Saudações, líderes das colônias!



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Saudações, líderes das colônias!

Em breve vocês estarão enfrentando seus rivais na superfície de Gallius IV. Entendo que recentes eventos têm causado enorme confusão, muitos de vocês jamais dirigiram uma colônia antes. Mas não se preocupem, suas colônias devem crescer em suas habilidosas mãos (e garras).

Com base numa cláusula especial do Compacto de Gallius IV, posso fornecer a todos diversas informações. A maior parte foi tirada dos arquivos que tenho no computador de minha nave. As informações sobre a tecnologia, poder militar e edifícios é precisa, mas os detalhes elaborados sobre cada cultura ainda são um pouco vagos -- a maior parte de meus dados vem de uma cartilha interstelar! Mas estas informações serão valiosas para o seu planejamento estratégico.

Também incluí uma sinopse que explica como chegamos a esta terrível situação. Cabe a vocês dar fim a este impasse, e encerrar esta fervilhante luta galáctica. Se o Compacto não resolver nossos problemas, poderá ocorrer uma guerra tão grande como a Conquista Skirineen!

Aceitem minhas humildes desculpas pela elaboração apressada deste guia. Desde que o Compacto foi assinado, tenho procurado a maior precisão possível de detalhes. Vejo-me na inesperada posição de atuar como seu consultor durante este conflito. Espero que minha ajuda seja considerada satisfatória.

O planeta aguarda!

-- Oolan, Observador em Gallius IV

O PLANETA, GALLIUS IV

Gallius IV está localizado num remoto sistema solar dentro do antigo Império Skirineen. Você passou por vários antigos destroços no espaço a caminho daqui, e algumas dessas naves pertenciam a civilizações arrasadas pelos Skirineen, centenas de anos atrás. E a presença marcante da Nebulosa Ômicron fez com que esta área do espaço ficasse basicamente inexplorada. A enorme nebulosa impede o rasteamento espacial da maior parte do sistema Gallius e dificulta as viagens espaciais.

Gallius IV é um mundo altamente valioso. Sem dúvida você já sabe que em nosso universo cada vez menor, é difícil encontrar um planeta agradável. Algumas raças, especialmente os ChCh-t, estão com superpopulações crescentes em seus planetas, e um novo planeta representa uma importante válvula de escape.

O mistério sobre Gallius IV inclui uma possível civilização arruinada que pode estar no planeta. Uma raça que antes viajava pelo espaço, enfrentando os perigos da nebulosa, e que acabou se fixando aqui. Não se sabe quem eles eram, será necessária um extenso exame das ruínas para descobrir. Provavelmente era uma raça fortemente oprimida pelos Skirineen. Talvez tenham sido arrasados por estes. Naturalmente, espero que qualquer descoberta traga uma pista sobre o paradeiro de meu povo, os Tolnans. Mas isto é improvável.

O que trouxe todas as raças aqui foi uma pedra rúnica de origem desconhecida. Metade desta runa está nas mãos dos Cyth, a outra metade com os Re'Lu. Como estas raças estão à beira de uma guerra, é improvável que as duas metades sejam reunidas em futuro próximo. Mas eu pude descobrir que a runa indica que há um mundo do tipo terrestre no sistema de Gallius. Será fascinante acompanhar o que vamos descobrir em Gallius IV.

COMO ESTE IMPASSE ACONTECEU

Chega a Esfarrapada Aliança Quadra

As pistas na metade da runa que está com os Cyth parecem revelar que há um planeta habitável no sistema solar Gallius. Ansiosos cientistas Cyth imaginaram todos os tipos de experiências bizarras que poderiam realizar com plantas e animais deste planeta desconhecido. Aparentemente seu líderes - os Lordes do Véu, com seus pesados mantos - sentiram que esta runa não era evidência suficiente para fazer uma expedição a Gallius. Apesar das reclamações dos cientistas, uma expedição não foi organizada até muito tempo depois.

Nesse ínterim, as relações com seus antigos aliados, os gigantescos guerreiros Tarth e os insectóides ChCh-t, ficavam cada vez mais tensas. Muitos Tarth e ChCh-t sentiram-se manipulados pelos Cyth, e queriam dissolver a enfraquecida Aliança Quadra. Em uma manobra política, os Lordes do Véu sugeriram uma missão conjunta de pesquisa das três raças no Sistema Gallius. Os embaixadores Tarth e ChCh-t estavam estranhamente entusiasmados. Quando as três armadas chegaram a Gallius IV, esse entusiasmo teve uma triste explicação.

Os planetas ChCh-t têm enormes superpopulações, e restam poucos mundos para a necessária colonização. Quando o Império Colmeia viu que o planeta era habitável, os ChCh-t apontaram suas armas para as naves Cyth e Tarth. O ataque de surpresa teve sucesso apenas em parte. Os Tarth, sempre à procura de novos mundos, também possuíam poderosas armas com raios antimatéria. Seu plano era a destruição da frota Cyth, mostrando a forte resolução dos Tarth, que a seguir cortariam seus laços com os Cyth para sempre. Tanto os ChCh-t como os Tarth lançaram um ataque quase simultâneo contra os Cyth.

Naturalmente os Cyth já estavam preparados para tal situação. Quando os ataques dos ChCh-t e Tarth foram lançados, os Cyth eliminaram as naves avançadas com seus raios psiônicos de controle mental, transformando os pilotos inimigos em pobres vegetais. De repente os três antigos aliados estavam em guerra, e Gallius IV era o cobiçado troféu.

Os Re'Lu e Humanos Correm para Gallius IV

Os Re'Lu e os Humanos jamais se deram bem, discordando em tudo - desde fronteiras planetárias até como cuidar de animais de estimação. Anteriormente unidos contra a Aliança Quadra, já não havia quase nenhum contato entre as duas raças. Ainda estava em vigor um projeto conjunto entre Humanos e Re'Lu para estudo da runa de Gallius - o resto de um tratado de ajuda científica quase esquecido. Os Humanos e Re'Lu descobriram que a pedra rúnica era um mapa em código que levava ao sistema solar Gallius, na Nebulosa Ômicron. Ambos os grupos de cientistas rapidamente saíram de seus centros de pesquisa e transmitiram mensagens para casa com esta informação.

A expedição Re'Lu partiu vários dias solares à frente dos Humanos, mas estes tinham mapas mais precisos da Nebulosa, e chegaram apenas pouco depois dos Re'Lu. Quando as duas gigantescas frotas voltaram do hiper salto para a velocidade normal tiveram uma enorme surpresa. Seus antigos inimigos da Aliança Quadra estavam destruindo-se, em volta dos planetas mais distantes do sistema solar.

Os Humanos e Re'Lu primeiro lutaram contra as violentas forças Tarth. Mas a localização estratégica do planeta representava uma melhor posição de ataque. Os Humanos tentaram se aproximar do planeta para dominá-lo rapidamente. Os Re'Lu rechaçaram o ataque Humano e os últimos vestígios de uma paz entre Re'Lu e Humanos desapareceram.

Mais naves foram chamadas por todos os lados. As cinco armadas recuaram, cada uma estabelecendo uma base em planetas mais distantes.

Os Uva Mosk Aparecem

Pequenas naves-batedoras de cada armada foram enviadas a Gallius IV. Mas cada batedor que tentou orbitar Gallius IV foi destruído assim que passou da lua mais distante do planeta. Uma enorme armada Uva Mosk apareceu. Os espiões Uva Mosk estavam acompanhando de perto os esforços dos Humanos e Re'Lu, e não gostaram do que viram. Quando os Uva Mosk ficaram sabendo de Gallius IV, sua armada chegou em segredo e estabeleceu uma base na lua mais distante do planeta.

Eles declararam que o planeta faria parte da grande revolução ecológica dos Uva Mosk e enfrentaram as cinco outras raças. A frota Uva Mosk era bem maior que qualquer uma das outras, mas em conjunto as cinco tinham quase o dobro da força dos Uva Mosk. A armada Uva Mosk foi quase derrotada, e recuou. Apesar de seus planos, os Uva Mosk tornaram-se parte do impasse.

Os Maug Descobrem a Emboscada Skirineen

De alguma forma os Skirineen sabiam de tudo sobre as expedições a Gallius. Há suspeitas de que existe um satélite-espião orbitando algum planetóide -- mas isso ainda não foi provado. A raça que já fora um império reuniu as melhores naves do que restava de sua frota e os Skirineen partiram para o sistema Gallius.

Eles ocuparam uma órbita remota -- exatamente no ponto em que a força gravitacional do sol deixa de existir, e inicia-se o vácuo espacial. Lá eles ficara, esperando pacientemente, para ver qual das seis armadas seria a vencedora. Quando isto ocorresse, eles fariam um rápido e decisivo ataque.

Haverá algum segredo no planeta que os Skirineen tentam esconder? Por que razão eles iriam violar o tratado pós-guerra que os manteve em reclusão nos últimos 14 anos?

Espiões Maug estavam acompanhando as expedições Cyth, Tarth e ChCh-t. O antigo quarto membro da Aliança Quadra reuniu uma grande esquadra e aproximou-se do sistema Gallius lenta e cuidadosamente. O sábio líder Maug posicionou sua frota na órbita extrema do sistema solar, acompanhando a batalha de longe. Gallius IV deixava os cientistas Maug muito excitados. Eles esperavam ansiosos pelas experiências médicas que poderiam fazer nesse novo mundo. Quem sabe, até mesmo a antiga riqueza Maug poderia ser reconquistada!

Um alerta batedor Maug descobriu uma nave Skirineen e deu o alarme. Raios foram disparados de todos os pontos. Os Skirineen atacaram os Maug, e de repente as últimas fronteiras do sistema solar Gallius brilhou com raios de pura energia.



O Compacto de Gallius IV é Assinado

Todas as raças atacaram os Skirineen, dando aos Maug a oportunidade de tomar posse do planeta - mas estes foram imediatamente atacados pelos Cyth. Logo os Re'Lu já estavam na batalha, atirando contra naves Maug e Cyth. De repente todas as frotas estavam no conflito, lutando pela captura do planeta.

A tensão cresceu em outros pontos da galáxia. Os Re'Lu começaram a tomar posição nas fronteiras com os ChCh-t e os Humanos. Os ChCh-t também posicionaram suas naves nas fronteiras de seus domínios. Os Tarth lutaram contra os Cyth numa lua do sistema Noah. Grandes planos estratégicos estavam sendo elaborados por líderes militares em toda a galáxia.

Mas outras coisas preocupavam as armadas no sistema Gallius. Havia suficiente poder de fogo sobre Gallius IV para queimar quase toda sua atmosfera. Muitos mundos habitáveis já haviam sido destruídos durante as Guerras Quadra e a Conquista Skirineen, e perder mais um mundo seria impensável. Um tenso cessar-fogo foi declarado e quase todas as raças voltaram para suas bases.

Um tratado foi redigido às pressas numa nave Tarth -- o Compacto de Gallius IV. Este tratado estabelece a forma para a conquista do planeta. O conflito será decidido em Gallius IV, já que ele é a causa das lutas. Cada armada enviará uma pequena força para colonizar parte do planeta. Quem construir as mais bem sucedidas colônias, ou afugentar os outros colonizadores, fica com o planeta.

Somente os Skirineen se recusaram a assinar o Compacto. Eles foram imediatamente expulsos do sistema solar. No entanto, há rumores de que alguns Skirineen ficaram escondidos em algum ponto próximo. Sua razão para fazer isso não está muito clara...



O COMPACTO DE GALLIUS IV

Nós, os líderes das armadas ChCh-t, Cyth, Humanos, Maug, Re'Lu, Tarth e Uva Mosk, concordamos em interromper as hostilidades no espaço. Como todos nós desejamos tomar posse do planeta Gallius IV, o conflito será transferido para a superfície, e solucionado no planeta.

Cada armada pode enviar uma nave colonizadora ao planeta. Os colonizadores devem ser selecionados a partir da armada já posicionada no Sistema Gallius. Somente quinhentos colonos armados apenas com pistolas Laser podem descer. No planeta haverá alimentos, energia, ferro e madeira.

Não há limites para armas ou tecnologias. Os líderes das colônias podem desenvolver recursos e unidades militares de acordo com suas necessidades estratégicas.

O contato intencional com os Skirineen será uma violação direta deste tratado. Somente Oolan, uma Tolnan da armada Re'Lu, poderá ser contatada no espaço. Ela dará avisos e conselhos a todos os líderes das colônias.

Qualquer colonizador que prove que merece o planeta, construindo dois ou mais centros urbanos, tomará posse de Gallius IV. Qualquer colônia que expulsar todas as outras colônias do planeta também poderá tomar posse do mesmo.

Assinaturas de todos os sete líderes militares no rodapé deste documento.

--Oolan


DESCRIÇÕES DAS RAÇAS

ChCh-t

Planeta Original JkNd-d

Anos no Espaço 64

Habilidades Especiais

Colônias crescem rapidamente

Produzem Unidades a uma taxa de 150%.

Suas unidades são mais rápidas

Missão ou Ordem Especial de Unidade

Roubar Recursos

Fraquezas

Maus pesquisadores; Unidades de infantaria e artilharia são fracas

Todos os ChCh-t nascem com um conhecimento instintivo para uma profissão específica. Como a maior parte dos ChCh-t só vivem de seis a nove anos, fazer um jovem ChCh-t trabalhar desde o início é muito importante. Geralmente é fácil encontrar uma ocupação para um jovem ChCh-t. Quando ele já sabe qual é o seu instinto, o jovem passa por cinco semanas de treinamento intenso. Suas habilidades amadurecem, e o jovem começa a trabalhar. Todo o trabalho é feito pelo bem da colmeia e a divina glória da Mãe Rainha.

Os ChCh-t não têm gênero sexual. Toda a reprodução é feita pelas Rainhas, que produzem várias centenas de ChCh-t de cada vez. Assim, os ChCh-t se multiplicam rapidamente, muitas vezes criando superpopulações nos planetas. Eles são conhecidos por suas conquistas de planetas, e os Re'Lu e Humanos já perderam vários planetas para os ChCh-t, durante as Guerras Quadra. Mas agora todos os planetas ChCh-t estão sob a ameaça de superpopulação. Gallius IV seria um mundo ideal para eles.

Quando os ChCh-t chegam aos seis anos de idade, são avaliados para uma possível participação na Dança da Devora. Se um ChCh-t é considerado um fraco, mental ou fisicamente, é convidado para dançar. Tal convite é uma enorme honra, pois é uma celebração de suas vidas. Os ChCh-t enfermos são levados perante a Rainha e começam a dançar à sua volta o mais rápido possível. Logo eles começam a ficar cansados, e a Rainha os devora. Estas proteínas complexas dão à Rainha os nutrientes necessários para uma nova cria - e várias centenas de ChCh-t nascem após a Dança da Devora. Por esta razão, os ChCh-t não acreditam na morte. Eles sentem que sua essência - conhecimento e personalidade - é transmitida para a próxima cria. Embora os ChCh-t não tenham lembrança de uma vida anterior, a rapidez com que eles aprendem confere credibilidade a esta teoria.

Os assuntos do dia-a-dia do governo são gerenciados por Hive Imperius, que supervisiona o crescimento da colmeia. Diversos ChCh-t já nascem com o potencial para liderar os demais. Cada um destes jovens, ou administradores, é avaliado. O mais inteligente recebe o título de Hive Imperius. Todos os outros administradores tornam-se conselheiros para o Hive Imperius.

A sociedade dos ChCh-t tem um ritmo rápido. Eles perdem pouco tempo com palavras, devotando a maior parte do tempo ao trabalho. A produção é acelerada e os ChCh-t produzem unidades militares mais rapidamente que outras colônias. Essa cultura frenética também está presente em suas unidades, que se movem mais rapidamente que a maioria dos veículos. Isto é uma vantagem que será muito útil aos ChCh-t em Gallius IV.

Mas até mesmo os ChCh-t precisam descansar e se divertir. Eles têm uma grande paixão por um esporte perigoso: boxe-ferrão. As lutas ocorrem entre cinco guerreiros, com seus ferrões embebidos numa solução atordoante. Cada guerreiro luta por si, mas com cinco no ringue, eventualmente dois sempre acabam lutando contra um. Os Centros Culturais sempre estão lotados quando um torneio de boxe-ferrão é iniciado.

Como esta raça foi forçada a entrar na idade espacial pelos Cyth, há algumas áreas em que os ChCh-t não têm habilidade. Eles foram forçados a aprender tecnologias muito complexas antes de estarem prontos para isso, e portanto são um pouco lentos na pesquisa de novas tecnologias.

Os batedores ChCh-t são muito hábeis no roubo de recursos. Eles roubam em grupos de zangãos, que podem carregar grandes volumes de qualquer coisa rapidamente. Eles fazem isso colocando um pacote de recursos em suas costas, prendendo-o com suas fortes caudas de ferrões. A seguir eles correm para suas colmeias onde os recursos são imediatamente postos em uso.

História


Os ChCh-t evoluíram em JkNd-d, um planeta semi-árido, no sistema KlKl-p. É possível que esta raça jamais tivesse desenvolvido a viagem espacial, mas os Cyth ficaram tão fascinados com as Rainhas ChCh-t que introduziram essa tecnologia à raça. Em poucos anos algumas naves rudimentares dos ChCh-t já estavam saindo de seu sistema solar. Muitos acidentes aconteceram nas primeiras viagens espaciais dos ChCh-t, mas eventualmente eles aprenderam direito e tornaram-se a raça viajante de hoje.

O desenvolvimento do soldado ChCh-t ocorreu com as antigas civilizações da raça. Acredita-se que uma Rainha primeiro criou uma inteligência inferior, ao organizar soldados para defender sua colmeia. Com o tempo estes soldados desenvolveram um nível de autodeterminação, e começaram a atirar pedras uns nos outros nas batalhas. Com isto veio a diversificação do trabalho. Os zangãos dedicavam-se à quebra de pedras e à produção de alimentos, enquanto os soldados lutavam.

Sabe-se que as antigas Rainhas exerciam uma espécie de controle psiônico natural sobre os soldados e zangãos. À medida que o tempo passou tornou-se cada vez mais difícil para a Rainha manter esse controle, pois os ChCh-t tornavam-se mais inteligentes a cada nova geração. Há algumas evidências arqueológicas que apontam para assassinatos em massa, cometidos por uma Rainha para manter sua dominação. Aparentemente, se um grupo ganhava demasiada independência da Rainha, todos eram lançados à morte. É claro que isto enfraquecia o poder de uma Rainha, e era comum que tais Rainhas fossem dominadas por hordas rivais. Geralmente, essas colmeias rivais tinham ChCh-t mais inteligentes, muitas vezes liderados por um Hive Imperius.

Eventualmente o físico dos ChCh-t tornou-se grosso o bastante para virtualmente bloquear todo o controle psiônico de uma Rainha. Hoje os ChCh-t já não têm mais os poderes psiônicos. Mas esta antiga habilidade fascinou os cientistas Cyth, que pousaram em JkNd-d para estudar os ChCh-t. Vários Cyth entraram secretamente nos aposentos da Rainha-Mãe, para poder vê-la, mas esta reagiu rápido. Quando os zangãos ChCh-t conseguiram tirar os cientistas Cyth do enorme ferrão da Rainha, todos já haviam dado seu último suspiro. Os líderes ChCh-t temeram uma vingança, mas o último cientista Cyth morreu com um sorriso de alegria e paz... Os Cyth apenas mandaram uma mensagem cumprimentando os ChCh-t por sua Rainha!



Cyth

Planeta Original Desconhecido

Anos no Espaço Desconhecido

Habilidades Especiais

A moral é sempre a mesma

Missão ou Ordem Especial de Unidade

O Comando Cyth tem a habilidade de destruir mentes

Os batedores Cyth sabem envenenar a terra.

Fraquezas

Cobram menos impostos que outras raças

Um som de algo sugado, misturado com uma respiração engasgada. O deslizar fácil de seus pés invisíveis. Vozes profundas, murmurando e rosnando. Estes são os Cyth.

O fato de terem sido os membros fundadores da Aliança Quadra deu aos Cyth uma má reputação. Certamente eles cometeram mais do que apenas algumas atrocidades (entre as mais famosas está a expulsão dos Maug de seu planeta nativo), mas muitos de seus atos foram meramente mal entendidos. O objetivo da maioria dos Cyth é de transformar-se em seres de puro raciocínio. Quando esta evolução ocorrer eles acreditam que finalmente terão chegado a uma idade de iluminismo.

Os Cyth consideram seus corpos um transtorno ridículo -- eles até odeiam usar seus pés. Através da auto-disciplina, muitos Cyth podem mover-se por levitação. Os Cyth mais velhos são tão bons na levitação que chegam a voar pelo ar por distâncias curtas. Mas a maior parte dos Cyth jamais chega a tal nível de força mental, e assim o Cyth mais comum costuma combinar a levitação com passos muito peculiares. Os Cyth mais velhos eventualmente também ganham poderes mentais mais fortes. Dentro de uma certa distância, eles podem destruir mentes, transformando as células nervosas de um inimigo em protoplasma grudento. Essas vítimas sempre morrem na hora. Os Cyth mais velhos que têm esse poder sempre ocupam os postos mais altos entre os militares. Portanto, somente o Comando Cyth pode efetuar esse ataque especial.

A habilidade psiônica natural dos Cyth é pequena. Eles ganham poderes psiônicos ingerindo um líquido que é extraído dos ovos de aranhas. A espécie aracnídea da qual eles obtêm o suco não é conhecida, aparentemente é uma aranha indígena apenas ao seu planeta nativo, também desconhecido. Eles tomam esse suco constantemente. Por alguma razão, a digestão intensifica os poderes psiônicos, e os Cyth aparentemente chegam a causar o vômito do líquido para bebê-lo novamente. Após um certo número destes ciclos, o líquido torna-se tóxico até mesmo para os Cyth, e a substância de cheiro horrível é expelida através de um tubo no peito.

Essa bebida, chama de líquido Kli, é altamente venenosa e portanto é uma arma útil. Os batedores Cyth usam pequenos volumes de líquido Kli para envenenar grandes faixas de terra. Este veneno geralmente destrói uma safra, cortando o estoque de alimentos de um território pela metade.

Os Cyth sempre estão em busca de formas para fortalecer seu líquido. Durante os velhos tempos da Aliança Quadra, eles colonizaram vários planetas para obter todos os tipos de extratos, para misturar ao líquido. Um novo planeta representa muitos novos recursos para a manipulação. É óbvio que os Cyth desejam dominar Gallius IV para continuar suas experiências.

Eles sempre optaram pelo governo de um mestre psiônico eleito, o Lorde do Véu. Este sempre é o Cyth mais forte e com os poderes mentais mais elevados. Somente um Cyth altamente disciplinado pode chegar a tal nível. Devido à sua natureza secreta, os Cyth jamais abandonam seu Lorde do Véu. Mesmo que eles discordem das decisões de seu líder eleito, desertar a irmandade Cyth para entregar segredos a outra cultura é algo inimaginável. Assim, sua moral jamais se altera, pois estão sempre procurando novas formas de evoluir. Algum dias eles vão descobrir o caminho para sua transformação mental. Algum dia...

História


Os Cyth se desenvolveram num planeta desconhecido, em algum lugar do setor Umbariano. Sabe-se muito pouco de seu passado, até a queda de um asteróide. De acordo com a lenda (na qual os Cyth já não acreditam mais), o deus-lua Galesh sentiu inveja da luz brilhante de Aswarth, o deus-sol. Galesh atirou uma enorme pedra contra Aswarth, causando sua morte. Um enorme pedaço da pedra caiu sobre o planeta. Os céus ficaram no escuro para sempre, e aqueles que sobreviveram sofreram demais. Os diferentes grupos de Cyth culparam-se uns aos outros pelo ocorrido a Aswarth, e o planeta entrou em total anarquia. Muitos acreditavam que alguns Cyth haviam feito uma aliança secreta com Galesh, dando-lhe os poderes para arremessar a pedra. Comunidades mais fortes atacavam as mais fracas, com o objetivo de eliminar os seguidores de Galesh. Muitos Cyth morreram nessas lutas.

Eventualmente a revolta transformou-se em desespero. As nuvens e a poeira jamais desapareciam, e a antiga civilização tornou-se mais mito que realidade. Esquecer o passado e aproveitar o presente entrou na moda. As tribos faziam experiências com raízes, vegetais e carnes, procurando tornar sua vida mais agradável e suportável. Surgiu uma economia em que tribos rivais competiam para ver quem desenvolvia mais prazeres sensoriais. Às vezes uma tribo criava algo mais especializado, e passava a vender o produto de manipulação às outras tribos. Eventualmente surgiram grandes mercados, chamados Consumatoriums, onde as pessoas iam para esquecer as tribulações da vida no planeta. Mas isto não eliminava os problemas, com a poeira que prejudicava seus olhos e enchia seus pulmões. Todos os Cyth sonhavam com uma forma de livrar-se de sua terrível existência.

Havia rumores de que as antigas comunidades de seguidores de Aswarth estavam cheias de poções e líquidos das eras antigas. Enormes expedições foram enviadas às ruínas. Um explorador estava derrubando uma parede de pedra, e descobriu um pequeno aposento. Dentro estavam os restos mumificados de um membro da comunidade, morto havia centenas de anos. A múmia parecia inclinar-se para um caldeirão. Devido à temperatura e umidade do aposento, parte do líquido não estava evaporado. O Cyth provou do líquido, e imediatamente sentiu um raio de energia em sua mente. Ele acabara de se tornar psiônico, e a era moderna dos Cyth estava iniciada.

As viagens espaciais dos Cyth surgiram por sua necessidade de aumentar o poder de seu líquido Kli. Eles se tornaram tão devotados a esta tarefa que colonizaram muitos planetas. Eventualmente eles descobriram os ChCh-t, e ajudaram-nos a desenvolver o vôo espacial. Os Cyth têm muito orgulho desta sua benevolência. Também foi um feito delicado conseguirem uma aliança com os Tarth, que originalmente queriam destrui-los. Eles só conseguiram apaziguar os guerreiros Tarth dando-lhes vários planetas. Mais uma vez os Cyth acreditaram que saíram ganhando com sua benevolência. Os Tarth já cruzavam vastos territórios da galáxia, e os Cyth queriam se utilizar de suas naves para a tarefa de descobrir novos mundos e recursos.

No início os Maug hesitaram em tornar-se parceiros dos Cyth. Mas com a ajuda dos Tarth e dos ChCh-t, eventualmente os Maug foram persuadidos a juntar-se aos Cyth, e a Aliança Quadra nasceu. De acordo com os historiadores Cyth, o respeito dos Maug por eles tornou-se tão forte que eventualmente acabaram abandonando seu planeta nativo, Maug-hau, para que os Cyth pudessem realizar muitas experiências no planeta. Os Cyth os ajudaram a conquistar Arganis X, onde os Maug ainda vivem felizes até hoje.

Infelizmente os Maug não deram valor à sabedoria Cyth. Quando a Aliança Quadra encontrou os Humanos e os Re'Lu, ocorreu uma série de conflitos, denominados Guerras Quadra. A Aliança Quadra estava facilmente derrotando as duas espécies humanóides quando os imprevisíveis Maug mudaram de lado. A Aliança Quadra foi derrotada e os Tarth e ChCh-t passaram a desconfiar dos Cyth. As relações continuaram a se deteriorar, até o atual conflito em torno de Gallius IV surgir.


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