Um filme de Isa Grinspum Ferraz Produção



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Um filme de Isa Grinspum Ferraz

Produção | TC Filmes e Texto & Imagem



100 minutos | Brasil |Cor | Plano

www.marighellaofilme.com.br





SINOPSE
Maior nome da militância de esquerda no Brasil dos anos 60, Carlos Marighella atuou nos principais acontecimentos políticos do Brasil entre os anos 1930 e 1969 e foi considerado o inimigo número 1 da ditadura militar brasileira. Líder comunista, vítima de prisões e tortura, parlamentar, autor do mundialmente traduzido “Manual do Guerrilheiro Urbano”, sua vida foi um grande ato de resistência e coragem.
Dirigido por sua sobrinha Isa Grinspum Ferraz, o longa-metragem Marighella é uma construção histórica e afetiva desse homem que dedicou sua vida a pensar o Brasil e a transformá-lo através de sua ação.
FICHA TÉCNICA
Direção e roteiro: Isa Grinspum Ferraz

Narração: Lázaro Ramos

Produzido por Pablo Torrecillas, Rodrigo Castellar e Isa Grinspum Ferraz

Produção: Tc Filmes e Texto & Imagem

Produção executiva: Pablo Torrecillas, Rodrigo Castelar

Direção de fotografia: Alziro Barbosa

Montagem: Vânia Debs

Direção de arte: Leandro Lima

Trilha sonora original: Marco Antonio Guimarães e Mano Brown

Pesquisa: Remier Lion Rocha

Consultor especial: Mário Magalhães

Cenário: Paulo Monteiro

Som Direto: René Brasil

Edição de som: Miriam Biderman




ENTREVISTA | ISA CRINSPUM FERRAZ - DIRETORA
Nascida em Pernambuco e formada em Ciências Sociais na Universidade de São Paulo, Isa Grinspum Ferraz é roteirista e documentarista. Foi colaboradora de Lina Bo Bardi e, por 13 anos, de Darcy Ribeiro. É conselheira e diretora cultural da Fundação Darcy Ribeiro.
Na área audiovisual, Isa realizou as séries documentais Brasil, Corpo e Alma e Menino, quem foi teu mestre?, exibidos pela Rede Globo; e os médias-metragens Lina Bo Bardi, O milagre do Pão, A Cidade não para e Darcy Ribeiro: um vulcão de ideias, exibidos na TV Cultura. Dirigiu a premiada série O Povo Brasileiro – dez documentários baseados em obra de Darcy Ribeiro – exibida no GNT e na TV Cultura.
Isa coordenou a criação de conteúdos e roteiros do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, e a curadoria dos espaços museológicos da Estação Natureza, da USP, e do Museu do Pampa, entre outros. Atualmente, dirige a criação do Cais do Sertão Luiz Gonzaga, grande museu interativo em Recife.
Em 2006, foi vencedora do Prêmio Cláudia na categoria Cultura e foi escolhida um dos 100 brasileiros mais influentes do ano pela Revista “Isto É”.
Sobrinha de Carlos Marighella, Isa fez da vida e do legado político do tio o tema de seu primeiro documentário longa-metragem. Marighella foi selecionado para vários festivais no Brasil e no exterior, como o Festival de Havana, o Festival do Rio e a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.
Há quanto tempo você acalentava a ideia de fazer um filme sobre o seu tio? Seus familiares apoiaram você?
Sempre tive a inquietação de entender a figura de Marighella. (...) Mas chegar até o filme foi um processo longo. Escrevi e registrei um roteiro em 1986, dei entrada na Lei Mendonça, fui aprovada, mas o prazo para captação passou e não consegui captar os recursos. Naquela época ainda não era muito fácil lidar com o tema Marighella abertamente

Minha tia Clara, irmã de minha mãe e viúva de Carlos, voltou ao Brasil em 1979 após dez anos de exílio em Cuba. Ela voltou com a missão de tirar a figura de Marighella da sombra em que foi jogado – até então era proibido falar seu nome na mídia, e ele era tratado (...) como uma espécie de “bandido assassino”. As coisas foram mudando no Brasil, me envolvi em muitos outros projetos. Até que, com a proximidade de 2011, ano em que se comemoraria o centenário de nascimento de Marighella, decidimos que era o momento de retomar o projeto.


Um dos depoentes no filme diz que Marighella era a figura mais importante para os militantes brasileiros de esquerda depois de Che Guevara. Para você, quais razões o levaram a ter tamanha importância na luta armada?
Desde a infância, Marighella foi um homem inconformado com as desigualdades sociais, filho que era de um italiano anarquista e neto de escravos haussás. A inquietação estava na natureza dele. Creio que (...) outros fatores contaram muito: um forte amor pelo país, uma inteligência aguda e original, um grande carisma e uma enorme coragem física.

Em 1932, Marighella entrou no Partido Comunista da Bahia. Em 1935, após a Intentona Comunista, ele foi preso no Rio pelo regime de Getúlio Vargas e foi muito torturado: arrancaram suas unhas, queimaram seus pés. Depois, ele ainda ficou preso durante sete anos, e durante todo esse período teve uma atuação corajosa. Começou-se então a criar esse mito do baiano alto, forte e destemido – um mito que cresce ainda mais quando ele opta pela luta armada como forma de resistência à ditadura militar, em 1967.




Que pessoas próximas a Marighella mais ajudaram com informações para o filme?
Minha tia Clara com certeza foi o maior baú de informações. Mas, como ela também foi perseguida e viveu clandestina durante toda a vida adulta, nunca gostou muito de falar. Ela e Marighella viveram juntos por muitos anos, e durante todo esse período tiveram que apagar seus rastros, picotando papel, queimando documentos, para não serem localizados. Mesmo nos dez anos em que viveu exilada em Cuba, Clara viveu sob pseudônimo. Mas chegou um momento em que eu tive de pressioná-la: “Tia, agora (...) é hora de falar, contar essa história”. E ela concordou.

Outra fonte inesgotável de informação foi o Mário Magalhães, ex-repórter especial da “Folha de S. Paulo”, nosso consultor especial. Há sete anos ele vem escrevendo a biografia do Marighella, que deverá ser lançada em agosto de 2012 pela Companhia das Letras.


No começo do filme, você aborda a criação de Marighella, filho de um imigrante italiano com uma negra filha de escravos trazidos do Sudão. Como esse berço ajudou a moldar a formação política de Marighella?
Seu pai era um homem criativo e muito livre. O fato de ser brasileiro, baiano e mestiço é muito marcante para Marighella. Ele amava o Brasil e o povo brasileiro acima de tudo. Adorava samba – seus artistas preferidos eram Jackson do Pandeiro e Dorival Caymmi.

Vale lembrar que Marighella era muito próximo a Jorge Amado e Zélia Gattai, que foram os padrinhos “clandestinos” do casamento dele com minha tia Clara. Enquanto o Jorge era vivo, ajudou muito a recuperar o nome do Marighella.

Marighela sempre foi uma pessoa que lia de tudo; ele comia papel. Lia desde Dostoievski e a Bíblia até literatura popular. E estudava o Brasil, conhecia sua geografia e sua história. Estudou o cangaço e outros movimentos populares. Sua paixão pelo conhecimento era tal que, quando a polícia invadiu seu apartamento em 1964, sua maior lástima foi ter perdido todos os seus livros.

Marighella foi dirigente comunista por muitos anos, foi deputado pelo PCB, viajou muito, sempre clandestino. Num dado momento, com as denúncias dos crimes do stalinismo, ele rompe com a doutrina soviética stalinista e vai buscar novos caminhos.


Como se deu a conversa com o Lázaro Ramos para ser o narrador do documentário?
Eu sempre quis ter o Lázaro no filme, falando textos e poemas de Marighella. Minha ideia era filmá-lo na escadaria do Solar do Unhão, em Salvador, um lugar maravilhoso projetado pela Lina Bo Bardi. Mas a agenda dele é muito cheia. Como ele queria participar do filme de qualquer maneira, acabamos gravando apenas a voz dele em estúdio. Lázaro sempre foi um grande apaixonado por Marighella. Quando chegou ao estúdio, brincou: “você esperou por mim durante um ano e meio, então agora vou caprichar”.
Foi fácil localizar os ex-militantes políticos que deram depoimento no filme?
Sim. Os ex-militantes do PCB e da ALN que selecionei com a ajuda do Mário Magalhães participaram com depoimentos inestimáveis. Um dos únicos a não querer participar foi o (ator e comediante) Agildo Ribeiro, cujo pai Agildo Barata ficou preso junto com o Marighella no Presídio da Ilha Grande. O Agildo ia visitar o pai na cadeia e conviveu com o Marighella nesse período. Mas, por motivos pessoais, preferiu não participar. De resto, todos aceitaram. E os depoimentos que captei são riquíssimos, fortes e verdadeiros. Em parte, são a alma do filme.
Para você, quais foram os principais méritos da luta armada encabeçada por Marighella? E quais os principais problemas que a levaram a sucumbir ante os militares?
Não me considero uma especialista para falar nesse assunto, mas creio que a luta armada no Brasil nasce de um esgotamento de outras formas de luta que haviam sido tentadas diante de uma situação muito violenta que era a ditadura militar. É uma reação que só pode ser entendida dentro de um contexto mundial, pós-Cuba, Argélia, Guerra do Vietnã; depois da China também, que vinha com outro modelo de luta. Havia a expectativa de que, como havia dado certo em outros lugares, podia dar certo aqui. Foi um ato heroico, de bravura.

Já logo no começo do regime militar, em 1964, muita gente foi presa e torturada – não foi um processo gradual como alguns querem fazer crer hoje. É claro que piorou no final da década de 60, mas já começou com violência. Acho que essas informações vão aparecer mais agora, com a criação da Comissão da Verdade. Em maio de 1964, o Marighella foi baleado dentro de um cinema no Rio e só não foi assassinado porque (por sorte) havia o fotógrafo de um jornal dentro da sessão.

Mas é importante destacar que, apesar do barulho todo em torno da figura do guerrilheiro Marighella, seu período de guerrilha se restringiu a apenas três anos de sua longa militância, entre 1967 e 1969. Antes, ele fazia parte do (...) PCB (Partido Comunista Brasileiro) e seguia a velha cartilha do partido. Foi deputado, tentou mudar as coisas pela via parlamentar, e só rompeu com o partido em 1967. Há quem diga que ele optou pela luta armada porque já estava cansado de tentar mudar as coisas pelas vias legais.
Qual a importância de um filme sobre Marighella hoje para as gerações que não o conheceram, ou apenas ouviram falar dele nas aulas de História?
Marighella é um dos heróis do povo brasileiro, um homem que entregou sua vida por uma ideia de país. Tinha um pensamento absolutamente original. Foi uma trajetória com erros também, certamente – o filme não quer julgar nada. Ele lutou por igualdade social, e defendia o divórcio desde 1945. Defendia o ensino leigo (não religioso), a liberdade de culto. Foi feminista antes do advento do feminismo. E quase ninguém no Brasil sabe sobre ele.

Na escola, um dos únicos heróis brasileiros abordados em aula é o Tiradentes. Como Marighella, há muitos outros heróis esquecidos. O Brasil é um país muito mais interessante do que aquele estudado e trabalhado pela mídia. Podemos inventar outro modelo de país, mas é preciso conhecer sua história e sua riqueza. Somos um país mestiço, e isso não depõe contra nós; pelo contrário, é o que produziu e produz aqui coisas interessantíssimas e únicas.

Sei que um documentário no Brasil não atinge um grande público, mas fiz este filme para falar aos espectadores comuns, e não apenas aos meus colegas. Não quis especialmente desenvolver uma linguagem; meu desejo fundamental era botar meu personagem na roda. Por isso quis também contar essa história em ordem cronológica – porque as pessoas conhecem muito pouco sobre esses 40 anos de história que envolvem o Marighella e o Brasil. E só assim se poderia entender a trajetória dele. Quero que o filme seja mostrado nas escolas e também na TV.

Também por isso procurei o Mano Brown para compor um rap sobre o Marighella para a trilha sonora. Ele que é um símbolo de resistência hoje, e que fala para milhões de pessoas de todas as classes sociais e de todos os lugares. Um grande poeta. Ele me disse: “Vou fazer essa música porque não é o seu povo que precisa de heróis; é o meu povo”. E arrasou. Em um show no Sesc Pompeia para umas 800 pessoas, ele cantou esse rap com toda a energia e pôs uma foto do Marighella no palco; foi emocionante.


No filme, você insere o seu ponto de vista como uma garota que tinha um contato familiar com o tio e recebia pistas esparsas da sua militância. Como foi essa descoberta gradual do tio Carlos como figura de proa da resistência política nos anos 60?
Eu só poderia fazer um filme sobre um tema tão próximo se partisse da minha experiência, se assumisse esse ponto de vista com sinceridade. Não daria pra abordar essa história com uma mirada jornalística, por exemplo.

Minha família sempre foi toda de esquerda, de diferentes linhas. A gente estudou em escolas liberais e foi politizado muito cedo. Meus pais iam assistir as peças do Zé Celso e todo o teatro militante. A gente morava no Jardim São Paulo, um bairro que naquela época ficava distante do centro. Não tínhamos telefone em casa. E havia algumas situações que não dava pra entender muito bem – estava sempre se queimando alguma coisa na banheira, por exemplo. Quando Marighella foi baleado no cinema, em 1964, ele foi se recuperar lá em casa, mas eu não sabia exatamente qual era a situação – eu era uma criança. E ele estava sempre aparecendo e desaparecendo.


Lembro que foi muito chocante quando meu pai me contou: “o seu tio Carlos é o Marighella”. Mas eu sempre procurei saber mais, desde a minha adolescência, aos 15 ou 16 anos.
Nas pesquisas para o filme, o que mais te surpreendeu? Alguma coisa que você não sabia sobre Marighella?
Muita coisa me surpreendeu. Eu não tinha noção da grandeza da figura dele. Nem da quantidade de intelectuais e artistas do mundo todo que apoiavam – inclusive com recursos – a ALN (Ação Libertadora Nacional). Jean-Paul Sartre, Juan Mirò, Luchino Visconti, Jean-Luc Godard… O francês Chris Marker, um dos meus cineastas preferidos, dirigiu um documentário em 1970 intitulado On vous parle du Brésil: Carlos Marighella. No Brasil, Caetano Veloso e Norma Bengell contribuíram financeiramente com a ALN.

A grande dificuldade foi sempre encontrar imagens de arquivo do Marighella. Imagine, ele viveu se escondendo, não se deixava filmar nem fotografar... Mesmo do seu período como parlamentar não há imagens. Procuramos em arquivos em Moscou, Pequim, Havana e nada. Quando Lula visitou Raúl Castro, levou um pedido nosso para pesquisar imagens do Marighella nos arquivos cubanos do período em que ele ficou na ilha, em 1967 – pois se diz que o Fidel filmava absolutamente todas as suas movimentações. Recebemos a informação de que nada foi encontrado lá também.

Meu maior desafio foi então fazer um filme sem imagens. O que conseguimos foi um material de arquivo extraordinário e inédito. O resultado é quase um filme arqueológico, construído com resquícios, pedaços de memórias.

PRODUÇÃO | TC FILMES
Criada em 2001 por Pablo Torrecillas e Rodrigo Castellar, a Tc Filmes participou, através de seus sócios, de algumas das principais produções de cinema dos últimos anos no Brasil.

A Tc realizou filmes premiados como o documentário Nasceu o Bebê Diabo em São Paulo de Renata Druck, o curta-metragem Tabaco, de Henrique Rodriguez e o curta-metragem Ninjas, de Dennison Ramalho, entre outros.

Em 2012 a produtora apresenta suas primeiras produções em filmes de longa-metragem com o documentário Marighella, de Isa Grinspum Ferraz (Tc Filmes e Texto & Imagem) e o longa-metragem Boca, de Flávio Frederico (Tc Filmes e Kinoscópio).

A Tc também apresenta algumas coproduções realizadas em 2011: Raul, o início, o fim e o meio, de Walter Carvaho; Meu país, de André Ristum; e A novela das oito, de Odilon Rocha.

Além disso, a Tc tem filmes em fase de finalização: O lobo atrás da porta, de Fernando Coimbra (Gullane e Tc Filmes) e Rio corrente, de Paulo Sacramento (Olhos de Cão e Tc Filmes).

Entre os projetos em fase de desenvolvimento, estão Boletim de Ocorrência, de Tomás Portela, com filmagens previstas para segundo semestre de 2012; e Coração Alvinegro, de Rafael Terpins, com filmagens previstas para 2013.


PRODUÇÃO | TEXTO & IMAGEM

 

 



A Texto e Imagem atua há mais de 20 anos nas áreas de produção, roterização e direção de documentários culturais; roteirização, direção de criação e direção de TV; concepção e curadoria de exposições e espaços museológicos; planejamento e coordenação de projetos educacionais por multimeios; e planejamento e criação editorial.
Entre outros, produziu a série O Povo Brasileiro, série de 10 documentários para o canal GNT e TV Cultura; Intérpretes do Brasil, série de 15 documentários para a TV Cultura; a série O valor do amanhã para a Rede Globo, e os documentários A cidade não para, Umas velhices e O milagre do pão.
Na área de museus, desenvolveu e coordenou a criação de conteúdos e roteiros para o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, da Estação Natureza, da USP, do Museu do Pampa, e do Cais do Sertão Luiz Gonzaga, entre outros.
DISTRIBUIÇÃO | DOWNTOWN FILMES
A Downtown Filmes é uma distribuidora dedicada exclusivamente ao lançamento de filmes brasileiros. Fundada em 2006, sua estratégia de atuação é distribuir o melhor do cinema nacional, em parceria com os principais produtores e diretores brasileiros.

Isso garantiu à Downtown Filmes, a partir de 2008, a distribuição de grandes sucessos de bilheteria, como Meu Nome Não é Johnny, Divã e Chico Xavier.

Em 2011, foi responsável pela distribuição dos dois dos maiores sucessos do ano: as comédias De Pernas Pro Ar e Cilada.com, que juntos atraíram mais de 6,6 milhões de espectadores. Outro lançamento importante foi documentário Lixo Extraordinário, indicado ao Oscar de melhor documentário em 2011.

A empresa é dirigida por Bruno Wainer, que tem no seu currículo a distribuição de alguns dos maiores sucessos do cinema brasileiro, entre os quais se destacam Olga, Os Normais, Central do Brasil e Cidade de Deus.


MAIS INFORMAÇÕES SOBRE O FILME
F&M ProCultura

Margarida Oliveira - margom@uol.com.br

Jamille Menezes - jamille@procultura.com.br

(11) 3263-0197



 

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