Vicenzo gaudioso



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VICENZO GAUDIOSO

CIDADÃO TAUBATEANO E COMENDADOR

Vincenzo Gaudioso, filho de Giuseppe Antonio Gaudioso e de Maria Antonio Gióia, nasceu aos 17 de maio de 1932, sendo natural do distrito de Agromonte, região de Latrônico, Província de Potenza, na Itália. Oriundo de uma família muito unida e feliz, Vincenzo tinha a companhia de outros cinco irmãos, Biaggio, Maria, Stella, Egídio e Carmine. Seu irmão primogênito Biaggio era militar, quando eclodiu a 2ª Grande Guerra Mundial. Morreu como herói ao salvar seu comandante, tendo seu nome inscrito na galeria dos que tombaram no cumprimento do dever. Foram anos difíceis de superação para toda família. Seu pai, sofrendo os infortúnios de uma guerra e como conseqüência, a trágica morte de seu filho querido, receoso de que Vincenzo se alistasse no Exército Italiano e o sofrimento se repetisse com a perda de mais um filho, suplica-lhe para que mudasse para o Brasil, onde seu tio aqui já residia no Rio de Janeiro. Dessa maneira, assim se procedeu. Embarcando no navio Castello Verdi no Porto de Nápoles, Vincenzo deixava para trás toda uma vida ao lado dos entes queridos, dos amigos e daquele lugarejo que um dia soube acolhê-lo. Também para Vincenzo foram dias intermináveis de saudade e de esperanças, mas que o tempo, somente o tempo, julgador imperecível de todas as coisas determinaria seu destino na nova Pátria, derramando-lhe todas as bênçãos do mundo ao mais novo filho. Era dia 15 de fevereiro de 1953. Pela enseada da Costa Ocidental da Baía da Guanabara, as X horas, chegava ao Porto do Rio de Janeiro, procedente da Itália, o navio Castello Verdi. Da nascente do rio Ailã, no Monte Caburaí, no Estado de Roraima a uma das curvas do Arroio Chuí, no Estado do Rio Grande do Sul e da Ponta do Seixas, em João Pessoa, no Estado da Paraíba à Serra de Contamana, no Estado do Acre, o Brasil vivia o verão e o seu carnaval. Nesse dia o Brasil também conhecia seu mais novo hóspede: Vincenzo Gaudioso. Desembarcara daquele navio para um futuro que sabia ser difícil, pelo idioma e pela cultura totalmente estranhos ao seu mundo, mas com a certeza de que lhe seria promissor. Decorridos os primeiros dias e após os contatos iniciais com seu tio, Vincenzo, prestes há completar 21 anos, muda-se para Cruzeiro, região do Vale do Paraíba Paulista onde também viviam seus conterrâneos. O início, como tudo na vida, foi muito difícil. Foi pedreiro, foi proprietário de bar, foi vendedor de frios. Mas teve uma pessoa muito especial em sua vida, um amigo acima de tudo e um pai por consideração: Valdir Savino. Especial porque durante o tempo de convivência com Vincenzo, por simpatia e por afeição, o “adotou” como sendo seu filho. Foi o verdadeiro amigo que o ajudou a carregar o fardo pesado no início de tudo em sua vida no Brasil. Ficaram as lembranças, os momentos felizes de relacionamento e a certeza de um dia se reencontrarem. Vincenzo era um obstinado a vencer, custasse o que custasse. Fazia do trabalho um sacerdócio. Nunca deixou de trabalhar. Foi um exemplo para todos os jovens de sua época e de sua querida e saudosa cidade de Cruzeiro, o ponto de partida para sua vitoriosa carreira de empresário.

Muito seguro, tinha a constante preocupação com seus pais e irmãos. Suas primeiras economias em 1956 tiveram um destino certo: sua terra natal, para que seus pais pudessem vir ao Brasil. Entretanto, quis o destino que em parte seus sonhos não se concretizassem, em razão do falecimento inesperado de seu genitor. Nesse mesmo ano, compraria todo o enxoval de casamento para sua irmã Stella. Vivia para si e para sua família, pois, a união de outrora em Agromonte, continuaria mais sólida ainda em Cruzeiro. Fez da responsabilidade, uma marca em seus negócios, não aceitando convites para o que hoje chamamos de “balada”, tantos o eram para bailes, festas, etc. Sua resposta era sempre a mesma, “não posso, pois amanhã terei compromisso logo cedo”. E dessa forma, vivia para o trabalho. Em meados de 1957, quis o destino que os olhares se cruzassem e entre eles nascesse um grande amor. Vincenzo viria a conhecer Natalina, aquela que compartilharia em sua vida, momentos de alegria e de tristeza, mas, acima de tudo, de muito amor e ternura. Assim, em 1º de outubro de 1960, um sábado de primavera, entre dois anos e alguns meses de namoro e noivado, Vincenzo e Natalina se casaram, sendo abençoados na Igreja de Santa Terezinha, em Taubaté, pelo Padre Cícero de Alvarenga, o qual teve a missão divina de batizá-la um dia. Dessa sagrada união nasceram os filhos Rosa Maria, Giuseppe, Vincenzo e Carmem Lúcia, os quais lhe presentearam com lindos netinhos. Vincenzo contribuiu de maneira decisiva para com o progresso de Taubaté e região, razão pela qual lhe foram outorgados merecidamente os Títulos de Cidadão Taubateano e a Comenda Jacques Félix pela Câmara Municipal de Taubaté. Também foi condecorado com a Ordine Della Stella Della Solidarietá Italiana, pelo Presidente da Itália.


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