Universidade Federal de Juiz de Fora



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Universidade Federal de Juiz de Fora

Instituto de Ciências Humanas



Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais






PPGCSO – 2017.1

Disciplina eletiva Ciência Política: Interpretações do Brasil

Profª: Christiane Jalles de Paula



Horário: Quarta-feira, das 9h às 13h

Consultas: A combinar com a professora

Esta disciplina tem por objetivo familiarizar os estudantes com as macrointerpretações da política do Brasil que, ainda hoje, são os pilares do pensamento social e político brasileiro. Serão analisados autores e obras produzidas que buscaram pensar a democracia - e seu oposto: o autoritarismo – enfatizando os caminhos, os dilemas e os obstáculos para sua efetivação no Brasil.

A disciplina está organizada em quatro módulos: a) interpretações sobre a gênese do autoritarismo e do regime militar brasileiro a partir da crise do experimento democrático de 1946-1964; b) interpretações que enfatizaram as causas estruturais do autoritarismo na história política brasileira; c) interpretações que apontavam caminhos e obstáculos à democracia no Brasil e, por fim, d) interpretações que buscaram entender a democratização ocorrida pós 1980.


  1. Introdução (2 aulas)

MELO, Manuel Palácios C. (1999). Quem explica o Brasil. Juiz de Fora (MG): Editora UFJF,

BRANDÃO, Gildo Marçal (2010). Ideias e argumentos para o estudo da história das ideais políticas no Brasil. Horizontes das Ciências Sociais: ciência política/coord.geral Carlos Benedito Martins; coord. Área Renato Lessa. São Paulo: ANPOCS.

LYNCH, Christian (2016). Cartografia do pensamento político brasileiro. Revista Brasileira de Ciência Política, nº19. Brasília, janeiro - abril de 2016, pp. 75-119.

PERLATTO, Fernando (2016). A imaginação sociológica brasileira: a sociologia no Brasil e sua vocação pública. Curitiba: CRV editora.



  1. Interpretação política da falência democrática (2 aulas)

FAUSTO, Boris (1976). A Revolução de 1930: historiografia e história. São Paulo: Brasiliense.

IANNI, Octavio (1971). O colapso do populismo no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.

WEFFORT, Francisco (1978). O populismo na política brasileira. Rio de Janeiro: Paz e Terra.


  1. Interpretação macro-histórica do autoritarismo brasileiro (6 aulas)

FAORO, Raymundo (1958). Os donos do poder: formação do patronato político brasileiro. Rio de Janeiro: Globo.

LAMOUNIER, Bolivar (1974). Formação de um pensamento autoritário na Primeira República: uma interpretação, in B. Fausto (org.), História Geral da Civilização Brasileira – O Período Republicano (tomo 3, volume 2). São Paulo: Difel.

SCHWARTZMAN, Simon (1982). Bases do autoritarismo brasileiro. Rio de Janeiro: Campus.

REIS, Elisa Pereira (1982). “Elites Agrárias, State-Building e Autoritarismo”. Dados, 25(3): 331-48.

SANTOS, Wanderley Guilherme dos (1978). Ordem burguesa e liberalismo político. São Paulo: Duas Cidades.

CARVALHO, José Murilo de Carvalho ((1980). A construção da ordem: a elite política imperial. Brasília: Ed. UnB.

FERNANDES, Florestan (1976). A revolução burguesa no Brasil: ensaio de interpretação sociológica. Rio de Janeiro: Zahar ed.


  1. Democracia no Brasil: caminhos, dilemas e obstáculos (5 aulas)

COUTINHO, Carlos Nelson (1980). A democracia como valor universal. São Paulo: Ciências Humanas.

SADER, Eder (1995). Quando novos personagens entraram em cena. Petrópolis, RJ, Paz e Terra.

SANTOS, Wanderley Guilherme dos (2006). Horizonte do desejo: instabilidade, fracasso coletivo e inércia social. Rio de Janeiro: editora FGV.

WERNECK VIANNA, Luiz (1997). A revolução passiva: iberismo e americanismo no Brasil. Rio de Janeiro: Revan/Iuperj.

CARVALHO, José Murilo de (2003). Os três povos da República. REVISTA USP, São Paulo, n.59, p. 96-115, setembro/novembro.

WERNECK VIANNA, Luiz e REZENDE, Maria Alice R. de (2000). República e Civilização brasileira. In: N. Bignotto (org.), Pensar a República. Belo Horizonte: Editora da UFMG.



RENNÓ, Lucio, SMITH, Amy E., LAYTON, Matthew L., BATISTA, Frederico (2010). Legitimidade e qualidade da democracia no Brasil: uma visão da cidadania. Vanderbilt University: LAPOP.


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