Valorizando o co2, a energia e a vinhaçA para a produção de alimentos



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Encontro23.08.2018
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Valorizando o CO2 , a ENERGIA e a VINHAÇA

para a produção de alimentos

Não são somente os produtores de etanol e açúcar que trabalham a favor da sustentabilidade. Segundo o relatório FOOD LOSSES da FAO (2011) mais de um terço de toda a produção mundial de frutas, legumes e hortaliças é desperdiçada ou perdida. Na área de alimentos a muito a fazer nesse campo. As usinas podem contribuir para a produção de mais e melhores alimentos para o mundo. Conciliar a produção de biocombustíveis e a de alimentos pode ser uma das soluções.




Quem não gostaria de ir ao supermercado e comprar tomates com garantia de sabor, sem pesticidas e com um certificado de carbono neutro e sustentável a um preço acessível a todos? Um dia, este tomate poderá ter na sua etiqueta a marca da sua Empresa!
Para produzir tomates e hortaliças de qualidade é preciso radiação solar, energia, água, fertilizantes, gás carbónico (CO2), além de uma boa dose de conhecimento. O uso de estufas agrícolas modernas concentra todos estes fatores em um ambiente controlado para maximizar a produtividade de plantas sadias e altamente produtivas. Nestas estufas, obtém-se, por exemplo, rendimentos de mais de 650 ton/ha de tomate o que representa mais de 10 vezes a média nacional. Mas, o desafio do setor de alimentação não é somente produzir mais alimentos, mas também atender um consumidor cada vez mais crítico, não somente quanto ao preço, mas também à qualidade e às condições em que o alimento é produzido.

O cultivo em estufas agrícolas modernas permitem a produção contínua e de qualidade durante todo o ano, obtendo-se preços melhores e constantes, independentemente, das condições meteorológicas. Outras vantagens são a eliminação do uso de agroquímicos, a redução do consumo de fertilizantes (30%) e de água (50%), assim como das perdas (menores que 5%).

Os principais fatores que impedem a implantação de estufas agrícolas modernas são o custo de investimento e a necessidade de conhecimentos técnicos. O aumento da rentabilidade destas empresas pela redução dos custos de produção pode facilitar os investimentos. Para reduzir esses custos, uma solução é a valorização dos subprodutos obtidos durante a da produção do etanol como: o uso do CO2 das dornas de fermentação (utilizado como um “adubo gasoso” para aumentar a taxa da fotossíntese), a recuperação da energia térmica residual de baixa temperatura (35 à 65oC) para o aquecimento e desumidificação das estufas, o uso do bagaço, da torta de filtro e de outros resíduos para a fabricação substratos, assim como o uso da vinhaça na preparação de soluções nutritivas hidropônicas.

A ideia de integração de estufas agrícolas com outras indústrias não é uma novidade. Existem, no mundo, diversos exemplos de integração com usinas termoelétricas, destilarias e outras industrias. Nos EUA, a Archer-Daniels-Midland (ADM) realizou um projeto de 4 hectares para produção de alface utilizando energia térmica e CO2 de sua destilaria em Decatour, no Estado de Illinois. A usina nuclear de Chinon, na região de Avoine, na França, fornece a energia térmica para um complexo de estufas agrícolas de 10 ha. No Canadá, a empresa Savoura, em Saint-Étiene (100 km de Montréal) construiu um complexo 5 ha de estufa para produção de tomates utilizando o biogás de um aterro sanitário municipal adjacente, e a empresa Les Serres Sagami, em Rimouski, possui 3 ha de estufas de tomate utilizando a energia térmica residual de uma fundição de alumínio da Elkem Métal Canada Inc.. Na Ingraterra, perto de Bellingham, a empresa John Baarda Ltd. opera 15 hectares de tomates em estufas recuperando o calor e o CO2 residual de uma usina de cogeração pertencente a empresa fabricante de fertilizantes Terra Nitrogen. Vale a pena ver o vídeo corporativo da empresa Thanet Earth, também na Inglaterra, disponível no site www.thanetearth.com.


Para cada hectare de estufa agrícola são criados, em média, 15 empregos diretos e permanentes e que pode ser uma solução para o excedente de mão-de-obra gerado pela mecanização da colheita da cana
Uma usina padrão com capacidade anual de moagem de 2 milhões de toneladas de cana de açúcar e produzindo 80 L etanol/t cana, rejeita 15.200 t de CO2 (no processo de fermentação) por dia e energia térmica de baixa temperatura (calor residual da vinhaça) equivalente à 867 GJ . Essas quantidades são suficientes para a implantação de mais de 60 ha de estufas integradas. Para cada hectare de estufa agrícola são criados, em média, 15 empregos diretos e permanentes e que pode ser uma solução para o excedente de mão-de-obra gerado pela mecanização da colheita da cana. Do ponto de vista ambiental, a integração evita a emissão direta de mais de 1.000 toneladas de CO2/ha.ano. O aproveitamento do CO2 da fermentação, um gás inerte e refrigerante, tem dezenas de aplicações em diversas outras indústrias, é um desafio que o setor sucroenergético no Brasil precisa vencer. Para superar esse gargalo a empresa Nutritiva Bioenergia assessora as usinas interessadas em obter mais resultados do seu negócio com o aproveitamento do gás dióxido de carbono.

Esta integração oferece uma oportunidade para a produção não somente de hortaliças, mas também de mudas (cana, fruticultura, reflorestamento), plantas ornamentais, ervas medicinais, forragem hidropônica para projetos de confinamento animal e a produção de algas para alimentação ou biodiesel.

O modelo de negócios proposto pela empresa EACEA não exige, necessariamente, das usinas e destilarias grande investimento em recursos ou gestão do novo negócio. Um projeto de 10 ha de produção de tomates pode gerar para uma usina recursos da ordem de R$ 350.000/ano, além de tirar proveito da imagem corporativa positiva do negócio.

Vários grupos do setor sucroenergético do Brasil já demonstraram interesse no projeto e, atualmente, a empresa EACEA está trabalhando nos estudos de viabilidade técnica e econômica para cada caso. Com recursos de um importante fundo de investimento em capital de risco, a empresa prepara a implantação de um primeiro projeto ainda este ano. A EACEA tem o objetivo de implantar mais de 100 ha estufas integradas nos próximos 10 anos. O Brasil, com mais de 400 usinas e destilarias instaladas, tem a oportunidade única de desenvolver o maior projeto de produção sustentável de alimentos in natura no mundo.



A formação de trabalhadores

O processo de formação dos trabalhadores (horticultores) é muito simples, pois as tarefas dentro de uma estufa são muito específicas, manuais e repetitivas. Para um cortador de cana, normalmente seria uma promoção em tanto, pois as condições de trabalho são mais suaves durante o ano todo. O nível técnico exigido é baixo... normalmente o pessoal da "roça" se adapta muito rapidamente.... a formação se faz em 2 a 4 semanas na própria estufa trabalhando em equipes já formadas. Ponto interessante... 50% da mão de obra dentro de uma estufa é desejável que seja feminina! Pois, normalmente, as mulheres são mais cuidadosas e detalhistas... No Canadá, tínhamos espaço até para deficientes físicos ou metais... é uma verdadeira terapia! Temos ainda um agrônomo e 4 a 6 técnicos para cada 5 ha a 10 ha de estufa. Esta equipe sim precisa ser formada com mais atenção... A EACEA vem atuando em parceria com empresas no México que fazem a formação intensiva (1 mês) nestes casos.

Contrato com integrados é possível. A EACEA propõe várias opções de negócio:

1.a usina investe e opera a estufa em parceria ou com a nossa assessoria (a EACEA

oferece a comercialização)

2.A EACEA investe ou e opera as estufas. Modelo preconizado pelo momento.

3.A EACEA instala as estufas e "aluga" e oferece a assessoria para integrados (ou grupo de produtores) que operam as estufas (oferecemos a comercialização igualmente). Pode ser até em um formato de cooperativa.

Os modelos de negócios são muitos e vão depender de cada usina, cada região, investidores, produtos e mercados...

Sugerimos sempre que o produtor se concentre na produção (sobretudo no início) e deixe a comercialização para os varejistas e distribuidores... pois é um processo bastante pesado...mas tudo é possível.

Contatos:

Edmundo Coelho Barbosa

Nutritiva Bioenergia Ltda.

edmundothobarbosa@gmail.com

EACEA


Andrés da Silva, Eng. Agrícola, M.Sc.

ESTUFAS AGRÍCOLAS COMÉRCIO E ASSESSORIA LTDA

andresdasilva@live.ca – (12) 9613-2171


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