Trabalhador come lixo e recebe indenização de R$ 40 mil e uma pizza



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Trabalhador come lixo e recebe indenização de R$ 40 mil e uma pizza

A Justiça de São Paulo condenou a Tese Administração e a Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero) a indenização em R$ 40 mil a um funcionário que foi apelidado pela chefia de “lixeiro”, por supostamente revirar o lixo em busca de pedaços de pizza, dentro do Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos (SP).

No processo, o auxiliar de serviços gerais não ter revirado os lixos, mas reclamou ter sofrido danos morais com a divulgação do pela empregadora. A Tese sustentou que apenas relatou os e que os colegas de trabalho do funcionário já sabiam do ocorrido.

A indenização foi fixada em R$ 40.014,00. Segundo os juízes, os R$ 40 mil são referentes á indenização, e os outros R$ 14,00 correspondem ao preço médio de uma pizza, “para que as empresas pensem melhor ao tornar atitude idêntica.”



Cliente acha inseto na manteiga e ganha R$ 8 mil na Justiça

Segunda, 10 de Abril de 2006, 14h24


Fonte: Invertia L5

Uma cooperativa do Mato Grosso terá que pagar indenização de R$ 8 mil por danos morais ao consumidor que achou um inseto em uma ponte de manteiga. O cliente usou o produto para preparar um pão-de-alho durante um churrasco e só percebeu que havia um inseto no pote depois que os convidados já tinham comido a prima rodada.

Ele chegou a informar o ocorrido á cooperativa, mas nenhuma providência foi tomada. A empresa alegou que não poderia se expuser porque ia fornecer leite a uma multinacional. O supermercado que vendeu o produto confirmou o caso e não foi punido. “O Estatuto do Consumidor é expressamente claro quando afirmar que o estabelecimento de venda é apenas intermediário na relação de compra e venda”, explica o autor da sentença, o juiz titular do Juizado Especial Cível do Planalto, em Cuiabá, Yale Sabo Mendes.

Ignácio de Loyola Brandão

Ignácio Loyola Lopes Brandão nasce em Araraquara-SP, no dia 31 de julho de 1936, dia de Santo Ignácio de Loyola, filho de Antônio Maria Brandão, contador, funcionário de Estrada de Ferro Araraquarense, e de Maria do Lopes Brandão. Foram, ao todo, cinco irmãos: Luiz Gonzaga (1933), Francisco de Assis (1934-já falecido), Ignácio, José Maria (1946-já falecido) e João Bosco (1953).

Inicia seus estudos na escola primária de D. Cristina Machado, em 1944, onde cursa o primeiro ano. No ano seguinte transfere-se para a escola da professora D. Lourdes de Carvalho. Seu pai, que chegou a publicar histórias em jornais locais e que conseguiu formar uma biblioteca com mais de 500 volumes, a incentivou a ler desde que foi alfabetizada. Fascinado por dicionários, chegou a trocar com seus colegas de classe palavras por bolinhas de gude e figurinhas. Mais tarde, esse fato acabou se transformando no canto” O menino que vendida palavras”, primeiro a ser publicado pelo autor.”

Dado o primeiro passo, o precoce escritor passa a escrever reportagens, críticas de cinema e entrevistas em outro diário de Araraquara, O Imparcial. Nele aprende a arte da tipografia, lindando com composição com linotipo, clichê em zinco e paginação em chumbo. Em 1955 inaugura a primeira coluna social da cidade.

Apaixona-se pelo cinema e participa, em 1953, das filmagens de “Aurora de uma cidade”, semidocumentário dirigido por Wallace Leal. No seguinte funda o Clube de Cinema de Araraquara.

Concluído o curso científico, em 1956, muda-se para São Paulo e vai trabalhar no jornal Última Hora, tendo ali permanecido por nove anos. Um fato interessante marca sua admissão. Aguardando para ser entrevistado, ouve o chefe de reportagem perguntar quem sabia falar inglês, pois precisava de uma entrevista com o irmão do presidente dos Estados Unidos, General Eisenhower, que se encontrava na cidade. Sem pestanejar o bi grafado disse “Eu sei”. Fez a entrevista, com seu inglês capenga aprendido no ginásio e nos filmes que assistiu em Araraquara. Sua entrevista teve de primeira página. Como seu francês, também aprendido no ginásio, era bem melhor que o inglês, ganhou status de entrevistador de personalidades internacionais.


Fonte: WWW.releitura.com



Fernando Sabino

(...) A negrinha agora finalmente o bolo as duas mãos sôfregos e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura - ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai carré os olhos pelo botequim, sastifeito, como a se convencer intimamente do sucesso da colaboração. Dá comigo súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido – vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso. Assim eu quereria minha última crônica: que fosse puro como esse sorriso. (A Última Crônica).

Fernando Tavares Sabino, filho do procurador de partes e representante comercial Domingos Sabino, e de D. Odete Tavares Sabino, nasceu a 12 de outubro de 1923, Dia da Criança, em Belo Horizonte. Em 1930após aprender a ler com a mão, ingressa no curso primário do Grupo Escolar Afonso Pena, Tendo como colega Hélio Pellegrino, que já era seu amigo dos tempos do jardim da infância. Torna-se leitor compulsivo, de tal forma que mais de uma vez chega a casa com um galo na testa, por haver dado com a cabeça num poste ao caminhar de livro aberto diante dos olhos. Desde cedo revela sua inclinação para a música, ouvindo atentamente sua irmã e o pai ao piano.

Em 1934, entra para o escotismo, onde permanece até os 14 anos. Disse ele em sua crônica “Uma vez escoteiro”.

Levei seis anos de minha infância com lenço enrolado no pescoço, flor-de-lis na lapela e pureza no coração, para descobrir que não passava de um candidato á solidão. Alguma coisa ficou, é verdade: a certeza que posso a qualquer momento arrumar a minha mochila, encher de água o meu cantil e partir. Afinal de contas aprendi mesmo a seguir uma trilha, a estar sempre alerta, a ser sozinho, fui escoteiro – e uma vez escoteiro sempre escoteiro”.

Com 12 anos incompletos, em 1935, torna-se locutor do programa infantil “Gurilândia” de rádio Guarani de Belo Horizonte. Freqüenta o Curso de Admissão de D. Bem-vinda de Carvalho Azevedo, no qual adquire conhecimentos de gramática que lhe serão muito úteis no futuro em sua profissão.




Fonte: H2O Editora

Carlos Drummond de Andrade

Carlos Drummond de Andrade nasceu em Evitaria do Mato Dentro - MG, em 31 de outubro de 1902. De uma família de fazendeiros em decadência, estudou na cidade de Belo Horizonte e com os jesuítas no colégio Anchieta de nova Friburgo RJ, de onde foi expulso por “insubordinação mental”. De novo em Belo Horizonte, começou a carreira de escritor como colaborador do diário de Minas, que aglutinava os adeptos locais do incipiente movimento modernista mineiro.

O modernista não chega a ser dominado nem mesmo nos primeiros livros Drumonnd, Alguma poesia (1930) e Brejo das almas (1934), em que o poema-piada e a descontração sintática pareciam revelar o contrário. A dominante é a individualidade do autor, poeta da ordem e de consolidação, ainda que sempre, e fecundamente, contraditórias. Tortura pelo passado, assombrado com o futuro, ele se detém num presente dilacerado por e por este e por aquele, testemunha lúcida de si mesmo e do transcurso dos homens, de uma ponte de vista melancólico e cético. Mas, enquanto ironiza os costumes e a sociedade, asperamente Satírico em seu amargor e desencanto, entrega-se com empenho e requinte construtivo á desse modo se ser e estar”.

Vem daí o rigor, que beira a obsessão. O poeta trabalha sobre tudo com o tempo, em sua cintilação cotidiana e subjetiva, no que destila do corrosivo. Em Sentimento do Mundo (1945), em José (1942) e, sobretudo em A rosa do povo (1945), Drumonnd lançou-se ao encontro da história contemporânea e da experiência coletiva, participando, solidarizando-se social e politicamente, descobrindo na luta explicita de sua mais íntima apreensão para com vida como um todo. A surpreendente sucessão de obras-primas, nesses livros, indica a plena maturidade do poeta, mantida sempre.




Fonte: WWW.secrel.com.br/jpoesia


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