Um coveiro de aspecto esquálido, veio cobrir com terra aquela tumba



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Encontro22.07.2017
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O Estranho

Ele era um jovem estranho, pouco sabia-se a seu respeito, habitava um sobrado triste e lúgubre, seus hábitos eram noturnos como um morcego vampiresco sedento de sangue.


Ele era o mais estranho da rua, não conversava nas aulas, não dava um pio sequer, julgavam-no mudo, poucas vezes ouvi a sua voz, era como a brisa murmurando, estranho ele era, como o sobrado e como a sina e o mistério que o envolvia.
Seu caminhar triste e descompassado sempre interrompia os risos e alegrias dos meninos, como um cometa passando em meio as estrelas luminosas, com um brilho gélido em sua alma, o seu andar nos incomodava e nos enchia de curiosidade, era impossível permanecer calados quando ele passava.
Uma fria manhã de novembro, quando o sol não estava fulgente, resolvemos seguir os passos do abjeto garoto sombrio. Andava de modo mecânico sem ao menos olhar para trás, nem sequer o ziguezague das libélulas e borboletas, chamavam a sua atenção, ele andava margeando o lago até o cemitério da cidade.
Neste momento todos estavam cheios de espanto e pavor, ao ver o local estranho em que o mesmo entrara, seguimos trêmulos os seus passos, observando atônitos e perplexos o estranho, que pôs-se a cavar a terra fofa, e de lá tirar um caixão que estava submerso alguns palmos do solo, ele abriu, deitou, e gritou:
- Septus, Septus, venha me enterrar ! Mal podíamos acreditar na cena que se desenrolava diante de nossos olhos incrédulos.
Um coveiro de aspecto esquálido, veio cobrir com terra aquela tumba.
Corremos, e espalhamos o fato que mal acreditávamos, o menino estranho , era de fato um morto, o sobrado o local de assombração e nunca havíamos notado que estudávamos com o morto.
Na manhã seguinte, todos falavam sobre o ocorrido, quando ele entrou, deixando a todos sem fôlego, com medo, não encarava a ninguém como de costume.
Decidimos segui-lo, novamente com canivetes e facas nas mochilas prevenindo uma possível reação a nossa presença. Dessa vez ele não foi para o cemitério e sim para o antigo sobrado, o que não sabíamos é que há muito estava abandonado, morcegos, corujas e teias de aranha decoravam o ambiente. Nossas lanternas mal iluminavam o ambiente, quando vimos dezenas de corpos desmembrados espalhados pelas paredes, fugimos pressurosamente, gritando sem olhar para trás.
A noite eu não conseguia dormir, um vento incomum entrava pela janela, derrubando papeis, levantando a cortina,eu podia ver ele em tudo, quando o sono finalmente tomou conta de mim, sonhei... eu via a janela abrindo-se com uma forte ventania, e de um feixe de luz da lua, ele descia gradualmente sobre mim, eu queria poder pedir ajuda, mas a afasia me impedia, cada vez mais perto se aproximava, eu sentia o seu hálito e o medo apoderava-se de meu coração, quando ele me diz- Eu sou você, eu sou você... Mas eu não conseguia compreender quem ele era e nem mesmo quem eu era, ele estava em mim e eu nele, até que eu pude entender que ele era parte de mim, guardado nos recônditos do íntimo, o meu eu de que eu detestava, pela estranha morbidez de sempre, pelas moradas sombrias da solidão, ele era eu, eu descobri-me nele, na morte que fazia-se dia após dia de modo não tão explícito quanto nele, nunca me amarei então.
Estranho II

No silêncio sepulcral do necrotério, andava o coveiro solitário, andando por entre as cruzes de cimento, cumprindo em densas trevas juramento, demônios nos seus ouvidos sussurravam, como a brisa que agita as folhas ressequidas, já não suporta o peso da vida.


Pisando entre outras vidas sepultadas, um som escuta, um agouro de coruja, como se da tumba gemesse, uma alma sem descanso que murmura.
Um pensamento forte que não ousa, murmurar mesmo estando sozinho, o cemitério é dos mortos o ninho em que as almas não podiam voar, tendo a noite como um manto, uma negra proteção.
Os sonhos fantasiosos misturam aos pesadelos da realidade, e desterra uma bela virgem, enamorado por suas formas não exita, em apalpar a carne que depois feneceria putrefata, olhando os olhos serenos que não abriam, amou-a à luz da lua em uma lápide, pensamentos que não ousara sequer arquitetar, o desejo induziu a agir sem não pensar, o pensamento ousa sem antes mensurar, ações desmedidas do instinto animal, sobre a sepultura a morte e a vida.
A lua lá brilhava intensamente, clareando as cruzes e mausoléus, os anjos com trombetas que anunciam o escarcéu, junto dos espíritos mortos testemunhava, a união da morte e da vida.
O que não ousou pensar ocorria, sem o mesmo saber o porquê, são sentimentos que afloram e não se medem, há uma força negra em todos nós.
A morte anda espreitando a todos, o coveiro ama e em prazeres enamora, a noiva fantasma pálida que não cora, levanta-se com uma mancha indelével na alma, e rostos desfigurados testemunham o crime, um coro espectral de soluços e lamentos, não pode-se mensurar maior tormento, nem há elo mais forte que o remorso, desgostoso com o macabro consórcio, uma corda acha, solução material não pensada, sobe os galhos de árvores e mergulha na profusão negra do nada, misterioso destino igualmente nos aguarda, o pescoço quebra, a corda pende, a saliva escorre e a terra sente, enamorado de amor ele se mata, para encontrar no inferno a sentença, apaixonado por uma defunta se desgraça.
Estranho III

Andava calmamente andando pela rua que ladeia o cemitério, mil pensamentos vinham como vagas batendo no cais, o ímpeto de uma premonição macabra e a estranheza de um dejavú me assombram. Foi em uma fatídica tarde quando o sol esmorecia e lentamente despedia-se de minha cidade que parti.


Um carro desgovernado feito uma bala perdida atingiu-me em cheio, o sangue escorria pela minha boca, vidros penetravam meu corpo, o impacto me deixara inconsciente, só lembro de um negro pássaro cortando o céu.
Depois eu acordei, mas não enxergava nada, tudo estava escuro e gélido, considerava estar no inferno, comecei a bater desesperadamente na porta, quando dei por mim, percebia o que ocorria, tateei o teto tão próximo a mim e me dera conta de que havia sido... havia sido enterrado vivo !!! Desespero e agitação tomaram conta de meus pensamentos, eu arranhava a porta do féretro, gritava por auxílio, seria o meu fim, pensava? Morrerei duas vezes? Por um buraco um feixe de luz do luar iluminou o interior do mausoléu, crânios me fitavam tendo ainda carne por roer, tudo era horrível, órbitas vazias eram moradas de baratas e vermes que roíam as carnes apodrecidas, o forte odor fétido me ensandecia, os gritos eram cada vez maiores, já havia sangue em meus punhos,a voz estava ficando rouca, considerei que já não havia mais o que fazer a não ser fazer parte do reino da morte que me cercava.
Morrer duas vezes, tudo o que eu não considerava, tudo o que mais temia. Apaguei... agora o sol iluminava minhas órbitas, irritando-as, um vaivém de passos me deixara alegre, comecei a gritar e a pedir por ajuda, mas todos corriam gritando assustados pelos gritos, atribuíam a um fantasma, mas por felicidade, um coveiro escutou os meus rogos, e fui salvo a tempo do leito da morte.
Mas o remorso e o medo tomaram conta de meu coração, dia após dia considerava vingança pelo laudo que me deram, processos não iam limpar a mancha indelével de ser enterrado com vida, queria que pudessem experimentar o mesmo.
Arquitetei uma vingança, segui os passos do médico que me dera com morto, e invadi a sua casa, levava comigo um martelo, golpeei ele sem que o mesmo pudesse esboçar alguma reação, ele morava sozinho, sua família estava morando em Portugal, foi perfeito, abri uma cova no quintal da sua casa e o joguei na vala, mas ele estava ainda inconsciente, desisti do projeto até que ele acordasse, cada sirene de polícia me afastava, pus uma fita em sua boca para que o mesmo não pedisse auxílio, enterrei-o à altura do pescoço, ele acordou, logo eu poderia consumir a minha vingança, ele acordou assustado olhando com olhos clementes, e comecei a cobrir a sua cabeça até que o mesmo morresse.
O Estranho IV

Eu vi entre as brumas, leões, eles tentavam devorar-me, seus dentes e bocas esfomeadas estavam cheios de sangue, eu estive apavorado nesse momento. Meu coração começou a bater célere e meu olhar estava assustado, foi tão real dizia a mim mesmo, foi tão real!


De repente eu acordo do êxtase provocado pelo sono e começo a pensar se o pesadelo tem algum significado em minha vida ou se devo ignorá-lo, começo a considerar que possa ser algo em minha vida, mas ao mesmo tempo já tive tantos sonhos e pesadelos que não fizeram a mínima diferença, mas sempre acabo me perguntando, é real?
Preferia voar  por entre os vales verdejantes, e ver entre as nuvens de algodão os córregos que correm sinuosos, entretanto, vejo que há um mundo paralelo em nosso subconsciente.
Começo a pensar em fatos estranhos e ideias absurdas que não ousaria contar com receio de ser chamado de louco, seria o mundo dos sonhos uma outra dimensão ? Uma vida em um outro planeta conectada à minha, divago... percebo que minhas ideias são mais absurdas que o sonho, mas do que seria minha vida sem os pensamentos? É neles em que eu sou tudo e quando acordo não sou nada, o mundo fantástico da minha mente tornou-se mais aprazível que essa realidade repleta de desafios, obstáculos e inimigos.
Apesar de tentar distrair-me, não consigo tirar da minha mente a ferocidade nos olhos dos leões, o trovejar dos mesmos que rugiam, a boca sedenta de carne humana, e ao lembrar da imagem meu coração começa a palpitar como um cavalo sem rédeas, sonhos e pesadelos, surgem em muitas noites, impressionam meu coração e mente, ecoam em meus pensamentos como palavras gritadas em cavernas. Lembro-me de uma mulher que morreu de um pesadelo, parece exagero, mas não foi, no sonho ela via um ente querido ser esquartejado por um homem sem face, a imagem foi tecida com tanta verossimilhança que impressionada morreu de um ataque cardíaco.
Pensamentos em Loucura

Ser ou não ser eis a questão?


Estou aqui ou não, quem são vocês? Quem os deixou entrar em minha vida, qual o sentido dela e o propósito implícito de todo esse sistema de farsas? Eu não sei o sentido da vida ou se ela é desprovida de sentido, mas aonde encontrar, difícil resposta quando se prescruta o mesmo em todo lugar.
Não está na religião ou ideologia, nem nas mais profundas reflexões que faço no íntimo do meu ser, a vida é louca, isso mesmo é louca, Erasmo de Roterdã sabe disso, os loucos que julgam ser Napoleão também sabem, que não há sentido em toda essa loucura entediante que é a vida, apenas o prazer, apenas o prazer dá algum sentido a todo esse circo lúgubre e colorido.
O formigueiro

Ela anda pela exuberância do jardim, labutando em prol de sua família, são muitos obstáculos que passa até chegar ao formigueiro, lá chegando uma multidão como ela em seus labores, lutam por um pedaço de pão, por migalhas, não pertencem a realeza sempre servida, não tivera a mesma sorte de uma rainha.


O labor aliena a todos a sua volta, só trabalham, só trabalham, e tudo para não morrer, não há diversão ou entretenimento no formigueiro, só o trabalho de sempre e os perigos fora ou dentro dele. Mas em seu cotidiano o marasmo não a impede de calcar o orvalho dos céus, de ver as flores que brilham quando o sol ergue-se preguiçoso.
Ela trabalha, trabalha para não morrer, esse é o único propósito de sua vida.

Desilusão

Desilusão


A vida é uma estrada que não sabemos onde vai dar,caminhamos por esta vereda tortuosa,por este caminho cheio de mágoas,tristezas e infelicidade,muitas vezes pensei em desistir de tudo,não tenho vergonha de assumir as minhas fraquezas,o fato é que minha vida se tornou como o sal que perdeu o sabor,só sirvo para ser pisado pelos homens.Queria encontrar forças para lutar,busquei força nas Igrejas,em orações,foi neste momento que mais me achei sem destino ou felicidade,nada me deixa feliz agora,achei que se me esforçasse ao máximo eu poderia mudar o meu destino,mas os deuses traçaram a minha vida com muita sabedoria e astúcia,não sei se os deuses são amigos ou se são inimigos,se fossem amigos eu não temeria,pois só temo o que possa representar perigo à minha alma.

Meu Semblante no Espelho

Já me pediram para sorrir mas,o rosto expressa o que está escondido em nosso íntimo,não posso esconder meu desgosto,minha amargura,meu estado de espírito varia raramente,não tenho receio de expressar meus sentimentos,expressá-los até me consola,compartilho minha dor para me livrar dela,não consigo reter o que está no meu peito.


Eu te amo e odeio sem desistir de nossos sonhos.
Correntes

Sinto a dor da alma,minha alma geme,estou preso a grilhões pesados,o fardo em minhas costas é muito pesado,já busquei ser feliz,me conformei sendo infeliz.


Amo a vida,e eu também odeio,tudo neste mundo nos causa amor e ódio,é a essência de todas as coisas,é o pesar das aflições,é o despertar da alma.Tantas verdades se tornam mentiras,e o que aparentemente era mentira se revelou em verdade,a vida é feita de momentos tristes e alegres,sempre estamos à procura de dias cheios de luz,mas a verdade é que os dias cheios de trevas são mais comuns na vida,por isso eu me acostumei com os insucessos,afinal um barco naufragado nada mais tem a temer.
A agonia cearense

O mar verte lágrimas, sangra em rios caudalosos que refrescam as paragens do semiárido, toda a extensão estéril é beijada pelas águas, as planícies verdejam, e o solo sedento embebeda-se da água como um ébrio que sorve o seu aguardente.


As cicatrizes do solo são chagas densas e profundas,mas a água que cai nas quadras chuvosas faz com que flores brotem no mandacaru com seus espinhos que ferem, no horizonte da janela de minha casa, vejo no horizonte as serras deitadas preguiçosas banhadas pelo sol que brilha mais alegre quando as folhas começam a gotejar emocionadas nas árvores da caatinga.
Uma aquarela de cores, e do meu carro ,suspirando voo em pensamentos como o carcará em alto voo, despreocupado e indiferente no céu azul, riachos serpenteiam nas grotas, pela estrada caminhões pesados, carros, motos que se aventuram em alta velocidade, cruzes em vias tortuosas e fatais, o rio continua o seu trajeto serpenteando e levando vida e esperança.
 As montanhas altas e imponentes da Meruoca se vestem das nuvens mais puras, e uma bruma aos poucos invade as ruas apagando o fim dos caminhos, tornando tudo um mistério, um vazio.
O que é a vida ? Uma ferida magoada, uma dor contínua, o que é a vida? Um pesadelo doente que toma o sonho por bebida e se embriaga de fantasias? Sei o que me espera, eu sei o que me espera, a morte é inevitável , o rio é a vida que se mata no mar , eu sei que é a morte é doce e sei que a vida é amarga, o amor não é sofrimento, o amor é amor, o ódio é o ódio, parece tão lógico mas minha mente me conduz à loucura em passos descompassados.

Oração ao Senhor

Deus a Ti peço sabedoria, derrama bênçãos sobre mim, perdoe os meus pecados, limpa-me e purifica-me e o meu coração impuro tornar-se-á limpo como um rio de águas cristalinas.


Ajuda-me a amar o meu semelhante como Tu amaste a mim, ajuda-me a amar, pois amar não é uma obrigação, é um mandamento de Tuas sagradas e poderosas mãos.
Perdoe o meu passado transgressor, entrego em Tuas santas mãos o meu coração ferido. O pecado me envolveu com sua tentação, mas me arrependo profundamente de todos os atos que o Senhor não aprova, o pecado é uma armadilha, ele nos envolve, mas a Ti tudo é possível, os cegos enxergam, os surdos ouvem, os coxos andam, a tempestade cessa, muitas maravilhas nos acontecem por Tuas mãos, sei que existem milagres, tudo é um milagre ó Pai Celeste quando vem de Tuas mãos, minha vida e tudo o que sou, a minha família e todos a quem amo, e os que não amo também ó Pai, são teus filhos, o teu amor é sublime, homem algum pode alcançar, o filho que estava em teu seio nos revelou esse imenso amor, em suas atitudes para com os filhos dos homens , a Ti Senhor e rei agradeço, pela vida que tenho, pelas adversidades que sobrepujei, por todos os pecados que lavei no sangue do Cordeiro pelo poder da santa expiação, te pedimos força e esperança para perseverar firmes em nossos propósitos.
Em nome de Jesus Cristo, amém.

Oração do pecador arrependido

Pai pequei contra os céus e contra Ti, desviei-me da senda da retidão, trilhei o caminho largo e espaçoso, por onde os ímpios seguem nesciamente, arrependo-me de ter pecado, arrependo-me de ter feito más escolhas, que a Tua misericórdia se estenda sobre mim.


Pai, eu creio na Tua palavra, Tua promessa vive em mim e eu vivo em ti.
Creio nos teus desígnios , mesmo sem compreender os planos traçados pela divina providência.
Pai pequei contra os céus e contra Ti, desviei-me das fontes das águas da vida, Tu és o meu amparo e consolo, a Ti dedicarei a minha vida, amarei ao meu próximo como Tu amaste a mim, traçaste com sabedoria os caminhos cuja minha inteligência não consegue discernir, eu creio Pai no poder que redime, nas palavras de vida eterna, na graça abundante de Teus amado Filho nosso Senhor Jesus Cristo, creio na expiação e em seu abundante amor, me abandono em ti Senhor, pois a ti está entregue o meu coração em nome de Jesus Cristo, amém.
Oração por mais amor

Eu oro pelas crianças esquálidas e com fome,


Eu peço pelos gemidos que desejam comida,
Eu oro pelos mendigos sem teto e lar,
Eu peço pelos policiais que arriscam as suas vidas,
Eu oro pelos bombeiros enfrentando chamas,
Pelo órfão desconsolado, pelo ente querido que partiu,
Pela esperança para que esta não pereça.
Eu peço pelo meu país, para que este mude.
Eu oro pedindo a união das famílias,
Eu oro pedindo mais amor.
Eu oro pedindo mais amor.
Eu clamo para que todos possam amar ao próximo,
Que todos possam pensar nos sofrimentos alheios,
Que todos possam viver em união
No entanto é fato a dura separação,
Todos temos livre-arbítrio,
Mas todos desejamos a luz e não as trevas.
Despedaçado

O tempo passa e me maltrata, seu olhar me despedaça, seus braços me laçam, um sorriso lindo como o sol radiante, assim é cada instante ao seu lado, nos meus dias os pensamentos me trazem até você, nas minhas noites os meus sonhos me levam até você, seja acordado ou não dedico com sinceridade o meu coração.


O amor é um sentimento inexplicável, o mais doce por tornar-se o mair amargo, mas como o mel que as flores destilam ele é sempre agradável à alma, sua presença me acalma, estando distante ou não carrego-te no mais profundo lugar do meu coração.
Um segredo que está explícito a todos, te levo em todos os lugares no meu peito, amo a tua imagem que não se equipara da Terra as mais belas paisagens, assim és tu com sua beleza, tornando as cascatas, borboletas e rochedos meros detalhes obsoletos a ornar aonde calca teus pés, te amo e nunca vou me esquecer, do deserto fez-se um oásis em meu ser.
A Profundeza de teu Olhar

Nas montanhas mais belas, nas aquarelas da aurora, o sol de teu olhar vem me amar, vem me amar, no mar do amor aonde quero me afogar, como flores perfumadas que exalam a doçura dos sentimentos, assim são os teus olhos de me fitam ao longe.


Como não amar o seu sorriso? Seria uma tarefa impossível, mergulho na profundeza do seu olhar e me encontro nele, há algo que em ti que os sentimentos se confundem, a razão vacila, os pensamentos turvam como as brumas que ocultam os finais dos caminhos.
És bela como as flores beijadas pelos furtivos colibris, doce como o perfume das manhãs, sua beleza me encanta e toca os recônditos de meu íntimo, e me sinto a cada dia mais apaixonado por esse teu olhar que é como um mar de amor, um oceano sem cor, onde mergulho a minha dor e por um instante esqueço até de mim na profundeza de teu olhar.

Moça, a flor de mandacaru

Ela é uma menina tão doce e feminina


Uma flor do sertão pura e cristalina,
Quando vi seu sorriso nem acreditei,
Desde o primeiro momento eu te amei.
Como a flor do mandacaru florando na seca,
É o teu olhar e o teu corpo que me aceita.
Ela é uma menina que virou mulher,
Tem um perfume de rosas como ela é
A mulher que sabe o que quer.
E a ela fiz poesias e cantorias,
Pus para fora todas as minhas alegrias
que magia é te amar.
Ela é uma menina que tem toda doçura
Feito mel destilando ou a doce rapadura,
cujo coração doce também é duro,
Mas pode ser derretido tudo isso graças
A um amor dado pelo marido
Mãe

Já fazem nove anos que você se foi, parece que foi ontem que a triste noite chegou e te levou sem que eu pudesse te dar um abraço, o câncer já te vencia e eu esperançoso por você ter feito a quimioterapia imaginava que você ia ficar bem, foi triste ver o que a medicação fez a sua vaidade, foi triste te olhar no espelho e não enxergar a mãe da minha infância, quando me levava à escola contrariada por minhas evasões às aulas.


Nunca me esquecerei de sua fé em Jesus, mesmo não concordando com a sua religião, dentro dela você tinha fé, e foi essa fé que lhe deu forças para lutar contra o câncer. Foi triste não poder te dar um último abraço quando a ambulância chegou e te levaram, foi a última vez que eu te vi, não despertei ainda de que não te tenho mais na minha vida, mas vive sempre em meu coração. A família não é mais a mesma sem você, nem sei mais se posso chamar de família, porque você era o elo que nos unia, e agora repousa, mas guardo o teu olhar vigilante de amor, o teu carinho, o teu sorriso, nunca me esquecerei de você .
Ingrata

Te encontrei numa linda manhã de frio,


Dentro de mim eu estava tão vazio,
Quando te vi passar, eu nem acreditei,
Você me apaixonou e eu te procurei.
E aquele amor foi tão forte, tive sorte de ter amado assim
Queria ter você só pra mim, que pena não foi assim.
E aquele amor se tornou uma ferida, uma chaga aberta no
Meu coração, um motivo a mais de emoção
Que destruiu toda a minha ilusão.
Te encontrei um dia por acaso, eu quisera desviar de ti na rua,
Pois ainda lembro do seu corpo toda nua, e do olhar profundo
que me mata, você ainda permanece toda ingrata
Você me apaixonou e eu te procurei, parece que foi tudo em vão
Te dei amor e o meu pobre coração, não acreditava ser tudo ilus

Mãe

Já fazem nove anos que você se foi, parece que foi ontem que a triste noite chegou e te levou sem que eu pudesse te dar um abraço, o câncer já te vencia e eu esperançoso por você ter feito a quimioterapia imaginava que você ia ficar bem, foi triste ver o que a medicação fez a sua vaidade, foi triste te olhar no espelho e não enxergar a mãe da minha infância, quando me levava à escola contrariada por minhas evasões às aulas.


Nunca me esquecerei de sua fé em Jesus, mesmo não concordando com a sua religião, dentro dela você tinha fé, e foi essa fé que lhe deu forças para lutar contra o câncer. Foi triste não poder te dar um último abraço quando a ambulância chegou e te levaram, foi a última vez que eu te vi, não despertei ainda de que não te tenho mais na minha vida, mas vive sempre em meu coração. A família não é mais a mesma sem você, nem sei mais se posso chamar de família, porque você era o elo que nos unia, e agora repousa, mas guardo o teu olhar vigilante de amor, o teu carinho, o teu sorriso, nunca me esquecerei de você.
Triste alegria

Uma brisa murmura, o sol sorri, ergue-se imponente no céu, e meus pensamentos passam por mim, me levando como folhas ressequidas e sem vida, tantos momentos de reflexões profundas, sem mudanças significativas.


Um estrondo corta a tranquila manhã, as balas são expelidas em cada viela suja e torpe, mais um tomba e eu indiferente, vejo inconsequente o findar que me espera.
A psicose e a paranoia, o medo e o tempo, tudo são feridas expostas e a minha alma esmorece, o sol lá nas alturas continua a brilhar, mas seus raios e seu brilho, não penetra meu corpo débil.
São tantas reflexões que aos poucos o sol é eclipsado, e tudo torna-se trevas, mesmo quando já raia o sol amarelado, como a lua pouco iluminada a minha alma geme dentro de mim.
É preciso mudar, é preciso vencer, é preciso ter fama, ter poder, ter dinheiro, ter amor, ter tudo e mesmo que tudo que se almeje seja conquistado, a insatisfação sempre será como o encontro da lua com o sol, ou seja, impossível de ocorrer.

Pensando sozinho

Estamos sempre esperando um dia que parece não chegar nunca, estamos esperando a morte quando tudo parece sem jeito, o que nos impulsiona é a espera incansável por dias melhores.


O nosso cotidiano está cheio de mal, sempre há heróis e inimigos nas nossas batalhas diárias, mas Deus é poderoso para nos proteger.
Às vezes são necessárias batalhas para sermos vitoriosos, o momento que você está passando pode parecer sem solução, mas quem é você para determinar a sua sorte? Nem mesmo os cabelos da cabeça podemos mudar, nós não fazemos as regras, estamos inseridos nelas, não é o homem mais do que seu Criador, nem é o servo maior que o seu patrão, devemos ser humildes, Deus é poderoso para nos elevar, o importante é estar em paz em seu interior, as tempestades são assustadoras eu sei, mas a tranquilidade é um remédio que podemos sentir, não queira saber a verdade de todas as coisas, se assim fosse, muitos de nossos encantos perderiam todo o seu brilho, o que realmente importa é buscar as gotas de felicidade que a vida proporciona, porque não a felicidade duradoura, nem mesmo um mal infinito, a vida vai te ensinar que é preciso cair às vezes, e erguer-se com feridas que ao passar do tempo cicatrizarão, a vida é uma dádiva que é eclipsada pela nossa visão, ou por nossa sorte.
Cemitério de Sonhos

Das tumbas esfomeadas de mortos, ouço um brado


De corpos cadavéricos e putrefatos, cujo espírito
Clama por vingança, sedentos de si, sedentos de amor
Nas tumbas a claustrofobia inquietante, ouço um lamento
É a morte um momento ou um vento que passa?
Como as brisas gélidas que eriçam os campos dourados
Jaz minha vida morta, jaz meu sonho que definha,
Morre a aurora com suas cores, e o sol esmorece se pondo,
Sete palmos apenas, sete palmos profundos
Grita a voz rouca da consciência ensandecida, mesclando
O nada ao tudo, e tudo se desfaz como as folhas do pátio
Veja o que restou, olhe o que já não é
Veja que o tempo não para e tudo mais corre ao mesmo fim,
Nós nos destruímos e morremos em vida, posso ver
Dentro do meu íntimo um cemitério de sonhos
La Tristesse Durera Toujours

Perdão Pai se a fé morre em mim


Perdão se já não consigo mais estar em comunhão,
Perdão se não estou em comunhão,
Por que sofro ? Por que sofro?
Eu me comovo com meu passado,
Eu desfaleço a cada dia.
Olhos para o fim do túnel não há lume
Tudo é o mais triste e profundo negrume
Sinto a fraqueza ser fortaleza sobre mim
Transformando a luz em trevas dentro
Do coração.
Perdão se sou falho, se sou fraco
Perdão se sou humano, se estou vivo
Perdão em ser vil, se estou morto
Perdão se não há um rebento de esperança.
Por que sofro? Por que sofro?
Eu não me importo mais com nada,
Eu vou definhando sem perceber
Olho para os céus e vejo nuvens carregadas
De lume só a raios a iluminar a estrada
Sinto a fraqueza ser fortaleza sobre mim
Transformando a aquarela em um esboço cinza.
Elbow Street, mil reflexões em Sobral

Ando pelas ruas do centro da cidade de Sobral, reflexões me acompanham por onde quer que eu vá, calco o concreto entre papeis sujos, folhas rodopiam em ciranda, esta é a Elbow Street, com uma multidão a percorre-la diariamente e a saliva-la, esta é a Elbow Street.


Com suas luzes velhas cheias de insetos, tal qual um sistema solar em sua organização, e o bêbado está jogado, e o menino cheira cola, e o mendigo estende as mãos em busca de esmola, e o vaivém descompassado de pessoas de toda a região Norte do Ceará continua, gente de todas as classes, gente de todas as cores, a percorrer inconscientes o seu trajeto.
Na Elbow Street, na Elbow Street...
No Beco do Cotovelo, um conjunto salivado, onde livros velhos são vendidos, onde um quadro é pintado, uma aquarela surreal que nos faz escapar nem que seja por um segundo da triste realidade, do alcóolatra debruçado em seu vômito, do menino que cheira a cola buscando um escape, do mendigo que granjeou uns poucos trocados.
Esta é a Elbow Street, no Beco do Cotovelo.

Inverno no Ceará

Vejo a natureza e toda a sua exuberância, o sol ergue-se preguiçoso dardejando os seus raios, as folhas gotejam o orvalho, as flores desabrocham exalando a sua fragrância.


Colibris enamorados voam, as flores amam, as flores vivem cheias de amor e delicadeza, o mel destila.
O rio corre sinuoso, serpenteando toda a extensão, corre o Acaraú pelo Ceará, as nuvens carregadas ameaçam desabar em lágrimas, as preces dos agricultores foram ouvidas, o céu está emocionado, pranteia sobre o árido estado, pranteia sobre a caatinga e sobre os cactos que floresceram.
Assim é o inverno, com suas nuvens enchendo de esperança a todas as pessoas, molhando o chão dantes cicatrizado e marcado.
Sepulta-me no peito

Enterra-me ó magro coveiro!


Fere o solo com tua pá,finca tua pá sobre a terra fofa,calcula sete palmos,já ouço as preces esperançosas de lábios trêmulos,de olhos piedosos,já vejo as flores sem perfume,vejo a vida murchar,o murmúrio das preces,os óculos escuros que estampam no reflexo o caixão sendo baixado,velas queimam chorosas,o sol cai lento,morre no horizonte melancólico.

Depressa coveiro!Cubra-me de terra,neste mundo só sofri!Meu mausoléu engolirá o que o mundo cuspiu e vomitou enojado,minha vida,esta ferida a respirar! Chaga incurável!Que eu não seja lembrado,enterrem-me em seus cérebros!

Sepulta-me no peito morena linda!Pertenço ao Inferno,e sempre pertenci às trevas exteriores onde há choro e ranger de dentes,esqueçam homenagens póstumas para aquele que em vida sempre foi desprezado por todos que sempre e muito amou,não é no céu meu lar,é na sepultura que quero estar.
Poente

Vejo as ondas do mar beijando a orla,umedecendo a areia da praia,vagas serenas batem sobre os rochedos,o vento melodioso sopra descabelando as palmeiras,ondas tão serenas que findam na praia,é como um trem que com seu destino apressa sua marcha,como uma bolha de  sabão que se desprende e flutua.A realidade por vezes se assemelha a uma moldura.


Minhas pegadas na areia são vaidades passageiras,e o sol se afoga no oceano rosa,gaivotas voam tendo como limite a linha que se extende ao horizonte.Sem descanso meus sonhos se convertem em tristes devaneios,posso ouvir no barulho do mar espectros do abismo clamando do fundo.
Tristes reflexões me confundem,me alicerço em uma ilusão,a tristeza transborda,ela parece me rodear,nas sombras projetadas sobre o concreto frio,nos semblantes abatidos que passam por mim sem que eu saiba para onde ,você pode sentir a amargura da minha taça que transborda.
A desilusão da ilusão

Solitário como uma cruz de cemitério torta e vestida de musgo,como flores em decomposição,eu suspiro de saudade,preencho meu coração de vazio,a tarde invade,com seus raios esmorecidos,o sol débil perde seu brilho,o céu sereno e calmo aos poucos escurece e é riscado por estrelas.


Você ficou como parte de mim,mal me afasto de ti e logo me sinto incompleto.
Eu sentia minha alma se encher de vida,ainda me lembro de bons momentos,estas memórias são exumadas quando perdo meus olhos no mar,teus olhos eram como o mar glauco,desfilava na campina,calcando com os pés gráceis o orvalho das manhãs,pálida como os anjos das celestes cortes,teu sorriso era como o sol após a tempestade,quando ele dardeja seus raios quentes sobre a campina,o teu perfume invadia as manhãs,tudo não passou de ilusão,mas sonho que se sonha só é pesadelo.
Dia dos Finados

Tantos sorrisos, sonhos e alegrias estão sepultadas a sete palmos,


Tantas lembranças vivas, fotos e flores que perderam a cor, tantas datas
apregoadas com uma história latente, tantos sorrisos de mortes prematuras aonde o sol outrora brilhava intensamente, agora reina a mais densa negrura.
Sei que estás bem não estando aqui, pena que eu não sei pra onde vocês vão, não acredito em nenhum plano de redenção, mas quisera crer nem mesmo que por ilusão na ressurreição.
Sinto que foi ontem que partiu, parece aqueles dias em que viajava pra longe, sempre estou esperando a sua volta, penso que não morreu, embora os fatos contradigam a minha viva esperança que eu nutro em meu peito, não sei se aonde estás haverão flores, amores, cachoeiras e borboletas caindo, um sol poente esmorecendo, mas sei que a única certeza que temos em meio as dúvidas é a morte.
Sei que um dia partirei não sei pra onde, se ressuscitarei ou queimarei no fogo eterno não sei, se nada disso existe e meu corpo putrefato é o paraíso pós-morte que pensei, tudo o que eu sei é que deixa saudades, um sorriso ao sol,os cabelos ao vento e os doces colóquios.

Acordar de um sonho lindo é despertar para um pesadelo eterno

As horas passam e se arrastam como lagartas fatigadas.


Como a areia que decola de uma duna e se dissipa no céu,tornando-se nada.
O bem faz bem,o mal faz mal,não ache que o bem te trará algum mal,nem ache que o mal te fará algum bem.
As horas passam e a minha dor aumenta,como se cada minuto fosse uma pancada,bate o relógio e não tenho mais o tempo que passou,é frustante e ora doce perder-se em pensamentos do passado.
O relógio está sempre apressado quanto estamos sentindo prazer,o relógio está sempre devagar quando nós sofremos,ele é sádico e indiferente,o destino se confunde com o tempo,ambos trabalham juntos,e nós sempre nos maravilhamos como pode ser tão perfeito esta parceria entre tempo e destino.
O bem faz bem,o mal faz mal,não ache que o bem te trará algum mal,nem ache que o mal te fará algum bem
A noite acordado,perdido em reflexões tristes que me fazem exumar o passado em vagos pensamentos,aonde me perdi?Olhando a cidade como uma constelação artificial de postes que estão refletidos nas águas plácidas,pela janela sinto a brisa gélida da serra sobre minha face.
O bem faz bem,o mal faz mal,não ache que o bem te trará algum mal,nem ache que o mal te fará algum bem
 Ouço passos longínquos que despertam o ladrar dos cães,olho para as janelas vizinhas que dormem tranquilas na noite serena,o passado é lembrado e tem gosto amargo,imagino quantos mais como eu agora dormem ou estão acordados,e imagino quem vai no ônibus que se aventura as três da madrugada cortando o silêncio sepulcral.
O bem faz bem,o mal faz mal,não ache que o bem te trará algum mal,nem ache que o mal te fará algum bem
 Gosto das noites e detesto as tardes,nas noites reino e impero fujo do mundo que me cerca e encontro o meu mundo,as estrelas fixas lá em cima brilham como lágrimas,a lua garbosa se veste de nuvens douradas,está ornada de estrelas,iluminando as pedras do calçamento.
O bem faz bem,o mal faz mal,não ache que o bem te trará algum mal,nem ache que o mal te fará algum bem
 Vive em mim tua imagem ,tal como no deserto uma miragem,nas noites delírios me acordam,mais triste é descobrir que a vida é maior que o pesadelo que aflige.
Flor seca

Já não tem o tom da cor viva,


A flor esmorece tingindo o mundo cinza,
Ela falece e dela só resta o orvalho, o pranto.
Já não tem mais o tom da cor viva,
Já não destila o mel de outrora.
O tempo é o inimigo mais cruel,
Deixa lembranças como chagas expostas,
E o aroma antes agradável em profusão,
Hoje é putrefato triste sensação.
E na juventude a morte com seus olhos magros,
Levou-te por um amor não conquistado,
Já não há mais vida em ti ó flor,
que pranteia orvalhos como córregos ligeiros,
e agora seca sem cheiro, sem flor, sem nada,
é varrida no pátio de concreto frio.
Já não tem a cor viva,
O rubro empalideceu, o mundo está cinza,
Já não há o perfume de outrora, antes em
Dedos delicados acariciada, agora aos pés
imundos é calcada, no célere passo indiferente
dos pedestres que tem similar destino.
RECEITA PARA UM SUICÍDIO

Os ingredientes para a receita são:


1 Coração partido
0 de Esperança
100 % de Inconformação
100%  de Desgosto
Veneno
Modo de Preparo :
    Adicione no coração partido, toda a Inconformação, quando o coração estiver preenchido de Inconformação, adicione todo o Desgosto, o Veneno é acrescentado à gosto.
Reflexão

A vida tem momentos deveras terríveis, muitos momentos desses me fizeram querer desistir do tudo, a morte de um ente querido é um golpe que não desejaria a ninguém, vejo que após a morte da minha família, ela perdeu todo o alicerce, sobretudo quando o destino me pôs por maior infortúnio uma madrasta que me odeia e só me inferniza, infelizmente temos de lutar contra pessoas assim,ao longo da vida, haverá pessoas em todas as esferas sociais, que por um motivo ou não vai nos odiar, mas como eu aprendi a lidar com isso ? Primeiro tentei o método cristão de amar os inimigos, desculpa,  mas esse método não funciona, pelo contrário as coisas tornaram-se pior, por isso busquei outro método, ignorar e isso tem funcionado. Fica a dica


O que é o ser humano?

Não será esquecido o grito mudo, ensurdecedor


Não será esquecido o olhar no breu do cego,
Somos reflexos do passado, tijolo a tijolo untado,
Somos o tudo e o nada.
Não será esquecido as mágoas que guardamos
Por mais que se tente disfarçar a borracha não
Apaga, é uma mancha indelével.
Não será esquecido a dor da tragédia, os momentos
Doces que logo cederam lugar a momentos amargos
Somos o tudo e o nada.
O universo da consciência e o reverso da inconsciência
O amor que se une ao ódio, produz seres humanos
Somos a raiva e o abraço, a violência e o beijo
A paixão e a cobiça.

Outra Vida

Deve haver em um outro lugar uma outra vida, não se sabe ao certo, ninguém voltou para contar, mas a vida continua, deve haver em outro lugar campos verdes por onde as crianças correm sem restrições e sem o medo.


Deve haver outra vida, ou outro mundo, escondido em algum lugar da vastidão do universo ou do nosso universo interior que contém a mesma vastidão das coisas, como o mundo é grande !!!! Além da visão tangível que nos cerca, um mundo inteiro de possibilidades e sonhos nasce e fenece dentro de nós mesmos.
Foco e Força

O tempo voa como um condor, alto e majestoso, tanto que para a nossa percepção parece impossível de ser alcançado, há tantos momentos belos que se encerram no passado, entretanto nem só de boas lembranças o passado é construído, o que ocorre é que tentamos nos esquecer de muitos momentos desesperadores e tristes, mas o presente sempre parecerá o pior ou melhor momento, e essa é a vida, não é construída de pétalas cheirosas, mas também das pétalas ressequidas e mal cheirosas que são os momentos difíceis de nossas vidas, mas como bons soldados devemos lutar para que esses momentos sejam superados e o vencer da batalha não vem da noite pro dia.É preciso empenho, foco e força, há momentos que cairemos, mas o bom é que nos ergueremos mais fortes e sólidos para enfrentar os desafios que virão.


Um Rio de Amor

Musa da minha inspiração, um sonho, uma emoção que revive em meu coração a mais doce e agradável ilusão que estar com você, venha durma aqui comigo, necessito do teu corpo, quero amá-la, deitar em meu leito, dar te mil beijos é tudo o que eu mais quero e desejo.


Vamos sentar-se à beira de um rio, à sombra de um ipê e trocar olhares e poesias, a sua voz é a mais doce e melodiosa sinfonia.
Quero você a cada momento, um segundo e a vida inteira, para desejar-te e proporcionar toda a felicidade.
Um rio de amor corre por entre os seixos dos rios, e eu sei que precipitará nas cascatas da vida, mas após tantas quedas o rio de amor, sereno, indo, beijará em encontro os verdes mares, aonde as vagas batem impetuosas.
Musa da minha inspiração, um sonho ou delírio, o prazer me enche de vida e eu te amo como se não houvesse amanhã, cada segundo e para sempre amarei você.
Há um corpo insepulto na Estrada

Nossos corpos são formados por carne e ossos, a vaidade é um mera ilusão, não somos nada, somos como a brisa murmurando nos campos que ninguém sabe ao certo para onde vai e nem pode determinar a sua origem.


Por anos a fio tentei entender a vida, busquei o seu sentido sem poder encontrá-lo, meu coração inquietou-se, considerei dezenas de vezes o suicídio como uma solução para uma dor que não cura, não passa, é a depressão que me acompanha como uma sombra emudecida.
Mas tenho de lutar contra os meus ímpetos de autodestruição, devo me permitir ser feliz, mesmo que a felicidade seja fragmentada em momentos, raros como joias, são momentos valiosos que me enchem de paixão e de amor pela vida.
Por mais que tentemos compreender, a vida guarda seus mistérios, nas coincidências do destino, no saber não desvendado. Eu sou um ser ambíguo em meu íntimo, habitam em mim o sol radiante e a negra lua que se reveste das mais garbosas nuvens.
E há um corpo insepulto na estrada, que causa nojo até aos abutres esfomeados por carne putrefata, mais um indigente apenas, um homem sem lei e sem Deus, abandonado à mercê do destino, como uma garrafa com uma mensagem flutuando nas vagas murmurantes. Aves agourentas e presságios de profetas não me sobressaltam, eu estou ciente do que me aguarda.
Infinito

Estrelas cintilam como fragmentos do sol, cometas viajam na dimensão do negro oceano, o nada se estende e se funde ao infinito, mil luas em valsas sincronizadas, é o espaço.


Dentro de uma cápsula o contemplo, comigo pessoas ao redor do mundo em diferentes países, olham para o céu limpo e contemplam a vastidão do Infinito.
Os planetas encerram vidas que nos esforçamos por descobrir, elas nos visitam em singelas aparições que muito fantasiamos, nos quasares e no buraco negro e faminto viajo, desbravando os 8 planetas do Sistema Solar.
Marte rubro e os Anéis de Saturno, a prateada Lua já dantes conquistada, o universo me fascina, uma paisagem gratuita, bela e pintada, ornamentando todas as galáxias.
O universo vive em expansão, levando a vida por onde passa, no gélido e vazio nada ele ligeiro vaga, levando o tudo.
Estrela Cadente

Você nunca me disse aquilo que queria ouvir,


Furtiva estrela cadente que risca os céus com faíscas,
Sem explicações para sua trajetória deixou uma
Cicatriz bem em minha memória.
Você entrou e se foi, tomando rumo ignorado,
desprezando as celestes leis, desafiando
Atirando-se para a morte como os demônios
Nos porcos.
Agora só resta as lembranças que se fizeram
Em cinza ao vento que sopra as noites cálidas.
Você entrou na minha órbita e se foi tomando
Rumo ignorado, apenas um momento luzidio.
Nem mais linhas poderei escrever a ti por mais
Que eu deseje, de tão célere que foi o fulgor
De teu espírito aleijado sobre o meu.
Estrela Querida

Tudo até pouco estava tão bem, o sol brilhava intenso dardejando os seus raios nos quintais nos quais roupas secavam e eram agitadas pela brisa do verão,eu aguardava ansioso para ver no céu a estrela de maior fulgor, o sol da minha vida já não me iluminava o coração, era aquela estrela que aparecera repentina que chamava mais a minha atenção, mas sem que eu pudesse perceber ela partiu, em direção ao abismo profundo, para fundir-se à negrura das coisas, ela partiu, para deixar-me novamente com o sol sem graça que ilumina em sua tediosa trajetória no céu, ela partiu, ela partiu, que desgraça ela se desfez e levou meu coração junto.


Explodindo em mil pedaços a si mesmo, fragmentada e incompleta, minha estrela agora são faíscas que desvanecem no espaço sideral.
A Morta

Do rubor de tua face corada fez-se a palidez, o teu calor agora era frio, o teu beijo não era mais cálido, teu suspiro tépido desvanecera por completo, jaz na praia de areias brancas adormecida para todo o sempre.


Estás morta, sem sorriso, com uma lágrima furtiva que molhou teus olhos, estás morta e com a paz que desejamos um dia.
Olhos sem vida voltados ao infinito, cabelos longos que não mais brilham, um sorriso pacífico e um olhar tão profundo quanto o universo, arquejou e debateu na praia, e com ela todos os sonhos de ser feliz, todos os sonhos de ter uma família novamente e um amor que nunca pôde desfrutar.
Morreste na praia e morreste em si, morreste o teu corpo no chão calcado, morreste nos corações amados, morreste na escola em que estudara, morreste na faculdade que iniciara, agora morta virou lembrança, um fantasma qualquer mencionada em certas datas ou e momentos de dor.
Com ela pereceram todos os sonhos e todos eles se converteram em pesadelos como as águas de um odre que se tornam em vinho, agora tentam substituí-la.


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