Russel e as pirâmides do egito



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Encontro28.10.2017
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Após o tema 'piramidologia' ser continuamente esmiuçado na internet - em forma de denúncias - a organização julgou conveniente abordar mais uma vez o 'romance' entre Russell e as pirâmides. Ante a impossibilidade de negar os fatos, amplamente apoiados em provas documentais, criou-se uma versão piedosa dos mesmos, colocados em um contexto de 'purificação espiritual'. Vejamos o que diz este curioso artigo em A Sentinela de 1/1/2000, p.9 :

     "Em 1886, quando C. T. Russell publicou um livro que passou a ser chamado  'O plano Divino das Eras', este livro continha uma tabela relacionando as eras da humanidade com a Grande Pirâmide do Egito. Pensava-se que este monumento do faraó 'kufu' [Quéops] fosse a coluna mencionada em Isaías 19: 20... Que relação podia ter uma pirâmide com a Bíblia? Ora, por exemplo, pensava-se que o comprimento de certas passagens na Grande Pirâmide indicava o tempo do começo da 'Grande Tribulação' de Mateus 24: 21, conforme se entendia então. Alguns Estudantes da Bíblia ficaram absortos em medir certos detalhes da pirâmide para descobrir assuntos tais como o dia em que iriam para o céu!"

     Mais uma vez os autores preferem a palavra 'pensamento', ao invés de 'ensino' ou 'doutrina'. Também o sujeito das orações é omitido ou obscurecido em alguns trechos pelas expressões "pensava-se" ou "entendia-se" - um recurso já consagrado pelas publicações das Testemunhas de Jeová ao abordarem partes indesejáveis de sua história. Quem 'pensava'? Quem 'entendia'? A resposta é uma só - A ORGANIZAÇÃO! E não só entendia como ensinava.



  O artigo de janeiro de 2000 faz referência ao primeiro volume de 'Estudos das Escrituras', publicado em 1886. Em 1897, o recém-lançado terceiro volume - Venha o Vosso Reino - foi mais longe ainda, chamando a Pirâmide de Quéops de 'Testemunha de Jeová' (p. 320), mais de 30 anos antes de J. F. Rutherford  - o sucessor de Russell - ter adotado este nome para os então 'Estudantes da Bíblia'. Todavia, o fascínio pelas pirâmides não pararia por aí. Em 1915, foi publicada pela organização uma obra de 438 páginas, quase homônima ao volume 1 -- The Divine Plan of Ages as Shown in the Great Pyramid ("O Plano Divino das Eras Como Mostrado na GRANDE PIRÂMIDE") -- provavelmente de autoria de Morton Edgar -- uma edição de visual mais atraente do que o primeiro volume de Russell e totalmente inspirada no livro dele.

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