Uma Postura Solitária



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Encontro09.03.2017
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Uma Postura Solitária

Autoria de Jewel Roque


Meu filho está aprendendo a ler, então toda noite ele pega a Bíblia para iniciantes e lê umas duas histórias para mim—como os pais costumam fazer com os filhos, só que para nós é o inverso.

Uma noite ele leu a história de Elias para mim. Ao ouvir a parte sobre o profeta no Monte Carmelo, me ocorreu: Esta história é incrível! E Elias foi um cara incrível.

Tudo bem, existem diversos personagens e histórias incríveis e impressionantes à sua maneira. Mas algumas se destacam como excepcionais. E a postura de Elias no monte Carmelo é uma dessas. Aqui está o background.

Houve uma seca severa na terra por três anos, que começou por ordem de Elias. Ele disse a Acabe: “Juro pelo nome do Senhor, o Deus de Israel a quem sirvo, que não cairá orvalho nem chuva nos anos seguintes, exceto mediante a minha palavra.”1

Foi exatamente o que aconteceu. Acabe e sua esposa Jezabel ficaram muito chateados. Na verdade, ela começou a matar todos os profetas de Deus que encontrava.

Então Deus disse a Elias: “apresentar-se a Acabe, pois enviarei chuva sobre a terra.”2 Sendo o profeta de Deus que ele era, Elias obedeceu. E é aí que a história fica legal. As ações de Elias desafiam tanto a fé como a razão, mas Deus está com ele e o sustenta.

Aqui estão quatro razões porque eu amo esta história:


  1. Elias estava sozinho, mas prevaleceu.

Elias encontrou Acabe e lhe disse, “Agora convoque todo o povo de Israel para encontrar-se comigo no monte Carmelo. E traga os quatrocentos e cinquenta profetas de Baal e os quatrocentos profetas de Aserá, que comem à mesa de Jezabel.”3

Acho que Acabe demonstrou um pouquinho de sabedoria nesta situação, porque sabia que estava à mercê de Elias e da misericórdia de Deus. Sua nação estava enfrentando uma seca e fome ocasionadas pela mão de Deus, e somente a palavra de Elias poderia por fim a essa situação difícil. Então, em vez de matar Elias bem ali, Acabe fez o que ele pediu.

Lá no topo do Monte Carmelo, Elias levantou-se, e ele ficou sozinho. Do outro lado estavam 850 profetas de Baal e Aserá que se puseram contra ele. As pessoas assistindo permaneciam indecisas, vacilantes.

Até quando vocês vão oscilar entre duas opiniões? Se o Senhor é Deus, sigam-no; mas, se Baal é Deus, sigam-no.”4

O povo ficou em silêncio, e Elias viu que estava sozinho. Mas um com Deus é a maioria, por isso ele não desistiu nem cedeu. Sabia que estava do lado certo, mesmo que fosse o único.

Elias continuou com seu senso de humor.

Elias desafiou os 450 profetas de Baal para uma competição: "O meu Deus contra o seu", por assim dizer. Cada lado tinha um altar com um touro em cima, pronto para ser sacrificado ao respectivo deus. O desafio? Que os deuses fossem os únicos a acenderem as chamas, e o deus que acendesse as chamas seria o Deus verdadeiro.

Os 450 profetas dançaram e clamaram a Baal cada manhã até ficarem com a cara roxa de tanto gritar. Por volta do meio-dia, Elias começou a se cansar daquilo, e a se divertir. Começou a zombar os falsos profetas, dizendo: "Gritem mais alto!" já que ele é um deus. Quem sabe está meditando, ou ocupado, ou viajando. Talvez esteja dormindo e precise ser despertado.”5

Elias não se jogou sobre o seu altar, mas esperou silenciosa e humildemente a sua vez. Ele sabia quem era o verdadeiro Deus, e não tinha medo de proclamar isso, ou rir na cara de quem induziu o povo ao erro através de sua falsa adoração.



3. Elias foi com tudo.

Por fim, era a hora do sacrifício da tarde, e Baal ainda não tinha respondido. Foi a vez de Elias.

Ele não dançou. Ele não se cortou todo, como os profetas de Baal fizeram. Mas fez algo muito escandaloso.

Ele derramou água sobre o sacrifício, não apenas um borrifado cerimonial, mas o sacrifício ficou completamente encharcado. Ele derramou 12 enormes jarros de água sobre o sacrifício até ela correr para dentro da vala que ele havia cavado ao redor do altar.

Ele fez com que uma situação completamente "impossível" fosse ainda mais impossível, se isso, por assim dizer, fosse possível.

4. Elias confiava plenamente em Deus.

Elias sabia que Deus não iria decepcioná-lo, e Ele não o decepcionou!

Eu amo a maneira como Deus Se manifestou por ele. Ele não enviou apenas um pouco de fogo e fez uma fogueirinha agradável na qual era possível esquentar as mãos e assar marshmallows. Não, diz que não só o sacrifício foi queimado, como também toda a madeira por baixo do sacrifício. E não parou por aí. As pedras foram consumidas pelo fogo. O solo por baixo das pedras foi consumido. A água evaporou em um instante. A temperatura da gasolina em fogo é de 280 ° C; imagine a temperatura para queimar pedras!

Este ato de Deus era mais como uma cena de um filme de ficção científica do que uma pitoresca narrativa bíblica. Elias ficou sozinho com Deus, e Deus foi um dublê incrível.

Finalmente, as pessoas encontraram um representante. Prostradas, clamaram: “O Senhor é Deus! O Senhor é Deus!”6

Sim, Ele é. Ele é um Deus que ama atos ousados ​​de fé. Sei que Deus é um espírito e tudo o mais, mas posso imaginá-lO lá no céu naquele dia, olhando para Elias e dizendo a todos os anjos: “Olhem só esse cara! Esse é o meu garoto! Preparem o vaporizador. Vamos fazer deste um dia inesquecível!”

Nem todo ato de fé será excepcional. Mas se perseverarmos, mesmo quando acharmos que estamos sós, o nosso Deus onipotente nunca falhará. Ele pode não fazer um ato tipo consumir um altar com fogo, como fez com Elias. Mas com Deus, nunca se sabe.

Ah, e depois disso, Ele enviou a chuva.



Footnotes

1 1 Reis 17:1 NVI

2 1 Reis 18:1 NVI

3 1 Reis 18:19 NVI

4 1 Reis 18:21 NVI

5 1 Reis 18:27 NVI

6 1 Reis 18:39 NVI

Tradução Denise Oliveira. Revisão Hebe Rondon Flandoli.

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