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Colégio Zaccaria

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EXERCÍCIO DE PORTUGUÊS



Data:










Aluno(a):

_________________________________________________




N.º ____


Turma: 15. ___


Turno: TARDE


Professor(a): Carla Vilhena


TEXTO I

Uma noite muito escura

Entre a casa antiga, muito alta e espaçosa, da sede da fazenda e a casa do caseiro, ficava um velho paiol, onde se amontoava até o teto o milho seco, e onde se guardavam abóboras enormes para comida dos porcos, cestas de taquara trançada, pneus velhos e tambores vazios de latão.

Na parte de trás, em um quartinho frio de chão de terra, estava instalado o gerador de luz. Era um motor grande e barulhento que funcionava quando se puxava de arranco uma correia que devia ser enrolada na polia que aparecia na engrenagem.

João Felipe, Sérgio, Alan, Douglas e Carlos Augusto se movimentavam ao redor do monstrengo, mexendo daqui e dali, observando com atenção cada detalhe. Manelão, em pé, uma das mãos na cintura, coçou a cabeça.

−Engraçado...deve ter alguma coisa fora do lugar...

−Nunca tinha dado problema antes, Manelão? – perguntou Alan.

−De vez em quando não quer pegar, mas é sempre uma coisinha qualquer, um fio com mau contato, e sempre se deu um jeito... Eu entendo...

−Que troço chato, hein? De noite, a gente sem luz...

−Aquele casarão no escuro, sei não... – falou Douglas, estreitando os olhos. –Estou pensando é nas meninas...elas são tão medrosas...

−É. A Janete, a Taís e a Bianca vão dar trabalho pra gente. – concordou Carlos Augusto.

− Tem lampião de gás lá na casa, Manelão?

−Acho que tem dois, mas só um funciona. Tem muito gás no butijãozinho. Pra esta noite dá. Amanhã, com a luz do dia, fica mais fácil dar um conserto no motor.

Moveu o chapéu de palha na direção da máquina e, agachando-se, destorceu a tampa do combustível.

−A gasolina vai pela borda...eu não entendo isso...

Tinha a testa franzida e um ar de preocupação lhe enevoava o rosto.

Daí a pouco subiam pelo caminho em direção à casa.

Sérgio movimentou as mãos no ar.

− Vai ser uma noite diferente, muito mais emocionante do que as outras...

Alan olhou ao redor, pensando que preferia as lâmpadas todas acesas, sabotando o escuro, defendendo a casa e as pessoas daquilo tudo que se imaginava movendo-se sorrateiramente nas sombras da noite que ia se espalhando devagarinho, com sua névoa escura em torno das montanhas, em cima do rio e no mato ao redor da casa. A relva ia criando mil boquinhas e chiava por todas elas de uma só vez.

Carlos Augusto fez uma careta.

Ficar a noite toda no escuro é furada...

Lélia esperava à porta da casa, Janete agarrada a uma de suas pernas.

Sérgio olhou na sua direção.

−O motor não quis funcionar.

Ela fez um gesto de pouco caso.

−Ora...vamos curtir uma noite sem luz. O céu fica muito mais bonito assim, olhem que espetáculo está dando hoje.

Pegou Janete pela mão e entraram pela casa.

Watanabe, Luci Guimarães. O Fantasma que dançava no escuro.

Vocabulário:



polia - peça mecânica comum a diversas máquinas

cesta de taquara – espécie de bambu de caule muito fino

arranco – movimento inesperado

  1. O texto acima está escrito em que pessoa do discurso? Retire do texto uma frase que comprove sua afirmativa.

( ) 1ª pessoa ( ) 3ª pessoa

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  1. Em que local a história se passa? Justifique sua resposta com uma frase do texto.

________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

  1. O primeiro parágrafo do texto é descritivo. Qual a importância dessa característica para o leitor?

________________________________________________________________________________________________________________________________________________

  1. No texto, um acontecimento pode ser considerado como misterioso. Que acontecimento é esse?

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  1. João Felipe, Sérgio, Alan, Douglas e Carlos Augusto se movimentavam ao redor

    do monstrengo, mexendo daqui e dali, observando com atenção cada detalhe.




A que a palavra destacada se refere?

________________________________________________________________________

Reescreva a frase da caixinha acima, substituindo os nomes João Felipe, Sérgio, Alan, Douglas e Carlos Augusto por apenas uma palavra, sem alterar o sentido.

________________________________________________________________________________________________________________________________________________

Qual a classe gramatical da palavra que substituiu os nomes?

( ) verbo ( ) artigo ( ) pronome pessoal ( ) substantivo



  1. Releia o quarto parágrafo e retire uma palavra:

  • Monossílaba: __________________________

  • Dissílaba: _____________________________

  • Trissílaba: _____________________________

  • Polissílaba: ____________________________



  1. Vamos ver se você é bom detetive! Descubra na frase abaixo a(s) palavra(s) que não foi(ram) escrita(s) da forma correta e envolva-a(s).

Manelão foi buscar o lanpião na cozinha.

Explique sua resposta.

____________________________________________________________________________________________________________________________________________



−É. A Janete, a Taís e a Bianca vão dar trabalho pra gente.

8)

Por que Carlos Augusto afirmou isso? Explique.

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− A gasolina vai pela borda...eu não entendo isso...

9)

Qual o significado da expressão sublinhada acima?

( ) Que está com pouca gasolina.

( ) Que está sem gasolina.

( ) Que o tanque está cheio.

( ) Que a gasolina está transbordando.



Sergio movimentou as mãos no ar, depois as colocou para trás.

10)

Qual das palavras destacadas tem função de ARTIGO? Envolva e depois justifique.

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A. A sombra da noite ia se espalhando devagarinho, com sua névoa escura em torno das montanhas, em cima do rio e no mato ao redor da casa.

B. Eu sempre rio das pessoas que têm medo de escuro.



Explique o significado das palavras destacadas.

  1. ___________________________________________________________________

  2. ___________________________________________________________________

Qual a classe gramatical das palavras destacadas em cada uma das frases?

A.____________________________________

B.____________________________________

  1. Qual o argumento usado por Lélia para que não ficassem tão incomodados pela falta de luz?

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TEXTO II

O médico-fantasma

    Esta história tem sido contada de pai para filho na cidade de Belém do Pará. Tudo começou numa noite de lua cheia de um sábado de verão. Dois garotos conversavam sentados na varanda da casa de um deles.

    – Você acredita em fantasma?- perguntou o mais novo.

    – Eu não! - disse o outro.

    – Acredita sim! - insistiu o mais novo.

    – Pode apostar que não! – replicou o outro.

    – Tudo bem. Aposto minha bola de futebol que você não tem coragem de entrar no cemitério à noite.

    – Ah, é? - disse o garoto que fora desafiado. – Pois então vamos já para o cemitério, que vou provar minha coragem.

    Assim, os dois garotos foram até a rua do cemitério. O portão estava fechado. O silêncio era profundo. Estava tão escuro… Eles começaram a sentir medo.

    Para ganhar a aposta, era preciso atravessar a rua e bater a mão no portão do cemitério. O garoto que tinha topado o desafio correu. Parou na frente do portão e começou a fazer caretas para o amigo. Depois se encostou no portão e tentou bater a mão nele. Foi quando percebeu que a camiseta estava presa.

    – Socorro! Alguém me ajude! - ele gritou, desmaiando em seguida.

    Nisso, apareceu um velhinho vindo do fundo do cemitério, abriu o portão e chamou o outro menino.

    – Seu amigo prendeu a manga da camisa no portão e desmaiou de medo. Coitadinho, pensou que algum fantasma o estivesse segurando.

    O garoto reparou que o velhinho era muito magro, quase transparente.

    – Obrigado. Como é que o senhor se chama?

    – Eu sou o médico daqui. Vou acordar seu amigo.

    O velhinho passou a mão na cabeça do menino desmaiado e ele despertou no mesmo instante.

    – Vão para casa, meus filhos. - ele disse. – Já passou da hora de dormir.



    No dia seguinte, os meninos foram procurar o velhinho para agradecer-lhe a ajuda. Mas não o encontraram, nem no cemitério, nem em lugar nenhum. E foi assim que ambos perderam o medo de fantasma, quando perceberam que nem todos os seres misteriosos fazem o mal. Pelo contrário, podem até ajudar. Como aquele médico, que nunca mais apareceu.

PRIETO, Heloisa. Lá vem história outra vez – Contos do folclore mundial. São Paulo: Companhia das letrinhas, 1997.

  1. Quais os dois ambientes em que a história ocorre?

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  1. Quando o garoto mais velho disse que não acreditava em fantasma, estava dizendo a verdade? Justifique sua resposta.

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Pois então vamos já para o cemitério que eu vou provar minha coragem.









  • Explique o significado da palavra destacada.

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  • Crie uma frase usando o verbo “provar” com um significado diferente daquele usado na frase da caixinha acima.

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  1. Qual a prova de coragem que um amigo impôs ao outro? E qual o prêmio a receber?

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  1. Diga o tempo verbal, número e pessoa dos verbos destacados nas frases abaixo.

  1. Aposto minha bola de futebol que você não tem coragem de entrar no cemitério à noite.

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  1. Assim, os dois garotos foram até a rua do cemitério.

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  1. Complete as lacunas com porque, por que, por quê, porquê.

  1. _____________ os amigos fizeram uma aposta?

  2. _____________ queriam provar que eram corajosos.

  3. Não sei o _____________ da necessidade de provar ser corajoso.

  4. Ele entrou no cemitério, ______________?



  1. Complete a frase com um substantivo derivado do substantivo derivado do substantivo destacado

Aquele _____________________ perdeu a aposta. Coitado, tem medo de tudo!

  1. O texto fala sobre medo. Copie três frases usadas para levar ao leitor esse clima.

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  1. Qual a pista que o texto oferece para que você compreenda a relação do título com a história? Responda essa pergunta com uma frase do texto.

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