Uma Analise Filosófica ao Amor



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Uma Analise Filosófica ao Amor


Uma análise de etimologia e das visões de alguns filósofos sobre o Amor





Etimologia da palavra


A palavra amor, vinda do latim “Amare” ou “Amor”, manteve na língua portuguesa a sua grafia: Amor.

O termo era utilizado para designar o sentimento de gostar de algo ou alguém, desejar, sentir afeição, preocupação.

Afirmam alguns, que essa palavra latina possui origem Indo-Européia que ajuda a formar varias palavras do Latim, normalmente palavras relacionadas a cuidar ou tomar conta, como por exemplo, Amita que significa “tia” ou Mater, sendo esta “Mãe”.

Atualmente, a palavra “amor” possui diversas acepções, desde a idéia de adoração e devoção, até a atração baseada na atração sexual. A expressão “fazer amor”, por exemplo, pode ser considerada como um eufemismo para o sexo.


O Amor em Platão


Quando falarmos em “amor em Platão” fazemos uma referencia, não a teoria de “amor platônico” mas ao pensamento desse filosofo sobre amor. Platão compara o amor a uma caçada e o divide em três tipos: o amor terreno; o amor da alma (que leva e que produz conhecimento) e o terceiro é a mistura dos dois outros. Mesmo o tendo dividido, em todas suas formas o amor na filosofia de Platão é o amor pelo que não se tem ou que não se pode ter em determinado momento.


O Amor em Fedro


Para Fedro o amor é energia das mais antigas, que vinda dos deuses, não possui genitor, é responsável pela coragem, assim como pela vergonha.

Segundo seu pensamento, um alguém que ama, não se envergonharia tanto de ser visto em posição inferior, se fosse visto pelo pai, amigos ou ninguém mais, a não ser pelo seu amor.

Para ele, amor e a fonte máxima de heroísmo e inspiração moral sendo amar alguém mais divino apenas do que ser amado.

O Amor para a Sacerdotisa Diotima, da Mantinéia


O amor aqui, não poderia ser taxado de belo, tampouco de feio, não poderia forçá-lo também a ser bom, assim como não se pode condená-lo a ser mau. O amor sim seria algo entre estes extremos.

O amor será um gênio intermediário, algo conhecido pelos gregos como daimon cuja tradição medieval simbolizou por ângelus ou angelical. Amor é algo entre um deus e um mortal. Amor tem o poder de transmitir aos deuses o que vem dos homens e aos homens o que vem dos deuses, sejam pedidos e sacrifícios ou ordens e recompensas pelos mesmos. Como se encontra intermediário, ele os completa.

Um deus não se mistura com um homem, porem com intermédio do amor faz-se o dialogo entre ambos, estejam os homens dormindo ou acordados.

Certa vez Sócrates perguntou a sacerdotisa como surgira o Amor. Respondeu ela dizendo que quando Afrodite nasceu, houve uma grande festa no Olimpo, e entre os convidados encontrava-se Póros possuidor de toda a riqueza, filho da deusa Métis (deusa da sabedoria, inteligência pratica e prudência). Ao final do jantar, Penia (Pobreza) veio esmolar do festim e ficou pela porta. Póros estando então embriagado penetrou o jardim de Zeus e adormeceu. Penia, tramando ter um filho de Póros, se deita ao seu lado e dessa união nasce, Amor.


Eros & Philia


Eros representa o amor voltado à atração física, o amor voltado ao desejo (não somente por outras pessoas porem também para objetos ou objetivos) e a sexualidade.

O Eros de Platão indica o desejo por algo ou alguém que não se possui ou não se pode possuir como já foi analisado.

Já a Philia, significando “altruísmo” ou “generosidade” representa a dedicação ao outro vindo sempre antes do próprio interesse. Quem possui esse tipo de amor não se importa de abrir mão de certas coisas pela satisfação do amado. No limite, é possível que se abra mão do próprio parceiro caso acredite que o mesmo pode ser mais feliz com outros.

Storge


A palavra coincide com o nome da divindade grega da amizade. Quem ama desta forma tende a dar muita importância à confiança mutua e projetos compartilhados. Não há foco em atração física, não há tendência a relacionamentos calorosos, acontecendo geralmente entre amigos que gradualmente desenvolvem uma paixão. Geralmente os parceiros não conseguem nem sequer apontar quando se apaixonaram. Pessoas assim preferem cativar a seduzir sendo mais tranqüilos e afetuosos, normalmente formam relacionamentos longos e bastante estáveis. É comum casais com esse tipo de amor conhecerem muito bem um ao outro e compartilharem muitos interesses.

Diferenças entre atração física e paixão


A atração física nada mais é do que nossas necessidades inatas de prazer e reprodução.

A paixão porem é um forte sentimento que em devidas situações pode tornar o individuo menos racional, dando prioridade ao instinto de possuir o causador do desejo, beirando assim, certas vezes, a obsessão.


Neurobiologia do “estar apaixonado”


Texto retirado de: https://pt.wikipedia.org/wiki/Amor#Eros/

Na área da neurobiologia, existem estudos apoiados em resultados de eletroencefalografia e no registro das correntes elétricas que ocorrem no cérebro durante o estado “paixão”, comprovam que apresenta a mesma elevada atividade como aquela registrada durante a libido. Quando alguém se apaixona, registra-se maior produção de dopamina, responsável pelo estado de euforia, adrenalina, responsável pela excitação, a endorfina, pela sensação de felicidade e bem estar e finalmente eleva a testosterona que contribui para a maior apetência sexual. Simultaneamente são libertados substâncias químicas, os feromônios ou feromonas que exercem atração olfativa em animais da mesma espécie.

Por outro lado, diminui drasticamente o nível de serotonina, o que faz com que o estado “estar apaixonado” se assemelha ao estado registrado durante outras doenças psíquicas. Por isso, muitos apaixonados se comportam mais impulsivamente, sem inibição, como se estivessem fora do seu controlo racional. Após alguns meses, o corpo se acostuma as estas elevadas doses (segundo a Organização Mundial da Saúde, dura, no máximo, 24 a 36 meses) e diminui gradualmente a "intoxicação" do cérebro.

Teoria Triangular do Amor


Texto retirado de: https://en.wikipedia.org/wiki/Triangular_theory_of_love e https://pt.wikipedia.org/wiki/Amor#Modelos_cient.C3.ADficos/

A teoria triangular do amor é uma teoria do amor desenvolvida pelo psicólogo Robert Sternberg. No contexto das relações interpessoais, "os três componentes do amor, de acordo com a teoria triangular, são a intimidade, paixão e compromisso."

A intimidade engloba os sentimentos de apego, proximidade e vínculo; a paixão engloba o sentimento conecto de limerence e atração sexual; e o compromisso engloba a decisão de permanecer com outra pessoa, e em longo prazo, o compartilhamento das conquistas e planos com tal.

"A quantidade de amor experienciada depende da força absoluta de tais componentes, e o tipo de amor experienciado depende das forças relativas ao outro." Diferentes estágios e tipos de amor podem ser explicados como diferentes combinações dos três elementos; por exemplo, a ênfase relativa em cada componente muda com o tempo como uma relação romântica se desenvolve. Um relacionamento baseado em um único elemento tem menos probabilidade de sucesso do que aquele baseado em dois ou três elementos.

Na teoria triangular do amor, os relacionamentos são caracterizados por três elementos: intimidade, paixão e compromisso. Cada um destes elementos e suas combinações entre si podem estar presente em um relacionamento, produzindo as seguintes definições:


  • Amizade (intimidade)

  • Limerence (paixão)

  • Amor vazio (compromisso)

  • Amor romântico (intimidade + paixão)

  • Companheirismo amoroso (intimidade + compromisso)

  • Amor fugaz (paixão + compromisso)

  • Amor consumado (intimidade + paixão + compromisso)


Conclusão


Como visto acima, a palavra amor e o ato de amar são coisas que já foram e são ate hoje objeto de estudo de muitos, desde os mais requintados filósofos e cientistas até este humilde “amigo da sabedoria”.

Os pontos de vista acima não refletem mais do que um simples grama em meio a varias toneladas de opiniões.

Amor não é então algo que possamos entender perfeitamente, é um sentimento, um estado de potencia, uma energia, um conceito. Amor não é somente uma coisa, e sim tantas quantas possamos guardar em nossos corações e mentes.

O objetivo desta simples pesquisa, entretanto, não é de classificar o amor ou mesmo explicá-lo e sim dar ao leitor um melhor entendimento da evolução desse conceito, deixá-lo mais próximo de uma conclusão que não pode lhe ser passada por mais ninguém, uma conclusão que ele sem duvidas já tirou, mas que precisa com urgência ser resgatada em seu intimo.



Espero ter ajudado. Obrigado a você, caro leitor.

João Gabriel Mesquita de Menezes – Terça-feira 13 de Outubro de 2015



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