Testes de literatura trovadorismo humanismo classicismo



Baixar 59,06 Kb.
Encontro28.10.2017
Tamanho59,06 Kb.
TESTES DE LITERATURA

TROVADORISMO - HUMANISMO - CLASSICISMO


1. Sobre a poesia trovadoresca em Portugal, é incorreto afirmar que:

(A) refletiu o pensamento da época, marcada pelo teocentrismo, o feudalismo e valores altamente moralistas.

(B) representou um claro apelo popular à arte, que passou a ser representada por setores mais baixos da sociedade.
(C) pode ser dividida em lírica e satírica.
(D) em boa parte de sua realização, teve influência provençal.
(E) as cantigas de amigo, apesar de escritas por trovadores, expressam o eu-lírico feminino.

 

2. Sobre o Humanismo, é incorreto afirmar que:


(A) Em sentido amplo, designa a atitude de valorização do homem, de seus atributos e realizações.
(B) Configura-se na máxima de Protágoras: “O homem é a medida de todas as coisas”.
(C) Rejeita a noção do homem regido por leis sobrenaturais e opõe-se ao misticismo.
(D) Designa tanto uma atitude filosófica intemporal quanto um período especifico da evolução da cultura ocidental.
(E) Fundamenta-se na noção bíblica de que o homem é pó e ao pó retornará, e de que só a transcendência liberta o homem de sua insignificância terrena.
 

3. Indique a afirmação correta sobre o Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente:

(A) É intricada a estruturação de suas cenas, que surpreendem o público com o inesperado de cada situação.

(B) O moralismo vicentino localiza os vícios, não nas instituições, mas nos indivíduos que as fazem viciosas.

(C) É complexa a critica aos costumes da época, já que o autor primeiro a relativizar a distinção entre Bem e o Mal.

(D) A ênfase desta sátira recai sobre as personagens populares mais ridicularizadas e as mais severamente punidas.

(E) A sátira é aqui demolidora e indiscriminada, não fazendo referência a qualquer exemplo de valor positivo.


4. Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações sobre o teatro do português Gil Vicente e do brasileiro Ariano Suassuna.

( ) Nos autos vicentinos, são comuns figuras da Igreja que não cumprem seus votos, a exemplo de padres envolvidos com amantes ou com a venda de indulgências.


( ) No Auto da Compadecida, a santa é apresentada de acordo com a perspectiva popular, já que protege os oprimidos.
( ) A postura moralista de Gil Vicente contraria a visão de mundo estratificada da Idade Média, pois condena os personagens a partir de seus defeitos individuais.
( ) Ariano Suassuna, inspirado nas tradições populares ibéricas, criou heróis que sobrevivem graças ao uso da astúcia que burla a ordem social, como é o caso de João Grilo.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
(A) F  –  F  –  V –  F.
(B) F  –  F  –  F  –  V.
(C) V  –  F  –  V –  V.
(D) V  –  V –  F  –  V.
(E) V  –  V –  V –  F.
5. Leia o soneto a seguir, de Luís de Camões.

Um mover de olhos, brando e piedoso,
sem ver de quê; um riso brando e honesto,
quase forçado, um doce e humilde gesto,
de qualquer alegria duvidoso;

um despejo quieto e vergonhoso;


um desejo gravíssimo e modesto;
uma pura bondade manifesto
indício da alma, limpo e gracioso;

um encolhido ousar, uma brandura;


um medo sem ter culpa, um ar sereno;
um longo e obediente sofrimento:

Esta foi a celeste formosura


da minha Circe, e o mágico veneno
que pôde transformar meu pensamento.



Em relação ao poema acima, considere as seguintes afirmações.
I - O poeta elabora um modelo de mulher perfeita e superior, idealizando a figura feminina.
II - O poeta não se deixa seduzir pela beleza feminina, assumindo uma atitude de insensibilidade.
III - O poeta sugere o desejo erótico ao se referir à figura mitológica de Circe.

Quais estão corretas?


(A) Apenas I.
(B) Apenas III.
(C) Apenas I e II.
(D) Apenas I e III.
(E) I, II e III.
6. Leia os textos que seguem.

Texto I - Mar português (Fernando Pessoa)


Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

Texto II - (Camões)


“Em tão longo caminho e duvidoso
Por perdidos as gentes nos julgavam,
As mulheres co’um choro piedoso,
Os homens com suspiros que arrancavam.
Mães, esposas, irmãs, que o temeroso
Amor mais desconfia, acrescentavam
A desesperação e frio medo
De já nos não tornar a ver tão cedo."

A partir dos trechos e de seus conhecimentos de Os Lusíadas, assinale a alternativa incorreta.
(A) O texto II pertence ao episódio “O velho do Restelo”, de Os Lusíadas, em que Camões indica uma crítica às pretensões expansionistas de Portugal, nos séculos XV e XVI.
(B) Apesar das diferenças de estilo, tanto o texto de Camões quanto o de Fernando Pessoa indicam uma mesma idéia: a de que o caráter heróico das descobertas marítimas exige e justifica riscos e sofrimentos.
(C) O fato de Camões, em Os Lusíadas, lançar dúvidas sobre a adequação das conquistas ultramarinas – o assunto principal do poema – contrapõe-se ao modelo clássico da epopéia.
(D) Ainda que abordem uma mesma circunstância histórica e ressaltem as mesmas reações humanas, o texto de Fernando Pessoa e o episódio “O velho do Restelo” chegam a conclusões diferentes sobre a validade das navegações portuguesas.
(E) Os dois textos referem-se aos sofrimentos que a expansão marítima portuguesa provocou.
7. (ENEM)

Leda serenidade deleitosa,

Que representa em terra um paraíso;

Entre rubis e perlas doce riso;

Debaixo de ouro e neve cor-de-rosa;

Presença moderada e graciosa,

Onde ensinando estão despejo e siso

Que se pode por arte e por aviso,

Como por natureza, ser fermosa;

Fala de quem a morte e a vida pende,

Rara, suave; enfim, Senhora, vossa;

Repouso nela alegre e comedido:

Estas as armas são com que me rende

E me cativa Amor; mas não que possa

Despojar-me da glória de rendido.

CAMÕES, L. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2008.





SANZIO, R. (1483-1520) A mulher com o unicórnio. Roma, Galleria Borghese Disponível em: www.arquipelagos.pt. Acesso em: 29 fev. 2012.

A pintura e o poema, embora sendo produtos de duas linguagens artísticas diferentes, participaram do mesmo contexto social e cultural de produção pelo fato de ambos

(A) apresentarem um retrato realista, evidenciado pelo unicórnio presente na pintura e pelos adjetivos usados no poema.

(B) valorizarem o excesso de enfeites na apresentação pessoal e na variação de atitudes da mulher, evidenciadas pelos adjetivos do poema.

(C) apresentarem um retrato ideal de mulher marcado pela sobriedade e o equilíbrio, evidenciados pela postura, expressão e vestimenta da moça e os adjetivos usados no poema.

(D) desprezarem o conceito medieval da idealização da mulher como base da produção artística, evidenciado pelos adjetivos usados no poema.

E) apresentarem um retrato ideal de mulher marcado pela emotividade e o conflito interior, evidenciados pela expressão da moça e pelos adjetivos do poema.


8. (ENEM) Leia atentamente o trecho de uma música de Caetano Veloso e, em seguida, assinale a alternativa correta.
Um amor assim delicado

Você pega e despreza

Não o devia ter desprezado

Ajoelha e não reza

Dessa coisa que mete medo

Pela sua grandeza

Não sou o único culpado

Disso eu tenho a certeza

Princesa

Surpresa

Você me arrasou

Serpente

Nem sente que me envenenou

Senhora, e agora

Me diga onde eu vou

Senhora

Serpente (...)
(A) O texto remete ao lirismo trovadoresco presente nas cantigas de amigo.

(B) O texto apresenta uma clara postura de vassalagem amorosa.

(C) O texto é moderno, com referência clara às raízes da poesia palaciana.

(D) A presença do vocativo Senhora remete ao amor platônico, típico do período feudal.

(E) O homem posiciona-se como um herói perante a mulher amada.


LEMBRE-SE!!!
TROVADORISMO (séc. XII a XV): cantigas, Idade Média, Teocentrismo (Deus é o centro).
HUMANISMO (séc. XV e XVI): teatro de Gil Vicente; crítica social; antropocentrismo (ser humano começa a ser o centro das reflexões); religiosidade.
CLASSICISMO (séc. XVI): Camões, poesia lírica (amor, questões filosóficas); poesia épica: Os Lusíadas; antropocentrismo; razão; mitologia.




GABARITO

1-B 2-E 3-B 4-D 5-D 6-B 7-C 8-B






©bemvin.org 2016
enviar mensagem

    Página principal