Simulado enem interpretaçÃO – 3º ano (Prof. Alacídio) 05 02 14 Leia o texto e responda a questão 01



Baixar 0,55 Mb.
Encontro27.09.2018
Tamanho0,55 Mb.
SIMULADO ENEM INTERPRETAÇÃO – 3º ano (Prof. Alacídio) 05 02 14
Leia o texto e responda a questão 01:
Iscute o que tô dizendo,

Seu dotô, seu coroné:

De fome tão padecendo

Meus fio e minha muié.

Sem briga, questão nem guerra,

Meça desta grande terra

Umas tarefa pra eu!

Tenha pena do agregado

Não me dêxe deserdado
PATATIVA DO ASSARÉ. A terra é naturá. In: Cordéis e outros poemas. Fortaleza: Universidade Federal do Ceará, 2008 (fragmento).
01. A partir da análise da linguagem utilizada no poema, infere-se que o eu lírico revela-se como falante de uma variedade linguística específica. Esse falante, em seu grupo social, é identificado como um falante

(A) escolarizado proveniente de uma metrópole.

x(B) sertanejo morador de uma área rural.

(C) idoso que habita uma comunidade urbana.

(D) escolarizado que habita uma comunidade do interior do país.

(E) estrangeiro que imigrou para uma comunidade do Sul do país.



Comentário: A alternativa B é a correta porque a linguagem empregada pelo enunciador (falante) é regionalista, típica do nordestino, do homem pobre do sertão, que emprega na sua fala uma fonética diferente da formalmente estabelecida pelo padrão normativo! RESPOSTA: B
02. Leia os textos a seguir:
Texto I
Antigamente Acontecia o indivíduo apanhar constipação; ficando perrengue, mandava o próprio chamar o doutor e, depois, ir à botica para aviar a receita, de cápsulas ou pílulas fedorentas. Doença nefasta era a phtísica, feia era o gálico. Antigamente, os sobrados tinham assombrações, os meninos, lombrigas [...]
ANDRADE, Carlos Drummond de. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Companhia José Aguilar, p. 1.184.
O texto acima está escrito em linguagem de uma época passada. Observe uma outra versão, em linguagem atual.
Texto II
Antigamente Acontecia o indivíduo apanhar um resfriado; ficando mal, mandava o próprio chamar o doutor e, depois, ir à farmácia para aviar a receita, de cápsulas ou pílulas fedorentas. Doença nefasta era a tuberculose, feia era a sífilis. Antigamente, os sobrados tinham assombrações, os meninos, vermes [...]
Comparando-se esses dois textos, verifica-se que, na segunda versão, houve mudanças relativas a

x(A) vocabulário.

(B) construções sintáticas.

(C) pontuação.

(D) fonética.

(E) regência verbal.


Comentário: A alternativa A é a correta porque entre os dois textos há uma diferença no vocabulário. Percebe-se que, no texto I, o autor emprega palavras não mais usadas atualmente (arcaísmos): “botica”, gálico”, “phtísica”.RESPOSTA: A

03. Analise o texto a seguir:

Venho solicitar a clarividente atenção de Vossa Excelência para que seja conjurada uma calamidade que está prestes a desabar em cima da juventude feminina do Brasil. Refiro-me, senhor presidente, ao movimento entusiasta que está empolgando centenas de moças, atraindo-as para se transformarem em jogadoras de futebol, sem se levar em conta que a mulher não poderá praticar este esporte violento sem afetar, seriamente, o equilíbrio fisiológico das suas funções orgânicas, devido à natureza que dispôs a ser mãe.

Ao que dizem os jornais, no Rio de Janeiro, já estão formados nada menos de dez quadros femininos. Em São Paulo e Belo Horizonte também já estão se constituindo outros. E, neste crescendo, dentro de um ano, é provável que em todo o Brasil estejam organizados uns 200 clubes femininos de futebol: ou seja: 200 núcleos destroçados da saúde de 2,2 mil futuras mães, que, além do mais, ficarão presas a uma mentalidade depressiva e propensa aos exibicionismos rudes e extravagantes.
Coluna Pênalti. Carta Capital, 28/4/2010.
O trecho é parte de uma carta de um cidadão brasileiro, José Fuzeira, encaminhada, em abril de 1940, ao então presidente da República Getúlio Vargas. As opções linguísticas de Fuzeira mostram que seu texto foi elaborado em linguagem

(A) regional, adequada à troca de informações na situação apresentada.

(B) jurídica, exigida pelo tema relacionado ao domínio do futebol.

(C) coloquial, considerando-se que ele era um cidadão brasileiro comum.

x(D) culta, adequando-se ao seu interlocutor e à situação de comunicação.

(E) informal, pressupondo o grau de escolaridade de seu interlocutor.


Comentário: A alternativa D é a correta pois afirma ser culta a forma de expressão utilizada pelo autor do texto. Nota-se uma preocupação em adequar o nível linguístico ao receptor (interlocutor) da mensagem.RESPOSTA: D

Texto para a questão 04:

Vício na fala
Para dizerem milho dizem mio

Para melhor dizem mió Para pior pió

Para telha dizem teia

Para telhado dizem teiado

E vão fazendo telhados
ANDRADE, Oswald de. Obras completas. 5.ª ed. São Paulo: Globo, 1991, p. 80.
04. Ao explorar a emotividade da linguagem, o autor faz referência às variantes linguísticas de natureza

(A) estilística, pois utiliza a escrita para, de certa forma, marcar uma nova época literária.

(B) regional, pois há regiões em que essa variedade linguística descrita no poema é aceita como padrão oficial.

(C) de registro, já que as variantes são formadas pelo processo de neologismo, típico em autores modernistas.

x(D) sociocultural, pois revela o conflito social entre as variantes de uma mesma língua.

(E) temporal, pois marca a variação linguística de diferentes épocas.


Comentário: A alternativa D é correta. A indeterminação do sujeito( “dizem”) não nos permite saber a identidade do falante, mas possibilita a associação do discurso a alguém pertencente a uma classe social baixa ou de baixo nível de escolaridade ! RESPOSTA: D

05. Leia



Veja, 7/5/1997.
Na parte superior do anúncio, há um comentário escrito à mão que aborda a questão das atividades linguísticas e sua relação com as modalidades oral e escrita da língua. Esse comentário deixa evidente uma posição crítica quanto a usos que se fazem da linguagem, enfatizando ser necessário

(A) implementar a fala, tendo em vista maior desenvoltura, naturalidade e segurança no uso da língua.

(B) conhecer gêneros mais formais da modalidade oral para a obtenção de clareza na comunicação oral e escrita.

(C) dominar as diferentes variedades do registro oral da língua portuguesa para escrever com adequação, eficiência e correção.

x(D) empregar vocabulário adequado e usar regras da norma-padrão da língua em se tratando da modalidade escrita.

(E) utilizar recursos mais expressivos e menos desgastados da variedade-padrão da língua para se expressar com alguma segurança e sucesso.


Comentário: A alternativa D é correta. A questão trata da necessária adequação da linguagem em se tratando de textos verbais escritos. A linguagem oral não exige rígida obediência ao padrão normativo estabelecido pela gramática! RESPOSTA: D

06.

Gerente – Boa tarde. Em que eu posso ajudá-lo?

Cliente – Estou interessado em financiamento para compra de veículo.

Gerente – Nós dispomos de várias modalidades de crédito. O senhor é nosso cliente?

Cliente – Sou Júlio César Fontoura, também sou funcionário do banco.

Gerente – Julinho, é você, cara? Aqui é a Helena! Cê tá em Brasília? Pensei que você inda tivesse na agência de Uberlândia! Passa aqui pra gente conversar com calma.


BORTONI-RICARDO, S. M. Educação em língua materna. São Paulo: Parábola, 2004 (adaptado).
Na representação escrita da conversa telefônica entre a gerente do banco e o cliente, observa-se que a maneira de falar da gerente foi alterada de repente devido

x(A) à adequação de sua fala à conversa com um amigo, caracterizada pela informalidade.

(B) à iniciativa do cliente em se apresentar como funcionário do banco.

(C) ao fato de ambos terem nascido em Uberlândia (Minas Gerais).

(D) à intimidade forçada pelo cliente ao fornecer seu nome completo.

(E) ao seu interesse profissional em financiar o veículo de Júlio.


Comentário: A alternativa A é correta, pois afirma que a adequação da linguagem feita pela gerente do banco ocorreu em função da informalidade: ela descobriu que o cliente era um ex- colega de trabalho, logo não precisava empregar linguagem formal.RESPOSTA: A

07. Aumento do efeito estufa ameaça plantas, diz estudo. O aumento de dióxido de carbono na atmosfera, resultante do uso de combustíveis fósseis e das queimadas, pode ter consequências calamitosas para o clima mundial, mas também pode afetar diretamente o crescimento das plantas. Cientistas da Universidade de Basel, na Suíça, mostraram que, embora o dióxido de carbono seja essencial para o crescimento dos vegetais, quantidades excessivas desse gás prejudicam a saúde das plantas e têm efeitos incalculáveis na agricultura de vários países.
O Estado de São Paulo, 20 set. 1992, p.32. 



O texto acima possui elementos coesivos que promovem sua manutenção temática. A partir dessa perspectiva, conclui-se que 

(A) a palavra "mas", na linha 3, contradiz a afirmação inicial do texto: linhas 1 e 2.
(B) a palavra "embora", na linha 4, introduz uma explicação que não encontra complemento no restante do texto. 
x(C) as expressões: "consequências calamitosas", na linha 2, e "efeitos incalculáveis", na linha 6, reforçam a ideia que perpassa o texto sobre o perigo do efeito estufa.
(D) o uso da palavra "cientistas", na linha 3, é desnecessário para dar credibilidade ao texto, uma vez que se fala em "estudo" no título do texto.
(E) a palavra "gás", na linha 5, refere-se a "combustíveis fósseis" e "queimadas", nas linhas 1 e 2, reforçando a ideia de catástrofe.
Comentário: A alternativa correta é a C. As duas expressões em destaque são importantes elementos de coesão referencial, pois dão unidade ao texto: são expressões semanticamente equivalentes! RESPOSTA: C

08.

Texto I 

Ser brotinho não é viver em um píncaro azulado; é muito mais! Ser brotinho é sorrir bastante dos homens e rir interminavelmente das mulheres, rir como se o ridículo, visível ou invisível, provocasse uma tosse de riso irresistível. 

CAMPOS, Paulo Mendes. Ser brotinho. In: SANTOS, Joaquim Ferreira dos (Org.). As cem melhores crônicas brasileiras. Rio de Janeiro: Objetiva, 2005. p. 91. 

Texto II

Ser gagá não é viver apenas nos idos do passado: é muito mais! É saber que todos os amigos já morreram e os que teimam em viver são entrevados. É sorrir, interminavelmente, não por necessidade interior, mas porque a boca não fecha ou a dentadura é maior que a arcada.

FERNANDES, Millôr. Ser gagá. In: SANTOS, Joaquim Ferreira dos (Org.). As cem melhores crônicas brasileiras. Rio de Janeiro: Objetiva, 2005. p. 225. 

Os textos utilizam os mesmos recursos expressivos para definir as fases da vida, entre eles, 

(A) expressões coloquiais com significados semelhantes.
(B) ênfase no aspecto contraditório da vida dos seres humanos.
(C) recursos específicos de textos escritos em linguagem formal.
(D) termos denotativos que se realizam com sentido objetivo.
x(E) metalinguagem que explica com humor o sentido de palavras.
Comentário: A alternativa correta é a letra E. A metalinguagem consiste na explicação do código pelo próprio código, que ocorre no texto através da definição das palavras (a língua portuguesa é explicada pela língua portuguesa) com linguagem bem-humorada.RESPOSTA: E

09. Leia:

Folha de S. Paulo, 12/4/2003.

Considerando a fala dos interlocutores, pode-se concluir que

(A) o uso de “excelência” denota desrespeito, pois o depoente não reconhece no deputado uma autoridade.

x(B) o efeito humorístico é provocado pela passagem brusca da linguagem formal para a informal.

(C) o uso da linguagem formal e da informal evidencia a classe social a que pertencem as personagens.

(D) a linguagem empregada no texto serve apenas para compor as imagens do deputado e do depoente.

(E) o pronome “seu” foi usado pelo depoente como sinal de respeito para com o parlamentar ilustre.


Comentário: A alternativa B é a correta porque o personagem que interroga demonstra formalidade até o instante em que é citado pelo interrogado como participante de um esquema de corrupção. A partir desse instante, muda drasticamente o nível de linguagem, valendo de uma expressão coloquial “bifa” (tapa) na orelha.


10. A sociedade atual testemunha a influência determinante das tecnologias digitais na vida do homem moderno, sobretudo daquelas relacionadas com o computador e a internet. Entretanto, parcelas significativas da população não têm acesso a tais tecnologias. Essa limitação tem pelo menos dois motivos: a impossibilidade financeira de custear os aparelhos e os provedores de acesso, e a impossibilidade de saber utilizar o equipamento e usufruir das novas tecnologias. A essa problemática, dá-se o nome de exclusão digital.
No contexto das políticas de inclusão digital, as escolas, nos usos pedagógicos das tecnologias de informação, devem estar voltadas principalmente para 

(A) proporcionar aulas que capacitem os estudantes a montar e desmontar computadores, para garantir a compreensão sobre o que são as tecnologias digitais.
x(B) explorar a facilidade de ler e escrever textos e receber comentários na internet para desenvolver a interatividade e a análise crítica, promovendo a construção do conhecimento.
(C) estudar o uso de programas de processamento para imagens e vídeos de alta complexidade para capacitar profissionais em tecnologia digital.
(D) exercitar a navegação pela rede em busca de jogos que possam ser "baixados" gratuitamente para serem utilizados como entretenimento.
(E) estimular as habilidades psicomotoras relacionadas ao uso físico do computador, como mouse, teclado, monitor etc
Comentário: A alternativa B é a correta porque afirma que a escola deve utilizar essa moderna ferramenta de interação social ( internet, via computador) para promover a construçao do conhecimento!


Compartilhe com seus amigos:


©bemvin.org 2019
enviar mensagem

    Página principal