Teatro-debate: Em tempos de cri cri cri, psicodramatista é rei ou ?



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Encontro28.02.2017
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Teatro-debate: Em tempos de cri cri cri, psicodramatista é rei ou...?

A Companhia do Teatro Espontâneo (C.T.E.) foi idealizada por Moysés Aguiar e demais profissionais, há mais de 30 anos. Desde então, seu fundador investiu na experimentação do Teatro Espontâneo, e a partir da valorização a inovação e na capacidade de transformação, desenvolveu uma modalidade teatral que se insere no campo dos teatros de improviso, denominada Teatro-debate (T-D).

O T-D privilegia a representação cênica concretizada no palco, pelo público, cabendo à equipe de coordenação (diretor e atores espontâneos) a função de estimular e apoiar a participação de atores oriundos da plateia. A partir de um tema de interesse da comunidade e das experiências comuns dos envolvidos, transforma-se o debate verbal em debate cênico. O papel da equipe de atores espontâneos é direcionar em seu potencial criativo, ilustrando em cenas, de maneira aprofundada, os argumentos e conflitos vividos pela plateia enquanto esta troca ideias verbalmente. A estas cenas ilustrativas convencionou-se denominar “cenas espelho”, pois buscam refletir o que ocorre na discussão, transformando as palavras em cenas, mutação metafórica que alavanca o debate, lançando-o a direções muitas vezes inusitadas, mas intimamente referidas à verdade grupal. É importante ressaltar que o T-D não busca uma verdade única e harmoniosa, seu propósito percorre uma produção que pretende ampliar a percepção dos participantes a respeito do tema, enriquecendo o grupo como um todo, fazendo-o avançar, aprofundar e desvelar a consciência.

O tema aqui proposto: Em tempos de cri cri cri, psicodramatista é rei ou...?”, surgiu a partir da curiosidade sobre quais seriam as (mais variadas) posturas dos psicodramatistas frente aos tempos de crise. Entendemos que a postura é ação, atitude, corresponsabilidade, causa-efeito, desdobramentos. Os “tempos de crise”, estão inseridos em todos os espaços concretos, virtuais, institucionais e subjetivos que ocupamos. O “cri cri cri” convida a questionar e a intrigar nossa comunidade psicodramatista a debater qual é o papel do psicodramatista nos lugares que se ocupa enquanto profissional.



Referências:

  1. Aguiar, M. Teatro da Anarquia. Campinas, SP: Papirus, 1988.

  2. Aguiar, M. Psicodrama e Emancipação – A Escola do Tietê. Campinas, SP: Summus, 2009.

  3. Aguiar, M. Revista Brasileira de Psicodrama. Vol. 21. No. 2 São Paulo, SP, 2013.


Mini currículo

  • Andreia da Silva Freitas, psicóloga clínica formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (2011); psicodramatista em formação pelo Instituto Sedes Sapientiae.

  • Camila Tyrel, Farmacêutica Bioquímica formada pela Universidade Paulista/UNIP (1999); psicodramatista foco socioeducacional pela Associação Brasileira de Psicodrama/ABPS (2005); Atriz profissional: DRT/SP: 37353SP/atriz.

  • Maíra Lima de Medeiros, psicóloga pela Universidade Federal da Paraíba (2009); psicodramatista formada pelo Instituto Sedes Sapientiae (2012); Atua na área clínica e em Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Outras Drogas III.

  • Viviane Barreto, psicóloga pela Universidade Católica de Pelotas/RS (2006); psicodramatista em formação pela Sociedade de Psicodrama de São Paulo (SOPSP); Atua como Consultora no desenvolvimento de temas e treinamentos comportamentais e de liderança em empresas.


Egos auxiliares:


de participantes: 40
Equipamentos necessários: sala ampla com cadeiras móveis, 2 microfones


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