Transformados em cristo para transformar o mundo / Catequese para jovens



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TRANSFORMADOS EM CRISTO PARA TRANSFORMAR O MUNDO

/ Catequese para jovens

  1. INTRODUÇÃO

Transformados em Cristo

Quando somos jovens temos o sonho de mudar o mundo! Queremos transformar todas as coisas, movem-nos ideais e grandes causas. Temos a sensação de ter a vida toda pela frente e um mundo largo à nossa espera.

Mas quando olhamos para nós próprios e para a nossa fragilidade, e para o mundo à nossa volta, com as suas luzes e sombras, descobrimos que há tanta coisa para fazer, tanto para mudar, que não sabemos bem por onde começar: «Uma vez perguntaram a Madre Teresa de Calcutá o que devia mudar na Igreja; queremos começar, mas por qual parede? Por onde – perguntaram a Madre Teresa – é preciso começar? Por ti e por mim: respondeu ela». (Papa Francisco, Vigília da Jornada Mundial da Juventude, 2013). Vamos começar também por aqui! Por ti e por mim!

A transformação do mundo e a sua santificação começa na nossa santificação! Vamos mudar o mundo? Vamos! A começar por ti e por mim! Abrir o coração a Jesus, deixar que Ele nos diga por onde podemos começar, deixar-se transformar por Ele, viver numa atitude de permanente conversão são as disposições fundamentais para que a construção do mundo novo aconteça, a partir da “revolução do coração”.

A vida dos pastorinhos é, para nós, exemplo desta transformação radical não comum em crianças da sua idade. Entregaram-se a uma vida espiritual intensa, traduzida numa oração assídua e fervorosa, renunciaram aos próprios gostos e até às brincadeiras inocentes de criança, suportaram grandes sofrimentos sem nunca se lamentarem, movia-os o desejo grande de reparar as ofensas dos pecadores, oferecendo sacrifícios e oração (Cf. Homilia do Papa João Paulo II, na beatificação dos veneráveis Francisco e Jacinta, 13 de maio de 2000). As vidas dos pastorinhos, tocadas e santificadas por Deus, reparam o mundo em nome de Deus.

É na relação íntima com o Deus três vezes santo, que na oração tem um lugar muito privilegiado, que somos transformados para transformar. Vamos aprendendo a acreditar, a esperar, a amar. A união a Deus é, em ‘primeira mão’, o lugar da nossa santificação. Na amizade com Ele vamo-nos tornando Filhos de Deus (cf. Rm 5, 10; 8, 15-17), incorporados em Jesus, habitados pelo Espírito Santo, membros da Igreja, herdeiros da felicidade eterna que tanto esperamos. Participando na comunhão de amor que Deus é, a nossa vida pode dar «frutos na caridade para a vida do mundo» (Concílio Vaticano II, Optatamtotius, 16).



Para transformar o mundo…

Na sua quarta Aparição, no sítio dos Valinhos, a 15 de agosto de 1917, Nossa Senhora pediu aos Pastorinhos que rezassem muito e fizessem sacrifícios pelos pecadores: «Rezai, rezai muito, e fazei sacrifícios pelos pecadores».

Desde o início das aparições, que a mensagem da Senhora coloca os pastorinhos num horizonte mais largo que o da sua própria vida individual. Eles são membros de um corpo! Um corpo que sofre e cujos membros estão doentes. A Senhora que lhes fala com voz e coração demãe, convida-os a oferecerem-se como vítimas em reparação pelo mundo inteiro, por esse corpo de que fazem parte.

Viver em comunhão é uma necessidade do homem e o seu primeiro chamamento. Quem acredita vive numa comunhão que o alarga para além de si próprio: «Se um membro sofre, todos os membros sofrem com ele; se um membro é honrado, todos os membros se alegram com ele» (1 Cor, 12, 26). «A Igreja é maior e mais viva do que pensamos. A ela pertencem conhecidos e desconhecidos, grandes santos e pessoas modestas, os vivos e os mortos» (Youcat, 146).

Fazemos parte de um corpo, o Corpo de Cristo! E porque somos o corpo de Cristo, vivemos uma comunhão que abraça o céu e a terra, onde o bem de uns é bem comunicado a todos e de que todos beneficiam. Podemos viver a alegria da vida comunitária, experimentar o «prazer espiritual de ser povo» (cf. Evangeliigaudium, 268-264), viver uma comunhão de bens espirituais, na fé, nos sacramentos, nos carismas, na caridade. O nosso pecado prejudica a comunhão e fere o corpo inteiro, mas o mais pequeno dos nossos atos, praticado com caridade, reverte a favor de todos, porque quando a nossa vida se eleva, é o mundo inteiro que se eleva, quando a nossa vida se transforma, o mundo inteiro é transformado.

Objetivos:

– Aprofundar o tema do ano pastoral de 2014-2015, “Santificados em Cristo”, partindo da contemplação da santidade de Deus e da participação na Igreja como Corpo de Cristo e comunhão dos Santos;

– Mergulhar no núcleo central da mensagem de Fátima descobrindo as suas dimensões fundamentais: a necessidade da conversão permanente, a importância da oração como lugar de santificação; a responsabilidade coletiva e a prática da reparação como empenho pela transformação do mundo.

II. DESENVOLVIMENTO DA CATEQUESE

1. Oração Inicial

Pode começar-se o encontro com um breve momento de oração, com um cântico à escolha de quem orienta, e convidando todos a rezar a oração que se segue, da autoria do Padre José Tolentino de Mendonça:



O que te peço, Senhor, é a graça de ser.

Não te peço mapas, peço-te caminhos.

O gosto dos caminhos recomeçados,

com as suas surpresas, as suas mudanças, a sua beleza.

Não te peço coisas para segurar,

mas que as minhas mãos vazias

se entusiasmem na construção da vida.

Não te peço que pares o tempo na minha imagem predileta,

mas que ensines os meus olhos a encarar cada tempo

como uma nova oportunidade.

Afasta de mim palavras,

que servem apenas para evocar cansaços, desânimos, distâncias.

Que eu não pense saber já tudo acerca de mim e dos outros.

Mesmo quando eu não posso ou quando não tenho,

sei que posso ser, ser simplesmente.

É isso que te peço, Senhor:

a graça de ser de novo.

2. Experiência Humana

A força reparadora e transformadora do amor

«Conheci o Paulo em 2005. Tinha quase 18 anos. Vivia numa instituição de acolhimento e estava pela primeira vez num campo de férias.

Tinha sido retirado à sua família de origem. As psicólogas e assistentes sociais da casa onde vivia tinham-lhe traçado, a negro, o perfil: instável, agressivo, descontrolado, altamente destruidor. No campo, surpreendentemente, o Paulo esteve bem! Muito bem! Cantou, dançou, pulou, caminhou, rezou, divertiu-se, ajudou, cumpriu tarefas, fez amigos… Nada espectável para quem tinha uma folha tão ‘suja’… Na última noite, durante um tempo de oração e partilha, o Paulo saiu da roda e desapareceu! Alguém o seguiu e, quando regressaram, passados poucos minutos, reparei que as lágrimas eram muitas. Vinham os dois a chorar. Pensei (pensei mal, mas pensei!): “já fez asneira”! Fui ter com ele e perguntei: “Então, o que é que foi? O que é que se passa?” E a resposta surgiu, quase tímida, muito a medo, mas tão verdadeira, nova e surpreendente, como as coisas grandes e carregadas de mistério: “Sabe! É que nunca me tinham dado aquilo que me deram aqui!”. O Paulo tinha-se afastado, para que não o vissem chorar, comovido, pela descoberta da transformação que se tinha dado nele. E afinal, não lhe convinha chorar… tinha uma reputação a manter. Nunca mais soube do Paulo, mas a sua exclamação ficou como um eco que constantemente lembro, para não me esquecer nunca do que é importante e essencial, e de que é sempre possível mudar e recomeçar de novo: “É que nunca me tinham dado aquilo que me deram aqui!”. E, ainda hoje, continuo a pensar: “Afinal, o que lhe demos ali?”»

Depois da leitura do texto, pode fazer-se uma breve partilha, gerando debate a partir das seguintes questões:



Já assististe a uma experiência semelhante a acontecer, que tenha transformado a tua vida ou a vida de alguém que conheces?

Sentes que a imagem que tens ou têm de ti condiciona o teu comportamento diante dos outros (pais, irmãos, grupo de amigos, colegas de escola) ou sentes-te livre para seres quem és?

Afinal o que foi dado ao Paulo que nunca lhe tinha sido dado? O queprovocou mudança e fez a diferença na sua vida? Qual a força que o fez mudar?

3. Escuta da Palavra

Lê-se o texto bíblico Rm 12, 1-8:

«Por isso, vos exorto, irmãos, pela misericórdia de Deus, a que ofereçais os vossos corpos como sacrifício vivo, santo, agradável a Deus. Seja este o vosso verdadeiro culto, o espiritual. Não vos acomodeis a este mundo. Pelo contrário, deixai-vos transformar,adquirindo uma nova mentalidade, para poderdes discernir qual é a vontade de Deus: o que é bom, o que lhe é agradável, o que é perfeito. Assim, em virtude da graça que me foi dada, digo a todos e a cada um de vós que não se sinta acima do que deve sentir-se; mas sinta-se preocupado em ser sensato, de acordo com a medida de fé que Deus distribuiu a cada um. É que, como num só corpo, temos muitos membros, mas os membros não têm todos a mesma função, assim acontece connosco: os muitos que somos formamos um só corpo em Cristo, mas, individualmente, somos membros que pertencem uns aos outros. Temos dons que, consoante a graça que nos foi dada, são diferentes: se é o da profecia, que seja usado em sintonia com a fé; se é o do serviço, que seja usado a servir; se um tem o de ensinar, que o use no ensino; se outro tem o de exortar, que o use na exortação; quem reparte, faça-o com generosidade; quem preside, faça-o com dedicação; quem pratica a misericórdia, faça-o com alegria.»

A Carta aos Romanos, que Paulo escreve para preparar a sua visita à comunidade de Roma, faz um convite muito forte à unidade dos cristãos, que nasce da participação comum no amor de Cristo e que se manifesta na diversidade própria de cada um e na aceitação de todos. A partir deste excerto da Carta, podem sublinhar-se os nódulos funda- mentais da Mensagem de Fátima: a conversão permanente, a centralidade da oração, o sentido da responsabilidade coletiva e a prática da reparação.



a) «Deixai-vos transformar…» (a conversão permanente).

Só Deus é Santo! É Ele a nossa medida alta. Diante d’Ele, nunca estamos acabados, a nossa transformação nunca terminou. Diante d’Ele nunca atingimos o fim, estamos sempre a caminho e há sempre passos para dar. Começar “por ti e por mim” a transformação do mundo significa, verdadeiramente, começar em Deus e por Deus, reconhecendo a sua grandeza e a sua santidade que nos alarga os horizontes e nos faz sempre ser mais do que pensámos ou sonhámos.

Quando permitimos que Deus viva a sua vida em nós e nos unimos a Ele, através da união a Cristo, amor encarnado, então a nossa vida é transformada, não fica igual. (Cf. Youcat, 342). Abrindo o coração a Jesus e deixando-nos transformar, fazemos a experiência de sermos salvos, descobrimos o seu olhar de amor por nós, um olhar que nos renova a mentalidade, os sentimentos, a capacidade de agir não segundo os nossos interesses mas segundo a vontade de Deus.

Quem se mete com Deus não fica igual. Estás disposto a mudar?

A deixar-te transformar? Ou resistes a Deus e ao que Ele quer fazer em ti?

b) «vos exorto… a que ofereçais os vossos corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus. Seja este o vosso verdadeiro culto, o espiritual» (a oração).

Só na intimidade com Deus pode nascer em nós um amor tão grande como o de Deus, que nos leve a oferecer a vida inteira a Deus, pelos outros e pelo mundo.

Na vida cristã, a oração é lugar privilegiado desta intimidade: «A oração é como uma janela aberta que nos permite ter o olhar dirigido para Deus, não só para recordarmos a meta a que somos direcionados, mas também para deixar que a vontade de Deus ilumine o nosso caminho terreno e nos ajude a vivê-lo com intensidade e empenho» (Papa Bento XVI, Audiência Geral, 12 de setembro de 2012).

A oração ajuda-nos a reparar! A reparar em Deus e a deixarmo-nos reparar por Ele; a reparar nos outros e na sua necessidade. Só quando amamos, reparamos, porque só o amor é verdadeiramente reparador e«a oração não é mais que um tratar de amizade, estando muitas vezes a sós com quem sabemos que nos ama» (Santa Teresa de Ávila), para que a vida se faça, progressivamente, toda oração.

A oração provoca em nós, uma revolução do coração, dá-nos um coração imaculado, um coração que, a partir de Deus, chega a uma perfeita unidade interior e vê a Deus (cf. Mt 5, 8). É preciso partir do centro mais profundo da nossa existência, para termos os mesmos sentimentos e querermos agir na história com a mesma intencionalidade de Deus.

A vida de oração é um estar habitualmente na presença de Deus, três vezes Santo, em comunhão com Ele. E é cristã na medida em que é comunhão com Cristo e se dilata na comunhão com a Igreja que é o seu corpo, levando-nos a entregar os nossos corpos pelo Corpo, como sacrifício vivo, santo e agradável e Deus (cf. CIC 2565).



Experimentas esta intimidade? Ou foges de Deus e do seu olhar?

c) «somos membros que pertencem uns aos outros…» (o sentido da responsabilidade coletiva e a prática da reparação)

Não estamos sozinhos neste mundo: pertencemos uns aos outros. Da mesma forma, não se encontra Jesus sem entrar na sua comunidade, sem pertencer à comunidade que é a Igreja.

Vivemos na «comunhão dos santos» e o corpo que formamos é o Corpo de Cristo (1 Cor 12, 1-31). Na Eucaristia, Jesus alimenta-nos com o seu Corpo entregue por nós. Da mesma forma cada um deve colocar as suas qualidades e capacidades ao serviço da comunidade, para sua construção, manutenção e reparação, entregando-se pelos outros. O mais pequeno dos nossos atos, praticado com caridade, reverte a favorde todos; pelo contrário, o pecado prejudica esta comunhão.

Porque formamos um só corpo o bem de uns é comunicado aos outros e cada um possui dons que são para o serviço de todos (cf. CIC 947 a 953). Não precisamos de ser todos iguais nem de fazer todos a mesma coisa, mas de descobrir os dons que nos são dados para os colocar à disposição da comunidade.

Deixas morrer os teus dons, vivendo só para ti? Ou colocas os dons que tens ao serviço dos outros?

4. Expressão da Fé

«O grande risco do mundo atual, com a sua múltipla e avassaladora oferta de consumo, é uma tristeza individualista que brota do coração comodista e mesquinho, da busca desordenada de prazeres superficiais, da consciência isolada. Quando a vida interior se fecha nos próprios interesses, deixa de haver espaço para os outros, já não entram os pobres, já não se ouve a voz de Deus, já não se goza da doce alegria do seu amor, nem fervilha o entusiasmo de fazer o bem. Este é um risco, certo e permanente, que correm também os crentes. Muitos caem nele, transformando-se em pessoas ressentidas,queixosas, sem vida. Esta não é a escolha duma vida digna e plena, este não é o desígnio que Deus tem para nós, esta não é a vida no Espírito que jorra do coração de Cristo Ressuscitado» (Evangeliigaudium, 2).

«A humanidade vive, neste momento, uma viragem histórica, que podemos constatar nos progressos que se verificam em vários campos. São louváveis os sucessos que contribuem para o bem-estar das pessoas, por exemplo, no âmbito da saúde, da educação e da comunicação. Todavia não podemos esquecer que a maior parte dos homens e mulheres do nosso tempo vive o seu dia a dia precariamente, com funestas consequências. Aumentam algumas doenças. O medo e o desespero apoderam-se do coração de inúmeras pessoas, mesmo nos chamados países ricos.

A alegria de viver frequentemente desvanece; crescem a falta de respeito e a violência, a desigualdade social torna-se cada vez mais patente. É preciso lutar para viver, e muitas vezes viver com pouca dignidade. Esta mudança de época foi causada pelos enormes saltos qualitativos, quantitativos, velozes e acumulados que se verificam no progresso científico, nas inovações tecnológicas e nas suas rápidas aplicações em diversos âmbitos da natureza e da vida. Estamos na era do conhecimento e da informação, fonte de novas formas de um poder muitas vezes anónimo» (Evangeliigaudium, 52).

Depois da leitura das duas passagens da Exortação apostólica Evangeliigaudium, do Papa Francisco, pode haver um tempo de diálogo/ partilha a partir das seguintes questões: – Que mundo é este em que vivemos? Como o caracterizas? – Que dimensões positivas encontras no mundo? E que sombras ou ambiguidades? – E o que gostarias de mudar no mundo? – O que podemos fazer para mudar o mundo? – Num mundo onde «já não se ouve a voz de Deus», qual o lugar da oração e qual a sua importância para a nossa transformação e para a transformação do mundo?

5. Síntese e compromisso final

«Somos parte da Igreja; mais ainda, tornamo-nos construtores da Igreja e protagonistas da história. Jovens, por favor, não vos ponhais na “cauda” da história. Sede protagonistas. Jogai ao ataque! Chutai para diante, construí um mundo melhor, um mundo de irmãos, um mundo de justiça, de amor, de paz, de fraternidade, de solidariedade. Jogai sempre ao ataque! São Pedro diz-nos que somos pedras vivas que formam um edifício espiritual (cf. 1Pe 2,5). E, olhando para este palco, vemos a miniatura de uma igreja, construída com pedras vivas. Na Igreja de Jesus, nós somos as pedras vivas, e Jesus pede-nos que construamos a sua Igreja; cada um de nós é uma pedra viva, é um pedacinho da construção e, quando vem a chuva, se faltar aquele pedacinho, temos infiltraçõese entra a água na casa. E não construais uma capelinha, onde caiba somente um grupinho de pessoas. Jesus pede-nos que a sua Igreja viva seja tão grande que possa acolher toda a humanidade, que seja casa para todos! Ele diz-me a mim, a ti, a cada um: “Ide e fazei discípulos entre todas as nações!”. Nesta noite, respondamos-lhe: Sim, Senhor! Também eu quero ser uma pedra viva; juntos queremos edificar a Igreja de Jesus! Eu quero ir e ser construtor da Igreja de Cristo! Atreveis-vos a repetir isto? Eu quero ir e ser construtor da Igreja de Cristo!» (Papa Francisco, Discurso na Vigília da Jornada Mundial da Juventude, 2013).

Provocados pelo desafio lançado pelo Papa Francisco na Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro, pode tentar encontrar-se em conjunto um propósito concreto de oração e ação, que promova a união de cada um a Deus e a comunhão entre todos os membros do grupo.

6. Oração Final

No final de um tempo de oração, com cânticos e com a exposição do Santíssimo Sacramento, convidam-se os participantes, diante de Jesus, a rezarem a oração dos cinco dedos, como a descreve o Papa Francisco, rezando pelo mundo e por si próprio:

i. O dedo polegar é o que está mais perto de ti. Assim, começa por orar por aqueles que estão mais próximos de ti. São os mais fáceis de recordar. Rezar por aqueles que amamos é “uma doce tarefa”.

ii. O dedo seguinte é o indicador: reza pelos que ensinam, educam e curam. Eles precisam de apoio e sabedoria ao conduzir outros na direção correta. Mantém-nos nas tuas orações.

iii. A seguir é o maior. Recorda-nos dos nossos chefes, os governantes, os que têm autoridade. Eles necessitam de orientação divina.

iv. O próximo dedo é o anelar. Surpreendentemente, este é o nosso dedo mais débil. Ele lembra-nos que rezemos pelos débeis, doentes ou pelos atormentados por problemas. Todos eles necessitam das tuas orações.

v. E finalmente temos o nosso dedo pequeno, o mais pequeno de todos. Este deveria lembrar-te de rezar por ti mesmo. Quando terminares de rezar pelos primeiros quatro grupos, as tuas próprias necessidades aparecer-te-ão numa perspetiva correta e estarás preparado para orar por ti mesmo de uma maneira mais efetiva.

MATERIAL

Bíblia; folhas com a história do Paulo, com os textos do Papa

Francisco e com a Oração dos cinco dedos, papel em branco e canetas,

FONTES

Youcat, Catecismo Jovem da Igreja Católica

Catecismo da Igreja Católica (CIC)

Congregação para a Doutrina da Fé, A mensagem de Fátima. O Segredo, Lisboa 2000.

Junta Central da Ação Católica Portuguesa, A Mensagem deFátima, Lisboa 1961.

António Vaz Pinto, Fé e Existência Cristã. Viver o Evangelho hoje, Lisboa 2010.



Fonte: http://www.santuario-fatima.pt/files/89297_guiao_visita_da_imagem_da_virgem_peregrina_as_dioceses_portuguesas_mai15_555ca72cde919.pdf



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