Turma 2011-2012 Ageu Rodrigues Módulo X – Neurociências: Stress pós-traumático e Psicofármaco Docente



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Pós-Graduação Lato-Sensu em Psicologia Transpessoal

Turma 2011-2012

Ageu Rodrigues

- Módulo X –

Neurociências:

Stress pós-traumático e

Psicofármaco

Docente:

Márcia Aparecida Antonio

Julio Peres

Realização:

Alubrat


www.alubrat.org.br

Tarefa

Módulo X: Neurociências: stress pós-traumático e psicofármaco


  1. Ler a apostila, refletir e fazer síntese dos aspectos relevantes (pode apenas elencar em tópicos das ideias e conceitos centrais).

  2. Ler no capítulo 9 do livro: Teorias da Personalidade Maslow conceitos sobre auto-realização e fazer síntese dos aspectos relevantes (pode apenas elencar em tópicos as ideias e conceitos centrais

  3. Estabelecer relações entre os pressupostos da teoria de Neurociências e conceitos de A. Maslow sobre auto-realização.



Texto de Reflexão
Momento de Silêncio
Módulo X: Neurociências; stress pós-traumático e psico-fármaco

Sexta-feira

Perceber com clareza é o mesmo que ter a visão iluminada pela Luz da Alma. Podemos ficar livres da ignorância e ver corretamente quem somos. Sem omitir nada, sem reter nada, simplesmente fluiremos com a impermanência de cada momento, transformando-nos em testemunhas atentas desse dinamismo.

Ver “aquilo que é”, com os olhos da Alma, é estar livre da ignorância e ir ao encontro das alegrias da vida, na certeza de que não se perdeu nada.

Percebo corretamente, com fluidez e flexibilidade, cada instante da vida.

CAFÉ, Sônia. Meditando com os Anjos II. SP: Pensamento, 2002.


Sábado

Se sua atitude é positiva, você consegue enxergar muito além do que está na superfície. Perceba suas necessidades claramente, tenha certeza que elas serão supridas, e dê graças por isso. Nunca deixe de agradecer. A lei da gratidão é uma lei espiritual fundamental. Você consegue realmente ser grato por tudo? Você consegue ver o melhor em toda a situação?

(...) ponha esta lei em prática cada vez mais, especialmente quando se depara com uma situação difícil. Encare-a de frente e honestamente, depois de examiná-la de todos os ângulos possíveis, quando terminar você vai descobrir que a sua maneira de encará-la mudou totalmente.

O que a princípio parecia um desastre, agora é uma oportunidade e basta você decidir extrair o melhor de toda a situação para que esta oportunidade se torne um sucesso.

CADDY, Eileen. Abrindo portas interiores. SP: Triom, 2009.
ALUBRAT

Associação Luso Brasileira de Transpessoal



Módulo: Neurociências

Profª Márcia Aparecida Antonio

Sinapses e os Mecanismos de Neurotransmissão: O “Beijo” dos Neurônios

Correlações entre a Neuroquímica Cerebral e as Psicopatias
Fevereiro

2012

Neuroquímica

Fonte: Revista Eletrônica de Química

(HTTP://www.qmc.ufsc.br/qmcweb/artigos/neuroquimica.html)
Uma das áreas de pesquisa da química é a neuroquímica: a ciência que estuda a relação entre a estrutura química de certas moléculas e suas atividades no Sistema Nervoso Central (SNC). Como são transmitidos os impulsos nervosos? Como a informação é armazenada? O que são os neurotransmissores? Como é uma sinapse?
O sistema nervoso, juntamente com o sistema endócrino, é responsável pela maioria das funções do controle do organismo. O SNC pode ser comparado a um supercomputador, capaz de processar um número enorme de bits de informação, provenientes de diferentes órgãos sensoriais e, então, determinar a resposta a ser executada pelo organismo.
O modo de transmissão entre os neurônios, no cérebro, não é elétrico, e sim carreado por neurotransmissores, substancias químicas neuroativas liberadas no lado pré-sináptico da junção entre dois neurônios, a sinapse.
De toda a informação enviada pelos órgãos sensoriais, apenas 1% produz uma resposta do organismo: uma das principais funções do SNC é filtrar as informações que chegam – na verdade, 99% são simplesmente descartadas.
A sinapse é o ponto de contato entre um neurônio e o seu vizinho – um local próprio para a transmissão de sinais. Na sinapse, um neurônio (o pré-sináptico) libera neurotransmissores, que viajam pelo meio intercelulares, até os receptores sinápticos do neurônio seguinte (o pós-sináptico), desencadeando um potencial de ação no segundo neurônio. Os receptores são, na verdade, proteínas situadas na membrana celular do neurônio, que interagem com o neurotransmissor, provocando uma alteração conformacional em algumas regiões da membrana (como canais de sódio ou cloro). Isto produz uma polarização ou despolarização da membrana celular deste neurônio – é o impulso elétrico gerado por uma sinapse química!

A fenda sináptica tem, em geral, cerca de 250 angstrons.


Os terminais pré-sinápticos são regiões do neurônio ricas em duas estruturas internas importantes: as mitocôndrias e as vesículas sinápticas.
As vesículas são pequenas “bolsas” que carregam os neurotransmissores. Um estímulo químico ou elétrico pode causar a migração das vesículas para a membrana e consequente liberação dos neurotransmissores nas fendas sináptica.
O transmissor tem de ser sintetizado com extrema rapidez, porque a quantidade armazenada pelas vesículas só é suficiente para durar alguns minutos! A produção de neurotransmissores a partir de seus precursores torna-se possível pela presença de enzimas específicas, a custa de um dispêndio de energia, fornecida pelo ATP. Daí a importância das mitocôndrias responsáveis pela produção do ATP!
Chave e Fechadura
Uma vez na fenda sináptica, as moléculas do neurotransmissor têm acesso aos sítios receptores, situados em moléculas da membrana pós-sináptica e também da pré-sináptica. Tais sítios têm uma estrutura molecular particular que lhe permite reconhecer a molécula do transmissor, assim como uma fechadura reconhece sua chave (o modelo é chamado de lock and key).
A combinação do neurotransmissor com os receptores da membrana pós-sináptica produz uma alteração de sua configuração espacial ou deformação do receptor. Essa alteração conformacional faz com que o receptor abra canais iônicos específicos, modificando rapidamente a polaridade elétrica da membrana; alternativamente, ativam enzimas formadoras de mensageiros químicos no citoplasma do neurônio pós-sináptico, que por sua vez provocam alterações mais lentas e persistentes das propriedades elétricas da membrana neuronal ou, ainda, modificam a velocidade de reações químicas no citoplasma desse neurônio, alterando o seu funcionamento.
Drogas psicotrópicas
Algumas drogas com ação no SNC possuem uma estrutura química semelhante à de um neurotransmissor, podendo, então, se ligar ao sítio receptor. Na animação, note como todas as moléculas possuem alguns grupos “chaves” para a associação com o receptor.
Neurotransmissores
São substâncias liberadas quando o terminal do axônio de um neurônio pré-sináptico é excitado. Estas substâncias, então, viajam pela sinapse até a célula alvo, inibindo-a ou excitando-a. existem cerca de 30 neurotransmissores, que se dividem em 4 classes:
Classe 1: Acetilcolina
Acetilcolina é um éster, e é o único neurotransmissor desta classe. ACh foi primeiramente isolada em 1914 por Otto Loewi, um fisiologista alemão, que ganhou o Nobel em 1936. Loewi demonstrou que ACh é a substância liberada quando o nervo é estimulada, causando a diminuição dos batimentos cardíacos. É um neurotransmissor em muitos vertebrados, e, nos humanos, está associado como os processos de memória e aprendizagem.

Molécula de Acetilcolina


Classe 2: Aminas
As aminas são uma classe de compostos químicos orgânicos nitrogenados derivados do amoníaco (NH3). No sistema nervoso central (SNC) podemos encontrar os neurotransmissores noradrenalina e dopamina e perifericamente encontramos o hormônio adrenalina.

OH
HO NH2

HO Noradrenalina HO NH2 HO Adrenalina OH HO H

N



Dopamina

H

N



HO NH2

Serotonina (5-hidroxpitriptamina, SHT)
Além de ser um precursor para a síntese da noradrenalina, a dopamina atua como um neurotransmissor em certas sinapses, regulando canais de potássio e cálcio na membrana pós-sináptica. Distúrbios nestas sinapses estão relacionadas com o Mal de Parkinson e a esquizofrenia.

Já a serotonina parece ser um dos mais importantes neurotransmissores: alterações no nível de 5-HT estão relacionadas com variações no padrão de comportamento, como o sono, os impulsos sexuais, humor, entre outros. Além do cérebro, está presente em vários órgãos no corpo humano, e é um potente vasoconstrictor.


Classe 3: Aminoácidos
Vários aminoácidos existem em grandes concentrações no cérebro. Como muitos são precursores e/ou metabólitos de muitas reações no cérebro, fica difícil saber se são ou não neurotransmissores. Alguns, entretanto, comprovadamente possuem neuroatividade, inibindo ou excitando a membrana pós-sináptica. Entre eles, os exemplos abaixo:

o

H2H



OH

Gama-aminobutírico (GABA)

o

H2V CH



Glicina

o o

HO OH

NH2


Glutamato
Classe 4: Peptídeos
Alguns peptídeos (macromoléculas formadas por uma dada sequência de aminoácidos) são também neurotransmissores. Entre estes a Insulina, que além de ser um hormônio também é um neurotransmissor. E outros peptídeos, como a endorfina e a oxitocina.
A Memória
O armazenamento de informação pelo cérebro é chamado de memória, sendo também função da sinapse. Cada vez que um determinado impulso sensorial particular passa através de uma sequência de sinapses, essas sinapses tornam-se mais capazes de transmitir o mesmo impulso da próxima vez, processo este conhecido como facilitação. Após o impulso sensorial ter passado através da sinapse um grande número de vezes, as sinapses tornam-se tão facilitadas que os impulsos gerados dentro do próprio encéfalo também podem causar transmissão de impulsos através da mesma sequência de sinapses, mesmo sem a entrada de estímulo sensorial. Isto dá a pessoa a sensação e experimentar a situação original, embora, na realidade, se trate apenas da memória daquela sensação.
O receptor químico da Felicidade
A planta cannabis, mais precisamente o THC, possui um efeito sobre o sistema nervoso central particular. O chocolate, embora em menor intensidade, também apresenta efeitos semelhantes no SNC.

Ambos são capazes de aliviar a ansiedade e induzir a uma situação de tranquilidade e relaxamento. Pesquisadores do Neurosciences Institute de San Diego publicaram um artigo na revista Nature (Piomelli et al., Nature, 382, 677- 8, 1996), mostrando que as substâncias neuroativas presentes no chocolate se ligam, no SNC, aos mesmos receptores que o THC. Estas substâncias são chamadas de anandamidas, que são produzidas naturalmente no SNC, e se ligam ao receptor do prazer. O arquidonil etanol amida, mais tarde chamado de anandamidas, foi primeiramente isolado pelo químico israelense Raphael Mechoulan, em 1992.


Um artigo publicado na revista Science, por Derkinderen e colaboradores (Science, v. 273, 5282, Sept 20 1996), apresentou evidências bioquímicas em testes com ratos, de que as andamidas estão associadas a “quebra” de certas sinapses, isto é, tem efeito negativo sobre o aprendizado e a memória. Um trabalho do departamento de agricultura dos EUA (USDA) indicou o uso de anandamida como sedativo natural para suínos: uma tentativa de aliviar a situação de stress para o porco, evitar lutas, aumentar o apetite e reduzir os movimentos do animal. Ratos desmemoriados e porcos felizes...
A membrana do neurônio
A membrana plasmática de um neurônio é semipermeável: altamente permeável aos íons K+ e fracamente permeável aos íons Na+. No fluído extracelular, a eletroneutralidade é preservada por um balanço entre uma alta [Na+] e uma alta [Cl-], assim como pequenas quantidade de íons como bicarbonato, fosfato, sulfato e outros. No citoplasma, onde [K+] é alta, a [Cl-] é muito menor daquela necessária para balancear a soma das cargas positivas. A eletroneutralidade é, então, mantida por proteínas negativamente carregadas que interagem com a membrana citoplasmática. Um balanço osmótico é mantido entre o citoplasma e o líquido extracelular.
Estas propriedades: a pressão osmótica, a eletroneutralidade de cada lado da membrana, semipermeabilidade, criam um potencial elétrico de equilíbrio no qual a parte interna da membrana é mais negativa que a parte externa, chamado de potencial de membrana, que varia entre -60 a -75 mV (o sinal negativo indica que a parte interior da membrana é negativa). Neste estado, o neurônio é dito estar polarizado. O neurônio pode ser hiperpolarizado (potencial mais negativo) ou despolarizado (potencial mais negativo).

Transmissão sináptica
A transmissão sináptica refere-se à propagação dos impulsos nervosos de uma célula a outra. Isso ocorre em estruturas celulares especializadas, conhecidas como sinapses – na qual o axônio de um neurônio pré-sináptico combina-se em algum local com o neurônio pós-sináptico. A ponta do axônio pré-sináptico, que se justapõe ao neurônio pós-sináptico, é aumentada e forma uma estrutura chamada de botão terminal. Um axônio pode fazer contato em qualquer lugar do segundo neurônio: nos dendritos (uma sinapse axo-dendrítica), no corpo celular (uma sinapse axo-somática) ou nos axônios (uma sinapse axo-axônica).
Os impulsos nervosos são transmitidos nas sinapses através da liberação de substâncias químicas chamadas neurotransmissores. Quando um impulso nervoso, ou potencial de ação, alcança o fim de um axônio pré-sináptico. Os neurotransmissores constituem um grupo variado de compostos químicos que variam de simples aminas como a dopamina e aminoácidos como o g-aminobutirato (GABA), a polipeptídeos tais como as encefalinas. Os mecanismos pelo qual eles provocam respostas tanto nos neurônios pré-sinápticos e pós-sinápticos são tão diversos como os mecanismos empregados pelos receptores de fator de crescimento e citoquinas.
Transmissão neuromuscular
Um tipo diferente de transmissão nervosa ocorre quando um axônio se liga a uma fibra do músculo esquelético, em uma estrutura especializada chamada de junção neuromuscular. Em uma junção neuromuscular, o axônio subdivide-se em inúmeros botões terminais localizados em depressões formadas na placa motora. A acetilcolina é o transmissor especial utilizado na junção neuromuscular.
Receptores de neurotransmissores
Uma vez que as moléculas do neurotransmissor são liberadas de uma célula como resultado de um potencial de ação, elas se ligam a receptores específicos na superfície da célula pós-sináptica. Em todos os casos nos quais esses receptores foram clonados e caracterizados em detalhe, demonstrou-se que existem muitos subtipos de receptores para um determinado neurotransmissor. Além de estarem presentes nos neurônios pós-sinápticos, os receptores de neurotransmissores são encontrados nos neurônios pré-sinápticos. Em geral, os receptores dos neurônios pré-sinápticos agem para inibir a liberação de mais neurotransmissores.

A grande maioria dos receptores de neurotransmissores pertence a uma classe de proteínas conhecida como receptores em serpentina. Essa classe exibe uma estrutura transmembrana característica. Isto é, ela cruza a membrana celular, não apenas uma e sim sete vezes. A ligação entre os neurotransmissores e o sinal intracelular é realizada através de uma associação ou com proteínas G (pequenas proteínas que se ligam e hidrolizam a GTP) ou com as enzimas proteína-kinases, ou com o próprio receptor na forma de um canal de íon controlado pelo ligante (por exemplo, o receptor de acetilcolina). Uma característica adicional dos receptores de neurotransmissores é que eles estão sujeitos a de sensibilização induzida pelo ligante: isto é, eles podem deixar de responder ao estímulo em seguida a uma exposição prolongada a seus neurotransmissores.


Acetilcolina
A acetilcolina (ACh) é uma molécula simples sintetizada a partir da colina e acetil-CoA através da ação da colina acetiltransferase. Os neurônios que sintetizam e liberam ACh são chamados neurônios colinérgicos. Quando um potencial de ação alcança o botão terminal de um neurônio pré-sináptico, um canal de cálcio controlado pela voltagem é aberto. A entrada de íons cálcio, CA2+, estimula a exocitose de vesículas pré-sinápticas que contem ACh, a qual é consequentemente liberada na fenda sináptica. Uma vez liberada, a ACh deve ser removida rapidamente para permitir que ocorra a repolarização; essa etapa, a hidrólise, é realizada pela enzima acetilcolinesterase. A acetilcolinesterase encontrada nas terminações nervosas está ancorada à membrana plasmática através de um glicolipídeo.
Os receptores ACh são canais de cátions controlado por ligantes, composto por quatro unidades subpeptídicas dispostas na forma [(a2) (b) (g) (d)]. Duas classes principais de receptores de ACh foram identificadas com base em sua reatividade ao alcaloide, muscarina, encontrada no cogumelo e à nicotina, respectivamente, os receptores muscarínicos e os receptores nicotínicos. Ambas as classes de receptores são abundantes no cérebro humano. Os receptores nicotínicos ainda são divididos conforme encontrados nas junções neuromusculares e aqueles encontrados nas sinapses neuronais. A ativação dos receptores de ACh pela ligação com o ACh provoca uma entrada de Na+ na célula e uma entrada de K+, provocando a despolarização do neurônio pós-sináptico e no início de um novo potencial de ação.

Agonistas e antagonistas colinérgicos
Foram identificados numerosos compostos que agem ou como agonistas ou antagonistas dos neurônios coligérnicos. A principal ação dos agonistas colinérgicos é a excitação ou inibição das células efetoras autônomas que são inervadas pelos neurônios para simpáticos pós-ganglionares e como tal são chamados de agentes parasimpatomimétricos. Os agonistas colinérgicos incluem os ésteres de colina (para como a própria ACh) assim como seus proteicos ou alcaloides. Demonstrou-se que vários compostos que ocorrem naturalmente agem sobre os neurônios colinérgicos, seja positiva ou negativamente.
As respostas dos neurônios colinérgicos podem ser ampliadas pela administração de inibidores de colinesterase (ChE). Os inibidores ChE tem sido utilizado como componentes dos gases paralisantes mas também tem significativas aplicações medicinais no tratamento de doenças como o glaucoma e a miastenia grave bem como para terminar o efeito de agentes bloqueadores neuromusculares tais como a atropina.
Catecolaminas
As principais catecolaminas são a norepinefrina, a epinefrina e a dopamina. Esses compostos são formados de fenilalanina e tirosina. A tirosina é produzida no fígado a partir da fenilalanina através de fenilalanina hidroxilase. A tirosina é então transportada para neurônios secretores de catecolamina onde uma série de reações a convertem em dopamina, norepinefrina e por fim epinefrina. (veja Produtos especializados dos aminoácidos).
As catecolaminas exibem efeitos excita tórios e inibitórios do sistema nervos periféricos assim como ações no SNC, tais como a estimulação respiração e aumento da atividade psicomotora. Os efeitos excitatorios são exercícios nas células dos músculos lisos dos vasos que fornecem sangue à pele e às membranas mucosas. A função cardíaca também está sujeita aos efeitos excitatórios, que levam a um aumento dos batimentos cardíacos e da força de contração. Os efeitos inibitórios, ao contrário, são exercícios nas células dos músculos lisos na parede do estômago, nas árvores brônquicas dos pulmões, e nos vasos que fornecem sangue aos músculos esqueléticos.
Além de seus efeitos como neurotransmissores, a norepinefrina e a epinefrina podem influenciar a taxa metabólica. Essa influência funciona tanto pela modulação da função endócrina como a secreção de insulina e pelo aumento da taxa de glicogenólise e a mobilização de ácidos graxos.

As catecolaminas ligam-se a duas classes diferentes de receptores denominados receptores a- e b-adrenérgicos; os neurônios que os secretam são os neurônios adrenérgicos. Os neurônios que secretam a norepinefrina são os noradrenérgicos. Os receptores adrenérgicos são receptores em serpentina clássicos que se acoplam a proteínas G intracelulares. Parte da norepinefrina liberada dos neurônios pré-sinápticos e reciclada no neurônio pré-sináptico por um mecanismo de reabsorção.


Catabolismo da catecolamina
A epinefrina e a norepinefrina são catabolizadas em compostos inativos pela ação sequencial das enzimas catecolamine-O-metiltransferase (COMT) e monoamina oxidase (MAO). Demonstrou-se que os compostos que inibem a ação da MAO apresentam efeitos benéficos no tratamento de depressão clinica, mesmo quando os antidepressivos tricíclicos são ineficazes. A utilidade dos inibidores de MAO foi descoberta por acaso quando os pacientes submetidos a tratamento da tuberculose com isoniazida mostraram melhoras em seu humor; depois descobriu-se que a insoniazida funcionava inibindo a MAO.
Serotonina
A serotonina (5-hidroxitriptamina, 5HT) é formada pela hidroxilação e descarboxilação do triptofano (ver Produtos Especializados de aminoácidos). A mais alta concentração de 5HT (90%) é encontrada nas células enterocromafinas do trato gastrointestinal. A maioria do restante 5HT corporal é encontrada nas plaquetas e no SNC. Os efeitos do 5HT são sentidos de maneira mais proeminente no sistema cardiovascular, com efeitos adicionais no sistema respiratório e nos intestinos. A vasoconstrição é a resposta clássica à administração de 5HT.
Os neurônios que secretam 5HT são denominados serotonérgicos. Em seguida a liberação de 5HT, uma certa porção é absorvida pelo neurônio pré-sináptico serotonérgico de modo similar aquele da reutilização da norepinefrina.
A função da serotonina é exercida graças a sua interação com receptores específicos. Vários receptores de serotonina foram clonados e identificados como 5HT1, 5HT2, 5HT3, 5HT4, 5HT5, 5HT6 e 5HT7. Dentro do grupo 5HT1 existem os subtipos 5HT1A, 5HT1B, 5HT1D, 5HT1E e 5HT1F, existem três subtipos 5HT2, o 5HT2A, o 5HT2B, e o 5HT2C assim como dois subtipos o 5HT5, o 5HT5a e o 5HT5B. A maioria desses receptores está acoplada a proteínas G que afetam a atividade da adenilaste ciclase ou da fosfolipase Cg. A classe dos receptores 5HT3 são canais iônicos.
Alguns receptores de seretonina são pré-sinápticos e outros pós-sinápticos. Os receptores 5HT2A são mediadores da agregação plaquetária e da contração dos músculos lisos. Supõe-se que os receptores 5HT2C estão envolvidos no controle alimentar, dado que camundongos desprovidos desse gene tornam-se obesos pela ingestão de alimentos e são também sujeitos a ataques fatais. Os receptores 5HT3 estão presentes no trato intestinal e estão relacionados a vomitação. Também presentes no trato gastrointestinal estão os receptores 5HT4, onde funcionam na secreção e nos movimentos peristálticos. Os receptores 5HT6 e 5HT7 estão distribuídos por todo o sistema límbico cerebral e os receptores 5HT6 apresentam uma alta afinidade por drogas antidepressivas.
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