Turma 2011-2012 Módulo IV – Sonhos e Intuição Docentes



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Pós-Graduação Lato-Sensu em Psicologia Transpessoal

TURMA 2011-2012



- Módulo IV –

Sonhos e Intuição

Docentes:

Maria Isabel de Campos

Patrícia Pinna Bernardo

Vera P. Saldanha




Realização:



www.alubrat.org.br
TEXTO DE REFLEXÃO

Momento de Silêncio
Módulo IV: Jung – Sonhos e Criatividade
Sexta-Feira
O Sonho

Quando temos um sonho, devemos criar um campo de fé para que ele se realize. Ele pode surgir na inocência da nossa criança eterna, pode nos visitar na fértil imaginação adolescente ou pode encher os nossos olhos enquanto amadurecemos para a vida.

Esse campo que criamos é feito das sutilezas que o olhar de nossa Alma registra para se tornar realidade. O mundo está sendo criado a partir dos visionários que, corajosamente, dizem: “Eu tenho um sonho...”

O que eu sonho em parceria com a Alma torna-se realidade.
CAFÉ, Sônia. Meditando com os Anjos II, SP: Pensamento, 2002
Sábado
Despertar

Existem muitas maneiras de despertar, Há oi despertador do corpo, o despertar das nossas emoções e dos pensamentos que pedem a nossa atenção.

Á medida que acordamos para o sentido desses níveis do ser, compreendemos o que viemos fazer na Terra.

Quando o nosso “eu humano” acorda para perceber que formamos uma unidade como “eu divino”, imediatamente despertamos para o propósito de estarmos no mundo.

Só então podemos dizer que estamos “despertos”.

Desperto com a lua do sol interior que brilha através de mim.
CAFÉ, Sônia. Meditando com os Anjos II. SP: Pensamento, 2002

TAREFA
1º) Registrar um sonho. Realizar no tempo presente, como se estivesse acontecendo agora.
2º) Escolher uma das técnicas aprendidas no módulo de sonhos e aplicá-la no seu sonho, como se estivesse acontecendo agora.

Ex. Se escolher ampliação do sonho registrar o sonho, em tempo presente, continuar o texto com a ampliação registrando como se estivesse acontecendo agora.


3º) Identificar as sete etapas integrativas, considerar todo o processo: relato do sonho e material da técnica utilizada.

Ex. Se escolher ampliação do sonho registrar o sonho, no tempo presente, continuar o texto com a ampliação registrando como se estivesse acontecendo agora e identificar as sete etapas no texto como um todo: sonho + ampliação.



ÍNDICE
MÓDULO IV: Sonhos e Intuição
Ciclo Vigília e Sono ..............................................................................

Teoria dos Sonhos entre os Malaios ...................................................

Telepatia ..............................................................................................

Telepatia nos Escritos de Freud ..........................................................

Sonhos e Telepatia ..............................................................................

Sonhos e Ocultismo ............................................................................

O Significado Oculto dos Sonhos ........................................................

Uma Premonição Onírica Complicada ................................................

O Tema dos Três Escravos .................................................................

Outros Autores ....................................................................................

Bibliografia – Telepatia ........................................................................

Visualização Pré-Onírica .....................................................................

Psicodrama do Sonho .........................................................................

Resonhar Através da Imagem Guia ....................................................

Reconstrução Onírica ..........................................................................

Ampliação do Sonho ............................................................................

Passeio Onírico ....................................................................................

Técnicas de Incubação ........................................................................

Sonhos Lúcidos ....................................................................................

Bibliografia ............................................................................................

Anexo – O Eneagrama Sagrado ...........................................................

INTRODUÇÃO

Sonhos, criatividade e suas manifestações”


“ ... el acto de soñar es por si uma regresión a las tempranas circunstancias del soñador, uma resurrección de su infancia, com todos sus impulsos instintivos y sus formas expresivas. Detrás de esta infancia, individual se nos promete uma visión de la infancia filogenética y del desarollo de la raza humana ...”

S. Freud

(La interpretacion de los sueños – Tomo II – obras completas, p. 679)



CICLO VIGÍLIA E SONO

Parte I, cap. III do trabalho “Investigando memórias no período pré e Peri natal”.

Apresentado na FM/NEURO/UNICAMP 1993.

Vera P. Saldanha



Sono e sonho
Sabe-se hoje que o sono é um evento pertinente à vida biológica, necessário a seu equilíbrio e desenvolvimento.

Em 1937 Loomis e Davis descreveram os principais estágios do sono de acordo com sua profundidade, porém foram os trabalhos de Lhermite e Pieron que descreveram a necessidade do sono do organismo e as adaptações do sistema neurovegetativo e seus reflexos durante estes estados, diferenciado o sono regular profundo e lento do sono rápido com atividade cerebral intensa.

Magoun e Moruzzi, após a última Guerra Mundial, definiram as estruturas caudais do tronco cerebral, correlacionando o sistema reticular ativador ascendente como responsável pelo despertar.

As estruturas neurovegetativas dos sistemas nervosos funcionais altamente elaborados estariam vinculados ao sono.

O encéfalo é o ponto de chegada de todos os estímulos que chega, ao indivíduo. Está ligado ao resto do corpo pela medula espinal, pelos nervos motores e sensitivos, pelos centros neurovegetativos e pelos sistemas glandulares.

No embrião, o sistema nervoso é constituído pelo tubo neural em sua parte posterior em relação aos somitos do tronco, que se tornará a medula espinhal, enquanto que o cordencéfalo corresponderá aos somitos cefálicos; logo em seguida, o tubo neural se dobrará para formar o arquiencéfalo.

Nesse processo de dobramento, virá a seguir o metencéfalo, o mesencéfalo, o diencéfalo e o telencéfalo, gerando o esboço do cérebro primitivo do cérebro médio e do córtex. Alguns autores reúnem o cérebro primitivo médio sob o nome de arquiencéfalo, constituindo o ponto de controle de todas as vias de acesso à corticalidade e de todas as vias que daí provém (13).

Na região do bulbo até o hipotálamo há um tecido celular espesso chamado de substância reticular, essencial para o desenvolvimento do sono.

O mesencéfalo inclui as estruturas da motricidade espontânea, chamado de sistema piramidal (núcleos cinzentos centrais, núcleo caudado, pallidum, putamen) ou “striatum”, e o metencéfalo os reflexos vitais e automáticos, com as estruturas do tálamo e o sistema hipotálamo-hipofisiário.

Neste ponto convergem influxos sensoriais, auditivos, visuais, táteis, antes de serem projetados para o neocórtex e na volta para o striatum. É a sede de ligações sensoriais. Crick o considera como centro das experiências conscientes. Neste nível a substância reticular difunde suas redes terminais em direção aos núcleos intraliminares.

O tálamo controla o hipotálamo, porém, o hipotálamo participa do sistema límbico, integrando as expressões emocionais e os componentes víscero-somáticos. As pulsões, os instintos primários como fome, desejo, medo, prazer, raiva, têm aqui sua indução.

O sistema límbico, como foi definido por Mac Lean, apresenta dois arcos anelados, um superior e outro inferior, separados pelos bulbos olfativos.

A via inferior ou segmento inferior do anel está sob o comando do núcleo amigdaloide. É a via dos afetos e do comportamento de autoconservação por meio dos circuitos de necessidades autoprotetoras, de agressão, proteção e alimentação.

A parte superior do anel, ou segunda via, veicula-se aos estados de expressão e sentimento, conservação, procriação, sociabilidade, orientação.

Os sistemas sensoriais convergem para os circuitos reverberantes do córtex límbico, que gera influxo para estruturas como hipocampo, hipotálamo e formação reticular e neocórtex, posteriormente. O neocórtex, contudo, não é essencial ao sono. O mecanismo do sono recorre às estruturas mais antigas sendo, portanto, o arquiencéfalo de grande importância à organização do sono. É de responsabilidade do córtex límbico surgir o estado de motivação e de expressão emocional.

Tais aspectos são necessários à memorização das experiências. Estas estruturas intervêm diretamente no sonho através do sono.

Numerosos trabalhos evidenciam hoje correlação do sono REM em quantidade e qualidade como fator de aprendizagem e veiculadas aos processos de memória.

As pesquisas sobre sono foram ampliadas e avançaram a partir da eletrofisiologia.

O primeiro EEG em humanos data de 1929, através de Hans Berger, médico e assistente de Binswanger. Foi desacreditado no mundo científico, e só em 1938, com trabalhos de Jasper e Andrews, é que confirmaram suas teorias. Berger afirmava que o EEG era produzido pela totalidade do córtex e relacionava aos efeitos medicamentos sobre a eletrogênese, circulação cerebral, eventos cerebrais, epilepsia e as manifestações do sono.

Curiosamente suas pesquisas sobre as manifestações elétricas do cérebro tiveram origem, ao ser alcançado por uma manifestação telepática familiar, salvando-o de um acidente.

O eletroencefalograma só foi aceito em 1939, pela escola de Cambridge após a publicação dos trabalhos de Lord Adrion e de Matthews sobre o eletroencefalograma.

Neste período se identificou e confirmou mais ou menos três tipos de traçados cerebrais, constituindo os “ritmos”.

Ritmos beta – onda de despertar ativo, olhos abertos, com frequência de 14 a 50 ondas por segundo. Há ondas provocadas pela ativação do SNC (beta 2) e outras inibidas por outra ativação (beta 1).

Ondas delta, ondas de repouso cerebral, correspondem a menos de 4 ondas por segundo até 1 a cada 3 segundos. Aparece a infância, no sono profundo e nas moléstias graves do cérebro.

Ritmos alfa – ondas de despertar calmo, olhos fechados, repouso, atividade cerebral moderada, com frequência de 8 a 23 por segundo.

Após houve a classificação de Loomis em 1938, que foi simplificada e aperfeiçoada em 1957 por Dement e Kleitman, descrevendo a evolução do sono em 4 estágios ou fases.

Estágio ou fase I – Adormecimento, caracterizando o nível psíquico por sinais de dissolução de consciência, com emissão de onda de baixa voltagem.

Fase II – sono leve, com movimentos oculares lentos e alterações neurovegetativas, ondas lentas de tensão elevada.

Fase III – Estágio de transição, constituído por ondas lentas do tipo delta; há um aprofundamento no estágio do sono.

Fase IV – sono profundo, trata-se do estágio delta. Nesta fase pode ocorrer sonambulismo e enurese.

Há também o sono REM, denominação atribuídas por Kleitman, seus alunos e Asenrinsky nos anos 50, em Chicago. Evidenciaram as diferentes organizações sensíveis de sono, no EEG, principalmente a diferenciação entre sono paradoxal (REM) e o sono tranquilo (NREM).

Observaram as oscilações pendulares lentas dos olhos que ocorrem durante o adormecimento, com breves fases de movimentos oculares rápidos.

Constatou-se que cada uma dessas manifestações eram bem caracterizas pelos traçados das ondas cerebrais, associando paradoxalmente um relaxamento muscular a uma avaliação eletrocortical intensa. Nesta fase ocorrem os sonhos, segundo Dement; daí a denominação de fase onírica do sono; porém, é possível ocorrer sonhos também em outras fases.

O sono REM (Rapid Eyes Movements) – é chamado também de sono paradoxal – SP – ou PMO (fases de movimentos oculares).

Provou-se que o sono REM é fisiologicamente vital, sendo que sua privação provoca angústia, irritabilidade, fadiga, dificuldade de aprendizagem, sendo fundamental para os mecanismos de consolidação da memória.

O significado funcional dos sonhos ainda é controvertido. Wilson Sanvito (23) coloca que se acredita que representa a liberação de mecanismos de memória.

P.Maginin (13) cita estes mecanismos da memória, afirmando que o sonho apura os sinais, os conceitos, os eventos e os fatos inscritos no registro de memória imediata, e pode intervir no mecanismo de transferência para a “memória de longa duração” após ter ocorrido a triagem, a escolha do útil, e do admissível, a rejeição do inútil e do perigoso, em todo caso reconhecido como tal pela outra análise de atividade cortical e subcortical, a dos processos límbicos, hipocâmpicos e amidalinos.

Jouvert acrescenta que o sonho assegura a reativação e alimentação dos circuitos nervosos, e toma operacionais os condicionamentos inatos nos sistemas nervosos. Dr. Jason Bimholz, do Rush Medical College, de Chicago, observou os dois tipos de sono, com movimentações características de cada um, através de ultrassom, no útero materno.

O fato de identificar o sono REM em fetos e recém-nascidos, fez com que as hipóteses sobre está área sejam polêmicas, com outros autores afirmando que o sono REM poderia significar uma atividade sem sonhos também, pois o recém-nascido não disporia de imagens oníricas.

A única certeza sobre sono e sonhos aceita pelos diferentes autores, é que de acordo com a classificação básica dos três tipos de cérebro, seguindo Mac Lean – o peptiliano – parte mais antiga que se assemelha com cérebro dos répteis, o paleomamífero advindo de mamíferos inferiores e o neomamífero, que seria o cérebro mais novo, com maior desenvolvimento nos primatas, especialmente no homem, o sonho seria uma função originada no complexo reptiliano e no sistema límbico, não exprimindo a parte racional do neocórtex.

No desenvolvimento fetal o processo do sono se identifica em torno de 30ª semana, alternando períodos de calma e de agitação. Essa dupla periodicidade dá origem à fases longas e breves e a um tipo de sono agitado que poderia estar relacionado às fases de sono paradoxal da mãe, ou sono REM.

É interessante se observar que as recentes pesquisas pré-natais (26) sugerem que o feto poderia se ligar nos pensamentos e sonhos de sua mãe, de tal maneira que os sonhos desta tornem-se os seus.

Raquel Soifer em seu livro Gravidez, Parto e Puerpério (22), enfatiza esta interação entre mãe e o feto através dos sonhos da mãe, caracterizando inclusive certas fases ou episódios da gestação com o respectivo sonho.

Na literatura psicanalítica encontramos também as referências do ano de 1909, S. Freud (7), p. 589, considerando certos conteúdos de sonhos angustiantes em adultos, como elementos das “fantasias” referentes à vida intrauterina do indivíduo... acrescenta ainda nesta mesma obra (7): * estas fantasias e pensamentos explicam o medo que certas pessoas têm em serem enterradas vivas, e o mais profundo fundamento inconsciente da crença em uma vida após a morte, que não é senão a projeção no futuro da obscura e misteriosa vida anterior ao nascimento*.

Para W.C. Dement, J.H. Muzil e H.P. Roofwarg, pesquisadores norte americanos, os períodos de sono REM são comparados a um treino do cérebro fetal para se desenvolver convenientemente.

Após a 25ª semana de gestação já podem ser detectadas ondas cerebrais, diferenciando se o feto dorme ou se está acordado.

Porém é na 32ª semana que o registro do EEG evidencia as fases do sono REM, que nos adultos significam a presença de sonhos.

Durante estas fases na vida fetal foram observadas alterações faciais, sorrisos, soluços, caretas, expressões faciais que sugerem perplexidade, desprezo, ceticismo. Ocorre também estremecimento no rosto e extremidades, alterações no ritmo dos batimentos cardíacos e respiratórios ... (29), p. 43.

Quanto ao recém-nascido, o sono paradoxal assume o lugar mais importante no sono, responsável pelo desenvolvimento do SNC, a razão de 200.000 neurônios ou circuitos neuronais criados por hora, caracterizando 60% do tempo total do sono.

Em 1995, Aserinsky e Kleitman, os quais deram grande impulso ao estudo do sono, observaram no recém-nascido cindo fases de vigília e de sono, que se desenvolvem durante um sono polifásico com média de sete etapas de vigília induzidas pela fome.

Estas fases de vigília dariam em torno de 8 horas em 24. Os ciclos de sono levam de 40 a 60 minutos e o sono agitado de 5 a 45 minutos. O sono cíclico (alternância entre sono paradoxal e sono profundo) varia de 15% a 50% - o agitado de 10$ a 60%, acompanhado de movimentos e mímica.

A partir da 6ª semana aparecem fusos correspondentes ao Estágio II ou Fase II, e no decorrer dos três primeiros meses aparece o sono paradoxal. A organização nervosa ocorre dos cinco meses até 4 anos.

Afirma-se que a atividade alfa só se torna característica no final da fase de crescimento, após mielinização e organização definitiva do sistema nervoso central.

Há uma unanimidade em todos os trabalhos sobre o período pré e Peri natal em se considerar o sono e o sono paradoxal, como vitais para o feto e o bebê, inclusive maturação cerebral, identificando-se nitidamente os estados diferenciados do estado de vigília e suas hipóteses correlacionadas aos processos de memória.




TEORIA DOS SONHOS ENTRE OS MALAIOS

Autor: Kilton Stewars – do livro “ALTERED STATES OF CONSCIOUSNESS” de Charles T. Tart


Tradução: Nilton Ferreira

Resumo: Rosiley J. Silva


Como membro de uma expedição científica viajando da inexplorada floresta equatorial da Cadeia de Montanha da Península Malasiana, em 1953, fui apresentado a uma tribo isolada de habitantes da selva, que empregavam métodos psicológicos e de relações interpessoais tão espantosos, que eles bem poderiam ter vindo de outro planeta. Este povo, o SENOI, vivia em uma grande comunidade de casas habilmente construídas de bambu e colmo. Mantinham-se pela agricultura, caça e pesca. Pela sua língua relacionam-se aos povos da Indonésia do Sul e Oeste e aos habitantes do Planalto da Indochina e, também pelas características físicas.

Foi o falecido H.D. Noone, o etnólogo governamental dos Estados Federativos da Malásia que me apresentou a este admirável grupo. Concordamos no argumento que este povo havia criado um sistema de relações interpessoais que no campo da psicologia está, talvez no mesmo nível que nossas conquistas em áreas tais como televisão, e física nuclear.

A psicologia senoi divide-se em duas categorias:

- Primeira: Interpretação do sonho

- Segunda: Expressão dos sonhos nos transes harmoniosos ou nas fantasias cooperativistas não ;é dada ao conhecimento dos jovens até a adolescência e serve para iniciar a criança na idade adulta. Depois da adolescência se ele se despende uma quantidade muito grande de tempo no estado de transe, o senoi passa a ser considerado um especialista em curas ou no uso de poderes extrassensoriais.

As interpretações do sonho, no entanto, fazem parte da educação infantil e é do conhecimento comum de todos os adultos senois.

Embora os senois não empreguem, claro, nosso sistema de terminologia, sua psicologia de interpretação dos sonhos poderia ser resumida no seguinte: o homem cria características ou imagens do mundo exterior em sua própria mente como parte do processo adaptativo. Algumas características (ou imagens) estão em conflito com ele e entre si mesmos. Uma vez internalizadas, estas imagens hostis viram o homem contra si próprio e contra seus companheiros.

Os senois acreditam que qualquer ser humano com o auxílio de seus companheiros pode desafiar, ser mestre, e utilizar verdadeiramente todos os seres e forças do universo dos sonhos.

Suas experiências os levam a crer que, se você cooperar com seus amigos ou combatê-los com boas intenções durante o dia, as suas imagens o ajudarão em seus sonhos, e que podem pedir ou receber ajuda e cooperação de todas as forças daquele lugar.

O sonho mais simples de ansiedade ou terror que encontrei entre os senois era o de queda. Quando uma criança senoi relata um sonho de queda, o adulto responde com entusiasmo – “Este é um sonho maravilhoso, um dos melhores sonhos que uma pessoa pode ter. Onde você caiu, e o que você descobriu?”. Ele faz o mesmo comentário quando a criança relata um sonho de escalada, viagem, voo ou um sonho sublime.

Os sonhos ensinam e creem que o sonhador – o “eu” de um sonho – deveria sempre avançar, atacar ao pressentir perigo, chamando as imagens de sonho de seus amigos se necessário, mas lutando por si até que os amigos cheguem. Em sonhos maus, os senois acreditam que amigos reais nunca irão atacar o sonhador ou recusar a ajudá-lo. Qualquer imagem de sonhos que apareça como um amigo hostil ou não cooperativo, ele estará apenas vestindo a máscara do amigo.

Examinemos alguns dos elementos dos processos sociais e psicológicos envolvidos neste tipo de interpretação de sonho:

PRIMEIRO, a criança recebe suporte social, por descobrir e relatar o que poderia ser chamado uma reação psíquica motivada por ansiedade. Este é o primeiro passo entre senois para convencer a criança que ela é aceitável à autoridade, mesmo quando ela revela como ela é interiormente.

SEGUNDO, descreve o trabalho de sua mente como racional, mesmo quando ele está dormindo. Para senois, é justo e razoável para a criança ajustar seu estado de tensão interna por si mesmo, como o é para uma criança ocidental fazer suas tarefas escolares.

TERCEIRO, a interpretação caracteriza a força que a criança sente no sonho, como um poder que ela pode controlar através de um processo de relaxamento e preparo mental, uma força que é tão sua, logo ele possa reclamá-la, dirigi-la.

QUARTO, a educação senoi indica que a ansiedade não é importante, somente em si mesma, mas que ela bloqueia o livre jogo da imaginação e da atividade criativa, que de outra maneira, os sonhos poderiam ajudar a crescer.

QUINTO, estabelece o princípio de que toda criança, deveria tomar decisões e chegar à resoluções em seus momentos de pensamento, à noite e durante o dia, e deveria assumir uma atitude responsável diante de todas as reações e forças psíquicas.

SEXTO, relaciona a criança com o fato de que ela pode controlar melhor suas reações psíquicas, expressando-as e tirando conclusões sobre elas, ao invés de reprimi-las.

SÉTIMIO, inicia a criança senoi dentro de uma maneira de pensar que será desenvolvida por todo o resto da sua vida, que assegura que o ser humano que conservar boas intenções para com seus companheiros e a comunicar suas reações psíquicas à eles para aprovação e críticas, será o supremo governante de todas as forças individuais do espírito.

Podemos dar este primeiro exemplo de interpretação e análise de sonho. O que dia à criança que existe um conteúdo claro no sonho, a raiz na qual ele tropeçou seus dedos, ou o fogo que queimou, ou indivíduo composto que o disciplinou. Mas, existe ainda um conteúdo latente no sonho, uma força que é potencialmente proveitosa, mas que irá importuná-lo até desafiar o conteúdo manifesto em um futuro sonho, e ao mesmo tempo persuadi-lo ou força-lo a fazer uma contribuição que será julgada proveitosa ou bonita pelo grupo, quando ele acordar.

Poderíamos chamar este tipo de interpretação de sugestão. A Tendência para perpetuar (quando dormindo), a imagem negativa de um mal personificado, é neutralizada no sonho por uma tendência similar à de perpetuar uma imagem positiva de uma autoridade social simpática.

Mesmo uma tendência em direção a uma fantasia improdutiva, é tratada efetivamente dentro da educação do sonho do senoi. Antes que a agressão, o egoísmo e o ciúme possam influenciar o comportamento social, as tensões expressas no estado do sonho permitido, torna-se o centro da ação social na qual eles são liberados sem serem destrutivos.

Meus apontamentos sobre a vida em sonhos, nos vários grupos de idade dos senois, indicam que o sonho pode e torna-se o mais profundo exemplo de pensamento criativo. Observando a vida dos senois, ocorreu-me a civilização moderna pode estar doente porque o homem destruiu ou deixou de desenvolver a metade do seu poder de pensar.


TELEPATIA
Luiz Carlos Garcia
O presente trabalho tem como finalidade pesquisar as ideias de S. Freud, sobre o fenômeno chamado Telepático. Procurei nas obras de Freud tudo aquilo que direta ou indiretamente estivesse relacionado ao assunto. O material encontrado não é muito farto. Freud mesmo disse que o material que ele possuía sobre a Telepatia era muito pobre.

O trabalho não tem pretensão alguma de dizer se existe ou não o fenômeno Telepático. Pretende apenas conhecer o que S. Freud e outros cientistas pensam do assunto.

Fiquei convencido que a única preocupação de Freud com a Telepatia é se ela poderia influir na elaboração Onírica. E ai parece ter sido genial, pois convence que mesmo existindo o fenômeno telepático este não esta livre do trabalho da elaboração onírica.

A mensagem telepática esta sujeita a Transformação e a Condensação.

Existindo ou não a Telepatia o trabalho sobre os sonhos não sofre ameaças.

TELEPATIA NOS ESCRITOS DE FREUD
Freud só tratou da Telepatia enquanto ligada aos sonhos, mas jamais reduziu o fenômeno a uma existência ligada a ele, porém não pesquisou nenhum material na vida de vigília.

Procurei os trabalhos de Freud em Ordem Cronológica de publicação pensando assim poder acompanhar possíveis modificações em seus escritos.



SONHOS E TELEPATIA
“Nada aprenderão deste meu trabalho sobre o enigma Telepático, nem mesmo saberão se acredito ou não em sua existência. Nesta ocasião propus-me a tarefa muito modesta de examinar a relação das ocorrências telepáticas em causa, seja qual for sua origem com os sonhos. Saberão que comumente se acredita ser muito íntima a conexão entre sonhos e telepatia, apresentarei a opinião de que ambos pouco tem a ver reciprocamente e que, mostrasse a existência de sonhos telepáticos a ser estabelecido, não haveria necessidade de modificar nossa concepção dos sonhos, em absoluto. O material em que se baseia o presente relato é muito tênue. Em primeiro lugar, devo expressar meu pesar de não poder fazer uso de meus próprios sonhos, como fiz quando escrevi a Interpretação dos Sonhos. Nunca tive um sonho telepático. Não que eu passasse sem sonhos do tipo que transmitem a impressão de que certo evento definido esta acontecendo em algum lugar distante, deixando ao que sonha decidir se o fato esta acontecendo naquele momento ou acontecerá em alguma época posterior. Também na vida desperta amiúde me dei conta de pressentimentos de acontecimentos distantes. Contudo, nenhuma dessas impressões previsões e premonições se realizaram. Não se demonstrou existir uma realidade externa correspondente a elas e, portanto, tiveram de ser encaradas como previsões puramente subjetivas.”

Em seguida Freud conta alguns sonhos que não se realizaram. No primeiro sonho ele vê o seu filho morto quando este estava em campo de batalha. O segundo vê suas sobrinhas que moravam na Inglaterra vestidas de preto e estas lhe dizem que haviam enterrado a mãe (cunhada de Freud.) na quinta-feira.

Após relatar ambos os sonhos e dizer que os mesmos não se realizaram Freud diz: espero que não contestem o valor do que acabo de relatar conquanto as experiências negativas tão pouco aqui quanto o fazem em assuntos ocultos. Estou bem ciente disso e não aduzi esses exemplos com intenção de provar algo ou de sub-repticiamente influenciar em algum sentido especifico. Meu único propósito foi explicar a pobreza de meu material. Outro fato por certo me parece de maior significação: durante cerca de 27 anos de trabalho como analista nunca me achei em posição de observar um sonho verdadeiramente telepático em qualquer de meus pacientes.”

SONHOS E OCULTISMO
“O ocultismo afirma a existência real daquelas coisas que existem entre o céu e a terra, e de que nada suspeita nossa filosofia. Mas de nossa parte não queremos engendrar por caminhos semelhantes, estamos dispostos a crer no que é possível crer... Nos propusemos proceder com essas coisas como qualquer outro material científico: verificar primeiro se tais processos são verdadeiramente observáveis e logo, e somente depois, quando sua efetividade não deixar nenhuma duvida, procurar encontrar explicação. Mas não se pode negar que esta decisão nos é dificultada por fatores intelectuais, psicológicos e históricos.

O caso é muito distinto de outras investigações. Vejamos primeiramente a dificuldade intelectual. Permitam me usar para maior claridade imagens concretas.

Supúnhamos que se trata do problema da constituição do interior da terra.

Nada seguro sabe sobre ela. Suspeitamos que se componha de materiais pesados em estado de incandescência. Também suponhamos que alguém sai afirmando que o interior da terra é água saturada de ácido carbônico, ou seja, uma espécie de gasosa.

Seguramente diremos que semelhante a;firmação é muito inverossímil, que contradiz todas nossas suposições e que não tem em conta nenhum daqueles pontos de apoio que nós sabemos que nos tem levado a eleger a hipótese dos metais em ignição. Também de todos os modos, não se trata de algo absolutamente inconcebível e se alguém nos mostra um caminho condizente à verificação da hipótese da gasosa, a seguiremos sem resistência.

Também logo outro investigador afirma que o núcleo da terra é feito de marmelada, ante esta afirmação nos conduziremos muito diferente. Diremos-nos que a marmelada não existe na natureza, que é um produto da cozinha humana, que a existência de tal material pressupõe árvores frutíferas e seus frutos e que ignoramos como poderíamos transferir ao interior da terra a vegetação e a arte culinária; o resultado de todas estas objeções intelectuais será uma virada de nossos interesses. Em lugar de empreender a investigação de que o núcleo da terra é verdadeiramente marmelada nos nós perguntaríamos que classe de homem pode ser o que possui tão inconcebível ideia e ainda mais em que se fundamenta sua ideia.

O desditado promotor da teoria da marmelada se sentirá altamente ofendido e nos acusará de negar, movidos por um prejuízo pretensiosamente científico, a validez objetiva de sua afirmação.

Desde o momento em que a vida nos impõe sua severa disciplina se cria uma resistência contra o rigor e a monotonia das leis do pensamento e contra as exigências da realidade. O terceiro fator é o fator histórico. Se chegarmos a convicção de que hoje em dia não se dão tais milagres nós temos a objeção de que apesar de tudo, puderam suceder em outros tempo. Sobretudo parece que os médiuns não se distinguem pelo seu caráter e sua maioria é composta por pessoas de baixo escalão moral. Nas seções celebradas com estes médiuns não se tem visto nada de útil por exemplo o acesso a uma nova fonte de energia”.*




  • Grifei o término da oração por ser esta teoria objeto de estudos da Psicologia Transpessoal e da Física Quântica.



O SIGNIFICADO OCULTO DOS SONHOS
S. Freud
“- Visto os próprios sonhos terem sempre sido coisas misteriosas, esses foram colocados em vinculação íntima com outros mistérios desconhecidos. Indubitavelmente, eles possuem um direito histórico a essa posição de vez que nas eras primeiras, quando nossa mitologia se formava, imagens oníricas podem ter tido um desempenho nas origens das ideias sobre espíritos. Dois tipos de sonhos podem ser considerados fenômenos ocultos: os sonhos proféticos e os sonhos telepáticos. Uma multidão incontável de testemunhas fala em favor de ambos, ao passo que contra os dois existe a aversão abstinada, ou talvez preconceituosa da ciência. Com efeito, não pode haver dúvidas de que existem coisas tais como sonhos proféticos, no sentido de seu conteúdo fornecer determinados tipo de retrato do futuro; a única questão é saber se essas predições coincidem em algum grau observável com o que, em realidade, subsequentemente acontece. Devo confessar que a esse respeito minha resolução em favor da imparcialidade me desampara.

A noção de que existe algum poder mental, afora um cálculo acurado, que possa prever detalhes de acontecimentos futuros , está por um lado, muitíssimo em contradição com todas as expectativas e suposições da ciência e, por outro , corresponde de muito perto a determinados desejos humanos antigos e familiares que a crítica tem de rejeitar como pretensões injustificáveis.

Tomadas em consideração a infidelidade, a credulidade e a inconvencibilidade da maioria desse relatos, juntamente com a possibilidade de falsificação da memória facilitados por causas emocionais e pela inevitabilidade de alguns acertos felizes, sou de opinião que, feito, isso, pode-se antecipar que o aspecto de sonhos proféticos verídicos desaparecerá no nada.

Neste ponto, porém, deve-se esclarecer com toda a nitidez que ninguém ainda sustentou estarem os fenômenos telepáticos – a recepção de um processo mental de uma pessoa para ;outra, por outros meios que não percepção sensorial relacionadas exclusivamente aos sonhos. Assim, mais uma vez a telepatia não constitui um problema onírico: nosso julgamento sobre ela existir ou não, não necessita basear-se em um estudo dos sonhos telepáticos.

Se submetermos relatórios de ocorrências telepáticas (ou pra falar mais exatamente de transmissão de pensamentos) à crítica que as histórias de outros eventos ocultos, resta uma considerável quantidade de matéria que não pode ser tão facilmente negligenciada. Ademais, é bem mais possível coletar observações e experiências próprias nesse campo que justificam uma atitude favorável para com o problema da telepatia, malgrado possam não ser suficientes para acarretar uma convicção segura.

“Chega-se a conclusão provisória de ser bem plausível que a telepatia realmente exista e que forneça o núcleo de verdade em muitas outras hipóteses que de outra maneira seriam incríveis”.

Freud continua seu artigo descrevendo uma predição de um adivinho profissional que não se realizou. A predição dizia respeito a uma senhora de 27 anos que sem a aliança de casamento procurou o adivinho a este lhe disse que ela casaria até aos 32 anos e teria dois filhos.”No decurso de experimentos em meu círculo particular tive, com frequência, a impressão de recordações intensa e emocionalmente coloridas podem ser transferidas com sucesso sem muita dificuldade. Se tiverem a coragem de submeter a um exame analítico as associações de pessoa a quem se supõe que o pensamento seja transferido, amiúde vem a luz correspondências que, de outra maneira, teriam permanecido irreveladas.

Com base em certo número de experiências, estou inclinado a concluir que uma transferência de pensamentos desse tipo ocorre de modo particularmente fácil no momento em que uma ideia emerge do inconsciente ou, em termos teóricos, quando ela passa do processo primário para o processo secundário. Apesar da cautela prescrita pela importância, novidade e obscuridade do assunto sinto que não seria justificado reter mais tempo essas considerações sobre o problema da telepatia. Tudo isso tem apenas a ver com os sonhos; se existem coisas como as mensagens telepáticas, não se pode desprezar a possibilidade de que elas alcancem alguém durante o sono e cheguem a sua consciência em um sonho. De fato, segundo a analogia de outros materiais perceptuais e intelectuais, na ainda a possibilidade de que mensagens telepáticas recebidas no curso do dia só possam ser tratadas durante um sonho da noite seguinte. Então, nada haveria de contraditório em o material telepaticamente comunicado ser modificado e transformado em sonho, como qualquer outro material. “Seria satisfatório se, com o auxílio da psicanálise, pudéssemos obter um maior e mais bem autenticado conhecimento da Telepatia.”



UMA PREMONIÇÃO ONÍRICA COMPLICADA
A senhora B., uma excelente pessoa, dotada dos mais agudo sentido crítico, me disse, sem conexão aparente com o resto da conversa e sem nenhuma segunda intenção, que em certa oportunidade sonhou que se encontrava com um amigo e antigo médico da família, o doutor K, em plena rua. Na manhã seguinte, passando por esta rua, se encontra efetivamente com esta pessoa no mesmo lugar que no sonho.

Freud diz que a senhora B, possuidora de sintomas neuróticos, passando certa manhã por esta rua vê o médico da família e se sente convencida de que na noite anterior sonhou com o referido médico.



O TEMA DOS TRÊS ESCRAVOS
No tema dos três escravos Freud retoma o tema da Telepatia descrevendo o seguinte sonho que lhe fora contado. “Há mais de dez anos, um homem muito inteligente me contou um sonho que desejava utilizar como prova da natureza telepática dos sonhos. Nele, vira um amigo ausente de que não recebia notícias por muito tempo e o censura por seu silêncio. Posteriormente descobriu-se que havia encontrado a morte por suicídio, aproximadamente a época do sonho. Permita-me deixar o problema da Telepatia de lado; entretanto não aparece haver qualquer dúvida de que aqui a nudez do sonho representa a morte nos sonhos. Freud analisa o sonho em relação ao seu simbolismo da morte.

OUTROS AUTORES
As ideias de Jung o Fenômeno da Telepatia.
JUNG parece ter tido experiências muito mais que Freud com o campo da fenomenologia que chamaremos paranormal. Sua própria vida e seus sonhos revelam tantos fenômenos inexplicáveis que somos obrigados a nos perguntar por que ele, psicanalista, o primeiro presidente da Associação de Psicanálise de Viena, vivia rodeado e presenciando tantos fenômenos desse tipo?

Jung cria o termo sincronicidade para exprimir uma coincidência significativa ou uma correspondência: a) entre um acontecimento psíquico e um acontecimento físico não ligados a uma relação casual.

b) entre sonhos, ideias análogas ou idênticas que ocorrem em lugares diferentes, sem que a causalidade possa explicar umas e outras manifestações.

Ambas parecem ter relação com o processo dos arquétipos do inconsciente. Minha preocupação com relação a psicologia dos processos inconsciente, diz Jung, obrigou-me há muito tempo, a procurar além da causalidade outro princípio de explicação, uma vez que o princípio da causalidade me parecia impróprio para explicar certos fenômenos surpreendentes da Psicologia do Inconsciente. “Encontrei assim fenômenos psicológicos paralelos, que não podiam ser ligados entre si casualmente, deviam ser ligados de outra forma por outro desenrolar de acontecimentos.“ Essa conexão de acontecimentos parecia-me ser essencialmente dada, por sua relativa similaridade, de onde o termo SINCRONÍSTICO.

Parece com efeito que o tempo longe de ser uma abstração, é um contínuo concreto, ele inclui certas qualidades ou condições fundamentais que se manifestam, simultaneamente, em lugares diferentes, com um paralelismo que não pode ser explicado pela causalidade. As coincidências de acontecimentos ligados pelo sentido são pensáveis como puro acaso. Mas quanto mais se multiplicam e mais a concordância é exata, mais sua probabilidade diminui.

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