Tratamento das cicatrizes atróficas de acne por meio do microagulhamento com equipamento dermapen em mulheres entre 20 a 30 anos



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TRATAMENTO DAS CICATRIZES ATRÓFICAS DE ACNE POR MEIO DO MICROAGULHAMENTO COM EQUIPAMENTO DERMAPEN EM MULHERES ENTRE 20 A 30 ANOS
ACNE ATROPHIC SCARS TREATMENT THROUGH MICRONEDDLELING USING DERMAPEN EQUIPMENT ON WOMEN BETWEEN THE AGES OF 20 AND 30 YEARS OLD
Beatriz Bueno Pereira – beatrizbuenno@hotmail.com

Daniela da Silva Terruel – daniterruel@gmail.com

Maira Fernanda Boulhossa Carrillo – maira_plis@live.com

Discentes do Curso de Bacharel em Estética do Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium

Prof.ª Ma. Cristiane Rissatto Jettar Lima – estética@unisalesiano.edu.br



RESUMO
As cicatrizes de acne causam um desconforto estético para a maioria das mulheres, levando-as à busca de tratamentos que amenizem o aspecto dessas afecções. Essas atrofias são depressões dérmicas provocadas por destruição do colágeno durante doenças cutâneas de caráter inflamatório. Entre os métodos de tratamento, encontra-se o microagulhamento, uma técnica desenvolvida em produzir minúsculos furos na pele com o objetivo de gerar um processo inflamatório local para um posterior reparo tecidual. O estudo teve como objetivo demonstrar possível melhora nas cicatrizes atróficas de acne por meio do microagulhamento com a modalidade dermapen. Foram selecionadas seis voluntárias do gênero feminino, com idade entre 20 a 30 anos apresentando cicatrizes atróficas de acne na face. O experimento foi realizado na Clínica Corpo e Essência, localizado na cidade de Lins/SP. Foram realizadas quatro sessões com o intervalo de 21 dias entre elas. Como resultado obteve-se uma discreta melhora na aparência das cicatrizes atróficas de acne, além de benefícios como, luminosidade e aspecto da pele.
Palavra chave: Acne. Cicatrizes atróficas. Microagulhamento.

ABSTRACT
The scars caused by acne cause an aesthetic discomfort to the majority of women, driving them to seek for treatments that soften the aspect of such conditions. Those atrophies are dermic depressions caused by the destruction of the collagen during the skin diseases of inflammatory character. Among the treatment methods is microneedling, a techinique that consist on producing tiny holes on the skin with the target of generating an inflammatory process for an afterward tissue repair. The study had the objective of showing possible improving on the atrophic acne scars through microneedling using the dermapen device. Six female volunteers, with ages between 20 and 30 years old were selected for the study. They all presented atrophic acne scars. The experiment was held at Clinica Corpo e Essência, located in Lins/SP. Four sections were performed with a 21 day break between each section. As a result we could see a discreet improvement on the look of such scars, besides the benefits as, luminosity and general skin aspect.
Key words – Acne. Atrophic scars. Microneedling.


INTRODUÇÃO
O presente estudo tem como escopo o uso do microagulhamento nas cicatrizes atróficas de acne, sendo uma técnica moderna em opção de tratamento, mostrando significante efeito na indução de colágeno, redução de rugas, cicatrizes, pigmentação, melhorando a aparência, textura e luminosidade da pele.

É de conhecimento geral que o processo de cicatrização do ser humano ocorre de acordo com as seguintes etapas: hemostasia, inflamação e reparação do tecido lesionado. (KEDE; SABATOVICH, 2009, p. 11-12 apud LIMA; SOUZA, 2015)

Trata-se de uma pesquisa experimental, com abordagem qualitativa, que teve como objetivo verificar os efeitos do microagulhamento por meio da dermapen no reparo nas cicatrizes atróficas de acne. Como hipótese aventou-se a promoção do reparo tecidual pelo incremento a síntese de colágeno e elastina, reorganizando as fibras internas e consequentemente harmonizando o aspecto das cicatrizes. O experimento foi realizado com seis voluntárias do sexo feminino, com faixa etária entre 20 a 30 anos, recrutadas por meio de redes sociais, apresentando cicatrizes atróficas de acne em pele íntegra. Foram realizadas quatro sessões com intervalo de 21 dias.


    1. ACNE

A acne é uma afecção dermatológica que atinge as unidades pilos sebáceas de algumas áreas do corpo, sendo bastante frequente entre os 80% dos adolescentes. (MANFRINATO, 2009 apud SUDO, 2014)

Esta afecção é a mais comum das doenças crônicas do folículo pilos sebáceo da pele humana, causada por múltiplos fatores e que leva ao aparecimento de vários tipos de lesões. No entanto, Ribeiro (2010 apud SUDO, 2014) sugere que apenas 10 a 20% dos portadores de acne precisam de tratamento medicamentoso, podendo ser por via oral e/ou tópica.

Segundo Souza (2005 apud SUDO, 2014) a acne torna-se muitas vezes difícil de diagnosticar o que realmente ocasionou seu surgimento, afetando normalmente áreas como, face, tórax e dorso.

A acne pode ser classificada em 4 graus conforme explicitado no quadro abaixo:

Quadro I: Grau de acne

  1. Acne grau I: (Acne comedogênica - não inflamatória) apresenta pele oleosa, comedões abertos e fechados;

  1. Acne grau II: (Acne pápulo-pustulosa inflamatória) apresenta pele oleosa, comedões abertos e fechados, pápulas, pústulas, nódulos e cistos;

  1. Acne grau III: (Acne nódulo-cística inflamatória) apresenta pele oleosa, comedões abertos e fechados;

  1. Acne grau IV: (Acne fulminante) forma infecciosa e sistêmica da acne, de causa desconhecida e inicio abrupto, que acomete predominantemente o sexo masculino. Apesar de rara, é devastadora e grave. A etiologia da acne fulminante não é a mesma da acne vulgar, ou seja, não ocorre com o mesmo processo de obstrução do folículo pilossebáceo, hipersecreção e fatores hormonais. Em alguns casos o indivíduo acometido possui pápulas, pústulas e nódulos que evoluem para úlceras. Pode também haver dores nas articulações e febre. O tratamento é exclusivo por médicos.

Fonte: (GOMES, 2006 apud SUDO, 2014)


    1. Cicatriz Atrófica de Acne

As cicatrizes atróficas são depressões dérmicas mais comumente provocadas por destruição do colágeno durante doenças cutâneas de caráter inflamatório, como acne nódulo-cística ou varicela, ou após traumas, queimaduras e cirurgias. São cicatrizes de difícil tratamento, geralmente abordadas cirurgicamente. Entretanto, tratamentos menos invasivos têm sido utilizados com relativo sucesso. (PARK, 2011 apud CACHAFEIRO, 2015)

A atrofia pode afetar a epiderme, a derme e o subcutâneo. As lesões inflamatórias da acne maturam através das fases da cicatrização, desde a inicial, inflamação e formação de tecido de granulação até a subsequente fibroplasia, neovascularização, contratura da ferida e remodelação tecidual. As lesões de acne se iniciam geralmente bem abaixo da epiderme, o que leva a uma cicatrização que envolve preferencialmente estruturas mais profundas. (GOODMAN, 2000 apud KELLER, 2006)


Como as cicatrizes maturam, sua contração promove nas camadas superficiais uma aparência denteada. A atividade enzimática e mediadores da inflamação também provocam a destruição dessas estruturas profundas, o que leva à perda de substância, contribuindo para a gravidade da atrofia cicatricial. (GOODMAN, 2000 apud CACHAFEIRO, 2015)

      1. Tipo de acne que causa cicatriz

As cicatrizes são resultados da acne inflamatória e estão associadas a um aumento ou perda de colágeno, apresentando características diversas podendo ser atróficas (associada à perda tecidual), hipertróficas ou queloideanas com inchaço bem delimitado, de forma irregular, de cor rosa a vermelho escuro. (CÔRTES, 2009).

A acne vulgar é uma das doenças de pele mais comuns. Após o término da fase inflamatória ativa, grande parte dos pacientes apresenta cicatrizes atróficas. As cicatrizes de acne são um problema estético e psicológico. (KALIL, 2015)



      1. Malefícios da acne

Com a maior perspectiva de vida, o homem tem se preocupado com o bem estar da saúde e qualidade de vida, e a estética tem se tornado um fator primordial para autoestima. Em tempos contemporâneos a saúde da pele tem alcançado uma maior atenção e cuidado. (FONSECA, s.d.)

De acordo com o autor supracitado, a acne é um vilão à saúde do homem desde sempre, causando transtorno a alguns indivíduos que têm maior predisposição à doença, proporcionando dores, deformações na pele, aparência desagradável e outras consequências negativas, que muitas vezes interfere até na saúde psicossocial. Neste sentido, é importante compreender como a doença se desenvolve, qual a pele com maior predisposição e como tratá-las de forma que amenize o mal estar da pessoa.



  1. MICROAGULHAMENTO

O microagulhamento é um tratamento em que são usadas diversas agulhas esterilizadas e de aço cirúrgico, que podem inclusive estar dispostas em um rolo, para facilitar sua aplicação. Esse rolo é aplicado na pele, provocando pequenas micropunturas, que aumentam a vasodilatação, induz à formação de colágeno garantindo a renovação da pele, sendo possível preencher cicatrizes, marcas de acne, além de reorganizar as fibras internas, deixando a pele mais firme e com mais vitalidade, aumentando a absorção de alguns medicamentos direto na pele, o chamado drug delivery. (AYRES, s.d.; FERREIRA, s.d. apud TORQUATO, 2014)

Segundo Ayres (s.d.) é importante que o equipamento possua registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), certificação que garante a qualidade do produto em relação ao aço utilizado, número de agulhas, comprimento e diâmetro das agulhas e a esterilização do mesmo, evitando assim contaminações e complicações.



    1. Técnicas de microagulhamento – Roller

Segundo Borges e Scorza (2016) o roller ou dermaroller é normalmente constituído de um pequeno cilindro-rolo arquitetado com uma quantidade de finas agulhas que, dependendo do tipo de finalidade de uso, pode variar de 190 a 1080 agulhas de 0,20mm e 3mm de comprimento e vão de 0,1mm a 0,12mm de diâmetro no ponto máximo de penetração.

A escolha do tamanho ideal, seja das agulhas ou largura do roller, dependerá do objetivo do tratamento e tamanho da área a tratar. Portanto, antes da escolha do roller deve-se realizar uma avaliação criteriosa do cliente para determinar o tipo e a profundidade da lesão, assim como o tamanho da área-alvo, para, dessa maneira, fazer uso do melhor equipamento.



    1. Canetas de microagulhamento

No mercado atual, existem aparelhos em forma de caneta para realização do microagulhamento. Essas canetas podem ser manuais ou elétricas, e suas agulhas são descartáveis. O equipamento elétrico também chamado de dispositivo elétrico de microagulhamento, permite a regulagem do tamanho das agulhas entre 0,25mm a 2mm de acordo com a profundidade da disfunção estética. A quantidade de agulhas pode variar nos refis (2, 3, 7, 12 ou 36 agulhas), trabalhando com um número maior de agulhas é o mais indicado para que se obtenha um trauma mais homogêneo. (BORGES; SCORZA, 2016)

A caneta manual é utilizada com movimentos ascendentes e descendentes sobre a pele, perfurando-a repetidas vezes. Já a caneta elétrica é utilizada deslizando-a sobre a área-alvo, passando-a várias vezes sobre o mesmo local, com movimentos circulares ou retilíneos, até se obter um aspecto de lesão desejado, sem necessidade de pressioná-la sobre a pele. (CANETA DERMAPEN, s.d.; FERNANDES, 2008 apud EVANGELISTA, 2013)

Quanto à eficácia do roller em comparação com a caneta, os fabricantes atestam que a caneta elétrica é uma evolução do roller para a prática do microagulhamento, com a promessa de maior praticidade durante o procedimento. (BORGES; SCORZA, 2016)

Segundo Arora e Gupta (apud BORGES, 2016), algumas vantagens do uso da caneta elétrica para o microagulhamento:



  1. é fácil de usar pelo fato de o sistema automático de movimento perpendicular da agulha sobre a pele proporcionar uma penetração com a profundidade necessária;

  2. é mais conveniente para o tratamento de áreas estreitas como nariz, ao redor dos olhos ou boca, sem danificar a pele adjacente. Com o diâmetro total da “cabeça-guia” de agulhas é cerca de 10 milímetros, permite tratar a área-alvo em qualquer direção;

  3. pelo fato de o comprimento da agulha ser regulável em altura, permite, numa mesma sessão, tratar diferentes áreas do rosto com maior eficiência e menor risco de lesão;

  4. é econômica, pois não há necessidade de se comprar um novo equipamento a cada tratamento, bastando apenas substituir o refil de agulhas, que tem baixo custo.



    1. Benefícios gerais do microagulhamento

Indicada para melhoria da flacidez da pele facial e corporal, estrias, cicatrizes atróficas, cirurgia e queimaduras, e também para queda de cabelo. Tem vantagem de ser procedimento feito no consultório, custo baixo, bem tolerado, com período curto de recuperação e sem dor. A expectativa é de melhora após primeira sessão (um mês após). (VIANA, 2016)

2.4 INDICAÇÕES E CONTRA INDICAÇÕES

2.4.1 Indicações

Segundo Ayres (s.d.), o microagulhamento promove a restauração da lesão e reorganizando as fibras internas e assim:



  1. reduzindo rugas;

  2. atenuando cicatrizes de acne, linhas de expressão, manchas e estrias;

  3. rejuvenescendo a pele;

  4. melhorando a textura;

  5. facilitando a penetração e potencialização dos ativos na região.

De acordo com autor acima, o microagulhamento pode ser feito em qualquer lugar do corpo, como rosto, colo, pescoço, mãos, braços, seios, coxas, abdômen e couro cabeludo.

2.4.2 Contra Indicações

Segundo Borges e Scorza (2016) o tratamento embora pareça simples e fácil, devemos respeitar a anatomia da pele, garantir a esterilidade e conhecer o manuseio do instrumento, pois, por ser um tratamento invasivo, podemos incorrer em lesões e infecções de pele.

Entre as principais contra indicações, estão:


  1. feridas abertas: podendo haver agravamento do quadro;

  2. pele queimada/bronzeada de sol: pode haver hipersensibilidade, e há risco de hipercromia em virtude do aumento da melanogênese;

  3. herpes e acne ativas: podendo haver aumento da lesão em virtude da disseminação do agente causador;

  4. qualquer infecção ou inflamação aguda da pele: sensibilidade aumentada da pele lesionada;

  5. histórico de má cicatrização de feridas/diabetes: efeitos de má cicatrização da lesão;

  6. doenças do colágeno (Síndrome de Cushing): pode haver geração de colágeno de má qualidade ou deficiente;

  7. áreas com neoplasia;

  8. alergia (a metal, a cosmético);

  9. uso de anticoagulantes: pois há riscos de sangramento ininterrupto;

  10. gravidez: sem o uso de cosmético/medicamentos é seguro, mas, quando houver necessidade de se usar produtos químicos, a escolha da substancia a ser utilizada deve ser feita com muito critério;

  11. uso de roacutan (isotretinoina): a recuperação da perfuração na pele pode gerar cicatrizes hipertróficas e ocasionar “deformações” na pele;

  12. uso de capacetes: pois gera atrito no local; e

  13. evitar contato com qualquer tipo de animal doméstico após o procedimento, pois pode causar alergia.



    1. Efeitos fisiológicos

Os efeitos fisiológicos decorrentes da aplicação do roller são responsáveis pela resposta obtida após o tratamento. São eles: estímulo à produção de colágeno; melhora da qualidade da epiderme e derme; e angiogênese. (BORGES; SCORZA, 2016)

    1. Efeitos Adversos

As causas de complicações ou efeitos indesejáveis do microagulhamento podem variar da escolha do tipo de equipamento, à execução inadequada do procedimento, como, por exemplo: velocidade ou ritmo inapropriado para execução da técnica, pressão exagerada, reutilização de agulhas, uso de cosméticos ou outras substâncias com potencial alergênico, intervalo pequeno entre as sessões, e associação de forma incorreta com outros recursos terapêuticos. (NEGRÃO apud BORGES; SCORZA, 2016).

Segundo Borges e Scorza (2016) alguns efeitos adversos que podem ser observados no tratamento do microagulhamento:



  1. sangramento durante a sessão: dependendo do tamanho da agulha e da pressão exercida, pode ocorrer sangramento, que cessa logo após o término do procedimento;

  2. hiperemia acentuada/vermelhidão;

  3. dor no local de tratamento: principalmente com uso de agulhas acima de 1mm de comprimento;

  4. descamação intensa: ocorre a partir do segundo dia após o microagulhamento;

  5. edema;

  6. marcas de “arranhões” ou “queimadura” mecânica: podem acontecer com o roller seja passado de forma inadequada ou uma pressão excessiva ao ponto do cilindro atritar de forma intensa na pele;

  7. hipercromia inflamatória: em caso de exposição solar, principalmente em peles de fototipos altos.



  1. METODOLOGIA E EXPERIMENTO

    1. Desenho de Estudo

Foi realizada uma pesquisa experimental de caráter qualitativo a fim de demonstrar que, por ser uma técnica que estimula a síntese de colágeno, o microagulhamento por meio da Dermapen, para cicatrizes de acne se torna mais eficaz. O projeto de pesquisa foi submetido à Plataforma Brasil do Ministério da Saúde e aprovado pelo Comitê de Ética no Unisalesiano, parecer nº 1.592.535 em 15/06/2016.

    1. Critérios de inclusão e exclusão

Como critérios de inclusão, foram eleitas voluntárias do gênero feminino com cicatrizes atróficas em pele íntegra, idade entre 20 e 30 anos. Excluíram-se da pesquisa pele não íntegra, mulheres com tendência à disfunção cicatricial, diabético descompensado, hipertensão descompensada, usa de corticoides, anti-histamínicos, esteroides, anti-inflamatórios, o uso de isotretinoína, lesão na região a ser tratada, menores de 20 anos e maiores de 30 anos e gênero masculino.

    1. Procedimento Experimental

A pesquisa foi realizada na Clínica Corpo & Essência situada na cidade de Lins-SP, um ambiente tranquilo, climatizado, higienizado e iluminado.

Para a realização do experimento foram recrutadas seis voluntárias através de redes sociais e contatos próximos, alocadas em um único grupo.

Previamente ao início do experimento as voluntárias foram esclarecidas sobre o objetivo e metodologia da pesquisa, bem como sobre os riscos e benefícios. Foram submetidas a uma anamnese facial segundo Gobbo (2010) seguida de coleta de imagens. Todas assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, bem como o Termo de Autorização de Uso de Imagem. Foram orientadas sobre a não exposição solar e a não utilização de cosméticos na região tratada nas 24 horas subsequentes a aplicação. De acordo com Negrão (2014), não é indicada a utilização de filtro solar após o microagulhamento, por causa das micropunturas na pele, e o agente fotoprotetor deve permanecer em sua superfície e não penetrar nela.

Cada voluntária foi submetida à aplicação do anestésico Emla EMS 50 mg/g, ocluído com papel filme, retirado com água após 30 minutos, sendo realizada a higienização facial com sabonete em gel com ácido glicólico a 10%; em seguida, aplicou-se a Dermapen da marca My M contendo um cartucho com 36 agulhas estéril com 2,0 mm de espessura, com movimentos circulares ascendentes, descendentes e diagonais até observar hiperemia, petéquias e pontos de sangramento. Para cada voluntária foi utilizado um cartucho de agulha por sessão, totalizando 24 cartuchos no experimento.

O experimento compreendeu o período de junho a setembro de 2016 sendo que cada voluntária recebeu quatro aplicações de microagulhamento com intervalo de 21 dias entre as sessões, e o mesmo intervalo entre a última sessão e os registros fotográficos finais.

Ao final do experimento foi feito a coleta de satisfação por meio de questionário.


ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

Figura 1: Voluntária 1




Fonte: elaborado pelas autoras, 2016

Figura 2: Voluntária 2

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