42,2% dos casos de araneísmo notificados no Brasil, predominantemente nos estados
do Sul e Sudeste. Os acidentes ocorrem em áreas urbanas, no intra e peridomicílio, atingindo principalmente os adultos
de ambos os sexos. As picadas ocorrem preferencialmente em mãos e pés.
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