Seminário de gestão de processos e tecnologia da informaçÃO



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A engenharia de busca desenvolvida em 1996 por Larry Page e Sergey Brin que viria a ser o Google foi um dos pioneiros a utilizar princípios da web 2.0. Em 1997, Jon Barger introduziu o termo “weblogs”, mas foi em 1999 que o termo foi realmente posto em prática pelo Peter Merholz com a criação do “Bloggler”, cuja facilidade promoveu sua popularidade. Dois anos depois, a wickpedia surgiu com a proposta de ser uma enciclopédia on-line. Em 2003 foi a vez do MySpace e do Delicious. O MySpace é um serviço de rede social e o Delicious um serviço online que lhe permite adicionar e pesquisar bookmarks sobre qualquer assunto. O Orkut, o Facebook e o Flickr entram em cena em 2004, o Orkut e Facebook como redes sociais e o Flickr como um site de compartilhamento de fotos. Em 2004, o Google também lança o Gmail, além do surgimento do termo web 2.0. Em 2005, é a vez do YouTube e do LibraryThing, nesse mesmo ano, o Google lança o Google Maps. Em 2006, surge o Twitter e em 2007, o Friendfeed. Posteriormente, em 2008, surge o site NOW e o GCPEDIA, um site de canais de televisão e uma enciclopédia online do governo canadense.

O que é e como funciona
Enquanto a web 1.0 é composta por sites, emails e chats que contam com a publicação de muito conteúdo de pouca relevância e com praticamente nenhuma interatividade, a web 2.0 é composta por blogs, wikis e comunidades em que o usuário participação gerando conteúdo e com interatividade total. Desta forma, a Web passou de uma ferramenta para uma plataforma, que dá suporte ao desenvolvimento de inúmeros serviços e integração dos mesmos.

Tim O’Reilly define a web 2.0 como “mudança para uma internet como plataforma, e um entendimento das regras para obter sucesso nesta nova plataforma. Entre outras, a regra mais importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência coletiva.”

A web 2.0 apresenta-se de diversas maneiras, como redes sócias, sites de compartilhamento e vídeos e fotos ou até mesmo enciclopédias online. Novamente, em todos os casos, a web é utilizada como plataforma, permitindo a interação entre internautas está presente e o usuário pode contribuir com a geração ou edição de conteúdos.Vale ressaltar que não se trata de uma revolução tecnológica, mas uma mudança na maneira de promover conteúdo dinâmico através da internet.



Os elementos da web 2.0 são conteúdo, usuário, serviços, interatividade, desenvolvimento e tecnologia. Quanto ao conteúdo, podemos afirmar que a preocupação não esta mais em publicar o conteúdo, mas criar alternativas que ajudem a organizá-lo, selecioná-lo e distribuí-lo. A web 2.0 proporciona uma experiência rica para o usuário, já que sua paginas são mais leves, interativas e simples como o desktop. O usuário também conta com a possibilidade de personalizar, escolhendo o conteúdo e recebendo informações de diferentes aplicativos. Além disso, é possível se atualizar frequentemente. Portanto, o usuário é o principal objetivo das companhias, é ele quem cria, avalia, edita, organiza, compartilha, e escolhe como e como deseja ver o conteúdo. Isso acaba sendo uma vantagem econômica também para o servidor do serviço, pois é o próprio usuário que realiza a manutenção do site.
O design da web 2.0 é de tal forma que estimula o usuário a participar e lhe permite autonomia, facilidade e principalmente simplicidade na busca por informação e na colaboração no desenvolvimento da web. Podemos perceber, por exemplo, a tendência das paginas em terem um layout simples e que projete o conteúdo e não a página em simples.
A versão beta de um software é a versão ainda em testes ou desenvolvimento, ou seja, não é a versão final, assim, podemos dizer que os sites e aplicativos da web 2.0 ficam em Beta eterno ou perpétuo, pois estão sempre em processo de desenvolvimento. Portanto, é cabivel compar a web 2.o com software livre, do ponto de vista de que o usuário pode promover o desenvolvimento dos aplicativos e dos sites. Além disso, a computação em nuvem apresenta-se como uma tendencia para a web 2.0.
Podemos resumir a web 2.0 como uma web que promove a participação, cooperação e usabilidade; a construção do conhecimento se dá pela inteligência coletiva. Também podemos considerar que a ausência do controle de dados permite melhorias de serviços já criados, além disso, é de fácil uso por ser intuitivo entre outras características da interface dos aplicativos.


Vantagens e Benefícios
Na web 2.0 os serviços estão sempre disponíveis, pois o armazenamento de dados é online e são acessíveis de qualquer dispositivo sem a necessidade de instalação e com atualizações automáticas, além de ser independente do sistema operacional. Portanto, a portabilidade é uma vantagem proporcionada pela web 2.0. Além disso, a descentralização dos dados criou uma característica também presente no software livre: usuários avaliam, corrigem e sugerem, colaborando para a correção de bugs e informações erradas.
Outra vantagem é o poder que os consumidores adquirem para exporem sua opinião, sugestão ou critica sobre os produtos e serviços que utilizam, informando demais consumidores. A facilidade em postar conteúdos on-line acaba sendo uma vantagem para a construção interativa de conteúdo, fornecendo ao usuário informações mais atuais e completas. O acesso a diversos conteúdos possibilita o contato com diversos pontos de vista sobre mesmo tema, dando mais informações para o usuário posicionar-se sobre o mesmo. A personalização é outro aspecto levado em conta, pois o usuário sente-se valorizado.

Desvantagens e Dificuldades
A web 2.0 proporciona inúmeras vantagens aos usuários, porém deve-se tomar cuidado com a veracidade das informações a que tem acesso, uma vez que todos podem contribuir no conteúdo podendo haver equívocos ou postagem de informações errôneas por má índole. Outro cuidado necessário para se tomar é quanto às pessoas com que você se relaciona apenas pelo espaço virtual, pois você nunca saberá se ela usa sua verdadeira identidade. Algumas vezes, pessoas usam outra identidade para cometer crimes ou agredir moralmente pessoas. Portanto, a segurança é prejudicada. A privacidade é outro aspecto que pode ser comprometido com a web 2.0 assim como os direitos autorais, pois as pessoas ficam mais expostas e o controle do conteúdo é difícil.

Casos e Exemplos
Exemplos
A Wikipédia, uma enciclopédia online, é um exemplo de wiki, sites que permitem a geração e edição de conteúdos pelos próprios usuários sobre diversos tópicos. Redes Sociais são sites de relacionamento em que cada membro possui um perfil personalizado e interage com outros membros. No Brasil, o orkut é a rede social mais popular, mas entre outras gigantes podemos citar o myspce e o facebook. O delicious é o mais popular serviço de bookmark social, que associa marcadores a websites e quanto mais usuários marcarem determinado website, mais forte fica a associação entre eles. Esse serviço é útil para ter acesso a diferentes sites sobre o mesmo assunto. O Youtube é um site de compartilhamento de vídeos e o Flickr, de fotos, esses websites precisam de grandes investimentos em hardware, pois os mesmos vídeos fotos podem ser postados por diversos usuários, conseqüentemente a capacidade de armazenamento desses websites deve estar sempre aumentando. Blogs também são exemplos de web 2.0, neles, usuários registram os mais diversos assuntos e outros usuários podem comentar. O web-mail é outro exemplo, traduzindo a portabilidade que a web 2,0 proporciona, pois você pode acessar seu email de qualquer lugar e de qualquer computador ou aparelho com acesso à internet. A computação em nuvem, já utilizado pelo Gmail, Hotmail e me da Apple, substituem softwares e conseqüentemente sua instalação, assim você poderia ter acesso a um documento utilizando seu email e portanto sem precisar ter ele no computador ou em um pendrive.

Casos


- Atentopedia

A Atento Brasil, possui uma enciclopédia corporativa para funcionários compartilharem informações. O uso dessa ferramenta da web 2.0 aumentou a dinâmica e a eficácia das operações.

A empresa possui 75000 funcionários espalhados por 12 cidades brasileiras e tinha dificuldade em garantir o acesso a informações importantes para o negócio e, principalmente, atualizadas e corretas. As operações trabalhavam de forma isolada, sem qualquer sinergia ou processos de compartilhamento. O conhecimento estava dentro da cabeça de cada um e carecia de atualização para que a informação pudesse ser considerada confiável. Foi nesse cenário que o gerente de estratégias e soluções, Regis Noronha, propôs a implantação do portal Atentopedia. Deu certo. Prova disso é que, hoje, a matriz brasileira exporta conhecimento até para a sede da Telefónica, sua controladora, na Espanha.

Muitos funcionários desperdiçavam esforço e tempo em operações que davam errado sem saber se possíveis soluções já haviam sido criadas. Além disso, “as equipes não tinham onde buscar informações sobre os clientes, seus perfis, necessidades ou tendências de mercado, para cruzar com os produtos da Atento, de forma a oferecer projetos mais atraentes e eficientes”, diz Noronha. A solução foi a criação da Atentopedia.

A Atentopedia foi criada em outubro de 2006 e funciona como uma enciclopédia online, um portal do conhecimento na intranet da Atento, que também pode ser acessado pela internet, de fora da empresa. Com a proposta de disseminar o conhecimento, lá estão orientações sobre a estratégia da Atento, dossiês e perfis dos seus clientes, melhores práticas adotadas pelas operações país afora, um glossário com termos recorrentes do negócio, além de um fórum em que as perguntas são respondidas pela área de gestão do conhecimento ou encaminhadas a quem possa respondê-las corretamente.

“O glossário, por exemplo, foi construído em wiki, em que os funcionários podem acrescentar novos termos ou contribuir com novas informações para os termos que já existem”, explica Noronha. “Atualmente temos cerca de 600 termos, que vão da definição para Tempo Médio de Operação (TMO) ao significado de Business Process Outsourcing (BPO).” Para estimular o uso do portal e a alimentação de informações, a Atento fez um plano de comunicação agressivo, que contou com newsletter, comunicação dirigida, SMS e até brindes. Entre supervisores, analistas, consultores, gestores, gerentes e cargos acima, 7.000 funcionários no Brasil já usam a Atentopedia no dia a dia. No mundo, são mais 3.000 funcionários, uma vez que a solução já começou a ser adotada pelos 17 países nos quais a Telefónica está presente. Todas as buscas realizadas no portal são monitoradas pela área de gestão do conhecimento, que conta com 30 pessoas. Hoje, a maior quantidade de acessos fica com a biblioteca de melhores práticas das operações da Atento. Depois vêm informações sobre características dos produtos oferecidos pela empresa, seguidas de orientações em relação às estratégias adotadas.

 

Para Noronha, os resultados da Atentopedia são, muitas vezes, intangíveis. “Sabíamos que, antes, os funcionários ligavam para várias áreas e interpelavam várias pessoas para tirar uma dúvida, muitas vezes esbarrando em respostas contraditórias”, recorda. Agora, isso é feito via fórum. Nas operações, porém, os ganhos são mais visíveis. Uma operação de cobrança, por exemplo, acessou a biblioteca de melhores práticas, selecionando três delas, para identificar melhor o perfil ideal dos colaboradores para a tarefa, para melhorar o processo de abordagem do cliente inadimplente e para reconhecer e premiar os funcionários. Usando as orientações do portal, a operação foi capaz de aumentar em sete pontos percentuais sua taxa de efetividade da cobrança. Outra operação precisava reverter os índices de insatisfação do cliente final. Para isso, buscou na Atentopedia casos de operações que obtiveram sucesso na empreitada por meio de mudanças na central de atendimento. Implantou-as e conseguiu aumentar em dez pontos percentuais a nota da pesquisa realizada com o consumidor final do cliente. Resultados como esses, na avaliação de Noronha, contribuem para a popularização da Atentopedia. Se em 2006 a média mensal de acessos ficava em 5.000, no ano passado esse número havia crescido para 8 000 acessos por mês. A quantidade de documentos disponíveis na Atentopedia subiu de 114, em 2006, para 380, neste ano, enquanto o número de comunidades aumentou de cinco para 42 no mesmo período. Só a biblioteca de melhores práticas, a mais acessada pelos funcionários, viu crescer sua quantidade de documentos de 30, em 2006, para 248, hoje, ao mesmo tempo que a média mensal de acessos saltou de 110 para 900.



 


Por Ursula Alonso Manso

(http://revistavocerh.abril.com.br/noticia/melhoresp/conteudo_551370.shtml)

- Seleção 2.0
O Banco Santander criou uma nova forma de seleção de jovens que substituirá o tradicional programa de trainees, extinto em 2009. Trata-se de um portal para orientação de carreira, batizado de Caminhos e Escolhas. A vice-presidente de RH do banco afirma que “A seleção de treinees não permitia conhecer bem os candidatos” e que o novo programa será possível monitorar os jovens e convidar os mais promissores.
Depois de reunir treinees e ex-treinees para ouvir quiexas e sugestões sobre a seleção de grandes empresa, o banco percebeu que era preciso criar mais interação, que permitisse apresentar o banco e conhecer bem os candidatos. A saída foi uma rede social própria.
Em abril desse ano, o Santander vai inaugurar um portal para esse publico com atividades como bate-papo com profissionais do banco e consultores de carreira. No segundo sementre, cada atividade realizada no portal rendera “milhas” ao usuário, que poderá trocar por eventos como workshops, bolsas de estudo e palestra. O Rh do banco, usara o ambiente virtual para monitorar talentos e convidá-los a participar de processos seletivos do banco. A expectativa do banco é que, à medida que o numero de jovens na plataforma aumentar, a seleção ganhe ritmo. O objetivo é chegar a 1 milhão de candidatos até o fim do ano.
“Por melho que seja o currículo, preciso de seis meses de convivência para conhecer um executivo”, Eike Batista – contolador do grupo EBX.
Reportagem de Marianna Aragão.
http://www.santander.com.br/document/gsb/acionistas_20100416_noticia_1.pdf

Bibliografia

http://web2.0br.com.br/conceito-web20

http://www.slideshare.net/crystiamkelle/monografia-web-20 - Crystian Kelle Pereira e Silva

http://www.informatiques.blog.br/?p=159

http://inweb20.wordpress.com/

http://rutedanoninha.blogspot.com/2008/02/vantagens-e-desvantagens-da-web-20.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Web_2.0

http://pt.wikipedia.org/wiki/Software_livre

http://pt.wikipedia.org/wiki/Computa%C3%A7%C3%A3o_em_nuvem
Acessos entre 22 e 23 de Abril de 2010.

Anexo

As diferenças apontadas pela empresa O'Reilly entre web 1.0 e web 2.0:



Web 1.0




Web 2.0

DoubleClick



Google AdSense

Ofoto



Flickr

Akamai



BitTorrent

mp3.com



Napster

Britannica Online



Wikipedia

sites pessoais



blogging

evite



upcoming.org and EVDB

especulação sobre nome do domínio



otimização das ferramentas de busca

page views



custo por click

screen scraping



serviços web

editoração



participação

sistemas de gestão de conteúdo



wikis

diretórios (taxonomia)



tagging ("folksonomy")

"grudento" (páginas estáticas)



sindicação (tipo agência de notícias)


Parte II – Second Life
Sumário Executivo
O presente trabalho tem como objetivo apresentar o Second Life, como instrumento para um possível ganho de vantagem competitiva para as empresas, que cada vez mais necessitam estar aderentes às novas tecnologias. Dessa maneira, a empresa será capaz de inovar, ser rentável e se perpetuar.

O Second Life pode ser definido como um ambiente virtual complexo, no qual o usuário é capaz de engajar diversas ações. O SL é ao mesmo tempo um jogo (se encaixa em MMORPG), um simulador, um local para a prática de comércio virtual e uma rede social. Portanto, o SL atende a diversas necessidades, podendo transformar-se em uma espécie de mundo paralelo. Um ambiente totalmente interativo permite liberdade ilimitada aos usuários, sendo que estes podem navegar em diversos cenários, executando as mais diversas ações.

Atualmente, é utilizado por diversas empresas, uma vez que permite o estudo do comportamento do consumidor e comunicação interna na empresa, dentre outros.
Histórico

Criação: 1999

Lançamento: junho de 2003.

Proprietário: Linden Lab.

País de origem: Estados Unidos.

Início da presença de brasileiros: 2006.

Versão adaptada para o Brasil: abril de 2007.

Expansão para outros meios: smartphone, iphone e semelhantes.

Gráfico da população do SL

(fonte: http://taterunino.net/statistical%20graphs.html)




O que é e como funciona
Second Life, também conhecido como SL, foi criado pelo Linden Labs em 1999 e desenvolvido em 2003. Ele pode ser descrito como um metaverso, ou seja, um ambiente virtual tridimensional que possibilita qualquer pessoa que tenha acesso à internet utilizá-lo. O intuito do programa é simular a vida real e possibilitar seus usuários a terem uma “segunda vida” (como diz o nome) ou “vida paralela”. A utilidade do Second Life depende do objetivo do usuário; ele pode ser visto como um jogo, simulador, comércio virtual ou uma rede social. O jogo possui vários aspectos que remetem a todos esses objetivos.

Para começar a jogar a pessoa deve se inscrever no site: nessa etapa seu personagem, ou “avatar”, é criado. Também é necessário baixar gratuitamente o software do jogo. O computador precisa ter alguns requisitos mínimos para que o programa funcione; como memória de 512 MB e processador 800 MHz, a conexão banda larga também proporciona uma melhor experiência.




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