Semântica é a parte da linguística que estuda o significado das palavras, a parte significativa do discurso. Cada palavra tem seu significado específico, porém podemos estabelecer relações entre os significados das palavras



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AULAS 31 A 33 – PORTUGUÊS

A Semântica  é a parte da linguística que estuda o significado das palavras, a parte significativa do discurso. Cada palavra tem seu significado específico, porém podemos estabelecer relações entre os significados das palavras, assemelhando-as umas às outras ou diferenciando-as segundo seus significados.



SINONÍMIA: Sinonímia é a divisão na Semântica que estuda as palavras sinônimas, ou aquelas que possuem significado ou sentido semelhante.

Algumas palavras mantêm relação de significado entre si e representam praticamente a mesma ideia. Estas palavras são chamadas de sinônimos.

Ex: certo, correto, verdadeiro, exato.

Sendo assim, SINÔNIMOS são palavras que possuem significados semelhantes.

A contribuição greco-latina é responsável pela existência de numerosos pares de sinônimos:


  • adversário e antagonista;

  • translúcido e diáfano;

  • semicírculo e hemiciclo;

  • contraveneno e antídoto;

  • moral e ética;

  • colóquio e diálogo;

  • transformação e metamorfose;

  • oposição e antítese.

ANTONÍMIA: É a relação entre palavras de significado oposto

Outras palavras, ainda, possuem significados completamente divergentes, de forma que um se opõe ao outro, ou nega-lhe o significado. Estas palavras são chamadas de antônimos.

Ex: direita / esquerda, preto / branco, alto / baixo, gordo / magro.

Desta forma, ANTÔNIMOS são palavras que opõem-se no seu significado.



Observação: A antonímia pode originar-se de um prefixo de sentido oposto ou negativo:

  • bendizer e maldizer;

  • simpático e antipático;

  • progredir e regredir;

  • concórdia e discórdia;

  • ativo e inativo;

  • esperar e desesperar;

  • comunista e anti­comunista;

  • simétrico e assimétrico.

Fontes:
http://www.atividadeseducativas.com.br/index.php?id=552

Questões sobre o assunto: http://www.mapadaprova.com.br/questoes/de/portugues/semantica/sinonimos-e-antonimos

EUFEMISMO

Leia estes versos do poema “Antologia”, de Manuel Bandeira:

“Quando a Indesejada das gentes chegar
Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,
A mesa posta,
Com cada coisa em seu lugar”.

Determinadas palavras e expressões, quando empregadas em certos contextos, são consideradas desagradáveis, ou por apresentarem uma idéia muito negativa ou por chocarem quem ouve. Por isso, é muito comum os falantes substituírem essas expressões por outras mais suaves, mais delicadas, que, mesmo tendo o mesmo sentido, causam menor impacto em quem as ouve.

Nesses versos, o poeta Manuel Bandeira refere-se à morte utilizando a expressão “Indesejada das gentes”. Existem varias expressões que suavizam a palavra morte, como “entregar a alma a Deus”, “partir desta para a melhor”, “bater as botas”, “encurtar os anos”, entre outras. Essas formas que atenuam expressões desagradáveis são chamadas eufemismos.

Observe atentamente estas afirmações:

“E fizeste isto durante vinte e três anos (...) até que um dia deste o grande mergulho nas trevas (...)” (Machado de Assis)

“Diante de tanta tristeza, ela preferir faltar com a verdade”.

Na primeira sentença, Machado de Assis usou a expressão “deste o grande mergulho nas trevas” para se referir à morte; na segunda, a expressão “faltar com a verdade” foi uma maneira suave de se referir à mentira. Portanto, são exemplos de eufemismo, figura de linguagem  que consiste em empregar expressões suaves no lugar de outra desagradável ou chocante.

Durante muito tempo, as pessoas da raça negra eram qualificadas pelas formas eufemísticas “pessoas de cor” ou “morena”. Nas últimas décadas, entretanto, os movimentos negros brasileiros têm combatido essa forma de tratamento, entendendo que por trás do eufemismo, existe a idéia de que seria “feio” atribuir a característica “negra” a uma pessoa. Atualmente, os negros orgulham-se de ser considerados negros, pois, além da cor, essa característica identifica a cultura e a raça a que estão ligados.



Fontes
CEREJA, William Roberto e MAGALHÃES, Thereza Cochar. Literatura Brasileira em diálogo com outras literaturas. 3 ed. São Paulo, Atual editora, 2005, p.39-40.
PIRES, Orlando. Manual de Teoria e Técnica Literária. Rio de Janeiro, Presença, 1981, p. 102.
SAVIOLE, Francisco Platão. Gramática em 44 lições. 15 ed. São Paulo, Ática, 407.
TUFANO, Douglas. Estudos de Língua Portuguesa – Minigramática. São Paulo, Moderna, 2007.


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