Uma Visão Panorâmica da Eclesiologia (Pr. Eudes Lopes Cavalcanti) 1) o significado do Termo



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Uma Visão Panorâmica da Eclesiologia

(Pr. Eudes Lopes Cavalcanti)


1) O significado do Termo
Eclesiologia é o estudo da doutrina da Igreja.

A palavra Igreja é de origem grega (Ekklesia) que significa etimologicamente “chamar” ou “chamar para fora”. A palavra Igreja ainda significa assembleia.



2) Conceito
A Igreja é o conjunto de pessoas escolhidas na eternidade e salvas no tempo pelo poder redentor do sangue de Jesus derramado na Cruz do Calvário.


3) Divisão
a) Igreja universal (Invisível)
Na expressão universal, Igreja significa a totalidade daqueles que em todas as épocas e em todos os lugares confessam a Cristo como Senhor e Salvador, inclusive os que já faleceram e também aqueles que ainda vão crer em Cristo. “Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco; também me convém agregar estas, e elas ouvirão a minha voz, e haverá um rebanho e um Pastor” Jo 10.16 (Veja ainda Mt 16.18; Jo 17.20; At 13.48; Ef 1.22,23; Hb 12.22,23;...).
b) Igreja local (visível)
Na expressão local, Igreja significa um grupo de crentes em Cristo que se congregam numa determinada localidade geográfica, segundo modelo estabelecido nas Sagradas Escrituras, com seus líderes instituídos por Deus (Pastores, Presbíteros e Diáconos). “À igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados santos, com todos os que em todo o lugar invocam o nome de nosso SENHOR Jesus Cristo, Senhor deles e nosso” 1 Co 1.2 (Veja ainda At 11.26; 13.1; Rm 1.7; 2 Co 1.1; Gl 1.2; Fp 1.1; 1 Ts 1.1; Ap 1.11;...).
(Ainda existem outras divisões: Igreja Militante – Os crentes que estão vivos numa determinada época, e vivem servindo ao Senhor. Igreja Triunfante – A igreja glorificada por ocasião da segunda vinda do Senhor)


4) As Figuras da Igreja

A Igreja é representada por algumas figuras de linguagem, dentre elas temos:
a) A Igreja como um Povo – “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; vós, que em outro tempo não éreis povo, mas agora sois povo de Deus; que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia; .” 1 Pe 2.9,10 (Veja ainda Rm 9.24-26; Gl 6.16; Tt 2.14; Hb 10.30; Ap 21.3;...).
b) A Igreja como um Corpo – “Porque assim como em um corpo temos muitos membros, e nem todos os membros têm a mesma operação, assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros” Rm 12.4,5 (Veja ainda 1 Co 10.16,17; 12.27; Ef 1.22,23; 2.16; 3.16; Cl 1.18;...).
c) A Igreja como um Templo – “Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” 1 Co 3.16 (Veja ainda 1 Co 6.19; 2 Co 6.16; Ef 2.21,22; 1 Pe 2.5;...).


5) As Funções da Igreja

A Igreja existe neste mundo para exercer alguns ministérios, a saber:
a) Adoração – “Dai ao SENHOR a glória devida ao seu nome; trazei oferenda, e entrai nos seus átrios. Adorai ao SENHOR na beleza da santidade; tremei diante dele toda a terra” Sl 96,8,9. “E estavam sempre no templo, louvando e bendizendo a Deus. Amém” Lc 24.53 (Veja ainda Mt 4.10; At 1.12-14; 2.47; Ap 4.23,24;...).
b) Edificação – “E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo; até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo” Ef 4.11-13 (Veja ainda 1 Co 12.27-31; 1 Co 14.4, 5,12,17,26; Ef 2.20-22; 4.11-16;...).
c) Evangelização – “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado” Mc 16.15,16 (Veja ainda Mt 28.19,20; Mc 16.15,16; Lc 24.47; At 1.8; 1 Co 9.16,17;...).
d) Beneficência – “E não nos cansemos de fazer bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido. Então, enquanto temos tempo, façamos bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé” Gl 6.9,10 (Veja ainda Lc 10.25-37; At 6.1-6; Rm 12.13; Gl 6.9,10; Hb 13.16; Tg 1.27;...).

6) Os Oficiais da Igreja
a) Presbíteros, Bispo, Pastor, Ancião (termos similares)
Oficiais designados para o governo espiritual da Igreja – “E, havendo-lhes, por comum consentimento, eleito anciãos em cada igreja, orando com jejuns, os encomendaram ao SENHOR em quem haviam crido” At 14.23 (Veja ainda At 11.30; 15.4,22,23; 20.17,28; 1Tm 5.17; Tt 1.5; Tg 5.14; 1 Pe 1.1; 2 Jo 1; 3 Jo 1;...). Os Pastores são chamados de Presbíteros Docentes e os outros Presbíteros de Presbíteros Regentes.
b) Diáconos

Oficiais designados para cuidar das temporalidades da Igreja especialmente da beneficência – “Paulo e Timóteo, servos de Jesus Cristo, a todos os santos em Cristo Jesus, que estão em Filipos, com os bispos e diáconos” Fp 1.1 (Veja ainda At 6.1-6; 1 Tm 3.8-13).




7) O Governo da Igreja
Encontramos pelo menos três formas de governo através das quais são geridas as Igrejas na sua expressão local:

  1. Episcopal – governo exercido através dos bispos (Metodista, Anglicano ou Episcopal). Tt 1.5; 3 Jo 10.
    b) Presbiteriano – governo exercido através dos Presbíteros (docentes e regentes) eleitos pela Igreja por um determinado período. At 20.17; 1 Tm 5.17; Tt 1.5; 1 Pe 5.1.
    c) Congregacional – governo exercido pelos próprios membros da Igreja através de suas assembleias regulares. Os Pastores, Presbíteros e Diáconos recebem da Igreja a delegação para exercerem o seu mandato dentro de uma comunidade local. Mt 18.17,18; At 1.15,23; 6.3; 14.23; 15.22,25.

Dos três modelos o que mais se aproxima do modelo bíblico é o Congregacional, pois considera a Igreja como uma instituição divina e com autoridade suficiente para governar-se a si mesma. Esse governo tem como base maior a doutrina do sacerdócio universal dos crentes.


8) As Ordenanças da Igreja

O Senhor Jesus deixou para serem observadas pela Igreja duas ordenanças, a saber:
a) Batismo Cerimonial

Os novos crentes devem ser batizados cerimonialmente com água em nome da Santíssima Trindade – “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” Mt 28.19 (Veja ainda Mc 16.15,16; At 2.38,41; 8.12, 38; 9.18; 16.15;...).

Sobre a maneira de realizar o batismo os cristãos se dividem nos ritos da aspersão e da imersão. Os aspersionistas ensinam que o batismo simboliza a purificação dos pecados e ainda o derramar do Espírito Santo na vida da pessoa no ato de sua conversão a Cristo. Eles justificam a aspersão baseados no ritual de purificação feito na Velha Dispensação que era através da aspersão do sangue, da água, de cinzas. Já os imersionistas advogam esse rito baseado na ideia de que o batismo significa morte e ressurreição. Quando a pessoa é imersa na água ela está morrendo para o mundo e quando emerge está ressuscitando para uma nova vida.

Quanto a maneira mais correta de acordo com a Bíblia de realizar essa cerimônia veja o texto abaixo deste autor:



Há uma divergência, no meio evangélico, quanto à forma de realização do batismo. As maiores polêmicas giram em torno da imersão e da aspersão. Nós Congregacionais, batizamos por aspersão considerando que, na análise dos textos bíblicos sobre o assunto, bem como na geografia da Terra Santa e no significado do batismo cerimonial, a balança pende para o lado dessa forma de batismo, senão vejamos:
a) A palavra batismo no original (grego), no Novo Testamento, admite outros significados além de imergir, tais como lavar, purificar, aspergir;...
b) É sabido que em Jerusalém, onde a Igreja começou a existir e onde foram salvas três mil pessoas de uma só vez na pregação de Pedro, não existia água corrente (o rio Jordão fica distante de Jerusalém e o Mar Mediterrâneo muito mais ainda) e sim água em poços artesianos e piscinas ou tanques. (Jo 5.2; 9.7). É impensável que os apóstolos levassem os convertidos para o Mar Mediterrâneo ou para o Jordão a fim de batizá-los.
c) As lideranças religiosas e políticas de Israel, na época do início da Igreja, não tinham nenhuma simpatia pelo Cristianismo e jamais permitiriam que suas escassas águas fossem usadas numa cerimônia não aceita por eles. (At 4.1-3,17,18; 5.17,18,33,40; 7.57-59; 9.1,2). Veja a questão de saúde pública no tratamento desta questão.
d) Caso a liderança cristã conseguisse água para encher um tanque, era impossível que nele fossem batizados por imersão três mil pessoas. Provavelmente, quando chegasse ao centésimo candidato ao batismo, fosse impossível introduzi-lo no tanque, pois a água já estaria totalmente poluída, assim, a operacionalização do batismo seria bastante complicada.
e) Lembremo-nos de que o significado do batismo é também purificação e não somente morte e ressurreição. Todos os atos de purificação na religião judaica, instituída por Deus, e que nos seus cerimoniais tipificavam ou simbolizavam a Cristo, eram realizados por aspersão (Hb 9.13; Lv 8.10,11; 9.18; Nm 8.6,7; Jo 2.6; Hb 9.19-22).
f) Outra coisa a considerar na opção pela aspersão, é que os judeus que foram submetidos ao batismo realizado por João Batista (os imersionistas têm-no como paradigma, a famosa teoria JJJ = Jordão, Jerusalém, João) não se submeteriam alegremente a ele se o rito fosse feito por imersão, prática essa desconhecida nos rituais do culto judaico. (Considerem que até os saduceus - membros do Sinédrio e os fariseus - fervorosos observadores da Lei e extremamente legalistas procuraram o batismo ministrado por João Batista). (Mt 3.4-7). Se o rito do batismo ministrado por João fosse diferente daquele conhecido pelas autoridades e povo de Israel, certamente, os judeus teriam João como falso profeta, o que dificultaria, sensivelmente, o ministério do precursor de Cristo.
g) Os batismos cerimoniais, registrados no livro de Atos, mostram que os mesmos foram realizados por aspersão, senão vejamos: Paulo, ao ser batizado por Ananias, ficou de pé (At 9.18; 22.16); Os gentios que estavam na casa de Cornélio e que após a pregação de Pedro foram batizados, certamente, o foram por aspersão, porque Pedro mandou que os batizassem logo após terem aceitado a Jesus. É muito improvável que já tivesse um tanque preparado para tal ocasião (At 10.47,48). Caso semelhante aconteceu com o carcereiro de Filipos que foi batizado em sua casa, logo após a sua conversão, junto com os seus (At 16.32,33). O batismo de Lídia, vendedora de púrpura da cidade de Tiatira, deu-se, provavelmente, num rio, mas isso não quer dizer que o mesmo fosse por imersão, visto que foi Paulo ou Silas, ou mesmo Timóteo que a batizou. Como Paulo era quem liderava, é muito improvável que ela tivesse sido batizada por imersão, visto que ele o fora por aspersão. O batismo do eunuco, oficial de Candace, rainha dos etíopes, registrado em At 8.36-39, foi realizado ao pé de alguma água. As expressões “eis aqui água”, “desceram à água” e “saíram da água”, não são conclusivas no que se refere à imersão porque também podem se referir a um poço artesiano, a uma cisterna, a um córrego ou mesmo a um rio que não tivesse profundidade suficiente para imergir alguém. Os batismos realizados em Samaria, registrados em At 8.12, não dão nenhuma ideia de que foram por imersão ou aspersão. Podemos inferir pelo que expomos acima, que os mesmos foram realizados por aspersão, considerando que foram ministrados por um homem só e que eram muitas as pessoas que foram batizadas.
h) A comissão do Senhor Jesus é para que o Evangelho seja pregado em todo o mundo, às todas as pessoas, inclusive nas regiões desérticas onde não se encontra água com facilidade e onde vivem os beduínos, e também nas regiões geladas e até onde a água está em estado sólido (gelo) nos polos onde vivem os esquimós. Será que Deus na sua sapiência infinita iria dá uma ordem a Igreja que não seria fácil executá-la no globo terrestre? (Considerem aí, também, a questão da praticidade da aspersão).
i) Que dizer também de candidatos ao batismo em estado terminal nas UTI's ou em casas, ou ainda pessoas com doenças graves de pele como lepra! Como fazer para introduzi-lo num tanque ou levá-los para um rio ou para uma praia a fim de realizar o batismo? Penso que os imersionistas iriam, nessa situação, optar pela aspersão para resolver o problema ou então não batizá-los, infringindo assim a ordem do Senhor da Igreja que mandou que os que cressem fossem batizados.

Há ainda aqueles que batizam crianças, mas essa maneira de pensar é errônea, pois, não se encontra no Novo Testamento nenhum texto que explicitamente corrobore essa maneira de agir. O batismo é para os que creem, e uma criança recém nascida ainda não tem a capacidade de expressar a sua fé. “De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas” At 2.41.

b) Ceia Memorial

Os salvos devem se reunir periodicamente para celebrar a Ceia do Senhor, que é o símbolo memorial da morte redentora do Salvador – “Porque eu recebi do SENHOR o que também vos ensinei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; E, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim” 1 Co 11.23-25 (Veja ainda Mt 26.26-29; Mc 14.22-25; Lc 22.19-20).

Veja o texto a seguir da pena deste autor:

O nosso Senhor Jesus na noite em que foi traído instituiu a Ceia Memorial, logo após celebrar a páscoa judaica. Os registros bíblicos sobre a instituição e celebração da Ceia encontram-se nos evangelhos sinóticos (Mateus 26.26-30; Marcos 14.22-26; Lucas 22.14-20) e na primeira carta de Paulo aos Coríntios 11.23-32.

Na instituição da Ceia, o Senhor Jesus utilizou-se de dois elementos que estavam presente na celebração da páscoa: o pão e o vinho. Ao tomar o pão o Senhor Jesus deu graças e o partiu entregando-o aos discípulos dizendo esta celebre expressão: “Tomai e comei isto é o meu corpo fazei isto em memória de mim. Logo após comerem o pão, o Senhor tomou o vinho e disse aos seus discípulos: Bebei dele todos, pois isto é o meu sangue, o sangue da nova aliança que é derramado em favor de muitos”. O pão e o vinho quando da celebração da Ceia adquirem uma representatividade: o pão representa o corpo do Senhor Jesus que foi supliciado na cruz do Calvário e o vinho representa o Seu precioso sangue que foi derramado para a eterna redenção dos escolhidos de Deus e para a contínua purificação de seus pecados.

Aos ministros do Senhor, devidamente credenciados, foi dada a autorização para celebrarem a Ceia do Senhor.

Só os crentes em Cristo, batizados com água em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo, e que estejam em comunhão com Deus e com a Igreja que pertence, é podem participar da Ceia.

À Igreja Deus deu autoridade para determinar a periodicidade da celebração da Ceia do Senhor. Nós, como Igreja organizada que somos, determinamos que essa celebração deve ser realizada, a priori, no primeiro domingo de cada mês.

Há uma controvérsia no meio teológico quanto à celebração da Ceia no que se refere à expressão “isto é o meu corpo” e “isto é o meu sangue”. A Igreja Católica ensina que quando da consagração dos elementos pão e vinho, eles se transformam, respectivamente, no corpo e no sangue de Cristo (Transubstanciação). A Igreja Luterana ensina que a presença real de Cristo está nestes dois elementos depois de consagrados, mas o pão continua sendo pão e o vinho continua sendo vinho (Consubstanciação). Um segmento das Igrejas Reformadas segue o pensamento Calvinista que ensina que Cristo está presente espiritualmente nos elementos pão e vinho. Outras Igrejas Reformadas, inclusive a nossa, seguem o pensamento de Zwinglio, reformador suíço, que ensina que a Ceia é o símbolo memorial da morte redentora de Cristo, isto quer dizer que o pão e o vinho não se transformam no corpo e no sangue de Cristo como pregam os católicos, nem que a presença real nem espiritual de Cristo está nos elementos como ensinam os luteranos e um segmento das Igrejas reformadas e sim que a Ceia, em sua totalidade, é o grande símbolo memorial da obra redentora do Salvador. A argumentação de Zwinglio foi baseada na expressão “em memória de mim” e que se é em memória, dizia Zwinglio, a pessoa do Redentor não estaria presente nos elementos da Ceia e muito menos em sua transformação no corpo e no sangue de Cristo, visto que o Senhor está nos céus, à direita de Deus.



Ainda quanto à participação dos crentes na Ceia do Senhor os mesmos devem fazê-lo com a compreensão correta do seu significado e com a consciência tranquila. O apóstolo Paulo ensina que participar da Ceia dignamente traz benção para a vida do crente e que participar indignamente traz juízo de Deus. Nenhum crente deve se privar da Ceia exceto se estiver sob disciplina da Igreja, pois ela é uma ordenança do Senhor Jesus.


9) A Disciplina na Igreja

Considerando que a Igreja na sua expressão local é uma instituição divina o Senhor outorgou para a ela o poder de julgar e disciplinar os seus membros faltosos. “E, se não as escutar, dize-o à igreja; e, se também não escutar a igreja, considera-o como um gentio e publicano. Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu” Mt 18.17,18 (Veja ainda 1 Co 5.1,2; 6.1-5) .

A disciplina na Igreja divide-se em três formas de ser:
a) Formativa (aconselhamento através das Sagradas Escrituras)
b) Corretiva (Suspensão dos direitos de um membro por causa de pecado na vida)
c) Cirúrgica (exclusão definitiva do membro motivada por apostasia ou por insubordinação as determinações da Igreja)
(Toda disciplina aplicada pela Igreja tem como objetivo maior a restauração do indivíduo)
Questionário

  1. A parte da Teologia Sistemática que estuda a doutrina da Igreja chama-se .................................................

  2. Um dos conceitos de igreja: Conjunto de pessoas escolhidas por Deus na eternidade e salvas no tempo pelo poder redentor de nosso Senhor Jesus Cristo. Certo ( ) Errado ( ).

  3. Segundo a Teologia Sistemática a Igreja divide-se em: _______________________; ___________________; __________________________; _______________________.

  4. Nove das treze cartas escritas por Paulo referem-se a Igrejas Locais e no Apocalipse sete cartas foram enviadas pelo próprio Senhor Jesus para Igrejas Locais, isto tudo mostra quão importante é esse segmento da Igreja aos olhos de Deus. Certo ( ) Errado ( ).

  5. Diversas figuras representam a Igreja do Senhor. Cite três delas.

  6. Quais as funções básicas da Igreja aqui neste mundo? Cite dois versículos bíblicos que falam sobre cada uma dessas funções.

  7. Os oficiais regulares de uma Igreja evangélica, segundo a Bíblia, são: ___________________________________________________________________ .

  8. Há uma distinção entre os Presbíteros? Se há, justifique pela Bíblia.

  9. O papel básico do Diácono na Igreja é cuidar da __________________________ .

  10. Quais são os modelos básicos de governo de Igreja?

  11. Qual é o âmago do governo de Igreja chamado Congregacional?

  12. Quais as ordenanças deixadas pelo Senhor da Igreja para ser observada por ela enquanto ela existir na face da terra?

  13. O batismo com o Espirito Santo liga o crente a Igreja Invisível e o batismo ___________________ liga o crente a Igreja Local.

  14. Os cristãos se dividem quanto ao modo de batizar. Uns optam pela _______________ e outros pela _________________ .

  15. Cite três referências bíblicas que comprovam a validade do batismo ministrado pela Igreja Congregacional Brasileira.

  16. Batizar crianças é correto? Comente o assunto.

  17. Segundo o teólogo suíço Zwinglio a Ceia do Senhor é o grande símbolo memorial da morte redentora de nosso Senhor Jesus Cristo. Certo ( ) Errado ( ).

  18. Na celebração da Ceia do Senhor o pão representa __________________ e o vinho representa ________________________.

  19. Os tipos de disciplinas aplicadas pela Igreja chamam-se: ___________________________, ______________________ e ______________________.

  20. Quando se deve aplicar o tipo de disciplina chamada cirúrgica?


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