Um filme de Daniel Filho Produção: Lereby, Sony Pictures e Globo Filmes Distribuição: Sony Pictures Sinopse curta



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Um filme de Daniel Filho

Produção: Lereby, Sony Pictures e Globo Filmes

Distribuição: Sony Pictures

Sinopse curta:
‘Confissões de adolescente’ é baseado nos diários de Maria Mariana, que já originaram espetáculo teatral, livro de sucesso e série televisiva. A história se passa em 2013 e acompanha as confissões e confusões de quatro irmãs adolescentes, que vivem os amores, dúvidas, decisões e aventuras de sua geração. Um retrato dos ritos de passagens pelos quais passam meninas e meninos dos 13 aos 19 anos.
Sinopse longa:
Inspirado nos diários de Maria Mariana, que também originaram espetáculo teatral, livro de sucesso e série televisiva, ‘Confissões de adolescente’ acompanha os ritos de passagens vividos pelas irmãs Tina (Sophia Abrahão), (Bella Camero), Alice (Malu Rodrigues) e Karina (Clara Tiezzi). Com o aviso do pai (Cássio Gabus Mendes) de que vão ter que se mudar do apartamento onde vivem, na Barra da Tijuca (Zona Oeste do Rio), por causa do aumento excessivo do aluguel, as meninas prometem economizar mais dinheiro e ajudar nas tarefas domésticas para tentar reverter a decisão. Enquanto lidam com isso, cada uma vive um rito de passagem típico da idade: o primeiro beijo, a primeira relação sexual, o primeiro emprego, o primeiro rompimento... Morando sozinha, mas ainda com pouco dinheiro para se sustentar, Tina está em busca de seu primeiro estágio, enquanto lida com constantes desapontamentos com o namorado de cinco anos, Lucas (Hugo Bonemer). Bianca está em um novo relacionamento, perto de prestar vestibular, e ainda não escolheu sua profissão, ao mesmo tempo em que tenta ajudar uma nova colega de escola que sofre bullying (Olívia Torres). E ainda tem que lidar com os ciúmes de sua melhor amiga. Alice quer ter a primeira relação sexual com o namorado (Christian Monassa), também virgem, mas percebe a decisão que não é tão simples como ela esperava. Mais nova das quatro, Clara é vidrada no Facebook e começa a ser alvo do interesse de um amigo da escola (João Fernandes), que resolve se comportar como o vampiro Edward, da saga Crepúsculo, para conquistá-la. As atrizes Maria Mariana, Deborah Secco, Daniele Valente e Georgiana Góes, as protagonistas da série de TV homônima, fazem participações afetivas no longa-metragem.

Ficha Técnica

Elenco
Sophia Abrahão (Tina)

Bella Camero (Bianca)

Malu Rodrigues (Alice)

Clara Tiezzi (Karina)

Cassio Gabus Mendes (Paulo)

Olivia Torres (Juliana)

Tammy di Calafiori (Talita)

Hugo Bonemer (Lucas)

Christian Monassa (Marcelo)

Guilherme Prates (Ricardo)

João Fernandes (Felipe)

Bruno Jablonski (Pedro)

Anna Rita Cerqueira (Cris)

Eduardo Melo (Lucas novo)

Lucca Diniz (Bruninho)

Ana Vitória Bastos (Helô)

Dieter Fuhrich (Marcio)

Julia Mestre (Claudinha)

Bruna Griphão (Bruna)

Nina Albuquerque (Joana)

José Victor Pires (Marcio)

Antonio Faro (Geraldo)

Kika Freire (Professora)

Leandra Lopez (recepcionista)

Thiago Sant'anna (Homem musculoso)

Dida Camero (Vaninha)

Carolina Loback (empregada de Bruna)


Participações afetivas:

Maria Mariana (Dra. Kátia)

Daniele Valente (Mãe de Marcelo)

Deborah Secco (Mãe de Felipe)

Georgiana Góes (Selma)
Participações especiais:

Thiago Lacerda (Thiago Lacerda)

Caio Castro (Caio Castro)

Gabriel Totoro (vizinho)



Cintia Rosa (Renata)

A história de Confissões de Adolescente
‘Confissões de Adolescente’ foi um grande sucesso que marcou uma geração. A história começou nos anos 90, quando a atriz Maria Mariana resolveu transformar seus diários em uma peça teatral por ideia do pai (Domingos Oliveira), com orçamento de 300 dólares. No segundo dia de temporada, no porão do Teatro Laura Alvim, em Ipanema, o diretor Daniel Filho foi conferir a produção por indicação de Domingos. Encantado, imediatamente decidiu comprar os direitos da história para TV e cinema.
Dois anos depois, em 1994, a série estreou, com direção de Daniel, na TV Cultura, emissora na qual foi exibida durante dois anos. Os 40 episódios, divididos em duas temporadas, também foram veiculados nos canais Band e Multishow. A versão original foi protagonizada por Maria Mariana, Daniele Valente, Georgiana Goés e Deborah Secco, que interpretavam as quatro irmãs filhas do personagem de Luiz Gustavo. A trama abordava as aventuras, dúvidas e dramas típicos da fase entre os 13 e os 19 anos.
Quase uma década depois da primeira estreia, o espetáculo ganhou nova montagem, dessa vez no Teatro das Artes, na Gávea. Em 2009, o texto foi readaptado por Matheus Souza (Apenas o Fim) e Clarice Falcão. Somando todas as temporadas, Confissões de Adolescente ficou 20 anos em cartaz e teve mais de um milhão de espectadores.
Em janeiro, Confissões ganha os cinemas. Com direção de Daniel Filho e Cris D’Amato e roteiro de Matheus Souza, o longa-metragem reúne as atrizes Sophia Abrahão, Bella Camero, Malu Rodrigues e Clara Tiezzi como protagonistas. O filme é produzido pela Lereby, com coprodução da Sony e da Globo Filmes, distribuição Sony e patrocínio BNDES.
Sobre as filmagens
Com orçamento de R$ 5,9 milhões, ‘Confissões de adolescente’ teve preparação de seis semanas e contou com um mês de filmagens, 50% em estúdio e 50% em locações espalhadas pela Barra da Tijuca. “O processo foi muito prazeroso, bastante dinâmico e cumprimos o plano de filmagem à risca”, explica o produtor executivo, Angelo Gastal. Os diretores optaram por não entregar o roteiro ao elenco buscando uma maior espontaneidade na hora das filmagens. As cenas foram improvisadas (sob a supervisão de Luísa Thiré, responsável pela preparação dos atores) e bem ensaiadas até que se chegasse ao resultado final. O filme é produzido pela Lereby, com coprodução da Sony e da Globo Filmes, distribuição Sony e um Investimento BNDES, com patrocínio da Rio Filme, Secretaria do Estado de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, G.Tech, Sony Eletronic e Ancine.

Entrevista com os diretores
Daniel Filho
Daniel Filho tem sua produtora, a Lereby, que é coprodutora das maiores bilheterias brasileiras como ‘Cidade de Deus’, ‘Carandiru’, ‘O Auto da Compadecida’, ‘Dois Filhos de Francisco’, ‘O ano que meus pais saíram de férias’, ‘Última parada – 174’, ‘Divã’, ‘A Mulher Invisível’ e ‘Cazuza - o tempo não para’, dirigido por Walter Carvalho e Sandra Werneck. Além disso, Daniel Filho é produtor de seus filmes: ‘Se eu fosse você’ (1 e 2), ‘Primo Basílio’, ‘A Partilha’, ‘Muito gelo e dois dedos d’água’, ‘A Dona da história’, ‘Tempos de Paz’ e ‘Chico Xavier’. Também produziu, para a TV Globo, as séries ‘As Cariocas’ e ‘As Brasileiras’. ‘Confissões de Adolescente’, sua mais nova produção, estreia em 10 de janeiro.
Cris D’Amato
A cineasta carioca participou como diretora assistente de mais de três dezenas de filmes brasileiros, como ‘Tainá, uma aventura na Amazônia’, ‘Muito Gelo e Dois Dedos D'Água’ e ‘Primo Basílio’. Com Daniel Filho, trabalhou como assistente em ‘Se eu Fosse Você’, ‘Se eu Fosse Você 2’, ‘Tempos de Paz’, ‘Chico Xavier’ e, agora, como codiretora em ‘Confissões de Adolescente’. Em 2006, dirigiu seu primeiro longa metragem, Sem controle. Em 2014, estreia ‘SOS – Mulheres ao Mar’, com Giovanna Antonelli e Reynaldo Gianecchini, também sob seu comando. Na TV Globo, com coprodução da Lereby, dirigiu os seriados ‘As Cariocas’ e ‘As Brasileiras’. Atualmente, dirige na emissora a série ‘Pé na Cova’.

O projeto de levar ‘Confissões de adolescente’ para o cinema é uma ideia antiga. Por que agora?
Daniel – Os direitos de ‘Confissões’ pertencem, na sua essência, a Maria Mariana. Começou com os diários dela, depois virou uma peça e nós compramos os direitos para fazer o seriado na TV Cultura. Agora, 20 anos depois, estamos fazendo um filme, praticamente partindo do mesmo material inicial, mas, logicamente, com outros recursos depois da passagem dos anos. Há uns três, quatro anos, o Rodrigo Saturnino, da Columbia, perguntou por que a gente não fazia o ‘Confissões’. Realmente, me parecia que era uma dívida que eu tinha. Tinha que fazer o filme na medida em que já tinha feito seriado. Espero, assim, fechar o ciclo das adolescentes.


O que o levou a chamar a Cris D’Amato para codirigir o filme ao seu lado?
Daniel - Estou passando o meu bastão para ela. Um dos motivos de eu ter convidado a Cris para codirigir está ligado ao meu envolvimento emocional com o projeto. Afinal, eu dirigi 37 episódios e produzi mais 15. Trabalhei em 52 episódios do ‘Confissões’ para a TV, então me sentia esgotado, com muito receio de me repetir. É complicado fazer tantos episódios e ter assuntos novos do universo adolescente. Eu e a Cris trabalhamos juntos há tanto tempo, que foi uma escolha natural, e ela conseguiu abrir uma vaga na agenda dela para fazer esse trabalho (risos). O meu entendimento com ela é total, estou me sentindo até como os Irmãos Cohen, um fala, o outro entra, temos uma ligação muito boa. Eu achei que não tinha ninguém melhor do que a Cris para dividir o filme comigo.
Como é trabalhar com o Daniel Filho?
Cris - Quando ele me chamou para ser diretora assistente de ‘Se eu fosse você’, fiquei com medo. De ser bravo, me esculhambar no set (risos), mas nos demos super bem. O Daniel é um gênio, e a bronca dele tem uma razão de ser, é sempre a favor da obra. Ele é daquelas pessoas muito exigentes, mas sem ser mimada. Além disso, é um dos profissionais que mais entende de cinema e de TV no Brasil. E tem uma memória invejável, é uma enciclopédia sobre o assunto!
Como foi a escolha do elenco?
Cris - Foram quase 450 meninas sendo testadas. Mas, se você separasse, ia ver que tinha 100 ali Claras, 100 Malus etc, porque a essência é a mesma. Eu tenho filhos adolescentes e vejo nestas meninas aquilo tudo que meus filhos fazem comigo – e o que faço com eles. Quando eu vejo as quatro juntas, tenho a sensação de ver um mapa dos adolescentes.

Daniel – No filme, eu não tinha como não trazer as atrizes que fizeram a série: Deborah Secco, Dani Valente, Maria Mariana e Georgiana Góis. Então, todas elas fazem uma pequena participação, que eu chamo de participação afetiva, como se elas tivessem abençoando o filme novo. Para o pai, cheguei a pensar no Tony Ramos, mas ele já seria praticamente o avô (risos). Então, pensei no Cassinho, que é um ator com quem eu gosto muito de trabalhar.
O que mudou no comportamento adolescente nesses 20 anos entre o seriado e o filme?
Daniel - Houve uma mudança de comportamento muito grande nestes 20 anos, mas não houve uma mudança de sentimentos nas adolescentes. A sociedade pode ter ficado mais tolerante ou mais compreensiva com o comportamento sexual de uma garota de 15 anos, ela pode ter mais liberdade em casa ou apoio, mas não mudou na menina o sentimento dela.
Cris - É claro que certos sentimentos nunca mudam: a sensação do primeiro beijo, da primeira transa, do primeiro grande problema... Mas hoje o adolescente é muito mais tecnológico, né? Está conectado o tempo inteiro. Também percebo que não há mais diários fechados. O Facebook, quando pergunta ‘O que você está pensando?’, se tornou um grande diário aberto. Que tem muita mentira também, né? (risos).
Nas filmagens, por que optaram por não entregar o roteiro aos atores?
Daniel - Este não é um filme em que o texto é fundamental para se chegar ao personagem. Queríamos a emoção que leva alguém a dizer “eu tô de saco cheio”. Então, achei que era melhor dar o texto na hora, no dia. Às vezes, eu mostrava a cena, marcava a cena, dizia o que era para fazer e só depois o ator sabia o que diria naquela cena. Fiz isso para manter a espontaneidade, até porque nem todos eram muito experientes.
Cris - Nenhuma tinha feito cinema, além da Olívia. Elas são tão espontâneas... O subtexto, aquele diálogo, faz parte do mundo delas. Nós sentimos, nas primeiras cenas, que se entregássemos antes o roteiro, viria uma coisa meio cristalizada, meio decorada. O adolescente, na verdade, fala o que vem na cabeça e era exatamente isso o que nós queríamos, que aquele texto fosse bem fresco, para que eles pudessem contribuir com o que estivesse na cabeça deles.
Daniel - Outra coisa que a gente vai perdendo com a idade é a espontaneidade. O adolescente ainda não montou a censura, fala o que acha, a não ser quando quer fazer chantagem para pai e mãe. E tem também as mudanças imediatas: pode estar chorando muito, mas em minutos sai do quarto dizendo que vai à festa. Até em doença, num momento está passando mal, no outro já está rindo em frente do computador, ótimo. Todos nós fomos assim, quando jovens.
O que vocês abordam no filme?
Daniel – O seriado tinha praticamente um tema por episódio. No filme, a gente reuniu vários temas importantes, ligados às quatro personagens principais e também aos outros adolescentes da história. Falamos dos principais ritos de passagem, sem grandes dramas de processos dramatúrgicos, shakespearianos... Mas, realmente, dos 13 aos 18 anos as pessoas não param de mudar. É quando a gente deixa de ser essa pessoa absolutamente espontânea, descompromissada com a vida e passa a ter a responsabilidade do que eu vou fazer da minha vida, quem eu sou?! Então, essas perguntas todas são contadas de uma forma, às vezes com todo o sentimento que ela tem, mas também de uma maneira leve. Nós tentamos manter todo o clima terno que tinha o seriado.
Cris – As primeiras coisas das nossas vidas nunca vão deixar de ser as primeiras, independentemente da época em que a gente viver. Acho que nós trabalhamos isso de uma maneira bem bacana.
Algum adolescente surpreendeu vocês com gírias e manias?
Cris – As gírias não, mas os escritos, por exemplo: vlw, leka, leke. Que leka? Até entender que é moleca, moleque... Tem algumas coisas que a gente ouve e não entende de primeira.

Daniel – O dialeto deles não tem mais o “e aí, beleza?”, “morou, bicho?” Mas antes de fazer o filme, nós fizemos uma pesquisa. Contratamos uma empresa que fez uma pesquisa perguntando o que eles estavam esperando de um filme que tem o nome de ‘Confissões de Adolescente’. Duas mil pessoas foram entrevistadas. Tentamos, ao máximo possível, ficar em terra firme porque nós não estamos tratando de uma história que tem inicio, meio e fim. Estamos retratando uma turma, entrando em uma tribo, com todas as suas problemáticas. O filme não conta a história de quem matou, quem morreu, quem vai ficar junto ou não vai, ele não tem esse objetivo de dramaturgia de “qual é o gol do final?”. Contamos diversas historinhas.
Cris – Fora isso, o tratamento maior foi escrito por uma pessoa que era quase adolescente (Matheus Souza).
Daniel – Sim. Uma pessoa que tem 25 anos, que já escreveu filme, já dirigiu... Eu trabalhei no último filme dele, que ainda não foi exibido, aliás. Eu acho que ele trouxe uma grande contribuição, propondo cenas nas quais eu jamais teria pensado. Mas ele propôs, eu assumi e estou vendo que a garotada está achando que aquilo é aquilo mesmo. Tive uma boa resposta dos garotos vendo, ninguém achou careta, nem paternalista. O nosso maior medo era mostrar a visão dos pais e não dos adolescentes. Não tem isso no filme, espero eu.

Entrevista com Matheus Souza (roteirista)
Como surgiu o convite para escrever o roteiro de ‘Confissões de Adolescente’?
Eu já tinha certa familiaridade com a obra por ter adaptado e dirigido a montagem mais recente da peça no teatro. E fiquei próximo do Daniel quando o convidei para fazer uma participação especial no meu segundo filme como diretor, ‘Eu não faço a menor ideia do que eu tô fazendo com a minha vida’. Ele não apenas aceitou, como foi muito gentil e doce comigo e a equipe durante a filmagem. Acredito que, a partir disso, criamos um carinho um pelo outro que o fez pensar em mim para esse novo projeto. Fora isso, eu tenho 25 anos, minha adolescência foi tipo ontem, né?
Como foi o processo de criação do roteiro? Em que aspectos, além da linguagem, ele se diferencia da adaptação que você já tinha feito para o teatro?
Foi um processo bem diferente para mim. Eu estava acostumado ao meu esquema de filmes independentes, que eu mesmo dirijo, sem expectativa de mercado, sem uma marca já forte no próprio título. Então, foi um processo bem rico de aprendizado, de ouvir bastante, tentar entender a visão de outras pessoas e, ao mesmo tempo, juntar tudo isso com o meu toque pessoal. A principal diferença entre as duas adaptações é que o filme se concentra mais na série, no formato do pai com as quatro filhas.
Quais foram as suas inspirações para escrever o roteiro?
Eu trabalho muito com referências e uma das partes mais bacanas do processo foi dividir isso com o Daniel. É incrível você descobrir que um dos maiores diretores brasileiros adora descobrir coisas novas, está sempre se atualizando. Eu assisti a ‘Girls’ (seriado americano) com o Daniel Filho! Fora isso, conversamos muito sobre os filmes ‘Superbad’ e ‘As Vantagens de Ser Invisível’. Ainda passei um tempo me aprofundando em seriados como ‘Gossip Girl’, ‘Glee’, ‘Skins’, ‘Awkward’ e ‘Suburgatory’. Mas a maior inspiração de todas foi sempre o próprio ‘Confissões’.
Você fez algum tipo de pesquisa para descobrir os hábitos dos adolescentes (sociais, virtuais e até mesmo linguísticos) de hoje em dia?
Eu assisti a milhares de vídeos do YouTube, li outros milhares de perfis de Twitter de adolescentes aleatórios. Fiz entrevistas informais com todos os adolescentes ao meu redor: primos, irmãos de amigos, filhos de amigas da minha mãe... Eu realmente quis que tudo soasse verdadeiro e sincero no filme.
Qual foi a sensação ao ser chamado para readaptar o texto da Maria Mariana?
Quando você lida com uma obra tão querida por toda uma geração, há que se ter um cuidado com esse público. É claro que o jovem mudou e foram necessárias várias atualizações, mas é gostoso manter também detalhes da obra antiga para mexer com o saudosismo das fãs.
Como você vê as produções nacionais voltadas para o público jovem atualmente? O que ainda falta?
O meu maior problema é com as produções nacionais jovens para a televisão. Todas tratam o jovem como um tolo, as cenas de humor são terríveis, os dramas são reciclados, as redes sociais são tratadas de maneira boba e artificial. Acredito que uma produção jovem tem que acrescentar algo a ele (e não falo de lições de moral caretas) e funcionar como um "abraço". O jovem deve se identificar a ponto de se sentir abraçado por aquela obra, de ver que não está sozinho naquilo que está vivendo. Foi assim que me senti assistindo às obras de referência para o roteiro do ‘Confissões’.
Quais são seus próximos projetos?
Meu segundo longa, ‘Eu Não Faço a Menor Ideia do Que Eu tô Fazendo Com a Minha Vida’, estreia em 20 de dezembro. Em janeiro, devo gravar o terceiro, novamente independente e entre amigos, para completar a trilogia. É uma comédia chamada ‘Tamo Junto’, inspirada pelas comédias que marcaram minha adolescência como ‘Superbad’, ‘American Pie’, ‘O Virgem de 40 anos’ e ‘Penetras Bons de Bico’. Eu devo dirigir e atuar nesse filme ao lado do Gregório Duvivier. Tenho um outro longa em desenvolvimento com a Conspiração, esse no formato clássico, de ‘gente grande’.

Entrevista com Maria Mariana, idealizadora do projeto ‘Confissões de adolescente’
Filha do dramaturgo e diretor Domingos Oliveira, Maria Mariana é escritora, atriz e diretora. A história de ‘Confissões de adolescente’ nasceu dos diários que ela escreveu dos 13 aos 19 anos, textos que originaram espetáculo teatral, livro que virou best-seller, seriado para a TV e, agora, longa-metragem. Mãe de quatro filhos, ela também é autora do livro ‘Confissões de Mãe’. Dirigiu, em 2013, o documentário ‘Confissões de Adolescente’ e planeja voltar à cena em 2014 com o monólogo ‘Barco de Papel’, escrito por ela e dirigido por seu pai.
Qual é a sensação de ver ‘Confissões de adolescente’ chegar aos cinemas depois de uma trajetória bem-sucedida nos palcos, na literatura e na TV?
É uma emoção muito grande. O Daniel Filho foi ver a peça no segundo dia de temporada. Na manhã seguinte, ligou para o meu pai (Domingos Oliveira) querendo comprar os direitos para o cinema e para a TV. Mas, naquela época, o cinema era praticamente inexistente no país. Então, fomos para a TV, mas gravamos tudo em película, com qualidade de cinema. A série foi emblemática para o Daniel também porque foi o primeiro trabalho que ele fez depois de deixar a TV Globo. Nesse meio tempo, os direitos foram vendidos, voltaram para mim e, depois, para o Daniel. E tinha que ser assim porque ele também tem uma ligação muito afetiva com o ‘Confissões’.
Apesar da idealização de ‘Confissões de Adolescente’ ser sua, o roteiro do filme (de Matheus Souza) é bem diferente do texto original. Como foi para você ver essa transformação?
Não vou dizer que foi fácil porque não foi (risos). Em 2008, eu planejava montar a história original e dirigir o espetáculo. Cheguei a testar atrizes, ensaiar, mas depois desisti. Estava mais velha, com quatro filhos e não sabia mais se conseguiria transmitir essa espontaneidade de uma geração que o ‘Confissões’ requer. Aí, chamei o Matheus Souza, que reescreveu a história com a Clarice Falcão, e conseguiu apresentar essa verdade da adolescência. Então, quando ele foi escolhido para ser o roteirista do filme, já conhecia e gostava do trabalho dele. No começo, tivemos a ideia de juntar as atrizes da série e mostrar a relação com seus filhos, mas o projeto perderia a voz dos adolescentes. Do jeito que ficou, mantivemos a essência original.

Você fez um documentário sobre ‘Confissões de Adolescente’. Pode falar um pouco sobre o projeto?
O Daniel Filho sempre quis fazer um making of do filme que fugisse do tradicional. Conversando com ele sobre o assunto, chegamos à conclusão de que seria interessante fazer um documentário partindo do making of e que cobrisse os 21 anos de história de ‘Confissões de Adolescente’. Participei dos bastidores das filmagens, entrevistei os atores do filme e de diferentes montagens da peça (que ficou 20 anos em cartaz), e reuni muitas imagens dessa trajetória. A partir desse material, conseguimos perceber mudanças sociais e culturais do país.
E como foi fazer uma participação afetiva no filme?
Foi emocionante reencontrar as outras meninas. Acho que, com o filme, fecho essa saga da melhor maneira possível. E chega o momento de começar um novo ciclo.
Hoje, você tem uma filha adolescente. A Clara, de 13 anos. Como é a sua relação com ela?
Dei tanta entrevista como porta-voz dos adolescentes e hoje percebo que não é tão fácil conhecer a adolescência assim (risos). Mas somos muito próximas, amigas, e tento que ela receba tanta informação da família quanto do mundo. Dizem que eu deveria escrever o livro ‘Confissões de mãe de adolescente’, mas acho que não terei essa coragem (risos).
Entrevista com o elenco
Sophia Abrahão
Sophia ficou conhecida do grande público com a personagem Alice Albuquerque, patricinha que interpretava na novela ‘Rebeldes’ (Rede Record, 2011). Ela fazia parte do elenco fixo da trama e percorreu todo o país como vocalista da banda. Em ‘Confissões de Adolescente’, ela vive Tina. Seu personagem originalmente se chamava Diana e era interpretada pela autora da série, Maria Mariana. Sophia também participou da montagem para teatro em 2010. Ela começou sua carreira aos 14 anos, como modelo, profissão que a levou a conhecer países como China, Japão e Cingapura. Em 2008, foi aprovada em um teste para a novela ‘Malhação’, na qual deu vida à personagem Felipa durante uma temporada. Ela também fez uma participação na série ‘Bicicleta e Melancia’ (Multishow). Já recebeu o Meus Prêmios Nick 2011 (Atriz Favorita) e Capricho Awards 2012 (Melhor Atriz Nacional, Mais Estilosa e Melhor Instagram). Sua presença digital também é muito forte. Só no Twitter, Sophia tem quase dois milhões de seguidores. Recentemente, ela começou a apostar na sua carreira solo como cantora e se prepara para lançar seu primeiro disco. Ela também está no ar na novela ‘Amor à Vida’ (Rede Globo, 2013).
Como surgiu o convite para participar de ‘Confissões de Adolescente’?

Quando soube do teste para o filme fiquei muito empolgada, tinha feito a peça em 2010 e queria muito fazer parte do longa! Foram quatro testes no total, até vir a resposta de que estava no elenco! Uma vitória na minha carreira!


Você nunca tinha feito cinema. Como foi essa experiência, comparada às anteriores em TV e teatro?

Sim, foi minha primeira experiência com cinema e eu posso dizer que me apaixonei. Todo o cuidado, o trato com as cenas, a atenção da equipe é diferente da TV, na qual, por ter um volume maior de conteúdo a ser gravado, funciona mais rápido. Adorei a experiência e vou amar repetir!


Como foi trabalhar com o Daniel Filho?

Inesperado! Não achei que isso fosse acontecer comigo! Sou muito fã, fiquei extremamente honrada quando soube que foi o próprio que escolheu o elenco! Eu me diverti muito com o Daniel, que apesar de botar um pouco de medo na gente, é o máximo! (risos)


Como você se preparou para o papel? O seu contato com os fãs nas redes sociais foi uma fonte de pesquisa?

Sempre é. Fico em contato diário com pessoas que tem realidades bem parecidas com as personagens do filme. Gosto de ouvir um pouco de cada um... É como construir um personagem novo em cima disso! Não deixa de ser um trabalho em conjunto! Claro que contamos com a Luisa Thiré para preparação, que fez total diferença.


Quais as diferenças entre a sua personagem no teatro e a do cinema?

Acabou que não foram as mesmas personagens... No teatro, atuávamos em cima de esquetes, não havia um personagem, toda cena era uma coisa nova. A Tina do cinema vem bem definida, com traços bem marcados. Adorei interpretá-la. Acho que é uma garota bem diferente de mim, apesar de termos a idade em comum!


Você acha que seus fãs vão estranhar te ver na telona sem estar muito produzida?

Se eles vão estranhar não sei, agora que eu estranhei, eu estranhei muito! (risos) Dava muita vontade de passar um rímel! Vai ser duro me ver ser make na telona... Mas é isso aí, eu sou atriz e não modelo.


Nesses três anos entre sua participação na peça e o filme, você já sentiu alguma diferença de linguagem ou de interesse nos adolescentes? Se sim, quais?

Sim! Acho que a relação com as mídias sociais cresceu muito. Eu lembro nitidamente quando o Twitter começou, era uma coisa meio distante, até meio cool... Só alguns tinham. Hoje é muito difícil achar quem não tenha seu @.


Qual a sua relação com o Confissões de Adolescente? Você tinha diário, quando mais nova?

Nunca tive diário, mas me identifico muito com várias cenas do filme! Quem foi ou é adolescente vai se identificar também! E o mais divertido é reconhecer e dar risada das situações mais banais, mas que na hora parecem o fim do mundo! Bem coisa de adolescente, mesmo!


Você se identifica com a Tina? Quais são as principais semelhanças e diferenças?

Assim com a Tina, saí de cada cedo e fui atrás dos meus sonhos... Acho que somos batalhadoras e guerreiras. Mas a Tina é mais fechada do que eu, ela guarda alguns sentimentos pra ela, coisa que eu não consigo fazer!


Vocês só recebiam o roteiro no próprio dia das gravações. Qual diferencial essa técnica proporcionou?

Eu adorei o desafio! Confesso que estava com medo, mas deu tudo certo no final. Acho que o objetivo do Daniel era dar um frescor para o filme, e, pelo que eu senti, ele conseguiu! O filme está muito atual e dinâmico! Os diálogos estão bem naturais, com cara de novo!


Você lembra de alguma história engraçada que aconteceu durante as gravações?

As broncas do Daniel eram as melhores! Ele faz aquela cara de bravo, fala grosso, a gente fica morrendo de medo... E depois cai na gargalhada! Amei trabalhar com ele! Eu me diverti muito! Ri muito com as minhas irmãs, o ambiente era muito bom!


Quais são seus próximos projetos?

Estou no ar em "Amor à vida" até fevereiro e lanço meu segundo single, que se chama ‘Flores’. Continuo com o meu blog de moda todo dia no ar, e muita coisa para correr atrás em 2014!



Bella Camero
Carioca criada em Minas Gerais, Bella Camero, 21 anos, começou sua carreira na TV na temporada 2011 da novela “Malhação”, chamada “Conectados”, na qual interpretava a personagem Isabela. ‘Confissões de Adolescente’ marca sua estreia no cinema. Ela será Bianca, vivida por Georgiana Góes na série de TV. No teatro, participou da montagem de ‘Confissões’, em 2009. Este ano, esteve em cartaz com ‘A Pior das Intenções’ e agora está no elenco da peça ‘Deixa Que Eu Te Ame’, dirigida por Aderbal Freire-Filho, com texto do Alcione Araújo, no teatro Eva Herz. Bella também fez participações nas séries ‘Louco por Elas’ (TV Globo, 2012), ‘Ger@l.com’ (TV Globo, 2009) e no curta “O Vampiro do meio-dia”.

Como começou sua carreira como atriz? Você é formada em alguma outra área?
Minha mãe é atriz. (Dina Camero, que faz uma cena no filme, aliás!). Cresci acompanhando as peças do Tablado e, desde os dois anos, ganhava vez ou outra um figurino e um papel num espetáculo! Mas, apesar disso, cresci dizendo que ia estudar biologia. Cheguei a me matricular na faculdade de engenharia ambiental, mas uma semana antes de começarem as aulas, “deu a louca” e eu acabei indo estudar artes cênicas.
Como surgiu a oportunidade para participar de ‘Confissões de Adolescente’?
Testes e mais testes! (risos) Fizemos vários.
Você nunca tinha feito cinema. Como foi essa experiência, comparada às anteriores em TV e teatro? Vocês só recebiam o roteiro no próprio dia das gravações. Qual diferencial essa técnica proporcionou?

Filmamos em menos de um mês, foi uma loucura. Sabia pouco da história, então, às vezes, eu ficava perdidinha, sem saber de onde vinha, para onde ia, tentando roubar informações da Luiza Thiré, a nossa preparadora. E tendo que pegar a intimidade com cinema, o foco milimétrico, perfeitinho, os pontos de vista... Ou seja: um monte de informação ao mesmo tempo. Só não entrei em desespero porque sabia que estava nas mãos de um grande diretor, que sabe exatamente o que quer dentro do set!


Como foi trabalhar com o Daniel Filho?
Tem como não ficar feliz com alguém que tem sempre um pote de jujuba?

O Daniel perguntava muito a nossa opinião. Do texto ao figurino. Gostava de saber de tudo da nossa vida e opinava! Ele fala tudo na cara, "no filter"! (risos) Essa franqueza, no fim das contas, traz muita confiança.


Como você se preparou para o papel?
A preparação maior foi estabelecer as relações entre as personagens, criar uma cumplicidade. Fizemos improvisações com as irmãs, com os outros núcleos. Aí as cenas fluem mais fácil. Mas a primeira tarefa que o Daniel nos deu foi decorar a música ‘Sina’, de Djavan.
Em que ano você participou da montagem de Confissões? De lá para cá, você já sentiu alguma diferença de linguagem ou de interesse nos adolescentes?
Fiz a peça de 2009 a 2011 e, nesses três anos, sempre fazíamos alterações para acompanhar o público. A diferença está exatamente na linguagem e nos interesses, pois as questões que envolvem a adolescência são quase as mesmas: o primeiro beijo, primeira vez, escola, drogas, escolha de profissão... O que muda é o mundo ao redor. A internet que permeia intensamente o dia a dia, as bandas, a forma de se vestir, gírias... Lembro que na peça falávamos de MSN. Se fossemos nos apresentar hoje, não há dúvida de que teríamos que mudar isso. Acho que o ‘Confissões’, seja no teatro, livro ou no cinema, busca, acima de tudo, identificação. Talvez os temas não sejam tanto um tabu, como na época da primeira montagem, mas não necessariamente se tornaram fáceis de lidar. Adolescência é um período cheio de angústias, decisões, mudanças. Tentamos tratar com leveza desse momento e mostrar que sim, dá pra sobreviver!
Qual a sua relação com o ‘Confissões de Adolescente’? Você tinha diário, quando mais nova?
Eu já tinha ouvido muito falar do que foi o ‘Confissões’ de 1992 e também do sucesso da série. Participar da montagem de 2009 foi incrível. Acabei criando uma relação de carinho e apego com essa história, pois a Maria Mariana permitiu que o adaptássemos da forma que ficasse mais próxima da nossa geração. Éramos eu, Sophie Charlotte, Clarice Falcão e Louise D'Tuany. O Matheus Souza assumiu a direção e ficamos oito meses mergulhados nisso. Emprestamos muitas histórias e segredos. Então, fazer parte do filme foi uma coisa que eu quis imensamente!
Você se identifica com a Bianca em algum aspecto? Quais são as principais semelhanças e diferenças?
Eu sou completamente indecisa, que nem a Bianca. Eu tenho dificuldade de escolher sozinha até o que eu vou comer, mas sou bem menos esquentadinha do que ela! É que Bianca guarda tanta coisa dentro dela, que uma hora o controle vai pras cucuias e ela explode!
Como você acha que a questão da sexualidade é vista entre os adolescentes hoje em dia?
Acho que se fala mais abertamente sobre a sexualidade nos dias de hoje, mas ainda é um diálogo difícil, principalmente na família. É um período cheio de dúvidas e novidades. Um aspecto positivo da internet é a quantidade de informação que você pode obter ali. E pra quem tiver mais dificuldade de falar sobre esses assuntos cara a cara, a conversa online pode ser mais fácil, afinal a gente não gagueja digitando!
Você lembra de alguma história engraçada que aconteceu durante as gravações?
Teve uma filmagem na Praia de Copacabana, na qual andávamos no calçadão e a câmera pegava tudo de longe. Era a última cena do filme, superbonitinha. Durante o take, começaram a reconhecer o Cássio (Gabus Mendes) e ele tendo que fingir que não ouvia, para não precisar parar a cena! A gente conseguiu segurar o riso até o momento em que pararam a Sô (Sophia Abrahão) pra entregar um panfletário de tratamento dentário no meio da cena!
Quais são seus próximos projetos?

Estou agora a peça ‘Deixa Que Eu Te Ame’, dirigida por Aderbal Freire-Filho, com texto do Alcione Araújo, no teatro Eva Herz, da Livraria da Cultura, no Rio de Janeiro.


Malu Rodrigues
A atriz Malu Rodrigues, de 20 anos, já tem grande experiência nos palcos e na televisão. Esta no ar no seriado ‘Tapas e Beijos’, como a personagem Bia, e participou de grandes espetáculos musicais do país, como ‘O Mágico de Oz’, no qual viveu a protagonista Dorothy, ‘O Despertar da Primavera’, ‘A Noviça Rebelde’ e ‘Sete – O musical’. Esteve no elenco das novelas ‘Pé na Jaca’ e ‘Três Irmãs’ e da minissérie ‘JK’, entre outros trabalhos. ‘Confissões de Adolescente’ é seu primeiro grande trabalho no cinema. Ela vive Alice, personagem interpretada por Daniele Valente na série de TV.
Como começou a carreira artística?
Eu era um bebê bonitinho e, aos 2 anos, meu pai e minha avó me levaram para uma agência de atores. Fiz meu primeiro trabalho, aos 2 anos e meio, um especial de 10 anos da Xuxa.
Como foi sua escalação para viver a Alice?
A Marcela Altberg, produtora de elenco, nem chegou a me chamar no início dos testes, porque eu estava no elenco de ‘O Mágico de Oz’ e ela sabia que eu nunca faltava. Até então, nunca tinha faltado a nenhuma sessão de nenhum dos espetáculos que fiz! Mesmo doente, eu vou. Sou muito apegada aos meus personagens! E, se fizesse o filme, teria que abrir mão de algumas sessões. Mas, quando eu soube do projeto, quis participar. Seria a chance imperdível de trabalhar com o Daniel Filho e com uma história que é um ícone de adolescentes de diferentes gerações. Fui conversar com ele. Depois de uma hora e meia de conversa, ele, que já conhecia meu trabalho, me deu o papel. Durante um mês, passei algumas noites dormindo quase nada para dar conta do espetáculo e das filmagens – e tive que ser substituída em algumas sessões.
Você se identifica com os conflitos pelos quais passa Alice no filme?
Hoje não mais. A Alice tem 16 e eu tenho 20, estou mais perto da idade da Tina. Mas acho que, de alguma maneira, a gente se identifica com todas as quatro meninas porque passamos por aquilo tudo: primeiro beijo, primeira menstruação, primeira transa, o primeiro amor, a escolha da profissão, o desinteresse por aquele menino que a gente gostou por anos...
Você esteve no elenco do filme ‘Didi quer ser criança’ aos 11 anos, e depois não teve outra participação em longas-metragens até agora. Como foi para você esta nova experiência?
Considero ‘Confissões de adolescente’ o meu primeiro longa de verdade, já que eu era muito criança quando fiz ‘Didi’. Foi tudo muito novo! Só tenho a agradecer a generosidade da equipe nesse sentido, que teve muita paciência e nos explicava tudo. O grande trauma foi a falta de maquiagem! (risos). Não podíamos usar base, blush, rímel, nada! Abdicamos de toda a beleza.
No filme, você tem uma cena de nudez parcial, como já havia acontecido na peça ‘O Despertar da Primavera’. Você lida bem com isso?
Quando a nudez não é gratuita, tem um propósito na obra, é tudo muito tranquilo. Tanto em ‘Confissões’ quando em ‘Despertar’, a personagem está descobrindo a sexualidade. No caso do filme, cada gesto que fizemos em cada cena, cada movimento foi muito ensaiado, o que facilitou bastante. A gente sempre gravava de primeira.


Quando começou a carreira nos musicais?
Quando eu fiz 13 anos, eu dei a sorte de estar no período do boom dos musicais. Foi quando eu fiz a 1ª audição, para ‘A Noviça Rebelde’, e passei. Desde então, fiz vários musicais como: ‘Sete – O musical’, ‘O Despertar da Primavera’, ‘O Violinista no Telhado’ e três meses da temporada de ‘Beatles num Céu de Diamantes’. E agora vou fazer o sétimo: o musical sobre Chico Buarque, que a dupla Charles Moeller e Claudio Botelho vai estrear em 2014.

Clara Tiezzi
Aos 14 anos, Clara faz sua estreia no cinema com ‘Confissões de Adolescente’. Ela será Karina, personagem interpretado por Deborah Secco na série de TV. Clara ficou conhecida por interpretar a blogueira Mabi na novela Ti-ti-ti (TV Globo, 2010). Atualmente está no ar como a Clara, de ‘Malhação’, e já fez parte do elenco de ‘Rebeldes’ (Rede Record). Ela era Mariana e sua personagem era fã de Alice Albuquerque (Sophia Abrahão) e tentava imitá-la em tudo. Sua carreira começou cedo, aos 4 anos, quando entrou em um curso de teatro. Sua estreia na TV foi aos sete, em ‘Teca na TV’.
Como você começou na carreira de atriz?
Comecei aos 4 anos. Minha mãe viu um encarte de aula de teatro e perguntou se eu tinha interesse em fazer uma aula experimental. Eu fui e adorei! Então me inscrevi em uma agência e comecei a fazer propagandas para TV. Aos sete anos fiz a Teca, no ‘Teca na TV’, e não parei mais. Em 2010, fiz a novela ‘Ti-ti-ti’ e agora estou em ‘Malhação’.
Como surgiu a oportunidade para participar de ‘Confissões de Adolescente’?
Minha empresária me indicou para eu fazer o teste para o filme e eu fui. Foram umas duas ou três fases até eu conseguir o papel. Foi minha primeira experiência no cinema! Maravilhoso! Foi genial, muito, muito, muito, muito bom! Cinema, teatro e televisão são as minhas maiores paixões.
Você nunca tinha feito cinema. Como foi essa experiência, comparada às anteriores em TV?
Eu amo cinema por causa das suas pausas, do sentimento, tudo nele fica mais intenso. Na TV, tudo é mais dinâmico. Eu gostaria de fazer mais coisas no cinema no futuro. Uma pessoa que eu admiro muito, muito, muito pela carreira no cinema é a Dira Paes.
Como foi trabalhar com o Daniel Filho?
Foi muito bom! Trabalhar com o Daniel Filho é uma escola. Ele é um dos maiores diretores do país, se não for o principal. Foi muito gratificante.

Como você se preparou para o papel?
Na verdade, eu criei muito da Karina da minha própria cabeça. O Daniel pediu para a gente não ver a série e entregava o texto só no dia da gravação.
Qual a sua relação com o Confissões de Adolescente? Você tem diário?
Quando entrei para o elenco, eu sabia do que o ‘Confissões’ se tratava, mas nunca vi nenhuma das versões. Quando eu era menor, com uns 6 anos, era fanática por diários. Tive uns três ou quatro, que ainda guardo em casa. Um deles tinha sete cadeados! Era literalmente guardado a sete chaves (risos). Acho muito bonitinho, mas hoje não tenho mais, a gente acaba trocando as prioridades quando cresce.
Você se identifica com a Karina? Quais são as principais semelhanças e diferenças?
A Karina e eu não temos nada em comum! Ela se veste mais largada, tem a confiança baixa... Eu sou menininha, mais feminina. Ela é superantenada em tecnologia, é surreal! Eu sou ligada nessas coisas, mas não que nem ela. A forma que a Karina escolhe para ajudar em casa é consertando computadores, eu brinco que ela é praticamente uma hacker!
Vocês só recebiam o roteiro no próprio dia das gravações. Qual diferencial essa técnica proporcionou?
Eu só fui descobrir o que acontecia com a minha personagem quando fui ver o filme. Tinha cenas em que eu tinha que entrar irritada sem nem saber o motivo (risos).
Quais são seus próximos projetos?
No momento, estou no ar em Malhação como a Clara. Também continuo estudando, estou no 9º ano. Estou doida para voltar ao teatro! Espero que isso aconteça logo.
Cássio Gabus Mendes
Filho do teledramaturgo Cassiano Gabus Mendes, Cássio Gabus Mendes começou a carreira na Rede Globo, onde participou de novelas de grande sucesso como ‘Vale Tudo’, ‘Tieta do Agreste’, ‘Tropicaliente’, ‘Insensato Coração’ – atualmente, está no elenco da atual novela das 19h, ‘Além do Horizonte’, no papel de Jorge. Também participou de minisséries de sucesso na emissora, como ‘Anos Rebeldes’, na qual viveu o militante político João Alfredo. No cinema, conta com outras parcerias com o diretor Daniel Filho (em ‘Se eu Fosse Você 2’ e ‘Chico Xavier’), e, mais recentemente, participou dos longas ‘Bruna Surfistinha’ e ‘Assalto ao Banco Central’.


Como foi o convite para viver o Paulo?
Foi tudo muito simples. Eu e Daniel Filho já temos uma relação antiga de trabalho. Então, ele me ligou, perguntando se eu queria fazer o pai das adolescentes e eu disse: ‘quero’ (risos). É a verdade, foi simples assim.
O seu tio, Luiz Gustavo, interpretou o pai das meninas na série de TV. Você assistiu ao programa, teve algum tipo de inspiração dali na construção do personagem?
Eu tenho umas imagens na série na cabeça, mas lembro pouco, nada muito concreto. E também não procurei assistir. O Daniel Filho é muito objetivo, sabe exatamente o que quer, o que facilita bastante o dia a dia no set. Mas, ao mesmo tempo, sempre está aberto a ouvir as sugestões que você tenha. Cheguei às filmagens em um momento em que as meninas já estavam todas ensaiadas – e elas são todas muito profissionais, centradas. Tudo isso facilitou todo o processo do trabalho.
Qual a sua relação com o universo adolescente?
Tenho uma enteada e sobrinhos, mas que já passaram da adolescência. Mas claro que você acaba tendo uma convivência com esse universo de alguma maneira. Acho que o desafio do roteiro foi justamente este: atualizar a história de 20 anos atrás. Afinal, os costumes são outros. Nesse sentido, houve um trabalho de pesquisa muito poderoso, o que, novamente, facilitou muito o nosso trabalho.
Pode nos falar um pouco sobre o Jorge, seu personagem na novela Além do Horizonte?
A novela é cercada de mistérios, num clima meio ‘Lost’ (seriado americano). Não posso contar muita coisa porque é segredo. E não é segredo meu, não. Eu mesmo não sei o que vai acontecer! (risos). Sei que o Jorge é uma espécie de líder que recruta pessoas para ingressarem em um grupo que busca a felicidade a todo custo.
Lereby

Fundada em 1998 pelo diretor, ator, produtor e cineasta Daniel Filho, a Lereby está relacionada – como produtora, co-produtora ou produtora associada – a filmes de importância cultural e a grandes bilheterias brasileiras. Em uma década de existência, a Lereby traz em seu currículo longas-metragens como ‘Chico Xavier’ (2010), ‘Tempos de paz’ (2009), ‘Se eu fosse você 2’ (2009), ‘Primo Basílio’ (2007), ‘Muito gelo e dois dedos d’água’ (2006), ‘Se eu fosse você’ (2006), ‘A Dona da História’ (2004), ‘Cazuza - O Tempo Não Pára’ (2004), ‘Sexo, amor e traição’ (2004), e ‘A Partilha’ (2001). Como produtora associada, foi corresponsável pelos sucessos ‘2 filhos de Francisco’ (2005), ‘Carandiru’ (2003), ‘Cidade de Deus’ (2002) e ‘O Auto da Compadecida’ (2000), entre muitos outros. Usando a prática adquirida em comunicação e produções cinematográficas, a Lereby cada vez mais diversifica seu foco, investindo em outras áreas e mídias, como televisão, teatro e DVDs.



Sony Pictures Entertainment

Sony Pictures Entertainment (SPE) é uma divisão da Sony Corporation of America, uma subsidiária da Sony Corporation, baseada em Tóquio. As operações globais da SPE incluem a produção e a distribuição de filmes de cinema e produções de televisão; a aquisição e a distribuição de homevideo; um canal de TV global; a criação e a distribuição de conteúdo digital; a operação de estúdios de produção; o desenvolvimento de novas tecnologias, produtos e serviços de entretenimento; e a distribuição de produções de entretenimento em 140 países. A Sony Pictures Entertainment pode ser encontrada na Internet no endereço http://www.sonypictures.com.


Globo Filmes

Desde 1998, a Globo Filmes já participou de mais de 140 filmes, levando ao público o que há de melhor no cinema brasileiro. Com a missão de contribuir para o fortalecimento da indústria audiovisual nacional, a filmografia contempla vários gêneros, como comédias, infantis, romances, dramas e aventuras, apostando em obras que valorizam a cultura brasileira. A Globo Filmes participou de alguns dos maiores sucessos de público e de crítica como 'Tropa de Elite 2', 'Se Eu Fosse Você 2', '2 Filhos de Francisco', ‘O Palhaço’, ‘Xingu’, 'Carandiru', 'Nosso Lar' e 'Cidade de Deus' – com quatro indicações ao Oscar. Suas atividades se baseiam em uma associação de excelência com produtores independentes e distribuidores nacionais e internacionais.


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